Publicado por: marcelopcarvalho | setembro 29, 2009

Minhas fotos preferidas em Potsdam

Postdam fica a uns 25 minutos de trem de Berlim e é Patrimônio Histórico da Humanidade, com seus diversos castelos e jardins. Segundo a Wikipedia, Potsdam é capital federal do Estado de Brandemburgo e tem 146.000 habitantes. Eu fiquei com essa cidade na cabeça depois de conhecer um casal de alemães no Pantanal, que me disse que eu tinha que dar um jeito de ir para lá durante minha estadia em Berlim.

A agenda estava apertada e o único jeito de ir (tirando o domingo que usei para conhecer Berlim) seria matar algum período do congresso em que estava. O dia todo – que seria o ideal – não dava. Mas meio período seria possível. Peguei uma tarde que não traria nada de interessante e tomei o trem para Potsdam.

Na verdade, ao chegar à estação, sem ter passagem, dei de cara com o trem dizendo “Potsdam” e todo mundo entrando. Era pegar ou largar, e talvez ficar tarde demais para ir. Perguntei a uma menina se tinha como comprar a passagem dentro do trem e ela me olhou como se eu tivesse vindo direto de Marte. “I Don´t know…you can try”, ela disse, meio que rindo. Eu “traiei”, mas não rolou, também ninguém me cobrou e cheguei lá como clandestino, mas com o firme propósito de comprar uma passagem retroativa e compensar minha “gersada” talvez tipicamente brasileira.

Eu tinha pouco tempo e tinha de ser eficiente para conhecer o essencial e fotografar. Ao chegar à cidade, demorei uns 20 minutos para conseguir me movimentar. Vi um cara que deveria ser um guia turístico e pedi informações básicas. Ele me deu um guia da cidade (utilíssimo), me indicou quais linhas de ônibus tomar e o melhor roteiro para quem tem apenas 3 horas para conhecer a cidade. Até aí, tudo indo 100%. Quem tem boca vai a Roma – nesse caso, a Potsdam.

O problema é que Potsdam fica na ex-Alemanha Oriental: as pessoas simplesmente não falam inglês (os mais velhos devem falar alguma coisa de russo),  e eu não falo alemão. Ou seja, a comunicação foi complicada até que uma alma bondosa (os mais jovens – alguns – falam inglês) resolveu me ajudar e me explicar o que o motorista do ônibus tentava me dizer: ele não tinha troco e eu deveria comprar a passagem do ônibus lá dentro da estação, e que ele me esperaria (e todos os demais passageiros idem) caso eu fosse rápido. Corri para a estação e, no guichê, a mulher me explicou: “Sua passagem de Berlim para cá vale para os trajetos de ônibus em Potsdam, você não precisa comprar”. Tive que confessar o crime: “É que eu vim sem passagem…”. “Ohhh…”, disse ela.

Resolvido o caso e tendo comprado a passagem de ida, de volta e tudo o mais, voltei ao ônibus e fui aceito pelo motorista. Tudo o que eu precisava fazer agora era validar meu ticket na máquina – mas tentei fazê-lo na máquina errada – para o olhar incrédulo de todos os passageiros. O fato é que você paga esses micos ao ir para lugares novos. Solte-os em Mombuca e aposto que não chegarão nem em Charqueada.

Além do charmoso centro histórico e dos lagos (estes não visitei), Potsdam tem como principal ponto o Parque Real de Sanssouci, com seus castelos em vários estilos: o Palácio Novo, barroco e que foi o Palácio Real da Prússia; o Schloss Charlottenhof, neoclássico; o Orangerie, renascentista,  e o mais famoso, o Sanssouci, no melhor estilo Rococó e que foi construído para o rei Frederico o Grande desfrutar da vida sem preocupação (“Sans souci”). Tem também a casa de chá chinesa, obviamente com influência chinesa.

Postdam tem importância histórica ao ter sediado a Conferência de Postdam, em 1945, quando Stalin, Churchill e Truman decidiram o que fazer com a Alemanha rendida na guerra. Consta que foi ali que Truman decidiu jogar as bombas atômicas em Hiroshima e Nagazaki. Este foi também o último encontro dos aliados da Segunda Guerra Mundial – depois disso, a distância entre União Soviética e Estados Unidos só se fez aumentar, culminando na Guerra Fria, cujo auge se deu nas décadas de 60 e 70.

Abaixo, algumas fotos que gostei da minha curta mas proveitosa estadia em Potsdam. Eu realmente gosto de fazer essas coisas nas minhas viagens.

Esculturas bem dramáticas no Novo Palácio

Esculturas bem dramáticas no Novo Palácio

Fora do caminho; tirada do terraço do Schloss Charlottenhof

Fora do caminho; tirada do terraço do Schloss Charlottenhof

Na escadaria do romântico Castelo renascentista Orangerie

Na escadaria do romântico Castelo renascentista Orangerie

Ainda no Orangerie. Gostei muito dessa foto, não sei exatamente porque.

Ainda no Orangerie. Gostei muito dessa foto, não sei exatamente porque.

Passado, presente e futuro no Sanssouci. E eu dando uma de paparazzi.

Passado, presente e futuro no Sanssouci. E eu dando uma de paparazzi.

Nos fundos do Sanssouci.

Nos fundos do Sanssouci.

Nas belas vinhas dos terraços do Sanssouci

Nas belas vinhas dos terraços do Sanssouci

 

E um pouco do novo...

E um pouco do novo...

 Tem tantas outras…aos poucos vou colocando no Flickr

Valeu a pena, não? Uma boa foto deve liberar alguma dose de endorfina e nos faz sentir melhor…


Respostas

  1. Marcelo,

    As novas fotos são maravilhosas! Você já viu a edição de setembro da revista Bravo? A matéria da capa vai te interessar muito.

    • Oi FLávia,

      Obrigado! Vi sim, é do Cartier-Bresson, comprei inclusive e devo ir à exposição das fotos dele hoje no final da tarde em SP.

      Abraço

      Marcelo

  2. Marcelo,

    As fotos são belíssimas e o seu texto, primoroso.
    Vi também o álbum no flickr, adorei. Minha preferida é aquela sem título.

    (inveja de você estar indo ver Cartier-Bresson!)


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