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	<title>O que der e vier &#187; Ética</title>
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	<description>Idéias, pensamentos e impressões, por Marcelo Pereira de Carvalho</description>
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		<title>O que der e vier &#187; Ética</title>
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		<title>A melhor autobiografia que já li</title>
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		<pubDate>Sat, 01 Jan 2011 23:17:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>marcelopcarvalho</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Difícil escrever depois de tanto tempo. Estou há dias ensaiando, sem ânimo suficiente, sempre pré-concluindo que dará trabalho demais para resultado de menos. Na verdade, estou há meses ensaiando sem encontrar temas adequados que resultem em algo decente, sem muita exposição, que é a minha tônica atual. Acho que, no final, até agradeço essa ausência: [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=blog.oquederevier.com&amp;blog=5679249&amp;post=1067&amp;subd=marcelopcarvalho&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Difícil escrever depois de tanto tempo. Estou há dias ensaiando, sem ânimo suficiente, sempre pré-concluindo que dará trabalho demais para resultado de menos. Na verdade, estou há meses ensaiando sem encontrar temas adequados que resultem em algo decente, sem muita exposição, que é a minha tônica atual. Acho que, no final, até agradeço essa ausência: me poupa de pensar mais do que já penso e também de ter de organizar as ideias no papel, sem saber o que irei encontrar ao terminar – acho que não ando querendo encontrar nada que já não saiba.</p>
<p>Primeiro dia do ano, chuvoso, não há muito a fazer, então vamos lá. O tema que me faz escrever é a biografia do ex-tenista <a href="http://www.andreagassi.com">Andre Agassi</a> (“Open”, na versão original, mas somente Agassi em português), meu contemporâneo de início de 1970. Devorei esse livro de 500 páginas em 3 dias e lembrei, mais do que nunca, que sempre há dois livros escritos em um: o livro realmente escrito pelo autor e aquele que repercute na cabeça de quem lê, que terá contornos muito particulares.</p>
<p><a href="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2011/01/agassi11.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-1070" title="agassi1" src="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2011/01/agassi11.jpg?w=500" alt=""   /></a></p>
<p>Nunca fui grande fã de tênis, mas lembro-me de quando Agassi ganhou de Luiz Mattar seu primeiro torneio profissional, creio que em1987, em Itaparica, na Bahia. Duvido que alguém que não era grande fã de tênis irá se lembrar disso. Simplesmente não há motivo para isso! Andre um tenista iniciante e o torneio era sem muita importância, mas, por alguma razão, aquilo entrou e não saiu mais da minha memória, como muitas outras coisas, é verdade. Como diz Agassi no livro, “minha memória não é como minha sacola de tênis: não consigo controlar o que há lá dentro. Tudo entra e nada parece sair”.</p>
<p>O ponto central da autobiografia, que foi colocada no papel de forma brilhante por J.R. Moehringer (de <em>Sede de Viver</em>), são as contradições que caracterizam a figura de Agassi. Para começar, ele odiava tênis ou, talvez melhor colocado, uma parte dele odiava. Mesmo assim, foi o quinto melhor tenista da história e o único a ganhar o Grand Slam de carreira – os quatro principais torneios e a medalha de ouro olímpica. Como alguém que odiava o que fazia poderia ir tão longe? De onde vinha toda essa motivação, se dentro dele mesmo ela aparentemente inexistia?</p>
<p>Parte da resposta, além da contradição em si (afinal, parte dele amava o tênis, ainda que sem saber ao certo disso), estava na obsessão, no “instinto assassino” que tinha em quadra (segundo definição do pai) e no perfeccionismo, injetado desde criança pelo seu pai violento e obsessivo, que o forçada a horas intermináveis de treinos, quando as outras crianças estavam brincando ou estudando. Para se ter uma ideia do que foi o pai dele, foi forçado a tomar anfetaminas para melhorar o desempenho quando era apenas um garoto.</p>
<p>A influência negativa do pai impactou por toda sua vida. Agassi lutou contra ela o quanto pode, e das maneiras mais distintas: além de detestar o esporte que definiu sua trajetória, sempre conviveu com a autodestruição e autossabotagem, como que tentando mostrar para si e para os outros que aquele não era ele. Envolveu-se com drogas; perdeu partidas de propósito ou sabendo que iria perder, até <em>desejando</em> perder; certa vez quebrou todos os seus troféus e, em outra, deu suas raquetes para mendigos, dizendo que nunca mais jogaria tênis. Fisicamente, novamente as contradições: apesar de um problema congênito nas costas que lhe causava dores incríveis, foi conhecido como um dos jogadores com a melhor movimentação de fundo de quadra do circuito.</p>
<p>A busca pelo auto-conhecimento permeia toda a sua história, a partir da primeira frase no livro: “abro os olhos e não sei onde estou, nem quem sou. Isso Não é nenhuma novidade, pois passei metade da minha vida sem saber”. Não é o tipo de frase inicial que se espera na biografia de um dos esportistas de maior sucesso da história, mas passa logo de cara a mensagem: não espere (somente) o relato sucessivo de conquistas e lembranças boas e ruins, mas principalmente a tentativa de alguém que, a despeito do sucesso crescente, não sabia ao certo o que estava fazendo ali, se tudo aquilo de fato lhe pertencia ou era ele. Apenas desconfiava que não, que era uma fraude, uma farsa que assinava embaixo. Alguém que, aos olhos do mundo, era um prodígio, um sucesso, mas que, de noite, no escuro, com a cabeça no travesseiro, queria simplesmente largar tudo e ir embora, fazer alguma coisa diferente, sem saber o que.</p>
<p>Com o tempo, Agassi começa a aceitar as contradições como parte de sua  pessoa, sem tentar lutar contra elas. Aceita que quer jogar tudo para o alto mas, ao mesmo tempo, não está preparado para isso. Aceita que tem o instinto assassino, mas por vezes tudo o que quer é perder o jogo e ir embora. Aceita que, apesar de todo o sucesso e todo o dinheiro, continua não tendo todas as respostas – talvez tenha até mais perguntas do que respostas.</p>
<p>Em certo momento, ao falar do pai que, além de violento não demonstrava qualquer tipo de empatia e compaixão, sendo completamente obcecado pelo tênis, ele diz algo como “poucos de nós têm a graça do auto-conhecimento e, até que isso aconteça, talvez o melhor seja sermos consistentes”. A consistência é, assim, uma auto-defesa, uma maneira de não ter de lidar com as contradições, com as ideias opostas habitando o mesmo cérebro, cada uma puxando para um lado. Alguém disse (Einstein?) que gênio é aquele que consegue lidar com duas ideias opostas e ainda assim manter a sanidade.</p>
<p>Ao final, Agassi se rende a sua personalidade contraditória, usando uma citação que sempre gostei muito &#8211; aliás, à medida que fui lendo o livro, a lembrança dessa citação me foi crescendo, até que no final, a encontrei: “<em>Eu me contradigo? Muito bem, então eu me contradigo</em>”- Walt Whitman.</p>
<p>O livro, como se percebe, não é apenas destinado a fãs do tênis, ainda que estes certamente terão enorme prazer em lembrar de jogos e torneios memoráveis, agora sob a visão de um dos protagonistas. Há passagens engraçadas, como o dia em que Agassi e sua equipe viram um cara desengonçado jogar um tênis horrível, dizendo entre si que esse jogador não teria a menor chance no circuito profissional – esse jogador viria a ser…Pete Sampras, seu maior rival e um dos maiores de todos os tempos.  O livro prende do começo ao fim e o capítulo final é simplesmente grandioso, um verdadeiro <em>match point</em>.</p>
<p>Há, acima de tudo, um processo generoso de franqueza, parte da jornada de auto-conhecimento que Agassi decidiu dividir com o mundo, a começar pela capa (e pelo título original), em que seu rosto nu, sem expressão, ocupa a totalidade.</p>
<p>Não sei porque exatamente esse livro me impactou tanto (ou talvez , no fundo, saiba): nunca fui esportista de elite, muito menos famoso, não vejo graça alguma em Las Vegas (de onde ele é e onde mora até hoje com sua segunda esposa, a super-tenista Stefanie Graf e dois filhos) e nem cheguei perto de me casar com a Brooke Shields.</p>
<p>Sei apenas que foi criada uma conexão; ou, quem sabe, essa conexão sempre existira &#8211; a explicação para que eu tenha guardado na memória, sem qualquer razão aparente, aquela distante vitória inicial em Itaparica. Era como se, por algum motivo desconhecido, eu tivesse instintivamente captado, em meio ao caos de informações sem importância que, naquele momento, algo relevante estava começando a acontecer.</p>
<p><a href="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2011/01/agassis1.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-1072" title="agassis" src="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2011/01/agassis1.jpg?w=500" alt=""   /></a></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/marcelopcarvalho.wordpress.com/1067/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/marcelopcarvalho.wordpress.com/1067/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/marcelopcarvalho.wordpress.com/1067/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/marcelopcarvalho.wordpress.com/1067/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/marcelopcarvalho.wordpress.com/1067/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/marcelopcarvalho.wordpress.com/1067/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/marcelopcarvalho.wordpress.com/1067/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/marcelopcarvalho.wordpress.com/1067/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/marcelopcarvalho.wordpress.com/1067/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/marcelopcarvalho.wordpress.com/1067/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/marcelopcarvalho.wordpress.com/1067/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/marcelopcarvalho.wordpress.com/1067/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/marcelopcarvalho.wordpress.com/1067/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/marcelopcarvalho.wordpress.com/1067/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=blog.oquederevier.com&amp;blog=5679249&amp;post=1067&amp;subd=marcelopcarvalho&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Dica de filme: &#8220;O Clube do Imperador&#8221;</title>
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		<pubDate>Wed, 03 Nov 2010 21:02:17 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Outro dia assisti meio por acaso ao filme “O clube do imperador”(Emperor&#8217;s Club), de 2002 e que por aqui só saiu em vídeo. Uma pena. O filme é dirigido por Michael Hoffman e tem a participação brilhante de Kevin Kline e Emile Hirsch. William Hundert (Kline) é um professor de cultura ocidental  em uma tradicional [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=blog.oquederevier.com&amp;blog=5679249&amp;post=1045&amp;subd=marcelopcarvalho&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Outro dia assisti meio por acaso ao filme “O clube do imperador”(<a href="http://www.imdb.com/title/tt0283530/">Emperor&#8217;s Club</a>), de 2002 e que por aqui só saiu em vídeo. Uma pena. O filme é dirigido por Michael Hoffman e tem a participação brilhante de Kevin Kline e Emile Hirsch.</p>
<p><a href="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2010/11/captura-de-tela-2010-11-02-as-16-54-171.png"><img class="alignnone size-full wp-image-1048" title="Captura de tela 2010-11-02 às 16.54.17" src="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2010/11/captura-de-tela-2010-11-02-as-16-54-171.png?w=500" alt=""   /></a></p>
<p>William Hundert (Kline) é um professor de cultura ocidental  em uma tradicional escola de elite para garotos, idealista e quem tem a preocupação real de contribuir para a formação de seus alunos. Ética, moral e caráter são conceitos passados utilizando o exemplo de filósofos gregos e romanos. De nada adianta realizar se estas realizações não estiverem ancoradas solidamente nestes valores. “O caráter de um homem é o seu destino”, diz.</p>
<p>Com a chegada de um novo aluno, Sedgewick Bell (Emile Hirsch), o professor é desafiado como nunca fora antes. Hirsch é indisciplinado, mal educado, questionador e imoral.</p>
<p>Hundert encara o desafio de “corrigir” o garoto, colocando-o no caminho que considera correto. Seu trabalho aparentemente é recompensado: Bell passou a estudar e colocou como meta se classificar entre os três finalistas do concurso Julio Cesar. Ele quase consegue – fica com a quarta vaga – mas Hundert altera uma das notas para que seu pupilo regenerado atingisse a meta.</p>
<p>No concurso, Hundert descobre que Bell trapaceou para vencer, e pergunta a ele o porque, já que sabia a matéria. “Porque não?”, retrucou, mostrando que seria bem mais difícil mudar o comportamento aprendido com seu pai, um senador da república, do que o professor supunha.</p>
<p>Falando assim, o filme parece um pouco Sociedade dos Poetas Mortos: um professor apaixonado empenhando-se para ensinar alunos e, com isso, produzir grandes homens. Mas seria injusto ficar nessa comparação. Apesar de fama bem menor, Emperor’s Club é superior ao apresentar uma dubiedade importante.</p>
<p>De um lado, o filme nos faz acreditar na humanidade, no idealismo, na gratidão, no caráter. O exemplo mais contundente, além do próprio professor, que carregou a culpa de seu erro pelo resto da vida ao favorecer um aluno desonesto, reside no próprio aluno que fora prejudicado. Anos depois ao saber da injustiça, soube relevar o fato, mostrando grandeza (a cena final é especialmente tocante), apesar de ter sido algo muito duro na época: seu avô e seu pai haviam ganho o prestigioso prêmio, e a não classificação representou um enorme fracasso para o jovem gordinho e de óculos, cujas esperanças de ser alguém de destaque precisavam naquela conquista.</p>
<p>A escolha equivocada do professor nos faz lembrar que somos responsáveis por muitos outros destinos que não o nosso, queiramos ou não. Pequenos atos equivocados, até com a melhor das intenções (Hundert achava que “perderia” novamente Bell caso este não se classificasse por tão pouco), podem resultar em caminhos muitos distintos para os envolvidos, quando projetados no longo prazo.</p>
<p>Mas além da crença no perdão e na grandeza, o filme também passa a mensagem de que caráter não tem relação com sucesso. Mais ainda: a conduta errada pode ser recompensada, ao menos materialmente, como pode ser percebido pelo status financeiro de Bell muitos anos depois de sair da escola.  Há um ceticismo implícito no sucesso de Bell (e de seu pai): a sociedade não recompensa pelos meios, mas sim pelos fins; o que conta é o resultado, não o processo. Lembrei aqui de um post antigo que escrevi sobre liderança (<a href="http://blog.oquederevier.com/2008/12/07/lideranca-uma-outra-abordagem/">O lado menos nobre da liderança</a>), em que menciono um trecho que gosto muito em um dos livros do Paul Auster, falando justamente sobre malandros e o sucesso.</p>
<p>Esse comportamento do fim justificar os meios está permeado em nossa sociedade, queiramos ou não. Quer um exemplo? O coroado time de vôlei masculino do Brasil, dirigido pelo incontestável Bernardinho, que perdeu um jogo para cair em uma chave mais fácil no mundial. Podemos ficar chocados e condenar o ato, mas cuidado com a hipocrisia: eles serão, no final, cobrados pelo resultado, e se comportam alinhados a essa cobrança. Essa postura é irmã siamesa do “rouba mas faz”,  etc.</p>
<p>É interessante que o professor tenta, infrutiferamente, mudar o comportamento do aluno e, depois do homem que se formou a partir daquelas bases. Mas não estão na mesma sintonia – Bell não vai pensar como Hundert e, portanto, é imune aos argumentos buscados nos valores morais. Não se muda o caráter de alguém, afinal, propõe o filme. O único momento em que Bell titubeia em sua conduta inescrupulosa ocorre quando o filho pequeno escuta sem querer o pai falando de suas trapaças. Ele se envergonha, mostrando que, no final, sabe que está errado, sabe que há um comportamento aceitável e outro inaceitável, há uma ética presente em todos os humanos, independentemente da origem e criação.</p>
<p>O Clube do Imperador é um filme que merece ser visto. Além de ótima produção, bate fundo na tecla dos valores pessoais e da sociedade, tema muito oportuno ao momento atual da política, da economia e do meio ambiente mundial.</p>
<p><a href="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2010/11/captura-de-tela-2010-11-02-as-16-56-00.png"><img class="alignnone size-full wp-image-1049" title="Captura de tela 2010-11-02 às 16.56.00" src="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2010/11/captura-de-tela-2010-11-02-as-16-56-00.png?w=500" alt=""   /></a></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/marcelopcarvalho.wordpress.com/1045/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/marcelopcarvalho.wordpress.com/1045/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/marcelopcarvalho.wordpress.com/1045/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/marcelopcarvalho.wordpress.com/1045/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/marcelopcarvalho.wordpress.com/1045/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/marcelopcarvalho.wordpress.com/1045/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/marcelopcarvalho.wordpress.com/1045/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/marcelopcarvalho.wordpress.com/1045/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/marcelopcarvalho.wordpress.com/1045/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/marcelopcarvalho.wordpress.com/1045/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/marcelopcarvalho.wordpress.com/1045/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/marcelopcarvalho.wordpress.com/1045/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/marcelopcarvalho.wordpress.com/1045/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/marcelopcarvalho.wordpress.com/1045/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=blog.oquederevier.com&amp;blog=5679249&amp;post=1045&amp;subd=marcelopcarvalho&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Responsabilidade social nas empresas: para inglês ver?</title>
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		<pubDate>Mon, 18 Oct 2010 23:24:45 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[O livro “Double your Profits in 6 months or less – 78 ways to cut costs, increase sales &#38; dramatically improve your bottom line”, de Bob Fifer, é uma espécie de manual de auto-ajuda para empresas que pretendem ser altamente rentáveis. Escrito em 1993, foi livro de cabeceira de uma série de empresários de sucesso [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=blog.oquederevier.com&amp;blog=5679249&amp;post=1038&amp;subd=marcelopcarvalho&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O livro “Double your Profits in 6 months or less – 78 ways to cut costs, increase sales &amp; dramatically improve your bottom line”, de Bob Fifer, é uma espécie de manual de auto-ajuda para empresas que pretendem ser altamente rentáveis.</p>
<p>Escrito em 1993, foi livro de cabeceira de uma série de empresários de sucesso – consta que é um dos livros de referência do trio original do GP – Lehmann, Sicupira e Telles. Larry Bossidy, ex-GE, co-autor de Execution, junto com Ram Charan (ótimo livro, por sinal), diz que o livro é “…<em>terrific, insightful, practical and compreehensive</em>”. O título é um tanto suspeito – mas nunca devemos subestimar o impacto de títulos e propostas óbvias, especialmente nessa área de auto-ajuda corporativa (e pessoal também). Capítulos curtos, de 2 a 3 páginas, não cansarão o leitor mais preguiçoso; tudo feito para que “Double your Profits” também seja um empreendimento lucrativo em si mesmo.</p>
<p><a href="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2010/10/captura-de-tela-2010-10-18-as-20-28-24.png"><img class="alignnone size-full wp-image-1039" title="Captura de tela 2010-10-18 às 20.28.24" src="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2010/10/captura-de-tela-2010-10-18-as-20-28-24.png?w=500" alt=""   /></a></p>
<p>Sejamos justos. O livro tem uma série de dicas boas – em grande parte óbvias, é verdade – mas que normalmente não são adotadas, talvez porque dar lucro a qualquer custo não seja a meta da maior parte dos negócios.  Quem conseguir levar o livro ao pé da letra provavelmente terá um negócio rentável – pelo menos enquanto os “<em>stakeholders</em>” (termo que provavelmente na época não era considerado) aguentarem.</p>
<p>Fifer é espirituoso. Logo na primeira frase da introdução, no Step 1 dos 78 previstos, ele diz que o livro é dedicado a qualquer um que se preocupa com o seu negócio, o que exclui uma porcentagem surpreendentemente grande de gestores nos EUA (imagine em outros países). Essa frase é altamente eficaz em trazer o leitor para dentro de sua proposta.</p>
<p>À semelhança de Gordon Gekko, do filme Wall Street, coincidentemente de volta agora, muitas das propostas de Fifer são, no mínimo, eticamente questionáveis. No tópico sobre redução de custos, por exemplo, ele prega categoricamente: “<em>When suppliers say “no” (para reduções preços), hit them again and again</em>”. Ou seja, force reduções de preços nos fornecedores &#8211; mesmo que seja necessário blefar, completa.</p>
<p>Até aí, pode-se argumentar que faz parte do jogo. Mas e o passo 37: “Nunca pague uma conta até que o fornecedor reclame ao menos duas vezes. Você se surpreenderá – alguns demoram até 2 anos para exigir o pagamento”.  E ainda: “Adie o pagamento para 45 dias, depois 60, depois 3 ou 6 meses para os fornecedores que tolerarem”. Em outras palavras, mesmo já combinado, não pague (desde que não haja multa, claro).</p>
<p>Aos dias de hoje, essa proposição pode parecer meio absurda, especialmente em um momento em que a responsabilidade social cresce entre as empresas. Se puderem, assistam à fala do Fábio Barbosa, presidente do Santander, na TED-SP (abaixo). Quanta diferença!</p>
<span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://blog.oquederevier.com/2010/10/18/responsabilidade-social-nas-empresas-para-ingles-ver/"><img src="http://img.youtube.com/vi/SrONJfa9lZU/2.jpg" alt="" /></a></span>
<p>Mas…será que é assim mesmo? Será as propostas de Fifer, muito distantes do que prega a responsabilidade social, são tão extemporâneas assim? Temo que não.</p>
<p>Outro dia um amigo empresário me disse que tinha um cliente grande, global, empresa de enorme reputação, e que simplesmente adiava os pagamentos, sob qualquer argumento possível: burocracias internas, problemas de caixa, até incompetência das pessoas (será que eram tão incompetentes assim para cobrar também?). Obviamente que não. O “floating” era parte do negócio.</p>
<p>O mercado é livre e cada um vende para quem quiser, argumenta-se. Se sua empresa não depende desse cliente, pode simplesmente deixar de atendê-lo. Mas não é esse a questão principal. Esse mesmo cliente gasta um bom dinheiro na mídia, em ações que o identificam a causas supostamente valorizadas pelo público leigo: responsabilidade social, práticas ambientais, etc. Esse dinheiro aplicado na mídia, além de grandes investimentos no marketing de seus próprios produtos, cria uma blindagem eficaz, que dificultam em muito a divulgação de suas verdadeiras práticas comerciais.</p>
<p>Há diversos outros exemplos por aí. Um outro conhecido que tem uma pequena empresa que comercializa produtos para grandes redes do varejo, reportou que certa vez  o comprador simplesmente disse que pagaria 1/3 do acordado, depois do produto ser entregue, e que se o fornecedor (de pequeno porte e querendo se estabelecer no mercado) quisesse, que procurasse seus direitos. Essa mesma rede é conhecida por significativos investimentos na redução dos desperdícios e em práticas ambientalmente saudáveis, que ganham amplo espaço na mídia, apoiada por competentes assessorias de imprensa.</p>
<p>Esses exemplos, caso se constituam regra geral dos negócios, são preocupantes, até piores do que os abusos explícitos de Fifer, Gordon Gekko e seus seguidores: afinal, estes não se travestiam de cordeiros, disfarçados sob o manto da responsabilidade social e ambiental. Hoje, ao contrário, muitas dessas empresas revestem-se de um verniz socialmente aceito, divulgam suas práticas sociais e ambientais, altamente aceitas pela mídia e pela sociedadade e, com isso, ganham carta branca para continuar “<em>doing business as usual</em>”, seja nas práticas comerciais, seja na depleção dos recursos naturais, seja na sonegação de impostos.  E, claro, crescem, seguindo os princípios de Fifer &amp; Companhia.</p>
<p>Creio que as entidades que advogam e monitoram práticas socialmente responsáveis têm um grande desafio. De um lado, necessitam que as grandes empresas se engajem em suas causas, ainda que por baixo dos panos a história não seja exatamente a mesma. A simples participação dos grandes, devem raciocinar estas entidades, ajuda a mover a roda em direção ao que consideram correto, mesmo que o caminho não seja tão em linha reta quanto deveria. Até concordo com essa análise.</p>
<p>Por outro lado, precisam cuidar para que tudo não vire apenas apenas marketing (sem ofender o marketing) oco, desconectado com o que de fato acontece e que  efetivamente gera resultados aos negócios, a ponto de não sabermos o que é e o que não é verdade, como muitas vezes acontece na política, para citar um exemplo que estamos vivendo hoje.</p>
<p>Ou ainda, precisam cuidar que, em um futuro próximo, o suposto engajamento social e ambiental seja apenas mais um capítulo, quem sabe o passo 79, para uma eventual revisão de  “Double your profits”, versão século XXI.</p>
<p>&nbsp;</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/marcelopcarvalho.wordpress.com/1038/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/marcelopcarvalho.wordpress.com/1038/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/marcelopcarvalho.wordpress.com/1038/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/marcelopcarvalho.wordpress.com/1038/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/marcelopcarvalho.wordpress.com/1038/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/marcelopcarvalho.wordpress.com/1038/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/marcelopcarvalho.wordpress.com/1038/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/marcelopcarvalho.wordpress.com/1038/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/marcelopcarvalho.wordpress.com/1038/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/marcelopcarvalho.wordpress.com/1038/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/marcelopcarvalho.wordpress.com/1038/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/marcelopcarvalho.wordpress.com/1038/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/marcelopcarvalho.wordpress.com/1038/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/marcelopcarvalho.wordpress.com/1038/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=blog.oquederevier.com&amp;blog=5679249&amp;post=1038&amp;subd=marcelopcarvalho&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Como Shackleton contratava</title>
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		<pubDate>Sat, 08 May 2010 23:50:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>marcelopcarvalho</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O irlandês Ernest Shackleton é considerado um dos maiores líderes que já existiu, apesar de não ter conseguido conquistar quase nenhum dos objetivos a que se propôs. A sua fama mundial ocorreu após a malsucedida viagem do barco Endurance a Antártida, quando ele e sua tripulação sobreviveram durante dois anos, de 1914 a 1916, nos [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=blog.oquederevier.com&amp;blog=5679249&amp;post=1004&amp;subd=marcelopcarvalho&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O irlandês <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Ernest_Shackleton">Ernest Shackleton</a> é considerado um dos maiores líderes que já existiu, apesar de não ter conseguido conquistar quase nenhum dos objetivos a que se propôs. A sua fama mundial ocorreu após a malsucedida viagem do barco <em>Endurance</em> a Antártida, quando ele e sua tripulação sobreviveram durante dois anos, de 1914 a 1916, nos confins gelados do pólo sul, quando o navio foi esmagado pelo gelo e naufragou.</p>
<p>O incrível é que todos os membros da tripulação sobreviveram, não só em boas condições físicas, mas também emocionais. Longe de casa, sob um frio intenso e a 2 mil quilômetros da civilização, a chance do grupo esmorecer ou se dividir eram significativas – quase uma certeza diante de tanto stress e desafio.</p>
<p>Mas havia Shackleton. Para ele, o cuidado com o bem-estar da equipe era essencial, exigindo em troca a lealdade e o trabalho. Essas informações estão no livro <em>S<a href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/resenha/resenha.asp?nitem=705974&amp;sid=8739129841258738995369032&amp;k5=B4D0FEB&amp;uid=">hackleton – Uma lição de coragem</a>, </em> que disseca o estilo de liderança do explorador e que estou lendo. O livro clássico sobre a expedição do Endurance é  <em><a href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/resenha/resenha.asp?nitem=771891&amp;sid=8739129841258738995369032&amp;k5=3258B6C9&amp;uid=">A incrível viagem de Shackleton</a></em>, de Alfred Lansing. Um detalhe interessante é que a expedição, cujo objetivo era cruzar o continente antártico, já que o pólo já havia sido atingido por Amundsen, contava com o fotógrafo Frank Hurley, que documentou de forma brilhante a viagem que tinha tudo para ser trágica. O registro fotográfico dá alma e materializa as impressões que são passadas pelos livros. <a href="http://www.shackleton-endurance.com/images.html">Neste site</a>, há um belo registro das fotos da expedição.</p>
<div id="attachment_1006" class="wp-caption alignnone" style="width: 316px"><a href="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2010/05/captura-de-tela-2010-05-08-as-20-26-13.png"><img class="size-full wp-image-1006" title="Captura de tela 2010-05-08 às 20.26.13" src="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2010/05/captura-de-tela-2010-05-08-as-20-26-13.png?w=500" alt=""   /></a><p class="wp-caption-text">Shackleton</p></div>
<p>Entre os aspectos que explicam o sucesso diante de tanta adversidade está o processo de contratação de Shackleton, que era, no mínimo, pouco convencional, embora criterioso: Shackleton dava uma importância enorme para ter pessoas excepcionais em sua equipe, mesclando experiência com juventude, mas sempre tendo o caráter como qualidade eliminatória.</p>
<p>Para a expedição do <em>Endurance</em>,  ele recebeu nada menos do que 5.000 pedidos de interessados, para selecionar cerca de 30 pessoas. A pré-seleção foi feita por Frank Wild, que já havia estado com ele na expedição do Nimrod, que quase havia chegado ao pólo. Wild separou inicialmente os candidatos em “loucos”, “fora de questão” e “possíveis”. Shackleton então analisava a pilha dos possíveis e entrevistava os que achava que tinham potencial. Como ele organizava sua equipe?</p>
<ul>
<li><span style="text-decoration:underline;">Formava um núcleo de profissionais experientes</span>: eram confiáveis, faziam o trabalho pesado quando a coisa apertava e criavam uma atmosfera profissional. Shackleton buscou quem ele conhecia, além de recomendações de outros exploradores. Procurava pessoas que exerceriam uma influência benéfica sobre os mais jovens, especialmente nos momento críticos. Um dos homens nessa posição era Tom Crean, que fizera parte da expedição de Scott, salvando a vida de um tenente. Crean tivera uma carreira irregular na Marinha, com rebaixamentos por embriaguês e comportamento inadequado. Com Scott, era apenas marinheiro, mas Shackleton colocou-o como segundo oficial de náutica.</li>
<li><span style="text-decoration:underline;">Tinha um substituto confiável e leal, que partilhava de suas noções de liderança</span>.  Frank Wild era esse homem. Para Shackleton, Wild tinha tudo que precisava em um número 2: lealdade, bom humor, honradez, força e experiência. Um dos marinheiros disse sobre Wild: “é nosso segundo homem e de longe o mais popular (com exceção de nosso chefe) entre nós”.</li>
<li><span style="text-decoration:underline;">Buscava pessoas que compartilhavam de sua visão e entusiasmo pela exploração.</span> Nesse sentido, ele queria para o <em>Endurance</em> um comandante meio fanfarrão. Frank Worsley foi o selecionado – era ousado e excêntrico, meio doido até. Mas gostava de uma boa piada e de conversa, o que era importante para atravessar situações difíceis.</li>
<li><span style="text-decoration:underline;">Fazia entrevistas pouco convencionais para identificar o que queria</span>. Shackleton procurava, acima de tudo, avaliar personalidades. Mantinha conversas descontraídas, em que buscava detectar entusiasmo, otimismo e capacidade de fazer parte de uma equipe. Para um dos candidatos, Raymond Priestley, ele perguntou se sabia cantar e se saberia reconhecer ouro caso o visse. O candidato, surpreso, disse que não, mas foi contratado mesmo assim, apesar de terem diversas pessoas com qualificações maiores do que a dele.  Shackleton viu nele algo que gostava e, de fato, Priestley se revelou um dos membros mais valiosos do grupo.</li>
<li><span style="text-decoration:underline;">Buscava pessoas otimistas, que tinham maior propensão para o trabalho em equipe</span>. Um dos seus objetivos era encontrar pessoas felizes. Durante a entrevista de Hussey, ele ficou andando de um lado para o outro, parecendo não prestar muita atenção. Depois, disse: “Você serve”.  Hussey disse que o Chefe (como era conhecido) havia dito depois que o contratara porque ele parecia engraçado…De fato, mostrou-se incrivelmente engraçado, tocava banjo e foi importantíssimo para manter o moral elevado durante os piores momentos (além de ter talento, pois vinha de uma expedição ao Sudão).</li>
<li><span style="text-decoration:underline;">Contratava pessoas que realmente queriam o emprego</span>. Alguns candidatos haviam recebido um telegrama na tarde anterior, pedindo para encontrar-se com Shackleton na manhã seguinte. Dois deles não foram e, de repente, o terceiro apareceu todo molhado, dizendo que estava em outra cidade, tomara vários trens e ali estava. Foi contratado na hora.</li>
<li><span style="text-decoration:underline;">Buscava gente que trabalhava duro, independentemente da hierarquia</span>. Não havia passageiros no <em>Endurance</em>, todo mundo mais ou menos dividia as tarefas. Médicos ajudavam na cozinha, todo mundo era de utilidade pública. Não havia espaço para prima donnas. Quando podia, testava as pessoas em trabalhos árduos antes de contratar.</li>
<li><span style="text-decoration:underline;">Contratava quem tinha conhecimentos que lhe faltavam</span>, como cientistas altamente qualificados. No Endurance, tinha um grande fotógrafo (Hurley), um biólogo experiente, um físico de Cambridge, etc.</li>
<li><span style="text-decoration:underline;">Certificava-se de que todos sabiam o que deles era esperado</span> e, para isso, era muito claro na comunicação, inclusive escrita. Nunca iludia ninguém com falsas promessas, especificava as tarefas, o pagamento, etc.</li>
<li><span style="text-decoration:underline;">Equipava a equipe com o que tinha de melhor em relação a equipamentos</span>. Sabia que um equipamento ruim poderia colocar a vida das pessoas em risco. Para ele, instrumentos ordinários desperdiçavam tempo e dinheiro. Tudo no <em>Endurance</em> era do que tinha de melhor na época.</li>
</ul>
<p>Gostei bastante dessas dicas, especialmente em relação às características que valorizava nas pessoas: visão compartilhada, otimismo e entusiasmo, vontade de trabalhar, facilidade de trabalhar em equipe e conhecimento.</p>
<div id="attachment_1005" class="wp-caption alignnone" style="width: 364px"><a href="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2010/05/captura-de-tela-2010-05-08-as-20-26-42.png"><img class="size-full wp-image-1005" title="Captura de tela 2010-05-08 às 20.26.42" src="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2010/05/captura-de-tela-2010-05-08-as-20-26-42.png?w=500" alt=""   /></a><p class="wp-caption-text">O Endurance aprisionado no gelo</p></div>
<div id="attachment_1007" class="wp-caption alignnone" style="width: 410px"><a href="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2010/05/captura-de-tela-2010-05-08-as-20-30-14.png"><img class="size-full wp-image-1007" title="Captura de tela 2010-05-08 às 20.30.14" src="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2010/05/captura-de-tela-2010-05-08-as-20-30-14.png?w=500" alt=""   /></a><p class="wp-caption-text">Essa foto foi tirada por Frans Lanting, no exato local em que o grupo de 6 pessoas liderado por Shackleton saiu em busca de ajuda em um pequeno bote. No primeiro plano, a foto desse momento, tirada por Hurley.</p></div>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/marcelopcarvalho.wordpress.com/1004/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/marcelopcarvalho.wordpress.com/1004/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/marcelopcarvalho.wordpress.com/1004/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/marcelopcarvalho.wordpress.com/1004/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/marcelopcarvalho.wordpress.com/1004/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/marcelopcarvalho.wordpress.com/1004/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/marcelopcarvalho.wordpress.com/1004/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/marcelopcarvalho.wordpress.com/1004/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/marcelopcarvalho.wordpress.com/1004/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/marcelopcarvalho.wordpress.com/1004/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/marcelopcarvalho.wordpress.com/1004/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/marcelopcarvalho.wordpress.com/1004/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/marcelopcarvalho.wordpress.com/1004/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/marcelopcarvalho.wordpress.com/1004/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=blog.oquederevier.com&amp;blog=5679249&amp;post=1004&amp;subd=marcelopcarvalho&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Avatar merecia mais</title>
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		<pubDate>Fri, 29 Jan 2010 23:44:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>marcelopcarvalho</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Antes de escrever sobre Avatar, fiz uma consultazinha na internet e conversei com algumas pessoas que viram o filme.  Fiquei surpreso – quase só críticas favoráveis e pessoas que respeito intelectualmente gostaram muito do filme. Será que vimos o mesmo filme? Será que minha avaliação está errada, sou insensível, exigente, obtuso? Será que minhas expectativas [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=blog.oquederevier.com&amp;blog=5679249&amp;post=945&amp;subd=marcelopcarvalho&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Antes de escrever sobre <a href="http://www.avatarfilme.com.br/">Avatar</a>, fiz uma consultazinha na internet e conversei com algumas pessoas que viram o filme.  Fiquei surpreso – quase só críticas favoráveis e pessoas que respeito intelectualmente gostaram muito do filme.</p>
<p>Será que vimos o mesmo filme? Será que minha avaliação está errada, sou insensível, exigente, obtuso? Será que minhas expectativas estavam exageradas e equivocadas? Vamos ser justos: Avatar é um show, uma super-produção primorosa. Em 3D, você de fato entra nas cenas. A realidade virtual criada por James Cameron é perfeita. É uma obra-prima na forma. Mas no conteúdo…</p>
<p>O roteiro é fraco, óbvio, chega a afrontar nossa inteligência. Os diálogos são pobres e os personagens totalmente clichês, ainda que em geral bem interpretados: o heroí, a heroína, os ajudantes dos dois, o vilão (excelente, por sinal, o ponto alto do enredo), e assim por diante. Tudo bem, é possível ter esses clichês e fazer um grande filme. Mas não é o caso. A história é previsível do começo ao fim, você fica esperando algo diferente e simplesmente não vem nada, até o ponto em que você se contenta em apreciar o visual e os efeitos.  Infelizmente, tive que ver o filme dublado, o que é de lascar, e isso talvez tenha contribuído negativamente.</p>
<p>O filme procura ainda passar uma mensagem educativa: que temos de proteger o meio-ambiente, caso contrário destruiremos nosso planeta. Ok, concordo.  Mas essa abordagem seria válida e potencialmente impactante caso esse tema não fizesse parte da nossa agenda. Nesse caso, mesmo com uma historinha boba, Avatar teria um impacto ao trazer à tona um tema novo e relevante. Mas, pombas, esse é o principal tema discutido no mundo atual! O grande desafio que temos é como conciliar o aumento da renda de grande parte da população mundial, que vai se refletir em maior consumo, com a necessidade de utilização racional dos recursos naturais.</p>
<p>Ainda não sabemos ao certo como fazer isso, como a COP15 demonstrou em dezembro. Mas a discussão está em todos os jornais, TVs, internet, governos, empresas. Talvez quando Cameron começou a trabalhar a ideia, há 10 ou 12 anos, fosse um tema de vanguarda. Hoje, é <em>main stream</em>. Não me parece necessário gastar US$ 300 milhões e empregar uma metáfora da destruição de um outro planeta para passar essa mensagem. Talvez eu esteja exagerando; talvez eu seja mais consciente a respeito dessas questões, do que a maior parte da população mundial &#8211; afinal me informo minimamente. Faço, então, uma ressalva: talvez o filme tenha êxito ao passar essa mensagem, ainda que de uma maneira água com açúcar. Para mim, porém, Avatar foi inócuo nesse sentido.</p>
<p>Mesmo com esses tropeços, o filme se salvaria, tamanha a qualidade da produção e a inovação visual. Mas Avatar ainda abusa dos lugares-comuns: a culpa pelo extermínio de populações tecnologicamente menos favorecidas, o amor impossível (me pareceu muito um Dança com Lobos: uma civilização mais avançada destrói a outra, até que surge um amor para complicar…), a culpa pelas conseqüências – psicológicas inclusive &#8211; da Guerra do Vietnã e afins, o velho embate entre o bem e o mal, Davi contra Golias, e assim por diante.</p>
<p>De fato, o diretor caracterizou as duas civilizações em conflito como totalmente antagônicas, colocando-as em pontos absolutamente opostos em relação aos aspectos éticos. De um lado, o “povo do céu”, isto é, nós, armados, poderosos e sem escrúpulos, querendo explorar um metal raro presente no subsolo de Pandora; de outro, uma tribo alienígena (metáfora clara dos povos indígenas que foram exterminados) que vive em total comunhão com a natureza,  de modo absolutamente idílico &#8211; Pandora, de fato, assemelha-se a uma espécie de paraíso. Nesse sentido, Cameron se mostra um grande pessimista com os rumos da raça humana: em 2154, teremos destruído todo o verde daqui e o próximo passo é fazer o mesmo por lá.</p>
<p>Há ainda um <em>gran finale</em>, e se você não viu o filme, aconselho a parar por aqui. Diante da possibilidade de voltar para a Terra ou mudar definitivamente para Pandora e se tornar um Na’vi, abandonando sua versão humana, o herói Jake não hesita: se “suicida” como humano para viver no paraíso de Pandora com sua amada nativa. É a utopia em seu grau extremo: abandonar a própria vida, o próprio mundo, e viver no Eden. Isso dá mais uma longa análise, mas deixa pra lá…</p>
<p>Você vai achar que não recomendo o filme. De forma alguma. Avatar é bom? Depende do que se busca e talvez aí esteja meu erro com essa análise bem crítica. Se a ideia é ver um belo roteiro e uma história inteligente, esqueça. Se o objetivo é se divertir com uma criação brilhante, vá fundo que a diversão é garantida. As duas horas e meia de filme passam rapidamente e você embarca mesmo em uma viagem. Mas mesmo por isso, por ter feito algo tão grandioso e com tanto potencial, James Cameron poderia ter marcado época e feito um filme melhor. Avatar merecia uma história mais consistente, menos óbvia e infantil, menos Romeu e Julieta com final feliz, que acabou apenas servindo como invólucro para embalar as peripécias tecnológicas e a incrível criatividade visual. Uma pena.</p>
<p>PS: recebi esse link aqui comparando <a href="http://failblog.org/2010/01/10/avatar-plot-fail/">Avatar com Pocahontas</a> <img src='http://s0.wp.com/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':-)' class='wp-smiley' /> </p>
<p>(Vai, pode meter o pau agora).</p>
<p><a href="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2010/01/captura-de-tela-2010-01-29-as-20-48-14.png"><img class="alignnone size-full wp-image-944" title="Captura de tela 2010-01-29 às 20.48.14" src="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2010/01/captura-de-tela-2010-01-29-as-20-48-14.png?w=500&#038;h=261" alt="" width="500" height="261" /></a></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/marcelopcarvalho.wordpress.com/945/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/marcelopcarvalho.wordpress.com/945/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/marcelopcarvalho.wordpress.com/945/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/marcelopcarvalho.wordpress.com/945/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/marcelopcarvalho.wordpress.com/945/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/marcelopcarvalho.wordpress.com/945/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/marcelopcarvalho.wordpress.com/945/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/marcelopcarvalho.wordpress.com/945/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/marcelopcarvalho.wordpress.com/945/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/marcelopcarvalho.wordpress.com/945/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/marcelopcarvalho.wordpress.com/945/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/marcelopcarvalho.wordpress.com/945/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/marcelopcarvalho.wordpress.com/945/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/marcelopcarvalho.wordpress.com/945/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=blog.oquederevier.com&amp;blog=5679249&amp;post=945&amp;subd=marcelopcarvalho&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Propaganda da Vivo: eficiência, inteligência e emoção</title>
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		<pubDate>Tue, 19 Jan 2010 20:07:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>marcelopcarvalho</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ética]]></category>
		<category><![CDATA[Comunicação]]></category>
		<category><![CDATA[Pessoas]]></category>
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		<category><![CDATA[propaganda]]></category>
		<category><![CDATA[separação]]></category>
		<category><![CDATA[Vivo]]></category>

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		<description><![CDATA[Seguindo a dica do Luiz Marinho, vi o novo filme da Vivo, criado pela agência Africa, do Grupo ABC. Em meio a tanta propaganda nivelada por baixo, que afronta nossa inteligência, o bom senso e não raro até a ética, esse filme vai na direção oposta: é inteligente, tem bom gosto e passa a mensagem [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=blog.oquederevier.com&amp;blog=5679249&amp;post=919&amp;subd=marcelopcarvalho&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Seguindo a dica do <a href="http://marinhonoblog.blogspot.com">Luiz Marinho</a>, vi o novo filme da Vivo, criado pela agência Africa, do Grupo ABC. Em meio a tanta propaganda nivelada por baixo, que afronta nossa inteligência, o bom senso e não raro até a ética, esse filme vai na direção oposta: é inteligente, tem bom gosto e passa a mensagem que a empresa quer passar, utilizando um tema complicado mas cada vez mais presente na vida das pessoas (e que, por mais incrível que possa ser, é ainda um tabu).</p>
<p>Belo filme, impactante. Ainda mais para quem, como eu, viveu e vive essa situação de uma forma muito semelhante.</p>
<p>Parabéns a Vivo e a Africa. É a melhor propaganda que vi nos últimos anos.</p>
<p>O filme:</p>
<span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://blog.oquederevier.com/2010/01/19/propaganda-da-vivo-eficiencia-inteligencia-e-emocao/"><img src="http://img.youtube.com/vi/99CdKh-T3gg/2.jpg" alt="" /></a></span>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/marcelopcarvalho.wordpress.com/919/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/marcelopcarvalho.wordpress.com/919/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/marcelopcarvalho.wordpress.com/919/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/marcelopcarvalho.wordpress.com/919/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/marcelopcarvalho.wordpress.com/919/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/marcelopcarvalho.wordpress.com/919/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/marcelopcarvalho.wordpress.com/919/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/marcelopcarvalho.wordpress.com/919/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/marcelopcarvalho.wordpress.com/919/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/marcelopcarvalho.wordpress.com/919/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/marcelopcarvalho.wordpress.com/919/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/marcelopcarvalho.wordpress.com/919/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/marcelopcarvalho.wordpress.com/919/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/marcelopcarvalho.wordpress.com/919/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=blog.oquederevier.com&amp;blog=5679249&amp;post=919&amp;subd=marcelopcarvalho&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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	</item>
		<item>
		<title>O Brasileirão e a ética do brasileiro</title>
		<link>http://blog.oquederevier.com/2009/12/01/o-brasileirao-e-a-etica-do-brasileiro/</link>
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		<pubDate>Tue, 01 Dec 2009 23:34:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>marcelopcarvalho</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ética]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Futebol]]></category>
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		<category><![CDATA[França]]></category>
		<category><![CDATA[gol de mão]]></category>
		<category><![CDATA[Grêmio]]></category>
		<category><![CDATA[Inter]]></category>
		<category><![CDATA[Irlanda]]></category>
		<category><![CDATA[Thierry Henry]]></category>
		<category><![CDATA[valores]]></category>

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		<description><![CDATA[O Campeonato Brasileiro, apesar do baixo nível técnico e da ausência de times e mesmo jogadores que empolguem, chega ao final com grandes expectativas. Em parte, essas expectativas derivam da possibilidade de diversas equipes ganharem o torneio,  alternando-se na liderança a cada rodada, tornando risíveis as probabilidades matemáticas, sempre publicadas pelos jornais após os jogos. [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=blog.oquederevier.com&amp;blog=5679249&amp;post=854&amp;subd=marcelopcarvalho&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O Campeonato Brasileiro, apesar do baixo nível técnico e da ausência de times e mesmo jogadores que empolguem, chega ao final com grandes expectativas. Em parte, essas expectativas derivam da possibilidade de diversas equipes ganharem o torneio,  alternando-se na liderança a cada rodada, tornando risíveis as probabilidades matemáticas, sempre publicadas pelos jornais após os jogos.</p>
<p>Afora essa saudável disputa, a outra razão pela qual o campeonato termina carregado de expectativas é o inusitado fato de que, se o Grêmio vencer o Flamengo no Rio de Janeiro, muito provavelmente dará o título a seu arqui-rival, o Internacional. Que situação! Deverá o Grêmio entregar o jogo ao Flamengo, evitando o triunfo de seu maior inimigo?</p>
<p>Vários comentaristas e as pessoas em geral consideram normal o torcedor gremista pedir que seu time entregue o jogo; afinal, para o Grêmio é só mais um jogo, facilmente cambiável pela alegria de ver a perda do título colorado. Mais do que isso: por ser o protagonista dessa perda, não interessa por que meios. O que não pode, concordam cheios de pudor e aparente decência, é a diretoria pedir para o time entregar o jogo. Isso sim seria anti-ético.</p>
<p>Engraçado. Não me parece “normal” que o torcedor peça para o time entregar o jogo para evitar mal maior. Uma coisa é torcer contra o inimigo; outra, bem diferente, é prejudicar a si próprio, se vender (sim, é uma venda, não monetária, mas uma venda) em troca de ver o tropeço alheio.</p>
<p>Onde anda o tal “fair-play”, o reconhecimento de que existem limites e aspectos éticos mais importantes do que o título em si, ou, no caso, o triunfo do concorrente? É claro que o gremista não ficaria de qualquer forma satisfeito com a (improvável) vitória do Inter, mas mil vezes agüentar as gozações e aceitar a derrota, aceitar que o rival foi mais competente e, caso ganhasse, ganharia licitamente, do que trocar a consciência tranqüila pela alegria de poder prejudicar o rival, sem qualquer vantagem adicional que não saborear a tristeza alheia. Mesmo porquê, nesse raciocínio, amanhã pode ser a sua vez de estar na posição colorada (ou na posição säopaulina, corinthianos!).</p>
<p>Vivo em Marte, dirão. Sim, devo viver, afinal esse comportamento de levar vantagem em tudo está entranhado em nossa consciência. Paro de escrever por um momento: acabo de ver matéria sobre esse mesmo tema no Jornal Nacional: o tratamento não é que se trata de absurdo, de um deslize moral, mas sim de algo “pitoresco”, fruto da rivalidade, até “saudável”. Nem uma entrevista sequer de alguém chamando para a questão básica: qual é o papel do esporte, onde está o ideal Olímpico? Claro, o futebol deixou de ser um esporte há muito, e nunca flertou muito bem com as Olimpíadas. Talvez por isso.</p>
<p>Mas o problema não é só do futebol. Esse esporte é um símbolo do Brasil e do brasileiro. Sua ética, em maior ou menor grau, representa a nossa ética. Fico pensando com que autoridade nos assombramos com os Arrudas da vida, quando achamos normal que o torcedor gremista queira que sua equipe entregue o jogo. Achamos até legal, correto esse comportamento, quando essa simples possibilidade já soaria absurda caso houvesse valores decentes e alguma ética.</p>
<p>Na semana passada, o mundo viu Thierry Henry colocar escandalosamente a mão na bola, resultando no gol salvador bem no final do jogo contra Irlanda,  colocando a França na Copa e eliminando injustamente os irlandeses. O que fez Henry após a partida? Pediu desculpas aos irlandeses e disse que a solução mais justa seria a realização de uma nova partida. Pode-se dizer que ele poderia não ter colocado a mão na bola, que agora é fácil justificar e sair de bom moço. Qualquer um que já jogou algum esporte minimamente a sério sabe que há reações instintivas ligadas a sobrevivência – simplesmente não há tempo de se raciocinar – quanto mais quando o que está em jogo é a garantia da participação em uma Copa do Mundo que ia inacreditavelmente escapando a forte e tradicional França. Qual seria a reação do jogador brasileiro médio, em uma situação dessas, após colocar a mão na bola? Será que pediria uma nova partida e pediria desculpas ao adversário ainda no campo? Será que a imprensa e as pessoas em geral o considerariam majoritariamente desonesto, ou “esperto”? Tenho dúvidas, mas temo que a maioria consideraria um ato de esperteza, como la Mano de Dios de Maradona, na Copa de 86. E, claro, quando falo do jogador brasileiro “médio”, estou falando do brasileiro “médio.</p>
<p>É irônico que o Brasileirão termine dessa forma, caprichosamente expondo nossas fraturas éticas futebolísticas, que tão bem podem ser extrapoladas para nossa própria sociedade. A rigor, nessas alturas, se o Grêmio vai entregar o jogo para o Flamengo, nem interessa muito (curiosamente, parece que o Grêmio escalará uma “equipe mista”: os diretores, assim, lavam as mãos). Com esse episódio, já perdemos, e de goleada, o jogo da ética e dos valores que moldam uma sociedade decente.</p>
<p>PS: nada contra o Grêmio ou os gremistas; qualquer grande time e torcida provavelmente protanizaria o mesmo papelão, caso estive em posição semelhante.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/marcelopcarvalho.wordpress.com/854/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/marcelopcarvalho.wordpress.com/854/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/marcelopcarvalho.wordpress.com/854/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/marcelopcarvalho.wordpress.com/854/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/marcelopcarvalho.wordpress.com/854/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/marcelopcarvalho.wordpress.com/854/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/marcelopcarvalho.wordpress.com/854/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/marcelopcarvalho.wordpress.com/854/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/marcelopcarvalho.wordpress.com/854/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/marcelopcarvalho.wordpress.com/854/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/marcelopcarvalho.wordpress.com/854/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/marcelopcarvalho.wordpress.com/854/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/marcelopcarvalho.wordpress.com/854/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/marcelopcarvalho.wordpress.com/854/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=blog.oquederevier.com&amp;blog=5679249&amp;post=854&amp;subd=marcelopcarvalho&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Minha definição de sucesso</title>
		<link>http://blog.oquederevier.com/2009/09/15/minha-definicao-de-sucesso/</link>
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		<pubDate>Tue, 15 Sep 2009 02:41:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>marcelopcarvalho</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ética]]></category>
		<category><![CDATA[Business]]></category>
		<category><![CDATA[carreira]]></category>
		<category><![CDATA[Empreendedorismo]]></category>
		<category><![CDATA[Pessoas]]></category>
		<category><![CDATA[sucesso]]></category>

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		<description><![CDATA[O Washington Olivetto diz que sucesso é poder ser amigo de seus ídolos. Eu acho que pode ser por aí mesmo. Com variações. Na minha visão, sucesso é poder escolher para quem dedicar seus melhores esforços. É, em última análise, ter a liberdade e a autonomia de dizer “não” quando simplesmente não vale a pena [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=blog.oquederevier.com&amp;blog=5679249&amp;post=775&amp;subd=marcelopcarvalho&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O <a href="http://blog.oquederevier.com/2009/09/05/serie-grandes-publicitarios-impressoes-sobre-o-washington-olivetto/">Washington Olivetto</a> diz que sucesso é poder ser amigo de seus ídolos. Eu acho que pode ser por aí mesmo. Com variações.</p>
<p>Na minha visão, sucesso é poder escolher para quem dedicar seus melhores esforços. É, em última análise, ter a liberdade e a autonomia de dizer “não” quando simplesmente não vale a pena dizer “sim”. E se esse &#8220;não&#8221; comprometer o negócio ou a carreira, ter a confiança e a persistência de achar uma alternativa. Sucesso é ir poder dormir tranqüilo ao tomar uma decisão que, a princípio, pode te prejudicar, mas mantém intactos os seus valores. Já passei por várias destas decisões dolorosas. Arrependo-me só das que fui contra mim mesmo. Sucesso não é dar uma de Nelsinho Piquet&#8230;</p>
<p>Sucesso é não se submeter ao mundo. É perguntar porque não?, e não simplesmente repetir padrões que alguém lá atrás impôs. Sucesso é colocar a empresa a serviço da sua causa, da sua vida, não o oposto. E sei o que estou falando: já fiz o oposto, e não funcionou&#8230;</p>
<p>Sucesso é você criar relações comerciais com pessoas que você admira pelo que fazem e pelo que são. É poder ajudá-las em seus projetos e saber que elas também te ajudam nos seus porque acreditam em você. É ser respeitado pelo que você é, e não pela empresa que carrega seu nome no cartão de visitas, ou pelo cargo que ocupa. Ou mesmo por suas realizações passadas. Só pelo que você é. No final, negócios são feitos por pessoas.  </p>
<p>Como algo que flutua na correnteza e que sempre vai parar no lugar que precisa parar, independentemente da sua vontade, percebo que só consigo produzir por uma causa que considere válida. Ou por pessoas ou empresas que considere dignas. Meu talento, pouco ou muito, não está a serviço de qualquer um. Sou seletivo, assim fui e assim vou continuar sendo. Nunca vou ser unanimidade, nunca ganharei eleição alguma. Há um preço a se pagar, mas o que não embute um preço a se pagar? A questão é escolher o que você está disposto a pagar: qual é a moeda que realmente vale para você. Pensando bem, acho que só me relaciono com pessoas e empresas que considero valerem a pena, cada uma por sua razão (não financeiras; isso é conseqüência). Talvez o Washington tenha razão.</p>
<p>Por outro lado, procuro achar valor nas pessoas. Aprendi a ser humilde a ponto de não fazer pré-julgamentos. Pelo menos, tento (sou humano&#8230;). Admiro pessoas que são absolutamente incompatíveis entre si. E sou amigo delas. Genuinamente. Não as admiro incondicionalmente; sei entender seus argumentos, suas fraquezas, seus motivos. São menos dignos do que os meus? Não tenho essa pretensão. Não sou dono da verdade. </p>
<p>Acho, enfim, que sucesso é poder ser você, sem máscaras, e conseguir ir frente assim (ou apesar disso, para os mais realistas). Sucesso é ser você e encontrar um jeito do mundo te aceitar desse jeito.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/marcelopcarvalho.wordpress.com/775/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/marcelopcarvalho.wordpress.com/775/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/marcelopcarvalho.wordpress.com/775/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/marcelopcarvalho.wordpress.com/775/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/marcelopcarvalho.wordpress.com/775/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/marcelopcarvalho.wordpress.com/775/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/marcelopcarvalho.wordpress.com/775/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/marcelopcarvalho.wordpress.com/775/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/marcelopcarvalho.wordpress.com/775/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/marcelopcarvalho.wordpress.com/775/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/marcelopcarvalho.wordpress.com/775/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/marcelopcarvalho.wordpress.com/775/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/marcelopcarvalho.wordpress.com/775/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/marcelopcarvalho.wordpress.com/775/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=blog.oquederevier.com&amp;blog=5679249&amp;post=775&amp;subd=marcelopcarvalho&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Quer viver mais? Seja generoso</title>
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		<pubDate>Mon, 07 Sep 2009 01:05:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>marcelopcarvalho</dc:creator>
				<category><![CDATA[antropologia]]></category>
		<category><![CDATA[Ética]]></category>
		<category><![CDATA[Biologia]]></category>
		<category><![CDATA[Filosofia]]></category>
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		<description><![CDATA[Recebi um texto legal sobre longevidade, que dizia que ser generoso faz você viver mais. Um estudo nos Estados Unidos revelou que pessoas empenhadas em ajudar o próximo reduzem em 60% o risco de morte precoce. Segundo especialistas brasileiros, isto estaria ligado ao fato de que, ao ajudar o próximo, a pessoa se sente mais [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=blog.oquederevier.com&amp;blog=5679249&amp;post=760&amp;subd=marcelopcarvalho&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Recebi um texto legal sobre longevidade, que dizia que ser generoso faz você viver mais. Um estudo nos Estados Unidos revelou que pessoas empenhadas em ajudar o próximo reduzem em 60% o risco de morte precoce. Segundo especialistas brasileiros, isto estaria ligado ao fato de que, ao ajudar o próximo, a pessoa se sente mais útil, dando um sentido maior à sua vida. Isso também reforça os vínculos afetivos, que seria mais uma razão para (o organismo) querer viver mais. Por outro lado, o egocêntrico tem o dobro de chances de morrer cedo.</p>
<p>Ser generoso, doar-se, fazer o bem, está, dessa forma, intimamente ligado a manter laços afetivos fortes com aqueles que estão à sua volta. E isso faz viver mais, segundo o artigo.</p>
<p>Lembrei-me na hora (mais uma vez) do livro <a href="http://blog.oquederevier.com/2008/12/14/critica-de-livro-outliers-fora-de-serie-de-malcolm-gladwell/">Fora de Série (Outliers)</a>, do Malcolm Gladwell, que conta, no prefácio, a história de uma pequena cidade de imigrantes italianos nos Estados Unidos, chamada Roseto, na Pennsylvania. Um médico chamado Stewart Wolf, especializado em digestão, soube que raramente havia uma pessoa com menos de 65 anos que tinha problemas cardíacos nessa cidade. Isso foi em 1950, antes dos remédios para redução do colesterol. Os infartos eram a principal causa de morte em homens com menos de 65 anos. Em Roseto, a taxa era simplesmente a metade daquela vigente na época no país. Somando-se todas as doenças, a incidência era 30 a 35% mais baixa do que no restante dos EUA.</p>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-761" title="RosetoPaBurroughSign_opt" src="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2009/09/rosetopaburroughsign_opt.jpg?w=500" alt="RosetoPaBurroughSign_opt"   /></p>
<p>Wolf resolveu investigar o porquê. De início, espantou-se com o fato de não haver suicídios, alcoolismo ou uso de drogas. O número de crimes era mínimo e quase ninguém dependia da previdência social. Não havia ninguém com úlceras pépticas. As pessoas morriam de velhice.</p>
<p>Indo mais a fundo, ele tentou encontrar explicações na alimentação. Mas logo viu que os habitantes cozinhavam com banha de porco e não com azeite de oliva. Nutricionistas avaliaram que 41% das calorias (altíssimo) eram provenientes de gorduras. Não era a dieta, portanto.</p>
<p>Também, não havia esportistas e muitos até eram fumantes, além de obesos. Tudo errado. Wolf considerou então a genética, mas novamente não encontrou explicação, visto que seus parentes em outras regiões dos EUA não tinham a mesma saúde deles, nem mesmo em cidades de imigrantes vizinhas a Roseto.</p>
<p>Ele passou a desconfiar que talvez algum aspecto comportamental fosse a explicação. A diferença estava na intensa interação entre as pessoas e forte preservação dos clãs familiares, muitas vezes com 3 gerações familiares vivendo sob o mesmo teto. Isso ele não havia encontrado em nenhum lugar. Essas pessoas tinham um sentimento de utilidade coletiva, uma razão de ser, que ia além de sua individualidade e era responsável por aumentar significativamente sua expectativa de vida. Essa interação está ligada à generosidade, no sentido de se doar para a comunidade, ser importante para ela, ter uma vida plena de sentido. Talvez isso aumente o grau de felicidade e também contribua para uma vida mais longa.</p>
<p>Gladwell finaliza o prefácio dizendo que “é preciso aceitar a ideia de que os valores do mundo que habitamos e as pessoas que nos cercam exercem um grande efeito em que nós somos”. E, incrível, em quanto duramos nessa nossa passagem por aqui.</p>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-762" title="rosetoscholl" src="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2009/09/rosetoscholl.jpg?w=500" alt="rosetoscholl"   /></p>
<p>É algo realmente notável. Fiquei pensando se não há um forte componente evolutivo nisso (não adianta, tudo começa ou acaba em Darwin). Se a generosidade está relacionada à vida em comunidade, talvez tenhamos sido selecionados para ser generosos por natureza. Imagino que para nossos ancestrais hominídeos a vida coletiva era fundamental para a sobrevivência. Se todos fossem individualistas, egocêntricos e excessivamente auto-centrados, provavelmente a comunidade desapareceria. Seria presa fácil para animais selvagens, não conseguiria caçar, etc. Assim, geração após geração, fomos sendo selecionados para viver em comunidade, o que implica em se doar, ser generoso.</p>
<p>Hoje é que está tudo invertido. Interessante Roseto ser justamente nos Estados Unidos, a meca do individualismo. Lá, talvez essa ausência da vida em comunidade tente ser substituída por alternativas como o rigor quase obsessivo nas questões de alimentação e exercício, visando diminuir a incidência de problemas de saúde. Uma tentativa de compensação, provavelmente capenga. O resto do mundo desenvolvido não está muito atrás (nós incluídos), afinal o padrão de competição mundial vigente é o norte-americano. Se quiser fazer parte&#8230;<em></em></p>
<p>Mas talvez haja uma reversão em curso no mundo, simbolizada por aspectos isolados, que, em conjunto, podem significar a construção de um novo padrão. Eleição do Obama, preocupação crescente com as mudanças climáticas, crescimento da importância da responsabilidade social das empresas, fortalecimento das ONGs, todos estes podem ser indicativos que estamos buscando inconscientemente o retorno ao que está impresso em nosso código genético: viver melhor em sociedade e, por conseqüência, dar mais sentido à nossa vida e assim viver mais. Talvez, enfim, o ser humano seja geneticamente programado para ser bom e generoso.</p>
<p> <em>(Será que a internet e suas comunidades também significam uma tentativa de dar mais sentido às vidas das pessoas, uma maneira talvez torta de compensar o stress, a competitividade, o individualismo e o egocentrismo, a corrida atrás do próprio rabo que se tornou grande parte da nossa existência? Será que o Facebook, o Orkut, o Flickr, o Twitter, etc., conseguirão ser bem sucedidos no papel de Roseto virtual?)</em></p>
<p> A revista National Geographic de novembro de 2005 trouxe uma matéria chamada “The Secrets of Long Life”. Eles estudaram porque habitantes de três regiões distintas do mundo viviam mais do que os outros. Essas três comunidades eram Okinawa, no Japão; a Sardenha, na Itália; e Loma Linda, uma comunidade de adventistas do sétimo dia na Califórnia. Cada um tinha características específicas que levavam a uma vida mais longa, e obviamente há outros aspectos que não só a vida em comunidade e que estão relacionados à longevidade. Veja na figura abaixo o que encontraram em cada uma delas e o que estava presente em todas elas. Certamente não é coincidência! Pessoalmente, se é para viver mais, eu voto na Sardenha&#8230;rs.</p>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-763" title="natgeolongevity" src="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2009/09/natgeolongevity.jpg?w=500&#038;h=370" alt="natgeolongevity" width="500" height="370" /></p>
<p>Dedico esse texto aos meus avós, Lucy e Moacyr, 85 e 87 anos. Finalmente descobri porquê  eles vão chegar aos 100 facilmente!!</p>
<p><img class="alignnone size-medium wp-image-764" title="IMG_4217" src="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2009/09/img_4217.jpg?w=300&#038;h=225" alt="IMG_4217" width="300" height="225" /></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/marcelopcarvalho.wordpress.com/760/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/marcelopcarvalho.wordpress.com/760/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/marcelopcarvalho.wordpress.com/760/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/marcelopcarvalho.wordpress.com/760/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/marcelopcarvalho.wordpress.com/760/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/marcelopcarvalho.wordpress.com/760/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/marcelopcarvalho.wordpress.com/760/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/marcelopcarvalho.wordpress.com/760/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/marcelopcarvalho.wordpress.com/760/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/marcelopcarvalho.wordpress.com/760/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/marcelopcarvalho.wordpress.com/760/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/marcelopcarvalho.wordpress.com/760/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/marcelopcarvalho.wordpress.com/760/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/marcelopcarvalho.wordpress.com/760/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=blog.oquederevier.com&amp;blog=5679249&amp;post=760&amp;subd=marcelopcarvalho&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Frost/Nixon vai bem além da política (e dos Estados Unidos)</title>
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		<pubDate>Sun, 16 Aug 2009 20:23:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>marcelopcarvalho</dc:creator>
				<category><![CDATA[Ética]]></category>
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		<description><![CDATA[Assisti ao filme Frost/Nixon (2008), de Ron Howard, de A Mente Brilhante. O filme retrata a série de entrevistas conduzidas pelo apresentador britânico David Frost (interpretado por Michael Sheen) com o ex-presidente dos Estados Unidos Richard Nixon (interpretado magistralmente por Frank Langella) e que havia renunciado em função do escândalo Watergate. O filme foi indicado [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=blog.oquederevier.com&amp;blog=5679249&amp;post=731&amp;subd=marcelopcarvalho&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Assisti ao filme <a href="http://www.frostnixon.net/">Frost/Nixon </a>(2008), de Ron Howard, de A Mente Brilhante. O filme retrata a série de entrevistas conduzidas pelo apresentador britânico David Frost (interpretado por Michael Sheen) com o ex-presidente dos Estados Unidos Richard Nixon (interpretado magistralmente por Frank Langella) e que havia renunciado em função do escândalo Watergate.</p>
<p>O filme foi indicado a 5 Oscar, incluindo o de melhor filme e melhor ator. Nada mais justo. Muito mais do que um documentário sobre uma entrevista histórica, o filme se desenvolve a partir do embate entre dois personagens complexos e que depositam na entrevista a grande chance de suas vidas. Nixon, ao conceder a entrevista a um apresentador sem qualquer experiência política e de sem muita credibilidade, via a oportunidade de se reerguer e eventualmente retomar sua carreira política. Frost, jovem, confiante e ambicioso, procurava alcançar fama ainda maior do que a que já tinha, que seria obtida caso derrotasse o ex-presidente, isto é, se conseguisse arrancar a confissão sobre Watergate e um pedido de desculpas à nação. A obtenção da verdade, nesse caso, era apenas o meio de atingir sua meta pessoal.</p>
<p>Ambos jogam tudo nessa mistura de luta de boxe e poker jogada em diversas rodadas de 2 horas, que durou na vida real um total de 12 horas. Nixon se mostra um político de primeiro nível, com raciocínio rápido e uma retórica impressionante, mostrando a Frost que o desafio seria muito maior do que este havia imaginado. Por trás desta fachada, porém, vai se percebendo um Nixon solitário, carente e culpado, complexo psicologicamente – e por isso tão interessante.</p>
<p>Já Frost, que sempre aparece com um sorriso de sucesso e confiança no rosto, também esconde seus medos, como fica claro quando Carol (Rebecca Hall) começa a fazer perguntas pessoais e ele imediatamente desconversa e passa a questioná-la. À medida que a série de entrevistas se desenrola, Frost vai percebendo que tanto quanto a chance de alcançar o estrelato, está a possibilidade de afundar sua até então bem sucedida carreira como apresentador. A partir de certo momento, na verdade, ele lutava pela sua sobrevivência mais do que pela conquista que buscava quando propôs o desafio.</p>
<p>Assim se dá a batalha da vida de ambos, muito mais relevante do que a questão histórica ou política, que aliás é muito bem contextualizada nas duas horas de filme. A filmagem muito bem feita e o trabalho eficiente dos atores coadjuvantes, entre eles Kevin Beacon, fazem deste filme realmente um filmaço.</p>
<p>As cenas finais conseguem dar a dimensão psicológica do que foi o embate em que apenas um sairia vencedor. A saída de Nixon após a última entrevista e sua interação com o cachorro no colo de uma mulher são magníficas, bem como o encontro dois após a série de entrevistas.</p>
<p>Ao final, fiquei com a impressão que o vencedor da disputa celebrou bem menos a vitória do que deveria, ou mesmo de que seus assessores fizeram. É como se a disputa tivesse exigido tanto dele, colocando tanto peso no processo, que a partir de certo momento a vitória se constituía em um mero detalhe. Ou que, reconhecendo que tivera um adversário de peso, o respeitasse, como um lutador de boxe que, após vencer seu adversário, o abraça como se fosse um dos seus.</p>
<p>O filme permitiria que muitos outros aspectos fossem analisados, pois há uma riqueza psicológica muito grande. Mas seria influenciar demais quem não viu e pretende vê-lo, de forma que paro por aqui.</p>
<p>Provavelmente pouca gente viu ou vai ver esse filme, por se tratar de uma temática política, de 30 anos atrás e distante de nós. É uma pena. Tanto pelo filme em si, que é um dos melhores que vi recentemente, como pela temática que não está tão distante assim:</p>
<p>No clímax do filme, em que Nixon admite para um Frost perplexo que “quando um presidente faz algo ilegal, passa a não ser ilegal por ser feito justamente pelo presidente”, imediatamente lembrei-me do presidente Lula justificando os atos ilegais do Sarney dizendo que ele não seria um cidadão comum, como se estivesse, portanto, acima da lei. Incrível a semelhança de conceito de ambos em relação a esse item. <em>What a shame.</em></p>
<p>Abaixo, um trailer do filme e um trecho da entrevista real, que vale a pena ver:</p>
<span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://blog.oquederevier.com/2009/08/16/frostnixon-vai-bem-alem-da-politica-e-dos-estados-unidos/"><img src="http://img.youtube.com/vi/lP_l2IFiQzs/2.jpg" alt="" /></a></span>
<span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://blog.oquederevier.com/2009/08/16/frostnixon-vai-bem-alem-da-politica-e-dos-estados-unidos/"><img src="http://img.youtube.com/vi/jw6LhKCYUCQ/2.jpg" alt="" /></a></span>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/marcelopcarvalho.wordpress.com/731/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/marcelopcarvalho.wordpress.com/731/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/marcelopcarvalho.wordpress.com/731/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/marcelopcarvalho.wordpress.com/731/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/marcelopcarvalho.wordpress.com/731/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/marcelopcarvalho.wordpress.com/731/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/marcelopcarvalho.wordpress.com/731/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/marcelopcarvalho.wordpress.com/731/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/marcelopcarvalho.wordpress.com/731/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/marcelopcarvalho.wordpress.com/731/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/marcelopcarvalho.wordpress.com/731/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/marcelopcarvalho.wordpress.com/731/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/marcelopcarvalho.wordpress.com/731/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/marcelopcarvalho.wordpress.com/731/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=blog.oquederevier.com&amp;blog=5679249&amp;post=731&amp;subd=marcelopcarvalho&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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