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	<title>O que der e vier &#187; Geografia</title>
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	<description>Idéias, pensamentos e impressões, por Marcelo Pereira de Carvalho</description>
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		<title>Viajando pela Ilha Sul da Nova Zelândia</title>
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		<pubDate>Sun, 21 Nov 2010 20:57:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>marcelopcarvalho</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Tenho viajado bastante nos últimos anos, normalmente a trabalho, mas sempre conseguindo conciliar um pouco de lazer e turismo. Nesse mês, fui para a Nova Zelândia, onde participei de um evento e aproveitei para tirar uma semana para conhecer um pouco da Ilha Sul, a mais “selvagem”, tendo paisagens de cartão-postal. Apesar das inúmeras viagens, [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=blog.oquederevier.com&amp;blog=5679249&amp;post=1054&amp;subd=marcelopcarvalho&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Tenho viajado bastante nos últimos anos, normalmente a trabalho, mas sempre conseguindo conciliar um pouco de lazer e turismo. Nesse mês, fui para a Nova Zelândia, onde participei de um evento e aproveitei para tirar uma semana para conhecer um pouco da Ilha Sul, a mais “selvagem”, tendo paisagens de cartão-postal.</p>
<p>Apesar das inúmeras viagens, essa eu aguardei com grandes expectativas. Sempre me interessou conhecer esse país de apenas 4,2 milhões de habitantes, apesar de ser praticamente do tamanho do Japão e das Ilhas Britânicas. A Nova Zelândia fica a 1.600 km a este da Austrália e a 12.000 km de São Paulo. São 15 horas de diferença (para mais).</p>
<p>A expectativa era também poder fotografar – meu principal hobby hoje. Sabia que a viagem não seria destinada a fotografia. Teríamos pouco tempo em cada lugar, não havia como esperar tempo melhor, ou a luz certa. De qualquer forma, confiei na qualidade das paisagens para dar uma ajuda. Um pouco do que fotografei pode ser visto aqui.</p>
<p>Meu compromisso foi em Auckland, na Ilha Norte. É a principal cidade do país, com 1,2 milhão de habitantes. Logo que se chega, ao caminharmos pela cidade, tem-se a impressão de estarmos em alguma cidade do Sul da Ásia, tal a quantidade de orientais que moram em Auckland. Alguém me falou que cerca de 10% da população do país é formada por orientais. Auckland é a maior cidade polinésia do mundo, considerando aí os próprios países polinésios.</p>
<p>Mesmo sendo uma cidade grande, a impressão que se tem é que não é uma cidade neurótica como outras grandes cidades. Parece que ninguém tem pressa, e as pessoas sabem curtir a vida.  As pessoas em geral são alegres, educadas (em toda a NZ) e orgulhosas do país que construíram. O trabalho vai de 8 as 5 da tarde, e depois disso, o pessoal vai velejar ou passear em algum parque da cidade. Auckland é a cidade com o maior número de veleiros por pessoa no mundo. O padrão de vida na Nova Zelândia é elevado e a impressão que se tem é que o país concilia o fato de já ter construído sucesso com sociedade (foi o primeiro país a permitir voto feminino, além da população local, os Maoris, estarem plenamente integrados à sociedade ocidental) e mesmo assim ter pique para fazer mais, como atesta o crescimento da área de serviços, principalmente software e alta tecnologia.</p>
<div id="attachment_1055" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><a href="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2010/11/img_9259.jpg"><img class="size-full wp-image-1055" title="IMG_9259" src="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2010/11/img_9259.jpg?w=500&#038;h=333" alt="" width="500" height="333" /></a><p class="wp-caption-text">Velejando no Golfo de Hauraki, em Auckland</p></div>
<p>Mas a parte turística ficou reservada a Ilha Sul (veja o roteiro abaixo). Logo que terminou o evento, eu e mais dois colegas pegamos o avião da Air New Zealand para Queenstown, cidade de 7.000 habitantes no Sul da Ilha Sul e que é o ponto de partida para as aventuras, incluindo os esportes radicais, como bungy jump, jet boat, paraglider e outros.  Queenstown é uma mistura de Campos do Jordão bem melhorada, com San Martin de Los Andes, na Patagônia Argentina. Aliás, é incrível como certas paisagens da Nova Zelândia, na Ilha Sul, se parecem com a Patagônia.</p>
<div id="attachment_1057" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><a href="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2010/11/img_0215.jpg"><img class="size-full wp-image-1057" title="IMG_0215" src="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2010/11/img_0215.jpg?w=500&#038;h=333" alt="" width="500" height="333" /></a><p class="wp-caption-text">Lago Wakatipu, entre Queenstown e Glenorchy</p></div>
<p>No segundo dia, andamos 300 km até Milford Sound, que fica a Oeste, mas cujo acesso se dá apenas pelo Sul, fazendo uma grande volta. O caminho cruza fazendas de ovelhas, veados e rebanhos bovinos, dando a impressão de estarmos parados no tempo. A dificuldade inicial foi dirigir pela mão inglesa, “do lado errado da estrada”.  Os primeiros dois dias são meio aflitivos, mas depois você se acostuma. É preciso tomar cuidado com o limite de velocidade – 100 km/hora. Para não perder o hábito, tomei uma multa (a 113 km/hora) logo no primeiro dia, mas depois fiquei bem mais esperto…Uma dica: ao planejar viagens, esqueça médias altas de velocidade. Primeiro, as estradas são sinuosas e cortam cidades e vilarejos; segundo, você vai querer parar a toda hora. Fizemos os 300 km até Milford Sound em 5 horas.</p>
<div id="attachment_1056" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><a href="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2010/11/captura-de-tela-2010-11-21-c3a0s-17-06-39.png"><img class="size-full wp-image-1056" title="Captura de tela 2010-11-21 às 17.06.39" src="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2010/11/captura-de-tela-2010-11-21-c3a0s-17-06-39.png?w=500&#038;h=432" alt="" width="500" height="432" /></a><p class="wp-caption-text">Nosso roteiro de carro, com quase 2.000 km rodados nos 6 dias</p></div>
<p>Passando Te Anau, começa a estrada para Milford Sound propriamente dita. Pelo que havia lido, esperava mais desse caminho. É o problema das expectativas elevadas. O tempo também não ajudou. Saímos de Queenstown com sol, mas à medida que chegávamos nos fiordes de Milford Sound, começou a chover. Aliás, não poderíamos esperar outra coisa de um lugar onde chove 8.000 mm por ano – o que dá mais de 20 mm por dia. Um assombro.</p>
<p>Milford Sound, no entanto, é realmente impressionante, mesmo com tempo ruim. Faça o passeio de barco, de 2 horas, indo até o Mar da Tasmânia pelo meio dos fiordes, de onde descem cachoeiras gigantescas, de até 500 metros (as maiores do mundo). Um neozelandês me disse que, com sol, é o lugar mais bonito do planeta. Não duvido – Kipling considerou Milford Sound a oitava maravilha do mundo.</p>
<p>Voltamos tarde, mas o caminho de volta nos reservou um belo por-do-sol e ótimas fotos nas fazendas que parecem quadros. Reservamos o dia seguinte para os esportes de aventura, ficando o destaque para o salto de b<a href="http://www.bungy.co.nz/index.php/ps_pagename/queenstown">ungy jump da ponte Kawarau</a>, de 43 metros. Foi  oprimeiro bungy jump feito no país que inventou o esporte. Não é tão impressionante como deve ser o salto do Nevis, lá também e que atinge 134m, mas a adrenalina é certa, fora a paisagem, deslumbrante. A organização também é incrível. O país sabe fazer dinheiro dos dons que a natureza lhe deu. Ao fazer o salto, você pode incluir o DVD com o vídeo da proeza, por NZ$ 15 a mais (US$ 12). Ao saltar, eles de mostram as fotos – 9, todas ótimas, tiradas de vários ângulos, e não há como não pagar mais NZ$ 45 por elas, incluindo as cópias digitais publicadas no site <a href="http://www.ididit.co.nz/">www.ididit.co.nz</a>, três dias depois.</p>
<div id="attachment_1058" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><a href="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2010/11/ajhk011130321541.jpg"><img class="size-full wp-image-1058" title="AJHK011130321541" src="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2010/11/ajhk011130321541.jpg?w=500&#038;h=741" alt="" width="500" height="741" /></a><p class="wp-caption-text">I did it!</p></div>
<p>Fizemos a descida de ludge (uma espécie de carrinho de rolemã) do Bob’s Peak, em Queenstown – é Ok, mas para quem gosta de kart, esperava mais (talvez porque perdi a corrida…rs)…De tarde, pegamos a bela estradinha que margeia o lago Wakatipu até Glenorchy (40 km), onde seguimos por mais 35 km até Paradise, por uma estrada de cascalho que passa no meio de fazendas cobertas com azevém de um verde incrível, margeada pela cadeia de montanhas Remarkables. Consta que no caminho para Paradise foram filmadas cenas de O Senhor dos Anéis. Cruza-se riachos rasos (cuidado com o carro, pois não há pontes) e florestas belíssimas, mas tivemos um contratempo que gerou certo stress e meio que estragou o final do dia: numa saída de terra, bem devagar, passei em cima de um galho de madeira solto, que girou e acertou em cheio o retrovisor, que ficou destruído. Nunca vi acontecer isso, mas enfim…</p>
<p>Terminamos o dia em Wanaka, distante uns 90 km de Queenstown. Essa pequena cidade de 3.600 habitantes fica às margens do belo lago Wanaka, do qual se pode ter uma ótima vista ao subir o Mt. Iron (1,5 hora de caminhada). Há diversas caminhadas e esportes radicais na região, mas nosso tempo era escasso, e o caminho, longo: a viagem envolvia um total de 1.800 km até Blenheim, no norte da Ilha Sul, onde tomaríamos o vôo de volta para Auckland e para o Brasil.</p>
<p>O dia seguinte nos reservou as paisagens mais bonitas da viagem. Para se ter uma ideia, além da subida ao Monte Iron, só rodamos 140 km, mas levamos o dia inteiro até Haast, na costa oeste, cruzando o Parque Nacional Mount Aspiring. Não me recordo de ter percorrido qualquer estrada por 140 km em que todos eles foram incríveis, principalmente quando se chega ao lago Hawea, o mais bonito que visitamos. Encostas cheias de ovelhas pastando, picos nevados e lagos de cor azul, verde, turquesa, etc.  Não resisti e tive que entrar na água gélida – há provas! E não se vê quase ninguém nas estradas, o que dá a sensação de que tudo aquilo é seu. Aliás, é uma constante principalmente na Ilha Sul.</p>
<div id="attachment_1059" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><a href="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2010/11/img_0385.jpg"><img class="size-full wp-image-1059" title="IMG_0385" src="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2010/11/img_0385.jpg?w=500&#038;h=333" alt="" width="500" height="333" /></a><p class="wp-caption-text">Lago Hawea</p></div>
<p>Ao cruzar o Mount Aspiring, vamos saindo da região que chove menos e entrando na Costa Oeste, cuja precipitação atinge 5.000 mm anuais. A mudança de visual é radical. Os lagos e picos dão lugar à “rain forest” temperada, e a sensação é que estamos cruzando a Mata Atlântica, descendo a Tamoios…</p>
<p>Pernoitamos em Haast, onde supostamente moram 300 pessoas, mas o que vimos foram 2 hotéis de beira de estrada, dois restaurantes, um posto de gasolina e mais nada. Dica importante na Nova Zelândia: mantenha sempre o carro abastecido e fique atento às longas distâncias, pois realmente não há nada entre elas. De Hawea para Haast, o único sinal de civilização é em Makarora, onde há basicamente um hotel de estrada, com um restaurante simples. Também, nas cidades e vilarejos menores, é aconselhável reservar hotel antes, porque você pode não achar vaga se chegar de última hora, e a próxima cidade pode estar a 1 hora ou mais.</p>
<div id="attachment_1060" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><a href="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2010/11/img_0598.jpg"><img class="size-full wp-image-1060" title="IMG_0598" src="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2010/11/img_0598.jpg?w=500&#038;h=333" alt="" width="500" height="333" /></a><p class="wp-caption-text">Rio Haast</p></div>
<p>Outra dica importante: leve ou compre protetor solar e repelente, principalmente nos meses mais quentes. A Nova Zelândia é um dos países onde o buraco na camada de ozônio é maior, e todo cuidado é pouco. É preciso passar protetor várias vezes ao dia. O repelente também é essencial, a não ser que você não se importe em ser devorado por uns borrachudos gigantes, cuja aproximação você nem percebe.</p>
<p>Após dormir em Haast, percorremos mais 270 km até Hokitika, em direção norte, na Costa Oeste, margeando o Mar da Tasmânia. De todo o trajeto, este talvez seja o mais homogêneo, passando sempre em meio a florestas úmidas, com os Southern Alps à direita. De novo, a sensação de estarmos na Rio-Santos ou na Mogi-Bertioga, exceto pelos picos nevados, entre eles o Mount Cook, mais alto da Nova Zelândia.</p>
<p>Não é um trecho feio, longe disso; mas perto do dia anterior, qualquer coisa seria covardia. O tempo também não colaborou, principalmente ao chegarmos às geleiras Fox e Franz Josef. Em função da neblina, o <a href="http://www.helicopter.co.nz">heli-hike</a> (vôo de helicóptero que pousa na geleira, seguindo de caminhada de 2 horas) que iríamos fazer foi cancelado, e não conseguimos mais lugar no passeio por terra, lotado. Apesar da frustração, caminhamos até a base da geleira (mais ou menos 45 minutos) e arrisquei subir de forma meio ilegal a trilha que os guias sobem. Consegui chegar à geleira e caminhei um pouco, mas não me aventurei mais, afinal não tinha os sapatos apropriados e minha insanidade tem algum limite.</p>
<p>Em Hokitika, cidade também de pouco mais de 3.000 pessoas, jantamos no ótimo Stumpers, após termos conseguido ficar em um chalet bem legal, de frente para o Mas da Tasmânia, pagando cerca de US$ 45 por pessoa. Hotikika é bem interessante, turística, sendo a capital do jade, onde se pode comprar belas peças feitas com a pedra típica do país.</p>
<p>De Hokitika, subimos até Kumara Junction e rumamos para leste, cruzando os Alpes Sulinos por Arthur’s Pass, pasando pelo parque nacional de mesmo nome. É incrível a mudança de paisagem quando se passa para o vale do outro lado: a floresta úmida dá lugar a uma paisagem mais árida e mais aberta, onde a irrigação se faz necessária para viabilizar a produção pecuária. A estrada acompanha o sinuoso rio Otira, passando por vales lindos como o do rio Waimakariri. Há diversas trilhas bem sinalizadas, às quais não fizemos por falta de tempo. A Nova Zelândia é o país da natureza, tendo desenvolvido uma estrutura invejável para campings. Tudo é limpo, sinalizado, pronto para ser usufruído. Ficamos com vontade de alugar uma van com cama e tudo, que custa cerca de  US$ 100/dia e dá total autonomia ao viajante, que pode estacioná-la onde quiser para dormir.</p>
<p>O final desse trecho, cuja distância total é de 230 km, não é muito interessante, até que se chega em Christchurch, maior cidade da Ilha Sul, com cerca de 320.00 habitantes, e cujo único sinal do terremoto de 7.3  pontos de outubro são algumas casas que perderam as chaminés. Nenhuma morte, contra 230.000 no Haiti, que teve um terromoto da mesma magnitude (7.0).</p>
<div id="attachment_1061" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><a href="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2010/11/img_0847.jpg"><img class="size-full wp-image-1061" title="IMG_0847" src="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2010/11/img_0847.jpg?w=500&#038;h=333" alt="" width="500" height="333" /></a><p class="wp-caption-text">Fazenda em Arthur&#039;s Pass</p></div>
<p>Conhecemos quase nada de Christchurch, a cidade dos jardins. De lá, o trecho final da viagem. Mais 320 km pela Costa Leste, a do Pacífico (mais bonita do que a oeste), até Blenheim, em Marlborough, a principal região vinícola da Nova Zelândia. Ainda não falei nada sobre vinhos, mas a Nova Zelândia é a terra dos melhores Sauvignon Blancs do mundo, principalmente em Blenheim, além de ótimos Pinot Noirs mais ao Sul. E os vinhos nos restaurantes são honestos – com US$ 30 a US$ 50 se toma vinhos muito bons, logicamente tirando os fora de série, para os quais vai se pagar bem mais.</p>
<p>O ponto alto da costa leste é a vila de Kaikoura, uma península verdejante que avança sobre o mar e tem ao fundo os picos nevados dos Alpes do Sul. Aqui, o tempo novamente não ajudou, mas deu para ver que o lugar é muito bonito (é daqui que saem os passeios para ver as baleias, que aparecem com freqüência nesse local).</p>
<p>Finalmente, Blenheim, 20.000 habitantes, encravada no vale do rio Warau, nos limites da ilha Sul. Jantamos no ótimo  restaurante do <a href="http://www.durville.com/">Hotel D’Urville</a>, tomando nossos dois últimos vinhos da viagem: um Sauvignon Blanc, Villa Maria Reserve, e um Pinot Noir, Mt. Difficulty, de Central Otago, mais ao Sul. Um final digno para uma viagem memorável, daquelas que deixam a impressão de que precisamos um dia voltar.</p>
<div id="attachment_1062" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><a href="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2010/11/img_9787.jpg"><img class="size-full wp-image-1062" title="IMG_9787" src="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2010/11/img_9787.jpg?w=500&#038;h=333" alt="" width="500" height="333" /></a><p class="wp-caption-text">Paisagem rural no caminho de Milford Sound</p></div>
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		<title>Como Shackleton contratava</title>
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		<pubDate>Sat, 08 May 2010 23:50:24 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[O irlandês Ernest Shackleton é considerado um dos maiores líderes que já existiu, apesar de não ter conseguido conquistar quase nenhum dos objetivos a que se propôs. A sua fama mundial ocorreu após a malsucedida viagem do barco Endurance a Antártida, quando ele e sua tripulação sobreviveram durante dois anos, de 1914 a 1916, nos [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=blog.oquederevier.com&amp;blog=5679249&amp;post=1004&amp;subd=marcelopcarvalho&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O irlandês <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Ernest_Shackleton">Ernest Shackleton</a> é considerado um dos maiores líderes que já existiu, apesar de não ter conseguido conquistar quase nenhum dos objetivos a que se propôs. A sua fama mundial ocorreu após a malsucedida viagem do barco <em>Endurance</em> a Antártida, quando ele e sua tripulação sobreviveram durante dois anos, de 1914 a 1916, nos confins gelados do pólo sul, quando o navio foi esmagado pelo gelo e naufragou.</p>
<p>O incrível é que todos os membros da tripulação sobreviveram, não só em boas condições físicas, mas também emocionais. Longe de casa, sob um frio intenso e a 2 mil quilômetros da civilização, a chance do grupo esmorecer ou se dividir eram significativas – quase uma certeza diante de tanto stress e desafio.</p>
<p>Mas havia Shackleton. Para ele, o cuidado com o bem-estar da equipe era essencial, exigindo em troca a lealdade e o trabalho. Essas informações estão no livro <em>S<a href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/resenha/resenha.asp?nitem=705974&amp;sid=8739129841258738995369032&amp;k5=B4D0FEB&amp;uid=">hackleton – Uma lição de coragem</a>, </em> que disseca o estilo de liderança do explorador e que estou lendo. O livro clássico sobre a expedição do Endurance é  <em><a href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/resenha/resenha.asp?nitem=771891&amp;sid=8739129841258738995369032&amp;k5=3258B6C9&amp;uid=">A incrível viagem de Shackleton</a></em>, de Alfred Lansing. Um detalhe interessante é que a expedição, cujo objetivo era cruzar o continente antártico, já que o pólo já havia sido atingido por Amundsen, contava com o fotógrafo Frank Hurley, que documentou de forma brilhante a viagem que tinha tudo para ser trágica. O registro fotográfico dá alma e materializa as impressões que são passadas pelos livros. <a href="http://www.shackleton-endurance.com/images.html">Neste site</a>, há um belo registro das fotos da expedição.</p>
<div id="attachment_1006" class="wp-caption alignnone" style="width: 316px"><a href="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2010/05/captura-de-tela-2010-05-08-as-20-26-13.png"><img class="size-full wp-image-1006" title="Captura de tela 2010-05-08 às 20.26.13" src="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2010/05/captura-de-tela-2010-05-08-as-20-26-13.png?w=500" alt=""   /></a><p class="wp-caption-text">Shackleton</p></div>
<p>Entre os aspectos que explicam o sucesso diante de tanta adversidade está o processo de contratação de Shackleton, que era, no mínimo, pouco convencional, embora criterioso: Shackleton dava uma importância enorme para ter pessoas excepcionais em sua equipe, mesclando experiência com juventude, mas sempre tendo o caráter como qualidade eliminatória.</p>
<p>Para a expedição do <em>Endurance</em>,  ele recebeu nada menos do que 5.000 pedidos de interessados, para selecionar cerca de 30 pessoas. A pré-seleção foi feita por Frank Wild, que já havia estado com ele na expedição do Nimrod, que quase havia chegado ao pólo. Wild separou inicialmente os candidatos em “loucos”, “fora de questão” e “possíveis”. Shackleton então analisava a pilha dos possíveis e entrevistava os que achava que tinham potencial. Como ele organizava sua equipe?</p>
<ul>
<li><span style="text-decoration:underline;">Formava um núcleo de profissionais experientes</span>: eram confiáveis, faziam o trabalho pesado quando a coisa apertava e criavam uma atmosfera profissional. Shackleton buscou quem ele conhecia, além de recomendações de outros exploradores. Procurava pessoas que exerceriam uma influência benéfica sobre os mais jovens, especialmente nos momento críticos. Um dos homens nessa posição era Tom Crean, que fizera parte da expedição de Scott, salvando a vida de um tenente. Crean tivera uma carreira irregular na Marinha, com rebaixamentos por embriaguês e comportamento inadequado. Com Scott, era apenas marinheiro, mas Shackleton colocou-o como segundo oficial de náutica.</li>
<li><span style="text-decoration:underline;">Tinha um substituto confiável e leal, que partilhava de suas noções de liderança</span>.  Frank Wild era esse homem. Para Shackleton, Wild tinha tudo que precisava em um número 2: lealdade, bom humor, honradez, força e experiência. Um dos marinheiros disse sobre Wild: “é nosso segundo homem e de longe o mais popular (com exceção de nosso chefe) entre nós”.</li>
<li><span style="text-decoration:underline;">Buscava pessoas que compartilhavam de sua visão e entusiasmo pela exploração.</span> Nesse sentido, ele queria para o <em>Endurance</em> um comandante meio fanfarrão. Frank Worsley foi o selecionado – era ousado e excêntrico, meio doido até. Mas gostava de uma boa piada e de conversa, o que era importante para atravessar situações difíceis.</li>
<li><span style="text-decoration:underline;">Fazia entrevistas pouco convencionais para identificar o que queria</span>. Shackleton procurava, acima de tudo, avaliar personalidades. Mantinha conversas descontraídas, em que buscava detectar entusiasmo, otimismo e capacidade de fazer parte de uma equipe. Para um dos candidatos, Raymond Priestley, ele perguntou se sabia cantar e se saberia reconhecer ouro caso o visse. O candidato, surpreso, disse que não, mas foi contratado mesmo assim, apesar de terem diversas pessoas com qualificações maiores do que a dele.  Shackleton viu nele algo que gostava e, de fato, Priestley se revelou um dos membros mais valiosos do grupo.</li>
<li><span style="text-decoration:underline;">Buscava pessoas otimistas, que tinham maior propensão para o trabalho em equipe</span>. Um dos seus objetivos era encontrar pessoas felizes. Durante a entrevista de Hussey, ele ficou andando de um lado para o outro, parecendo não prestar muita atenção. Depois, disse: “Você serve”.  Hussey disse que o Chefe (como era conhecido) havia dito depois que o contratara porque ele parecia engraçado…De fato, mostrou-se incrivelmente engraçado, tocava banjo e foi importantíssimo para manter o moral elevado durante os piores momentos (além de ter talento, pois vinha de uma expedição ao Sudão).</li>
<li><span style="text-decoration:underline;">Contratava pessoas que realmente queriam o emprego</span>. Alguns candidatos haviam recebido um telegrama na tarde anterior, pedindo para encontrar-se com Shackleton na manhã seguinte. Dois deles não foram e, de repente, o terceiro apareceu todo molhado, dizendo que estava em outra cidade, tomara vários trens e ali estava. Foi contratado na hora.</li>
<li><span style="text-decoration:underline;">Buscava gente que trabalhava duro, independentemente da hierarquia</span>. Não havia passageiros no <em>Endurance</em>, todo mundo mais ou menos dividia as tarefas. Médicos ajudavam na cozinha, todo mundo era de utilidade pública. Não havia espaço para prima donnas. Quando podia, testava as pessoas em trabalhos árduos antes de contratar.</li>
<li><span style="text-decoration:underline;">Contratava quem tinha conhecimentos que lhe faltavam</span>, como cientistas altamente qualificados. No Endurance, tinha um grande fotógrafo (Hurley), um biólogo experiente, um físico de Cambridge, etc.</li>
<li><span style="text-decoration:underline;">Certificava-se de que todos sabiam o que deles era esperado</span> e, para isso, era muito claro na comunicação, inclusive escrita. Nunca iludia ninguém com falsas promessas, especificava as tarefas, o pagamento, etc.</li>
<li><span style="text-decoration:underline;">Equipava a equipe com o que tinha de melhor em relação a equipamentos</span>. Sabia que um equipamento ruim poderia colocar a vida das pessoas em risco. Para ele, instrumentos ordinários desperdiçavam tempo e dinheiro. Tudo no <em>Endurance</em> era do que tinha de melhor na época.</li>
</ul>
<p>Gostei bastante dessas dicas, especialmente em relação às características que valorizava nas pessoas: visão compartilhada, otimismo e entusiasmo, vontade de trabalhar, facilidade de trabalhar em equipe e conhecimento.</p>
<div id="attachment_1005" class="wp-caption alignnone" style="width: 364px"><a href="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2010/05/captura-de-tela-2010-05-08-as-20-26-42.png"><img class="size-full wp-image-1005" title="Captura de tela 2010-05-08 às 20.26.42" src="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2010/05/captura-de-tela-2010-05-08-as-20-26-42.png?w=500" alt=""   /></a><p class="wp-caption-text">O Endurance aprisionado no gelo</p></div>
<div id="attachment_1007" class="wp-caption alignnone" style="width: 410px"><a href="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2010/05/captura-de-tela-2010-05-08-as-20-30-14.png"><img class="size-full wp-image-1007" title="Captura de tela 2010-05-08 às 20.30.14" src="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2010/05/captura-de-tela-2010-05-08-as-20-30-14.png?w=500" alt=""   /></a><p class="wp-caption-text">Essa foto foi tirada por Frans Lanting, no exato local em que o grupo de 6 pessoas liderado por Shackleton saiu em busca de ajuda em um pequeno bote. No primeiro plano, a foto desse momento, tirada por Hurley.</p></div>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/marcelopcarvalho.wordpress.com/1004/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/marcelopcarvalho.wordpress.com/1004/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/marcelopcarvalho.wordpress.com/1004/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/marcelopcarvalho.wordpress.com/1004/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/marcelopcarvalho.wordpress.com/1004/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/marcelopcarvalho.wordpress.com/1004/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/marcelopcarvalho.wordpress.com/1004/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/marcelopcarvalho.wordpress.com/1004/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/marcelopcarvalho.wordpress.com/1004/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/marcelopcarvalho.wordpress.com/1004/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/marcelopcarvalho.wordpress.com/1004/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/marcelopcarvalho.wordpress.com/1004/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/marcelopcarvalho.wordpress.com/1004/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/marcelopcarvalho.wordpress.com/1004/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=blog.oquederevier.com&amp;blog=5679249&amp;post=1004&amp;subd=marcelopcarvalho&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Sobre fins e recomeços</title>
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		<pubDate>Sun, 28 Mar 2010 23:47:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>marcelopcarvalho</dc:creator>
				<category><![CDATA[Arte]]></category>
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		<category><![CDATA[fotografia]]></category>
		<category><![CDATA[Geografia]]></category>
		<category><![CDATA[História]]></category>
		<category><![CDATA[O que der e vier]]></category>
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		<category><![CDATA[Tiradentes]]></category>

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		<description><![CDATA[No final de semana passado, fui para Tiradentes, em Minas Gerais, descansar e fotografar. Acho que não conhecia Tiradentes – talvez já tenha ido em uma excursão do colegial, mas se fui, estava certamente interessado à época em outras coisas – e minha vontade de conhecê-la cresceu depois que li um dos livros do Eduardo [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=blog.oquederevier.com&amp;blog=5679249&amp;post=976&amp;subd=marcelopcarvalho&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>No final de semana passado, fui para Tiradentes, em Minas Gerais, descansar e fotografar. Acho que não conhecia Tiradentes – talvez já tenha ido em uma excursão do colegial, mas se fui, estava certamente interessado à época em outras coisas – e minha vontade de conhecê-la cresceu depois que li um dos livros do <a href="http://www.palestrantes.org/palestrante.asp?ID=22">Eduardo Giannetti</a>, todos escritos em longos retiros feitos na vila colonial, hospedando-se no antigo <a href="http://www.solardaponte.com.br/">Solar da Ponte</a>.</p>
<div id="attachment_974" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><a href="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2010/03/img_4373.jpg"><img class="size-full wp-image-974" title="IMG_4373" src="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2010/03/img_4373.jpg?w=500&#038;h=332" alt="" width="500" height="332" /></a><p class="wp-caption-text">Solar da Ponte</p></div>
<p>Um conjunto de circustâncias me fez ir para lá e, claro, fiquei hospedado no mesmo Solar da Ponte, uma casarão histórico localizado perto do centrinho e que prima pela exclusividade e pelo bom gosto. Cada quarto (a pousada possui 18) é decorado de um jeito diferente e pude entender perfeitamente porque o Giannetti hiberna nesse lugar para escrever seus ensaios. Talvez em me sinta também inspirado por lugares como esse, guardadas as devidas proporções.</p>
<p>Como você pode ter percebido, não tenho escrito muito, nem fotografado. Essas coisas – a inspiração, a vontade de escrever ou fotografar, a auto-avaliação favorável do trabalho, a ponto de se permitir expor – vêm em ondas, e em parte fui para Tiradentes em busca de uma nova onda.</p>
<div id="attachment_975" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><a href="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2010/03/img_4467.jpg"><img class="size-full wp-image-975" title="IMG_4467" src="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2010/03/img_4467.jpg?w=500&#038;h=332" alt="" width="500" height="332" /></a><p class="wp-caption-text">Tiradentes de noite, com chuva, vazia</p></div>
<p>Tiradentes é uma espécie de Paraty das montanhas, porém menos badalada. Mas não é sobre Tiradentes que quero escrever – há montes de textos na internet, e minhas fotos aqui, no <a href="http://facebook.com/marcelo.decarvalho">Facebook</a> e no <a href="www.flickr.com/marpcar">Flickr</a> falarão melhor do que minhas palavras.</p>
<p>Quero escrever sobre uma mesa. Uma mesa grande, rústica, de peroba maciça com pés de braúna carregados de história. E que agora me acompanhará, seja onde for.</p>
<p>No domingo, andando meio que sem rumo definido pela cidade, fui atraído por um atelier (o único que entrei, tanto lá quanto na vila vizinha de Bichinho) faceado por um belo gramado com árvores, na lateral mais escondida do Solar. Vendo minha indecisão (entro ou não entro? Afinal, definitivamente não vou comprar nada. Não, o momento não é de comprar nada. Ando gastando muito já, estamos investindo na empresa, os desafios deste 2010 são grandes e, ainda por cima, nem sei ainda onde vou morar, já que supostamente estou de mudança de cidade), a proprietária me convidou dizendo que não custava nada entrar.</p>
<div id="attachment_977" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><a href="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2010/03/img_4374.jpg"><img class="size-full wp-image-977" title="IMG_4374" src="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2010/03/img_4374.jpg?w=500&#038;h=332" alt="" width="500" height="332" /></a><p class="wp-caption-text">A casa/atelier à direita, atrás das árvores</p></div>
<p>Entrei. Tocava MPB, e o atelier, que na verdade era a casa da artista, abria para um jardim muito integrado com a casa antiga, com piso de madeira e diversos móveis o objetos: tudo à venda. Ela me explicou: estavam de mudança para Portugal, decidiram partir e vendiam tudo – móveis, objetos de arte, utensílios, muita coisa antiga, garimpada nos lugares  mais improváveis: uma luminária italiana adquirida em uma estação ferroviária a ser demolida, por exemplo, e daí por diante.</p>
<p>Em um dos cômodos, a mesa. Olhei para ela, fizemos um comentário qualquer, e continuei andando, percorrendo a casa e me perguntando porquê partiriam, porquê sairiam daquele lugar que parecia perfeito, para que ir a Portugal começar tudo de novo? A necessidade de recomeçar não respeita esse tipo de coisa, pensei.</p>
<div id="attachment_979" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><a href="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2010/03/img_4496.jpg"><img class="size-full wp-image-979" title="IMG_4496" src="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2010/03/img_4496.jpg?w=500&#038;h=332" alt="" width="500" height="332" /></a><p class="wp-caption-text">Capela, de noite</p></div>
<p>Depois de percorrer toda a casa, perguntei o preço da mesa. Não sei porque perguntei – afinal não havia a menor chance de comprá-la, pelos motivos já expostos. Pelo que era, não parecia caro, ainda mais depois de saber que os pés de braúna vieram de uma ponte construída por Juscelino Kubitschek em sua cidade natal – Diamantina &#8211; quando este fora governador de Minas Gerais (início da década de 50), e que ela havia comprado quando a ponte foi demolida.</p>
<p>Saí, nem telefone peguei. Afinal, se não iria comprar a mesa, para que perder tempo ou gerar expectativas nela e em mim? Fui embora, voltei para BH, onde tinha um congresso.</p>
<p>Foi quando as coisas começaram a mudar. Comentei com alguém sobre a mesa de Tiradentes e fui recebido com um “você tem que comprar essa mesa!”. E o pior é que eu sabia que tinha. Na verdade, já tinha comprado no mesmo momento em que a vi. O resto todo foi só o processo de adaptação ao fato, talvez a tentativa de resistir a algo que, a princípio, não teria qualquer sentido de ser.</p>
<p>Liguei para o Solar e pedi para irem até lá pegar o telefone. A proprietária sabia de quem se tratava assim que o pessoal foi lá – talvez ela também já soubesse (Fechei o negócio nesse domingo à noite. Ela me disse que já vendera 60% e que provavelmente iria adiantar a partida. Havia reservado a mesa para mim até essa segunda. Fiz uma boa compra, ela disse. Por estar enganado, mas acho que ela gostou de &#8220;eu&#8221; ter comprado a mesa. Conforta dar um bom destino mesmo para o que não nos serve mais.).</p>
<p>Não sei exatamente porque comprei a tal mesa. Racionalmente, me convenci de que se tratava de um bom investimento. Uma mesa dessas em São Paulo custa bem mais caro – a artista mesmo me disse isso. Pronto, estava justificado o investimento. Mas obviamente não foi isso que me motivou, afinal há inúmeros investimentos bem mais simples de se fazer do que comprar uma mesa de 2,38m sem ao certo saber para onde levá-la.</p>
<div id="attachment_980" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><a href="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2010/03/img_4398.jpg"><img class="size-full wp-image-980" title="IMG_4398" src="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2010/03/img_4398.jpg?w=500&#038;h=332" alt="" width="500" height="332" /></a><p class="wp-caption-text">Tiradentes</p></div>
<p>Estranhas essas coisas, essas vidas que se cruzam ou se tocam sem razão aparente, e deixam alguma coisa uma para a outra. A artista, por razões que não sei e nunca vou saber, decidiu recomeçar em outro lugar, despindo-se dos pertences que não mais lhe são úteis, ou que lhe trazem lembranças que convém ser esquecidas, vai saber. Entre esses despojos, uma mesa que, por alguma razão que igualmente desconheço, elegi meio que ao acaso como símbolo de um recomeço qualquer, vai saber. Os restos que representam um fim para uns é a matéria-prima da reconstrução para outros. O que descobriu mesmo Lavoisier?</p>
<p>Olhando para frente, vejo mais dúvidas do que certezas. Ainda não sei onde vou morar, mas sei que onde for haverá comigo uma mesa centenária, uma peça única, uma obra de arte, carregando as marcas do tempo, ancorada em pés fortes de braúna que lhe darão a sustentação necessária, tal qual suas raízes um dia lhe deram.</p>
<div id="attachment_978" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><a href="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2010/03/portugal-025.jpg"><img class="size-full wp-image-978" title="portugal 025" src="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2010/03/portugal-025.jpg?w=500&#038;h=752" alt="" width="500" height="752" /></a><p class="wp-caption-text">A mesa</p></div>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/marcelopcarvalho.wordpress.com/976/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/marcelopcarvalho.wordpress.com/976/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/marcelopcarvalho.wordpress.com/976/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/marcelopcarvalho.wordpress.com/976/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/marcelopcarvalho.wordpress.com/976/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/marcelopcarvalho.wordpress.com/976/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/marcelopcarvalho.wordpress.com/976/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/marcelopcarvalho.wordpress.com/976/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/marcelopcarvalho.wordpress.com/976/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/marcelopcarvalho.wordpress.com/976/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/marcelopcarvalho.wordpress.com/976/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/marcelopcarvalho.wordpress.com/976/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/marcelopcarvalho.wordpress.com/976/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/marcelopcarvalho.wordpress.com/976/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=blog.oquederevier.com&amp;blog=5679249&amp;post=976&amp;subd=marcelopcarvalho&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Avatar merecia mais</title>
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		<pubDate>Fri, 29 Jan 2010 23:44:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>marcelopcarvalho</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Antes de escrever sobre Avatar, fiz uma consultazinha na internet e conversei com algumas pessoas que viram o filme.  Fiquei surpreso – quase só críticas favoráveis e pessoas que respeito intelectualmente gostaram muito do filme. Será que vimos o mesmo filme? Será que minha avaliação está errada, sou insensível, exigente, obtuso? Será que minhas expectativas [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=blog.oquederevier.com&amp;blog=5679249&amp;post=945&amp;subd=marcelopcarvalho&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Antes de escrever sobre <a href="http://www.avatarfilme.com.br/">Avatar</a>, fiz uma consultazinha na internet e conversei com algumas pessoas que viram o filme.  Fiquei surpreso – quase só críticas favoráveis e pessoas que respeito intelectualmente gostaram muito do filme.</p>
<p>Será que vimos o mesmo filme? Será que minha avaliação está errada, sou insensível, exigente, obtuso? Será que minhas expectativas estavam exageradas e equivocadas? Vamos ser justos: Avatar é um show, uma super-produção primorosa. Em 3D, você de fato entra nas cenas. A realidade virtual criada por James Cameron é perfeita. É uma obra-prima na forma. Mas no conteúdo…</p>
<p>O roteiro é fraco, óbvio, chega a afrontar nossa inteligência. Os diálogos são pobres e os personagens totalmente clichês, ainda que em geral bem interpretados: o heroí, a heroína, os ajudantes dos dois, o vilão (excelente, por sinal, o ponto alto do enredo), e assim por diante. Tudo bem, é possível ter esses clichês e fazer um grande filme. Mas não é o caso. A história é previsível do começo ao fim, você fica esperando algo diferente e simplesmente não vem nada, até o ponto em que você se contenta em apreciar o visual e os efeitos.  Infelizmente, tive que ver o filme dublado, o que é de lascar, e isso talvez tenha contribuído negativamente.</p>
<p>O filme procura ainda passar uma mensagem educativa: que temos de proteger o meio-ambiente, caso contrário destruiremos nosso planeta. Ok, concordo.  Mas essa abordagem seria válida e potencialmente impactante caso esse tema não fizesse parte da nossa agenda. Nesse caso, mesmo com uma historinha boba, Avatar teria um impacto ao trazer à tona um tema novo e relevante. Mas, pombas, esse é o principal tema discutido no mundo atual! O grande desafio que temos é como conciliar o aumento da renda de grande parte da população mundial, que vai se refletir em maior consumo, com a necessidade de utilização racional dos recursos naturais.</p>
<p>Ainda não sabemos ao certo como fazer isso, como a COP15 demonstrou em dezembro. Mas a discussão está em todos os jornais, TVs, internet, governos, empresas. Talvez quando Cameron começou a trabalhar a ideia, há 10 ou 12 anos, fosse um tema de vanguarda. Hoje, é <em>main stream</em>. Não me parece necessário gastar US$ 300 milhões e empregar uma metáfora da destruição de um outro planeta para passar essa mensagem. Talvez eu esteja exagerando; talvez eu seja mais consciente a respeito dessas questões, do que a maior parte da população mundial &#8211; afinal me informo minimamente. Faço, então, uma ressalva: talvez o filme tenha êxito ao passar essa mensagem, ainda que de uma maneira água com açúcar. Para mim, porém, Avatar foi inócuo nesse sentido.</p>
<p>Mesmo com esses tropeços, o filme se salvaria, tamanha a qualidade da produção e a inovação visual. Mas Avatar ainda abusa dos lugares-comuns: a culpa pelo extermínio de populações tecnologicamente menos favorecidas, o amor impossível (me pareceu muito um Dança com Lobos: uma civilização mais avançada destrói a outra, até que surge um amor para complicar…), a culpa pelas conseqüências – psicológicas inclusive &#8211; da Guerra do Vietnã e afins, o velho embate entre o bem e o mal, Davi contra Golias, e assim por diante.</p>
<p>De fato, o diretor caracterizou as duas civilizações em conflito como totalmente antagônicas, colocando-as em pontos absolutamente opostos em relação aos aspectos éticos. De um lado, o “povo do céu”, isto é, nós, armados, poderosos e sem escrúpulos, querendo explorar um metal raro presente no subsolo de Pandora; de outro, uma tribo alienígena (metáfora clara dos povos indígenas que foram exterminados) que vive em total comunhão com a natureza,  de modo absolutamente idílico &#8211; Pandora, de fato, assemelha-se a uma espécie de paraíso. Nesse sentido, Cameron se mostra um grande pessimista com os rumos da raça humana: em 2154, teremos destruído todo o verde daqui e o próximo passo é fazer o mesmo por lá.</p>
<p>Há ainda um <em>gran finale</em>, e se você não viu o filme, aconselho a parar por aqui. Diante da possibilidade de voltar para a Terra ou mudar definitivamente para Pandora e se tornar um Na’vi, abandonando sua versão humana, o herói Jake não hesita: se “suicida” como humano para viver no paraíso de Pandora com sua amada nativa. É a utopia em seu grau extremo: abandonar a própria vida, o próprio mundo, e viver no Eden. Isso dá mais uma longa análise, mas deixa pra lá…</p>
<p>Você vai achar que não recomendo o filme. De forma alguma. Avatar é bom? Depende do que se busca e talvez aí esteja meu erro com essa análise bem crítica. Se a ideia é ver um belo roteiro e uma história inteligente, esqueça. Se o objetivo é se divertir com uma criação brilhante, vá fundo que a diversão é garantida. As duas horas e meia de filme passam rapidamente e você embarca mesmo em uma viagem. Mas mesmo por isso, por ter feito algo tão grandioso e com tanto potencial, James Cameron poderia ter marcado época e feito um filme melhor. Avatar merecia uma história mais consistente, menos óbvia e infantil, menos Romeu e Julieta com final feliz, que acabou apenas servindo como invólucro para embalar as peripécias tecnológicas e a incrível criatividade visual. Uma pena.</p>
<p>PS: recebi esse link aqui comparando <a href="http://failblog.org/2010/01/10/avatar-plot-fail/">Avatar com Pocahontas</a> <img src='http://s0.wp.com/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':-)' class='wp-smiley' /> </p>
<p>(Vai, pode meter o pau agora).</p>
<p><a href="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2010/01/captura-de-tela-2010-01-29-as-20-48-14.png"><img class="alignnone size-full wp-image-944" title="Captura de tela 2010-01-29 às 20.48.14" src="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2010/01/captura-de-tela-2010-01-29-as-20-48-14.png?w=500&#038;h=261" alt="" width="500" height="261" /></a></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/marcelopcarvalho.wordpress.com/945/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/marcelopcarvalho.wordpress.com/945/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/marcelopcarvalho.wordpress.com/945/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/marcelopcarvalho.wordpress.com/945/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/marcelopcarvalho.wordpress.com/945/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/marcelopcarvalho.wordpress.com/945/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/marcelopcarvalho.wordpress.com/945/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/marcelopcarvalho.wordpress.com/945/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/marcelopcarvalho.wordpress.com/945/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/marcelopcarvalho.wordpress.com/945/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/marcelopcarvalho.wordpress.com/945/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/marcelopcarvalho.wordpress.com/945/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/marcelopcarvalho.wordpress.com/945/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/marcelopcarvalho.wordpress.com/945/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=blog.oquederevier.com&amp;blog=5679249&amp;post=945&amp;subd=marcelopcarvalho&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Minhas fotos preferidas em Potsdam</title>
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		<pubDate>Tue, 29 Sep 2009 01:11:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>marcelopcarvalho</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Postdam fica a uns 25 minutos de trem de Berlim e é Patrimônio Histórico da Humanidade, com seus diversos castelos e jardins. Segundo a Wikipedia, Potsdam é capital federal do Estado de Brandemburgo e tem 146.000 habitantes. Eu fiquei com essa cidade na cabeça depois de conhecer um casal de alemães no Pantanal, que me [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=blog.oquederevier.com&amp;blog=5679249&amp;post=792&amp;subd=marcelopcarvalho&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Postdam fica a uns 25 minutos de trem de Berlim e é Patrimônio Histórico da Humanidade, com seus diversos castelos e jardins. Segundo a Wikipedia, <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Potsdam">Potsdam</a> é capital federal do Estado de Brandemburgo e tem 146.000 habitantes. Eu fiquei com essa cidade na cabeça depois de conhecer um casal de alemães no Pantanal, que me disse que eu tinha que dar um jeito de ir para lá durante minha estadia em Berlim.</p>
<p>A agenda estava apertada e o único jeito de ir (tirando o domingo que usei para conhecer Berlim) seria matar algum período do congresso em que estava. O dia todo – que seria o ideal – não dava. Mas meio período seria possível. Peguei uma tarde que não traria nada de interessante e tomei o trem para Potsdam.</p>
<p>Na verdade, ao chegar à estação, sem ter passagem, dei de cara com o trem dizendo “Potsdam” e todo mundo entrando. Era pegar ou largar, e talvez ficar tarde demais para ir. Perguntei a uma menina se tinha como comprar a passagem dentro do trem e ela me olhou como se eu tivesse vindo direto de Marte. “I Don´t know&#8230;you can try”, ela disse, meio que rindo. Eu “traiei”, mas não rolou, também ninguém me cobrou e cheguei lá como clandestino, mas com o firme propósito de comprar uma passagem retroativa e compensar minha “gersada” talvez tipicamente brasileira.</p>
<p>Eu tinha pouco tempo e tinha de ser eficiente para conhecer o essencial e fotografar. Ao chegar à cidade, demorei uns 20 minutos para conseguir me movimentar. Vi um cara que deveria ser um guia turístico e pedi informações básicas. Ele me deu um guia da cidade (utilíssimo), me indicou quais linhas de ônibus tomar e o melhor roteiro para quem tem apenas 3 horas para conhecer a cidade. Até aí, tudo indo 100%. Quem tem boca vai a Roma – nesse caso, a Potsdam.</p>
<p>O problema é que Potsdam fica na ex-Alemanha Oriental: as pessoas simplesmente não falam inglês (os mais velhos devem falar alguma coisa de russo),  e eu não falo alemão. Ou seja, a comunicação foi complicada até que uma alma bondosa (os mais jovens – alguns – falam inglês) resolveu me ajudar e me explicar o que o motorista do ônibus tentava me dizer: ele não tinha troco e eu deveria comprar a passagem do ônibus lá dentro da estação, e que ele me esperaria (e todos os demais passageiros idem) caso eu fosse rápido. Corri para a estação e, no guichê, a mulher me explicou: “Sua passagem de Berlim para cá vale para os trajetos de ônibus em Potsdam, você não precisa comprar”. Tive que confessar o crime: “É que eu vim sem passagem&#8230;”. “Ohhh&#8230;”, disse ela.</p>
<p>Resolvido o caso e tendo comprado a passagem de ida, de volta e tudo o mais, voltei ao ônibus e fui aceito pelo motorista. Tudo o que eu precisava fazer agora era validar meu ticket na máquina – mas tentei fazê-lo na máquina errada – para o olhar incrédulo de todos os passageiros. O fato é que você paga esses micos ao ir para lugares novos. Solte-os em Mombuca e aposto que não chegarão nem em Charqueada.</p>
<p>Além do charmoso centro histórico e dos lagos (estes não visitei), Potsdam tem como principal ponto o Parque Real de Sanssouci, com seus castelos em vários estilos: o <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Novo_Pal%C3%A1cio_de_Potsdam">Palácio Novo</a>, barroco e que foi o Palácio Real da Prússia; o <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Schloss_Charlottenhof">Schloss Charlottenhof</a>, neoclássico; o <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Orangerieschloss">Orangerie</a>, renascentista,  e o mais famoso, o <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Sanssouci">Sanssouci</a>, no melhor estilo Rococó e que foi construído para o rei Frederico o Grande desfrutar da vida sem preocupação (“Sans souci”). Tem também a casa de chá chinesa, obviamente com influência chinesa.</p>
<p>Postdam tem importância histórica ao ter sediado a <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Confer%C3%AAncia_de_Potsdam">Conferência de Postdam</a>, em 1945, quando Stalin, Churchill e Truman decidiram o que fazer com a Alemanha rendida na guerra. Consta que foi ali que Truman decidiu jogar as bombas atômicas em Hiroshima e Nagazaki. Este foi também o último encontro dos aliados da Segunda Guerra Mundial – depois disso, a distância entre União Soviética e Estados Unidos só se fez aumentar, culminando na Guerra Fria, cujo auge se deu nas décadas de 60 e 70.</p>
<p>Abaixo, algumas fotos que gostei da minha curta mas proveitosa estadia em Potsdam. Eu realmente gosto de fazer essas coisas nas minhas viagens.</p>
<div id="attachment_793" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><img class="size-full wp-image-793" title="IMG_0508" src="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2009/09/img_0508.jpg?w=500&#038;h=375" alt="Esculturas bem dramáticas no Novo Palácio" width="500" height="375" /><p class="wp-caption-text">Esculturas bem dramáticas no Novo Palácio</p></div>
<div id="attachment_794" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><img class="size-full wp-image-794" title="IMG_0523" src="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2009/09/img_0523.jpg?w=500&#038;h=320" alt="Fora do caminho; tirada do terraço do Schloss Charlottenhof" width="500" height="320" /><p class="wp-caption-text">Fora do caminho; tirada do terraço do Schloss Charlottenhof</p></div>
<div id="attachment_795" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><img class="size-full wp-image-795" title="IMG_0549" src="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2009/09/img_0549.jpg?w=500&#038;h=375" alt="Na escadaria do romântico Castelo renascentista Orangerie" width="500" height="375" /><p class="wp-caption-text">Na escadaria do romântico Castelo renascentista Orangerie</p></div>
<div id="attachment_796" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><img class="size-full wp-image-796" title="IMG_0563" src="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2009/09/img_0563.jpg?w=500&#038;h=375" alt="Ainda no Orangerie. Gostei muito dessa foto, não sei exatamente porque." width="500" height="375" /><p class="wp-caption-text">Ainda no Orangerie. Gostei muito dessa foto, não sei exatamente porque.</p></div>
<div id="attachment_797" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><img class="size-full wp-image-797" title="IMG_0574" src="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2009/09/img_0574.jpg?w=500&#038;h=666" alt="Passado, presente e futuro no Sanssouci. E eu dando uma de paparazzi." width="500" height="666" /><p class="wp-caption-text">Passado, presente e futuro no Sanssouci. E eu dando uma de paparazzi.</p></div>
<div id="attachment_798" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><img class="size-full wp-image-798" title="IMG_0579" src="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2009/09/img_0579.jpg?w=500&#038;h=375" alt="Nos fundos do Sanssouci." width="500" height="375" /><p class="wp-caption-text">Nos fundos do Sanssouci.</p></div>
<div id="attachment_799" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><img class="size-full wp-image-799" title="IMG_0598" src="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2009/09/img_0598.jpg?w=500&#038;h=666" alt="Nas belas vinhas dos terraços do Sanssouci" width="500" height="666" /><p class="wp-caption-text">Nas belas vinhas dos terraços do Sanssouci</p></div>
<p> </p>
<div id="attachment_800" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><img class="size-full wp-image-800" title="IMG_0561" src="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2009/09/img_0561.jpg?w=500&#038;h=375" alt="E um pouco do novo..." width="500" height="375" /><p class="wp-caption-text">E um pouco do novo...</p></div>
<p> Tem tantas outras&#8230;aos poucos vou colocando no <a href="http://www.flickr.com/marpcar">Flickr</a>&#8230;</p>
<p>Valeu a pena, não? Uma boa foto deve liberar alguma dose de endorfina e nos faz sentir melhor&#8230;</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/marcelopcarvalho.wordpress.com/792/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/marcelopcarvalho.wordpress.com/792/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/marcelopcarvalho.wordpress.com/792/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/marcelopcarvalho.wordpress.com/792/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/marcelopcarvalho.wordpress.com/792/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/marcelopcarvalho.wordpress.com/792/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/marcelopcarvalho.wordpress.com/792/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/marcelopcarvalho.wordpress.com/792/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/marcelopcarvalho.wordpress.com/792/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/marcelopcarvalho.wordpress.com/792/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/marcelopcarvalho.wordpress.com/792/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/marcelopcarvalho.wordpress.com/792/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/marcelopcarvalho.wordpress.com/792/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/marcelopcarvalho.wordpress.com/792/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=blog.oquederevier.com&amp;blog=5679249&amp;post=792&amp;subd=marcelopcarvalho&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Andando em Berlim (vídeos incluídos depois de publicar)</title>
		<link>http://blog.oquederevier.com/2009/09/26/andando-em-berlim/</link>
		<comments>http://blog.oquederevier.com/2009/09/26/andando-em-berlim/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 26 Sep 2009 14:45:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>marcelopcarvalho</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Acabei de voltar de Berlim, onde passei uma semana participando de dois congressos. Tive muito pouco tempo livre, mas deu para pegar um pouco da cidade e fotografar. Antes de tudo, Berlim tem uma história recente própria e ainda muito presente em função do Muro, que dividiu a cidade entre 1961 e 1989. Talvez pelo [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=blog.oquederevier.com&amp;blog=5679249&amp;post=777&amp;subd=marcelopcarvalho&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_778" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><img class="size-full wp-image-778" title="IMG_0477_3578x2603" src="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2009/09/img_0477_3578x2603.jpg?w=500&#038;h=363" alt="o rio Spree, visto do Monumento à Vitória" width="500" height="363" /><p class="wp-caption-text">o rio Spree, visto do Monumento à Vitória</p></div>
<p>Acabei de voltar de Berlim, onde passei uma semana participando de dois congressos. Tive muito pouco tempo livre, mas deu para pegar um pouco da cidade e fotografar.</p>
<p>Antes de tudo, Berlim tem uma história recente própria e ainda muito presente em função do Muro, que dividiu a cidade entre 1961 e 1989. Talvez pelo passado sombrio, a cidade hoje transpira uma intensidade que vi em poucos lugares. Os 3,5 milhões de habitantes parecem a cada momento celebrar a reconquista que significou a reunificação da cidade (e do país), que foi dividida ao meio após o final da segunda guerra mundial (o muro veio depois), sendo o símbolo máximo da Cortina de Ferro e da Guerra Fria. [PS: um alemão me disse que o que de fato unificou o país, o que significou a prova definita da nova Alemanha (ou da velha), foi a Copa do Mundo de 2006. O futebol, sempre...]</p>
<div id="attachment_779" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><img class="size-full wp-image-779" title="IMG_0141_3648x2736" src="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2009/09/img_0141_3648x2736.jpg?w=500&#038;h=375" alt="Postsdammer Platz, no domingo da maratona de Berlim" width="500" height="375" /><p class="wp-caption-text">Potsdamer Platz, no domingo da maratona de Berlim</p></div>
<p>E, como não podia deixar de ser, Berlim carrega o peso da guerra e das barbaridades cometidas pelos nazistas, cujo quartel general ficava lá mesmo. Além do belo Memorial ao Holocausto e respectivo museu, há também o Museu Judeu.</p>
<p>Um dos pontos altos da semana foi o jantar de gala do evento, realizado no Hangar 2 do velho aeroporto Tempelhof, no centro de Berlim e que foi efetivamente o principal aeroporto alemão na segunda guerra. As luzes se apagaram e foi passado um vídeo sobre a reunificação do país contado ao vivo por um narrador. Ao final, cai uma cortina, como se fosse um muro, e lá estão todas as mesas esperando pelos mais de 1.000 convidados. Bem emocionante, principalmente depois da fala do chairman do evento, ele mesmo nascido na Alemanha Oriental e que tinha 33 anos quando o muro caiu. Esse é um daqueles exemplos de que só quem viveu sabe o que significa. Mas dá para imaginar o que é, de repente, um muro separar uma cidade e uma cerca cortar ao meio um país.</p>
<p>Veja aqui um vídeo legal sobre a reunificação das Alemanhas e a queda do muro. Emociona.</p>
<span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://blog.oquederevier.com/2009/09/26/andando-em-berlim/"><img src="http://img.youtube.com/vi/MM2qq5J5A1s/2.jpg" alt="" /></a></span>
<div id="attachment_780" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><img class="size-full wp-image-780" title="IMG_0300_3648x2736" src="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2009/09/img_0300_3648x2736.jpg?w=500&#038;h=375" alt="Domingo de sol, perto da Categral de Berlim" width="500" height="375" /><p class="wp-caption-text">Domingo de sol, perto da Catedral de Berlim</p></div>
<p>Aliás, notei que uma das partes mais interessantes da cidade (embora certamente menos bem cuidada na época), ficava na Berlim Oriental: o centro histórico, com a ilha dos Museus e a maior parte dos canais &#8211; li que Berlim tem mais pontes do que Veneza e mais canais do que Amsterdam.</p>
<p><span style="text-decoration:underline;">Coisas que vale a pena fazer em Berlim</span></p>
<p>No primeiro dia em uma cidade nova, eu gosto de andar, sem perder muito tempo dentro de museus, shoppings, etc. Nesse dia, absorvo o espírito da cidade e depois vem o resto. É o momento de entender a cidade. E Berlim é ótima para caminhar, além de ter um sistema de metrô bem decente e completo.</p>
<p>Meu hotel ficava no final da Kurfürstendamm, uma espécie de Oscar Freire local. Era um hotel pequeno, novo, meio tecno, mas gostei. A atmosfera ali é a melhor possível, com vários restaurantes de bom nível com mesas ao ar livre e as lojas de grife de sempre.</p>
<div id="attachment_781" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><img class="size-full wp-image-781" title="IMG_0105_3169x2328" src="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2009/09/img_0105_3169x2328.jpg?w=500&#038;h=367" alt="A Kurfürstendamm à noite" width="500" height="367" /><p class="wp-caption-text">A Kurfürstendamm à noite</p></div>
<p>Ali na Ku Damm, como é chamada a avenida, eu pegava o metrô estação na Adenauerplatz, a uma 5 quadras, e dali ia para o centro: Postdamer Platz, onde tudo começa e onde hoje o que se vê são edifícios futuristas como o Sony Center. Perto dali, a uns 500 metros ao sul está a Topografia do Terror e uma longa seção do Muro. Ali era o quartel general da Gestapo e hoje basicamente há ruínas e um painel de fotos relatando as barbaridades do nazismo.</p>
<p>Achei o vídeo abaixo sobre Berlim após a Segunda Guerra. O vídeo começa no portão de Brandemburgo e vai em direção ao Leste, pela Unter den Linden, avenida que percorrei a pé. Talvez para mim seja diferente porque estive lá na semana passada, mas vejam se não é emocionante pensar que há menos de 70 anos a cidade estava assim:</p>
<span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://blog.oquederevier.com/2009/09/26/andando-em-berlim/"><img src="http://img.youtube.com/vi/-gZJ-FJi8Dw/2.jpg" alt="" /></a></span>
<p>Saindo de Postdamer Platz para Norte, mais uns 500 metros e passa-se pelo Memorial do Holocausto, que consiste de 2711 blocos de concreto, simulando túmulos de alturas variáveis, formando uma espécie de labirinto em que é impossível não brincar. Um jeito ao mesmo tempo sério e divertido de lidar com a história por trás do memorial, cujo museu vale a pena ver também.</p>
<div id="attachment_782" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><img class="size-full wp-image-782" title="IMG_0101_2736x3648" src="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2009/09/img_0101_2736x3648.jpg?w=500&#038;h=666" alt="Igreja destruída pela guerra, no início da Kurfürstendamm" width="500" height="666" /><p class="wp-caption-text">Igreja destruída pela guerra, no início da Kurfürstendamm</p></div>
<p>Logo após, chega-se ao cartão postal de Berlim: o Portão de Brandenburgo com a escultura da quadriga de cavalos que foi roubada por Napoleão quando da invasão francesa e remontada em Paris em sinal de humilhação aos alemães.</p>
<p>Ao lado do Portão, ao Norte, o austero prédio do parlamento, o Reichstag com sua cúpula de vidro que parece ser um must, mas que não consegui ir por causa da fila e de outras prioridades. Quem foi disse que vale a pena. O Reichstag fica às margens do rio Spree e, do outro lado dele, o complexo que (acho) faz parte do parlamento e que é chamado de “washing machine” (veja abaixo porque).</p>
<div id="attachment_783" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><img class="size-full wp-image-783" title="IMG_0440" src="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2009/09/img_0440.jpg?w=500&#038;h=375" alt="Washing machine" width="500" height="375" /><p class="wp-caption-text">Washing machine</p></div>
<p>A partir daí, pode-se tomar dois caminhos. O primeiro é virar a esquerda a caminhar pelas margens do Spree, dentro do Tiergarten, um enorme jardim público (mais parece uma floresta) de quase 300 hectares em pleno coração de Berlim, que se pode ter uma ideia melhor do que significa ao subir no momento à Vitória. O que se vê nesse caminho são gramados e encostas cheias de pessoas e alguns bares onde se toma uma bela cerveja alemã vendo os infindáveis barcos de turistas passando pelo rio Spree.</p>
<p>A outra alternativa é pegar a direita e entrar de vez no que era a Berlim Oriental (o muro passava bem ali, no Portão de Brandenburgo). O ponto final é Alexanderplatz, que ficou famosa pelo filme do Fassbinder, mas antes dela há a catedral e a ilha dos museus. O Pergamonmuseum vale a pena (não tive muito tempo de visitar os museus, só tive 1 dia livre e optei por caminhar e fotografar). Tive a sorte de estar lá no dia da maratona, que contou com 40 mil pessoas e o tempo, perfeito, daí minha preferência pelos locais abertos. Outro museu que parece valer apena é o DDR, que mostra como era a Alemanha Oriental no auge da Guerra Fria.</p>
<p>Uma dica final: Berlim é plana e é ótima para se pedalar. É fácil alugar uma bicicleta e as vias para ciclistas estão em todos os lugares, nas amplas calçadas da cidade. Talvez essa seja a melhor maneira de conhecer Berlim para quem não precisar parar a cada 10 metros para fotografar.</p>
<div id="attachment_784" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><img class="size-full wp-image-784" title="IMG_0390_3648x2736" src="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2009/09/img_0390_3648x2736.jpg?w=500&#038;h=375" alt="Canais do rio Spree, no centro histórico" width="500" height="375" /><p class="wp-caption-text">Canais do rio Spree, no centro histórico</p></div>
<p>Outra dica, antes que me esqueça. Se você tiver tempo, pegue um trem e vá para Postdam, a 15 minutos da estação Charlottenburg, que era do lado do meu hotel. É uma cidade vizinha, histórica, onde Churchill, Stalin e Truman decidiram o que fazer com a Alemanha no pós-guerra. A cidade é charmosa, cercada de belos lagos e castelos. Eu só tive uma tarde (na verdade, fugi do congresso em um dia chato) e me concentrei no parque Sanssouci, com o belo palácio que tem o mesmo nome. Mas as fotos de Potsdam eu coloco em outro post.</p>
<p>Não comprei nada por lá. Só trouxe mesmo as fotos, minhas impressões e lembranças especiais, como o jantar no <a href="http://www.petrocelli-berlin.de/index.php?option=com_content&amp;view=article&amp;id=62&amp;Itemid=54">Petrocelli</a>, no último dia. E paro por aqui&#8230;</p>
<div id="attachment_785" class="wp-caption alignnone" style="width: 509px"><img class="size-full wp-image-785" title="IMG_0180_3631x2341" src="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2009/09/img_0180_3631x2341.jpg?w=500" alt="Monumento ao Holocausto com o Tiergarten ao fundo"   /><p class="wp-caption-text">Monumento ao Holocausto com o Tiergarten ao fundo</p></div>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/marcelopcarvalho.wordpress.com/777/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/marcelopcarvalho.wordpress.com/777/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/marcelopcarvalho.wordpress.com/777/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/marcelopcarvalho.wordpress.com/777/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/marcelopcarvalho.wordpress.com/777/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/marcelopcarvalho.wordpress.com/777/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/marcelopcarvalho.wordpress.com/777/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/marcelopcarvalho.wordpress.com/777/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/marcelopcarvalho.wordpress.com/777/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/marcelopcarvalho.wordpress.com/777/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/marcelopcarvalho.wordpress.com/777/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/marcelopcarvalho.wordpress.com/777/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/marcelopcarvalho.wordpress.com/777/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/marcelopcarvalho.wordpress.com/777/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=blog.oquederevier.com&amp;blog=5679249&amp;post=777&amp;subd=marcelopcarvalho&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Fotografando o Pantanal matogrossense</title>
		<link>http://blog.oquederevier.com/2009/08/02/fotografando-o-pantanal-matogrossense/</link>
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		<pubDate>Sun, 02 Aug 2009 13:58:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>marcelopcarvalho</dc:creator>
				<category><![CDATA[aventura]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[fotografia]]></category>
		<category><![CDATA[Geografia]]></category>
		<category><![CDATA[Mundo]]></category>
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		<description><![CDATA[Estou de volta, após 6 dias de imersão completa e higiene mental no Pantanal. Fui fazer um safári fotográfico organizado pela Techimage, tendo como instrutor o Bruno Sellmer, que conhece muito de fotografia e de vida selvagem. Ficamos no hotel fazenda Baía das Pedras, entre Aquidauana e Corumbá, no chamado Pantanal da Nhecolândia, a 300 [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=blog.oquederevier.com&amp;blog=5679249&amp;post=707&amp;subd=marcelopcarvalho&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Estou de volta, após 6 dias de imersão completa e higiene mental no Pantanal. Fui fazer um safári fotográfico organizado pela <a href="http://www.techimage.com.br">Techimage</a>, tendo como instrutor o Bruno Sellmer, que conhece muito de fotografia e de vida selvagem.</p>
<p>Ficamos no <a href="http://www.baiadaspedras.com.br">hotel fazenda Baía das Pedras</a>, entre Aquidauana e Corumbá, no chamado Pantanal da Nhecolândia, a 300 km de Campo Grande.</p>
<p>Foi minha primeira viagem fotográfica e estava meio temeroso em relação ao que viria pela frente. Meu equipamento é relativamente básico e nunca fotografei natureza e animais selvagens.</p>
<p>O Pantanal é realmente incrível. Fora das águas, é uma região de solo arenoso, muito pobre, uma savana seca e com árvores em geral pequenas e retorcidas. Quase uma transição para caatinga. Um silêncio árido e deserto, em tons de bege e marrom, desolado mesmo. Improvável encontrar vida selvagem ali.</p>
<p>Mas daí que vêm as surpresas. Vimos nada menos do que 116 espécies de animais, a maior parte na Vazante do Castelo, uma faixa de muitas dezenas de km que alaga no verão e corre em direção ao Rio Negro, e que vai secando e represando os peixes, criando um banquete para os animais.</p>
<p>Aprendi que para fazer fotos boas de animais você precisa: 1) acordar bem cedo; 2) saber utilizar bem as luzes que a natureza oferece; 3) ter paciência; 4) não ter frescura de entrar de roupa nos brejos e áreas alagadas, pegar carrapato, ser picado por centenas de mosquitos e, eventualmente, ser atacado por um porco selvagem, como foi o meu caso; 5) tirar várias fotos para, de repente, fazer “a foto”; 6) ter sorte para ver aquela espécie, com aquela luz, naquela distância e no enquadramento perfeito. Acho que evoluí bastante em fotografia nesses seis dias.</p>
<p>O mais incrível do Pantanal, sem dúvida, são o nascer e o por do sol. Logo no segundo dia, pegamos o por do sol mais bonito que já vi. O dia estava nublado e quando já não tínhamos muitas esperanças de fotografar o final de tarde, eis que o sol surgiu por baixo das nuvens, acendendo-as e criando um espetáculo maravilhoso: tons de azul, amarelo, laranja e vermelho vivo foram se alternando. A máquina batia as fotos quase que sozinha.</p>
<p>Vale aqui uma menção especial ao Baía das Pedras. Uma fazenda de gado de corte, com 16.000 hectares, cuja proprietária, a Rita (que é prima do poeta Manoel de Barros), transformou em pousada. A pousada é uma casa da fazenda, simples mas muito confortável; o atendimento é impecável e exclusivo e a comida, maravilhosa (engordei 3 kg em 6 dias!). Você não se sente em uma pousada, mas sim como convidado em uma casa de fazenda.  Entre os passeios possíveis está uma cavalgada com os peões da fazenda, acompanhando a lida do gado, aprendendo um pouco da vida e da história do pantaneiro.</p>
<p>É pena que os brasileiros não conheçam esse paraíso: 90% dos hóspedes são estrangeiros, principalmente europeus. Aliás, quem visita o Pantanal são os estrangeiros, a ponto dos guias se referirem a muitas das espécies pelos seus nomes em inglês. Como me disse a Rita, o brasileiro prefere Miami, gastando a mesma coisa.</p>
<p>Se você gostar de natureza e quiser passar alguns dias longe de tudo, sem celular (tem internet para emergências), recomendo o Pantanal e a Baía das Pedras.</p>
<p>Abaixo, algumas fotos das mais de mil que tirei. Vou selecionar umas 50 e colocar no <a href="http://www.flickr.com/marpcar">meu Flickr</a>.</p>
<p>Obs: a Márcia, do blog <a href="http://marciabenetti.blogspot.com">Patifaria</a>, <a href="http://marciabenetti.blogspot.com/2009/08/pantanal.html">linkou minhas fotos no blog dela</a>. Obrigado Márcia!!</p>
<p> </p>
<div id="attachment_706" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><img class="size-full wp-image-706" title="veado campeiro" src="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2009/08/img_4813_3648x2736.jpg?w=500&#038;h=375" alt="Para fazer essa foto, foram uns 30 minutos de aproximação, andando com água até o joelho em um brejo. Mas valeu a pena, não?" width="500" height="375" /><p class="wp-caption-text">Para fazer essa foto, foram uns 30 minutos de aproximação, andando com água até o joelho em um brejo. Mas valeu a pena, não?</p></div>
<div id="attachment_708" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><img class="size-full wp-image-708" title="Tapicuru" src="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2009/08/img_5518_2502x1899.jpg?w=500&#038;h=379" alt="Um tapicuru, com a luz perfeita" width="500" height="379" /><p class="wp-caption-text">Um tapicuru, com a luz perfeita</p></div>
<div id="attachment_709" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><img class="size-full wp-image-709" title="por do sol" src="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2009/08/img_4882_3648x2736.jpg?w=500&#038;h=375" alt="precisa falar alguma coisa?" width="500" height="375" /><p class="wp-caption-text">precisa falar alguma coisa?</p></div>
<div id="attachment_711" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><img class="size-full wp-image-711" title="Cavalo pantaneiro" src="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2009/08/img_5315_3648x2736.jpg?w=500&#038;h=375" alt="Cavalo pantaneiro na lida do gado" width="500" height="375" /><p class="wp-caption-text">Cavalo pantaneiro na lida do gado</p></div>
<div id="attachment_712" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><img class="size-full wp-image-712" title="Bruno Sellmer" src="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2009/08/img_5476_3648x2736.jpg?w=500&#038;h=375" alt="O Bruno fotografando os jacarés. " width="500" height="375" /><p class="wp-caption-text">O Bruno fotografando os jacarés. </p></div>
<div id="attachment_713" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><img class="size-full wp-image-713" title="outro por do sol" src="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2009/08/img_5356_3648x2736.jpg?w=500&#038;h=375" alt="Outro por do sol, diferente do primeiro. Mas tão bonito quanto!" width="500" height="375" /><p class="wp-caption-text">Outro por do sol, diferente do primeiro. Mas tão bonito quanto!</p></div>
<div id="attachment_714" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><img class="size-full wp-image-714" title="quati" src="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2009/08/img_5768_2512x1928.jpg?w=500&#038;h=383" alt="Na última manhã, com uma bela luz, um quati curioso deixou-se fotografar bem de perto " width="500" height="383" /><p class="wp-caption-text">Na última manhã, com uma bela luz, um quati curioso deixou-se fotografar bem de perto </p></div>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/marcelopcarvalho.wordpress.com/707/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/marcelopcarvalho.wordpress.com/707/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/marcelopcarvalho.wordpress.com/707/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/marcelopcarvalho.wordpress.com/707/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/marcelopcarvalho.wordpress.com/707/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/marcelopcarvalho.wordpress.com/707/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/marcelopcarvalho.wordpress.com/707/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/marcelopcarvalho.wordpress.com/707/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/marcelopcarvalho.wordpress.com/707/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/marcelopcarvalho.wordpress.com/707/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/marcelopcarvalho.wordpress.com/707/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/marcelopcarvalho.wordpress.com/707/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/marcelopcarvalho.wordpress.com/707/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/marcelopcarvalho.wordpress.com/707/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=blog.oquederevier.com&amp;blog=5679249&amp;post=707&amp;subd=marcelopcarvalho&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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			<media:title type="html">marcelopcarvalho</media:title>
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		<media:content url="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2009/08/img_4813_3648x2736.jpg" medium="image">
			<media:title type="html">veado campeiro</media:title>
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		<media:content url="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2009/08/img_5518_2502x1899.jpg" medium="image">
			<media:title type="html">Tapicuru</media:title>
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		<media:content url="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2009/08/img_4882_3648x2736.jpg" medium="image">
			<media:title type="html">por do sol</media:title>
		</media:content>

		<media:content url="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2009/08/img_5315_3648x2736.jpg" medium="image">
			<media:title type="html">Cavalo pantaneiro</media:title>
		</media:content>

		<media:content url="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2009/08/img_5476_3648x2736.jpg" medium="image">
			<media:title type="html">Bruno Sellmer</media:title>
		</media:content>

		<media:content url="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2009/08/img_5356_3648x2736.jpg" medium="image">
			<media:title type="html">outro por do sol</media:title>
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		<media:content url="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2009/08/img_5768_2512x1928.jpg" medium="image">
			<media:title type="html">quati</media:title>
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		<title>Globo Repórter sobre a Amazônia: belo documentário</title>
		<link>http://blog.oquederevier.com/2009/07/25/globo-reporter-sobre-a-amazonia-belo-documentario/</link>
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		<pubDate>Sat, 25 Jul 2009 22:30:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>marcelopcarvalho</dc:creator>
				<category><![CDATA[antropologia]]></category>
		<category><![CDATA[aventura]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Geografia]]></category>
		<category><![CDATA[Turismo]]></category>
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		<category><![CDATA[Amazônia]]></category>
		<category><![CDATA[Globo Repórter]]></category>

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		<description><![CDATA[Assisti ontem ao Globo Repórter sobre os confins da Amazônia, na fronteira com a Colômbia. Mais um sobre esse tema: devem ter sido feitos mais de dez ao longo das últimas décadas. Podem falar o que quiser da Globo (discurso velho, esse, aliás), mas uma coisa é inegável: o padrão Globo de qualidade é de [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=blog.oquederevier.com&amp;blog=5679249&amp;post=703&amp;subd=marcelopcarvalho&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Assisti ontem ao Globo Repórter sobre os confins da Amazônia, na fronteira com a Colômbia. Mais um sobre esse tema: devem ter sido feitos mais de dez ao longo das últimas décadas.</p>
<p>Podem falar o que quiser da Globo (discurso velho, esse, aliás), mas uma coisa é inegável: o padrão Globo de qualidade é de tirar o chapéu.</p>
<p>A fotografia estava magnífica; o roteiro, idem, bem como as entrevistas feitas. Tudo. Um trabalho absolutamente essencial para conhecermos mais esse Brasil escondido, em parte parado no tempo e aprisionado pela natureza, e que só conhecemos superficialmente ou mesmo equivocadamente.</p>
<p>O documentário mostrou a vida das pessoas nas áreas de fronteira, acessíveis somente após horas de barco pelos rios da região. Ao ser questionada sobre o que não poderia faltar ali, a mulher ribeirinha foi rápida: “o anzol”. Outra mulher disse que, para eles, o leite em pó valia mais do que o ouro.</p>
<p>A matéria mostrou também os heróis anônimos da região como os militares, que carregam a tripla missão de vigiar as fronteiras, ajudar os ribeirinhos e mapear a Amazônia. Fiquei pensando quanta coisa nós não sabemos ou, pior, sabemos da forma errada, fazendo julgamentos equivocados.</p>
<p>Enfim, um programa bom de se ver, tanto pela qualidade jornalística como pela mensagem otimista de que a Amazônia é nossa e tem muita coisa ainda protegida.</p>
<p><a href="http://g1.globo.com/globoreporter/0,,MUL1242492-16619,00-CONHECA+REGIAO+DA+AMAZONIA+QUE+ESTA+FORA+DO+MAPA.html">Veja o texto e o vídeo clicando aqui</a>.</p>
<p>Bom, faço uma pausa de uma semana, em que, creio, não conseguirei atualizar o blog por estar no meio do Pantanal, fazendo um workshop de fotografia.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/marcelopcarvalho.wordpress.com/703/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/marcelopcarvalho.wordpress.com/703/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/marcelopcarvalho.wordpress.com/703/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/marcelopcarvalho.wordpress.com/703/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/marcelopcarvalho.wordpress.com/703/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/marcelopcarvalho.wordpress.com/703/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/marcelopcarvalho.wordpress.com/703/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/marcelopcarvalho.wordpress.com/703/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/marcelopcarvalho.wordpress.com/703/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/marcelopcarvalho.wordpress.com/703/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/marcelopcarvalho.wordpress.com/703/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/marcelopcarvalho.wordpress.com/703/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/marcelopcarvalho.wordpress.com/703/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/marcelopcarvalho.wordpress.com/703/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=blog.oquederevier.com&amp;blog=5679249&amp;post=703&amp;subd=marcelopcarvalho&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Para quem gosta de fotografia</title>
		<link>http://blog.oquederevier.com/2009/07/21/para-quem-gosta-de-fotografia/</link>
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		<pubDate>Tue, 21 Jul 2009 12:26:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>marcelopcarvalho</dc:creator>
				<category><![CDATA[fotografia]]></category>
		<category><![CDATA[Geografia]]></category>
		<category><![CDATA[História]]></category>
		<category><![CDATA[Mundo]]></category>
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		<category><![CDATA[Viagens]]></category>
		<category><![CDATA[Daily Dozen]]></category>
		<category><![CDATA[National Geographic]]></category>

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		<description><![CDATA[Fiquei &#8220;viciado&#8221; no Daily Dozen, da National Geographic Magazine. É uma seleção diária de 12 fotos enviadas pelos leitores e publicada no site da NGM. Cada foto conta uma história, que pode ser da família, de um local, de pessoas desconhecidas. São fotos variadas, de gente, lugares, tiradas por pessoas &#8220;normais&#8221;, no máximo fotógrafos amadores. Normalmente, fotos muito [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=blog.oquederevier.com&amp;blog=5679249&amp;post=697&amp;subd=marcelopcarvalho&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Fiquei &#8220;viciado&#8221; no <a href="http://ngm.nationalgeographic.com/your-shot/daily-dozen">Daily Dozen</a>, da National Geographic Magazine. É uma seleção diária de 12 fotos enviadas pelos leitores e publicada no site da NGM. Cada foto conta uma história, que pode ser da família, de um local, de pessoas desconhecidas.</p>
<p>São fotos variadas, de gente, lugares, tiradas por pessoas &#8220;normais&#8221;, no máximo fotógrafos amadores. Normalmente, fotos muito boas. Acompanhando diariamente o que a editora Susan Welchman seleciona, é possível conhecer um  pouco do mundo e perceber como a fotografia é uma forma de arte que reduz nossa ignorânica e nos aproxima da natureza, das pessoas e da nossa própria história.</p>
<p><a href="http://ngm.nationalgeographic.com/your-shot/daily-dozen">Confira clicando aqui</a>.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/marcelopcarvalho.wordpress.com/697/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/marcelopcarvalho.wordpress.com/697/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/marcelopcarvalho.wordpress.com/697/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/marcelopcarvalho.wordpress.com/697/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/marcelopcarvalho.wordpress.com/697/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/marcelopcarvalho.wordpress.com/697/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/marcelopcarvalho.wordpress.com/697/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/marcelopcarvalho.wordpress.com/697/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/marcelopcarvalho.wordpress.com/697/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/marcelopcarvalho.wordpress.com/697/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/marcelopcarvalho.wordpress.com/697/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/marcelopcarvalho.wordpress.com/697/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/marcelopcarvalho.wordpress.com/697/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/marcelopcarvalho.wordpress.com/697/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=blog.oquederevier.com&amp;blog=5679249&amp;post=697&amp;subd=marcelopcarvalho&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Os Andes em pleno Rio de Janeiro</title>
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		<pubDate>Tue, 14 Jul 2009 02:24:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>marcelopcarvalho</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geografia]]></category>
		<category><![CDATA[Andes]]></category>
		<category><![CDATA[Cristo]]></category>
		<category><![CDATA[Igreja da Penha]]></category>
		<category><![CDATA[Rio de Janeiro]]></category>

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		<description><![CDATA[Esse não é um post sério. Ao menos aparentemente. Aconteceu comigo, hoje à tarde. Desembarco no Galeão, destino Juiz de Fora. Vou do carro com uma canadense, ph.D. em não sei o quê, especialista mundial em alguma coisa que me foge a compreensão. Logo na saída, a Serra dos Órgãos, imponente como sempre.  Ela me [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=blog.oquederevier.com&amp;blog=5679249&amp;post=682&amp;subd=marcelopcarvalho&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Esse não é um post sério. Ao menos aparentemente. Aconteceu comigo, hoje à tarde. Desembarco no Galeão, destino Juiz de Fora. Vou do carro com uma canadense, ph.D. em não sei o quê, especialista mundial em alguma coisa que me foge a compreensão. Logo na saída, a Serra dos Órgãos, imponente como sempre.  Ela me pergunta: “são os Andes?”.</p>
<p>Seguro-me para não rir. Pelo menos ela não confundiu com o Himalaia, penso rápido. Por outro lado, seria bom se fossem os Andes. Já pensou uma estação de esqui em pleno Rio de Janeiro? Aí teríamos realmente que jogar a toalha para os cariocas.</p>
<p>Eu sou meio chato pra essas coisas. Queria ser geógrafo quando pequeno. Aos 10 anos, sabia as capitais de todos os países. E também as bandeiras (nunca disse que sou normal). Você podia falar Rodésia (que nem existe mais como Rodésia) e eu respondia “capital Salisbury!”. Butão? Timbu. E assim por diante. Eu tinha aqueles globos da Geomapas que você girava e dava os dados de todos os países. Admito que a utilidade disso é no mínimo duvidosa; aliás, uma parte importante do que eu sei ou faço não pode ser classificada exatamente como algo de utilidade prática, seja lá o que significa isso.</p>
<p>Bom, voltando às capitais&#8230; Hoje, só sei fragmentos, como ruínas de um tempo antigo que algum dia existiu. De um lado, acho que fui absorvido pela normalidade; de outro, os países mudaram e se multiplicaram. Veja o caso da Iugoslávia, capital Belgrado. Foi fragmentada em Sérvia, Bósnia, Montenegro, Croácia, Eslovênia, Macedônia e ainda tem o Kosovo na marca do pênalti. Isso sem falar na URSS, com seus Kudumundistões e Chechênias. Não há quem possa com essas mudanças.</p>
<p>Mesmo com a minha anomalia confessa, reflito e concluo que achar que os Andes cruzam o Rio de Janeiro é um pouco demais. Soa-me quase improvável e totalmente inadmissível que uma pessoa proveniente de um país desenvolvido, primeiro lugar no IDH, e especialista em determinado assunto (ela vê a árvore e não vê a floresta), seja tão ignorante geograficamente. A geografia e a história são a base para o entendimento do mundo atual. Mas talvez eu esteja errado.</p>
<p>Andamos mais um pouco. Não satisfeita, ela aponta o horizonte e exclama “Oh, the Christ!”. Silêncio sepulcral no veículo. Não, não era o Cristo, uma das novas maravilhas do mundo. Era só a Igreja da Penha, que, reconheço, tem lá o seu valor.</p>
<p>Bem, pelo menos ela não falou que a capital do Brasil era Buenos Aires. Pelo andar da carruagem, nunca deve ter ouvido falar em Buenos Aires.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/marcelopcarvalho.wordpress.com/682/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/marcelopcarvalho.wordpress.com/682/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/marcelopcarvalho.wordpress.com/682/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/marcelopcarvalho.wordpress.com/682/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/marcelopcarvalho.wordpress.com/682/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/marcelopcarvalho.wordpress.com/682/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/marcelopcarvalho.wordpress.com/682/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/marcelopcarvalho.wordpress.com/682/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/marcelopcarvalho.wordpress.com/682/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/marcelopcarvalho.wordpress.com/682/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/marcelopcarvalho.wordpress.com/682/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/marcelopcarvalho.wordpress.com/682/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/marcelopcarvalho.wordpress.com/682/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/marcelopcarvalho.wordpress.com/682/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=blog.oquederevier.com&amp;blog=5679249&amp;post=682&amp;subd=marcelopcarvalho&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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