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	<title>O que der e vier &#187; História</title>
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	<description>Idéias, pensamentos e impressões, por Marcelo Pereira de Carvalho</description>
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		<title>O que der e vier &#187; História</title>
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		<title>A melhor autobiografia que já li</title>
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		<pubDate>Sat, 01 Jan 2011 23:17:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>marcelopcarvalho</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Difícil escrever depois de tanto tempo. Estou há dias ensaiando, sem ânimo suficiente, sempre pré-concluindo que dará trabalho demais para resultado de menos. Na verdade, estou há meses ensaiando sem encontrar temas adequados que resultem em algo decente, sem muita exposição, que é a minha tônica atual. Acho que, no final, até agradeço essa ausência: [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=blog.oquederevier.com&amp;blog=5679249&amp;post=1067&amp;subd=marcelopcarvalho&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Difícil escrever depois de tanto tempo. Estou há dias ensaiando, sem ânimo suficiente, sempre pré-concluindo que dará trabalho demais para resultado de menos. Na verdade, estou há meses ensaiando sem encontrar temas adequados que resultem em algo decente, sem muita exposição, que é a minha tônica atual. Acho que, no final, até agradeço essa ausência: me poupa de pensar mais do que já penso e também de ter de organizar as ideias no papel, sem saber o que irei encontrar ao terminar – acho que não ando querendo encontrar nada que já não saiba.</p>
<p>Primeiro dia do ano, chuvoso, não há muito a fazer, então vamos lá. O tema que me faz escrever é a biografia do ex-tenista <a href="http://www.andreagassi.com">Andre Agassi</a> (“Open”, na versão original, mas somente Agassi em português), meu contemporâneo de início de 1970. Devorei esse livro de 500 páginas em 3 dias e lembrei, mais do que nunca, que sempre há dois livros escritos em um: o livro realmente escrito pelo autor e aquele que repercute na cabeça de quem lê, que terá contornos muito particulares.</p>
<p><a href="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2011/01/agassi11.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-1070" title="agassi1" src="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2011/01/agassi11.jpg?w=500" alt=""   /></a></p>
<p>Nunca fui grande fã de tênis, mas lembro-me de quando Agassi ganhou de Luiz Mattar seu primeiro torneio profissional, creio que em1987, em Itaparica, na Bahia. Duvido que alguém que não era grande fã de tênis irá se lembrar disso. Simplesmente não há motivo para isso! Andre um tenista iniciante e o torneio era sem muita importância, mas, por alguma razão, aquilo entrou e não saiu mais da minha memória, como muitas outras coisas, é verdade. Como diz Agassi no livro, “minha memória não é como minha sacola de tênis: não consigo controlar o que há lá dentro. Tudo entra e nada parece sair”.</p>
<p>O ponto central da autobiografia, que foi colocada no papel de forma brilhante por J.R. Moehringer (de <em>Sede de Viver</em>), são as contradições que caracterizam a figura de Agassi. Para começar, ele odiava tênis ou, talvez melhor colocado, uma parte dele odiava. Mesmo assim, foi o quinto melhor tenista da história e o único a ganhar o Grand Slam de carreira – os quatro principais torneios e a medalha de ouro olímpica. Como alguém que odiava o que fazia poderia ir tão longe? De onde vinha toda essa motivação, se dentro dele mesmo ela aparentemente inexistia?</p>
<p>Parte da resposta, além da contradição em si (afinal, parte dele amava o tênis, ainda que sem saber ao certo disso), estava na obsessão, no “instinto assassino” que tinha em quadra (segundo definição do pai) e no perfeccionismo, injetado desde criança pelo seu pai violento e obsessivo, que o forçada a horas intermináveis de treinos, quando as outras crianças estavam brincando ou estudando. Para se ter uma ideia do que foi o pai dele, foi forçado a tomar anfetaminas para melhorar o desempenho quando era apenas um garoto.</p>
<p>A influência negativa do pai impactou por toda sua vida. Agassi lutou contra ela o quanto pode, e das maneiras mais distintas: além de detestar o esporte que definiu sua trajetória, sempre conviveu com a autodestruição e autossabotagem, como que tentando mostrar para si e para os outros que aquele não era ele. Envolveu-se com drogas; perdeu partidas de propósito ou sabendo que iria perder, até <em>desejando</em> perder; certa vez quebrou todos os seus troféus e, em outra, deu suas raquetes para mendigos, dizendo que nunca mais jogaria tênis. Fisicamente, novamente as contradições: apesar de um problema congênito nas costas que lhe causava dores incríveis, foi conhecido como um dos jogadores com a melhor movimentação de fundo de quadra do circuito.</p>
<p>A busca pelo auto-conhecimento permeia toda a sua história, a partir da primeira frase no livro: “abro os olhos e não sei onde estou, nem quem sou. Isso Não é nenhuma novidade, pois passei metade da minha vida sem saber”. Não é o tipo de frase inicial que se espera na biografia de um dos esportistas de maior sucesso da história, mas passa logo de cara a mensagem: não espere (somente) o relato sucessivo de conquistas e lembranças boas e ruins, mas principalmente a tentativa de alguém que, a despeito do sucesso crescente, não sabia ao certo o que estava fazendo ali, se tudo aquilo de fato lhe pertencia ou era ele. Apenas desconfiava que não, que era uma fraude, uma farsa que assinava embaixo. Alguém que, aos olhos do mundo, era um prodígio, um sucesso, mas que, de noite, no escuro, com a cabeça no travesseiro, queria simplesmente largar tudo e ir embora, fazer alguma coisa diferente, sem saber o que.</p>
<p>Com o tempo, Agassi começa a aceitar as contradições como parte de sua  pessoa, sem tentar lutar contra elas. Aceita que quer jogar tudo para o alto mas, ao mesmo tempo, não está preparado para isso. Aceita que tem o instinto assassino, mas por vezes tudo o que quer é perder o jogo e ir embora. Aceita que, apesar de todo o sucesso e todo o dinheiro, continua não tendo todas as respostas – talvez tenha até mais perguntas do que respostas.</p>
<p>Em certo momento, ao falar do pai que, além de violento não demonstrava qualquer tipo de empatia e compaixão, sendo completamente obcecado pelo tênis, ele diz algo como “poucos de nós têm a graça do auto-conhecimento e, até que isso aconteça, talvez o melhor seja sermos consistentes”. A consistência é, assim, uma auto-defesa, uma maneira de não ter de lidar com as contradições, com as ideias opostas habitando o mesmo cérebro, cada uma puxando para um lado. Alguém disse (Einstein?) que gênio é aquele que consegue lidar com duas ideias opostas e ainda assim manter a sanidade.</p>
<p>Ao final, Agassi se rende a sua personalidade contraditória, usando uma citação que sempre gostei muito &#8211; aliás, à medida que fui lendo o livro, a lembrança dessa citação me foi crescendo, até que no final, a encontrei: “<em>Eu me contradigo? Muito bem, então eu me contradigo</em>”- Walt Whitman.</p>
<p>O livro, como se percebe, não é apenas destinado a fãs do tênis, ainda que estes certamente terão enorme prazer em lembrar de jogos e torneios memoráveis, agora sob a visão de um dos protagonistas. Há passagens engraçadas, como o dia em que Agassi e sua equipe viram um cara desengonçado jogar um tênis horrível, dizendo entre si que esse jogador não teria a menor chance no circuito profissional – esse jogador viria a ser…Pete Sampras, seu maior rival e um dos maiores de todos os tempos.  O livro prende do começo ao fim e o capítulo final é simplesmente grandioso, um verdadeiro <em>match point</em>.</p>
<p>Há, acima de tudo, um processo generoso de franqueza, parte da jornada de auto-conhecimento que Agassi decidiu dividir com o mundo, a começar pela capa (e pelo título original), em que seu rosto nu, sem expressão, ocupa a totalidade.</p>
<p>Não sei porque exatamente esse livro me impactou tanto (ou talvez , no fundo, saiba): nunca fui esportista de elite, muito menos famoso, não vejo graça alguma em Las Vegas (de onde ele é e onde mora até hoje com sua segunda esposa, a super-tenista Stefanie Graf e dois filhos) e nem cheguei perto de me casar com a Brooke Shields.</p>
<p>Sei apenas que foi criada uma conexão; ou, quem sabe, essa conexão sempre existira &#8211; a explicação para que eu tenha guardado na memória, sem qualquer razão aparente, aquela distante vitória inicial em Itaparica. Era como se, por algum motivo desconhecido, eu tivesse instintivamente captado, em meio ao caos de informações sem importância que, naquele momento, algo relevante estava começando a acontecer.</p>
<p><a href="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2011/01/agassis1.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-1072" title="agassis" src="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2011/01/agassis1.jpg?w=500" alt=""   /></a></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/marcelopcarvalho.wordpress.com/1067/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/marcelopcarvalho.wordpress.com/1067/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/marcelopcarvalho.wordpress.com/1067/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/marcelopcarvalho.wordpress.com/1067/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/marcelopcarvalho.wordpress.com/1067/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/marcelopcarvalho.wordpress.com/1067/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/marcelopcarvalho.wordpress.com/1067/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/marcelopcarvalho.wordpress.com/1067/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/marcelopcarvalho.wordpress.com/1067/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/marcelopcarvalho.wordpress.com/1067/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/marcelopcarvalho.wordpress.com/1067/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/marcelopcarvalho.wordpress.com/1067/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/marcelopcarvalho.wordpress.com/1067/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/marcelopcarvalho.wordpress.com/1067/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=blog.oquederevier.com&amp;blog=5679249&amp;post=1067&amp;subd=marcelopcarvalho&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Dica de filme: &#8220;O Clube do Imperador&#8221;</title>
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		<pubDate>Wed, 03 Nov 2010 21:02:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>marcelopcarvalho</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Outro dia assisti meio por acaso ao filme “O clube do imperador”(Emperor&#8217;s Club), de 2002 e que por aqui só saiu em vídeo. Uma pena. O filme é dirigido por Michael Hoffman e tem a participação brilhante de Kevin Kline e Emile Hirsch. William Hundert (Kline) é um professor de cultura ocidental  em uma tradicional [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=blog.oquederevier.com&amp;blog=5679249&amp;post=1045&amp;subd=marcelopcarvalho&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Outro dia assisti meio por acaso ao filme “O clube do imperador”(<a href="http://www.imdb.com/title/tt0283530/">Emperor&#8217;s Club</a>), de 2002 e que por aqui só saiu em vídeo. Uma pena. O filme é dirigido por Michael Hoffman e tem a participação brilhante de Kevin Kline e Emile Hirsch.</p>
<p><a href="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2010/11/captura-de-tela-2010-11-02-as-16-54-171.png"><img class="alignnone size-full wp-image-1048" title="Captura de tela 2010-11-02 às 16.54.17" src="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2010/11/captura-de-tela-2010-11-02-as-16-54-171.png?w=500" alt=""   /></a></p>
<p>William Hundert (Kline) é um professor de cultura ocidental  em uma tradicional escola de elite para garotos, idealista e quem tem a preocupação real de contribuir para a formação de seus alunos. Ética, moral e caráter são conceitos passados utilizando o exemplo de filósofos gregos e romanos. De nada adianta realizar se estas realizações não estiverem ancoradas solidamente nestes valores. “O caráter de um homem é o seu destino”, diz.</p>
<p>Com a chegada de um novo aluno, Sedgewick Bell (Emile Hirsch), o professor é desafiado como nunca fora antes. Hirsch é indisciplinado, mal educado, questionador e imoral.</p>
<p>Hundert encara o desafio de “corrigir” o garoto, colocando-o no caminho que considera correto. Seu trabalho aparentemente é recompensado: Bell passou a estudar e colocou como meta se classificar entre os três finalistas do concurso Julio Cesar. Ele quase consegue – fica com a quarta vaga – mas Hundert altera uma das notas para que seu pupilo regenerado atingisse a meta.</p>
<p>No concurso, Hundert descobre que Bell trapaceou para vencer, e pergunta a ele o porque, já que sabia a matéria. “Porque não?”, retrucou, mostrando que seria bem mais difícil mudar o comportamento aprendido com seu pai, um senador da república, do que o professor supunha.</p>
<p>Falando assim, o filme parece um pouco Sociedade dos Poetas Mortos: um professor apaixonado empenhando-se para ensinar alunos e, com isso, produzir grandes homens. Mas seria injusto ficar nessa comparação. Apesar de fama bem menor, Emperor’s Club é superior ao apresentar uma dubiedade importante.</p>
<p>De um lado, o filme nos faz acreditar na humanidade, no idealismo, na gratidão, no caráter. O exemplo mais contundente, além do próprio professor, que carregou a culpa de seu erro pelo resto da vida ao favorecer um aluno desonesto, reside no próprio aluno que fora prejudicado. Anos depois ao saber da injustiça, soube relevar o fato, mostrando grandeza (a cena final é especialmente tocante), apesar de ter sido algo muito duro na época: seu avô e seu pai haviam ganho o prestigioso prêmio, e a não classificação representou um enorme fracasso para o jovem gordinho e de óculos, cujas esperanças de ser alguém de destaque precisavam naquela conquista.</p>
<p>A escolha equivocada do professor nos faz lembrar que somos responsáveis por muitos outros destinos que não o nosso, queiramos ou não. Pequenos atos equivocados, até com a melhor das intenções (Hundert achava que “perderia” novamente Bell caso este não se classificasse por tão pouco), podem resultar em caminhos muitos distintos para os envolvidos, quando projetados no longo prazo.</p>
<p>Mas além da crença no perdão e na grandeza, o filme também passa a mensagem de que caráter não tem relação com sucesso. Mais ainda: a conduta errada pode ser recompensada, ao menos materialmente, como pode ser percebido pelo status financeiro de Bell muitos anos depois de sair da escola.  Há um ceticismo implícito no sucesso de Bell (e de seu pai): a sociedade não recompensa pelos meios, mas sim pelos fins; o que conta é o resultado, não o processo. Lembrei aqui de um post antigo que escrevi sobre liderança (<a href="http://blog.oquederevier.com/2008/12/07/lideranca-uma-outra-abordagem/">O lado menos nobre da liderança</a>), em que menciono um trecho que gosto muito em um dos livros do Paul Auster, falando justamente sobre malandros e o sucesso.</p>
<p>Esse comportamento do fim justificar os meios está permeado em nossa sociedade, queiramos ou não. Quer um exemplo? O coroado time de vôlei masculino do Brasil, dirigido pelo incontestável Bernardinho, que perdeu um jogo para cair em uma chave mais fácil no mundial. Podemos ficar chocados e condenar o ato, mas cuidado com a hipocrisia: eles serão, no final, cobrados pelo resultado, e se comportam alinhados a essa cobrança. Essa postura é irmã siamesa do “rouba mas faz”,  etc.</p>
<p>É interessante que o professor tenta, infrutiferamente, mudar o comportamento do aluno e, depois do homem que se formou a partir daquelas bases. Mas não estão na mesma sintonia – Bell não vai pensar como Hundert e, portanto, é imune aos argumentos buscados nos valores morais. Não se muda o caráter de alguém, afinal, propõe o filme. O único momento em que Bell titubeia em sua conduta inescrupulosa ocorre quando o filho pequeno escuta sem querer o pai falando de suas trapaças. Ele se envergonha, mostrando que, no final, sabe que está errado, sabe que há um comportamento aceitável e outro inaceitável, há uma ética presente em todos os humanos, independentemente da origem e criação.</p>
<p>O Clube do Imperador é um filme que merece ser visto. Além de ótima produção, bate fundo na tecla dos valores pessoais e da sociedade, tema muito oportuno ao momento atual da política, da economia e do meio ambiente mundial.</p>
<p><a href="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2010/11/captura-de-tela-2010-11-02-as-16-56-00.png"><img class="alignnone size-full wp-image-1049" title="Captura de tela 2010-11-02 às 16.56.00" src="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2010/11/captura-de-tela-2010-11-02-as-16-56-00.png?w=500" alt=""   /></a></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/marcelopcarvalho.wordpress.com/1045/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/marcelopcarvalho.wordpress.com/1045/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/marcelopcarvalho.wordpress.com/1045/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/marcelopcarvalho.wordpress.com/1045/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/marcelopcarvalho.wordpress.com/1045/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/marcelopcarvalho.wordpress.com/1045/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/marcelopcarvalho.wordpress.com/1045/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/marcelopcarvalho.wordpress.com/1045/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/marcelopcarvalho.wordpress.com/1045/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/marcelopcarvalho.wordpress.com/1045/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/marcelopcarvalho.wordpress.com/1045/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/marcelopcarvalho.wordpress.com/1045/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/marcelopcarvalho.wordpress.com/1045/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/marcelopcarvalho.wordpress.com/1045/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=blog.oquederevier.com&amp;blog=5679249&amp;post=1045&amp;subd=marcelopcarvalho&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Rock in Rio I ….lembranças de 1985</title>
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		<pubDate>Tue, 17 Aug 2010 01:26:11 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[O anúncio da nova edição do Rock in Rio me resgatou velhas lembranças da adolescência. Sejamos justos: a maioria de nós tem poucos momentos que geram histórias a ser contadas para os filhos e netos. No mais das vezes, é uma existência normal, distante do que vemos em filmes e lemos nos livros. Afinal, não [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=blog.oquederevier.com&amp;blog=5679249&amp;post=1033&amp;subd=marcelopcarvalho&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O anúncio da nova edição do Rock in Rio me resgatou velhas lembranças da adolescência. Sejamos justos: a maioria de nós tem poucos momentos que geram histórias a ser contadas para os filhos e netos. No mais das vezes, é uma existência normal, distante do que vemos em filmes e lemos nos livros. Afinal, não somos heróis. Claro, há as exceções – mas refiro-me à maioria de nós.</p>
<p>Se até agora eu tiver uma dezena de momentos destes, sentirei-me plenamente satisfeito. Não sei se chegam a uma dezena, mas o que envolve a primeira edição do Rock in Rio certamente é uma delas.</p>
<p>Início de 1985. Eu tinha 14 anos e ouvia basicamente heavy metal.  Não era metaleiro – aliás termo odioso. Simplesmente gostava da música, junto com amigos da rua e do colégio. Era o que nos unia, naquele momento de transição entre ser uma criança e o protótipo de alguém na vida. No mais, era um garoto normal, de classe média, aluno mediano, mirrado, que jogava bola e pouco mais do que isso. Não usava correntes, tinha o cabelo curto.</p>
<p>Mas cismei que queria ir ao Rock in Rio. E, quando cismava, era difícil me demover. Imagine, naquela época, ver ao vivo o Ozzy, Iron Maiden, AC/DC, Scorpions…era um sonho, em uma época em que não havia nem sombra de internet, em que o Brasil era periferia do mundo, como outros (muitos) países ainda o são. Ninguém vinha para cá. Os ídolos, só em revistas, a maioria importada. Era a época em que pegámos o ônibus Ceasa 6262, ou o Lapa 875C, para irmos ao centro de São Paulo comprar camisetas, buttons e discos importados na Woodstock (ainda existe? que pergunta…) ou na Baratos Afins. Era uma aventura de quase um dia todo: moleques arrumados, filhinhos de papais disfarçados de roqueiros, andando em meio a cabeludos mal encarados, com tatuagens – eram mais raras &#8211; correntes nas calças e no pescoço.</p>
<p>Junto comigo, alguns amigos convenceram seus pais, e lá fomos para o Rio naquele janeiro de 1985. Fiquei na casa de parentes cariocas da minha finada avó, que estrategicamente foi ao Rio comigo mas, claro, não ao festival.</p>
<p>Dos 9 dias, comprei ingresso para 4. Os 4 dias em que havia heavy metal, entre eles o primeiro, dia 11 de janeiro (de repente, me vem à cabeça os outros dias – 15, 16 e, o último, 19).  Aliás, não existe ex-amante de heavy metal. Ao longo da vida, você alarga seus horizontes e gostos musicais, pode até não ouvir mais, mas o sangue vai ferver quando ouvir os velhos mestres – Black Sabbath, Led Zeppelin, Iron Maiden, Judas Priest, etc, como um felino selvagem que foi supostamente domesticado. Talvez não tenha a ver com o heavy metal em si, mas com a música, qualquer que seja, que você ouvia nessa época marcante de sua vida.</p>
<p>Ir ao Rock in Rio foi uma insanidade. Aliás, o Rock in Rio I foi uma insanidade. Dezenas de milhares de pessoas amontoadas em uma cidade do Rock sem qualquer infra-estrutura, em que pequenas brigas ocasionavam a movimentação de manadas de pessoas aos gritos, sob o risco de pisoteamento. Depois de 9 dias, o cheiro era insuportável: urina, barro, chuva, tudo se misturava. Lembro-me de, exausto, deitar sob alguma coisa que me fez sentir minimamente protegido, e dormir um pouco, não sem antes observar dezenas de baratas e alguns ratos zanzando ao meu redor. Mas o sono era mais forte.</p>
<p><a href="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2010/08/captura-de-tela-2010-08-16-as-21-23-06.png"><img class="alignnone size-full wp-image-1035" title="Captura de tela 2010-08-16 às 21.23.06" src="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2010/08/captura-de-tela-2010-08-16-as-21-23-06.png?w=500" alt=""   /></a></p>
<p>Mas, como muitas vezes acontece quando a prudência é abandonada por pura ingenuidade, sobrevivemos. Mesmo quando nos separávamos por variadas razões, conseguíamos nos encontrar para ir embora. Mesmo quando teimávamos em ficar a metros do palco – com a clara sensação de que, na iminência de um corre-corre, não teríamos para onde escapar -  nosso anjo da guarda esteve a postos. De fato, só muito tempo depois fui racionalizar e compreender a loucura que foi tudo aquilo. Talvez nem tenha sido tudo isso; talvez a idade, a responsabilidade, filhos, etc. vão nos infundido temor e cautela.</p>
<p>Mas, devaneios a parte, eu estava lá e vi meus ídolos, aqueles que só ouvia nos discos de vinil (CDs estavam apenas começando!). Porém, não era suficiente. Todos eles estavam hospedados no Copacabana Palace, em cuja entrada amontoavam-se centenas de pessoas na inútil tentativa de tirar uma foto, ou ao menos ver de relance nossos ídolos em sua rotina diária, entre shows. Lá fui eu também.</p>
<p>Mas para mim não era suficiente. Resolvi bolar um plano para o que era até então impossível: entrar no Copacabana Palace, ver os ídolos de perto, talvez pegar autógrafos.</p>
<p>Era a hora da minha avó entrar em cena. Certamente não iriam barrar a entrada de uma respeitável senhora, desejosa de tomar seu chá das cinco no Copa, acompanhada de seu também respeitável neto, cabelinho cortado e com a aparência de filhinho de papai que, comparado com os demais tipos presentes, certamente o era.</p>
<p>Dito e feito. Enquanto os fãs se amontoavam na porta tentando migalhas, entramos tranquilamente no Copa. Era a chance de ver os ídolos de perto – mais do que isso, confesso, o que me deixava exultante era o fato de meus amigos não poderem fazer o mesmo. Sei, é uma visão pequena e egoísta, mas explicável considerando que eu era o menor da turma, com tudo aquilo que sempre acompanha o menor da turma, ainda mais na adolescência. Era uma sutil vingança.</p>
<p>Aos poucos, eles foram aparecendo. O Iron Maiden já tinha ido embora, mas Angus Young, do AC/DC, estava lá; Klaus Meine, do Scorpions, estava lá; David Coverdale, do Whitesnake, estava lá.</p>
<p>Mas a maior surpresa foi diante do elevador do Copa. Não me lembro agora porque exatamente eu estava na porta do elevador, mas lembro-me claramente que, quando a porta se abriu, ele estava lá. Aquela figura grotesca, caricatural, assustadora: Ozzy Osbourne, meu ídolo na época, um ícone saído há poucos anos do Black Sabbath, minha banda favorita.</p>
<p>Meu inglês era pífio na época, e acho que mesmo que não fosse, o que eu poderia falar para alguém como o Ozzy? Simplesmente estendi o papel e a caneta, ele assinou um garrancho provavelmente pela milionésima vez na vida, certamente nem reparou em mim, mas era o suficiente: poderia agora voltar para casa com a minha história.</p>
<p>Uma história que ficou dormente até que ouvi ontem “se a vida começasse agora….”. É engraçado – são 25 anos, mas parece que foi ontem.</p>
<p>Não sei onde forar parar os autógrafos que tanto valeram na época. Provavelmente no lixo alguns anos depois, quando deixaram de significar, quando outros fatos e realidades tornaram-se mais relevantes. Mas a memória, essa fica…</p>
<p>You Tube…o que faríamos sem ele?</p>
<p>Não tem como me emocionar ainda mais ao ver esse vídeo: Ozzy Osbourne cantando Crazy Train. <em>Eu estava lá. E </em>foi essa a figura que vi na minha frente!</p>
<span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://blog.oquederevier.com/2010/08/17/rock-in-rio-i-%e2%80%a6-lembrancas-de-1985/"><img src="http://img.youtube.com/vi/KZtXKsRH4Gg/2.jpg" alt="" /></a></span>
<p>Mais uma canja: AC/DC em Highway to Hell, no Rock in Rio 1985:</p>
<!--YouTube Error: bad URL entered-->
<p>E (não consigo parar), Iron Maiden, com The Number of the Beast, idem:</p>
<!--YouTube Error: bad URL entered-->
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/marcelopcarvalho.wordpress.com/1033/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/marcelopcarvalho.wordpress.com/1033/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/marcelopcarvalho.wordpress.com/1033/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/marcelopcarvalho.wordpress.com/1033/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/marcelopcarvalho.wordpress.com/1033/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/marcelopcarvalho.wordpress.com/1033/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/marcelopcarvalho.wordpress.com/1033/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/marcelopcarvalho.wordpress.com/1033/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/marcelopcarvalho.wordpress.com/1033/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/marcelopcarvalho.wordpress.com/1033/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/marcelopcarvalho.wordpress.com/1033/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/marcelopcarvalho.wordpress.com/1033/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/marcelopcarvalho.wordpress.com/1033/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/marcelopcarvalho.wordpress.com/1033/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=blog.oquederevier.com&amp;blog=5679249&amp;post=1033&amp;subd=marcelopcarvalho&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Como Shackleton contratava</title>
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		<pubDate>Sat, 08 May 2010 23:50:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>marcelopcarvalho</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O irlandês Ernest Shackleton é considerado um dos maiores líderes que já existiu, apesar de não ter conseguido conquistar quase nenhum dos objetivos a que se propôs. A sua fama mundial ocorreu após a malsucedida viagem do barco Endurance a Antártida, quando ele e sua tripulação sobreviveram durante dois anos, de 1914 a 1916, nos [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=blog.oquederevier.com&amp;blog=5679249&amp;post=1004&amp;subd=marcelopcarvalho&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O irlandês <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Ernest_Shackleton">Ernest Shackleton</a> é considerado um dos maiores líderes que já existiu, apesar de não ter conseguido conquistar quase nenhum dos objetivos a que se propôs. A sua fama mundial ocorreu após a malsucedida viagem do barco <em>Endurance</em> a Antártida, quando ele e sua tripulação sobreviveram durante dois anos, de 1914 a 1916, nos confins gelados do pólo sul, quando o navio foi esmagado pelo gelo e naufragou.</p>
<p>O incrível é que todos os membros da tripulação sobreviveram, não só em boas condições físicas, mas também emocionais. Longe de casa, sob um frio intenso e a 2 mil quilômetros da civilização, a chance do grupo esmorecer ou se dividir eram significativas – quase uma certeza diante de tanto stress e desafio.</p>
<p>Mas havia Shackleton. Para ele, o cuidado com o bem-estar da equipe era essencial, exigindo em troca a lealdade e o trabalho. Essas informações estão no livro <em>S<a href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/resenha/resenha.asp?nitem=705974&amp;sid=8739129841258738995369032&amp;k5=B4D0FEB&amp;uid=">hackleton – Uma lição de coragem</a>, </em> que disseca o estilo de liderança do explorador e que estou lendo. O livro clássico sobre a expedição do Endurance é  <em><a href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/resenha/resenha.asp?nitem=771891&amp;sid=8739129841258738995369032&amp;k5=3258B6C9&amp;uid=">A incrível viagem de Shackleton</a></em>, de Alfred Lansing. Um detalhe interessante é que a expedição, cujo objetivo era cruzar o continente antártico, já que o pólo já havia sido atingido por Amundsen, contava com o fotógrafo Frank Hurley, que documentou de forma brilhante a viagem que tinha tudo para ser trágica. O registro fotográfico dá alma e materializa as impressões que são passadas pelos livros. <a href="http://www.shackleton-endurance.com/images.html">Neste site</a>, há um belo registro das fotos da expedição.</p>
<div id="attachment_1006" class="wp-caption alignnone" style="width: 316px"><a href="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2010/05/captura-de-tela-2010-05-08-as-20-26-13.png"><img class="size-full wp-image-1006" title="Captura de tela 2010-05-08 às 20.26.13" src="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2010/05/captura-de-tela-2010-05-08-as-20-26-13.png?w=500" alt=""   /></a><p class="wp-caption-text">Shackleton</p></div>
<p>Entre os aspectos que explicam o sucesso diante de tanta adversidade está o processo de contratação de Shackleton, que era, no mínimo, pouco convencional, embora criterioso: Shackleton dava uma importância enorme para ter pessoas excepcionais em sua equipe, mesclando experiência com juventude, mas sempre tendo o caráter como qualidade eliminatória.</p>
<p>Para a expedição do <em>Endurance</em>,  ele recebeu nada menos do que 5.000 pedidos de interessados, para selecionar cerca de 30 pessoas. A pré-seleção foi feita por Frank Wild, que já havia estado com ele na expedição do Nimrod, que quase havia chegado ao pólo. Wild separou inicialmente os candidatos em “loucos”, “fora de questão” e “possíveis”. Shackleton então analisava a pilha dos possíveis e entrevistava os que achava que tinham potencial. Como ele organizava sua equipe?</p>
<ul>
<li><span style="text-decoration:underline;">Formava um núcleo de profissionais experientes</span>: eram confiáveis, faziam o trabalho pesado quando a coisa apertava e criavam uma atmosfera profissional. Shackleton buscou quem ele conhecia, além de recomendações de outros exploradores. Procurava pessoas que exerceriam uma influência benéfica sobre os mais jovens, especialmente nos momento críticos. Um dos homens nessa posição era Tom Crean, que fizera parte da expedição de Scott, salvando a vida de um tenente. Crean tivera uma carreira irregular na Marinha, com rebaixamentos por embriaguês e comportamento inadequado. Com Scott, era apenas marinheiro, mas Shackleton colocou-o como segundo oficial de náutica.</li>
<li><span style="text-decoration:underline;">Tinha um substituto confiável e leal, que partilhava de suas noções de liderança</span>.  Frank Wild era esse homem. Para Shackleton, Wild tinha tudo que precisava em um número 2: lealdade, bom humor, honradez, força e experiência. Um dos marinheiros disse sobre Wild: “é nosso segundo homem e de longe o mais popular (com exceção de nosso chefe) entre nós”.</li>
<li><span style="text-decoration:underline;">Buscava pessoas que compartilhavam de sua visão e entusiasmo pela exploração.</span> Nesse sentido, ele queria para o <em>Endurance</em> um comandante meio fanfarrão. Frank Worsley foi o selecionado – era ousado e excêntrico, meio doido até. Mas gostava de uma boa piada e de conversa, o que era importante para atravessar situações difíceis.</li>
<li><span style="text-decoration:underline;">Fazia entrevistas pouco convencionais para identificar o que queria</span>. Shackleton procurava, acima de tudo, avaliar personalidades. Mantinha conversas descontraídas, em que buscava detectar entusiasmo, otimismo e capacidade de fazer parte de uma equipe. Para um dos candidatos, Raymond Priestley, ele perguntou se sabia cantar e se saberia reconhecer ouro caso o visse. O candidato, surpreso, disse que não, mas foi contratado mesmo assim, apesar de terem diversas pessoas com qualificações maiores do que a dele.  Shackleton viu nele algo que gostava e, de fato, Priestley se revelou um dos membros mais valiosos do grupo.</li>
<li><span style="text-decoration:underline;">Buscava pessoas otimistas, que tinham maior propensão para o trabalho em equipe</span>. Um dos seus objetivos era encontrar pessoas felizes. Durante a entrevista de Hussey, ele ficou andando de um lado para o outro, parecendo não prestar muita atenção. Depois, disse: “Você serve”.  Hussey disse que o Chefe (como era conhecido) havia dito depois que o contratara porque ele parecia engraçado…De fato, mostrou-se incrivelmente engraçado, tocava banjo e foi importantíssimo para manter o moral elevado durante os piores momentos (além de ter talento, pois vinha de uma expedição ao Sudão).</li>
<li><span style="text-decoration:underline;">Contratava pessoas que realmente queriam o emprego</span>. Alguns candidatos haviam recebido um telegrama na tarde anterior, pedindo para encontrar-se com Shackleton na manhã seguinte. Dois deles não foram e, de repente, o terceiro apareceu todo molhado, dizendo que estava em outra cidade, tomara vários trens e ali estava. Foi contratado na hora.</li>
<li><span style="text-decoration:underline;">Buscava gente que trabalhava duro, independentemente da hierarquia</span>. Não havia passageiros no <em>Endurance</em>, todo mundo mais ou menos dividia as tarefas. Médicos ajudavam na cozinha, todo mundo era de utilidade pública. Não havia espaço para prima donnas. Quando podia, testava as pessoas em trabalhos árduos antes de contratar.</li>
<li><span style="text-decoration:underline;">Contratava quem tinha conhecimentos que lhe faltavam</span>, como cientistas altamente qualificados. No Endurance, tinha um grande fotógrafo (Hurley), um biólogo experiente, um físico de Cambridge, etc.</li>
<li><span style="text-decoration:underline;">Certificava-se de que todos sabiam o que deles era esperado</span> e, para isso, era muito claro na comunicação, inclusive escrita. Nunca iludia ninguém com falsas promessas, especificava as tarefas, o pagamento, etc.</li>
<li><span style="text-decoration:underline;">Equipava a equipe com o que tinha de melhor em relação a equipamentos</span>. Sabia que um equipamento ruim poderia colocar a vida das pessoas em risco. Para ele, instrumentos ordinários desperdiçavam tempo e dinheiro. Tudo no <em>Endurance</em> era do que tinha de melhor na época.</li>
</ul>
<p>Gostei bastante dessas dicas, especialmente em relação às características que valorizava nas pessoas: visão compartilhada, otimismo e entusiasmo, vontade de trabalhar, facilidade de trabalhar em equipe e conhecimento.</p>
<div id="attachment_1005" class="wp-caption alignnone" style="width: 364px"><a href="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2010/05/captura-de-tela-2010-05-08-as-20-26-42.png"><img class="size-full wp-image-1005" title="Captura de tela 2010-05-08 às 20.26.42" src="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2010/05/captura-de-tela-2010-05-08-as-20-26-42.png?w=500" alt=""   /></a><p class="wp-caption-text">O Endurance aprisionado no gelo</p></div>
<div id="attachment_1007" class="wp-caption alignnone" style="width: 410px"><a href="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2010/05/captura-de-tela-2010-05-08-as-20-30-14.png"><img class="size-full wp-image-1007" title="Captura de tela 2010-05-08 às 20.30.14" src="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2010/05/captura-de-tela-2010-05-08-as-20-30-14.png?w=500" alt=""   /></a><p class="wp-caption-text">Essa foto foi tirada por Frans Lanting, no exato local em que o grupo de 6 pessoas liderado por Shackleton saiu em busca de ajuda em um pequeno bote. No primeiro plano, a foto desse momento, tirada por Hurley.</p></div>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/marcelopcarvalho.wordpress.com/1004/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/marcelopcarvalho.wordpress.com/1004/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/marcelopcarvalho.wordpress.com/1004/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/marcelopcarvalho.wordpress.com/1004/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/marcelopcarvalho.wordpress.com/1004/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/marcelopcarvalho.wordpress.com/1004/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/marcelopcarvalho.wordpress.com/1004/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/marcelopcarvalho.wordpress.com/1004/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/marcelopcarvalho.wordpress.com/1004/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/marcelopcarvalho.wordpress.com/1004/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/marcelopcarvalho.wordpress.com/1004/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/marcelopcarvalho.wordpress.com/1004/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/marcelopcarvalho.wordpress.com/1004/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/marcelopcarvalho.wordpress.com/1004/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=blog.oquederevier.com&amp;blog=5679249&amp;post=1004&amp;subd=marcelopcarvalho&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Sobre fins e recomeços</title>
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		<pubDate>Sun, 28 Mar 2010 23:47:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>marcelopcarvalho</dc:creator>
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		<description><![CDATA[No final de semana passado, fui para Tiradentes, em Minas Gerais, descansar e fotografar. Acho que não conhecia Tiradentes – talvez já tenha ido em uma excursão do colegial, mas se fui, estava certamente interessado à época em outras coisas – e minha vontade de conhecê-la cresceu depois que li um dos livros do Eduardo [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=blog.oquederevier.com&amp;blog=5679249&amp;post=976&amp;subd=marcelopcarvalho&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>No final de semana passado, fui para Tiradentes, em Minas Gerais, descansar e fotografar. Acho que não conhecia Tiradentes – talvez já tenha ido em uma excursão do colegial, mas se fui, estava certamente interessado à época em outras coisas – e minha vontade de conhecê-la cresceu depois que li um dos livros do <a href="http://www.palestrantes.org/palestrante.asp?ID=22">Eduardo Giannetti</a>, todos escritos em longos retiros feitos na vila colonial, hospedando-se no antigo <a href="http://www.solardaponte.com.br/">Solar da Ponte</a>.</p>
<div id="attachment_974" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><a href="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2010/03/img_4373.jpg"><img class="size-full wp-image-974" title="IMG_4373" src="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2010/03/img_4373.jpg?w=500&#038;h=332" alt="" width="500" height="332" /></a><p class="wp-caption-text">Solar da Ponte</p></div>
<p>Um conjunto de circustâncias me fez ir para lá e, claro, fiquei hospedado no mesmo Solar da Ponte, uma casarão histórico localizado perto do centrinho e que prima pela exclusividade e pelo bom gosto. Cada quarto (a pousada possui 18) é decorado de um jeito diferente e pude entender perfeitamente porque o Giannetti hiberna nesse lugar para escrever seus ensaios. Talvez em me sinta também inspirado por lugares como esse, guardadas as devidas proporções.</p>
<p>Como você pode ter percebido, não tenho escrito muito, nem fotografado. Essas coisas – a inspiração, a vontade de escrever ou fotografar, a auto-avaliação favorável do trabalho, a ponto de se permitir expor – vêm em ondas, e em parte fui para Tiradentes em busca de uma nova onda.</p>
<div id="attachment_975" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><a href="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2010/03/img_4467.jpg"><img class="size-full wp-image-975" title="IMG_4467" src="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2010/03/img_4467.jpg?w=500&#038;h=332" alt="" width="500" height="332" /></a><p class="wp-caption-text">Tiradentes de noite, com chuva, vazia</p></div>
<p>Tiradentes é uma espécie de Paraty das montanhas, porém menos badalada. Mas não é sobre Tiradentes que quero escrever – há montes de textos na internet, e minhas fotos aqui, no <a href="http://facebook.com/marcelo.decarvalho">Facebook</a> e no <a href="www.flickr.com/marpcar">Flickr</a> falarão melhor do que minhas palavras.</p>
<p>Quero escrever sobre uma mesa. Uma mesa grande, rústica, de peroba maciça com pés de braúna carregados de história. E que agora me acompanhará, seja onde for.</p>
<p>No domingo, andando meio que sem rumo definido pela cidade, fui atraído por um atelier (o único que entrei, tanto lá quanto na vila vizinha de Bichinho) faceado por um belo gramado com árvores, na lateral mais escondida do Solar. Vendo minha indecisão (entro ou não entro? Afinal, definitivamente não vou comprar nada. Não, o momento não é de comprar nada. Ando gastando muito já, estamos investindo na empresa, os desafios deste 2010 são grandes e, ainda por cima, nem sei ainda onde vou morar, já que supostamente estou de mudança de cidade), a proprietária me convidou dizendo que não custava nada entrar.</p>
<div id="attachment_977" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><a href="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2010/03/img_4374.jpg"><img class="size-full wp-image-977" title="IMG_4374" src="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2010/03/img_4374.jpg?w=500&#038;h=332" alt="" width="500" height="332" /></a><p class="wp-caption-text">A casa/atelier à direita, atrás das árvores</p></div>
<p>Entrei. Tocava MPB, e o atelier, que na verdade era a casa da artista, abria para um jardim muito integrado com a casa antiga, com piso de madeira e diversos móveis o objetos: tudo à venda. Ela me explicou: estavam de mudança para Portugal, decidiram partir e vendiam tudo – móveis, objetos de arte, utensílios, muita coisa antiga, garimpada nos lugares  mais improváveis: uma luminária italiana adquirida em uma estação ferroviária a ser demolida, por exemplo, e daí por diante.</p>
<p>Em um dos cômodos, a mesa. Olhei para ela, fizemos um comentário qualquer, e continuei andando, percorrendo a casa e me perguntando porquê partiriam, porquê sairiam daquele lugar que parecia perfeito, para que ir a Portugal começar tudo de novo? A necessidade de recomeçar não respeita esse tipo de coisa, pensei.</p>
<div id="attachment_979" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><a href="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2010/03/img_4496.jpg"><img class="size-full wp-image-979" title="IMG_4496" src="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2010/03/img_4496.jpg?w=500&#038;h=332" alt="" width="500" height="332" /></a><p class="wp-caption-text">Capela, de noite</p></div>
<p>Depois de percorrer toda a casa, perguntei o preço da mesa. Não sei porque perguntei – afinal não havia a menor chance de comprá-la, pelos motivos já expostos. Pelo que era, não parecia caro, ainda mais depois de saber que os pés de braúna vieram de uma ponte construída por Juscelino Kubitschek em sua cidade natal – Diamantina &#8211; quando este fora governador de Minas Gerais (início da década de 50), e que ela havia comprado quando a ponte foi demolida.</p>
<p>Saí, nem telefone peguei. Afinal, se não iria comprar a mesa, para que perder tempo ou gerar expectativas nela e em mim? Fui embora, voltei para BH, onde tinha um congresso.</p>
<p>Foi quando as coisas começaram a mudar. Comentei com alguém sobre a mesa de Tiradentes e fui recebido com um “você tem que comprar essa mesa!”. E o pior é que eu sabia que tinha. Na verdade, já tinha comprado no mesmo momento em que a vi. O resto todo foi só o processo de adaptação ao fato, talvez a tentativa de resistir a algo que, a princípio, não teria qualquer sentido de ser.</p>
<p>Liguei para o Solar e pedi para irem até lá pegar o telefone. A proprietária sabia de quem se tratava assim que o pessoal foi lá – talvez ela também já soubesse (Fechei o negócio nesse domingo à noite. Ela me disse que já vendera 60% e que provavelmente iria adiantar a partida. Havia reservado a mesa para mim até essa segunda. Fiz uma boa compra, ela disse. Por estar enganado, mas acho que ela gostou de &#8220;eu&#8221; ter comprado a mesa. Conforta dar um bom destino mesmo para o que não nos serve mais.).</p>
<p>Não sei exatamente porque comprei a tal mesa. Racionalmente, me convenci de que se tratava de um bom investimento. Uma mesa dessas em São Paulo custa bem mais caro – a artista mesmo me disse isso. Pronto, estava justificado o investimento. Mas obviamente não foi isso que me motivou, afinal há inúmeros investimentos bem mais simples de se fazer do que comprar uma mesa de 2,38m sem ao certo saber para onde levá-la.</p>
<div id="attachment_980" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><a href="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2010/03/img_4398.jpg"><img class="size-full wp-image-980" title="IMG_4398" src="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2010/03/img_4398.jpg?w=500&#038;h=332" alt="" width="500" height="332" /></a><p class="wp-caption-text">Tiradentes</p></div>
<p>Estranhas essas coisas, essas vidas que se cruzam ou se tocam sem razão aparente, e deixam alguma coisa uma para a outra. A artista, por razões que não sei e nunca vou saber, decidiu recomeçar em outro lugar, despindo-se dos pertences que não mais lhe são úteis, ou que lhe trazem lembranças que convém ser esquecidas, vai saber. Entre esses despojos, uma mesa que, por alguma razão que igualmente desconheço, elegi meio que ao acaso como símbolo de um recomeço qualquer, vai saber. Os restos que representam um fim para uns é a matéria-prima da reconstrução para outros. O que descobriu mesmo Lavoisier?</p>
<p>Olhando para frente, vejo mais dúvidas do que certezas. Ainda não sei onde vou morar, mas sei que onde for haverá comigo uma mesa centenária, uma peça única, uma obra de arte, carregando as marcas do tempo, ancorada em pés fortes de braúna que lhe darão a sustentação necessária, tal qual suas raízes um dia lhe deram.</p>
<div id="attachment_978" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><a href="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2010/03/portugal-025.jpg"><img class="size-full wp-image-978" title="portugal 025" src="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2010/03/portugal-025.jpg?w=500&#038;h=752" alt="" width="500" height="752" /></a><p class="wp-caption-text">A mesa</p></div>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/marcelopcarvalho.wordpress.com/976/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/marcelopcarvalho.wordpress.com/976/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/marcelopcarvalho.wordpress.com/976/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/marcelopcarvalho.wordpress.com/976/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/marcelopcarvalho.wordpress.com/976/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/marcelopcarvalho.wordpress.com/976/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/marcelopcarvalho.wordpress.com/976/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/marcelopcarvalho.wordpress.com/976/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/marcelopcarvalho.wordpress.com/976/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/marcelopcarvalho.wordpress.com/976/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/marcelopcarvalho.wordpress.com/976/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/marcelopcarvalho.wordpress.com/976/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/marcelopcarvalho.wordpress.com/976/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/marcelopcarvalho.wordpress.com/976/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=blog.oquederevier.com&amp;blog=5679249&amp;post=976&amp;subd=marcelopcarvalho&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Avatar merecia mais</title>
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		<pubDate>Fri, 29 Jan 2010 23:44:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>marcelopcarvalho</dc:creator>
				<category><![CDATA[antropologia]]></category>
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		<description><![CDATA[Antes de escrever sobre Avatar, fiz uma consultazinha na internet e conversei com algumas pessoas que viram o filme.  Fiquei surpreso – quase só críticas favoráveis e pessoas que respeito intelectualmente gostaram muito do filme. Será que vimos o mesmo filme? Será que minha avaliação está errada, sou insensível, exigente, obtuso? Será que minhas expectativas [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=blog.oquederevier.com&amp;blog=5679249&amp;post=945&amp;subd=marcelopcarvalho&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Antes de escrever sobre <a href="http://www.avatarfilme.com.br/">Avatar</a>, fiz uma consultazinha na internet e conversei com algumas pessoas que viram o filme.  Fiquei surpreso – quase só críticas favoráveis e pessoas que respeito intelectualmente gostaram muito do filme.</p>
<p>Será que vimos o mesmo filme? Será que minha avaliação está errada, sou insensível, exigente, obtuso? Será que minhas expectativas estavam exageradas e equivocadas? Vamos ser justos: Avatar é um show, uma super-produção primorosa. Em 3D, você de fato entra nas cenas. A realidade virtual criada por James Cameron é perfeita. É uma obra-prima na forma. Mas no conteúdo…</p>
<p>O roteiro é fraco, óbvio, chega a afrontar nossa inteligência. Os diálogos são pobres e os personagens totalmente clichês, ainda que em geral bem interpretados: o heroí, a heroína, os ajudantes dos dois, o vilão (excelente, por sinal, o ponto alto do enredo), e assim por diante. Tudo bem, é possível ter esses clichês e fazer um grande filme. Mas não é o caso. A história é previsível do começo ao fim, você fica esperando algo diferente e simplesmente não vem nada, até o ponto em que você se contenta em apreciar o visual e os efeitos.  Infelizmente, tive que ver o filme dublado, o que é de lascar, e isso talvez tenha contribuído negativamente.</p>
<p>O filme procura ainda passar uma mensagem educativa: que temos de proteger o meio-ambiente, caso contrário destruiremos nosso planeta. Ok, concordo.  Mas essa abordagem seria válida e potencialmente impactante caso esse tema não fizesse parte da nossa agenda. Nesse caso, mesmo com uma historinha boba, Avatar teria um impacto ao trazer à tona um tema novo e relevante. Mas, pombas, esse é o principal tema discutido no mundo atual! O grande desafio que temos é como conciliar o aumento da renda de grande parte da população mundial, que vai se refletir em maior consumo, com a necessidade de utilização racional dos recursos naturais.</p>
<p>Ainda não sabemos ao certo como fazer isso, como a COP15 demonstrou em dezembro. Mas a discussão está em todos os jornais, TVs, internet, governos, empresas. Talvez quando Cameron começou a trabalhar a ideia, há 10 ou 12 anos, fosse um tema de vanguarda. Hoje, é <em>main stream</em>. Não me parece necessário gastar US$ 300 milhões e empregar uma metáfora da destruição de um outro planeta para passar essa mensagem. Talvez eu esteja exagerando; talvez eu seja mais consciente a respeito dessas questões, do que a maior parte da população mundial &#8211; afinal me informo minimamente. Faço, então, uma ressalva: talvez o filme tenha êxito ao passar essa mensagem, ainda que de uma maneira água com açúcar. Para mim, porém, Avatar foi inócuo nesse sentido.</p>
<p>Mesmo com esses tropeços, o filme se salvaria, tamanha a qualidade da produção e a inovação visual. Mas Avatar ainda abusa dos lugares-comuns: a culpa pelo extermínio de populações tecnologicamente menos favorecidas, o amor impossível (me pareceu muito um Dança com Lobos: uma civilização mais avançada destrói a outra, até que surge um amor para complicar…), a culpa pelas conseqüências – psicológicas inclusive &#8211; da Guerra do Vietnã e afins, o velho embate entre o bem e o mal, Davi contra Golias, e assim por diante.</p>
<p>De fato, o diretor caracterizou as duas civilizações em conflito como totalmente antagônicas, colocando-as em pontos absolutamente opostos em relação aos aspectos éticos. De um lado, o “povo do céu”, isto é, nós, armados, poderosos e sem escrúpulos, querendo explorar um metal raro presente no subsolo de Pandora; de outro, uma tribo alienígena (metáfora clara dos povos indígenas que foram exterminados) que vive em total comunhão com a natureza,  de modo absolutamente idílico &#8211; Pandora, de fato, assemelha-se a uma espécie de paraíso. Nesse sentido, Cameron se mostra um grande pessimista com os rumos da raça humana: em 2154, teremos destruído todo o verde daqui e o próximo passo é fazer o mesmo por lá.</p>
<p>Há ainda um <em>gran finale</em>, e se você não viu o filme, aconselho a parar por aqui. Diante da possibilidade de voltar para a Terra ou mudar definitivamente para Pandora e se tornar um Na’vi, abandonando sua versão humana, o herói Jake não hesita: se “suicida” como humano para viver no paraíso de Pandora com sua amada nativa. É a utopia em seu grau extremo: abandonar a própria vida, o próprio mundo, e viver no Eden. Isso dá mais uma longa análise, mas deixa pra lá…</p>
<p>Você vai achar que não recomendo o filme. De forma alguma. Avatar é bom? Depende do que se busca e talvez aí esteja meu erro com essa análise bem crítica. Se a ideia é ver um belo roteiro e uma história inteligente, esqueça. Se o objetivo é se divertir com uma criação brilhante, vá fundo que a diversão é garantida. As duas horas e meia de filme passam rapidamente e você embarca mesmo em uma viagem. Mas mesmo por isso, por ter feito algo tão grandioso e com tanto potencial, James Cameron poderia ter marcado época e feito um filme melhor. Avatar merecia uma história mais consistente, menos óbvia e infantil, menos Romeu e Julieta com final feliz, que acabou apenas servindo como invólucro para embalar as peripécias tecnológicas e a incrível criatividade visual. Uma pena.</p>
<p>PS: recebi esse link aqui comparando <a href="http://failblog.org/2010/01/10/avatar-plot-fail/">Avatar com Pocahontas</a> <img src='http://s0.wp.com/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':-)' class='wp-smiley' /> </p>
<p>(Vai, pode meter o pau agora).</p>
<p><a href="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2010/01/captura-de-tela-2010-01-29-as-20-48-14.png"><img class="alignnone size-full wp-image-944" title="Captura de tela 2010-01-29 às 20.48.14" src="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2010/01/captura-de-tela-2010-01-29-as-20-48-14.png?w=500&#038;h=261" alt="" width="500" height="261" /></a></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/marcelopcarvalho.wordpress.com/945/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/marcelopcarvalho.wordpress.com/945/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/marcelopcarvalho.wordpress.com/945/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/marcelopcarvalho.wordpress.com/945/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/marcelopcarvalho.wordpress.com/945/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/marcelopcarvalho.wordpress.com/945/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/marcelopcarvalho.wordpress.com/945/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/marcelopcarvalho.wordpress.com/945/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/marcelopcarvalho.wordpress.com/945/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/marcelopcarvalho.wordpress.com/945/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/marcelopcarvalho.wordpress.com/945/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/marcelopcarvalho.wordpress.com/945/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/marcelopcarvalho.wordpress.com/945/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/marcelopcarvalho.wordpress.com/945/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=blog.oquederevier.com&amp;blog=5679249&amp;post=945&amp;subd=marcelopcarvalho&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Minhas fotos preferidas em Potsdam</title>
		<link>http://blog.oquederevier.com/2009/09/29/minhas-fotos-preferidas-em-potsdam/</link>
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		<pubDate>Tue, 29 Sep 2009 01:11:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>marcelopcarvalho</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Postdam fica a uns 25 minutos de trem de Berlim e é Patrimônio Histórico da Humanidade, com seus diversos castelos e jardins. Segundo a Wikipedia, Potsdam é capital federal do Estado de Brandemburgo e tem 146.000 habitantes. Eu fiquei com essa cidade na cabeça depois de conhecer um casal de alemães no Pantanal, que me [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=blog.oquederevier.com&amp;blog=5679249&amp;post=792&amp;subd=marcelopcarvalho&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Postdam fica a uns 25 minutos de trem de Berlim e é Patrimônio Histórico da Humanidade, com seus diversos castelos e jardins. Segundo a Wikipedia, <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Potsdam">Potsdam</a> é capital federal do Estado de Brandemburgo e tem 146.000 habitantes. Eu fiquei com essa cidade na cabeça depois de conhecer um casal de alemães no Pantanal, que me disse que eu tinha que dar um jeito de ir para lá durante minha estadia em Berlim.</p>
<p>A agenda estava apertada e o único jeito de ir (tirando o domingo que usei para conhecer Berlim) seria matar algum período do congresso em que estava. O dia todo – que seria o ideal – não dava. Mas meio período seria possível. Peguei uma tarde que não traria nada de interessante e tomei o trem para Potsdam.</p>
<p>Na verdade, ao chegar à estação, sem ter passagem, dei de cara com o trem dizendo “Potsdam” e todo mundo entrando. Era pegar ou largar, e talvez ficar tarde demais para ir. Perguntei a uma menina se tinha como comprar a passagem dentro do trem e ela me olhou como se eu tivesse vindo direto de Marte. “I Don´t know&#8230;you can try”, ela disse, meio que rindo. Eu “traiei”, mas não rolou, também ninguém me cobrou e cheguei lá como clandestino, mas com o firme propósito de comprar uma passagem retroativa e compensar minha “gersada” talvez tipicamente brasileira.</p>
<p>Eu tinha pouco tempo e tinha de ser eficiente para conhecer o essencial e fotografar. Ao chegar à cidade, demorei uns 20 minutos para conseguir me movimentar. Vi um cara que deveria ser um guia turístico e pedi informações básicas. Ele me deu um guia da cidade (utilíssimo), me indicou quais linhas de ônibus tomar e o melhor roteiro para quem tem apenas 3 horas para conhecer a cidade. Até aí, tudo indo 100%. Quem tem boca vai a Roma – nesse caso, a Potsdam.</p>
<p>O problema é que Potsdam fica na ex-Alemanha Oriental: as pessoas simplesmente não falam inglês (os mais velhos devem falar alguma coisa de russo),  e eu não falo alemão. Ou seja, a comunicação foi complicada até que uma alma bondosa (os mais jovens – alguns – falam inglês) resolveu me ajudar e me explicar o que o motorista do ônibus tentava me dizer: ele não tinha troco e eu deveria comprar a passagem do ônibus lá dentro da estação, e que ele me esperaria (e todos os demais passageiros idem) caso eu fosse rápido. Corri para a estação e, no guichê, a mulher me explicou: “Sua passagem de Berlim para cá vale para os trajetos de ônibus em Potsdam, você não precisa comprar”. Tive que confessar o crime: “É que eu vim sem passagem&#8230;”. “Ohhh&#8230;”, disse ela.</p>
<p>Resolvido o caso e tendo comprado a passagem de ida, de volta e tudo o mais, voltei ao ônibus e fui aceito pelo motorista. Tudo o que eu precisava fazer agora era validar meu ticket na máquina – mas tentei fazê-lo na máquina errada – para o olhar incrédulo de todos os passageiros. O fato é que você paga esses micos ao ir para lugares novos. Solte-os em Mombuca e aposto que não chegarão nem em Charqueada.</p>
<p>Além do charmoso centro histórico e dos lagos (estes não visitei), Potsdam tem como principal ponto o Parque Real de Sanssouci, com seus castelos em vários estilos: o <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Novo_Pal%C3%A1cio_de_Potsdam">Palácio Novo</a>, barroco e que foi o Palácio Real da Prússia; o <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Schloss_Charlottenhof">Schloss Charlottenhof</a>, neoclássico; o <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Orangerieschloss">Orangerie</a>, renascentista,  e o mais famoso, o <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Sanssouci">Sanssouci</a>, no melhor estilo Rococó e que foi construído para o rei Frederico o Grande desfrutar da vida sem preocupação (“Sans souci”). Tem também a casa de chá chinesa, obviamente com influência chinesa.</p>
<p>Postdam tem importância histórica ao ter sediado a <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Confer%C3%AAncia_de_Potsdam">Conferência de Postdam</a>, em 1945, quando Stalin, Churchill e Truman decidiram o que fazer com a Alemanha rendida na guerra. Consta que foi ali que Truman decidiu jogar as bombas atômicas em Hiroshima e Nagazaki. Este foi também o último encontro dos aliados da Segunda Guerra Mundial – depois disso, a distância entre União Soviética e Estados Unidos só se fez aumentar, culminando na Guerra Fria, cujo auge se deu nas décadas de 60 e 70.</p>
<p>Abaixo, algumas fotos que gostei da minha curta mas proveitosa estadia em Potsdam. Eu realmente gosto de fazer essas coisas nas minhas viagens.</p>
<div id="attachment_793" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><img class="size-full wp-image-793" title="IMG_0508" src="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2009/09/img_0508.jpg?w=500&#038;h=375" alt="Esculturas bem dramáticas no Novo Palácio" width="500" height="375" /><p class="wp-caption-text">Esculturas bem dramáticas no Novo Palácio</p></div>
<div id="attachment_794" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><img class="size-full wp-image-794" title="IMG_0523" src="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2009/09/img_0523.jpg?w=500&#038;h=320" alt="Fora do caminho; tirada do terraço do Schloss Charlottenhof" width="500" height="320" /><p class="wp-caption-text">Fora do caminho; tirada do terraço do Schloss Charlottenhof</p></div>
<div id="attachment_795" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><img class="size-full wp-image-795" title="IMG_0549" src="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2009/09/img_0549.jpg?w=500&#038;h=375" alt="Na escadaria do romântico Castelo renascentista Orangerie" width="500" height="375" /><p class="wp-caption-text">Na escadaria do romântico Castelo renascentista Orangerie</p></div>
<div id="attachment_796" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><img class="size-full wp-image-796" title="IMG_0563" src="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2009/09/img_0563.jpg?w=500&#038;h=375" alt="Ainda no Orangerie. Gostei muito dessa foto, não sei exatamente porque." width="500" height="375" /><p class="wp-caption-text">Ainda no Orangerie. Gostei muito dessa foto, não sei exatamente porque.</p></div>
<div id="attachment_797" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><img class="size-full wp-image-797" title="IMG_0574" src="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2009/09/img_0574.jpg?w=500&#038;h=666" alt="Passado, presente e futuro no Sanssouci. E eu dando uma de paparazzi." width="500" height="666" /><p class="wp-caption-text">Passado, presente e futuro no Sanssouci. E eu dando uma de paparazzi.</p></div>
<div id="attachment_798" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><img class="size-full wp-image-798" title="IMG_0579" src="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2009/09/img_0579.jpg?w=500&#038;h=375" alt="Nos fundos do Sanssouci." width="500" height="375" /><p class="wp-caption-text">Nos fundos do Sanssouci.</p></div>
<div id="attachment_799" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><img class="size-full wp-image-799" title="IMG_0598" src="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2009/09/img_0598.jpg?w=500&#038;h=666" alt="Nas belas vinhas dos terraços do Sanssouci" width="500" height="666" /><p class="wp-caption-text">Nas belas vinhas dos terraços do Sanssouci</p></div>
<p> </p>
<div id="attachment_800" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><img class="size-full wp-image-800" title="IMG_0561" src="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2009/09/img_0561.jpg?w=500&#038;h=375" alt="E um pouco do novo..." width="500" height="375" /><p class="wp-caption-text">E um pouco do novo...</p></div>
<p> Tem tantas outras&#8230;aos poucos vou colocando no <a href="http://www.flickr.com/marpcar">Flickr</a>&#8230;</p>
<p>Valeu a pena, não? Uma boa foto deve liberar alguma dose de endorfina e nos faz sentir melhor&#8230;</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/marcelopcarvalho.wordpress.com/792/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/marcelopcarvalho.wordpress.com/792/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/marcelopcarvalho.wordpress.com/792/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/marcelopcarvalho.wordpress.com/792/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/marcelopcarvalho.wordpress.com/792/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/marcelopcarvalho.wordpress.com/792/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/marcelopcarvalho.wordpress.com/792/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/marcelopcarvalho.wordpress.com/792/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/marcelopcarvalho.wordpress.com/792/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/marcelopcarvalho.wordpress.com/792/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/marcelopcarvalho.wordpress.com/792/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/marcelopcarvalho.wordpress.com/792/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/marcelopcarvalho.wordpress.com/792/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/marcelopcarvalho.wordpress.com/792/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=blog.oquederevier.com&amp;blog=5679249&amp;post=792&amp;subd=marcelopcarvalho&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Andando em Berlim (vídeos incluídos depois de publicar)</title>
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		<pubDate>Sat, 26 Sep 2009 14:45:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>marcelopcarvalho</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Acabei de voltar de Berlim, onde passei uma semana participando de dois congressos. Tive muito pouco tempo livre, mas deu para pegar um pouco da cidade e fotografar. Antes de tudo, Berlim tem uma história recente própria e ainda muito presente em função do Muro, que dividiu a cidade entre 1961 e 1989. Talvez pelo [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=blog.oquederevier.com&amp;blog=5679249&amp;post=777&amp;subd=marcelopcarvalho&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_778" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><img class="size-full wp-image-778" title="IMG_0477_3578x2603" src="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2009/09/img_0477_3578x2603.jpg?w=500&#038;h=363" alt="o rio Spree, visto do Monumento à Vitória" width="500" height="363" /><p class="wp-caption-text">o rio Spree, visto do Monumento à Vitória</p></div>
<p>Acabei de voltar de Berlim, onde passei uma semana participando de dois congressos. Tive muito pouco tempo livre, mas deu para pegar um pouco da cidade e fotografar.</p>
<p>Antes de tudo, Berlim tem uma história recente própria e ainda muito presente em função do Muro, que dividiu a cidade entre 1961 e 1989. Talvez pelo passado sombrio, a cidade hoje transpira uma intensidade que vi em poucos lugares. Os 3,5 milhões de habitantes parecem a cada momento celebrar a reconquista que significou a reunificação da cidade (e do país), que foi dividida ao meio após o final da segunda guerra mundial (o muro veio depois), sendo o símbolo máximo da Cortina de Ferro e da Guerra Fria. [PS: um alemão me disse que o que de fato unificou o país, o que significou a prova definita da nova Alemanha (ou da velha), foi a Copa do Mundo de 2006. O futebol, sempre...]</p>
<div id="attachment_779" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><img class="size-full wp-image-779" title="IMG_0141_3648x2736" src="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2009/09/img_0141_3648x2736.jpg?w=500&#038;h=375" alt="Postsdammer Platz, no domingo da maratona de Berlim" width="500" height="375" /><p class="wp-caption-text">Potsdamer Platz, no domingo da maratona de Berlim</p></div>
<p>E, como não podia deixar de ser, Berlim carrega o peso da guerra e das barbaridades cometidas pelos nazistas, cujo quartel general ficava lá mesmo. Além do belo Memorial ao Holocausto e respectivo museu, há também o Museu Judeu.</p>
<p>Um dos pontos altos da semana foi o jantar de gala do evento, realizado no Hangar 2 do velho aeroporto Tempelhof, no centro de Berlim e que foi efetivamente o principal aeroporto alemão na segunda guerra. As luzes se apagaram e foi passado um vídeo sobre a reunificação do país contado ao vivo por um narrador. Ao final, cai uma cortina, como se fosse um muro, e lá estão todas as mesas esperando pelos mais de 1.000 convidados. Bem emocionante, principalmente depois da fala do chairman do evento, ele mesmo nascido na Alemanha Oriental e que tinha 33 anos quando o muro caiu. Esse é um daqueles exemplos de que só quem viveu sabe o que significa. Mas dá para imaginar o que é, de repente, um muro separar uma cidade e uma cerca cortar ao meio um país.</p>
<p>Veja aqui um vídeo legal sobre a reunificação das Alemanhas e a queda do muro. Emociona.</p>
<span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://blog.oquederevier.com/2009/09/26/andando-em-berlim/"><img src="http://img.youtube.com/vi/MM2qq5J5A1s/2.jpg" alt="" /></a></span>
<div id="attachment_780" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><img class="size-full wp-image-780" title="IMG_0300_3648x2736" src="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2009/09/img_0300_3648x2736.jpg?w=500&#038;h=375" alt="Domingo de sol, perto da Categral de Berlim" width="500" height="375" /><p class="wp-caption-text">Domingo de sol, perto da Catedral de Berlim</p></div>
<p>Aliás, notei que uma das partes mais interessantes da cidade (embora certamente menos bem cuidada na época), ficava na Berlim Oriental: o centro histórico, com a ilha dos Museus e a maior parte dos canais &#8211; li que Berlim tem mais pontes do que Veneza e mais canais do que Amsterdam.</p>
<p><span style="text-decoration:underline;">Coisas que vale a pena fazer em Berlim</span></p>
<p>No primeiro dia em uma cidade nova, eu gosto de andar, sem perder muito tempo dentro de museus, shoppings, etc. Nesse dia, absorvo o espírito da cidade e depois vem o resto. É o momento de entender a cidade. E Berlim é ótima para caminhar, além de ter um sistema de metrô bem decente e completo.</p>
<p>Meu hotel ficava no final da Kurfürstendamm, uma espécie de Oscar Freire local. Era um hotel pequeno, novo, meio tecno, mas gostei. A atmosfera ali é a melhor possível, com vários restaurantes de bom nível com mesas ao ar livre e as lojas de grife de sempre.</p>
<div id="attachment_781" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><img class="size-full wp-image-781" title="IMG_0105_3169x2328" src="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2009/09/img_0105_3169x2328.jpg?w=500&#038;h=367" alt="A Kurfürstendamm à noite" width="500" height="367" /><p class="wp-caption-text">A Kurfürstendamm à noite</p></div>
<p>Ali na Ku Damm, como é chamada a avenida, eu pegava o metrô estação na Adenauerplatz, a uma 5 quadras, e dali ia para o centro: Postdamer Platz, onde tudo começa e onde hoje o que se vê são edifícios futuristas como o Sony Center. Perto dali, a uns 500 metros ao sul está a Topografia do Terror e uma longa seção do Muro. Ali era o quartel general da Gestapo e hoje basicamente há ruínas e um painel de fotos relatando as barbaridades do nazismo.</p>
<p>Achei o vídeo abaixo sobre Berlim após a Segunda Guerra. O vídeo começa no portão de Brandemburgo e vai em direção ao Leste, pela Unter den Linden, avenida que percorrei a pé. Talvez para mim seja diferente porque estive lá na semana passada, mas vejam se não é emocionante pensar que há menos de 70 anos a cidade estava assim:</p>
<span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://blog.oquederevier.com/2009/09/26/andando-em-berlim/"><img src="http://img.youtube.com/vi/-gZJ-FJi8Dw/2.jpg" alt="" /></a></span>
<p>Saindo de Postdamer Platz para Norte, mais uns 500 metros e passa-se pelo Memorial do Holocausto, que consiste de 2711 blocos de concreto, simulando túmulos de alturas variáveis, formando uma espécie de labirinto em que é impossível não brincar. Um jeito ao mesmo tempo sério e divertido de lidar com a história por trás do memorial, cujo museu vale a pena ver também.</p>
<div id="attachment_782" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><img class="size-full wp-image-782" title="IMG_0101_2736x3648" src="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2009/09/img_0101_2736x3648.jpg?w=500&#038;h=666" alt="Igreja destruída pela guerra, no início da Kurfürstendamm" width="500" height="666" /><p class="wp-caption-text">Igreja destruída pela guerra, no início da Kurfürstendamm</p></div>
<p>Logo após, chega-se ao cartão postal de Berlim: o Portão de Brandenburgo com a escultura da quadriga de cavalos que foi roubada por Napoleão quando da invasão francesa e remontada em Paris em sinal de humilhação aos alemães.</p>
<p>Ao lado do Portão, ao Norte, o austero prédio do parlamento, o Reichstag com sua cúpula de vidro que parece ser um must, mas que não consegui ir por causa da fila e de outras prioridades. Quem foi disse que vale a pena. O Reichstag fica às margens do rio Spree e, do outro lado dele, o complexo que (acho) faz parte do parlamento e que é chamado de “washing machine” (veja abaixo porque).</p>
<div id="attachment_783" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><img class="size-full wp-image-783" title="IMG_0440" src="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2009/09/img_0440.jpg?w=500&#038;h=375" alt="Washing machine" width="500" height="375" /><p class="wp-caption-text">Washing machine</p></div>
<p>A partir daí, pode-se tomar dois caminhos. O primeiro é virar a esquerda a caminhar pelas margens do Spree, dentro do Tiergarten, um enorme jardim público (mais parece uma floresta) de quase 300 hectares em pleno coração de Berlim, que se pode ter uma ideia melhor do que significa ao subir no momento à Vitória. O que se vê nesse caminho são gramados e encostas cheias de pessoas e alguns bares onde se toma uma bela cerveja alemã vendo os infindáveis barcos de turistas passando pelo rio Spree.</p>
<p>A outra alternativa é pegar a direita e entrar de vez no que era a Berlim Oriental (o muro passava bem ali, no Portão de Brandenburgo). O ponto final é Alexanderplatz, que ficou famosa pelo filme do Fassbinder, mas antes dela há a catedral e a ilha dos museus. O Pergamonmuseum vale a pena (não tive muito tempo de visitar os museus, só tive 1 dia livre e optei por caminhar e fotografar). Tive a sorte de estar lá no dia da maratona, que contou com 40 mil pessoas e o tempo, perfeito, daí minha preferência pelos locais abertos. Outro museu que parece valer apena é o DDR, que mostra como era a Alemanha Oriental no auge da Guerra Fria.</p>
<p>Uma dica final: Berlim é plana e é ótima para se pedalar. É fácil alugar uma bicicleta e as vias para ciclistas estão em todos os lugares, nas amplas calçadas da cidade. Talvez essa seja a melhor maneira de conhecer Berlim para quem não precisar parar a cada 10 metros para fotografar.</p>
<div id="attachment_784" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><img class="size-full wp-image-784" title="IMG_0390_3648x2736" src="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2009/09/img_0390_3648x2736.jpg?w=500&#038;h=375" alt="Canais do rio Spree, no centro histórico" width="500" height="375" /><p class="wp-caption-text">Canais do rio Spree, no centro histórico</p></div>
<p>Outra dica, antes que me esqueça. Se você tiver tempo, pegue um trem e vá para Postdam, a 15 minutos da estação Charlottenburg, que era do lado do meu hotel. É uma cidade vizinha, histórica, onde Churchill, Stalin e Truman decidiram o que fazer com a Alemanha no pós-guerra. A cidade é charmosa, cercada de belos lagos e castelos. Eu só tive uma tarde (na verdade, fugi do congresso em um dia chato) e me concentrei no parque Sanssouci, com o belo palácio que tem o mesmo nome. Mas as fotos de Potsdam eu coloco em outro post.</p>
<p>Não comprei nada por lá. Só trouxe mesmo as fotos, minhas impressões e lembranças especiais, como o jantar no <a href="http://www.petrocelli-berlin.de/index.php?option=com_content&amp;view=article&amp;id=62&amp;Itemid=54">Petrocelli</a>, no último dia. E paro por aqui&#8230;</p>
<div id="attachment_785" class="wp-caption alignnone" style="width: 509px"><img class="size-full wp-image-785" title="IMG_0180_3631x2341" src="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2009/09/img_0180_3631x2341.jpg?w=500" alt="Monumento ao Holocausto com o Tiergarten ao fundo"   /><p class="wp-caption-text">Monumento ao Holocausto com o Tiergarten ao fundo</p></div>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/marcelopcarvalho.wordpress.com/777/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/marcelopcarvalho.wordpress.com/777/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/marcelopcarvalho.wordpress.com/777/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/marcelopcarvalho.wordpress.com/777/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/marcelopcarvalho.wordpress.com/777/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/marcelopcarvalho.wordpress.com/777/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/marcelopcarvalho.wordpress.com/777/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/marcelopcarvalho.wordpress.com/777/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/marcelopcarvalho.wordpress.com/777/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/marcelopcarvalho.wordpress.com/777/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/marcelopcarvalho.wordpress.com/777/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/marcelopcarvalho.wordpress.com/777/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/marcelopcarvalho.wordpress.com/777/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/marcelopcarvalho.wordpress.com/777/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=blog.oquederevier.com&amp;blog=5679249&amp;post=777&amp;subd=marcelopcarvalho&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Para quem gosta de fotografia</title>
		<link>http://blog.oquederevier.com/2009/07/21/para-quem-gosta-de-fotografia/</link>
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		<pubDate>Tue, 21 Jul 2009 12:26:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>marcelopcarvalho</dc:creator>
				<category><![CDATA[fotografia]]></category>
		<category><![CDATA[Geografia]]></category>
		<category><![CDATA[História]]></category>
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		<category><![CDATA[National Geographic]]></category>

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		<description><![CDATA[Fiquei &#8220;viciado&#8221; no Daily Dozen, da National Geographic Magazine. É uma seleção diária de 12 fotos enviadas pelos leitores e publicada no site da NGM. Cada foto conta uma história, que pode ser da família, de um local, de pessoas desconhecidas. São fotos variadas, de gente, lugares, tiradas por pessoas &#8220;normais&#8221;, no máximo fotógrafos amadores. Normalmente, fotos muito [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=blog.oquederevier.com&amp;blog=5679249&amp;post=697&amp;subd=marcelopcarvalho&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Fiquei &#8220;viciado&#8221; no <a href="http://ngm.nationalgeographic.com/your-shot/daily-dozen">Daily Dozen</a>, da National Geographic Magazine. É uma seleção diária de 12 fotos enviadas pelos leitores e publicada no site da NGM. Cada foto conta uma história, que pode ser da família, de um local, de pessoas desconhecidas.</p>
<p>São fotos variadas, de gente, lugares, tiradas por pessoas &#8220;normais&#8221;, no máximo fotógrafos amadores. Normalmente, fotos muito boas. Acompanhando diariamente o que a editora Susan Welchman seleciona, é possível conhecer um  pouco do mundo e perceber como a fotografia é uma forma de arte que reduz nossa ignorânica e nos aproxima da natureza, das pessoas e da nossa própria história.</p>
<p><a href="http://ngm.nationalgeographic.com/your-shot/daily-dozen">Confira clicando aqui</a>.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/marcelopcarvalho.wordpress.com/697/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/marcelopcarvalho.wordpress.com/697/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/marcelopcarvalho.wordpress.com/697/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/marcelopcarvalho.wordpress.com/697/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/marcelopcarvalho.wordpress.com/697/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/marcelopcarvalho.wordpress.com/697/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/marcelopcarvalho.wordpress.com/697/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/marcelopcarvalho.wordpress.com/697/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/marcelopcarvalho.wordpress.com/697/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/marcelopcarvalho.wordpress.com/697/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/marcelopcarvalho.wordpress.com/697/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/marcelopcarvalho.wordpress.com/697/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/marcelopcarvalho.wordpress.com/697/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/marcelopcarvalho.wordpress.com/697/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=blog.oquederevier.com&amp;blog=5679249&amp;post=697&amp;subd=marcelopcarvalho&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Exposição de Pierre Verger, em Piracicaba</title>
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		<pubDate>Fri, 05 Jun 2009 22:43:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>marcelopcarvalho</dc:creator>
				<category><![CDATA[antropologia]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[fotografia]]></category>
		<category><![CDATA[História]]></category>
		<category><![CDATA[cultura negra]]></category>
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		<description><![CDATA[Estou para fazer esse post já há algum tempo. Até dia 21 de junho, estará no Teatro Municipal, aqui em Piracicaba, a exposição de fotografias &#8220;O Olhar Viajante&#8221; de Pierre Verger, um dos principais etnólogos e fotógrafos radicados no Brasil e que fotografou a cultura negra no Brasil e na África. São impressionantes as semelhanças de rituais, [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=blog.oquederevier.com&amp;blog=5679249&amp;post=639&amp;subd=marcelopcarvalho&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Estou para fazer esse post já há algum tempo. Até dia 21 de junho, estará no Teatro Municipal, aqui em Piracicaba, a <a href="http://www.indicapira.com.br/texto.aspx?idcontent=5517">exposição de fotografias &#8220;O Olhar Viajante&#8221;</a> de <a href="http://www.pierreverger.org/">Pierre Verger</a>, um dos principais etnólogos e fotógrafos radicados no Brasil e que fotografou a cultura negra no Brasil e na África. São impressionantes as semelhanças de rituais, instrumentos musicais, roupas.  Vale a pena ir.</p>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-640" title="verger1" src="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2009/06/verger1.jpg?w=500" alt="verger1"   /></p>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-641" title="verger2" src="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2009/06/verger2.jpg?w=500" alt="verger2"   /></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/marcelopcarvalho.wordpress.com/639/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/marcelopcarvalho.wordpress.com/639/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/marcelopcarvalho.wordpress.com/639/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/marcelopcarvalho.wordpress.com/639/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/marcelopcarvalho.wordpress.com/639/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/marcelopcarvalho.wordpress.com/639/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/marcelopcarvalho.wordpress.com/639/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/marcelopcarvalho.wordpress.com/639/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/marcelopcarvalho.wordpress.com/639/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/marcelopcarvalho.wordpress.com/639/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/marcelopcarvalho.wordpress.com/639/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/marcelopcarvalho.wordpress.com/639/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/marcelopcarvalho.wordpress.com/639/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/marcelopcarvalho.wordpress.com/639/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=blog.oquederevier.com&amp;blog=5679249&amp;post=639&amp;subd=marcelopcarvalho&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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