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	<title>O que der e vier &#187; Esporte</title>
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	<description>Idéias, pensamentos e impressões, por Marcelo Pereira de Carvalho</description>
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		<title>O que der e vier &#187; Esporte</title>
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		<title>A melhor autobiografia que já li</title>
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		<pubDate>Sat, 01 Jan 2011 23:17:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>marcelopcarvalho</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Difícil escrever depois de tanto tempo. Estou há dias ensaiando, sem ânimo suficiente, sempre pré-concluindo que dará trabalho demais para resultado de menos. Na verdade, estou há meses ensaiando sem encontrar temas adequados que resultem em algo decente, sem muita exposição, que é a minha tônica atual. Acho que, no final, até agradeço essa ausência: [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=blog.oquederevier.com&amp;blog=5679249&amp;post=1067&amp;subd=marcelopcarvalho&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Difícil escrever depois de tanto tempo. Estou há dias ensaiando, sem ânimo suficiente, sempre pré-concluindo que dará trabalho demais para resultado de menos. Na verdade, estou há meses ensaiando sem encontrar temas adequados que resultem em algo decente, sem muita exposição, que é a minha tônica atual. Acho que, no final, até agradeço essa ausência: me poupa de pensar mais do que já penso e também de ter de organizar as ideias no papel, sem saber o que irei encontrar ao terminar – acho que não ando querendo encontrar nada que já não saiba.</p>
<p>Primeiro dia do ano, chuvoso, não há muito a fazer, então vamos lá. O tema que me faz escrever é a biografia do ex-tenista <a href="http://www.andreagassi.com">Andre Agassi</a> (“Open”, na versão original, mas somente Agassi em português), meu contemporâneo de início de 1970. Devorei esse livro de 500 páginas em 3 dias e lembrei, mais do que nunca, que sempre há dois livros escritos em um: o livro realmente escrito pelo autor e aquele que repercute na cabeça de quem lê, que terá contornos muito particulares.</p>
<p><a href="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2011/01/agassi11.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-1070" title="agassi1" src="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2011/01/agassi11.jpg?w=500" alt=""   /></a></p>
<p>Nunca fui grande fã de tênis, mas lembro-me de quando Agassi ganhou de Luiz Mattar seu primeiro torneio profissional, creio que em1987, em Itaparica, na Bahia. Duvido que alguém que não era grande fã de tênis irá se lembrar disso. Simplesmente não há motivo para isso! Andre um tenista iniciante e o torneio era sem muita importância, mas, por alguma razão, aquilo entrou e não saiu mais da minha memória, como muitas outras coisas, é verdade. Como diz Agassi no livro, “minha memória não é como minha sacola de tênis: não consigo controlar o que há lá dentro. Tudo entra e nada parece sair”.</p>
<p>O ponto central da autobiografia, que foi colocada no papel de forma brilhante por J.R. Moehringer (de <em>Sede de Viver</em>), são as contradições que caracterizam a figura de Agassi. Para começar, ele odiava tênis ou, talvez melhor colocado, uma parte dele odiava. Mesmo assim, foi o quinto melhor tenista da história e o único a ganhar o Grand Slam de carreira – os quatro principais torneios e a medalha de ouro olímpica. Como alguém que odiava o que fazia poderia ir tão longe? De onde vinha toda essa motivação, se dentro dele mesmo ela aparentemente inexistia?</p>
<p>Parte da resposta, além da contradição em si (afinal, parte dele amava o tênis, ainda que sem saber ao certo disso), estava na obsessão, no “instinto assassino” que tinha em quadra (segundo definição do pai) e no perfeccionismo, injetado desde criança pelo seu pai violento e obsessivo, que o forçada a horas intermináveis de treinos, quando as outras crianças estavam brincando ou estudando. Para se ter uma ideia do que foi o pai dele, foi forçado a tomar anfetaminas para melhorar o desempenho quando era apenas um garoto.</p>
<p>A influência negativa do pai impactou por toda sua vida. Agassi lutou contra ela o quanto pode, e das maneiras mais distintas: além de detestar o esporte que definiu sua trajetória, sempre conviveu com a autodestruição e autossabotagem, como que tentando mostrar para si e para os outros que aquele não era ele. Envolveu-se com drogas; perdeu partidas de propósito ou sabendo que iria perder, até <em>desejando</em> perder; certa vez quebrou todos os seus troféus e, em outra, deu suas raquetes para mendigos, dizendo que nunca mais jogaria tênis. Fisicamente, novamente as contradições: apesar de um problema congênito nas costas que lhe causava dores incríveis, foi conhecido como um dos jogadores com a melhor movimentação de fundo de quadra do circuito.</p>
<p>A busca pelo auto-conhecimento permeia toda a sua história, a partir da primeira frase no livro: “abro os olhos e não sei onde estou, nem quem sou. Isso Não é nenhuma novidade, pois passei metade da minha vida sem saber”. Não é o tipo de frase inicial que se espera na biografia de um dos esportistas de maior sucesso da história, mas passa logo de cara a mensagem: não espere (somente) o relato sucessivo de conquistas e lembranças boas e ruins, mas principalmente a tentativa de alguém que, a despeito do sucesso crescente, não sabia ao certo o que estava fazendo ali, se tudo aquilo de fato lhe pertencia ou era ele. Apenas desconfiava que não, que era uma fraude, uma farsa que assinava embaixo. Alguém que, aos olhos do mundo, era um prodígio, um sucesso, mas que, de noite, no escuro, com a cabeça no travesseiro, queria simplesmente largar tudo e ir embora, fazer alguma coisa diferente, sem saber o que.</p>
<p>Com o tempo, Agassi começa a aceitar as contradições como parte de sua  pessoa, sem tentar lutar contra elas. Aceita que quer jogar tudo para o alto mas, ao mesmo tempo, não está preparado para isso. Aceita que tem o instinto assassino, mas por vezes tudo o que quer é perder o jogo e ir embora. Aceita que, apesar de todo o sucesso e todo o dinheiro, continua não tendo todas as respostas – talvez tenha até mais perguntas do que respostas.</p>
<p>Em certo momento, ao falar do pai que, além de violento não demonstrava qualquer tipo de empatia e compaixão, sendo completamente obcecado pelo tênis, ele diz algo como “poucos de nós têm a graça do auto-conhecimento e, até que isso aconteça, talvez o melhor seja sermos consistentes”. A consistência é, assim, uma auto-defesa, uma maneira de não ter de lidar com as contradições, com as ideias opostas habitando o mesmo cérebro, cada uma puxando para um lado. Alguém disse (Einstein?) que gênio é aquele que consegue lidar com duas ideias opostas e ainda assim manter a sanidade.</p>
<p>Ao final, Agassi se rende a sua personalidade contraditória, usando uma citação que sempre gostei muito &#8211; aliás, à medida que fui lendo o livro, a lembrança dessa citação me foi crescendo, até que no final, a encontrei: “<em>Eu me contradigo? Muito bem, então eu me contradigo</em>”- Walt Whitman.</p>
<p>O livro, como se percebe, não é apenas destinado a fãs do tênis, ainda que estes certamente terão enorme prazer em lembrar de jogos e torneios memoráveis, agora sob a visão de um dos protagonistas. Há passagens engraçadas, como o dia em que Agassi e sua equipe viram um cara desengonçado jogar um tênis horrível, dizendo entre si que esse jogador não teria a menor chance no circuito profissional – esse jogador viria a ser…Pete Sampras, seu maior rival e um dos maiores de todos os tempos.  O livro prende do começo ao fim e o capítulo final é simplesmente grandioso, um verdadeiro <em>match point</em>.</p>
<p>Há, acima de tudo, um processo generoso de franqueza, parte da jornada de auto-conhecimento que Agassi decidiu dividir com o mundo, a começar pela capa (e pelo título original), em que seu rosto nu, sem expressão, ocupa a totalidade.</p>
<p>Não sei porque exatamente esse livro me impactou tanto (ou talvez , no fundo, saiba): nunca fui esportista de elite, muito menos famoso, não vejo graça alguma em Las Vegas (de onde ele é e onde mora até hoje com sua segunda esposa, a super-tenista Stefanie Graf e dois filhos) e nem cheguei perto de me casar com a Brooke Shields.</p>
<p>Sei apenas que foi criada uma conexão; ou, quem sabe, essa conexão sempre existira &#8211; a explicação para que eu tenha guardado na memória, sem qualquer razão aparente, aquela distante vitória inicial em Itaparica. Era como se, por algum motivo desconhecido, eu tivesse instintivamente captado, em meio ao caos de informações sem importância que, naquele momento, algo relevante estava começando a acontecer.</p>
<p><a href="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2011/01/agassis1.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-1072" title="agassis" src="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2011/01/agassis1.jpg?w=500" alt=""   /></a></p>
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		<title>Esqui sem badalação mas com muito bom gosto entre Itália e Áustria</title>
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		<pubDate>Sun, 17 Jan 2010 22:45:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>marcelopcarvalho</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Sesto, ou Sexten, em alemão, fica na Alta Pusteria, no norte da Itália, na fronteira com a Áustria, logo ao sul do Tirol. Está no meio nos Alpes Italianos, em uma cadeia de montanhas chamada de Dolomitas, que apresentam uma coloração rósea quando banhadas com a luz correta e que caracterizam os Alpes Italianos. Dezenas [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=blog.oquederevier.com&amp;blog=5679249&amp;post=906&amp;subd=marcelopcarvalho&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Sesto, ou Sexten, em alemão, fica na Alta Pusteria, no norte da Itália, na fronteira com a Áustria, logo ao sul do Tirol. Está no meio nos Alpes Italianos, em uma cadeia de montanhas chamada de Dolomitas, que apresentam uma coloração rósea quando banhadas com a luz correta e que caracterizam os Alpes Italianos. Dezenas de estações de esqui ligadas a pequenos vilarejos existem nas Dolomitas. A mais famosa, certamente, é Cortina D’Ampezzo, a 40 minutos de carro de Sexten. Madonna di Campiglio, onde a Ferrari leva sua equipe para esquiar no final da temporada de F1, também fica por lá.</p>
<p><a href="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2010/01/captura-de-tela-2010-01-17-as-20-04-15.png"><img class="alignnone size-full wp-image-914" title="Captura de tela 2010-01-17 às 20.04.15" src="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2010/01/captura-de-tela-2010-01-17-as-20-04-15.png?w=500&#038;h=303" alt="" width="500" height="303" /></a></p>
<div id="attachment_907" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><a href="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2010/01/img_3285.jpg"><img class="size-full wp-image-907" title="IMG_3285" src="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2010/01/img_3285.jpg?w=500&#038;h=333" alt="" width="500" height="333" /></a><p class="wp-caption-text">Essa era a vista do meu quarto, com a pista chegando quase nele</p></div>
<p>Na verdade, apesar de ser Itália, a impressão que se tem é que estamos na Áustria. De fato, até a Primeira Guerra Mundial, toda essa região era da Áustria. Tudo está escrito em alemão e italiano e a culinária é mais alemã/austríaca do que italiana.</p>
<p>O que há de especial nessa pequena vila? Diz a história (verídica) que um grupo de brasileiros descobriu um hotel recém-inaugurado na vilazinha, que havia fechado temporariamente após a temporada de final de ano. Isso foi há quarenta anos. Esses brasileiros bateram na porta do hotel e o dono topou reabrir, diante de 8 novos e improváveis hóspedes. No ano seguinte, esses brasileiros voltaram, com família e amigos, e assim por diante, ano após ano, a ponto de chegarmos no hotel e nos deparararmos com uma bandeira do Brasil bem na frente.</p>
<p>O pequeno hotel se tornou um belo spa no meio dos Alpes, com conforto excelente, atendimento impecável, culinária primorosa, diversos tipos de massagens, piscina coberta e ao ar livre, saúnas, etc, mas mantendo o clima familiar e personalizado que o marcou desde o início.  Apesar da ampliação, continua pequeno. Nessa semana em que fiquei lá, estimo que metade dos hóspedes era do Brasil, todos de certa forma interligados (nossa “turma”, bem legal por sinal, chegava talvez às 30 pessoas, e outros mais estavam por vir quando saí). Afinal, o local é tão isolado que ninguém chega lá por acaso, à exceção dos pioneiros de 40 anos atrás.</p>
<div id="attachment_908" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><a href="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2010/01/img_3294.jpg"><img class="size-full wp-image-908" title="IMG_3294" src="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2010/01/img_3294.jpg?w=500&#038;h=333" alt="" width="500" height="333" /></a><p class="wp-caption-text">Paisagem atrás do hotel </p></div>
<p>A estação de esqui conta com duas montanhas: Sesto em si e a Croda Rossa, que fica na vila vizinha de Moos, a uns 2 km, se tanto. Não são estações grandes, para quem está acostumado com esqui nos EUA e Canadá.  A variedade de pistas não é das melhores, embora as pistas sejam em geral longas e boas de se fazer. Talvez não sejam estações para iniciantes, como as da América do Sul, uma vez que a grande maioria das pistas são vermelhas ou pretas. Mas são ótimas para famílias, crianças e para quem quer esquiar na boa, sem filas nos lifts e sem se perder.</p>
<p>E come-se muito bem na pista, em especial no <a href="http://www.gallocedrone.com/Intro_Estate.htm">refúgio Gallo Cedrone</a> (o spaghetti a carbonara é maravilhoso), bem no alto da estação em Sesto, a 2150m de altitude, e no Rudi, onde se chega com o funicular na Croda Rossa, onde as pistas são também mais radicais. Às quintas-feiras, na Croda Rossa, há uma corrida noturna de 5 km em trenós individuais, descendo a montanha com uma lanterna no capacete, que só pode ser feita à base de muita grappa (aguardente de uva que parece uma cachaça).</p>
<div id="attachment_909" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><a href="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2010/01/img_3405.jpg"><img class="size-full wp-image-909" title="IMG_3405" src="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2010/01/img_3405.jpg?w=500&#038;h=332" alt="Parte da nossa turma: Xicco, meu tio, de vermelho, e os Sigrists, que já foram várias vezes e me convidaram" width="500" height="332" /></a><p class="wp-caption-text">Parte da nossa turma: o Xicco, meu tio, de vermelho, e os Sigrists, que já foram várias vezes e nos convidaram</p></div>
<p>Sesto tem algumas características interessantes para se esquiar, fora tudo isso já falado. Não é tão alta (a vila está a 1300m e o topo da estação a 2200m). Isso faz com que não seja tão fria e que tenha boa quantidade de árvores, tornando-a especialmente bonita e apresentando boas opções de caminhos por entre as árvores, para quem gosta. No mais, há uma série de vilazinhas históricas  que parecem saídas de contos de Natal, como Brunico e San Candido (Innichen, em alemão), esta última a apenas 6 km de Sesto.</p>
<p>O custo? A diária no <a href="www.monika.it">Hotel Monika</a> fica na casa dos 80-110 Euros na baixa temporada, com meia pensão (exceto bebidas, mas os vinhos são honestos em preço, ainda que Barolos, Barberas, Brunellos, Chiantis, Tignanellos, Nero D’Avolas, etc, entre 20 e 60 euros a garrafa) – e que meia pensão! O aluguel do equipamento e o ski-pass para seis dias ficaram em cerca de 240 euros por pessoa. Mesmo com passagem e aluguel de carro se bobear fica mais barato do que ir para a América do Sul, com estações lotadas, cheias de snowboarders, gente nada a ver, etc. etc.  Só não é tão prático ir e não serve para quem quer badalação (ainda bem).</p>
<div id="attachment_911" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><a href="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2010/01/img_3425.jpg"><img class="size-full wp-image-911" title="IMG_3425" src="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2010/01/img_3425.jpg?w=500&#038;h=332" alt="Do alto do Gallo Cedrone: as Dolomitas, o Vale lá embaixo e a vilazinha" width="500" height="332" /></a><p class="wp-caption-text">Do alto do Gallo Cedrone, no Monte Elmo: as Dolomitas, o vale lá embaixo, e a vilazinha</p></div>
<p>Enfim, Sesto e o Hotel Monika são opções <em>low profile</em>, sem badalação ou ostentação, mas com ótimo bom gosto e esqui tranquilo. E a viagem em si é um atrativo a mais. No nosso caso, na ida chegamos direto via Munique, Alemanha, cruzamos a Aústria passando pela bela Innsbruck, para então chegarmos em Sesto (umas 5 horas de viagem, com muita neve). Na volta, optamos por estender um pouco mais a viagem, passando pela Salzburgo de Mozart, para então chegarmos em Munique.  O ponto alto desse trajeto é a “balsa de trem” que cruza um túnel de 10 km pelos Alpes e, ao se passar para o outro lado, depara-se co uma paisagem de cartão postal, com vilazinhas do Tirol em meio a montanhas nevadas.</p>
<p>Para finalizar: existem ótimos restaurantes na vila, como o <a href="www.gruenelaterne.it/it/willkommen-gruene-laterne-sexten-sesto.asp?MAID=279&amp;LG=2&amp;APP=8&amp;NKey=welcome">Lanterna Verde</a>, quase do lado do hotel, que tem um cervo para se comer ajoelhado, e o Zum Hans, na vizinha Moos, onde jantei na última noite, regado a um belo Chianti, com alguém que tornaria o jantar especial mesmo que fosse um restaurantezinho qualquer…</p>
<p>Depois de passar uma semana por lá, entendi porque várias daquelas famílias já foram 2, 3, 5, 10, 20 ou mais vezes para Sesto, sempre na mesma época, a ponto de deixar as roupas de esqui no próprio hotel, tanta é a certeza que voltarão no ano seguinte. A princípio sem grandes expectativas, talvez tenha sido a viagem mais gostosa que fiz. E ainda tivemos muita sorte com o tempo: nevou de véspera e depois abriu esse sol, com temperaturas entre 0 e -10 graus o tempo todo. Até 2011!!</p>
<div id="attachment_910" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><a href="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2010/01/img_3357.jpg"><img class="size-full wp-image-910" title="IMG_3357" src="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2010/01/img_3357.jpg?w=500&#038;h=332" alt="Sesto" width="500" height="332" /></a><p class="wp-caption-text">Detalhe de Sesto (ou quase tudo dela)</p></div>
<div id="attachment_915" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><a href="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2010/01/img_3445.jpg"><img class="size-full wp-image-915" title="IMG_3445" src="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2010/01/img_3445.jpg?w=500&#038;h=332" alt="" width="500" height="332" /></a><p class="wp-caption-text">Sesto de noite: faz frio...</p></div>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/marcelopcarvalho.wordpress.com/906/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/marcelopcarvalho.wordpress.com/906/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/marcelopcarvalho.wordpress.com/906/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/marcelopcarvalho.wordpress.com/906/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/marcelopcarvalho.wordpress.com/906/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/marcelopcarvalho.wordpress.com/906/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/marcelopcarvalho.wordpress.com/906/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/marcelopcarvalho.wordpress.com/906/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/marcelopcarvalho.wordpress.com/906/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/marcelopcarvalho.wordpress.com/906/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/marcelopcarvalho.wordpress.com/906/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/marcelopcarvalho.wordpress.com/906/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/marcelopcarvalho.wordpress.com/906/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/marcelopcarvalho.wordpress.com/906/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=blog.oquederevier.com&amp;blog=5679249&amp;post=906&amp;subd=marcelopcarvalho&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Rio 2016: o mundo definitivamente aposta no Brasil</title>
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		<pubDate>Fri, 02 Oct 2009 20:44:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>marcelopcarvalho</dc:creator>
				<category><![CDATA[Brasil]]></category>
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		<description><![CDATA[O Rio de Janeiro levou as Olimpíadas de 2016. Ganhou de Chicago (Estados Unidos, maior economia do mundo), Tóquio (Japão, segunda maior economia do mundo) e Madri (Espanha, nona no ranking). A escolha das sedes olímpicas vai muito além do fato esportivo em si, tanto que os líderes dos quatro países estavam presentes, buscando sensibilizar [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=blog.oquederevier.com&amp;blog=5679249&amp;post=806&amp;subd=marcelopcarvalho&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O Rio de Janeiro levou as Olimpíadas de 2016. Ganhou de Chicago (Estados Unidos, maior economia do mundo), Tóquio (Japão, segunda maior economia do mundo) e Madri (Espanha, nona no ranking).</p>
<p>A escolha das sedes olímpicas vai muito além do fato esportivo em si, tanto que os líderes dos quatro países estavam presentes, buscando sensibilizar os membros do COI para suas candidaturas. Como um cheque em branco, o país escolhido recebe um enorme voto de confiança para realizar o principal evento esportivo (e cultural) mundial.  Se esse cheque vai para países desenvolvidos, que já realizaram outras Olimpíadas, esse cheque em branco tem pouco risco de apresentar surpresas; dá-lo, porém, a um país emergente, a uma cidade carregada de problemas e sem a infra-estrutura adequada, ou é uma irresponsabilidade coletiva dos membros do COI, ou é a prova definitiva de que o mundo está vendo o Brasil de outra forma, ainda que muitos de nós não tenhamos a mesma visão. Prefiro apostar na segunda hipótese. Já tinha, inclusive, escrito sobre isso: <a href="http://blog.oquederevier.com/2009/06/21/o-brasil-ja-e-visto-como-potencia/">O Brasil já é visto como potência</a>.</p>
<p>A escolha do Rio como sede das Olimpíadas é parte de um processo de diluição do poder econômico e político entre novos atores. Pequim 2008 também foi parte desse processo em que o mundo reconhece cada vez mais que o crescimento econômico virá da periferia e não do centro do capitalismo, como de costume. É a era dos BRICs, e o Brasil é central nesse processo, constituindo-se em um pivô regional relevante e estratégico em diversas variáveis que serão fundamentais no tabuleiro de forças do futuro, principalmente na questão ambiental e na produção de alimentos. Alguns países emergentes mudaram de status no cenário mundial: a percepção de risco diminuiu; suas moedas se valorizaram frente ao dólar e mesmo frente a outras moedas fortes; passaram a ser ouvidos em assuntos mais estratégicos.</p>
<p>Claro que há o outro lado da moeda, e que não pode ser ignorado. Os investimentos serão significativos (porque não investir em educação, saúde, segurança?); há sempre a suspeita de desvio de verbas, a farra com o dinheiro público; haverá uso demagógico dessa conquista; o Brasil não é uma potência olímpica; as obras se tornarão elefantes brancos após os Jogos, e por aí vai.</p>
<p>Tudo isso pode ser verdade, ou não. Cabe ao Brasil mostrar que pode dar conta do recado e que esse reconhecimento mundial é justo e acertado. Estaremos nos holofotes, afinal o Rio venceu “na marra”: pode ter um bom projeto, mas está tudo ainda por fazer. Em que pese o carisma do Lula, o trabalho do COB e o fato do Brasil estar na moda, o fato é que recebemos um enorme voto de confiança.</p>
<p>Nesse sentido, terá de haver transparência na prestação de contas e a imprensa terá um papel fundamental nisso. Terá de haver investimentos para amenizar os problemas crônicos da cidade. Será necessário fazer investimentos no esporte de base para não fazermos um papel secundário nos Jogos.</p>
<p>Uma coisa é clara: a escolha do Rio de Janeiro como sede das Olimpíadas de 2016 é a prova evidente de que o Brasil é a bola da vez, ou uma delas. O cavalo está passando arreado e é a nossa chance de aproveitar. Talvez tenha chegado a vez do eterno país do futuro virar do presente.</p>
<p>Mas, alto lá. Até agora, pelo menos no que se refere aos Jogos Olímpicos, o marketing foi bem feito; mas o trabalho só começou. É preciso entregar o prometido. As expectativas são altas e agora vem a hora da verdade. Se a lição de casa for feita, Rio 2016 terá um saldo positivo para o país, podendo significar o carimbo de “aprovado” em nosso passaporte para o futuro. Se não&#8230;</p>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-807" title="rio2016" src="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2009/10/rio2016.jpg?w=500" alt="rio2016"   /></p>
<p>Obs: O <a href="http://http://www.canchallena.com/1181612">La Nación, da Argentina, falou a mesma coisa que eu</a> &#8211; destaco o trecho final:</p>
<p><em>&#8220;Lejos de leerse como un hecho aislado, la obsesión que el gobierno brasileño mostró por los Juegos Olímpicos debe interpretarse como una actitud de un país que aún con su compleja problemática social, actúa como potencia y pretende que así sea percibida en el campo internacional. No faltará la oportunidad: en el 2014 y 2016 el mundo tendrá sus ojos puestos en Brasil&#8221;.</em>  </p>
<p>PS: No Twitter – se o Lula fosse bom mesmo, traria para o Brasil as Olimpíadas de Inverno. São Roque 2018!!!</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/marcelopcarvalho.wordpress.com/806/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/marcelopcarvalho.wordpress.com/806/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/marcelopcarvalho.wordpress.com/806/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/marcelopcarvalho.wordpress.com/806/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/marcelopcarvalho.wordpress.com/806/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/marcelopcarvalho.wordpress.com/806/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/marcelopcarvalho.wordpress.com/806/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/marcelopcarvalho.wordpress.com/806/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/marcelopcarvalho.wordpress.com/806/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/marcelopcarvalho.wordpress.com/806/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/marcelopcarvalho.wordpress.com/806/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/marcelopcarvalho.wordpress.com/806/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/marcelopcarvalho.wordpress.com/806/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/marcelopcarvalho.wordpress.com/806/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=blog.oquederevier.com&amp;blog=5679249&amp;post=806&amp;subd=marcelopcarvalho&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Adrelina no kart de 13 CV</title>
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		<pubDate>Sat, 09 May 2009 18:17:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>marcelopcarvalho</dc:creator>
				<category><![CDATA[Esporte]]></category>
		<category><![CDATA[kart]]></category>

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		<description><![CDATA[Hoje cedo, sábado, precisava de um pouco de adrenalina. Fui ao ECPA andar pela primeira vez com o kart de 13 CV. Uau&#8230;é bem diferente dos karts de 5,5 e 6,5 CV. Se bobear, roda mesmo. E se bater, dá pra machucar bem. Andei 20 minutos e, até me entender com o negócio, isto é, [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=blog.oquederevier.com&amp;blog=5679249&amp;post=586&amp;subd=marcelopcarvalho&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Hoje cedo, sábado, precisava de um pouco de adrenalina. Fui ao <a href="http://www.ecpa.com.br">ECPA </a>andar pela primeira vez com o kart de 13 CV. Uau&#8230;é bem diferente dos karts de 5,5 e 6,5 CV. Se bobear, roda mesmo. E se bater, dá pra machucar bem.</p>
<p>Andei 20 minutos e, até me entender com o negócio, isto é, achar que me entendi com ele, fui para a grama duas vezes e bati meio forte no final de uma barreira de pneus, rodando depois. Isso faz parte e é mesmo necessário para testar até aonde se pode ir.</p>
<p>Modéstia à parte, ando razoavelmente bem. Minha melhor volta, a décima quinta das vinte e cinco que dei, foi 42,9 segundos. O recorde da pista é 41,8 segundos. Segundo me falaram, o pneu que eu estava usando sai muito de frente (é, percebi), de forma que com um pneu melhor, dava pra baixar mais o tempo. Para a primeira vez, acho que fui bem, apesar de sentir que não tirei tudo que dava do equipamento. O duro agora é voltar a andar nos de 6,5 CV.</p>
<p>Kart é muito bom: você fica meia hora totalmente concentrado, competindo na verdade com você mesmo. Sai zerado física e mentalmente, independente se anda bem ou não.</p>
<p>Abaixo, lembrança de uns 3 anos atrás: uma prova que ganhei no kartódromo de Aldeia da Serra.</p>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-587" src="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2009/05/2.jpg?w=500" alt=""   /></p>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-588" src="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2009/05/4.jpg?w=500" alt=""   /></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/marcelopcarvalho.wordpress.com/586/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/marcelopcarvalho.wordpress.com/586/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/marcelopcarvalho.wordpress.com/586/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/marcelopcarvalho.wordpress.com/586/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/marcelopcarvalho.wordpress.com/586/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/marcelopcarvalho.wordpress.com/586/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/marcelopcarvalho.wordpress.com/586/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/marcelopcarvalho.wordpress.com/586/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/marcelopcarvalho.wordpress.com/586/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/marcelopcarvalho.wordpress.com/586/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/marcelopcarvalho.wordpress.com/586/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/marcelopcarvalho.wordpress.com/586/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/marcelopcarvalho.wordpress.com/586/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/marcelopcarvalho.wordpress.com/586/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=blog.oquederevier.com&amp;blog=5679249&amp;post=586&amp;subd=marcelopcarvalho&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Porque Ronaldo é um fenômeno</title>
		<link>http://blog.oquederevier.com/2009/04/17/porque-ronaldo-e-um-fenomeno/</link>
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		<pubDate>Fri, 17 Apr 2009 22:12:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>marcelopcarvalho</dc:creator>
				<category><![CDATA[Esporte]]></category>
		<category><![CDATA[Futebol]]></category>
		<category><![CDATA[Pessoas]]></category>
		<category><![CDATA[Psicologia]]></category>
		<category><![CDATA[Nietzsche]]></category>
		<category><![CDATA[Ronaldo]]></category>

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		<description><![CDATA[Outro dia assisti de esbarro a entrevista do Ronaldo no programa da Marília Gabriela. Eu acho o Ronaldo impressionante, não só pelo futebol, mas como conseguiu se reerguer em diversas ocasiões, quando qualquer mortal teria jogado a toalha. Na final da Copa de 98, às vésperas do jogo contra a França, já famoso, teve aquela [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=blog.oquederevier.com&amp;blog=5679249&amp;post=524&amp;subd=marcelopcarvalho&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Outro dia assisti de esbarro a entrevista do Ronaldo no programa da Marília Gabriela. Eu acho o Ronaldo impressionante, não só pelo futebol, mas como conseguiu se reerguer em diversas ocasiões, quando qualquer mortal teria jogado a toalha.</p>
<p>Na final da Copa de 98, às vésperas do jogo contra a França, já famoso, teve aquela convulsão mal explicada que colocou em cheque a sua capacidade de produzir justamente quando um ídolo é mais cobrado: nos momentos decisivos. Por melhor que seja o jogador, o estigma de não ter tido sucesso quando deveria ter tido é algo que se carrega para sempre. Zico, Sócrates, Falcão, Júnior, todos eles têm essa nódoa em suas carreiras.</p>
<p>Depois da Copa, a primeira contusão, séria. Após a longa recuperação, a pá de cal: nova contusão, ainda mais séria. Sua carreira estava comprometida; para quase todos, acabada. Ele teria sido uma promessa que não aconteceu, como muitas outras em várias áreas. Mas ele voltou e o resto é história: ganhou a Copa de 2002, sendo artilheiro da competição. Uma senhora volta por cima. Hoje, é o maior artilheiro do Brasil em Copas do mundo. Mais gols que Pelé.</p>
<p>Mas falar do que todo mundo sabe não é o propósito desse artigo. Na entrevista, Ronaldo mostrou mais uma vez porque é diferenciado. Em certo momento, a competente Marília Gabriela perguntou do que Ronaldo se arrependia na vida. Uma pergunta um tanto maldosa considerando o seu histórico de vários escândalos, em especial o episódio com os travestis no ano passado.</p>
<p>Ronaldo ficou sério, talvez pensando em como sair daquela armadilha, mas talvez pensando consigo mesmo a respeito dos seus erros e arrependimentos. Ele parou e disse algo assim, olhando para cima, como que ainda pensando: &#8220;Cometi muitos erros na vida, com certeza&#8230;mas arrependimento&#8230;não. Se não fossem meus erros, eu não teria aprendido o que aprendi. Acredito que tudo tem um porquê&#8221;.</p>
<p>Foi uma resposta elegante e de alguém que consegue fazer do limão uma limonada. No final das contas, fazemos nossas escolhas, mas elas também nos fazem, isto é, não temos como nos caracterizarmos sem os erros que carregamos ao longo da nossa trajetória. Gostem ou não, os erros fazem parte do que somos e é isso que Ronaldo reconhece e, assim, se reconcilia e continua em frente. Somos, de certa forma, produto daquilo que encontramos pelo caminho e, claro, muitas vezes o que encontramos é fruto de nossos erros. Mas não pode caber o arrependimento. Afinal, cada decisão é a que se considerou a mais adequada no momento em que foi tomada.</p>
<p>Agora, é possível ir um pouco adiante nessa breve análise da carreira de Ronaldo. Será que se não fossem as intempéries ele teria sido o que foi? Será que as forças que juntou para ser campeão do mundo em 2002 e artilheiro seriam reunidas caso não tivesse passado pelo que passou em 1998 e, sobretudo, pelas contusões? É impossível saber, mas não acho impossível que o inferno e a descrença por que passou o fizeram crescer, estender seus limites, se tornar maior do que poderia ser caso tivesse tido uma carreira normal para um talento como ele, coroada de sucessos (Ronaldinho Gaúcho, por exemplo&#8230;). Como disse Nietzsche, &#8220;tudo que não me mata, me fortalece&#8221;. Ronaldo talvez tenha ficado mais forte a ponto de saber que pode sempre se reerguer. Diante disso, os desafios normais de sua profissão, enormes obstáculos para os outros, para ele são etapas a se superar, não mais do que isso.S</p>
<p>Seu gol no final do jogo contra o Palmeiras, foi a prova de seu reconhecimento. Foi o gol mais reprisado da história recente do futebol brasileiro e, naquele momento, não havia time ou torcida: todos eram pró-Ronaldo, talvez até os palmeirenses, ainda que relutantemente.</p>
<p>No final das contas, precisamos de heróis para diminuir nossa carga pessoal e ter alguma esperança. Ronaldo mostrou que é um desses heróis. Antes de julgá-lo pelos erros, que todos cometemos em maior ou menor grau, vamos julgá-lo pelo que proporciona de bom: o exemplo da superação, da humildade e o reconhecimento de sua condição humana, apesar de ídolo mundial. Ele é mesmo um fenômeno.</p>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-525" title="ronaldo" src="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2009/04/ronaldo.jpg?w=500" alt="ronaldo"   /></p>
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		<item>
		<title>A crise na mente das pessoas, sob a ótica de Darwin e da psicologia</title>
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		<pubDate>Wed, 28 Jan 2009 20:50:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>marcelopcarvalho</dc:creator>
				<category><![CDATA[antropologia]]></category>
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		<description><![CDATA[Tive ontem uma aula diferente e muito boa sobre Crise, no curso Crise: na Economia, na História e na Mente, na Casa do Saber (meu pai tem razão &#8211; esse nome Casa do Saber é de doer&#8230;). A aula, dada pelo filósofo Luis Felipe Pondé (Professor da PUC-SP e da Faap e professor convidado da [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=blog.oquederevier.com&amp;blog=5679249&amp;post=287&amp;subd=marcelopcarvalho&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Tive ontem uma aula diferente e muito boa sobre Crise, no curso <a href="http://www.casadosaber.com.br/curso.php?cid=1184">Crise: na Economia, na História e na Mente</a>, na <a href="http://www.casadosaber.com.br/main.php">Casa do Saber</a> (meu pai tem razão &#8211; esse nome Casa do Saber é de doer&#8230;). A aula, dada pelo filósofo <strong>Luis Felipe Pondé</strong> (Professor da PUC-SP e da Faap e professor convidado da pós-graduação da Escola Paulista de Medicina) abordou a crise na mente das pessoas.</p>
<div id="attachment_288" class="wp-caption alignnone" style="width: 290px"><img src="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2009/01/ponde.jpg?w=500" alt="Luiz Felipe Pondé" title="ponde"   class="size-full wp-image-288" /><p class="wp-caption-text">Luiz Felipe Pondé</p></div>
<p>Ele começou citando o livro A Negação da Morte, de Ernest Becker, antropólogo que ganhou o Prêmio Pulitzer em 1974, fazendo a ponte entre Darwin e a psicanálise (isso me interessou – e já comprei o livro). “Imagine você há 100 mil anos. Um dia você acorda e é o primeiro ser humano a ter consciência de que mais cedo ou mais tarde, vai morrer”, disse. Segundo ele, a partir daí o ser humano tem que conviver com a inviabilidade de sua existência (afinal, para que viver se vai morrer?), sobre a falta de sentido da vida; caminha permanentemente à beira do abismo. Sabe que seu corpo vai durar mais do que ele e carrega esse peso a vida toda.</p>
<p>O ser humano sabe demais. Sabemos mais do que deveríamos, mas menos do que precisamos. Essa consciência da finitude da vida gera um estado permanente de crise na mente das pessoas. Convivemos com a crise em nosso plano estrutural.  Interessante, não?</p>
<div id="attachment_289" class="wp-caption alignnone" style="width: 322px"><img src="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2009/01/becker.jpg?w=500" alt="Ernest Becker" title="becker"   class="size-full wp-image-289" /><p class="wp-caption-text">Ernest Becker</p></div>
<div id="attachment_290" class="wp-caption alignnone" style="width: 310px"><img src="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2009/01/a-negacao-da-morte.jpg?w=500" alt="A Negação da Morte" title="a-negacao-da-morte"   class="size-full wp-image-290" /><p class="wp-caption-text">A Negação da Morte</p></div>
<p>Em seguida, ele discutiu a questão da modernidade e da pós-modernidade. O que define a modernidade é o fato de passarmos a viver (após a Revolução Francesa) de acordo com várias esferas distintas. Hoje, exercemos vários papéis que são compartimentalizados: alguém que é muito religioso, por exemplo, não vai levar essa crença para o trabalho; sabe separar. Precisa. Antes da modernidade, isso não existia. Fazíamos parte de algo único, meio místico e, importante, controlado pela religião e por Deus, seja lá qual for o seu Deus. </p>
<p>Na era moderna, isso mudou. Os pontos críticos dessa mudança foram i) a constatação de que o homem era melhor do que Deus para resolver as questões de justiça e ii) o desenvolvimento científico, que aumentou o conhecimento do homem a respeito de si e do ambiente em que vive, fazendo com que acreditasse mais nos seus recursos. Citando uma passagem de Goethe (Os Anos de Aprendizado de Wilhelm Meister), ele mostra que a partir do Renascimento, o homem chama para si a responsabilidade sobre as coisas e diminui o peso do misticismo. É o início da era da competência, da técnica, em que os Estados Unidos são o exemplo mais evidente de sucesso. </p>
<p>O mundo hoje exige eficiência máxima, sucesso o tempo todo;  segundo ele, o aumento dos índices de depressão no mundo, apesar do maior bem-estar coletivo (e melhores condições de renda) pode ser reflexo dessa pressão. Acho que aqui cabe também uma contribuição do <a href="http://marcelopcarvalho.wordpress.com/2009/01/22/resenha-de-livro-o-paradoxo-da-escolha-%e2%80%93-porque-mais-e-menos-de-barry-schwartz-parte-1/">Paradoxo da Escolha</a>: o maior número de opções de consumo, piorando nossa capacidade de decisão, elevando as possibilidades de arrependimento e reduzindo o prazer obtido com nossas escolhas, é um fator adicional que contribui para a maior depressão.</p>
<p>Ocorre, porém, que sabemos que não podemos ser bem sucedidos 100% do tempo. Sabemos que fracassaremos em algum momento. E isso é fonte adicional de crise na mente. Ele lembra que a crise atual é uma crise de crédito, que vem de “crer”: perdeu-se essa confiança na onipotência do homem. Conjectura minha: talvez pelo fato da crise ter ocorrido nos Estados Unidos, país em que o culto à competência atinge níveis máximos, a dimensão psicológica da crise tenha se acentuado. </p>
<p>[parêntesis: achei legal que várias coisas sobre os EUA que eu tinha escrito no post <a href="http://marcelopcarvalho.wordpress.com/2008/12/03/um-americano/">Um Americano</a>, lá no início do blog, ele também acha.]</p>
<p> Ele coloca que nessa busca pela competência a todo custo, forçada pelo mercado, cada vez mais competitivo, mais rápido, com mais opções de consumo, mais excludente, tendemos a nos sacrificar pelo nosso desejo, que nos controla. Nunca é suficiente, sempre precisamos de mais. No final, nos sacrificamos por nós mesmos, o que gera um sentimento de claustrofobia e de solidão. Estamos todos sós, sensação que é ampliada à medida que fica claro que as utopias modernas não se realizarão (fim do socialismo com a queda do Muro de Berlim; fim da utopia do mercado soberano com a crise atual). O narcisismo se amplia: precisamos cada vez mais da aprovação dos outros. </p>
<p>Ele coloca ainda que a liberdade, um dos valores fundamentais da modernidade, traz como contrapartida a autonomia e a solidão. Ser livre é não ter amarras; só não se tem amarras se somos sós (Aqui fiquei pensando se o crescimento das redes sociais não seria uma reação a esse sentimento de solidão, de fim da utopia pós-moderna). </p>
<p>Pondé afirma que o mundo atual nos força a focar, perdendo a capacidade de compreender todo o resto. Em um momento de crise, somos forçados a olhar para coisas que não olhávamos, somos forçados a romper com nosso foco que, afinal, não deu certo (interessante). </p>
<p>Por isso, a bolha econômica era, antes de tudo, uma bolha psicológica e filosófica: a crença equivocada de que o homem moderno tem recursos infinitos e resolverá sempre tudo.   </p>
<p>A precariedade subjetiva embutida no narcisismo crescente se radicaliza quando há precariedade econômica.  E, à medida que as utopias vão caindo, a precariedade subjetiva aumenta, daí o maior narcisismo. </p>
<p>No final, há um consolo, em Darwin. Aprendemos a conviver com a inviabilidade da vida. Fomos selecionados para tolerar esse conflito, que fica abafado em nossa consciência, caso contrário não poderíamos viver. Temos de mentir para nós mesmos (auto-engano?), a mentira mais efetiva que há. Há um ganho darwinista, mas um custo psíquico considerável, uma energia gasta para conviver com o fato de que, ao final, a vida não dará certo. </p>
<p>Somos a espécie adaptada a saber que a vida é inviável e sobrevivemos a isso. Não sabemos se amanhã estaremos vivos, mas acreditamos nisso e vivemos com essa “verdade”. Temos coragem de ir em frente. No final, tudo é uma questão de coragem, como já dizia Aristóteles: a coragem garante todas as outras virtudes. A propósito, como bem lembrou Pondé, o lema dos Estados Unidos: <strong>terra dos livres e lugar dos corajosos</strong> (“<em>land of the free and the home of the brave</em>”). </p>
<p>Enfim, muito bom. E Darwin para mim é o cara. A idéia de que todos os seres vivos derivaram de uma única célula é incrivelmente simples e poderosa. </p>
<div id="attachment_291" class="wp-caption alignnone" style="width: 313px"><img src="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2009/01/charles_darwin.jpg?w=500" alt="Charles Darwin" title="charles_darwin"   class="size-full wp-image-291" /><p class="wp-caption-text">Charles Darwin</p></div>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/marcelopcarvalho.wordpress.com/287/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/marcelopcarvalho.wordpress.com/287/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/marcelopcarvalho.wordpress.com/287/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/marcelopcarvalho.wordpress.com/287/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/marcelopcarvalho.wordpress.com/287/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/marcelopcarvalho.wordpress.com/287/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/marcelopcarvalho.wordpress.com/287/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/marcelopcarvalho.wordpress.com/287/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/marcelopcarvalho.wordpress.com/287/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/marcelopcarvalho.wordpress.com/287/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/marcelopcarvalho.wordpress.com/287/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/marcelopcarvalho.wordpress.com/287/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/marcelopcarvalho.wordpress.com/287/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/marcelopcarvalho.wordpress.com/287/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=blog.oquederevier.com&amp;blog=5679249&amp;post=287&amp;subd=marcelopcarvalho&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Ensaio sobre o esqui. Mais precisamente, sobre o ski lift</title>
		<link>http://blog.oquederevier.com/2009/01/24/ensaio-sobre-o-esqui-mais-precisamente-sobre-o-ski-lift/</link>
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		<pubDate>Sat, 24 Jan 2009 14:32:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>marcelopcarvalho</dc:creator>
				<category><![CDATA[Esporte]]></category>
		<category><![CDATA[Filosofia]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Esqui]]></category>
		<category><![CDATA[Psicologia]]></category>

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		<description><![CDATA[Muita gente não gosta daquele tempo perdido no ski lift, subindo vagarosamente até o ponto em que reside a verdadeira razão de se estar ali. É uma espera inútil, o preço que se paga para a diversão que se seguirá. Discordo. Aquele momento no ski lift é o que torna especial a esperada descida que [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=blog.oquederevier.com&amp;blog=5679249&amp;post=250&amp;subd=marcelopcarvalho&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2009/01/cimg1745.jpg?w=500&#038;h=375" alt="cimg1745" title="cimg1745" width="500" height="375" class="alignnone size-full wp-image-251" /></p>
<p>Muita gente não gosta daquele tempo perdido no ski lift, subindo vagarosamente até o ponto em que reside a verdadeira razão de se estar ali. É uma espera inútil, o preço que se paga para a diversão que se seguirá. </p>
<p>Discordo. Aquele momento no ski lift é o que torna especial a esperada descida que o sucede. A começar pelo mais evidente: a demora, a lentidão do processo valoriza a etapa seguinte, o prazer proporcionado pelo esqui. Não se pode apressar essa etapa, nem evitá-la. Não é possível ir para o céu sem antes morrer&#8230; paciência! </p>
<p>Mas o mais evidente nesse caso nem é o principal. Ganhando altura, no silêncio, às vezes com neve, às vezes com chuva. Quase sempre com o frio batendo na cara, sem que nada se possa fazer.  Esperar e refletir. Emoções opostas: de um lado, a satisfação pela decisão tomada: mudar de patamar, arriscar-se. De outro, o temor natural que o desconhecido nos causa, a cada instante mais próximo. Para chegar ali, já medimos a montanha; medimos aqueles que subiram antes de nós. Será que são como nós, ou melhores? Olhamos para dentro. De alguma forma, julgamos que poderíamos dar aquele passo. Nem sempre damos. Ainda bem que temos várias horas, com sorte vários dias, para medir a montanha e compará-la a nossa capacidade. Ou a nossa coragem, que em grande parte define até onde podemos ir.  </p>
<p>Mesmo quando o destino são pistas já conhecidas, o ski lift tem esse significado. Mesmo pistas conhecidas podem apresentar novos desafios, pode-se descer mais rápido, com mais técnica, de um jeito diferente. É possível nunca haver repetição e sempre haver algum novo desafio.</p>
<p>Mas o verdadeiro sentido do ski lift se mostra quando se decide subir até onde só há pistas desafiadoras para o seu nível.  O trajeto para o topo é normalmente solitário. Um número relativamente pequeno de pessoas escolhe esse caminho (como na vida? não, na vida não há topo; se há, quem pode definir?). Mesmo que tenha mais gente subindo, é um momento de introspecção. De enfrentamento de nossos medos. Ali, é preciso acumular o que falta de coragem para a próxima etapa, agora inevitável: a escolha já foi feita. O topo é o lugar dos experts ou de gente que se arrisca a fazer mais do que deveria e, com surpresa, acaba fazendo e descobrindo que pode ir mais longe. Em topo que se preze, as pistas são sempre difíceis ou muito difíceis. O tempo via de regra castiga e é instável; a visibilidade tende a ser ruim. Tudo conspira contra. E mesmo assim&#8230;</p>
<p>Em uma ocasião, subi com um casal de argentinos, mais velho. O esqui não tem idade. Não se via mais do que 5 metros. Mesmo assim, era possível sentir que estávamos no topo. O mundo ficara lá embaixo.  O argentino, percebendo minha apreensão diante daquela cegueira branca, me disse para segui-lo: “Quando você passar pela placa número 9, coloque os esquis paralelos, apontando para baixo, e ganhe toda a velocidade possível, mesmo sem ver nada, caso contrário você não conseguirá subir; depois, a pista tem uma forte elevação”. É preciso aprender a confiar sem ver. </p>
<p>Em direção ao topo faz-se amizades verdadeiramente sinceras que duram não mais do que dez minutos, entre pessoas improváveis, que nunca teriam qualquer proximidade caso pudessem escolher. Certa vez subi com um carioca, <em>snowboarder</em>, que era minha absoluta antítese. O único ponto em comum que tínhamos era estar ali. Pensando bem, era o suficiente para que houvesse uma conexão: longe de tudo, no frio, naquela pista, naquele exato momento, indo atrás das mesmas coisas. Ou de coisas distintas, mas usando os mesmos meios. Dá no mesmo. Talvez não fôssemos tão diferentes assim naquilo que realmente importava.</p>
<p>Chegamos ao topo, deserto. Eu e o carioca. Ventava forte. Descemos do ski lift em silêncio, assimilando aquele momento, até que alguém perguntou: “Você vai para onde?” Havia duas possibilidades de descer. Logo percebemos: iríamos para lados opostos, como faríamos em tudo o mais na vida, exceto naquele breve momento em que dividimos a subida e compartilhamos as mesmas expectativas. “Boa sorte”, falou. Desejar boa sorte era a medida exata do que enfrentaríamos. Desejei o mesmo a ele, com toda sinceridade possível. Éramos solidários no desafio e o desejo de boa sorte, de alguma forma, aumentava nossa confiança. Pelo menos, a minha.</p>
<p>Virei-me e fui lentamente para o início de minha descida, fitei as placas pretas (lamentei não serem de qualquer outra cor!) indicando a pista, encarei o precipício que tentava me convencer a partir. Olhei para os lados, ninguém. Não havia alternativa, pensei. Até havia, mas não poderia me trair. Naquele instante em que os pensamentos e temores se perdem, dando lugar a um breve vácuo, coube a coragem. Parti, sabendo que não seria mais o mesmo ao chegar ao ponto final. </p>
<p>(Quantas vezes não buscamos o precipício e da matéria resultante disso nos fortalecemos e moldamos nossa trajetória? O esqui é a metáfora da vida. O ski lift é o caminho já tomado, o ponto sem volta. Com suas incertezas e medos; com suas expectativas e esperanças).</p>
<p><em>“Ninguém descobre novas terras sem consentir em perder de vista a costa por um longo tempo.” André Gide</em></p>
<p>Obs: você pode <a href="http://www.flickr.com/photos/34152813@N08">acessar minhas fotos no Flickr</a> e ver algumas fotos selecionadas que tirei em estações de esqui e redondezas no álbum <a href="http://www.flickr.com/photos/34152813@N08/sets/72157612525772741/">Meus lugares no mundo</a>.</p>
<p><img src="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2009/01/dsc02397.jpg?w=500&#038;h=375" alt="dsc02397" title="dsc02397" width="500" height="375" class="alignnone size-full wp-image-252" /></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/marcelopcarvalho.wordpress.com/250/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/marcelopcarvalho.wordpress.com/250/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/marcelopcarvalho.wordpress.com/250/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/marcelopcarvalho.wordpress.com/250/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/marcelopcarvalho.wordpress.com/250/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/marcelopcarvalho.wordpress.com/250/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/marcelopcarvalho.wordpress.com/250/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/marcelopcarvalho.wordpress.com/250/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/marcelopcarvalho.wordpress.com/250/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/marcelopcarvalho.wordpress.com/250/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/marcelopcarvalho.wordpress.com/250/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/marcelopcarvalho.wordpress.com/250/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/marcelopcarvalho.wordpress.com/250/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/marcelopcarvalho.wordpress.com/250/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=blog.oquederevier.com&amp;blog=5679249&amp;post=250&amp;subd=marcelopcarvalho&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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	</item>
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		<title>Ontem corri 8 km</title>
		<link>http://blog.oquederevier.com/2009/01/18/ontem-corri-8-km/</link>
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		<pubDate>Sun, 18 Jan 2009 22:41:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>marcelopcarvalho</dc:creator>
				<category><![CDATA[Esporte]]></category>
		<category><![CDATA[corrida]]></category>

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		<description><![CDATA[Havia muito tempo que não corria 8 km. Que me lembre, uns 15 anos, ou mais. Desde a faculdade, talvez? Acho que era uma barreira auto-imposta. Corria míseros 4, 5 km. Com 6 km, me sentia satisfeito. Ontem, resolvi correr 8. E corri, em 43 minutos, 5 segundos e 37 centésimos. Hoje, corri 10 km.<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=blog.oquederevier.com&amp;blog=5679249&amp;post=214&amp;subd=marcelopcarvalho&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Havia muito tempo que não corria 8 km. Que me lembre, uns 15 anos, ou mais. Desde a faculdade, talvez? Acho que era uma barreira auto-imposta. Corria míseros 4, 5 km. Com 6 km, me sentia satisfeito. Ontem, resolvi correr 8. E corri, em 43 minutos, 5 segundos e 37 centésimos.</p>
<p>Hoje, corri 10 km. </p>
<p><img src="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2009/01/king-of-the-world.jpg?w=500&#038;h=331" alt="King of the World" title="King of the World" width="500" height="331" class="alignnone size-full wp-image-215" /></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/marcelopcarvalho.wordpress.com/214/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/marcelopcarvalho.wordpress.com/214/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/marcelopcarvalho.wordpress.com/214/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/marcelopcarvalho.wordpress.com/214/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/marcelopcarvalho.wordpress.com/214/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/marcelopcarvalho.wordpress.com/214/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/marcelopcarvalho.wordpress.com/214/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/marcelopcarvalho.wordpress.com/214/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/marcelopcarvalho.wordpress.com/214/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/marcelopcarvalho.wordpress.com/214/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/marcelopcarvalho.wordpress.com/214/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/marcelopcarvalho.wordpress.com/214/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/marcelopcarvalho.wordpress.com/214/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/marcelopcarvalho.wordpress.com/214/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=blog.oquederevier.com&amp;blog=5679249&amp;post=214&amp;subd=marcelopcarvalho&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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			<media:title type="html">King of the World</media:title>
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	</item>
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		<title>Amyr Klink, George Mallory e muitos outros&#8230;</title>
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		<pubDate>Thu, 08 Jan 2009 01:35:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>marcelopcarvalho</dc:creator>
				<category><![CDATA[aventura]]></category>
		<category><![CDATA[Empreendedorismo]]></category>
		<category><![CDATA[Esporte]]></category>
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		<category><![CDATA[Chile]]></category>
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		<category><![CDATA[George Mallory]]></category>
		<category><![CDATA[Paratii 2]]></category>
		<category><![CDATA[superação]]></category>

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		<description><![CDATA[Baía de Paraty, aquele monte de ilhas. Um veleiro estranho, enorme, imponente, de certa forma ameaçador. Todo de alumínio, parecendo um barco abandonado, um submarino, uma carcaça. Era o Paratii 2, o veleiro polar mais eficiente do mundo, o barco do Amyr Klink, que fez a circunavegação da Antártica por uma rota nunca antes percorrida. [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=blog.oquederevier.com&amp;blog=5679249&amp;post=139&amp;subd=marcelopcarvalho&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Baía de Paraty, aquele monte de ilhas. Um veleiro estranho, enorme, imponente, de certa forma ameaçador. Todo de alumínio, parecendo um barco abandonado, um submarino, uma carcaça. Era o Paratii 2, o veleiro polar mais eficiente do mundo, o barco do Amyr Klink, que fez a circunavegação da Antártica por uma rota nunca antes percorrida.</p>
<div id="attachment_140" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><img src="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2009/01/img_0110.jpg?w=500&#038;h=375" alt="O Paratii 2, ali, na nossa frente" title="img_0110" width="500" height="375" class="size-full wp-image-140" /><p class="wp-caption-text">O Paratii 2, ali, na nossa frente</p></div>
<p>Como que por instinto, nos aproximamos. Não muito, vai saber&#8230; Ele estava lá, arrumando alguma coisa, talvez se preparando para alguma nova partida, nem que fosse para passar o reveillon de 2008/09 em algum lugar perto dali. </p>
<div id="attachment_141" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><img src="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2009/01/img_0111.jpg?w=500&#038;h=375" alt="Amyr Klink, de costas, no mastro da direita" title="img_0111" width="500" height="375" class="size-full wp-image-141" /><p class="wp-caption-text">Amyr Klink, de costas, no mastro da direita</p></div>
<p>“Amyr!!” Fotos, aquela tietagem. Ele se virou e acenou. Estava de bom humor. Talvez esteja acostumado. Ou, mais provável, estava em seu ambiente: no mar, ele vira gente. Acho que é preconceito meu, uma imagem equivocada. De qualquer modo, contraditório, o Amyr. Um ermitão, que busca a solidão, mas que acaba nos holofotes. Talvez ele goste dessa dualidade. Todas as pessoas interessantes são, de certa forma, contraditórias, dúbias. A previsibilidade é enfadonha.</p>
<p>Naquele momento, em que estávamos indo para a Praia Vermelha e depois para a Ilha do Catimbau (onde se come o melhor ceviche da Baía de Paraty), pensei no Amyr. O seu “ Cem dias entre céu e mar”, que narra sua travessia do Atlântico a remo, me marcou bastante. Ele estava ali. O que será que ele procura, com todas essas viagens? Ou, quem sabe, do que será que ele foge? </p>
<p>Talvez o melhor seja lembrar George Mallory, que participou das primeiras tentativas britânicas de escalar o Everest: “porque você quer escalar o Everest?”, alguém perguntou. “Porque ele está lá”, respondeu. Melhor não tentar encontrar explicação. Nem busca, nem fuga. </p>
<p>O Amyr tem essa citação, no “Mar Sem Fim”. É humilde e muito bonita:</p>
<blockquote><p>“Hoje entendo bem meu pai: um homem precisa viajar. Por sua conta, não apenas por meio de histórias, imagens, livros ou TV. Precisa viajar por si, com seus olhos e pés, para entender o que é seu. Para um dia plantar as suas árvores e dar-lhes valor. Conhecer o frio para desfrutar o calor. E o oposto. Sentir a distância e o desabrigo para estar bem sob o próprio teto. Um homem precisa viajar para lugares que não conhece para quebrar essa arrogância que nos faz ver o mundo como o imaginamos, e não simplesmente como é; que nos faz professores e doutores do que não vimos, quando deveríamos ser alunos, e simplesmente ir ver.”</p></blockquote>
<p>Aqui, o Amyr declamando a citação:</p>
<span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://blog.oquederevier.com/2009/01/08/amyr-klink-george-mallory-e-muitos-outros/"><img src="http://img.youtube.com/vi/wFfeolX-Rrg/2.jpg" alt="" /></a></span>
<p>O Steven Spielberg tem uma passagem interessante, que vai na mesma linha. Certa vez, em uma entrevista, quando perguntaram sobre seu sucesso e sobre a vida segura que poderia dar aos filhos &#8211; coisa que ele mesmo não teve, ele disse: &#8220;A coisa mais importante eu não pude dar a eles: uma infância pobre&#8221;. É preciso ver o outro lado para tirar a sua medida.</p>
<p>Mas&#8230; não é só isso que move o Amyr, o Mallory e outros. Há uma vontade interior mais forte do que normalmente se encontra. Inconformismo. Essa talvez seja a verdadeira explicação.</p>
<p>Pensei que talvez eu tivesse alguma coisa de Amyr ou de Mallory, guardadas, é claro, as devidas proporções. Talvez seja um inconformismo, uma insatisfação, sede, energia, drive&#8230; É o mesmo impulso que forja um esportista, um cientista de destaque, alguém que busca superar (seus próprios) desafios. Alguém que quer mais. Acho que empreendedorismo, criatividade, necessidade de realização e de diferenciação fazem parte do mesmo pacote. Uns poucos viram Amyr, outros poucos viram eles mesmos, e está tudo certo. Outros não querem nada disso, e também está ok.</p>
<p>Vivi um dos meus momentos “Amyr”, ocorrido no deserto de Atacama, no Chile. Resolvi escalar uma montanha de 5.500 metros de altitude. Não é um programa comum para quem visita a região. Arrumamos dois guias andinos, um deles experiente, e fomos. A escalada foi difícil e demorou o dobro do previsto. Ao chegar ao topo, vi que a tarde começava a cair. Começamos a descer por uma vertente mais íngreme. O “experiente” guia confessou que não conhecia aquela montanha: assim como nós, era a primeira vez que a escalava.  A vertente tinha uns 1.000 metros de queda, toda de pedregulhos soltos, sem trilha. </p>
<p>Lembrei-me na hora de uma aula do MBA, sobre negociação, em que o professor falava sobre a importância de definir corretamente os objetivos ao negociar: “A maioria das mortes ocorre na descida dos grandes picos, não na subida”. Ou seja, o cara sobe, tira fotos, feliz da vida, e morre na descida. Fixou o objetivo errado: não era alcançar o cume, mas sim alcançar o cume e descer em segurança. Era tudo o que não fazíamos. </p>
<div id="attachment_145" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><img src="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2009/01/img_2706.jpg?w=500&#038;h=375" alt="O topo à direita, longe" title="img_2706" width="500" height="375" class="size-full wp-image-145" /><p class="wp-caption-text">O topo à direita, longe</p></div>
<div id="attachment_142" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><img src="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2009/01/img_2740.jpg?w=500&#038;h=375" alt="No topo" title="img_2740" width="500" height="375" class="size-full wp-image-142" /><p class="wp-caption-text">No topo</p></div>
<p>Chegamos à base já de noite, com lanternas. A van nos esperava e o dono da empresa de turismo confessou que havia colocado em alerta o resgate em San Pedro de Atacama: um helicóptero já estava a postos. Talvez virássemos notícia de jornal! </p>
<p>Quando me vi a salvo, quase agredi o guia. Chegando a San Pedro, fomos a um restaurante e pedi o melhor vinho da casa. Não é sempre que se comemora o fato de estar vivo.</p>
<p>No final das contas, tudo valeu a pena. O Amyr tem razão: é preciso o desafio e o risco para valorizar a segurança. Realizar. Ali, confirmei que a graça está nessas coisas. Será que algum dia vou sossegar? Temo que não. No fundo, espero que não. E viva o Amyr.</p>
<div id="attachment_143" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><img src="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2009/01/img_2742.jpg?w=500&#038;h=375" alt="A volta" title="img_2742" width="500" height="375" class="size-full wp-image-143" /><p class="wp-caption-text">A volta</p></div>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/marcelopcarvalho.wordpress.com/139/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/marcelopcarvalho.wordpress.com/139/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/marcelopcarvalho.wordpress.com/139/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/marcelopcarvalho.wordpress.com/139/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/marcelopcarvalho.wordpress.com/139/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/marcelopcarvalho.wordpress.com/139/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/marcelopcarvalho.wordpress.com/139/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/marcelopcarvalho.wordpress.com/139/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/marcelopcarvalho.wordpress.com/139/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/marcelopcarvalho.wordpress.com/139/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/marcelopcarvalho.wordpress.com/139/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/marcelopcarvalho.wordpress.com/139/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/marcelopcarvalho.wordpress.com/139/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/marcelopcarvalho.wordpress.com/139/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=blog.oquederevier.com&amp;blog=5679249&amp;post=139&amp;subd=marcelopcarvalho&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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	</item>
		<item>
		<title>Dicas de esqui, passeios e gastronomia em Ushuaia, na Terra do Fogo</title>
		<link>http://blog.oquederevier.com/2008/12/21/dicas-de-esqui-passeios-e-gastronomia-em-ushuaia-na-terra-do-fogo/</link>
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		<pubDate>Sun, 21 Dec 2008 11:44:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>marcelopcarvalho</dc:creator>
				<category><![CDATA[Esporte]]></category>
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		<description><![CDATA[O blog agora fala de viagens, uma das coisas que mais gosto de fazer. No final de agosto, fui esquiar no Cerro Castor, a estação de esqui mais austral do mundo, localizada em Ushuaia, Terra do Fogo, na Patagônia Argentina. A cidade está quase no paralelo 55° Sul, à beira do Canal de Beagle (que [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=blog.oquederevier.com&amp;blog=5679249&amp;post=67&amp;subd=marcelopcarvalho&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal" style="margin:0 0 10pt;">O blog agora fala de viagens, uma das coisas que mais gosto de fazer.</p>
<p><span style="font-size:small;font-family:Calibri;">No final de agosto, fui esquiar no </span><span style="font-size:small;font-family:Calibri;"><a title="Cerro Castor" href="http://wwww.cerrocastor.com" target="_blank">Cerro Castor</a>, a estação de esqui mais austral do mundo, localizada em </span><span style="font-size:small;font-family:Calibri;"><a title="Ushuaia" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Ushuaia" target="_self">Ushuaia</a>, Terra do Fogo, na Patagônia Argentina. A cidade está quase no paralelo 55° Sul, à beira do Canal de Beagle (que no ponto mais estreito tem apenas 5 km de largura) e não muito longe da Antártica, que fica uns 1.200 km ao Sul. Do lado de lá do Canal, tem um pedaço de Chile. Depois disso, a temível Passagem de Drake e a Antártica. </span></p>
<p><span style="font-size:small;font-family:Calibri;">Bom, visitar a cidade mais austral do mundo por si só já vale a pena, especialmente para quem gosta de geografia e história. O Canal de Beagle foi cruzado por Charles Darwin a bordo do HMS Beagle, <span> </span>o célebre navio que rodou o mundo e permitir ao naturalista formular a Teoria da Evolução. O Canal leva o nome do navio.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0 0 10pt;"><span style="font-size:small;font-family:Calibri;">Outro aspecto de história: é interessante ver como as </span><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Calibri;"><a title="Ilhas Malvinas" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Ilhas_Malvinas" target="_blank">Ilhas Malvinas</a> (Falklands, para a Inglaterra) estão na memória do povo da cidade. Vale lembrar que Ushuaia fica perto desse arquipélago que a Argentina invadiu e perdeu para a Inglaterra em 1982. Desde o aeroporto, chamado Aeropuerto Malvinas Argentinas, até inúmeros monumentos, percebemos que os “fueguinos” não engoliram a derrota. Mas essa cidade de 45.000 habitantes oferece bem mais do que isso. Paisagens muito bonitas, com mar, lagos e montanhas nevadas, boa gastronomia e, claro, uma estação de esqui para ninguém botar defeito. <span> </span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0 0 10pt;"><span style="font-size:small;font-family:Calibri;">Em Ushuaia, ficamos no </span><span style="font-size:small;font-family:Calibri;"><a title="Hotel Del Glaciar" href="http://www.hoteldelglaciar.com/" target="_blank">Hotel Del Glaciar</a>, que fica um pouco distante do centro (uns 10 minutos de taxi, que é barato lá, como em toda Argentina), aos pés do Glaciar Del Martial. O hotel é novo, muito confortável, o atendimento é correto, mas é grandalhão e impessoal. Na maior parte do tempo, estava bem vazio, o que aumenta a sensação de pouco aconchego. Talvez fosse melhor ter ficado em uma pousada charmosa. Porém, com uma vista dessas (veja abaixo), para a Baía de Ushuaia e para o Canal de Beagle,<span>  </span>esses detalhes perdem importância.</span></p>
<p> </p>
<div id="attachment_87" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><img class="size-full wp-image-87" title="cimg17092" src="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2008/12/cimg17092.jpg?w=500&#038;h=375" alt="Vista do Hotel Del Glaciar, para a Baia de Ushuaia e Canal de Beagle" width="500" height="375" /><p class="wp-caption-text">Vista do Hotel Del Glaciar, para a Baía de Ushuaia e Canal de Beagle</p></div>
<p>  <span style="font-size:small;"><span style="font-family:Calibri;"><strong>Onde comer</strong></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0 0 10pt;"><span style="font-size:small;font-family:Calibri;">O melhor restaurante da cidade, pelo menos entre os que fomos nas 7 noites na cidade, é o </span><span style="font-size:small;font-family:Calibri;"> <a title="Kaupé" href="http://www.kaupe.com.ar" target="_blank">Kaupé</a>. É um restaurante pequeno, no máximo umas 10 mesas, ambiente bonito, atendimento impecável, e comida excelente. Vá de centollas de entrada (aqueles carangueijos vermelhos, enormes, que parecem saídos de algum filme de ficção), peça merluza negra ou carne que você não se arrependerá.<span>  </span>Na primeira vez que fomos, tomamos um Merlot, da Família Ruttini, acho que 2005, que estava estupendo. Na segunda vez, uns 3 dias depois, o garçom se lembrava<span>  </span>de cada detalhe de nosso pedido (ponto da carne, água com gás ou sem gás, etc). Não é barato (você também queria o quê?&#8230;rs): gasta-se entre R$ 120 e R$ 150 por pessoa, dependendo do vinho. Isso com dólar a R$ 2,00&#8230;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0 0 10pt;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Calibri;">Outra boa pedida é o Tia Elvira. Ah, e não deixe de passar pelo café Tante Sarah – é bem mais que um café, e muito bom.<span>  </span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0 0 10pt;"><strong><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Calibri;">A estação de esqui – Cerro Castor</span></span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0 0 10pt;"><span style="font-size:small;font-family:Calibri;">Cerro Castor fica a uns 20 ou 30 minutos de Ushuaia. A estação pode não ser tão charmosa e “família” como Cerro Chapelco, em San Martin de Los Andes, mas a medida que os dias vão passando e você vai se ambientando, verá que Cerro Castor vale a pena. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0 0 10pt;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Calibri;"><span> </span>Na verdade, foi uma grata surpresa. Não é uma estação grande, mas oferece muitos atrativos:<span>  </span>bastante neve, ótimas pistas, lifts novos e rápidos, paisagens deslumbrantes e, acreditem, pouca gente (ainda).<span>  </span>Não é por acaso que, enquanto estávamos lá, aconteciam as seletivas de esqui das equipes da França, Itália, Suíça e Canadá, para os Jogos Olímpicos de Inverno. </span></span></p>
<p> Obs: o <a href="http://www.linkedin.com/in/exploranter">Flávio Melo,</a> experiente esquiador, me confirmou que Cerro Castor é a melhor estação da América do Sul. </p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0 0 10pt;"><span style="font-size:small;font-family:Calibri;">Um temor que tínhamos era o frio. Afinal, a estação fica lá embaixo, quase na Antártica. Mas exceto quando o tempo fechava e ventava, posso dizer que o frio foi suportável e não atrapalhou o programa. Talvez em junho e julho seja pior. </span></p>
<p> </p>
<div id="attachment_69" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><img class="size-full wp-image-69" title="cimg1699" src="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2008/12/cimg1699.jpg?w=500&#038;h=375" alt="Essa é a vista principal de Cerro Castor" width="500" height="375" /><p class="wp-caption-text">Essa é a vista principal de Cerro Castor</p></div>
<p> </p>
<div id="attachment_75" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><img class="size-full wp-image-75" title="cimg17321" src="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2008/12/cimg17321.jpg?w=500&#038;h=375" alt="Vista do outro lado da montanha. Selvagem e bela." width="500" height="375" /><p class="wp-caption-text">Vista do outro lado da montanha. Selvagem e bela.</p></div>
<p> </p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0 0 10pt;"> <strong><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Calibri;"><a title="Parque Nacional da Terra do Fogo" href="http://www.tierradelfuego.org.ar/pntf/" target="_blank">Parque Nacional da Terra do Fogo</a></span></span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0 0 10pt;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Calibri;">Se você gosta de natureza e belas paisagens como eu, não se arrependerá de deixar de esquiar um dia e visitar esse parque nacional que fica a menos de meia hora do centro da cidade. A Baía Lapataia é um espetáculo à parte, um pedaço tranqüilo de mar azul, entremeado de formações rochosas. Ela entra no continente, formando canais e lagos que depois se juntam ao Lago Roca, outra paisagem muito bonita. Ficamos um dia no parque – o motorista nos deixou na Baía Lapataia e caminhamos até o Lago Roca, onde há um restaurante. É possível ficar mais tempo e fazer outros passeios por lá também.<span>  </span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0 0 10pt;"><span style="font-size:small;font-family:Calibri;">É isso. Ushuaia e Cerro Castor valem a pena. Em 2009, quero ver se vou para o outro extremo, o Alasca, com o objetivo de fotografar (umas das minhas resoluções de 2009: dedicar-me mais a esse hobby – já comprei uma máquina legal). Vamos ver se dá certo&#8230;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0 0 10pt;"><span style="font-size:small;font-family:Calibri;"> </span></p>
<div id="attachment_76" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><img class="size-full wp-image-76" title="cimg18021" src="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2008/12/cimg18021.jpg?w=500&#038;h=375" alt="Baia Lapataia" width="500" height="375" /><p class="wp-caption-text">Baía Lapataia</p></div>
<p> </p>
<div id="attachment_78" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><img class="size-full wp-image-78" title="cimg18061" src="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2008/12/cimg18061.jpg?w=500&#038;h=375" alt="Parque Nacional da Terra do Fogo" width="500" height="375" /><p class="wp-caption-text">Parque Nacional da Terra do Fogo</p></div>
<div id="attachment_80" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><img class="size-full wp-image-80" title="cimg1867" src="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2008/12/cimg1867.jpg?w=500&#038;h=375" alt="Lago Roca" width="500" height="375" /><p class="wp-caption-text">Lago Roca</p></div>
<p> </p>
<div id="attachment_79" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><img class="size-full wp-image-79" title="cimg18681" src="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2008/12/cimg18681.jpg?w=500&#038;h=375" alt="Lago Roca" width="500" height="375" /><p class="wp-caption-text">Lago Roca</p></div>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/marcelopcarvalho.wordpress.com/67/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/marcelopcarvalho.wordpress.com/67/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/marcelopcarvalho.wordpress.com/67/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/marcelopcarvalho.wordpress.com/67/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/marcelopcarvalho.wordpress.com/67/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/marcelopcarvalho.wordpress.com/67/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/marcelopcarvalho.wordpress.com/67/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/marcelopcarvalho.wordpress.com/67/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/marcelopcarvalho.wordpress.com/67/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/marcelopcarvalho.wordpress.com/67/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/marcelopcarvalho.wordpress.com/67/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/marcelopcarvalho.wordpress.com/67/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/marcelopcarvalho.wordpress.com/67/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/marcelopcarvalho.wordpress.com/67/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=blog.oquederevier.com&amp;blog=5679249&amp;post=67&amp;subd=marcelopcarvalho&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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