Esse blog (nem seu autor) é especializado em vinhos. Há outros bem melhores, como o Nosso Vinho, do amigo Paulo Queiroz. Mas como ninguém me impede, dou às vezes meus pitacos.
Quem diria que meu vinho do ano seria um branco? Devo tomar um branco a cada dez tintos, mais um menos. E olha que tomei bons tintos em 2009. Mas meu preferido mesmo foi um branco que tomei recentemente, um Sol de Sol Chardonnay 2006, da Viña Aquitania. Apesar de estar localizada no Vale do Maipo, perto de Santiago, esse vinho vem de uvas produzidas em Traiguén, no Vale do Malleco, o mais austral para vinhos no Chile, a 650 km ao Sul de Santiago. A Viña Aquitania tem também o Lazuli, um Cabernet Sauvignon que gosto bastante, especial mesmo. Aliás, a Viña Aquitania é especial.
Esse Chardonnay não tem madeira em excesso, como é comum em vários Chardonnays de hoje. Tem um pouco de madeira e baunilha, mas na medida certa. É bem cítrico. Também, não “agride”, o vinho é muito equilibrado, o álcool não se sobressai e a sensação é muito agradável do começo ao fim. Não fica aquele gosto de “água de coco passada”, que às vezes um Chardonnay mais agressivo deixa. É um vinho que nem precisa (nem deve) ser tomado tão gelado e a cor, amarelo palha, meio lima-da-pérsia, combina muito com o vinho. Outro dia, tomei um Grosset Picadilly, de Adelaide Hills, Austrália, que supostamente faria bonito. Não chegou nem aos pés desse chileno.
Claro que o prato e o restaurante também fazem a diferença. Nesse caso, o escolhido foi o Navegantes, que tem disparado a melhor cozinha de Piracicaba, sendo especializado em frutos do mar. O peixe à caiçara é fantástico e harmonizou muito bem com o Sol de Sol.
Esse Sol de Sol não é um vinho para o dia-a-dia, até porque não é barato. Esse eu comprei na Viñoteca, no free shop do aeroporto de Santiago, que tem ótimas opções; mas achei aqui via internet também, bem mais caro do que paguei (na Zahil) por R$ 155,00 a garrafa.
Pode-se argumentar que, por esse preço, você pode comprar 5 garrafas de um vinho honesto, para o dia-a-dia. É verdade. Mas garanto que nem 50 garrafas desse vinho do dia-a-dia terão o aroma e o paladar desse Chardonnay chileno, meu vinho de 2009.



Olá Marcelo
como vc já havia sugerido,anotei o vinho para futuras inclusão na carta.
Obrigado pela menção a casa; vc. nos motiva, apareça.
Abraços
Dalmo e Sanny
Por: Dalmo em dezembro 12, 2009
às 3:12 am