Estava com este post semi-pronto há algum tempo e agora acabei. Resolvi fazer uma listinha básica dos 10 melhores filmes que vi recentemente. Não é uma resenha; talvez até faça alguma resenha de um ou mais deles mais para frente.
É engraçado, porque tenho certeza que vi outros que na hora achei muito bons, mas por alguma razão, não lembro. Procurei incluir apenas filmes relativamente novos – eu revi recentemente Encontros e Desencontros (Lost in Translation), da Sofia Coppola, tendo a Scarlett Johansson despontando, contracenando magnificamente com o Bill Murray, mas não incluí na lista porque é antigo (de 2003). Mas ficaria fácil no topo da minha lista dos 10 preferidos do momento se fosse recente.

Também, revi por acaso o Sideways, voltando de avião de Berlim. O filme teve um sentido especial nesse momento porque 2 semanas depois eu estava indo pro meu Sideways.
Segue a lista, não está em ordem necessariamente de preferência.
O Lutador (The Wrestler, 2008 – Darren Aronofski). O filme retrata a decadência de um lutador de wrestling (não sei em português), interpretado por Mickey Rourke, que passou na vida real por uma trajetória muito parecida, o que engrandece o filme. De fato, a interpretação dele é magistral, a história é muito verossímil e, talvez por isso, difícil de assistir. Afinal, o medo da decadência sempre existe. A fotografia é sombria, melancólica; o filme tem relativamente poucos diálogos.

Estômago – (nacional, 2007 – Marcos Jorge): mais um ótimo filme nacional, com roteiro bem original e uma interpretação fantástica do ator João Miguel, que é muuuuito bom. Meio comédia, meio tragédia, o filme trata da vida de um nordestino que chega a São Paulo e aprende a cozinhar – e como ninguém. O principal tema do filme é o poder – se as pessoas dependem de você para alguma coisa, você tem poder – na vida há os que devoram e os que são devorados Foi isso que Nonato (personagem do João Miguel), aprendeu.

A Vida dos Outros (Das Leben der Anderen, 2006 – Florian Henckel von Donnersmarck): vencedor do Oscar de Melhor Filme Estrangeiro; obra-prima. Um filmaço mesmo, com uma fotografia belíssima, personagens muito ricos e uma interpretação magistral do ator principal, Ülrich Muhe, que estava com câncer e veio a falecer logo depois. O filme trata do totalitarismo na Alemanha Oriental, no pós-guerra. Talvez faça uma resenha dele depois. Um dos melhores filmes que já vi, com um dos finais mais tocantes que vi.

Gran Torino – (Clint Eastwood, 2008): mais uma obra-prima do Clint Eastwood, que se supera a cada filme. Pensei agora: a temática tem muito a ver com O Visitante (ver abaixo), que veio antes. Mas Gran Torino vai bem mais a fundo, está em outro patamar. Imperdível.

Pensando bem, acho que estes foram os 5 que mais gostei.
Os outros cinco:
A Outra (The Other Boleyn Girl, 2008 – Justin Chadwick): um filme com a Natalie Portman e a Scarlett Johansson não precisa de muito mais…mas ele tem. Uma bela história sobre as irmãs Bolena, envolvendo poder e traição no trono inglês, com um fundo psicológico bastante forte. Um grande filme.

O Visitante (The Visitor, 2007 – Thomas McCarthy). O último que vi. Uma história bem atual, que trata de dois temas. Primeiro, a imigração e a situação dos imigrantes nos EUA pós-11 de setembro; Segundo, da solidão, do propósito da vida e da coragem de tentar mudar as coisas. Um belo filme, bem kafkiano, em que o ator principal, Richard Jenkins, faz a diferença. Lembrei do texto que escrevi sobre a palestra do Barry Schwartz na TED.

A Partida (Departures, 2008 – Yojiro Takita). Oscar de Melhor Filme Estrangeiro deste ano, um filme bem pouco convencional, trata de um jovem sem perspectiva, que vai para o interior junto com sua esposa e lá arruma um emprego como maquiador de cadáveres. O emprego é mal visto por todos, mas ele persiste e, com ele, descobre de novo a alegria de viver.

Foi Apenas um Sonho (Revolutionary Road, 2009 – Sam Mendes). Já escrevi sobre ele – achei excelente, com super atuações do Leonardo di Caprio e, principalmente, da Kate Winslet. Veja o que escrevi sobre ele.
Coisas que Perdemos pelo Caminho (Things we lost in the fire, 2007 – Susanne Bier) Já escrevi sobre ele, aqui. Halle Barry e Benício del Toro em grande forma.
Frost/Nixon: já resenhei de forma mais completa, aqui.
Menções bem honrosas:
Sangue Negro
Linha de Passe – meu post sobre ele, aqui.
Desejo e Reparação
Obrigado por Fumar – meu post sobre ele, aqui.
O Curioso Caso de Benjamin Button – meu post sobre ele, aqui.
Amores Brutos
Na Natureza Selvagem
Ainda não assisti Bastardos Inglórios. Ufa, esse deu trabalho, haja link e figura!!

Assino embaixo da sua lista, Marcelo! “A Vida dos Outros” ficou entre os favoritos da minha vida!
Outro filme que me impressionou muito nesse período foi Dúvida, com Meryl Streep e Philip Seymour Hoffman. Roteiro excelente e desempenhos emocionantes. Um abraço,
stella
Por: stella em outubro 31, 2009
às 12:33 pm
Não deixe de assistir a “O Equilibrista”…
Por: Hariane em dezembro 3, 2009
às 3:18 pm