Publicado por: marcelopcarvalho | janeiro 16, 2009

O fim dos jornais como negócios que conhecemos

Li dois posts recentes sobre os problemas econômicos envolvendo jornais. Parecem que finalmente esse formato caminha para a extinção, ao menos como o business que é hoje, fruto das dívidas, custos altos, taxas de assinatura caindo, etc.

O primeiro é do Seth Godin, que analisa o que perderemos caso os jornais de fato morram. De uma forma um tanto irônica, mas realista, ele diz que os custos dos jornais são compostos de 2% de coisas realmente relevantes embaladas em 98% de custos que são dispensáveis na realidade de hoje.

O fato é que, com a participação crescente dos serviços via internet, do número de usuários interagindo, da facilidade de publicação e do fenômeno das comunidades, a maior parte das informações contidas nos jornais pode ser obtida de graça, em tempo real, e com melhor qualidade, com mais relevância e filtro na internet do que no papel.

Godin reconhece no jornalismo investigativo, de qualidade, na cobertura inteligente dos fatos, os 2% realmente necessários, que perderemos caso os jornais, como são hoje, terminem.

Daí entra o segundo post, do Ricardo Jordão, da BizRevolution.

Ele diz que:

“isso [dos blogs não gerarem conteúdo de qualidade e só comentarem o que a mídia impressa ou tradicional publica] é conversa do 2007 e 2008. O que está acontecendo agora é a profissionalização dos blogs com a blogarização dos ex-jornalistas. A era do amadorismo nas novas mídias, blogs, mídias sociais está chegando ao fim. Jornalistas americanos muito respeitados como Om Malik, Kara Swisher, Erick Schonfeld e dezenas de outros viraram ativos blogueiros. No Brasil, você já vê isso acontecendo nos blogs dos jornalistas mais famosos, às vezes mais visitados que o web site da empresa em que trabalham. Vide Gilberto Dimenstein. Se eles estão ganhando o mesmo que ganhavam antes é outra história, mas todos colocaram o pé nas novas mídias.

Já o Seth Godin acha que o conteúdo de qualidade que é o que sobra quando se espreme um veículo tradicional vai continuar; vamos pagar por ele de alguma forma, seja via ONGs, seja através de filantropos que colocarão prêmios para o bom jornalismo investigativo.


Respostas

  1. O negócio é esperar para ver. A nova geração não quer saber de ler nada. A humanidade esta num cilco meio ruim, foge da dor e corre em busca do prazer sem responsabilidade – os animais também fazem isso. Precisa-se URGENTEMENTE de informação de REALMENTE DE QUALIDADE e ESPIRUTALIDADE.


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