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	<title>O que der e vier &#187; Pessoas</title>
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	<description>Idéias, pensamentos e impressões, por Marcelo Pereira de Carvalho</description>
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		<title>O que der e vier &#187; Pessoas</title>
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		<title>A melhor autobiografia que já li</title>
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		<pubDate>Sat, 01 Jan 2011 23:17:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>marcelopcarvalho</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Difícil escrever depois de tanto tempo. Estou há dias ensaiando, sem ânimo suficiente, sempre pré-concluindo que dará trabalho demais para resultado de menos. Na verdade, estou há meses ensaiando sem encontrar temas adequados que resultem em algo decente, sem muita exposição, que é a minha tônica atual. Acho que, no final, até agradeço essa ausência: [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=blog.oquederevier.com&amp;blog=5679249&amp;post=1067&amp;subd=marcelopcarvalho&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Difícil escrever depois de tanto tempo. Estou há dias ensaiando, sem ânimo suficiente, sempre pré-concluindo que dará trabalho demais para resultado de menos. Na verdade, estou há meses ensaiando sem encontrar temas adequados que resultem em algo decente, sem muita exposição, que é a minha tônica atual. Acho que, no final, até agradeço essa ausência: me poupa de pensar mais do que já penso e também de ter de organizar as ideias no papel, sem saber o que irei encontrar ao terminar – acho que não ando querendo encontrar nada que já não saiba.</p>
<p>Primeiro dia do ano, chuvoso, não há muito a fazer, então vamos lá. O tema que me faz escrever é a biografia do ex-tenista <a href="http://www.andreagassi.com">Andre Agassi</a> (“Open”, na versão original, mas somente Agassi em português), meu contemporâneo de início de 1970. Devorei esse livro de 500 páginas em 3 dias e lembrei, mais do que nunca, que sempre há dois livros escritos em um: o livro realmente escrito pelo autor e aquele que repercute na cabeça de quem lê, que terá contornos muito particulares.</p>
<p><a href="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2011/01/agassi11.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-1070" title="agassi1" src="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2011/01/agassi11.jpg?w=500" alt=""   /></a></p>
<p>Nunca fui grande fã de tênis, mas lembro-me de quando Agassi ganhou de Luiz Mattar seu primeiro torneio profissional, creio que em1987, em Itaparica, na Bahia. Duvido que alguém que não era grande fã de tênis irá se lembrar disso. Simplesmente não há motivo para isso! Andre um tenista iniciante e o torneio era sem muita importância, mas, por alguma razão, aquilo entrou e não saiu mais da minha memória, como muitas outras coisas, é verdade. Como diz Agassi no livro, “minha memória não é como minha sacola de tênis: não consigo controlar o que há lá dentro. Tudo entra e nada parece sair”.</p>
<p>O ponto central da autobiografia, que foi colocada no papel de forma brilhante por J.R. Moehringer (de <em>Sede de Viver</em>), são as contradições que caracterizam a figura de Agassi. Para começar, ele odiava tênis ou, talvez melhor colocado, uma parte dele odiava. Mesmo assim, foi o quinto melhor tenista da história e o único a ganhar o Grand Slam de carreira – os quatro principais torneios e a medalha de ouro olímpica. Como alguém que odiava o que fazia poderia ir tão longe? De onde vinha toda essa motivação, se dentro dele mesmo ela aparentemente inexistia?</p>
<p>Parte da resposta, além da contradição em si (afinal, parte dele amava o tênis, ainda que sem saber ao certo disso), estava na obsessão, no “instinto assassino” que tinha em quadra (segundo definição do pai) e no perfeccionismo, injetado desde criança pelo seu pai violento e obsessivo, que o forçada a horas intermináveis de treinos, quando as outras crianças estavam brincando ou estudando. Para se ter uma ideia do que foi o pai dele, foi forçado a tomar anfetaminas para melhorar o desempenho quando era apenas um garoto.</p>
<p>A influência negativa do pai impactou por toda sua vida. Agassi lutou contra ela o quanto pode, e das maneiras mais distintas: além de detestar o esporte que definiu sua trajetória, sempre conviveu com a autodestruição e autossabotagem, como que tentando mostrar para si e para os outros que aquele não era ele. Envolveu-se com drogas; perdeu partidas de propósito ou sabendo que iria perder, até <em>desejando</em> perder; certa vez quebrou todos os seus troféus e, em outra, deu suas raquetes para mendigos, dizendo que nunca mais jogaria tênis. Fisicamente, novamente as contradições: apesar de um problema congênito nas costas que lhe causava dores incríveis, foi conhecido como um dos jogadores com a melhor movimentação de fundo de quadra do circuito.</p>
<p>A busca pelo auto-conhecimento permeia toda a sua história, a partir da primeira frase no livro: “abro os olhos e não sei onde estou, nem quem sou. Isso Não é nenhuma novidade, pois passei metade da minha vida sem saber”. Não é o tipo de frase inicial que se espera na biografia de um dos esportistas de maior sucesso da história, mas passa logo de cara a mensagem: não espere (somente) o relato sucessivo de conquistas e lembranças boas e ruins, mas principalmente a tentativa de alguém que, a despeito do sucesso crescente, não sabia ao certo o que estava fazendo ali, se tudo aquilo de fato lhe pertencia ou era ele. Apenas desconfiava que não, que era uma fraude, uma farsa que assinava embaixo. Alguém que, aos olhos do mundo, era um prodígio, um sucesso, mas que, de noite, no escuro, com a cabeça no travesseiro, queria simplesmente largar tudo e ir embora, fazer alguma coisa diferente, sem saber o que.</p>
<p>Com o tempo, Agassi começa a aceitar as contradições como parte de sua  pessoa, sem tentar lutar contra elas. Aceita que quer jogar tudo para o alto mas, ao mesmo tempo, não está preparado para isso. Aceita que tem o instinto assassino, mas por vezes tudo o que quer é perder o jogo e ir embora. Aceita que, apesar de todo o sucesso e todo o dinheiro, continua não tendo todas as respostas – talvez tenha até mais perguntas do que respostas.</p>
<p>Em certo momento, ao falar do pai que, além de violento não demonstrava qualquer tipo de empatia e compaixão, sendo completamente obcecado pelo tênis, ele diz algo como “poucos de nós têm a graça do auto-conhecimento e, até que isso aconteça, talvez o melhor seja sermos consistentes”. A consistência é, assim, uma auto-defesa, uma maneira de não ter de lidar com as contradições, com as ideias opostas habitando o mesmo cérebro, cada uma puxando para um lado. Alguém disse (Einstein?) que gênio é aquele que consegue lidar com duas ideias opostas e ainda assim manter a sanidade.</p>
<p>Ao final, Agassi se rende a sua personalidade contraditória, usando uma citação que sempre gostei muito &#8211; aliás, à medida que fui lendo o livro, a lembrança dessa citação me foi crescendo, até que no final, a encontrei: “<em>Eu me contradigo? Muito bem, então eu me contradigo</em>”- Walt Whitman.</p>
<p>O livro, como se percebe, não é apenas destinado a fãs do tênis, ainda que estes certamente terão enorme prazer em lembrar de jogos e torneios memoráveis, agora sob a visão de um dos protagonistas. Há passagens engraçadas, como o dia em que Agassi e sua equipe viram um cara desengonçado jogar um tênis horrível, dizendo entre si que esse jogador não teria a menor chance no circuito profissional – esse jogador viria a ser…Pete Sampras, seu maior rival e um dos maiores de todos os tempos.  O livro prende do começo ao fim e o capítulo final é simplesmente grandioso, um verdadeiro <em>match point</em>.</p>
<p>Há, acima de tudo, um processo generoso de franqueza, parte da jornada de auto-conhecimento que Agassi decidiu dividir com o mundo, a começar pela capa (e pelo título original), em que seu rosto nu, sem expressão, ocupa a totalidade.</p>
<p>Não sei porque exatamente esse livro me impactou tanto (ou talvez , no fundo, saiba): nunca fui esportista de elite, muito menos famoso, não vejo graça alguma em Las Vegas (de onde ele é e onde mora até hoje com sua segunda esposa, a super-tenista Stefanie Graf e dois filhos) e nem cheguei perto de me casar com a Brooke Shields.</p>
<p>Sei apenas que foi criada uma conexão; ou, quem sabe, essa conexão sempre existira &#8211; a explicação para que eu tenha guardado na memória, sem qualquer razão aparente, aquela distante vitória inicial em Itaparica. Era como se, por algum motivo desconhecido, eu tivesse instintivamente captado, em meio ao caos de informações sem importância que, naquele momento, algo relevante estava começando a acontecer.</p>
<p><a href="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2011/01/agassis1.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-1072" title="agassis" src="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2011/01/agassis1.jpg?w=500" alt=""   /></a></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/marcelopcarvalho.wordpress.com/1067/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/marcelopcarvalho.wordpress.com/1067/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/marcelopcarvalho.wordpress.com/1067/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/marcelopcarvalho.wordpress.com/1067/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/marcelopcarvalho.wordpress.com/1067/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/marcelopcarvalho.wordpress.com/1067/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/marcelopcarvalho.wordpress.com/1067/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/marcelopcarvalho.wordpress.com/1067/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/marcelopcarvalho.wordpress.com/1067/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/marcelopcarvalho.wordpress.com/1067/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/marcelopcarvalho.wordpress.com/1067/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/marcelopcarvalho.wordpress.com/1067/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/marcelopcarvalho.wordpress.com/1067/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/marcelopcarvalho.wordpress.com/1067/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=blog.oquederevier.com&amp;blog=5679249&amp;post=1067&amp;subd=marcelopcarvalho&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Dica de filme: &#8220;O Clube do Imperador&#8221;</title>
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		<pubDate>Wed, 03 Nov 2010 21:02:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>marcelopcarvalho</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Outro dia assisti meio por acaso ao filme “O clube do imperador”(Emperor&#8217;s Club), de 2002 e que por aqui só saiu em vídeo. Uma pena. O filme é dirigido por Michael Hoffman e tem a participação brilhante de Kevin Kline e Emile Hirsch. William Hundert (Kline) é um professor de cultura ocidental  em uma tradicional [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=blog.oquederevier.com&amp;blog=5679249&amp;post=1045&amp;subd=marcelopcarvalho&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Outro dia assisti meio por acaso ao filme “O clube do imperador”(<a href="http://www.imdb.com/title/tt0283530/">Emperor&#8217;s Club</a>), de 2002 e que por aqui só saiu em vídeo. Uma pena. O filme é dirigido por Michael Hoffman e tem a participação brilhante de Kevin Kline e Emile Hirsch.</p>
<p><a href="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2010/11/captura-de-tela-2010-11-02-as-16-54-171.png"><img class="alignnone size-full wp-image-1048" title="Captura de tela 2010-11-02 às 16.54.17" src="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2010/11/captura-de-tela-2010-11-02-as-16-54-171.png?w=500" alt=""   /></a></p>
<p>William Hundert (Kline) é um professor de cultura ocidental  em uma tradicional escola de elite para garotos, idealista e quem tem a preocupação real de contribuir para a formação de seus alunos. Ética, moral e caráter são conceitos passados utilizando o exemplo de filósofos gregos e romanos. De nada adianta realizar se estas realizações não estiverem ancoradas solidamente nestes valores. “O caráter de um homem é o seu destino”, diz.</p>
<p>Com a chegada de um novo aluno, Sedgewick Bell (Emile Hirsch), o professor é desafiado como nunca fora antes. Hirsch é indisciplinado, mal educado, questionador e imoral.</p>
<p>Hundert encara o desafio de “corrigir” o garoto, colocando-o no caminho que considera correto. Seu trabalho aparentemente é recompensado: Bell passou a estudar e colocou como meta se classificar entre os três finalistas do concurso Julio Cesar. Ele quase consegue – fica com a quarta vaga – mas Hundert altera uma das notas para que seu pupilo regenerado atingisse a meta.</p>
<p>No concurso, Hundert descobre que Bell trapaceou para vencer, e pergunta a ele o porque, já que sabia a matéria. “Porque não?”, retrucou, mostrando que seria bem mais difícil mudar o comportamento aprendido com seu pai, um senador da república, do que o professor supunha.</p>
<p>Falando assim, o filme parece um pouco Sociedade dos Poetas Mortos: um professor apaixonado empenhando-se para ensinar alunos e, com isso, produzir grandes homens. Mas seria injusto ficar nessa comparação. Apesar de fama bem menor, Emperor’s Club é superior ao apresentar uma dubiedade importante.</p>
<p>De um lado, o filme nos faz acreditar na humanidade, no idealismo, na gratidão, no caráter. O exemplo mais contundente, além do próprio professor, que carregou a culpa de seu erro pelo resto da vida ao favorecer um aluno desonesto, reside no próprio aluno que fora prejudicado. Anos depois ao saber da injustiça, soube relevar o fato, mostrando grandeza (a cena final é especialmente tocante), apesar de ter sido algo muito duro na época: seu avô e seu pai haviam ganho o prestigioso prêmio, e a não classificação representou um enorme fracasso para o jovem gordinho e de óculos, cujas esperanças de ser alguém de destaque precisavam naquela conquista.</p>
<p>A escolha equivocada do professor nos faz lembrar que somos responsáveis por muitos outros destinos que não o nosso, queiramos ou não. Pequenos atos equivocados, até com a melhor das intenções (Hundert achava que “perderia” novamente Bell caso este não se classificasse por tão pouco), podem resultar em caminhos muitos distintos para os envolvidos, quando projetados no longo prazo.</p>
<p>Mas além da crença no perdão e na grandeza, o filme também passa a mensagem de que caráter não tem relação com sucesso. Mais ainda: a conduta errada pode ser recompensada, ao menos materialmente, como pode ser percebido pelo status financeiro de Bell muitos anos depois de sair da escola.  Há um ceticismo implícito no sucesso de Bell (e de seu pai): a sociedade não recompensa pelos meios, mas sim pelos fins; o que conta é o resultado, não o processo. Lembrei aqui de um post antigo que escrevi sobre liderança (<a href="http://blog.oquederevier.com/2008/12/07/lideranca-uma-outra-abordagem/">O lado menos nobre da liderança</a>), em que menciono um trecho que gosto muito em um dos livros do Paul Auster, falando justamente sobre malandros e o sucesso.</p>
<p>Esse comportamento do fim justificar os meios está permeado em nossa sociedade, queiramos ou não. Quer um exemplo? O coroado time de vôlei masculino do Brasil, dirigido pelo incontestável Bernardinho, que perdeu um jogo para cair em uma chave mais fácil no mundial. Podemos ficar chocados e condenar o ato, mas cuidado com a hipocrisia: eles serão, no final, cobrados pelo resultado, e se comportam alinhados a essa cobrança. Essa postura é irmã siamesa do “rouba mas faz”,  etc.</p>
<p>É interessante que o professor tenta, infrutiferamente, mudar o comportamento do aluno e, depois do homem que se formou a partir daquelas bases. Mas não estão na mesma sintonia – Bell não vai pensar como Hundert e, portanto, é imune aos argumentos buscados nos valores morais. Não se muda o caráter de alguém, afinal, propõe o filme. O único momento em que Bell titubeia em sua conduta inescrupulosa ocorre quando o filho pequeno escuta sem querer o pai falando de suas trapaças. Ele se envergonha, mostrando que, no final, sabe que está errado, sabe que há um comportamento aceitável e outro inaceitável, há uma ética presente em todos os humanos, independentemente da origem e criação.</p>
<p>O Clube do Imperador é um filme que merece ser visto. Além de ótima produção, bate fundo na tecla dos valores pessoais e da sociedade, tema muito oportuno ao momento atual da política, da economia e do meio ambiente mundial.</p>
<p><a href="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2010/11/captura-de-tela-2010-11-02-as-16-56-00.png"><img class="alignnone size-full wp-image-1049" title="Captura de tela 2010-11-02 às 16.56.00" src="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2010/11/captura-de-tela-2010-11-02-as-16-56-00.png?w=500" alt=""   /></a></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/marcelopcarvalho.wordpress.com/1045/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/marcelopcarvalho.wordpress.com/1045/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/marcelopcarvalho.wordpress.com/1045/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/marcelopcarvalho.wordpress.com/1045/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/marcelopcarvalho.wordpress.com/1045/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/marcelopcarvalho.wordpress.com/1045/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/marcelopcarvalho.wordpress.com/1045/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/marcelopcarvalho.wordpress.com/1045/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/marcelopcarvalho.wordpress.com/1045/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/marcelopcarvalho.wordpress.com/1045/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/marcelopcarvalho.wordpress.com/1045/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/marcelopcarvalho.wordpress.com/1045/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/marcelopcarvalho.wordpress.com/1045/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/marcelopcarvalho.wordpress.com/1045/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=blog.oquederevier.com&amp;blog=5679249&amp;post=1045&amp;subd=marcelopcarvalho&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Rock in Rio I ….lembranças de 1985</title>
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		<pubDate>Tue, 17 Aug 2010 01:26:11 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[O anúncio da nova edição do Rock in Rio me resgatou velhas lembranças da adolescência. Sejamos justos: a maioria de nós tem poucos momentos que geram histórias a ser contadas para os filhos e netos. No mais das vezes, é uma existência normal, distante do que vemos em filmes e lemos nos livros. Afinal, não [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=blog.oquederevier.com&amp;blog=5679249&amp;post=1033&amp;subd=marcelopcarvalho&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O anúncio da nova edição do Rock in Rio me resgatou velhas lembranças da adolescência. Sejamos justos: a maioria de nós tem poucos momentos que geram histórias a ser contadas para os filhos e netos. No mais das vezes, é uma existência normal, distante do que vemos em filmes e lemos nos livros. Afinal, não somos heróis. Claro, há as exceções – mas refiro-me à maioria de nós.</p>
<p>Se até agora eu tiver uma dezena de momentos destes, sentirei-me plenamente satisfeito. Não sei se chegam a uma dezena, mas o que envolve a primeira edição do Rock in Rio certamente é uma delas.</p>
<p>Início de 1985. Eu tinha 14 anos e ouvia basicamente heavy metal.  Não era metaleiro – aliás termo odioso. Simplesmente gostava da música, junto com amigos da rua e do colégio. Era o que nos unia, naquele momento de transição entre ser uma criança e o protótipo de alguém na vida. No mais, era um garoto normal, de classe média, aluno mediano, mirrado, que jogava bola e pouco mais do que isso. Não usava correntes, tinha o cabelo curto.</p>
<p>Mas cismei que queria ir ao Rock in Rio. E, quando cismava, era difícil me demover. Imagine, naquela época, ver ao vivo o Ozzy, Iron Maiden, AC/DC, Scorpions…era um sonho, em uma época em que não havia nem sombra de internet, em que o Brasil era periferia do mundo, como outros (muitos) países ainda o são. Ninguém vinha para cá. Os ídolos, só em revistas, a maioria importada. Era a época em que pegámos o ônibus Ceasa 6262, ou o Lapa 875C, para irmos ao centro de São Paulo comprar camisetas, buttons e discos importados na Woodstock (ainda existe? que pergunta…) ou na Baratos Afins. Era uma aventura de quase um dia todo: moleques arrumados, filhinhos de papais disfarçados de roqueiros, andando em meio a cabeludos mal encarados, com tatuagens – eram mais raras &#8211; correntes nas calças e no pescoço.</p>
<p>Junto comigo, alguns amigos convenceram seus pais, e lá fomos para o Rio naquele janeiro de 1985. Fiquei na casa de parentes cariocas da minha finada avó, que estrategicamente foi ao Rio comigo mas, claro, não ao festival.</p>
<p>Dos 9 dias, comprei ingresso para 4. Os 4 dias em que havia heavy metal, entre eles o primeiro, dia 11 de janeiro (de repente, me vem à cabeça os outros dias – 15, 16 e, o último, 19).  Aliás, não existe ex-amante de heavy metal. Ao longo da vida, você alarga seus horizontes e gostos musicais, pode até não ouvir mais, mas o sangue vai ferver quando ouvir os velhos mestres – Black Sabbath, Led Zeppelin, Iron Maiden, Judas Priest, etc, como um felino selvagem que foi supostamente domesticado. Talvez não tenha a ver com o heavy metal em si, mas com a música, qualquer que seja, que você ouvia nessa época marcante de sua vida.</p>
<p>Ir ao Rock in Rio foi uma insanidade. Aliás, o Rock in Rio I foi uma insanidade. Dezenas de milhares de pessoas amontoadas em uma cidade do Rock sem qualquer infra-estrutura, em que pequenas brigas ocasionavam a movimentação de manadas de pessoas aos gritos, sob o risco de pisoteamento. Depois de 9 dias, o cheiro era insuportável: urina, barro, chuva, tudo se misturava. Lembro-me de, exausto, deitar sob alguma coisa que me fez sentir minimamente protegido, e dormir um pouco, não sem antes observar dezenas de baratas e alguns ratos zanzando ao meu redor. Mas o sono era mais forte.</p>
<p><a href="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2010/08/captura-de-tela-2010-08-16-as-21-23-06.png"><img class="alignnone size-full wp-image-1035" title="Captura de tela 2010-08-16 às 21.23.06" src="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2010/08/captura-de-tela-2010-08-16-as-21-23-06.png?w=500" alt=""   /></a></p>
<p>Mas, como muitas vezes acontece quando a prudência é abandonada por pura ingenuidade, sobrevivemos. Mesmo quando nos separávamos por variadas razões, conseguíamos nos encontrar para ir embora. Mesmo quando teimávamos em ficar a metros do palco – com a clara sensação de que, na iminência de um corre-corre, não teríamos para onde escapar -  nosso anjo da guarda esteve a postos. De fato, só muito tempo depois fui racionalizar e compreender a loucura que foi tudo aquilo. Talvez nem tenha sido tudo isso; talvez a idade, a responsabilidade, filhos, etc. vão nos infundido temor e cautela.</p>
<p>Mas, devaneios a parte, eu estava lá e vi meus ídolos, aqueles que só ouvia nos discos de vinil (CDs estavam apenas começando!). Porém, não era suficiente. Todos eles estavam hospedados no Copacabana Palace, em cuja entrada amontoavam-se centenas de pessoas na inútil tentativa de tirar uma foto, ou ao menos ver de relance nossos ídolos em sua rotina diária, entre shows. Lá fui eu também.</p>
<p>Mas para mim não era suficiente. Resolvi bolar um plano para o que era até então impossível: entrar no Copacabana Palace, ver os ídolos de perto, talvez pegar autógrafos.</p>
<p>Era a hora da minha avó entrar em cena. Certamente não iriam barrar a entrada de uma respeitável senhora, desejosa de tomar seu chá das cinco no Copa, acompanhada de seu também respeitável neto, cabelinho cortado e com a aparência de filhinho de papai que, comparado com os demais tipos presentes, certamente o era.</p>
<p>Dito e feito. Enquanto os fãs se amontoavam na porta tentando migalhas, entramos tranquilamente no Copa. Era a chance de ver os ídolos de perto – mais do que isso, confesso, o que me deixava exultante era o fato de meus amigos não poderem fazer o mesmo. Sei, é uma visão pequena e egoísta, mas explicável considerando que eu era o menor da turma, com tudo aquilo que sempre acompanha o menor da turma, ainda mais na adolescência. Era uma sutil vingança.</p>
<p>Aos poucos, eles foram aparecendo. O Iron Maiden já tinha ido embora, mas Angus Young, do AC/DC, estava lá; Klaus Meine, do Scorpions, estava lá; David Coverdale, do Whitesnake, estava lá.</p>
<p>Mas a maior surpresa foi diante do elevador do Copa. Não me lembro agora porque exatamente eu estava na porta do elevador, mas lembro-me claramente que, quando a porta se abriu, ele estava lá. Aquela figura grotesca, caricatural, assustadora: Ozzy Osbourne, meu ídolo na época, um ícone saído há poucos anos do Black Sabbath, minha banda favorita.</p>
<p>Meu inglês era pífio na época, e acho que mesmo que não fosse, o que eu poderia falar para alguém como o Ozzy? Simplesmente estendi o papel e a caneta, ele assinou um garrancho provavelmente pela milionésima vez na vida, certamente nem reparou em mim, mas era o suficiente: poderia agora voltar para casa com a minha história.</p>
<p>Uma história que ficou dormente até que ouvi ontem “se a vida começasse agora….”. É engraçado – são 25 anos, mas parece que foi ontem.</p>
<p>Não sei onde forar parar os autógrafos que tanto valeram na época. Provavelmente no lixo alguns anos depois, quando deixaram de significar, quando outros fatos e realidades tornaram-se mais relevantes. Mas a memória, essa fica…</p>
<p>You Tube…o que faríamos sem ele?</p>
<p>Não tem como me emocionar ainda mais ao ver esse vídeo: Ozzy Osbourne cantando Crazy Train. <em>Eu estava lá. E </em>foi essa a figura que vi na minha frente!</p>
<span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://blog.oquederevier.com/2010/08/17/rock-in-rio-i-%e2%80%a6-lembrancas-de-1985/"><img src="http://img.youtube.com/vi/KZtXKsRH4Gg/2.jpg" alt="" /></a></span>
<p>Mais uma canja: AC/DC em Highway to Hell, no Rock in Rio 1985:</p>
<!--YouTube Error: bad URL entered-->
<p>E (não consigo parar), Iron Maiden, com The Number of the Beast, idem:</p>
<!--YouTube Error: bad URL entered-->
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/marcelopcarvalho.wordpress.com/1033/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/marcelopcarvalho.wordpress.com/1033/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/marcelopcarvalho.wordpress.com/1033/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/marcelopcarvalho.wordpress.com/1033/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/marcelopcarvalho.wordpress.com/1033/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/marcelopcarvalho.wordpress.com/1033/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/marcelopcarvalho.wordpress.com/1033/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/marcelopcarvalho.wordpress.com/1033/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/marcelopcarvalho.wordpress.com/1033/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/marcelopcarvalho.wordpress.com/1033/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/marcelopcarvalho.wordpress.com/1033/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/marcelopcarvalho.wordpress.com/1033/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/marcelopcarvalho.wordpress.com/1033/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/marcelopcarvalho.wordpress.com/1033/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=blog.oquederevier.com&amp;blog=5679249&amp;post=1033&amp;subd=marcelopcarvalho&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Certezas e incertezas, presente e futuro</title>
		<link>http://blog.oquederevier.com/2010/04/29/certezas-e-incertezas-presente-e-futuro/</link>
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		<pubDate>Thu, 29 Apr 2010 01:27:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>marcelopcarvalho</dc:creator>
				<category><![CDATA[fotografia]]></category>
		<category><![CDATA[Pessoas]]></category>
		<category><![CDATA[Poesia]]></category>
		<category><![CDATA[Psicologia]]></category>

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		<description><![CDATA[Dando continuidade ao post anterior, eis a minha história, apresentada como trabalho de conclusão do workshop de fotografia que fiz na Califórnia. O trabalho era apresentar uma história a partir de 5 a 7 fotos tiradas durante o workshop. Tema livre, fotos livres. Um desafio, portanto. Procurei trabalhar com quatro conceitos: presente e futuro, certezas e [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=blog.oquederevier.com&amp;blog=5679249&amp;post=991&amp;subd=marcelopcarvalho&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Dando continuidade ao <a href="http://blog.oquederevier.com/2010/04/28/every-picture-tells-a-story/">post anterior</a>, eis a minha história, apresentada como trabalho de conclusão do workshop de fotografia que fiz na Califórnia. O trabalho era apresentar uma história a partir de 5 a 7 fotos tiradas durante o workshop. Tema livre, fotos livres. Um desafio, portanto.</p>
<p>Procurei trabalhar com quatro conceitos: presente e futuro, certezas e incertezas. Na verdade, sobre as mudanças pelas quais todos nós passamos, e que nos afetam, demandando um novo equilíbrio, que nem sempre vem imediatamente. Nas fotos, o primeiro plano representa o presente, o horizonte ou segundo plano representa o futuro. O foco representa as certezas, o fora de foco representa as incertezas.</p>
<p>Há momentos em que temos certeza de tudo. Tudo é claro, brilhante, quase perfeito. Não há dúvidas, não há preocupação com o futuro. O presente ocupa todos os espaços e parece eterno. Podemos tudo, somos imortais, o instante parece eterno. Sim, há momentos ou fases como essa, e a foto que usei para expressar isso foi essa:</p>
<p><a href="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2010/04/img_4806.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-992" title="IMG_4806" src="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2010/04/img_4806.jpg?w=500&#038;h=333" alt="" width="500" height="333" /></a></p>
<p>Mas as coisas não são assim. O mundo se movimenta, os fatos se apressam, tudo, no final, tende à desordem. O nível de entropia sempre cresce, define a física. E contra a física, não adianta teimar. Por vezes, navegamos em águas turbulentas, que nos levarão a lugares inesperados e a princípio indesejáveis. A mudança é inerente à vida, mas como a tememos…A foto que usei para expressar a mudança foi essa:</p>
<p><a href="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2010/04/marcelocarvalho2.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-993" title="MarceloCarvalho2" src="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2010/04/marcelocarvalho2.jpg?w=500&#038;h=333" alt="" width="500" height="333" /></a></p>
<p>E então começamos a nos confundir, a perder as referências. O futuro já é não tão claro como antes. O que vem por aí? As certezas do início, de repente, se perdem e o futuro assusta. Perde-se a harmonia e tudo parece vir em alta velocidade, um redemoinho inesperado e sem saída:</p>
<p><a href="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2010/04/img_4872.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-994" title="IMG_4872" src="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2010/04/img_4872.jpg?w=500&#038;h=333" alt="" width="500" height="333" /></a></p>
<p>A mudança, enfim, nos atordoa. Nem presente nem futuro ficam claros, as referências são perdidas de vez e nos vemos à deriva, longe de encontrar um porto seguro. O que deu errado? Como perdemos o chão, se estávamos tão ancorados? Tudo era perfeito – ou, aos olhos de agora, pareciam… Nesse momento, tudo se mistura de forma caótica, e o que vemos é apenas uma imagem do que deve ser a realidade:</p>
<p><a href="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2010/04/img_4926.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-995" title="IMG_4926" src="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2010/04/img_4926.jpg?w=500&#038;h=333" alt="" width="500" height="333" /></a></p>
<p>Ainda, o temor persiste, algo tenebroso, escuro. Mas a harmonia começa a voltar, começamos a vislumbrar onde estamos, é o início da transição: (observação: o Frans Lanting achou que essa imagem poderia ser suprimida, apesar de belíssima; mas como eu era o dono da história e queria incluir de qualquer jeito, ele deixou…rs).</p>
<p><a href="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2010/04/img_5812-1.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-996" title="IMG_5812-1" src="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2010/04/img_5812-1.jpg?w=500&#038;h=333" alt="" width="500" height="333" /></a></p>
<p>De repente, aos poucos, tudo começa a se encaixar. Um novo equilíbrio se estabelece. O presente volta a ser belo e harmônico. E o futuro, embora distante e, então aprendemos, incerto, será uma sequência natural do presente:</p>
<p><a href="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2010/04/img_4789.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-997" title="IMG_4789" src="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2010/04/img_4789.jpg?w=500" alt=""   /></a></p>
<p>Enfim, é preciso entender que tudo flui, tanto os melhores como os piores momentos. E que o segredo é não complicar aquilo que, no fundo, pode ser simples:</p>
<p><a href="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2010/04/marcelocarvalho7.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-998" title="MarceloCarvalho7" src="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2010/04/marcelocarvalho7.jpg?w=500&#038;h=333" alt="" width="500" height="333" /></a></p>
<p>Foi mais ou menos isso que apresentei, levando em conta as dificuldades de apresentar isso em inglês. Tenho a impressão que foi a que mais repercutiu, assim, nas pessoas. Afinal, todo mundo já passou por processos difíceis, seja no aspecto pessoal, profissional, ou na família. Todo mundo perdeu o chão, para depois recuperar lá na frente, de uma forma diferente e, não raro, melhor do que antes.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/marcelopcarvalho.wordpress.com/991/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/marcelopcarvalho.wordpress.com/991/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/marcelopcarvalho.wordpress.com/991/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/marcelopcarvalho.wordpress.com/991/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/marcelopcarvalho.wordpress.com/991/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/marcelopcarvalho.wordpress.com/991/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/marcelopcarvalho.wordpress.com/991/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/marcelopcarvalho.wordpress.com/991/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/marcelopcarvalho.wordpress.com/991/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/marcelopcarvalho.wordpress.com/991/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/marcelopcarvalho.wordpress.com/991/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/marcelopcarvalho.wordpress.com/991/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/marcelopcarvalho.wordpress.com/991/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/marcelopcarvalho.wordpress.com/991/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=blog.oquederevier.com&amp;blog=5679249&amp;post=991&amp;subd=marcelopcarvalho&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Um mundo de conexões…será mesmo?</title>
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		<pubDate>Tue, 09 Mar 2010 15:08:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>marcelopcarvalho</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A revista The Economist publicou, ao final de janeiro, um especial a respeito da transformação que as redes sociais vêm exercendo na vida das pessoas e nos negócios. “A World of Connections”, era o título do especial, muito bem escrito, como sempre se espera da Economist. De fato, as conexões digitais marcam de forma cada [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=blog.oquederevier.com&amp;blog=5679249&amp;post=972&amp;subd=marcelopcarvalho&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A revista The Economist publicou, ao final de janeiro, um especial a respeito da transformação que as redes sociais vêm exercendo na vida das pessoas e nos negócios. “<a href="http://www.economist.com/specialreports/displaystory.cfm?story_id=9032088">A World of Connections</a>”, era o título do especial, muito bem escrito, como sempre se espera da Economist.</p>
<p>De fato, as conexões digitais marcam de forma cada vez mais intensa nosso modo de viver e de fazer negócios. Facebook, Twitter, Orkut, LinkedIn, Flickr…até o hoje já velho email! São as ferramentas que moldam nossas relações, nossas conexões. São elas que nos permitem nos conectarmos a pessoas próximas e a pessoas não tão próximas assim, muitas das quais não vemos há tantos anos que teríamos dificuldade de reconhecê-las na rua.</p>
<p>Somos parte, portanto, de uma grande engrenagem de conexões que nos coloca em contato com o mundo, criando uma sensação de proximidade e de pertencimento 24 horas por dia, 7 dias por semana.</p>
<p>Mas há preços a se pagar. Estar <em>full time</em> conectado a centenas de pessoas gera uma demanda de compromissos sociais (virtuais) que, obviamente, não têm condições de ser cumprida se não à custa da qualidade da interação.  Sempre tem alguém fazendo aniversário, escrevendo um post, publicando uma foto, etc., e faz parte do jogo interagir com esse conteúdo produzido pelos amigos. A solução, ainda que insconcientemente, é a brevidade,  a rapidez e, claro, a superficialidade.</p>
<p>Aliado a essa demanda virtual que desemboca em pessoas de carne e osso, cujo dia continua tendo 24 horas, há esse mundo frenético de hoje, em que a multiplicidade de compromissos e tarefas faz com que estejamos sempre correndo atrás, numa ansiedade crescente sem solução aparente, uma vez que a velocidade da informação só se faz aumentar. É um email atrás do outro, uma demanda atrás da outra, de forma tão efêmera que tudo parece igual em importância: são, no final, demandas que precisam ser “ticadas”, sejam elas quais forem, pessoais ou profissionais (e viva os gurus e manuais da gestão do tempo, o melhor negócio do mundo: demanda crescente e sem solução; sempre haverá mercado…).</p>
<p>E o irônico disso tudo é que, salvo poucas exceções, não estamos criando um legado que justifique essa dedicação desmedida ao resultado. Ou estamos? Esse crime parece não compensar…</p>
<p>Temos, enfim, um mundo que, de um lado, nos leva ao distanciamento entre as pessoas, ao cada um por si (cuide do seu que eu cuido do meu e assim a coisa supostamente anda) e, de outro, uma ferramenta que permite aparentemente compensar esse distanciamento crescente imposto aos poucos, por nós mesmos, sem percebermos. O casamento da fome com a vontade de comer!</p>
<p>Jeffrey Cole, um dos maiores especialistas da internet, disse que  algo que ninguém previu foi a explosão das redes sociais, essa necessidade global de se comunicar com seus pares e de gerar “conteúdo”. Pois me parece claro que o sucesso das redes sociais está muito ligado ao individualismo das últimas décadas: é, na verdade, a resposta possível da espécie a ele. Somos, biologicamente, uma espécie gregária, que assim sobreviveu e evoluiu. Temos necessidade do contato. As redes sociais são a versão moderna do bando, do coletivo, necessário à sobrevivência.</p>
<p>Mas não há almoço grátis: a quantidade desse contato superficial não substitui  a qualidade do contato à moda antiga, certamente presente em menor número, mas em intensidade muito maior. Edu Lobo, no filme sobre a vida do Vinicius (coincidentemente, menciono novamente o filme, mas é realmente emblemático para alguns dos argumentos aqui colocados), disse que Vinicius era do tipo que “ligava para saber como as pessoas estavam”. Você imaginou hoje alguém ligando para o outro para saber como a pessoa está, sem algum motivo especial? Qual foi a última vez que alguém lhe ligou para perguntar como você estava, assim, do nada? E qual foi a última vez que você ligou para alguém com esse propósito? No mundo de hoje, esse comportamento é altamente improvável, exceto talvez para alguém que tenha muito tempo livre ou que não faça parte desse mundo.  O que temos, na verdade, é o oposto: gasta-se 30 segundos ou menos para dar parabéns por email, por exemplo, ou via Facebook, e estamos resolvidos (isso quando lembramos do aniversário); cumprimos nossas obrigações para com nossos amigos, ou para com nossa rede de contatos, para usar o termo mais correto hoje (não que eu seja diferente, que fique claro…).</p>
<p>A profusão de contatos superficiais e efêmeros na verdade disfarça, sem pesar a consciência de ninguém, o enorme fosso que vai se formando na vida afetiva das pessoas: o acúmulo de não-contato  E, quanto maior esse fosso, mais as pessoas tentam compensar mergulhando nas redes coletivas, tarefa em muito facilitada pelos celulares, que nos colocam em “contato” com o mundo o tempo todo. São, enfim, milhões e milhões de pessoas solitárias mas solidárias nessa solidão, tentando criar sentido ao enviar mensagens de 140 caracteres e textos curtos recheados de pontos de exclamação e ícones de sorrisos, etc., substitutos meio tortos da interação cara a cara, olho no olho. Ou, vá lá, via telefone, uma forma de contato que hoje em alguns casos já passa a ser luxo.</p>
<p>Claro que tem o lado positivo disso tudo. As redes sociais e a comunicação digital como um todo permitem que se acompanhe a vida de muitas pessoas próximas, de uma forma que seria impossível por outras vias. Ainda que de forma superficial, você pode dar um “oi” para quem não é tão próximo. É possível conhecer pessoas legais, que passam a fazer parte de sua rede de amigos. E, claro, tem gente (muita) que acaba casando com alguém que conheceu online. Porém, a crítica que faço é que essa vantagem está, conscientemente ou não, sendo ampliada para muito além de seu uso saudável. Está se constituindo no substituto das interações que moldaram as relações humanas. E isso não me parece bom.</p>
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		<title>Sobre ter altas expectativas a respeito das coisas</title>
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		<pubDate>Tue, 02 Feb 2010 22:50:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>marcelopcarvalho</dc:creator>
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		<description><![CDATA[É melhor ter altas ou baixas expectativas a respeito das coisas? Esse assunto me veio à tona ultimamente em algumas situações específicas e achei que dava para escrever um post. Vou tentar. Para responder à questão, é preciso primeiro defini-la: melhor em que sentido? No que se refere aos resultados alcançados, parece lógico (e há [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=blog.oquederevier.com&amp;blog=5679249&amp;post=957&amp;subd=marcelopcarvalho&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>É melhor ter altas ou baixas expectativas a respeito das coisas? Esse assunto me veio à tona ultimamente em algumas situações específicas e achei que dava para escrever um post. Vou tentar.</p>
<p>Para responder à questão, é preciso primeiro defini-la: melhor em que sentido? No que se refere aos resultados alcançados, parece lógico (e há trabalhos mostrando) que quanto maior a expectativa, melhor tende a ser o resultado final. O fato é que o mundo não te dá mais do que você pede a ele, pelo menos na maior parte das situações. Assim, quem espera muito da vida (não no sentido passivo da espera), tende a ir mais longe. “Nothing ventured, nothing gained”. And that’s it. Ao menos potencialmente.</p>
<p>Um estudo feito pelos psicólogos americanos Sydney Siegel e Lawrence Fouraker demonstrou que a expectativa elevada (ou, nesse caso, a meta) influencia o resultado. Eles dividiram voluntários em dois grupos. Em ambos foi passado que teriam de vender um certo produto e caso atingissem a meta pré-estabelecida, eles poderiam ficar com o lucro obtido e passariam a uma segunda rodada. A diferença foi que, para o primeiro grupo, foi passada uma meta de <strong>2,10 dólares</strong> enquanto que, para o segundo grupo, a meta estabelecida mais ambiciosa, <strong>6,10 dólares</strong>. Muitos vendedores dos dois grupos atingiram a meta, mas no segundo grupo o lucro médio foi de <strong>6,25 dólares</strong> enquanto que no primeiro grupo, de meta mais modesta, o lucro médio foi de apenas <strong>3,35 dólares</strong>. Nesse caso, a expectativa foi gerada externamente, mas pouco importa: resultou em desempenho superior.</p>
<p>Empresas mais ambiciosas, pessoas mais ambiciosas, tendem a ir mais longe porque se motivam a obter mais do mundo, desde que suas metas sejam realistas. A Teoria das Expectativas de Vroom sugere que a motivação, isto é, o <em>motivo para ação</em>,  depende do produto entre a Valência = vontade que alguém tem de obter algo, o que é dado pela relevância que esse algo tem para ela, e a Expectativa de se atingir esse algo. Expectativa, nesse caso, significa o quanto a pessoa acredita que de fato possa atingir esse objetivo.</p>
<p>Assim, se alguém não tem objetivo de alcançar algo (valência zero) o produto será zero e não haverá motivação. Ela não sairá do lugar. Da mesma forma, ainda que a valência seja elevada, se a expectativa de se atingir esse algo for zero, também não haverá estímulo para se mover. Exemplo: você pode querer ser campeão mundial de Fórmula 1, mas se considerar que essa meta não pode ser atingida por não ser realista, então não terá motivação para persegui-la.</p>
<p>Desta forma, pessoas com expectativas mais altas, ou metas mais elevadas, pessoais ou profissionais, se motivarão a conquistar essas metas, desde que tenham real expectativa de consegui-las. Nesse ponto, há pessoas que, pela análise convencional, estão “fora da realidade”, que acreditarão em metas que não são realistas &#8211; talvez uma forma de auto-engano &#8211; mas que terão motivação para alcançá-las. E, às vezes, conseguirão, surpreendendo a todos.</p>
<p>(Não sei porque, mas me lembrei agora daquela cena do filme <a href="http://www.meucinemabrasileiro.com/filmes/dois-filhos-de-francisco/dois-filhos-de-francisco.asp">Dois Filhos de Francisco</a>, em que o Francisco diz que queria tornar famosa a dupla formada pelos filhos [Zezé de Camargo e seu irmão que faleceu logo depois]. Ele comprou centenas de fichas telefônicas e ligou para a rádio seguidas vezes, até que a música deles foi selecionada entre as mais pedidas do dia. O resto é história, depois de muita água passada debaixo da ponte, claro&#8230;)</p>
<p>Até aí, tudo bem. Mas, voltando à pergunta original, e no aspecto pessoal, de satisfação? Será que ter expectativas elevadas, ainda que isso resulte em uma vida mais rica materialmente e mais cheia de “histórias para contar”, tornará alguém mais feliz do que aquele que se contenta com menos, seja no aspecto material, seja no aspecto pessoal?</p>
<p>Acredito que não.  Ou, pelo menos, provavelmente não. Se você esperava emagrecer 2 kg e emagreceu 4, ficará satisfeito. Mas se a expectativa era emagrecer 6&#8230;Com metas mais altas, a frustração está mais próxima e o tombo, maior. O paradoxo é que, provavelmente, aquele que quer emagrecer 6 kg, desde que seja uma meta realista, deve conseguir emagrecer mais do que aquele que tem meta de 4 kg. Assim, a expectativa alta gera resultado melhor, mas a chance de desapontamento é maior. Quanto maior o ganho potencial, maior o risco.</p>
<p>Mas e se expectativa elevada for cumprida? Terá esse indivíduo satisfação muito superior? Ainda assim, creio que aquele que tem expectativas elevadas a respeito da vida ficará em posição desfavorável no quesito satisfação. A expectativa elevada anda de mãos dadas com a necessidade contínua de querer sempre mais e melhor, empurrando a zona de satisfação sempre para frente. Nada é suficiente, nunca é suficiente.</p>
<p>Complementando o raciocínio acima, há ainda uma outra possível associação. Indivíduos com altas expectativas a respeito de tudo desconhecem que a vida não é feita de eras de felicidade, mas sim de momentos de felicidade, como disse Nietzsche. Essas pessoas talvez estejam sempre esperando o momento supremo, a pessoa perfeita, o emprego ideal – afinal esperam sempre o melhor de tudo – e sempre farão o possível para alcançá-los, para logo perceber – mais uma vez &#8211; que poderia ser melhor. Sempre poderia. Como escreveu <a href="http://www.releituras.com/vcarvalho_velhotemaI.asp">meu bisavô</a> em sua poesia mais famosa, “Velho Tema”:</p>
<p><em>Só a leve esperança, em toda a vida,<br />
Disfarça a pena de viver, mais nada;<br />
Nem é mais a existência, resumida,<br />
Que uma grande esperança malograda.</em></p>
<p><em>O eterno sonho da alma desterrada<br />
Sonho que a traz ansiosa e embevecida,<br />
É uma hora feliz, sempre adiada<br />
E que não chega nunca em toda a vida.</em></p>
<p><em>Essa felicidade que supomos,<br />
Árvore milagrosa que sonhamos<br />
Toda arreada de dourados pomos,</em></p>
<p><em> </em></p>
<p><em>Existe, sim: mas nós não a alcançamos<br />
Porque está sempre apenas onde a pomos<br />
E nunca a pomos onde nós estamos.</em></p>
<p>Já que falei do filme Dois Filhos de Francisco, vou citar uma das cenas finais, em que Zezé, já rico e famoso, volta para visitar o casebre em que morava com a família, antes de tudo acontecer. Se não me falha a memória, ele diz algo como “foi a época mais feliz da minha vida”&#8230;Pelo filme, percebe-se que ele é alguém com altas expectativas, foi lá e fez, mas pelo jeito não resolveu. Parece, olhando assim, que as expectativas elevadas são uma ilusão auto-imposta não para de fato conquistar grandes coisas, mas para tapar o sol com a peneira, resolver internamente aquilo que não está e não será resolvido. Quando não se consegue lidar com o presente, depositando no futuro e em suas conquistas a suposta satisfação permanente. “The best is always to come&#8230;.”.</p>
<p>Barry Schwartz, no seu ótimo <a href="http://blog.oquederevier.com/tag/barry-schwartz/">Paradoxo da Escolha</a>, mostra que o índice de depressão e suicídio nos indivíduos maximizadores é maior do que nos demais. Indivíduos maximizadores são aqueles que só se contentam com o melhor, isto é, possuem alta expectativa a respeito de tudo. Aqui, há ainda a correlação positiva entre ter altas expectativas e assumir para si a responsabilidade pelo fracasso, o que coloca um peso ainda maior para as frustrações. O maximizador é escravo de suas próprias expectativas.</p>
<p>Triste paradoxo. É provável que grande parte das contribuições feitas à história humana tenha sido feita por indivíduos que tinham altas expectativas. Afinal, não é fácil se destacar, criar algo novo, fazer a diferença. Citando a frase de Bernard Shaw (de novo estou citando Shaw!), “<em>há dois tipos de pessoas, aquelas que se adaptam ao mundo e aquelas que tentam adaptar o mundo a elas. Todo progresso vem necessariamente do segundo tipo”</em>.  Eles foram lá, e fizeram, contra tudo e contra todos.  E mudaram a ordem das coisas.</p>
<p>Mas talvez, dentro de si, aquele incômodo sempre continuou, de um lado, impulsionando-os a fazer mais e mais, de outra impedindo-os de usufruir daquilo que conquistaram. O legado que deixaram ao mundo é maior do que o que construíram para si mesmos.</p>
<p>E, claro, para cada um que fez história, quantos potenciais gênios, empresários, educadores revolucionários, se perderam e não foram nem uma sombra daquilo que poderiam ter sido, justamente pela frustação paralisante que se instalou ao perceberem o quão longe estavam de suas elevadas aspirações?</p>
<p>Nesse sentido, invejo aquele que se contenta com pouco, que se surpreende positivamente com cada mínima conquista, que quase nada espera a ponto de quase tudo servir. Esse, certamente, é mais feliz. Olhando por esse lado, no entanto, a felicidade me parece algo um tanto medíocre, uma monotonia pouco digna para justificar, de fato, o efêmero momento que representa nossa passagem por esse mundo.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/marcelopcarvalho.wordpress.com/957/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/marcelopcarvalho.wordpress.com/957/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/marcelopcarvalho.wordpress.com/957/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/marcelopcarvalho.wordpress.com/957/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/marcelopcarvalho.wordpress.com/957/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/marcelopcarvalho.wordpress.com/957/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/marcelopcarvalho.wordpress.com/957/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/marcelopcarvalho.wordpress.com/957/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/marcelopcarvalho.wordpress.com/957/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/marcelopcarvalho.wordpress.com/957/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/marcelopcarvalho.wordpress.com/957/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/marcelopcarvalho.wordpress.com/957/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/marcelopcarvalho.wordpress.com/957/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/marcelopcarvalho.wordpress.com/957/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=blog.oquederevier.com&amp;blog=5679249&amp;post=957&amp;subd=marcelopcarvalho&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>O Equilibrista: metáfora da vida</title>
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		<pubDate>Mon, 25 Jan 2010 20:08:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>marcelopcarvalho</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O Equilibrista (Man on Wire) é o documentário vencedor do Oscar 2009, que mostra a vida de Philippe Petit, o francês que passou a vida andando sobre a corda bamba. Literalmente, não só metaforicamente, como todos nós. Quando jovem, na sala de espera de um dentista, ele viu uma matéria em uma revista sobre o [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=blog.oquederevier.com&amp;blog=5679249&amp;post=926&amp;subd=marcelopcarvalho&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O Equilibrista (Man on Wire) é o documentário vencedor do Oscar 2009, que mostra a vida de Philippe Petit, o francês que passou a vida andando sobre a corda bamba. Literalmente, não só metaforicamente, como todos nós.</p>
<p>Quando jovem, na sala de espera de um dentista, ele viu uma matéria em uma revista sobre o projeto de construção das torres gêmeas. Instintivamente, fez um traço entre as duas, arrancou a página da revista e…pronto, seu objetivo de vida estava traçado.</p>
<p>Aguardou a construção das torres, causou espanto ao (ilegalmente, sempre) cruzar a Notre Dame pelos ares, depois uma ponte em Sidney, e assim por diante, sempre aguardando aquele que se tornou seu projeto principal: andar sobre um cabo de aço a 450 metros de altura, em plena New York, entre as torres do World Trade Center.</p>
<p>Para realizar seu projeto, como todo gênio &#8211; para o bem ou para o mal – contou com ajudantes que encamparam o projeto de forma até mais intensa do que ele próprio, principalmente sua namorada e seu melhor amigo, que durante meses traçaram a melhor estratégia e organizaram a empreitada em seus mínimos detalhes.</p>
<p>O documentário mostra como esse bando de loucos, inseridos na contra-cultura da década de 70, conseguiu burlar a segurança e instalar um cabo de aço para cruzar os 70 metros entre as finadas torres e realizar o feito que assombrou a todos na época, no dia 7 de agosto de 1974. E até hoje impressiona, basta ver o filme.</p>
<p>A história é carregada de simbolismos profundos. Após a realização da travessia, foi-se a namorada, foi-se o melhor amigo. Era como se um ciclo – para todos – havia se completado. Não sem emoção, ainda que muitos anos depois, como é possível perceber pelos depoimentos. Aquilo que os unia era maior do que ele e do que eles. Após cruzar as torres, Philippe não era mais o mesmo – afinal, ele era um projeto, e o projeto fora concluído. O que viria depois, não se sabe, mas certamente não carregaria mais o vínculo que culminou com aquele objetivo.</p>
<p>A travessia, em si, é emblemática: ao deixar a primeira torre em direção à segunda, Philippe estava cruzando uma nova fronteira de vida, para si e para os seus. Talvez as pessoas se aproximem em função disto – de necessidades mútuas que, uma vez satisfeitas, se extinguem, e com elas o elo que vincula um ao outro.</p>
<p>Há também a questão pessoal que envolve o Equilibrista. Até que ponto vale a pena uma vida ser pautada por um único objetivo, por mais incrível que seja? Está certo, talvez toda vida tenha um propósito de ser heróica, e o heroísmo de Philippe era esse. Mas será que há limites a partir do qual o propósito passa a comandar a vida de uma pessoa, a ponto de torná-la mera passageira ou expectadora do seu destino?</p>
<p>Parece que sim. A certa altura, diante das dificuldades que quase o fizeram desistir, Philippe admite, ainda que não diretamente, o perigo dessa situação: “precisava naufragar na ilha deserta do meu sonho”, disse.  Naufragar na ilha deserta. Sabia que, por maior que fosse a conquista, do outro lado haveria o naufrágio. Haveria o vazio de uma conquista definitiva, precoce, do objetivo de sua vida conquistado. A partir dali, tudo seria passado. Sua vida seria uma retrospectiva; afinal, nada do que faria a seguir equivaleria em grandeza com o que acabara de fazer. E mais: não bastasse ser uma ilha, isolada por definição, ainda por cima, deserta. O destino de um só. Os sonhos são sempre individuais. As conquistas e tragédias, idem.</p>
<p>“Há duas tragédias na vida de um homem. Uma é não conquistar aquilo que deseja. A outra, é conquistar”, escreveu Bernard Shaw. A conquista de Philippe, ao mesmo tempo, era sua perdição, quase seu epílogo. O naufrágio do qual ele temia, mas não poderia evitar. Ou nao seria ele. O fato é que não há escapatória contra aquilo que precisa acontecer.</p>
<p>Talvez o prazer esteja na busca, na possibilidade, na meta a ser alcançada, não na conquista em si, como disse Shaw. A tragédia é que, quanto maior a meta, maior o prazer de buscá-la, maior o (efêmero) prazer de conquistá-la, mas maior o naufrágio, pois maior o vazio posterior.</p>
<p>Como o Equilibrista, andamos na corda bamba, entre aquilo que queremos conquistar e aquilo que de fato conquistamos, sempre correndo o risco de escorregar no meio do caminho. Dessa tensão talvez irreconciliável, extraímos nossos propósitos e, quem sabe, nossa felicidade, ainda que por instantes fugazes.</p>
<p><a href="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2010/01/captura-de-tela-2010-01-24-as-10-20-30.png"><img class="alignnone size-full wp-image-927" title="Captura de tela 2010-01-24 às 10.20.30" src="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2010/01/captura-de-tela-2010-01-24-as-10-20-30.png?w=500" alt=""   /></a></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/marcelopcarvalho.wordpress.com/926/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/marcelopcarvalho.wordpress.com/926/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/marcelopcarvalho.wordpress.com/926/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/marcelopcarvalho.wordpress.com/926/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/marcelopcarvalho.wordpress.com/926/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/marcelopcarvalho.wordpress.com/926/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/marcelopcarvalho.wordpress.com/926/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/marcelopcarvalho.wordpress.com/926/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/marcelopcarvalho.wordpress.com/926/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/marcelopcarvalho.wordpress.com/926/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/marcelopcarvalho.wordpress.com/926/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/marcelopcarvalho.wordpress.com/926/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/marcelopcarvalho.wordpress.com/926/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/marcelopcarvalho.wordpress.com/926/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=blog.oquederevier.com&amp;blog=5679249&amp;post=926&amp;subd=marcelopcarvalho&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Você é tímido e quer ser palestrante? Dicas</title>
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		<pubDate>Wed, 20 Jan 2010 21:42:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>marcelopcarvalho</dc:creator>
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		<category><![CDATA[carreira]]></category>
		<category><![CDATA[Comunicação]]></category>
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		<description><![CDATA[Não sou daqueles palestrantes que têm o dom da comunicação. Pelo contrário: minha timidez praticamente me impedia de falar ao público. Há uns 8-9 anos (ou seja, eu já era bem crescido), tive que pedir emprestado um lenço ao participar de um programa de TV ao vivo, de tanto que suava. Eu simplesmente travava. Porém, [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=blog.oquederevier.com&amp;blog=5679249&amp;post=922&amp;subd=marcelopcarvalho&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Não sou daqueles palestrantes que têm o dom da comunicação. Pelo contrário: minha timidez praticamente me impedia de falar ao público. Há uns 8-9 anos (ou seja, eu já era bem crescido), tive que pedir emprestado um lenço ao participar de um programa de TV ao vivo, de tanto que suava. Eu simplesmente travava.</p>
<p>Porém, com o tempo, pela necessidade ou desafio, não sei, fui controlando o processo, a ponto de hoje ser bem razoável. Dou entre 20 e 30 palestras por ano, sendo que nem é meu interesse aumentar essa quantidade, já que tenho outras atribuições na empresa. Dessas palestras, 3 foram no exterior, em outra língua.</p>
<p>Outro dia estava pensando o que havia mudado para que passasse de um desastre total para alguém que dá conta do recado e, nessas divagações, pensei que talvez pudesse dar umas dicas que funcionaram para mim – e que talvez funcionem para pessoas como eu – que não são comunicadores natos. Vamos lá então:</p>
<ol>
<li><span style="text-decoration:underline;">Domine o assunto</span>: não aceite falar sobre aquilo que você não sabe. Ou você fará feio, ou acabará por ignorar o tema e falar sobre o que sabe (o que implica em fazer feio de qualquer forma).  Dentro do seu tema, evite incluir itens sobre os quais você não tem muito conhecimento. Conhecendo o tema, a auto-confiança melhora e a chance da palestra ser boa é bem maior.</li>
<li><span style="text-decoration:underline;">Conheça a seqüência de slides</span>: se você estiver usando Powerpoint, precisa conhecer bem a seqüência de slides de forma a criar uma transição lógica entre eles, um encadeamento que seja compreensível para a plateia. Não economize tempo se preparando. Dentro disso, nunca inclua slides com tópicos feitos por terceiros, porque cada um tem seu estilo de raciocinar. É comum, no meio da palestra, você parar para pensar: “mas o que mesmo ele queria dizer com isso? Não pode.</li>
<li><span style="text-decoration:underline;">Ache seu estilo</span>: se você não é daqueles que fazem piadas e todo mundo ri, não tente fazer piadas. Você provavelmente se sairá melhor dentro do seu estilo do que tentando imitar um suposto padrão que simplesmente não é o seu jeito.</li>
<li><span style="text-decoration:underline;">Não corra</span>: é fundamental saber a duração da apresentação e se nesse tempo eventuais perguntas já estarão incluídas. Como você sabe a duração da palestra e conhece seu ritmo, não coloque slides a mais do que conseguirá abordar. A pior coisa é ter que correr ou ficar pulando slides sem mostrar por falta de tempo. Demonstra amadorismo, despreparo. Se você não conhece seu ritmo ou o tempo que cada quadro irá gastar, simule antes.</li>
<li><span style="text-decoration:underline;">Use slides sem excesso de informação</span>: slide não é livro; o ideal é ter apenas tópicos e o restante, você fala. Se você tiver que ler todos os slides, não precisa da palestra, é só enviar o PDF. Palestra boa é aquela que só com o PDF a pessoa não entende muita coisa. Isso vale para gráficos e tabelas: não inclua dados que não serão discutidos na hora.</li>
<li><span style="text-decoration:underline;">Conheça a platéia</span>: cada público tem conhecimento e interesse distintos. Não use o mesmo conteúdo e a mesma forma independentemente  da platéia.</li>
<li><span style="text-decoration:underline;">Evite ao máximo mudanças de última hora</span>: certa vez, minutos antes de entrar para dar uma palestra de 1 hora, me foi avisado que eu teria apenas 30 minutos por causa de atrasos na programação. Se você tem alta capacidade de improvisação, pode até achar razoável a mudança. No meu caso, ou é o tempo previsto (e cabe a você também respeitar esse tempo), ou nada feito (um ou outro ajuste claro que cabe, mas metade do tempo, não dá).</li>
<li><span style="text-decoration:underline;">Conheça o evento, os parceiros, as empresas</span>: são muito comuns gafes do tipo falar mal de um patrocinador do evento, ou até do cliente (sim, isso existe!), sem perceber na hora. Ok, se você quiser falar mal, vá em frente, mas se não é sua intenção se indispor, vale a pena dar uma pesquisada. Às vezes você consegue passar o recado de uma outra forma e evita saias-justas.</li>
<li><span style="text-decoration:underline;">Tenha seu material atualizado:</span> se você fala de temas dinâmicos (como tendências de mercado), não dá para utilizar dados defasados. Quando alguém coloca um gráfico cujo último dado, digamos, é de 2006, causa uma tremenda má impressão. Dependendo da situação, 2 meses ou até 1 semana já se considera defasado.</li>
<li><span style="text-decoration:underline;">Cuidados com formatação e ortografia:</span> evite ao máximo erros de português, cores que não permitem boa leitura, fonte muito pequena, etc. A apresentação não é só conteúdo; forma importa bastante e pode jogar por terra um bom conteúdo.</li>
<li><span style="text-decoration:underline;">Tente se ver do outro lado</span>: hoje, eu procuro, à medida que falo, imaginar como a palestra está indo. É comum as pessoas falarem como se não houvesse ninguém na sala. É preciso criar a conexão, olhando as expressões, vendo se tem gente dormindo, percebendo se o nível de impaciência aumentou. Acho que hoje, de certa forma, consigo imaginar se as coisas estão indo bem ou não. Nem sempre você acerta, nem sempre cria uma química com a plateia. Mas cabe a você tentar sentir isso em tempo real para procurar corrigir.</li>
<li><span style="text-decoration:underline;">Esteja descansado</span>: nem sempre isso é possível, mas muitas vezes é o cansaço pode ser minimizado. Hoje, eu não faço mais coisas do tipo chegar as 3 da manhã no aeroporto, ou dirigir 6 horas até chegar ao local da palestra. Chego de véspera, com calma. Com meu notebook, telefone e internet, tanto faz onde estou. E também não fico em qualquer lugar, porque preciso estar descansado e com alto astral para dar uma boa palestra (sem falar na questão da auto-valorização: como você vai cobrar um valor decente caso se sujeite a qualquer coisa?).</li>
<li><span style="text-decoration:underline;">Mantenha exigência elevada em relação ao material que preparou e ao formato da apresentação</span>. Se você for exigente e gostar do que apresenta, provavelmente o cliente e ouvintes também gostarão. Seja crítico quando as coisas não forem tão bem, mas não desanime. Comemore quando seu desempenho for bom e receber elogios. Seja melhor da próxima vez.</li>
</ol>
<p>Estas são as minhas sugestões. Talvez algumas delas funcionem para você. Você tem alguma dica que não está incluída nessa lista?</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/marcelopcarvalho.wordpress.com/922/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/marcelopcarvalho.wordpress.com/922/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/marcelopcarvalho.wordpress.com/922/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/marcelopcarvalho.wordpress.com/922/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/marcelopcarvalho.wordpress.com/922/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/marcelopcarvalho.wordpress.com/922/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/marcelopcarvalho.wordpress.com/922/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/marcelopcarvalho.wordpress.com/922/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/marcelopcarvalho.wordpress.com/922/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/marcelopcarvalho.wordpress.com/922/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/marcelopcarvalho.wordpress.com/922/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/marcelopcarvalho.wordpress.com/922/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/marcelopcarvalho.wordpress.com/922/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/marcelopcarvalho.wordpress.com/922/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=blog.oquederevier.com&amp;blog=5679249&amp;post=922&amp;subd=marcelopcarvalho&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Propaganda da Vivo: eficiência, inteligência e emoção</title>
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		<pubDate>Tue, 19 Jan 2010 20:07:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>marcelopcarvalho</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Seguindo a dica do Luiz Marinho, vi o novo filme da Vivo, criado pela agência Africa, do Grupo ABC. Em meio a tanta propaganda nivelada por baixo, que afronta nossa inteligência, o bom senso e não raro até a ética, esse filme vai na direção oposta: é inteligente, tem bom gosto e passa a mensagem [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=blog.oquederevier.com&amp;blog=5679249&amp;post=919&amp;subd=marcelopcarvalho&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Seguindo a dica do <a href="http://marinhonoblog.blogspot.com">Luiz Marinho</a>, vi o novo filme da Vivo, criado pela agência Africa, do Grupo ABC. Em meio a tanta propaganda nivelada por baixo, que afronta nossa inteligência, o bom senso e não raro até a ética, esse filme vai na direção oposta: é inteligente, tem bom gosto e passa a mensagem que a empresa quer passar, utilizando um tema complicado mas cada vez mais presente na vida das pessoas (e que, por mais incrível que possa ser, é ainda um tabu).</p>
<p>Belo filme, impactante. Ainda mais para quem, como eu, viveu e vive essa situação de uma forma muito semelhante.</p>
<p>Parabéns a Vivo e a Africa. É a melhor propaganda que vi nos últimos anos.</p>
<p>O filme:</p>
<span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://blog.oquederevier.com/2010/01/19/propaganda-da-vivo-eficiencia-inteligencia-e-emocao/"><img src="http://img.youtube.com/vi/99CdKh-T3gg/2.jpg" alt="" /></a></span>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/marcelopcarvalho.wordpress.com/919/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/marcelopcarvalho.wordpress.com/919/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/marcelopcarvalho.wordpress.com/919/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/marcelopcarvalho.wordpress.com/919/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/marcelopcarvalho.wordpress.com/919/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/marcelopcarvalho.wordpress.com/919/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/marcelopcarvalho.wordpress.com/919/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/marcelopcarvalho.wordpress.com/919/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/marcelopcarvalho.wordpress.com/919/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/marcelopcarvalho.wordpress.com/919/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/marcelopcarvalho.wordpress.com/919/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/marcelopcarvalho.wordpress.com/919/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/marcelopcarvalho.wordpress.com/919/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/marcelopcarvalho.wordpress.com/919/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=blog.oquederevier.com&amp;blog=5679249&amp;post=919&amp;subd=marcelopcarvalho&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Os famosos e o Twitter</title>
		<link>http://blog.oquederevier.com/2010/01/06/os-famosos-e-o-twitter/</link>
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		<pubDate>Wed, 06 Jan 2010 21:38:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>marcelopcarvalho</dc:creator>
				<category><![CDATA[antropologia]]></category>
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		<category><![CDATA[celebridade]]></category>
		<category><![CDATA[fama]]></category>
		<category><![CDATA[Twitter]]></category>

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		<description><![CDATA[Acredito que uma das razões que explica o sucesso do Twitter é a possibilidade de seguir pessoas famosas que normalmente não estão ao alcance dos cidadãos comuns. De repente, esse cidadão pode acompanhar em tempo real o dia-dia e as opiniões de celebridades normalmente inacessíveis, como políticos, esportistas, artistas, modelos, apresentadores de TV, etc.  O [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=blog.oquederevier.com&amp;blog=5679249&amp;post=902&amp;subd=marcelopcarvalho&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Acredito que uma das razões que explica o sucesso do Twitter é a possibilidade de seguir pessoas famosas que normalmente não estão ao alcance dos cidadãos comuns. De repente, esse cidadão pode acompanhar em tempo real o dia-dia e as opiniões de celebridades normalmente inacessíveis, como políticos, esportistas, artistas, modelos, apresentadores de TV, etc.  O que realmente pensam? O que estão fazendo nesse exato momento em que você, por exemplo, está no trânsito esperando para chegar em casa? Essa sincronicidade de tempo gera proximidade, intimidade, de ambas as partes.</p>
<p>O interessante é analisar por qual razão as celebridades (não todas, claro) aderiram ao Twitter e o usam com intensidade. Há, evidentemente, a auto-propaganda; ser uma celebridade via de regra significa também saber ocupar os espaços, estar na mídia, e o Twittter é uma nova mídia, cujo potencial veio à tona na campanha do Obama à presidência dos EUA (obs: o Obama assumiu que não era ele quem tuitava).</p>
<p>Há, também, o ego. Celebridade que se preze tem um ego colossal (caso contrário não conseguiria lidar com a pressão e com a vigilância que a fama traz) e nada melhor para alimentar esse ego do que estar diretamente em contato com milhares, centenas de milhares de fãs. O número de seguidores diz muito sobre a influência de cada um. Como bem colocou meu sócio <a href="http://blog.miguelcavalcanti.com/">Miguel Cavalcanti</a>, se o número de seguidores não aparecesse, a atratividade da ferramenta cairia muito.</p>
<p>E tem mais: quem falar mal…pode ser sumariamente bloqueado, eliminando-se o problema. Assim, fica ao alcance de cada um evitar a crítica direta e selecionar só os elogios.</p>
<p>Mas acredito que existam outras razões menos óbvias e que não estão sendo comentadas. Eu pelo menos, não vi nada a respeito, embora não seja exatamente um ávido devorador de informações online. Acho que, pelo Twitter, o “famoso” pode mostrar seu lado “gente comum”, de uma maneira direta e sem intermediários. Pelo Twitter, não é mais aquele personagem que é retratado nas revistas, jornais e TV; não é necessariamente o famoso em seu horário de trabalho e, portanto, sujeito às restrições que o cargo lhe impõe.</p>
<p>Pelo Twitter, um pouco do ser humano real aparece. Afinal, toda celebridade acaba sendo muito mais o que se espera que ela seja do que o que ela é realmente. E o Twitter acerta um pouco essa conta. Esses famosos, justamente por não poderem ser eles mesmos em seu dia-a-dia dada a responsabilidade que têm, a imagem a zelar (o impacto de um escândalo como o que envolveu Tiger Woods certamente seria menor em alguém menos exposto), acabaram encontrando no Twitter uma maneira de mostrar quem realmente são – e o melhor, restrito a 140 caracteres, isto é, a exposição não é tão grande assim e o risco de escorregar, bem menor, embora existente (claro).</p>
<p>É possível que os famosos tenham essas necessidade até mais do que o cidadão comum, que não carrega um peso tão grande e que cujos erros tendem a ter impactos bem menos devastadores ou irreversíveis. Não sou uma celebridade, mas imagino que aquela sensação de ser famoso e ao mesmo tempo só, isolado, diminui via Twitter.</p>
<p>Também, via Twitter os famosos não correm o risco de ter uma frase retirada de contexto e ser amplificada de forma a prejudicá-lo, intencionalmente ou não. Não há a edição de um jornalista, por exemplo. É lógico que há o outro lado: falou besteira, não tem a quem culpar. Mas ainda assim pode ser mais confortável correr esse risco do que ter surpresas com interpretações equivocadas de terceiros, incompetência ou maldade mesmo. Em uma extensão  desse raciocínio, vale lembrar que o Twitter ainda não foi totalmente descoberto pela mídia. Ainda não são tão frequentes as matérias nas mídias tradicionais criticando ou ironizando o que os famosos tuitaram. É possível que, quando todas as mídias descobrirem esse “potencial”, os famosos se inibam mais e a nova ferramenta perca bastante sua força.</p>
<p>Enquanto isso não ocorre, o povo se diverte, acompanha seus ídolos, interage com eles de uma forma que nunca sonhou e, com isso, contribui para tornar o Twitter a febre que se tornou.</p>
<p>PS: outras contribuições do <a href="http://blog.miguelcavalcanti.com/">Miguel</a> &#8211; os empregadores das celebridades não têm mais como monetizar esse monte de seguidores. As centenas de milhares de seguidores do William Bonner, por exemplo, são um ativo dele. Se ele sair, leva todo mundo! Quando perceberam isso, já era tarde&#8230;ainda, há o fato da exposição sem o controle do empregador. O mesmo Bonner, por exemplo, que só aparece no JN todo formatadinho, no Twitter está livre, leve e solto, e pode dar suas escorregadas e, numa dessas, prejudicar  a si e a Globo. O Boris Casoy, por exemplo, é um que não poderia ter Twitter em hipótese alguma. =)</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/marcelopcarvalho.wordpress.com/902/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/marcelopcarvalho.wordpress.com/902/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/marcelopcarvalho.wordpress.com/902/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/marcelopcarvalho.wordpress.com/902/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/marcelopcarvalho.wordpress.com/902/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/marcelopcarvalho.wordpress.com/902/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/marcelopcarvalho.wordpress.com/902/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/marcelopcarvalho.wordpress.com/902/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/marcelopcarvalho.wordpress.com/902/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/marcelopcarvalho.wordpress.com/902/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/marcelopcarvalho.wordpress.com/902/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/marcelopcarvalho.wordpress.com/902/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/marcelopcarvalho.wordpress.com/902/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/marcelopcarvalho.wordpress.com/902/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=blog.oquederevier.com&amp;blog=5679249&amp;post=902&amp;subd=marcelopcarvalho&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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