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	<title>O que der e vier &#187; Arte</title>
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	<description>Idéias, pensamentos e impressões, por Marcelo Pereira de Carvalho</description>
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		<title>O que der e vier &#187; Arte</title>
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		<title>Sobre fins e recomeços</title>
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		<pubDate>Sun, 28 Mar 2010 23:47:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>marcelopcarvalho</dc:creator>
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		<description><![CDATA[No final de semana passado, fui para Tiradentes, em Minas Gerais, descansar e fotografar. Acho que não conhecia Tiradentes – talvez já tenha ido em uma excursão do colegial, mas se fui, estava certamente interessado à época em outras coisas – e minha vontade de conhecê-la cresceu depois que li um dos livros do Eduardo [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=blog.oquederevier.com&blog=5679249&post=976&subd=marcelopcarvalho&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>No final de semana passado, fui para Tiradentes, em Minas Gerais, descansar e fotografar. Acho que não conhecia Tiradentes – talvez já tenha ido em uma excursão do colegial, mas se fui, estava certamente interessado à época em outras coisas – e minha vontade de conhecê-la cresceu depois que li um dos livros do <a href="http://www.palestrantes.org/palestrante.asp?ID=22">Eduardo Giannetti</a>, todos escritos em longos retiros feitos na vila colonial, hospedando-se no antigo <a href="http://www.solardaponte.com.br/">Solar da Ponte</a>.</p>
<div id="attachment_974" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><a href="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2010/03/img_4373.jpg"><img class="size-full wp-image-974" title="IMG_4373" src="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2010/03/img_4373.jpg?w=500&#038;h=332" alt="" width="500" height="332" /></a><p class="wp-caption-text">Solar da Ponte</p></div>
<p>Um conjunto de circustâncias me fez ir para lá e, claro, fiquei hospedado no mesmo Solar da Ponte, uma casarão histórico localizado perto do centrinho e que prima pela exclusividade e pelo bom gosto. Cada quarto (a pousada possui 18) é decorado de um jeito diferente e pude entender perfeitamente porque o Giannetti hiberna nesse lugar para escrever seus ensaios. Talvez em me sinta também inspirado por lugares como esse, guardadas as devidas proporções.</p>
<p>Como você pode ter percebido, não tenho escrito muito, nem fotografado. Essas coisas – a inspiração, a vontade de escrever ou fotografar, a auto-avaliação favorável do trabalho, a ponto de se permitir expor – vêm em ondas, e em parte fui para Tiradentes em busca de uma nova onda.</p>
<div id="attachment_975" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><a href="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2010/03/img_4467.jpg"><img class="size-full wp-image-975" title="IMG_4467" src="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2010/03/img_4467.jpg?w=500&#038;h=332" alt="" width="500" height="332" /></a><p class="wp-caption-text">Tiradentes de noite, com chuva, vazia</p></div>
<p>Tiradentes é uma espécie de Paraty das montanhas, porém menos badalada. Mas não é sobre Tiradentes que quero escrever – há montes de textos na internet, e minhas fotos aqui, no <a href="http://facebook.com/marcelo.decarvalho">Facebook</a> e no <a href="www.flickr.com/marpcar">Flickr</a> falarão melhor do que minhas palavras.</p>
<p>Quero escrever sobre uma mesa. Uma mesa grande, rústica, de peroba maciça com pés de braúna carregados de história. E que agora me acompanhará, seja onde for.</p>
<p>No domingo, andando meio que sem rumo definido pela cidade, fui atraído por um atelier (o único que entrei, tanto lá quanto na vila vizinha de Bichinho) faceado por um belo gramado com árvores, na lateral mais escondida do Solar. Vendo minha indecisão (entro ou não entro? Afinal, definitivamente não vou comprar nada. Não, o momento não é de comprar nada. Ando gastando muito já, estamos investindo na empresa, os desafios deste 2010 são grandes e, ainda por cima, nem sei ainda onde vou morar, já que supostamente estou de mudança de cidade), a proprietária me convidou dizendo que não custava nada entrar.</p>
<div id="attachment_977" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><a href="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2010/03/img_4374.jpg"><img class="size-full wp-image-977" title="IMG_4374" src="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2010/03/img_4374.jpg?w=500&#038;h=332" alt="" width="500" height="332" /></a><p class="wp-caption-text">A casa/atelier à direita, atrás das árvores</p></div>
<p>Entrei. Tocava MPB, e o atelier, que na verdade era a casa da artista, abria para um jardim muito integrado com a casa antiga, com piso de madeira e diversos móveis o objetos: tudo à venda. Ela me explicou: estavam de mudança para Portugal, decidiram partir e vendiam tudo – móveis, objetos de arte, utensílios, muita coisa antiga, garimpada nos lugares  mais improváveis: uma luminária italiana adquirida em uma estação ferroviária a ser demolida, por exemplo, e daí por diante.</p>
<p>Em um dos cômodos, a mesa. Olhei para ela, fizemos um comentário qualquer, e continuei andando, percorrendo a casa e me perguntando porquê partiriam, porquê sairiam daquele lugar que parecia perfeito, para que ir a Portugal começar tudo de novo? A necessidade de recomeçar não respeita esse tipo de coisa, pensei.</p>
<div id="attachment_979" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><a href="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2010/03/img_4496.jpg"><img class="size-full wp-image-979" title="IMG_4496" src="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2010/03/img_4496.jpg?w=500&#038;h=332" alt="" width="500" height="332" /></a><p class="wp-caption-text">Capela, de noite</p></div>
<p>Depois de percorrer toda a casa, perguntei o preço da mesa. Não sei porque perguntei – afinal não havia a menor chance de comprá-la, pelos motivos já expostos. Pelo que era, não parecia caro, ainda mais depois de saber que os pés de braúna vieram de uma ponte construída por Juscelino Kubitschek em sua cidade natal – Diamantina &#8211; quando este fora governador de Minas Gerais (início da década de 50), e que ela havia comprado quando a ponte foi demolida.</p>
<p>Saí, nem telefone peguei. Afinal, se não iria comprar a mesa, para que perder tempo ou gerar expectativas nela e em mim? Fui embora, voltei para BH, onde tinha um congresso.</p>
<p>Foi quando as coisas começaram a mudar. Comentei com alguém sobre a mesa de Tiradentes e fui recebido com um “você tem que comprar essa mesa!”. E o pior é que eu sabia que tinha. Na verdade, já tinha comprado no mesmo momento em que a vi. O resto todo foi só o processo de adaptação ao fato, talvez a tentativa de resistir a algo que, a princípio, não teria qualquer sentido de ser.</p>
<p>Liguei para o Solar e pedi para irem até lá pegar o telefone. A proprietária sabia de quem se tratava assim que o pessoal foi lá – talvez ela também já soubesse (Fechei o negócio nesse domingo à noite. Ela me disse que já vendera 60% e que provavelmente iria adiantar a partida. Havia reservado a mesa para mim até essa segunda. Fiz uma boa compra, ela disse. Por estar enganado, mas acho que ela gostou de &#8220;eu&#8221; ter comprado a mesa. Conforta dar um bom destino mesmo para o que não nos serve mais.).</p>
<p>Não sei exatamente porque comprei a tal mesa. Racionalmente, me convenci de que se tratava de um bom investimento. Uma mesa dessas em São Paulo custa bem mais caro – a artista mesmo me disse isso. Pronto, estava justificado o investimento. Mas obviamente não foi isso que me motivou, afinal há inúmeros investimentos bem mais simples de se fazer do que comprar uma mesa de 2,38m sem ao certo saber para onde levá-la.</p>
<div id="attachment_980" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><a href="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2010/03/img_4398.jpg"><img class="size-full wp-image-980" title="IMG_4398" src="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2010/03/img_4398.jpg?w=500&#038;h=332" alt="" width="500" height="332" /></a><p class="wp-caption-text">Tiradentes</p></div>
<p>Estranhas essas coisas, essas vidas que se cruzam ou se tocam sem razão aparente, e deixam alguma coisa uma para a outra. A artista, por razões que não sei e nunca vou saber, decidiu recomeçar em outro lugar, despindo-se dos pertences que não mais lhe são úteis, ou que lhe trazem lembranças que convém ser esquecidas, vai saber. Entre esses despojos, uma mesa que, por alguma razão que igualmente desconheço, elegi meio que ao acaso como símbolo de um recomeço qualquer, vai saber. Os restos que representam um fim para uns é a matéria-prima da reconstrução para outros. O que descobriu mesmo Lavoisier?</p>
<p>Olhando para frente, vejo mais dúvidas do que certezas. Ainda não sei onde vou morar, mas sei que onde for haverá comigo uma mesa centenária, uma peça única, uma obra de arte, carregando as marcas do tempo, ancorada em pés fortes de braúna que lhe darão a sustentação necessária, tal qual suas raízes um dia lhe deram.</p>
<div id="attachment_978" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><a href="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2010/03/portugal-025.jpg"><img class="size-full wp-image-978" title="portugal 025" src="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2010/03/portugal-025.jpg?w=500&#038;h=752" alt="" width="500" height="752" /></a><p class="wp-caption-text">A mesa</p></div>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/marcelopcarvalho.wordpress.com/976/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/marcelopcarvalho.wordpress.com/976/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/marcelopcarvalho.wordpress.com/976/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/marcelopcarvalho.wordpress.com/976/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/marcelopcarvalho.wordpress.com/976/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/marcelopcarvalho.wordpress.com/976/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/marcelopcarvalho.wordpress.com/976/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/marcelopcarvalho.wordpress.com/976/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/marcelopcarvalho.wordpress.com/976/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/marcelopcarvalho.wordpress.com/976/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=blog.oquederevier.com&blog=5679249&post=976&subd=marcelopcarvalho&ref=&feed=1" />]]></content:encoded>
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		<title>Avatar merecia mais</title>
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		<pubDate>Fri, 29 Jan 2010 23:44:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>marcelopcarvalho</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Antes de escrever sobre Avatar, fiz uma consultazinha na internet e conversei com algumas pessoas que viram o filme.  Fiquei surpreso – quase só críticas favoráveis e pessoas que respeito intelectualmente gostaram muito do filme. Será que vimos o mesmo filme? Será que minha avaliação está errada, sou insensível, exigente, obtuso? Será que minhas expectativas [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=blog.oquederevier.com&blog=5679249&post=945&subd=marcelopcarvalho&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Antes de escrever sobre <a href="http://www.avatarfilme.com.br/">Avatar</a>, fiz uma consultazinha na internet e conversei com algumas pessoas que viram o filme.  Fiquei surpreso – quase só críticas favoráveis e pessoas que respeito intelectualmente gostaram muito do filme.</p>
<p>Será que vimos o mesmo filme? Será que minha avaliação está errada, sou insensível, exigente, obtuso? Será que minhas expectativas estavam exageradas e equivocadas? Vamos ser justos: Avatar é um show, uma super-produção primorosa. Em 3D, você de fato entra nas cenas. A realidade virtual criada por James Cameron é perfeita. É uma obra-prima na forma. Mas no conteúdo…</p>
<p>O roteiro é fraco, óbvio, chega a afrontar nossa inteligência. Os diálogos são pobres e os personagens totalmente clichês, ainda que em geral bem interpretados: o heroí, a heroína, os ajudantes dos dois, o vilão (excelente, por sinal, o ponto alto do enredo), e assim por diante. Tudo bem, é possível ter esses clichês e fazer um grande filme. Mas não é o caso. A história é previsível do começo ao fim, você fica esperando algo diferente e simplesmente não vem nada, até o ponto em que você se contenta em apreciar o visual e os efeitos.  Infelizmente, tive que ver o filme dublado, o que é de lascar, e isso talvez tenha contribuído negativamente.</p>
<p>O filme procura ainda passar uma mensagem educativa: que temos de proteger o meio-ambiente, caso contrário destruiremos nosso planeta. Ok, concordo.  Mas essa abordagem seria válida e potencialmente impactante caso esse tema não fizesse parte da nossa agenda. Nesse caso, mesmo com uma historinha boba, Avatar teria um impacto ao trazer à tona um tema novo e relevante. Mas, pombas, esse é o principal tema discutido no mundo atual! O grande desafio que temos é como conciliar o aumento da renda de grande parte da população mundial, que vai se refletir em maior consumo, com a necessidade de utilização racional dos recursos naturais.</p>
<p>Ainda não sabemos ao certo como fazer isso, como a COP15 demonstrou em dezembro. Mas a discussão está em todos os jornais, TVs, internet, governos, empresas. Talvez quando Cameron começou a trabalhar a ideia, há 10 ou 12 anos, fosse um tema de vanguarda. Hoje, é <em>main stream</em>. Não me parece necessário gastar US$ 300 milhões e empregar uma metáfora da destruição de um outro planeta para passar essa mensagem. Talvez eu esteja exagerando; talvez eu seja mais consciente a respeito dessas questões, do que a maior parte da população mundial &#8211; afinal me informo minimamente. Faço, então, uma ressalva: talvez o filme tenha êxito ao passar essa mensagem, ainda que de uma maneira água com açúcar. Para mim, porém, Avatar foi inócuo nesse sentido.</p>
<p>Mesmo com esses tropeços, o filme se salvaria, tamanha a qualidade da produção e a inovação visual. Mas Avatar ainda abusa dos lugares-comuns: a culpa pelo extermínio de populações tecnologicamente menos favorecidas, o amor impossível (me pareceu muito um Dança com Lobos: uma civilização mais avançada destrói a outra, até que surge um amor para complicar…), a culpa pelas conseqüências – psicológicas inclusive &#8211; da Guerra do Vietnã e afins, o velho embate entre o bem e o mal, Davi contra Golias, e assim por diante.</p>
<p>De fato, o diretor caracterizou as duas civilizações em conflito como totalmente antagônicas, colocando-as em pontos absolutamente opostos em relação aos aspectos éticos. De um lado, o “povo do céu”, isto é, nós, armados, poderosos e sem escrúpulos, querendo explorar um metal raro presente no subsolo de Pandora; de outro, uma tribo alienígena (metáfora clara dos povos indígenas que foram exterminados) que vive em total comunhão com a natureza,  de modo absolutamente idílico &#8211; Pandora, de fato, assemelha-se a uma espécie de paraíso. Nesse sentido, Cameron se mostra um grande pessimista com os rumos da raça humana: em 2154, teremos destruído todo o verde daqui e o próximo passo é fazer o mesmo por lá.</p>
<p>Há ainda um <em>gran finale</em>, e se você não viu o filme, aconselho a parar por aqui. Diante da possibilidade de voltar para a Terra ou mudar definitivamente para Pandora e se tornar um Na’vi, abandonando sua versão humana, o herói Jake não hesita: se “suicida” como humano para viver no paraíso de Pandora com sua amada nativa. É a utopia em seu grau extremo: abandonar a própria vida, o próprio mundo, e viver no Eden. Isso dá mais uma longa análise, mas deixa pra lá…</p>
<p>Você vai achar que não recomendo o filme. De forma alguma. Avatar é bom? Depende do que se busca e talvez aí esteja meu erro com essa análise bem crítica. Se a ideia é ver um belo roteiro e uma história inteligente, esqueça. Se o objetivo é se divertir com uma criação brilhante, vá fundo que a diversão é garantida. As duas horas e meia de filme passam rapidamente e você embarca mesmo em uma viagem. Mas mesmo por isso, por ter feito algo tão grandioso e com tanto potencial, James Cameron poderia ter marcado época e feito um filme melhor. Avatar merecia uma história mais consistente, menos óbvia e infantil, menos Romeu e Julieta com final feliz, que acabou apenas servindo como invólucro para embalar as peripécias tecnológicas e a incrível criatividade visual. Uma pena.</p>
<p>PS: recebi esse link aqui comparando <a href="http://failblog.org/2010/01/10/avatar-plot-fail/">Avatar com Pocahontas</a> <img src='http://s.wordpress.com/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':-)' class='wp-smiley' /> </p>
<p>(Vai, pode meter o pau agora).</p>
<p><a href="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2010/01/captura-de-tela-2010-01-29-as-20-48-14.png"><img class="alignnone size-full wp-image-944" title="Captura de tela 2010-01-29 às 20.48.14" src="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2010/01/captura-de-tela-2010-01-29-as-20-48-14.png?w=500&#038;h=261" alt="" width="500" height="261" /></a></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/marcelopcarvalho.wordpress.com/945/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/marcelopcarvalho.wordpress.com/945/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/marcelopcarvalho.wordpress.com/945/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/marcelopcarvalho.wordpress.com/945/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/marcelopcarvalho.wordpress.com/945/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/marcelopcarvalho.wordpress.com/945/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/marcelopcarvalho.wordpress.com/945/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/marcelopcarvalho.wordpress.com/945/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/marcelopcarvalho.wordpress.com/945/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/marcelopcarvalho.wordpress.com/945/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=blog.oquederevier.com&blog=5679249&post=945&subd=marcelopcarvalho&ref=&feed=1" />]]></content:encoded>
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		<title>2009: Balanço Final</title>
		<link>http://blog.oquederevier.com/2009/12/24/2009-balanco-final/</link>
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		<pubDate>Thu, 24 Dec 2009 13:26:07 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Promessas de ano novo]]></category>

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		<description><![CDATA[Constato constrangido e meio perplexo: nesse ano que passou eu não cumpri a maior parte das metas que havia traçado ao final de 2008. Algumas não consegui cumprir, outras não quis; mudaram as premissas, o que está ok, afinal não me parece nada bom ter sua vida programada como um jogo de computador, imune a [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=blog.oquederevier.com&blog=5679249&post=888&subd=marcelopcarvalho&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Constato constrangido e meio perplexo: nesse ano que passou eu não cumpri a maior parte das metas que havia traçado ao final de 2008. Algumas não consegui cumprir, outras não quis; mudaram as premissas, o que está ok, afinal não me parece nada bom ter sua vida programada como um jogo de computador, imune a surpresas que são sempre o tempero da vida, sejam boas ou más.</p>
<p>Mas não estive parado, e só se esbarra em algo novo quando se está em movimento. Aliás, me movimentei: dentro daquilo que pude contabilizar, foram 25 viagens aéreas dentro do Brasil e 5 no exterior, quase tudo a trabalho, mas nunca se está 100% a trabalho, não?: lá fora, fui para Austrália, Espanha, Chile, Alemanha  e Estados Unidos. Gosto de viajar e acho que cada vez mais as viagens farão parte do que faço. A vida acontece fora do meu escritório, é fora que tenho a inspiração e obtenho a renovação e a energia para enfrentar o dia-a-dia e para me reinventar.</p>
<p>O que mais fiz em 2009?</p>
<p>Passei a levar mais a sério o hobby da fotografia, fazendo dois cursos, lendo a respeito, praticando. É uma atividade da qual extraio grande prazer. Pode parecer idiota, mas o efeito que uma foto bem tirada gera, ou um elogio a ela feito por outras pessoas, tem maior impacto em mim hoje do que um trabalho bem feito ou um elogio ao trabalho bem feito. Talvez por já ser de certa forma reconhecido pelo que faço, e a fotografia é um desafio novo. Ainda não sei.</p>
<p>(Tenho certeza que a demanda por fotografia vai aumentar muito no mundo: todo mundo gosta é a única forma de arte que você não precisa ter uma habilidade específica e muito treino até produzir  algo razoável – a fotografia vai ser o futebol das artes, acredite).</p>
<p>Trabalhei menos, mas de forma mais inteligente e sem deixar que coisas pequenas adquirissem uma proporção maior do que representavam. Depois de uns coices da vida, você aprende a relativizar os problemas, fica mais humilde também. Os resultados vieram, não só por isso, claro. Com ou sem crise, foi nosso melhor ano e de certa forma é uma vitória perceber que uma fase de ajustes difíceis na vida pessoal não atrapalhou significativamente a vida profissional. E, mais importante, chego ao final do ano com novos projetos e ideias.</p>
<p>Conheci pessoas novas, menos talvez do que talvez devesse conhecer, mas cada um de nós tem seu ritmo e suas premissas, e sair totalmente deles nem sempre é o melhor caminho. Reforcei laços profissionais, de amizade e familiares, talvez menos do que devesse, mas sei que fui na direção certa; fiz uma viagem com três velhos amigos da época da faculdade, coisa que pouca gente pode fazer ou, mesmo que possa, não faz.</p>
<p>Aliás, se há uma sensação que me acompanha nesse final de ano, talvez construída ao longo de um ano de certa forma introspectivo, de pausa para balanço, é que podemos fazer bem mais do que efetivamente fazemos, seja pessoalmente, socialmente, profissionalmente. É fácil nos acomodarmos, envelhecermos o espírito. O único medo que realmente tenho é o da acomodação, que é uma espécie de jogar de toalhas quando a luta nem começou, ou está apenas em seu início. Quantas coisas estão ao nosso alcance e não fazemos, procrastinamos, acordamos mais tarde, deixamos para amanhã ou depois de amanhã, ou apenas não temos e nunca vamos ter a energia para nos movimentarmos?</p>
<p>Não sei quais são as metas que terei para 2010. Só sei que terei uma regra: manter a peteca no alto, manter as exigências em alto grau, mas no sentido saudável, e fazer tudo aquilo que sei que posso e quero fazer.  Vejo à minha frente uma folha de papel a ser desenhada, a meu lado as ferramentas que preciso e constato que tenho as habilidades e a disposição para preenchê-la.</p>
<p>Obrigado a todos que frequentaram esse espaço em 2009; estaremos juntos em 2010. Obrigado aos que tiveram paciência comigo, os que acreditaram em mim e me incentivaram. Obrigado a todos que cruzaram meu caminho e deixaram, de uma forma ou de outra, sua contribuição.</p>
<p>Antes de terminar, uma menção especial ao Schummacher, 40 anos, e que volta a Fórmula 1 em 2010 competindo de igual para igual com os garotos. Como em 2010 também faço 40 (apesar de me sentir com 20), torço pelo sucesso dele, que mostra que mais do que idade, o que conta mesmo é a vontade e a cabeça. Sucesso pra nós em 2010, Schummacher!</p>
<p>Frase final do poema Receita de Ano Novo,  do Drummond: “É dentro de você que o Ano Novo cochila e espera desde sempre.” Bela frase, vamos pensar nela; vale mais do que mil promessas e metas que ficarão nas gavetas.</p>
<p>PS: “When you make a difference, you also make a connection”. Essa frase de Seth Godin está no e-book gratuito que ele produziu junto com mais de setenta “grandes pensadores”, como ele diz, a respeito de temas importantes para pensarmos para 2010. <a href="http://sethgodin.typepad.com/seths_blog/2009/12/what-matters-now-get-the-free-ebook.html">Faça o download aqui</a>, vale a pena.</p>
<p><strong>Receita de ano novo &#8211; Carlos Drummond de Andrade</strong></p>
<p><em>Para você ganhar belíssimo Ano Novo<br />
cor do arco-íris, ou da cor da sua paz,<br />
Ano Novo sem comparação com todo o tempo já vivido<br />
(mal vivido talvez ou sem sentido)<br />
para você ganhar um ano<br />
não apenas pintado de novo, remendado às carreiras,<br />
mas novo nas sementinhas do vir-a-ser;<br />
novo<br />
até no coração das coisas menos percebidas<br />
(a começar pelo seu interior)<br />
novo, espontâneo, que de tão perfeito nem se nota,<br />
mas com ele se come, se passeia,<br />
se ama, se compreende, se trabalha,<br />
você não precisa beber champanha ou qualquer outra birita,<br />
não precisa expedir nem receber mensagens<br />
(planta recebe mensagens?<br />
passa telegramas?)</em></p>
<p><em><br />
Não precisa<br />
fazer lista de boas intenções<br />
para arquivá-las na gaveta.<br />
Não precisa chorar arrependido<br />
pelas besteiras consumidas<br />
nem parvamente acreditar<br />
que por decreto de esperança<br />
a partir de janeiro as coisas mudem<br />
e seja tudo claridade, recompensa,<br />
justiça entre os homens e as nações,<br />
liberdade com cheiro e gosto de pão matinal,<br />
direitos respeitados, começando<br />
pelo direito augusto de viver.</em></p>
<p><em><br />
Para ganhar um Ano Novo<br />
que mereça este nome,<br />
você, meu caro, tem de merecê-lo,<br />
tem de fazê-lo novo, eu sei que não é fácil,<br />
mas tente, experimente, consciente.<br />
É dentro de você que o Ano Novo<br />
cochila e espera desde sempre.</em></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/marcelopcarvalho.wordpress.com/888/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/marcelopcarvalho.wordpress.com/888/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/marcelopcarvalho.wordpress.com/888/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/marcelopcarvalho.wordpress.com/888/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/marcelopcarvalho.wordpress.com/888/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/marcelopcarvalho.wordpress.com/888/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/marcelopcarvalho.wordpress.com/888/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/marcelopcarvalho.wordpress.com/888/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/marcelopcarvalho.wordpress.com/888/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/marcelopcarvalho.wordpress.com/888/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=blog.oquederevier.com&blog=5679249&post=888&subd=marcelopcarvalho&ref=&feed=1" />]]></content:encoded>
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	</item>
		<item>
		<title>Primeiras fotos que faço em um espetáculo de dança</title>
		<link>http://blog.oquederevier.com/2009/12/15/primeiras-fotos-que-faco-em-um-espetaculo-de-danca/</link>
		<comments>http://blog.oquederevier.com/2009/12/15/primeiras-fotos-que-faco-em-um-espetaculo-de-danca/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 15 Dec 2009 21:12:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>marcelopcarvalho</dc:creator>
				<category><![CDATA[Arte]]></category>
		<category><![CDATA[fotografia]]></category>
		<category><![CDATA[Ballet]]></category>
		<category><![CDATA[Canon T1i]]></category>
		<category><![CDATA[Studio 415]]></category>

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		<description><![CDATA[Fotografar um espetáculo de dança é um desafio considerável. Primeiro, o movimento que não pára: sinto-me bem mais à vontade fotografando natureza e exteriores, onde não há praticamente movimento &#8211; nada mais oposto do que um ballet. Segundo, a luz é normalmente pouca e muda a cada segundo, tornando quase impossível fotometrar (logicamente, o uso de [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=blog.oquederevier.com&blog=5679249&post=878&subd=marcelopcarvalho&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Fotografar um espetáculo de dança é um desafio considerável. Primeiro, o movimento que não pára: sinto-me bem mais à vontade fotografando natureza e exteriores, onde não há praticamente movimento &#8211; nada mais oposto do que um ballet.</p>
<p>Segundo, a luz é normalmente pouca e muda a cada segundo, tornando quase impossível fotometrar (logicamente, o uso de flash está descartado).</p>
<p>Terceiro, a distância. Normalmente, fica-se longe do palco e se você não tiver uma boa teleobjetiva, tirará apenas cenas gerais, não pegará os movimentos que fazem a diferença.</p>
<p>Por tudo isso, e considerando que foi minha primeira tentativa de fotografar esse ambiente desafiador, gostei do resultado e, mais do que isso, do desafio.</p>
<p>Meu equipamento disse ao que veio: minha Canon T1i se mostrou ótima, viabilizando fotos com ISO bem alta (800 a 1600), permitindo velocidades um pouco maiores, sem aumentar muito o ruído.  Adorei estar com minha 400 mm, que foi essencial. Claro que usei tripé, caso contrário teria salvo pouquíssimas fotos, ainda mais com esse equipamento pesado.</p>
<p>Ainda estou trabalhando em cima das fotos, mas vejam abaixo algumas que gostei, das mais de 500 que tirei. Tem umas 40-50 que achei bem legais. Tem mais algumas no <a href="http://www.flickr.com/marpcar">meu Flickr</a>.</p>
<p>O espetáculo foi a apresentação de final de ano do ballet do S<a href="http://www.studio415.com.br">tudio 415</a>, de Piracicaba.</p>
<p>PS: O Danilo, fotógrafo e parceiro, me disse que as fotos estão legais, mas borradas, porque eu usei uma lente inadequada, muito escura para um ambiente problemático, com pouca luz. O ideal seria uma 50 mm bem clara, tipo 1.4 ou 1.8, ou uma grande angular, ficando bem próximo do palco. Claro que ele está certo. Bem, eu não tinha essa opção (até tenho uma 16-35 mm 2.8, que poderia servir, mas eu não poderia ficar perto do palco). Mas eu também gosto do &#8220;borrado&#8221;, que mostra o movimento e deixa a imagem mais implícita e menos explícita. Enfim, tudo depende da proposta &#8211; nesse caso, acho que a tele foi legal, além do que permitiu closes que não são normalmente vistos.</p>
<p><a href="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2009/12/img_1939.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-879" title="IMG_1939" src="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2009/12/img_1939.jpg?w=500&#038;h=333" alt="" width="500" height="333" /></a></p>
<p><a href="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2009/12/img_1948.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-880" title="IMG_1948" src="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2009/12/img_1948.jpg?w=499&#038;h=353" alt="" width="499" height="353" /></a></p>
<p><a href="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2009/12/img_2036.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-881" title="IMG_2036" src="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2009/12/img_2036.jpg?w=500&#038;h=333" alt="" width="500" height="333" /></a></p>
<p><a href="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2009/12/img_2335.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-882" title="IMG_2335" src="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2009/12/img_2335.jpg?w=500&#038;h=333" alt="" width="500" height="333" /></a></p>
<p><a href="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2009/12/img_2706.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-883" title="IMG_2706" src="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2009/12/img_2706.jpg?w=500&#038;h=333" alt="" width="500" height="333" /></a></p>
<p><a href="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2009/12/img_2322.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-884" title="IMG_2322" src="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2009/12/img_2322.jpg?w=500&#038;h=299" alt="" width="500" height="299" /></a></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/marcelopcarvalho.wordpress.com/878/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/marcelopcarvalho.wordpress.com/878/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/marcelopcarvalho.wordpress.com/878/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/marcelopcarvalho.wordpress.com/878/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/marcelopcarvalho.wordpress.com/878/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/marcelopcarvalho.wordpress.com/878/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/marcelopcarvalho.wordpress.com/878/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/marcelopcarvalho.wordpress.com/878/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/marcelopcarvalho.wordpress.com/878/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/marcelopcarvalho.wordpress.com/878/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=blog.oquederevier.com&blog=5679249&post=878&subd=marcelopcarvalho&ref=&feed=1" />]]></content:encoded>
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		<title>The Phantom of the Opera is here&#8230;</title>
		<link>http://blog.oquederevier.com/2009/11/28/the-phantom-of-the-opera-is-here/</link>
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		<pubDate>Sat, 28 Nov 2009 19:38:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>marcelopcarvalho</dc:creator>
				<category><![CDATA[Arte]]></category>
		<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Psicologia]]></category>
		<category><![CDATA[Andrew Lloyd Weber]]></category>
		<category><![CDATA[Fantasma da Ópera]]></category>
		<category><![CDATA[Londres]]></category>
		<category><![CDATA[Phantom of the Opera]]></category>
		<category><![CDATA[Sarah Brightman]]></category>
		<category><![CDATA[teatro]]></category>

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		<description><![CDATA[Londres, abril de 2007. Participando de um congresso, resolvi em uma das noites assistir ao Fantasma da Ópera no Teatro Majesty. Casa cheia, peça aplaudida de pé, uma verdadeira apoteose, você sai meio anestesiado. Do meu lado, uma mulher comenta com a amiga, sintetizando a razão de tamanho sucesso: “It’s so powerful!&#8221; Um vendedor esperto [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=blog.oquederevier.com&blog=5679249&post=838&subd=marcelopcarvalho&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align:center;"><a href="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2009/11/captura-de-tela-2009-11-21-as-18-44-271.png"><img class="alignnone size-medium wp-image-840" title="Captura de tela 2009-11-21 às 18.44.27" src="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2009/11/captura-de-tela-2009-11-21-as-18-44-271.png?w=183&#038;h=300" alt="" width="183" height="300" /></a></p>
<p>Londres, abril de 2007. Participando de um congresso, resolvi em uma das noites assistir ao <a href="http://www.thephantomoftheopera.com">Fantasma da Ópera no Teatro Majesty</a>. Casa cheia, peça aplaudida de pé, uma verdadeira apoteose, você sai meio anestesiado. Do meu lado, uma mulher comenta com a amiga, sintetizando a razão de tamanho sucesso: “It’s so powerful!&#8221;</p>
<p>Um vendedor esperto vendia DVDs do <a href="http://phantomthemovie.warnerbros.com/">filme de 2004 &#8211;  (dirigido por Joel Schumacher</a>), na porta do teatro a preços exorbitantes. Lógico que comprei o meu, para só depois lembrar que o sistema Pal-m não funciona aqui…Desde então, o filme permaneceu intacto na gaveta que fica embaixo da TV.</p>
<p>Semana passada, no Shopping Iguatemi, São Paulo. Lembrei que precisava comprar um CD de presente para alguém e vi, a minha frente, as Lojas Americanas e entrei. Não custa tentar, pensei, embora à medida que andava pela loja foi ficando claro que o melhor seria sair correndo dali e ir para a Livraria Cultura do Villa-Lobos.</p>
<p>De fato, o CD que eu queria não tinha (a vendedora nunca tinha ouvido falar na Céu). Na saída, eis que olho para um display de ofertas e lá estava ele, pedindo para ser comprado: o DVD do Fantasma da Ópera, de Joel Schumacher, por R$ 12,90. Naquele momento, comprendi a verdadeira razão de eu ter entrado naquela loja…era hora de rever o Fantasma.</p>
<p>Trata-se do musical de maior sucesso da história. Mais do que isso: a versão produzida por Andrew Lloyd Webber é a peça de entretenimento de maior sucesso já feita, em qualquer mídia que se considere. Segundo o <a href="http://www.thephantomoftheopera.com/">site oficial</a>,  já foi visto por mas de 100 milhões de pessoas em 14 línguas, desde que estreiou no Majesty, Londres, em 27 de setembro de 1986, chegando depois a New York em janeiro de 1988. Na Broadway, já foi encenado mais de 9000 vezes e em Londres, outras tantas. Foi o Fantasma da Ópera que projetou, por exemplo, a cantora <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Sarah_Brightman">Sarah Brightman</a>, então esposa de Webber - (que estourou com o sucesso <a href="http://www.youtube.com/watch?v=Lp7rZEKClk4&amp;feature=related">Time to Say Goodbye,  com Andrea Bocelli</a>). E não ficou apenas no teatro: já teve nada menos do que 18 versões para o cinema.</p>
<p>Mas porque o romance escrito por Gaston Leroux em 1910 e depois adaptado ao teatro fez tanto  tanto sucesso? Temas que lidam com o mistério sempre têm apelo e, talvez, aí resida parte do sucesso. A história do fantasma/homem deformado/gênio da música que vive nos porões da ópera de Paris e que mantém uma estranha relação com uma jovem cantora lírica tem os ingredientes para tal. A música também é especial. Uma após outra, Andrew Lloyd Weber compôs uma obra-prima. Aliás, o que dizer de alguém que compôs Cats (de <a href="http://www.youtube.com/watch?v=4-L6rEm0rnY">Memory</a>), Evita (de Don’t’ Cry for me Argentina, <a href="http://www.youtube.com/watch?v=2shR99NnwCA">veja versão com a Sinead O&#8217;Connor</a>, minha preferida, não se compara com a Madonna) e Jesus Cristo Superstar? Ele é um gênio, tal como o Fantasma…assim como Charles Hart, o letrista, que captou a essência da peça de maneira perfeita. A humanidade sabe reconhecer uma verdadeira obra de arte (há esperança!).</p>
<p>O enredo e a música são essenciais para o sucesso, mas acho que o que faz a diferença é que o filme tem um fundo psicológico complexo, lida com diversas questões que caracterizam a essência humana.</p>
<p>Diante da riqueza de possibilidades e de intepretações, a que mais me chama a atenção é a ambivalência presente do começo ao fim: a luz e a escuridão; o pecado e a virtude; a genialidade e a loucura; a beleza e a feiúra; o padrão aceito por todos e o preconceito; o yin e o yang, enfim, presente na própria essência humana.</p>
<p>De um lado, Christine, a soprano protagonista, vive um romance com o jovem Raoul, patrocinador da Ópera e com quem teria uma vida normal, sendo sua companheira; de outro, a atração meio doentia em relação ao Fantasma, que a seduz e a aprisiona com sua música e a quem Christine confunde com seu pai, cuja perda nunca superou. Christine precisa superar a morte do pai, eliminar os vínculos do passado e ser ela mesma.</p>
<p>Mas quem é “ela mesma”? Alguém que deveria viver uma vida convencional, na luz, ou entregar-se à escuridão, de onde realmente brotava seu talento? Qual seria, afinal, sua razão de ser, qual seria o papel que lhe caberia nesse mundo, se é que se pode colocar dessa forma?  Ao viver com Raoul, seu talento minguaria e ela abandonaria sua carreira promissora, para viver como esposa dedicada e mãe (como está colocado na epígrafe de seu túmulo), mas seria &#8220;livre&#8221;; ao ficar com o Fantasma, estaria &#8220;presa&#8221; em seu conflito psicológico para sempre, mas cantaria. Há solução para esse conflito aparentemente insolúvel, que simplesmente nos lembra que não há soluções perfeitas e que escolhas sempre envolvem renúncias?</p>
<p>Não é fácil para ela. A sua resposta a essas questões varia de acordo com as cirscunstâncias e com o poder de sedução de ambos os pretendentes, cada um com seus argumentos.  Aliás, os momentos em que o Fantasma canta Music of the Night e Point of no Return são dois grandes momentos de sedução via música…</p>
<p>Music of the Night – original do filme:</p>
<p><span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://blog.oquederevier.com/2009/11/28/the-phantom-of-the-opera-is-here/"><img src="http://img.youtube.com/vi/GHAauiJwwmU/2.jpg" alt="" /></a></span></p>
<p>Ao final, Christine escolhe Raoul; para felicidade de todos, o mal foi vencido, a solução convencional se sobrepôs ao bizarro, nos consolando também. Afinal, com a escolha dela, nossas possibilidades sombrias e inquietações são de certa forma enterradas. Mas não foi uma escolha fácil: dá a impressão que sua mente vai para um lado, mas o coração vai para o outro (“você resiste, mas sua alma obedece”, canta o Fantasma). Na música tema dela com Raoul, ela suplica: “Diga que me ama em todos os momentos em que estiver desperto, encha meus pensamentos com histórias de verão. Diga que precisa de mim ao seu lado agora e sempre…”.  Ela precisa disso para afastar os “maus pensamentos” que inundam sua alma.</p>
<p>O lado sombrio, se está presente até na mente da bela e ingênua Christine, estará então presente em qualquer mente, ainda que com contornos diferentes (afinal, &#8220;The Phantom of the Opera is here, inside my mind&#8230;&#8221;). O sucesso do musical, de certa forma, reside na possibilidade de flertar com o sombrio sem riscos para quem assiste. Ou, mais ainda, o reconhecimento de que não estamos sozinhos e que até a bela soprano tem recônditos proibidos em sua mente, que precisam de muita razão e reforço diário para são serem visitados.</p>
<p>Mesmo com a vitória da luz sobre as trevas, ao final não se sabe se a escolha foi a melhor. Christine morreu bem antes de Raoul que, ao final do filme, coloca sobre seu túmulo o macaquinho persa que toca música, que foi encontrado nas dependências do Fantasma e que acaba sendo a metáfora do Fantasma. É uma cena de grande simbolismo: Raoul estaria devolvendo Christine ao Fantasma? Terá sido um reconhecimento tardio por parte de Raoul de que, ao tirá-la do teatro e transformá-la apenas em mãe e esposa dedicada (não que seja pouco!) havia eliminado sua essência, aprisionando-a de uma outra maneira, não menos ruim do que se tivesse ficado sob a tutela do Fantasma?  Será um recado de que não adianta ir contra sua natureza, que razão nenhuma supera a emoção, e que sempre há um preço a pagar ao se escolher a via racional (não sei do que Christine morreu&#8230;mas não parece que teve uma vida plena)? Não que Christine não amasse de alguma forma Raoul &#8211; mais uma ambivalência presente.</p>
<p>São diversas as possibilidades de interpretação. Aqui, enfoco mais o dilema de Christine, mas certamente o Fantasma também dá boas análises. A história ecoa em cada um, de forma particular. Se você viu a peça ou o filme, comente abaixo o que achou e qual foi a sua visão.</p>
<p>(É interessante que, na primeira versão feita para o cinema, o Fantasma era um louco, totalmente disforme, fácil de ser odiado. Já na versão de Schumacher, foi interpretado por Gerard Butler, o protagonista de PS, I love you…).</p>
<p>Achei diversos vídeos legais no YouTube:</p>
<p>Além de Music of the Night, outras músicas de trilha sonora:</p>
<p><a href="http://www.youtube.com/watch?v=XjM1Lrsb7I8&amp;feature=fvst">Think of me &#8211; original do filme</a></p>
<p>Música tema &#8211; The Phantom of the opera e Wish you were somehow here again, cantadas pela Sarah Brightman</p>
<p><span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://blog.oquederevier.com/2009/11/28/the-phantom-of-the-opera-is-here/"><img src="http://img.youtube.com/vi/vo6Vd7XyU2I/2.jpg" alt="" /></a></span></p>
<p><a href="http://www.youtube.com/watch?v=8VgLKXD-BoY&amp;feature=related">Versão da música tema com o Nightwish</a>– mostrando que, apesar dos vocais meio over, os grupos de heavy metal tem mesmo grandes músicos</p>
<p><a href="http://www.youtube.com/watch?v=D5ou3gZg0sE">Angel of music</a> – cantada por Emmy Rossum, a Christine do filme</p>
<p>All I ask of you – música tema de Raoul e Christine:</p>
<p><a href="http://www.youtube.com/watch?v=ETz8P1KIFOM&amp;feature=related">Por Carreras, Pavarotti e Plácido Domingo</a>. Com todo respeito ao Pavarotti, que faz a voz da Christine, ficou faltando a voz feminina</p>
<p><a href="http://www.youtube.com/watch?v=Tl6oZc7YSe8&amp;feature=related">Versão com a Emmy Rossum</a> (Christine e Patrick Wilson &#8211; Raoul)</p>
<p><a href="http://www.youtube.com/watch?v=RxKjDUrmecA">Masquarade</a>- original no filme</p>
<p><a href="http://www.youtube.com/watch?v=Dp4UqGxOeHk&amp;feature=related">The Point of no return</a> &#8211; original do filme</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/marcelopcarvalho.wordpress.com/838/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/marcelopcarvalho.wordpress.com/838/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/marcelopcarvalho.wordpress.com/838/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/marcelopcarvalho.wordpress.com/838/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/marcelopcarvalho.wordpress.com/838/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/marcelopcarvalho.wordpress.com/838/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/marcelopcarvalho.wordpress.com/838/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/marcelopcarvalho.wordpress.com/838/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/marcelopcarvalho.wordpress.com/838/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/marcelopcarvalho.wordpress.com/838/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=blog.oquederevier.com&blog=5679249&post=838&subd=marcelopcarvalho&ref=&feed=1" />]]></content:encoded>
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			<media:title type="html">Captura de tela 2009-11-21 às 18.44.27</media:title>
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		<title>Conversa com Nizan Guanaes</title>
		<link>http://blog.oquederevier.com/2009/08/15/conversa-com-nizan-guanaes/</link>
		<comments>http://blog.oquederevier.com/2009/08/15/conversa-com-nizan-guanaes/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 15 Aug 2009 14:44:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>marcelopcarvalho</dc:creator>
				<category><![CDATA[Arte]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Business]]></category>
		<category><![CDATA[Comunicação]]></category>
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		<category><![CDATA[Nizan Guanaes]]></category>
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		<description><![CDATA[Semana passada tivemos o segundo encontro com grandes publicitários na Casa do Saber. O entrevistado da vez foi Nizan Guanaes, da DM9DDB, África, Grupo ABC, etc, etc. Quem é Nizan Guanaes? Uma improvável mistura do trio Lehmann/Sicupira/Telles, do GP, com Dorival Caymmi – foco em resultados, meritocracia, trabalho árduo, mas ao mesmo tempo baiano da [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=blog.oquederevier.com&blog=5679249&post=728&subd=marcelopcarvalho&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Semana passada tivemos o segundo encontro com <a href="http://www.casadosaber.com.br/curso.php?cid=1672">grandes publicitários</a> na <a href="http://www.casadosaber.com.br/main.php?std=17/08/2009&amp;td=17/08/2009">Casa do Saber</a>. O entrevistado da vez foi Nizan Guanaes, da DM9DDB, África, Grupo ABC, etc, etc.</p>
<p>Quem é Nizan Guanaes? Uma improvável mistura do trio Lehmann/Sicupira/Telles, do GP, com Dorival Caymmi – foco em resultados, meritocracia, trabalho árduo, mas ao mesmo tempo baiano da forma mais baiana possível, espelhada em Caymmi e Jorge Amado – alguém complexo, portanto.</p>
<p>A primeira coisa que chama a atenção no Nizan é a sua energia e seu magnetismo, muito diferente do <a href="http://blog.oquederevier.com/2009/08/07/seis-visoes-sobre-o-que-se-passa-na-cabeca-de-um-grande-publicitario-1-alexandre-gama/">Alexandre Gama</a>, que me pareceu alguém mais, digamos, cerebral e introvertido. Nizan domina o ambiente em que está, é rápido no raciocínio, surpreende com analogias criativas, abusa de palavrões e de algum sarcasmo (como ele disse, “se eu falar generalidades, vocês não vão se lembrar de nada do que falei”). Na hora do intervalo, ninguém se levantou, como se todos estivessem anestesiados pela sua presença. Um cara poderoso, sem dúvida.</p>
<p>Nizan reúne, ao mesmo tempo, características aparentemente contraditórias: é artista criativo e empresário implacável. São dele peças brilhantes como a propaganda da Folha de S. Paulo, sobre como se conta mentiras falando apenas verdades:</p>
<p><span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://blog.oquederevier.com/2009/08/15/conversa-com-nizan-guanaes/"><img src="http://img.youtube.com/vi/xmbM8XGMZxI/2.jpg" alt="" /></a></span></p>
<p>É músico, e a música para ele é seu oxigênio, como definiu ao final. O outro lado: deu para perceber que trabalhar com ele não é fácil. Na falta de uma definição melhor, ele me pareceu um trator, quem conseguir que o acompanhe e terá sua recompensa. Quem não conseguir (e imagino que a maioria não consegue), fica sem dó pelo caminho. Deu a entender também que trata as pessoas de forma diferenciada, dependendo de sua importância relativa (“uma coisa é eu falar com o Celso [Loducca], que é meu sócio&#8230;”).</p>
<p>Difícil defini-lo. Talvez o mais fácil seja colocar algumas frases e o leitor que construa sua imagem.</p>
<p>“Acredito em Deus, mas luto para que ele acredite em mim”</p>
<p>“Meta é a negação da criatividade – mas isso está errado!”</p>
<p>“É preciso treinar muito para parecer natural” (citando Fernanda Montenegro).</p>
<p>“Prometo glória, não paz” (aos que trabalham com ele).</p>
<p>“Sucesso é ter uma empresa rentável e da qual se orgulha”.</p>
<p>“Sou vulgar, mas minha obra não é”.</p>
<p>“Sucesso só vem quando você faz alguma coisa contra a sua natureza”. (a vida do homem se resume a domar a natureza, completou). Essa frase é a que melhor explica a “essência Nizan”: alguém inquieto, inconformado, que procura domar o mundo à sua volta e mostrar que tudo que quer é possível.</p>
<p>“Maior medo: se acomodar” (olha aí de novo o fato de ser inconformado).</p>
<p>“O que pede a Deus: paz”. (e que nunca vai ter, a não ser que mude seu jeito de ser).</p>
<p>“Pensar atormenta; ele pensa muito”. (“A maior felicidade é ser burro, fazer um trabalho braçal”).</p>
<p>“Sou ansioso e contraditório. Aliás, o homem é Fernando Pessoa, com seus heterônimos e suas várias personalidades”.</p>
<p>“Mudar é muito difícil. É como cagar um côco”. (Deve ser alguma expressão baiana&#8230;rs).</p>
<p>“Quem quiser ter um diferencial precisa ter uma formação heterodoxa. Quer ser um grande decorador, vá estudar história”.</p>
<p>“Se não está difícil, você está no lugar errado”.</p>
<p>“Se está tudo muito fácil, é assalto.”</p>
<p>“Só os débeis-mentais não voltam atrás”. (sobre erros).</p>
<p>“rabo não tem Alzheimer” (sobre o efeito do aprendizado a partir dos erros).</p>
<p>“Não submete ninguém a nada que não se submeta”. (Ou seja, é muito exigente consigo próprio e exige dos outros o mesmo).</p>
<p>&#8220;O Brasil está num puta caminho&#8221;.</p>
<p>Polêmico, criativo, exigente, determinado, imprevisível, duro, grosso, provavelmente difícil de se lidar. Essa é a imagem que criei do Nizan nessas 2 horas de bate-papo.</p>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-729" title="nizan-guanaes" src="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2009/08/nizan-guanaes.jpg?w=202&#038;h=257" alt="nizan-guanaes" width="202" height="257" /></p>
<p>Foto: <a href="http://ogestor.wordpress.com/2009/06/22/aprendiz-7-quem-sera-o-novo-apresentador/">http://ogestor.wordpress.com/2009/06/22/aprendiz-7-quem-sera-o-novo-apresentador/</a></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/marcelopcarvalho.wordpress.com/728/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/marcelopcarvalho.wordpress.com/728/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/marcelopcarvalho.wordpress.com/728/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/marcelopcarvalho.wordpress.com/728/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/marcelopcarvalho.wordpress.com/728/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/marcelopcarvalho.wordpress.com/728/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/marcelopcarvalho.wordpress.com/728/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/marcelopcarvalho.wordpress.com/728/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/marcelopcarvalho.wordpress.com/728/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/marcelopcarvalho.wordpress.com/728/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=blog.oquederevier.com&blog=5679249&post=728&subd=marcelopcarvalho&ref=&feed=1" />]]></content:encoded>
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		<title>Quadros do Prado e do Rainha Sofia</title>
		<link>http://blog.oquederevier.com/2009/06/11/quadros-do-prado-e-do-rainha-sofia/</link>
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		<pubDate>Thu, 11 Jun 2009 22:50:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>marcelopcarvalho</dc:creator>
				<category><![CDATA[Arte]]></category>
		<category><![CDATA[Mundo]]></category>
		<category><![CDATA[arte vitoriana]]></category>
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		<category><![CDATA[Miró]]></category>
		<category><![CDATA[Museu do Prado]]></category>
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		<category><![CDATA[Velàzquez]]></category>

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		<description><![CDATA[Visitei os dois principais museus de Madri, o Prado, claro, e o Museo Nacional Centro de Arte Reina Sofia. O Prado dispensa comentários. Aliás, pelo Google Earth, utilizando a ferramenta de 3D, é possível fazer uma viagem virtual ao Museu do Prado. Basta instalar o Google Earth e digitar Museo del Prado, daí vai aproximando [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=blog.oquederevier.com&blog=5679249&post=652&subd=marcelopcarvalho&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Visitei os dois principais museus de Madri, o <a href="http://www.museodelprado.es/">Prado</a>, claro, e o <a href="http://www.museoreinasofia.es/">Museo Nacional Centro de Arte Reina Sofia</a>. O Prado dispensa comentários. Aliás, pelo Google Earth, utilizando a ferramenta de 3D, é possível fazer uma viagem virtual ao Museu do Prado. Basta instalar o Google Earth e digitar Museo del Prado, daí vai aproximando que supostamente dá certo.</p>
<p>Mas de lá, além de um quebra-cabeças de 1.000 peças do mais famoso quadro de Diego Velàzquez, As Meninas, saí só com uma cópia do cartaz da <a href="http://www.museodelprado.es/exposiciones/info/en-el-museo/la-bella-durmiente-pintura-victoriana-del-museo-de-arte-de-ponce/">exposição de arte vitoriana “La Bella Durmiente”</a>, do Museo de Arte de Ponce, de Porto Rico.</p>
<p>O cartaz tem como motivo o quadro <em>Sol ardiente de junio</em>, de Frederic, Lord Leighton. Achei belíssimo, pela cor, pela posição do corpo, pelos detalhes do vestido, pela analogia do sono com a morte (as flores, à direita, remetem a ela). Veja abaixo:</p>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-653" title="labelladurmiente" src="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2009/06/labelladurrmiente.jpg?w=372&#038;h=500" alt="labelladurmiente" width="372" height="500" /></p>
<p>No Reina Sofia, de arte moderna, onde está Guernica, de Picasso, trouxe um pôster de <em>Muchacha a la ventana</em>, de um comportado Dalí (abaixo), além de um Picasso (acho que um retrato de Dora Maar) e um Miró – pôsters, lógico..rs. Todos com bastante cor, hoje expostos na minha sala. Esses dois últimos eu não achei referência na internet.</p>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-655" title="DALI-Muchachaventanaaae77d6f55f86c28e406228a1e8511d3" src="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2009/06/dali-muchachaventanaaae77d6f55f86c28e406228a1e8511d31.jpg?w=280&#038;h=400" alt="DALI-Muchachaventanaaae77d6f55f86c28e406228a1e8511d3" width="280" height="400" /></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/marcelopcarvalho.wordpress.com/652/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/marcelopcarvalho.wordpress.com/652/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/marcelopcarvalho.wordpress.com/652/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/marcelopcarvalho.wordpress.com/652/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/marcelopcarvalho.wordpress.com/652/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/marcelopcarvalho.wordpress.com/652/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/marcelopcarvalho.wordpress.com/652/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/marcelopcarvalho.wordpress.com/652/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/marcelopcarvalho.wordpress.com/652/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/marcelopcarvalho.wordpress.com/652/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=blog.oquederevier.com&blog=5679249&post=652&subd=marcelopcarvalho&ref=&feed=1" />]]></content:encoded>
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