Publicado por: marcelopcarvalho | julho 21, 2009

Minha primeira conversa com a Karina

Outro dia liguei no 0800 do SISPAG, do Itaú, banco que utilizamos na empresa, para tirar uma dúvida. Após os procedimentos normais (“digite 1 para isso, 2 para aquilo,etc”), uma atendente pegou a linha: “Olá, meu nome é Karina, como posso lhe ajudar?”).

De repente, fiquei sem saber o que fazer. Será que deveria ir direto ao ponto, falando-lhe secamente a respeito da minha dúvida? Deveria cumprimentá-la e agradecer a atenção? Deveria concatenar uma sentença com começo, meio e fim ou simplesmente ditar palavras-chave que, talvez, apressassem e facilitassem a resolução da minha dúvida? Vocês sabem, o nível do telemarketing cai a cada dia e a gente já não sabe como se fazer entendido. De pronto, achei que ela não conseguiria me ajudar e desliguei, após hesitar alguns segundos, mesmo diante da insistência dela, sempre educada, em me atender.

Hoje, criei coragem e liguei novamente. Lá estava a Karina, com a atenção de sempre. Dessa vez não fui pego de surpresa. Expliquei o que queria, crente que fui o mais claro possível. Para minha decepção, ela respondeu, sempre com educação: “Desculpe, não compreendi o que disse, pode repetir?”. Tentei novamente. E ela: “Desculpe, não compreendi o que disse, pode repetir?”. Depois da terceira tentativa, ela desiste: “Aguarde um minuto, vou passar você a um de nossos atendentes”.

Nunca tive problema em interagir com gravações. Pelo menos, nunca parei para pensar se tinha problema, o que me faz concluir que, se tinha problema, não era significativo. Com essa, foi diferente. O problema é que essa tinha nome. Karina.

Tudo bem, o telemarketing a que estamos acostumados é terrível; tudo bem, as gravações tipo “digite um para isso, dois para aquilo, etc.” são um porre; mas criar uma gravação que atende por um nome, já é demais. Talvez seja um prenúncio do futuro e eu é que seja antiquado. Se ao menos a gente pudesse escolher o nome…

PS: “Nossos atendentes estão ocupados, tente mais tarde”, foi a última coisa que me disse, já sem a paciência de antes.

será esta a Karina?


Respostas

  1. essa Karina é meio burrinha, néam? :P

    • Oi Márcia,

      Bem burrinha, só mais um rostinho bonito, ou melhor, uma vozinha…rs.

      Marcelo

  2. Marcelo, um amigo que trabalhava numa operadora de telefonia celular disse que criaram um sistema num país da América Latina – Colômbia, acho – onde uma gravação pedia que a pessoa explicasse pausadamente o seu problema.

    A diferença era que um atendente humano estava ouvindo do outro lado, pronto para redirecionar a chamada à área responsável.

    Com essa engenhosa solução, o cliente achava que estava diante de alguma moderníssima tecnologia de reconhecimento de voz. Do seu lado, a operadora evitava aquele primeiro contato direto – normalmente raivoso.


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