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	<title>O que der e vier &#187; Gastronomia</title>
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	<description>Idéias, pensamentos e impressões, por Marcelo Pereira de Carvalho</description>
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		<title>O que der e vier &#187; Gastronomia</title>
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		<title>Para que mesmo você tem o seu negócio?</title>
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		<pubDate>Sun, 09 May 2010 23:48:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>marcelopcarvalho</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Em San Francisco, conheci na penúltima vez que fui um pequeno estabelecimento (não sei classificá-lo de outra forma: Açougue? Mercado? Restaurante? Bar?) que serve frutos do mar frescos. Trata-se de um espaço de não mais do que 4 metros de largura por uns 10 de comprimento, em que cerca de 20 pessoas ficam sentadas lado [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=blog.oquederevier.com&amp;blog=5679249&amp;post=1009&amp;subd=marcelopcarvalho&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Em San Francisco, conheci na penúltima vez que fui um pequeno estabelecimento (não sei classificá-lo de outra forma: Açougue? Mercado? Restaurante? Bar?) que serve frutos do mar frescos. Trata-se de um espaço de não mais do que 4 metros de largura por uns 10 de comprimento, em que cerca de 20 pessoas ficam sentadas lado a lado, meio espremidas, de frente para um longo balcão atrás do qual os 4 ou 5 funcionários trabalham freneticamente. A decoração é <em>sui generis</em> e o ambiente é meio caótico, como a foto abaixo mostra.</p>
<p><a href="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2010/05/img_1336.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-1010" title="IMG_1336" src="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2010/05/img_1336.jpg?w=500&#038;h=333" alt="" width="500" height="333" /></a></p>
<p>A localização não é das melhores (fica em Nob Hill e a vizinhança é meio barra pesada), não aceita cartões de crédito – um sacrilégio quanto se pensa em Estados Unidos e o conforto, bem&#8230; Para se chegar aos banheiros, passa-se por caixotes de peixes em um corredor escuro, onde é possível perceber pôsters de mulheres nas paredes. Não tem sala de espera – quem quiser esperar fica enfileirado na rua mesmo, faça chuva ou faça sol. O atendimento aos clientes que querem um lugar no balcão é feito junto com quem vai lá para comprar e levar frutos do mar frescos – não esqueça que o lugar é antes de tudo um mercado de peixes. Ah, e não é exatamente barato: eu gastei US$ 60 sem muitos excessos.</p>
<div id="attachment_1011" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><a href="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2010/05/img_1331.jpg"><img class="size-full wp-image-1011" title="IMG_1331" src="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2010/05/img_1331.jpg?w=500&#038;h=465" alt="" width="500" height="465" /></a><p class="wp-caption-text">A entrada é isso aí. E fila na porta...mas você pode tomar um vinho ou uma cerveja enquanto espera.</p></div>
<p>Quem em sã consciência iria a um lugar desses? A julgar pela fila constante e pelas ótimas avaliações dos guias de viagem (ex: <a href="http://www.frommers.com/destinations/sanfrancisco/D41098.html">Frommers</a>), muita gente. De fato, o Swan Oyster Depot é uma das jóias de San Francisco, cuja história se confunde com a da própria cidade. Em 2012, completará 100 anos. Hoje, quem toca o estabelecimento são os filhos e netos de Sal Sancimino, que o comprou em 1946 para torná-lo uma referência na cidade.</p>
<p>Qual é o segredo do sucesso? Fui 2 vezes ao local (a segunda foi nessa última viagem, direto do aeroporto!) e acho que já dá para explicar. Primeiro, a comida é excelente. Apesar de simples, tudo ali é de primeiríssima qualidade, desde o pão e a manteiga até as ostras, a salada de carangueijo, o carpaccio de vieiras, os molhos, os vinhos, a cerveja. É uma experiência gastronômica completa para quem gosta de comer (e beber bem). Quem está ali está para celebrar a vida através da comida, tanto que é praticamente impossível você não se socializar com quem está a seu lado: você acaba querendo comentar com alguém e esse alguém também quer comentar sua experiência.</p>
<p>Todas as características negativas colocadas acima servem para filtrar quem vai e quem não vai. Servem para definir o perfil de cliente que eles querem atender. Vai quem está disposto a enfrentar as limitações e desfrutar da comida e da atmosfera. Vai quem conhece. Como me disse uma mulher, os touristas freqüentam o Fishermen’s wharf (local na Costa, cheio de restaurantes para turistas); nós freqüentamos o Swan Oyster Depot.”</p>
<p>Mas pouco adiantaria a comida ser boa se o atendimento fosse ruim, ou mesmo distante ou falsamente interessado, como geralmente ocorre. Percebe-se claramente que a família gosta do que faz, e quer fazer bem feito. E isso faz toda a diferença para criar a atmosfera positiva que combina com a ótima comida.</p>
<div id="attachment_1012" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><a href="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2010/05/captura-de-tela-2010-05-08-as-14-27-26.png"><img class="size-full wp-image-1012" title="Captura de tela 2010-05-08 às 14.27.26" src="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2010/05/captura-de-tela-2010-05-08-as-14-27-26.png?w=500&#038;h=375" alt="" width="500" height="375" /></a><p class="wp-caption-text">Os proprietários, que fazem todo o serviço (essa foto eu peguei da comunidade no Facebook)</p></div>
<p>Comida boa, atendimento nota dez. O terceiro aspecto que explica o sucesso do lugar é justamente a escassez, aliada à peculiaridade própria do estabelecimento. São apenas 20 lugares, e só ali. Certamente, alguém já deve ter pensado em expandir, em criar franquias, etc., em fazer dinheiro realmente a partir dessa proposta de valor bem sucedida. Porém, a unicidade do lugar é parte importante dessa proposta de valor. Não é algo facilmente replicável.</p>
<p>A imagem que me veio à cabeça ao pensar no Swan Oyster Depot é a da primeira loja da Starbucks, descrita <a href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/resenha/resenha.asp?nitem=229767&amp;sid=8739129841258738995369032&amp;k5=F895EF&amp;uid=">no livro do Howard Schultz</a> (aliás, recomendo esse livro para todo mundo que pensa em começar um negócio). Apesar da Starbucks tentar ter essa proximidade com o cliente, não consegue mais. São muitas lojas, muitos funcionários, culturas diferentes, capital aberto, pressão por resultados. Os valores são se perdendo ao longo dessa cadeia complexa.</p>
<p>E, provavelmente, o que a família quer é ficar ali mesmo, curtindo o trabalho, vendo a satisfação dos clientes e ganhando a vida assim.</p>
<p>Nessa última vez, uma japonesa do meu lado, ao saber que eu era do Brasil, disse que havia visto o filme Orfeu Negro e adorado. Esse filme deve ter uns 50 anos! Onde mais essa conversa improvável poderia ocorrer, que não no balcão de um lugar como o Swan Oyster Depot? Do outro lado, um gordão, daqueles que dá gosto ver comer, me recomendou a <em>crab salad</em>. Ao final, lembrei-me do carpaccio de vieiras, que não é exposto no cardápio. Vendo minha situação – não aguentaria uma porção inteira – o atendente disse que eu não poderia voltar para o Brasil sem comer esse prato, e que iria fazer uma porção pequena para mim. O gordão também pediu e quase me agradeceu ajoelhado! E no final, quando pedi para fechar a conta, o atendente simplesmente perguntou o que eu tinha consumido e fez umas contas rápidas num pedaço de papel. É assim.</p>
<p><a href="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2010/05/captura-de-tela-2010-05-08-as-14-28-35.png"><img title="Captura de tela 2010-05-08 às 14.28.35" src="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2010/05/captura-de-tela-2010-05-08-as-14-28-35.png?w=500&#038;h=371" alt="" width="500" height="371" /></a></p>
<p>Tudo isso cria um diferencial que faz com que você considere o local como seu. Esse é talvez o fator mais importante para se criar uma tribo, uma comunidade. E, nessa altura, talvez a comida não seja nem tão exclusiva assim &#8211; mas você a vê como tal. E isso é difícil de copiar.</p>
<p>O Swan Oyster Depot criou, de fato, uma tribo (tem inclusive comunidade no Facebook – a <a href="http://www.facebook.com/group.php?gid=2236254146">Swan Oyster Depot Afficionados</a>) que vai atrás dessa proposta de valor: lugar único, com história, comida excelente, atendimento caloroso, personalização e exclusividade. É também, de certa forma, um bastião de resistência à massificação e à padronização, o que é algo significativo ao se pensar em Estados Unidos, onde tudo é feito para crescer, se multiplicar e dar lucros.</p>
<p>Acho que o exemplo desse pequeno <em>mercado-açougue-restaurante-bar</em> serve para empreendimentos que estão sendo planejados e também para quem já está no mercado. Qual é o público que você quer servir? E quem você não quer servir? Porque as pessoas irão continuamente ao seu estabelecimento? Qual é a sua proposta de valor? Vale a pena crescer? É possível crescer, mantendo a proposta de valor? Porque, afinal, você tem o seu negócio? São questões importantes que um pequeno local na Polk Street nos ensina a pensar.</p>
<div id="attachment_1013" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><a href="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2010/05/img_1341.jpg"><img class="size-full wp-image-1013" title="IMG_1341" src="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2010/05/img_1341.jpg?w=500&#038;h=333" alt="" width="500" height="333" /></a><p class="wp-caption-text">O carpaccio de vieiras: finamente cortadas, cebola roxa, alcaparras, pimenta do reino e uma outra, tudo no melhor azeite.</p></div>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/marcelopcarvalho.wordpress.com/1009/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/marcelopcarvalho.wordpress.com/1009/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/marcelopcarvalho.wordpress.com/1009/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/marcelopcarvalho.wordpress.com/1009/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/marcelopcarvalho.wordpress.com/1009/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/marcelopcarvalho.wordpress.com/1009/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/marcelopcarvalho.wordpress.com/1009/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/marcelopcarvalho.wordpress.com/1009/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/marcelopcarvalho.wordpress.com/1009/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/marcelopcarvalho.wordpress.com/1009/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/marcelopcarvalho.wordpress.com/1009/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/marcelopcarvalho.wordpress.com/1009/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/marcelopcarvalho.wordpress.com/1009/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/marcelopcarvalho.wordpress.com/1009/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=blog.oquederevier.com&amp;blog=5679249&amp;post=1009&amp;subd=marcelopcarvalho&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Uma semana na Califórnia, com vinhos e velhos amigos</title>
		<link>http://blog.oquederevier.com/2009/10/24/uma-semana-na-california-com-vinhos-e-velhos-amigos/</link>
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		<pubDate>Sat, 24 Oct 2009 13:39:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>marcelopcarvalho</dc:creator>
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		<description><![CDATA[De volta da Califórnia, com muito trabalho acumulado e muito sono (preciso de novas férias). Como começar? Viajar em 4 amigos da época de faculdade, uns bons anos depois, acaba sendo uma tentativa de resgatar aquilo que já passou. Sim, tem um quê de nostalgia, daquela época em que as responsabilidades eram poucas e as [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=blog.oquederevier.com&amp;blog=5679249&amp;post=815&amp;subd=marcelopcarvalho&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>De volta da Califórnia, com muito trabalho acumulado e muito sono (preciso de novas férias).</p>
<p>Como começar? Viajar em 4 amigos da época de faculdade, uns bons anos depois, acaba sendo uma tentativa de resgatar aquilo que já passou. Sim, tem um quê de nostalgia, daquela época em que as responsabilidades eram poucas e as possibilidades, muitas. Por mais que se queira olhar para frente, todas as lembranças são do passado, os caminhos de cada um foram escolhidos também no passado, e é esse passado que se revisita para compreender melhor o presente. O futuro é outra história.</p>
<p>Mas, fui percebendo ao passar dos dias, que é impossível reviver esse tempo: “quer ir a Minas, Minas não há mais”, escreveu Drummond, ou “não se pode entrar duas vezes no mesmo rio, porque não é mais o mesmo rio”, disse Heráclito, lá atrás. As motivações  de cada um são outras, as preocupações também; por mais que o passado quase sempre pareça melhor do que o presente, a vida andou. Pensando lá no fundo, ainda bem!</p>
<p>Também, momentos improváveis como os proporcionados por uma viagem destas revivem velhas arestas que, naquela época, não foram aparadas, talvez por falta de maturidade. Tudo isso, na verdade, significa uma chance de corrigir (não é a palavra certa), ajeitar, ou melhor, azeitar velhas engrenagens que enferrujaram pela falta de atividade. Talvez faça parte da verdadeira amizade justamente  a disposição desse acerto de contas no bom sentido. E, no final das contas, tudo isso reforça os vínculos. Enfim, a viagem acabou tendo um certo componente psicológico que daria um bom roteiro de filme.</p>
<p>Fazendo um resumo bem resumido, de início subimos de carro (uma SUV que parecia um tanque de guerra, bem americana mesmo) de Los Angeles para Monterey pela highway 01, na Costa do Pacífico, em uma viagem de mais de 6 horas, que começa a ficar legal após Santa Barbara (comemos em Malibu, bem meia-boca). Ali, a topografia fica mais ondulada e começam a aparecer os primeiros vinhedos. Aliás, o filme <a href="http://www.imdb.com/title/tt0375063/">Sideways</a> foi filmado por lá e não no Napa Valley, que acaba sendo a região mais famosa (e com muito mais vinhos).</p>
<div id="attachment_816" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><img class="size-full wp-image-816" title="IMG_0868_3648x2736" src="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2009/10/img_0868_3648x2736.jpg?w=500&#038;h=375" alt="Cipreste, Monterey, Califórnia" width="500" height="375" /><p class="wp-caption-text">Cipreste, Monterey, Califórnia</p></div>
<p>Em Monterey, ficamos em um <a href="http://www.ichotelsgroup.com/intercontinental/en/gb/locations/monterey-clement">belo hotel</a>, bem no coração da histórica Cannery Row, da época em que a indústria de sardinhas sustentava a região. A Monterey de John Steinbeck (de “As vinhas da ira&#8221;) é simpática e muito bem cuidada, valeu a parada. Jantamos na primeira noite (moídos de cansaço) em um restaurante meio pomposo e que não agradou muito (<a href="http://www.sardinefactory.com/home/">Sardine Factory</a>), com uma carta de vinhos enorme e caríssima (aliás, não espere vinhos baratos por lá&#8230;). Mas beleza. Lá perto, em Santa Cruz, fizemos nossa primeira degustação de vinhos, na vinícola <a href="https://www.bonnydoonvineyard.com/">Bonny Doon</a>, de um cara meio doido que tenta produzir vinhos do Rhone, e que ficam beeem esquisitos.</p>
<p>No dia seguinte, fizemos a <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/17-Mile_Drive">17-mile drive</a> em direção a Carmel, uma estrada particular que vale a pena, passando por mansões e campos de golfe em uma paisagem realmente bonita, com penhascos e praias margeando o Pacífico. Carmel-by-the-sea é uma espécie de Campos de Jordão muuuito melhorada, realmente bonita, com a diferença que está à beira-mar. Lá, tomamos nosso primeiro bom vinho, um Beaulieu Cabernet Sauvignon 2005 muito equilibrado, apesar dessa safra não ter sido tão boa. Aliás, a <a href="http://www.bvwines.com/Default.aspx?ReturnUrl=%2fhome.aspx">Beaulieu,</a> mais conhecida como BV, é uma das pioneiras e tida como a produtora de um dos primeiros vinhos decentes da Califórnia, o Beaulieu Georges Latour Private Reserve.</p>
<p>Depois, fomos de novo para o Sul, para o chamado Big Sur, até a cidade de mesmo nome, uns 60 km de Carmel. A paisagem é seca, escarpada, deserta, sempre tendo o Pacífico como referência. O tempo estava fechando e talvez isso tenha contribuído para nossa impressão, mas para quem está acostumado com a costa do litoral norte de São Paulo e o litoral sul do Rio, o Big Sur não pareceu grande coisa.</p>
<p>A partir daí, rumo norte novamente, em definitivo. Ficamos na cidade de Napa, no coração da região vinícola da Califórnia e dos Estados Unidos.  Pegamos 2 dias de chuva que, pensando bem, não é tão ruim assim se estamos na etapa eno-gastronômica da viagem (só o passeio de balão que teve de ser cancelado, pena). Em Napa, Sonoma e outras cidades da região, encontra-se uma vinícola atrás da outra, a grande parte aberta a degustações com uma boa estrutura para visitantes. Em algumas, é necessário marcar hora; em outras, é só chegar. A um custo de US$ 15-20 por pessoa, degusta-se 5-6 vinhos, e o ambiente é hospitaleiro (genuinamente, ou não). Nos hotéis, há sempre mapas e revistas da região específicos sobre os vinhedos; no Napa Valley, é fácil se orientar: são 2 estradas que cortam o vale de norte a sul, ligadas em vários pontos. As vinícolas estão dispostas ao longo dessas estradas e nas intersecções. Só alegria.</p>
<p>Os destaques foram o <a href="http://www.montelena.com/">Chateau Montelena</a> (em Calistoga),  uma propriedade belíssima, estabelecida em 1882, e que cujo Chardonnay 1973 bateu vários franceses de ponta, na célebre degustação de Paris, de 1976, colocando a Califórnia no cenário de vinhos de qualidade (experimentamos o 2007, muito bom);  a <a href="http://www.frankfamilyvineyards.com/">Frank Family</a>, mas há realmente inúmeras outras que valem a pena e que nos foram indicadas, como a Joseph Phelps, Cakebread, Caymus, Pezzi King, Kuleto, Robert Mondavi, Beringer, Stag&#8217;s Leap, e por aí vai.</p>
<p>(Aliás, pausa para reflexão: em vários lugares, vinícolas, restaurantes, etc, as pessoas nos parabenizaram pelo escolha do Rio como sede dos jogos de 2016).</p>
<div id="attachment_817" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><img class="size-full wp-image-817" title="IMG_0847_3648x2736" src="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2009/10/img_0847_3648x2736.jpg?w=500&#038;h=375" alt="Vai uma abóbora aí? Pegamos uma hora de trânsito por causa dessas abóboras." width="500" height="375" /><p class="wp-caption-text">Vai uma abóbora aí? Pegamos uma hora de trânsito por causa dessas abóboras.</p></div>
<p>Subimos a Spring Mountain, onde quase ninguém vai, e caímos na <a href="http://www.palomavineyard.com/">Paloma Vineyards</a>, uma propriedade de 6-7 hectares, onde fomos recebidos debaixo de chuva por Barbara Richards, uma senhora simpática de uns 70 anos (Jim, o marido estava trabalhando com as uvas), proprietária da Paloma Vineyard. Diferente de tudo o que vimos lá embaixo, a Paloma é uma empresa familiar, de gente que vive de vinho há décadas e está de certa forma fora daquele frisson que ocorre lá no vale. Ela nos recebeu em sua bela casa e nos serviu seu ótimo Merlot – sem cobrar nada por isso (claro que compramos uma garrafa antes de sair). Detalhe: o Merlot safra 2001 deles <a href="http://www.winespectator.com/webfeature/show/id/The-2003-Wine-of-the-Year_1902">foi escolhido o vinho do ano</a> (custando US$ 45!) pela Wine Spectator, atingindo 95 pontos, a maior pontuação na história para um Merlot da Califórnia. E pensar que chegamos lá por acaso&#8230;</p>
<p>O segredo do sucesso? O solo e clima, claro, e a colheita feita manualmente, em diversas etapas, pegando só o que realmente está pronto. O olho dela, sem dúvida. Ela conhece cada metro quadrado de seu terreno, é realmente impressionante. Parece conhecer cada parreira pelo nome.</p>
<p>No último dia em Napa, tinha prometido bancar um Gala Dinner. Achamos na pequena Yountsville um <a href="http://www.palomavineyard.com/">bistrô francês</a>, 2 estrelas no guia Michelin, e conseguimos reservar. O jantar estava excelente, a um preço mais do que honesto, e foi lá que tomamos os dois melhores vinhos da viagem, ambos do Russian River Valley, em Sonoma: primeiro, o <a href="http://www.emeritusvineyards.com/">Pinot Noir Emeritus 2007</a> e, depois, para nossa surpresa, outro Pinot &#8211; Walter Hansen &#8211; Cuvée Alyce 2006, que conseguiu a improvável tarefa de ser ainda melhor do que o Emeritus. Foi o vinho top da viagem. E olha que a turma era exigente; um é casado com uma francesa legítima; o outro é especialista em vinhos italianos; o outro, suíço-fake, é só fresco mesmo&#8230;haha (eu era o mais fraquinho em termos de vinho).</p>
<div id="attachment_818" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><img class="size-full wp-image-818" title="IMG_0999_3648x2736" src="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2009/10/img_0999_3648x2736.jpg?w=500&#038;h=375" alt="Na saída do Bistro Jeanty" width="500" height="375" /><p class="wp-caption-text">Na saída do Bistro Jeanty</p></div>
<p>Ah, em Napa, em uma das noites que o cansaço bateu, resolvemos fazer um queijo e vinho no hotel mesmo. Conseguimos torrar US$ 250 entre vinhos e queijos, mas fomos dormir felizes.</p>
<p>Depois disso, subimos a serra e fomos para o belíssimo <a href="http://www.nps.gov/yose/index.htm">Yosemite National Park</a>, uma jóia improvável em meio a aridez da Califórnia. Um rio que corta um vale cheio de pinheiros, penhascos e cachoeiras. Ficamos pouco mais de um dia, e é um local que ainda vou voltar, apesar de já ter ido 2 vezes.</p>
<div id="attachment_819" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><img class="size-full wp-image-819" title="IMG_1064_4752x3168" src="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2009/10/img_1064_4752x3168.jpg?w=500&#038;h=333" alt="Yosemite Falls" width="500" height="333" /><p class="wp-caption-text">Yosemite Falls</p></div>
<div id="attachment_820" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><img class="size-full wp-image-820" title="IMG_1269_70b_71_tonemapped" src="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2009/10/img_1269_70b_71_tonemapped.jpg?w=500&#038;h=333" alt="Por do sol no Glacier Point, com o Half-Dome à direita" width="500" height="333" /><p class="wp-caption-text">Por do sol no Glacier Point, com o Half-Dome à direita</p></div>
<div id="attachment_821" class="wp-caption alignnone" style="width: 509px"><img class="size-full wp-image-821" title="IMG_1084_3168x4752" src="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2009/10/img_1084_3168x4752.jpg?w=500" alt="Eu em Yosemite Falls"   /><p class="wp-caption-text">Eu em Yosemite Falls</p></div>
<p>O final da viagem foi em San Francisco, onde basicamente nos dedicamos a compras (comprei um &#8220;gear&#8221; fotográfico de ponta) e a conhecer a cidade, mas de leve.  San Francisco é a cidade onde os americanos são menos americanos e, por isso, além dos imigrantes, é a cidade menos americana dos Estados Unidos.</p>
<p>Depois de muito peixe regado a Sauvignon Blanks da famosa <a href="http://www.robertmondaviwinery.com/flash/index.html">Robert Mondavi Winery</a>, além de um pato de pequim acompanhado de um belo Cabernet Sauvigon da <a href="http://www.justinwine.com/">Justin Vineyards</a>, de Paso Robles, devo dizer que o destaque gastronômico foi a Swan Oyster Depot, uma peixeira fundada em 1912, de uns 3 metros de largura, com um balcão de 20 lugares, que tem um atendimento fantástico e serve ostras e diversos pratos à base de mariscos, crustáceos e peixes impecavelmente frescos. Um lugar simples, barato, com fila na rua, e simplesmente magnífico. Um must, sem dúvida, que mostra que as coisas boas da vida não precisam ser sofisticadas ou caras. O resumo do Frommers diz tudo:</p>
<p><em>“Turning 96 years old in 2008, Swan Oyster Depot is a classic San Francisco dining experience you shouldn&#8217;t miss. Opened in 1912, this tiny hole in the wall, run by the city&#8217;s friendliest servers, is little more than a narrow fish market that decided to slap down some bar stools. There are only 20 or so stools here, jammed cheek-by-jowl along a long marble bar. Most patrons come for a quick cup of chowder or a plate of oysters on the half shell that arrive on crushed ice. The menu is limited to fresh crab, shrimp, oyster, clam cocktails, a few types of smoked fish, Maine lobster, and Boston-style clam chowder, all of which are exceedingly fresh. </em><strong><em>Note:</em></strong><em> Don&#8217;t let the lunchtime line dissuade you &#8212; it moves fast”</em></p>
<p><em> </em></p>
<p><em> </em></p>
<p><em></p>
<div id="attachment_822" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><img class="size-full wp-image-822" title="IMG_1336_4752x3168" src="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2009/10/img_1336_4752x3168.jpg?w=500&#038;h=333" alt="Swan Oyster Depot" width="500" height="333" /><p class="wp-caption-text">Swan Oyster Depot</p></div>
<p></em></p>
<p>Foi um final digno para uma viagem para ficar na memória. É isso aí, valeu a viagem, cujas fichas vão caindo aos poucos!</p>
<p>PS: agradeço as dicas da Giselda e ao Paulo, do blog <a href="http://nossovinho.com">Nosso Vinho</a>, por ter me indicado a Giselda!</p>
<div id="attachment_823" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><img class="size-full wp-image-823" title="IMG_1282_4752x3168" src="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2009/10/img_1282_4752x3168.jpg?w=500&#038;h=333" alt="San Francisco, vista da Lombard Street" width="500" height="333" /><p class="wp-caption-text">San Francisco, vista da Lombard Street</p></div>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/marcelopcarvalho.wordpress.com/815/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/marcelopcarvalho.wordpress.com/815/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/marcelopcarvalho.wordpress.com/815/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/marcelopcarvalho.wordpress.com/815/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/marcelopcarvalho.wordpress.com/815/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/marcelopcarvalho.wordpress.com/815/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/marcelopcarvalho.wordpress.com/815/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/marcelopcarvalho.wordpress.com/815/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/marcelopcarvalho.wordpress.com/815/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/marcelopcarvalho.wordpress.com/815/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/marcelopcarvalho.wordpress.com/815/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/marcelopcarvalho.wordpress.com/815/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/marcelopcarvalho.wordpress.com/815/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/marcelopcarvalho.wordpress.com/815/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=blog.oquederevier.com&amp;blog=5679249&amp;post=815&amp;subd=marcelopcarvalho&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Intuição: o incrível caso do ceviche</title>
		<link>http://blog.oquederevier.com/2009/02/21/intuicao-o-incrivel-caso-do-ceviche/</link>
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		<pubDate>Sat, 21 Feb 2009 01:01:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>marcelopcarvalho</dc:creator>
				<category><![CDATA[Gastronomia]]></category>
		<category><![CDATA[Psicologia]]></category>
		<category><![CDATA[Blink]]></category>
		<category><![CDATA[ceviche]]></category>
		<category><![CDATA[intuição]]></category>
		<category><![CDATA[Jung]]></category>
		<category><![CDATA[Malcolm Gladwell]]></category>

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		<description><![CDATA[É provável que esse post soe arrogante ou pretensioso. Não é esse o objetivo &#8211; espero que, ao final, isso fique mais claro. Em janeiro, escrevi nesse blog que o ceviche (comida peruana, baseada em peixe cru marinado e temperado, com inúmeras variações) seria um sucesso no Brasil, demorasse 1, 2 ou 5 anos. Eis [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=blog.oquederevier.com&amp;blog=5679249&amp;post=382&amp;subd=marcelopcarvalho&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>É provável que esse post soe arrogante ou pretensioso. Não é esse o objetivo &#8211; espero que, ao final, isso fique mais claro.</p>
<p>Em janeiro, <a href="http://blog.oquederevier.com/2009/01/13/pode-escrever-o-ceviche-sera-o-proximo-sucesso-aqui-no-brasil/" target="_blank">escrevi nesse blog</a> que o ceviche (comida peruana, baseada em peixe cru marinado e temperado, com inúmeras variações) seria um sucesso no Brasil, demorasse 1, 2 ou 5 anos.</p>
<p>Eis que abro o suplemento Paladar, do Estadão,  e, um pouco surpreso, mas não muito, vejo o título: &#8220;SUA EXCELÊNCIA, O CEVICHE&#8221;.  A chamada diz: <em>&#8220;Leve, apesar de intenso. Picante, sem ser apimentado. Sua receita não poderia ser mais simples, mas tem a verdadeira sofisticação gastronômica: a excelência dos produtos frescos e o respeito aos sabores originais. Nada mais atual&#8221;.</em></p>
<p>Diz ainda a chamada: &#8220;<em>Em São Paulo, já se comem bons ceviches. <span style="text-decoration:underline;">E até o fim de março a oferta vai aumentar, com a inauguração de três restaurantes especializados</span>&#8220;</em>.</p>
<p>Dentro da matéria, uma frase me chamou a atenção. Citando os chefs Douglas Rodriguez (americano-cubano) e o peruano Gastón Acurio, a matéria diz que <em>&#8220;eles apostam que o prato vai mudar a maneira de comer do mundo ocidental, desempenhando papel semelhante ao que tiveram o sushi e o sashimi fora do Japão, nos anos 80 e 90.&#8221;</em></p>
<p>Eu não entendo nada de gastronomia e comi ceviche umas quatro ou cinco vezes na vida. Porém, escrevi no texto &#8220;Pode escrever: o ceviche será o próximo sucesso aqui no Brasil&#8221;, que <em>&#8220;Algo me diz que a cozinha peruana e, em especial, o ceviche, vai ser &#8220;main stream&#8221; na gastronomia brasileira. Pode demorar 1, 2 ou 5 anos, mas vai. Talvez porque seja saudável, refrescante, exótico, leve, saboroso e que permite inúmeras variações&#8221;.</em></p>
<p>E ainda: <em>&#8220;Pode anotar: o ceviche vai estourar por aqui, assim como restaurantes peruanos que, inclusive, começam a ganhar o mundo. O sucesso será maior do que o que teve a comida japonesa&#8221;.</em></p>
<p> <img class="aligncenter size-full wp-image-384" title="paladar-ceviche-1" src="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2009/02/paladar-ceviche-1.jpg?w=500&#038;h=381" alt="paladar-ceviche-1" width="500" height="381" /></p>
<p>Tirando a improvável hipótese da matéria (incluindo os depoimentos dos chefs) ter se baseado no meu post, excluindo ainda a possibilidade de eu ser vidente, gênio, ou qualquer coisa que o valha, sinto-me inclinado a inputar tal coincidência tão somente à intuição.</p>
<p>É difícil definir a intuição. É quando sabemos algo, mas não sabemos explicar o porquê (taí uma boa definição mesmo!). As pessoas ficam meio que sem entender. Já presenciei isso algumas  vezes. No caso do ceviche, <em>eu sabia</em>, mas não concretamente, apenas intuitivamente, mas de uma forma suficientemente forte para ser assertivo àquele ponto. Ou, dirão os céticos, foi só uma coincidência&#8230;</p>
<p>Claro que tanto eu, quanto o Estadão e os chefs são passíveis de erro. Mas já tive provas suficientes de que seguir a intuição sem tentar entendê-la é melhor do que, racionalmente, tentar controlá-la. Lógico que às vezes ela falha. Toda regra tem sua exceção. Mas, tudo somado, ela é mais segura do que a racionalização, por mais incrível que possa parecer. Malcolm Gladwell, no livro Blink, sobre intuição, diz que decisões espontâneas são normalmente tão boas quanto &#8211; ou melhores &#8211; do que decisões cuidadosamente planejadas. É o &#8220;Thinking without thinking&#8221;.</p>
<p>Na vida profissional, errei mais quando contrariei a intuição do que quando a segui. Na pessoal, também. Gladwell argumenta que a intuição nada mais é do que a prática, a experiência e o conhecimento levado a extremos, que faz com que as pessoas tenham uma percepção quase extra-sensorial das coisas.</p>
<p>Não sei se é isso, ou se é só isso. Não consigo aplicar esse conceito no caso do ceviche&#8230; Carl Jung, com seus arquétipos psicológicos, mostra que há pessoas mais intuitivas e outras mais sensoriais, o que contraria a ideia de que se trata simplesmente de prática ou experiência. Certo, há quem não acredite em Jung e ache tudo isso uma grande bobagem. Eu acho que não é bem assim. Quando fiz um teste para classificação nos tipos definidos por Jung, deu <a href="http://wiki.inspiira.org/view/Persona/INFJ/" target="_self">INFJ</a>, sendo o &#8220;N&#8221; a função intuição, dominante nesse tipo. E as características bateram bastante, pelo menos eu achei que sim.</p>
<p>Enfim, se você é intuitivo, isto é, se às vezes tem certeza que sabe algumas coisas sem que necessariamente devesse saber ou sem que consiga explicar como sabe, simplesmente siga a intuição.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/marcelopcarvalho.wordpress.com/382/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/marcelopcarvalho.wordpress.com/382/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/marcelopcarvalho.wordpress.com/382/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/marcelopcarvalho.wordpress.com/382/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/marcelopcarvalho.wordpress.com/382/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/marcelopcarvalho.wordpress.com/382/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/marcelopcarvalho.wordpress.com/382/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/marcelopcarvalho.wordpress.com/382/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/marcelopcarvalho.wordpress.com/382/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/marcelopcarvalho.wordpress.com/382/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/marcelopcarvalho.wordpress.com/382/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/marcelopcarvalho.wordpress.com/382/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/marcelopcarvalho.wordpress.com/382/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/marcelopcarvalho.wordpress.com/382/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=blog.oquederevier.com&amp;blog=5679249&amp;post=382&amp;subd=marcelopcarvalho&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Dica de blog sobre vinhos: Nosso Vinho</title>
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		<pubDate>Sun, 25 Jan 2009 21:53:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>marcelopcarvalho</dc:creator>
				<category><![CDATA[Gastronomia]]></category>
		<category><![CDATA[internet]]></category>
		<category><![CDATA[Vinhos]]></category>
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		<description><![CDATA[Conheci meio por acaso o Blog Nosso Vinho, conduzido pelo Paulo Queiroz. A sacada é muito legal: ele reúne dicas de vinhos preferidos dos amigos e visitantes do blog, de forma a ter um acervo de vinhos de qualidade, indicado pela comunidade. Além disso, ele faz uma pesquisa adicional para cada vinho indicado e coloca [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=blog.oquederevier.com&amp;blog=5679249&amp;post=255&amp;subd=marcelopcarvalho&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Conheci meio por acaso o Blog <a href="http://nossovinho.com/">Nosso Vinho</a>, conduzido pelo Paulo Queiroz. A sacada é muito legal: ele reúne dicas de vinhos preferidos dos amigos e visitantes do blog, de forma a ter um acervo de vinhos de qualidade, indicado pela comunidade.</p>
<p>Além disso, ele faz uma pesquisa adicional para cada vinho indicado e coloca informações que complementam as indicações. O blog tem um design muito bonito e é muito bem organizado pelo Paulo. Vale conhecer e frequentar. Abaixo, o layout blog dele com uma indicação minha de vinho:-).</p>
<p><a href="http://nossovinho.com/?p=2882" target="_blank"><img class="alignnone size-medium wp-image-259" title="nossovinho2" src="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2009/01/nossovinho2.jpg?w=300&#038;h=236" alt="nossovinho2" width="300" height="236" /></a></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/marcelopcarvalho.wordpress.com/255/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/marcelopcarvalho.wordpress.com/255/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/marcelopcarvalho.wordpress.com/255/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/marcelopcarvalho.wordpress.com/255/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/marcelopcarvalho.wordpress.com/255/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/marcelopcarvalho.wordpress.com/255/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/marcelopcarvalho.wordpress.com/255/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/marcelopcarvalho.wordpress.com/255/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/marcelopcarvalho.wordpress.com/255/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/marcelopcarvalho.wordpress.com/255/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/marcelopcarvalho.wordpress.com/255/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/marcelopcarvalho.wordpress.com/255/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/marcelopcarvalho.wordpress.com/255/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/marcelopcarvalho.wordpress.com/255/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=blog.oquederevier.com&amp;blog=5679249&amp;post=255&amp;subd=marcelopcarvalho&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Pode escrever: o ceviche será o próximo sucesso aqui no Brasil</title>
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		<pubDate>Tue, 13 Jan 2009 23:46:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>marcelopcarvalho</dc:creator>
				<category><![CDATA[Gastronomia]]></category>
		<category><![CDATA[Turismo]]></category>
		<category><![CDATA[Viagens]]></category>
		<category><![CDATA[ceviche]]></category>
		<category><![CDATA[comida peruana]]></category>
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		<description><![CDATA[Algo me diz que a cozinha peruana e, em especial, o ceviche, vai ser “main stream” na gastronomia brasileira. Pode demorar 1, 2 ou 5 anos, mas vai. Talvez porque seja saudável, refrescante, exótico, leve, saboroso e que permite inúmeras variações. E não conheço ninguém que tenha experimentado e não tenha gostado – o que, [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=blog.oquederevier.com&amp;blog=5679249&amp;post=180&amp;subd=marcelopcarvalho&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Algo me diz que a cozinha peruana e, em especial, o ceviche, vai ser “main stream” na gastronomia brasileira. Pode demorar 1, 2 ou 5 anos, mas vai. Talvez porque seja saudável, refrescante, exótico, leve, saboroso e que permite inúmeras variações. E não conheço ninguém que tenha experimentado e não tenha gostado – o que, para mim, é um argumento fortíssimo, ainda que a minha amostragem seja pequena (mas minha intuição é grande). </p>
<p>Pode anotar: o ceviche vai estourar por aqui, assim como restaurantes peruanos que, inclusive, começam a ganhar o mundo.  O sucesso será maior do que o que teve a comida japonesa.</p>
<p>Aproveito e recomendo o ceviche do <a href="http://www.legitedindaiatiba.com.br/">Le Gite D`Indaiatiba</a>, restaurante do Olivier e Valéria, que fica escondido, depois de uns 15 km de Parati, pegando uma estrada de terra. O restaurante, que na verdade é um hotel, tem raia para nadar e rio encachoeirado para se refrescar. Como diz no site deles, é o único restaurante francês no mundo inteiro em que o cliente pode tomar um banho de cachoeira enquanto aguarda o pedido. E o ceviche é sensacional (tem manga, romã e uma pimenta, acho), bem como todo o resto&#8230;</p>
<p>Observação: segundo a <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Cebiche">Wikipedia</a>, ceviche ou cebiche é um prato de origem peruana baseado em peixe marinado em suco de limão ou outro cítrico, tendo também vários outros ingredientes, como pimenta, cebola, pimentão, frutas picadas, etc (bem, essa parte dos ingredientes é minha&#8230;). O essencial é que o pescado seja branco (sem muita gordura, nem músculo vermelho), mas de carne firme; camarão, lagosta ou mesmo polvo podem também ser usados (essa frase final é da Wikipedia mesmo).</p>
<div id="attachment_181" class="wp-caption alignnone" style="width: 385px"><img src="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2009/01/ceviche2.jpg?w=500" alt="Um ceviche qualquer, pego na internet" title="ceviche2"   class="size-full wp-image-181" /><p class="wp-caption-text">Um ceviche qualquer, pego na internet</p></div>
<div id="attachment_182" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><img src="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2009/01/img_0292-2.jpg?w=500&#038;h=375" alt="Le Gite D`Indaiatiba" title="img_0292-2" width="500" height="375" class="size-full wp-image-182" /><p class="wp-caption-text">Le Gite D`Indaiatiba</p></div>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/marcelopcarvalho.wordpress.com/180/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/marcelopcarvalho.wordpress.com/180/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/marcelopcarvalho.wordpress.com/180/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/marcelopcarvalho.wordpress.com/180/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/marcelopcarvalho.wordpress.com/180/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/marcelopcarvalho.wordpress.com/180/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/marcelopcarvalho.wordpress.com/180/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/marcelopcarvalho.wordpress.com/180/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/marcelopcarvalho.wordpress.com/180/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/marcelopcarvalho.wordpress.com/180/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/marcelopcarvalho.wordpress.com/180/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/marcelopcarvalho.wordpress.com/180/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/marcelopcarvalho.wordpress.com/180/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/marcelopcarvalho.wordpress.com/180/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=blog.oquederevier.com&amp;blog=5679249&amp;post=180&amp;subd=marcelopcarvalho&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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