Assisti ontem ao Globo Repórter sobre os confins da Amazônia, na fronteira com a Colômbia. Mais um sobre esse tema: devem ter sido feitos mais de dez ao longo das últimas décadas.
Podem falar o que quiser da Globo (discurso velho, esse, aliás), mas uma coisa é inegável: o padrão Globo de qualidade é de tirar o chapéu.
A fotografia estava magnífica; o roteiro, idem, bem como as entrevistas feitas. Tudo. Um trabalho absolutamente essencial para conhecermos mais esse Brasil escondido, em parte parado no tempo e aprisionado pela natureza, e que só conhecemos superficialmente ou mesmo equivocadamente.
O documentário mostrou a vida das pessoas nas áreas de fronteira, acessíveis somente após horas de barco pelos rios da região. Ao ser questionada sobre o que não poderia faltar ali, a mulher ribeirinha foi rápida: “o anzol”. Outra mulher disse que, para eles, o leite em pó valia mais do que o ouro.
A matéria mostrou também os heróis anônimos da região como os militares, que carregam a tripla missão de vigiar as fronteiras, ajudar os ribeirinhos e mapear a Amazônia. Fiquei pensando quanta coisa nós não sabemos ou, pior, sabemos da forma errada, fazendo julgamentos equivocados.
Enfim, um programa bom de se ver, tanto pela qualidade jornalística como pela mensagem otimista de que a Amazônia é nossa e tem muita coisa ainda protegida.
Veja o texto e o vídeo clicando aqui.
Bom, faço uma pausa de uma semana, em que, creio, não conseguirei atualizar o blog por estar no meio do Pantanal, fazendo um workshop de fotografia.
