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	<title>O que der e vier &#187; Política</title>
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	<description>Idéias, pensamentos e impressões, por Marcelo Pereira de Carvalho</description>
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		<title>O que der e vier &#187; Política</title>
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		<title>Rio 2016: o mundo definitivamente aposta no Brasil</title>
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		<pubDate>Fri, 02 Oct 2009 20:44:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>marcelopcarvalho</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O Rio de Janeiro levou as Olimpíadas de 2016. Ganhou de Chicago (Estados Unidos, maior economia do mundo), Tóquio (Japão, segunda maior economia do mundo) e Madri (Espanha, nona no ranking). A escolha das sedes olímpicas vai muito além do fato esportivo em si, tanto que os líderes dos quatro países estavam presentes, buscando sensibilizar [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=blog.oquederevier.com&blog=5679249&post=806&subd=marcelopcarvalho&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O Rio de Janeiro levou as Olimpíadas de 2016. Ganhou de Chicago (Estados Unidos, maior economia do mundo), Tóquio (Japão, segunda maior economia do mundo) e Madri (Espanha, nona no ranking).</p>
<p>A escolha das sedes olímpicas vai muito além do fato esportivo em si, tanto que os líderes dos quatro países estavam presentes, buscando sensibilizar os membros do COI para suas candidaturas. Como um cheque em branco, o país escolhido recebe um enorme voto de confiança para realizar o principal evento esportivo (e cultural) mundial.  Se esse cheque vai para países desenvolvidos, que já realizaram outras Olimpíadas, esse cheque em branco tem pouco risco de apresentar surpresas; dá-lo, porém, a um país emergente, a uma cidade carregada de problemas e sem a infra-estrutura adequada, ou é uma irresponsabilidade coletiva dos membros do COI, ou é a prova definitiva de que o mundo está vendo o Brasil de outra forma, ainda que muitos de nós não tenhamos a mesma visão. Prefiro apostar na segunda hipótese. Já tinha, inclusive, escrito sobre isso: <a href="http://blog.oquederevier.com/2009/06/21/o-brasil-ja-e-visto-como-potencia/">O Brasil já é visto como potência</a>.</p>
<p>A escolha do Rio como sede das Olimpíadas é parte de um processo de diluição do poder econômico e político entre novos atores. Pequim 2008 também foi parte desse processo em que o mundo reconhece cada vez mais que o crescimento econômico virá da periferia e não do centro do capitalismo, como de costume. É a era dos BRICs, e o Brasil é central nesse processo, constituindo-se em um pivô regional relevante e estratégico em diversas variáveis que serão fundamentais no tabuleiro de forças do futuro, principalmente na questão ambiental e na produção de alimentos. Alguns países emergentes mudaram de status no cenário mundial: a percepção de risco diminuiu; suas moedas se valorizaram frente ao dólar e mesmo frente a outras moedas fortes; passaram a ser ouvidos em assuntos mais estratégicos.</p>
<p>Claro que há o outro lado da moeda, e que não pode ser ignorado. Os investimentos serão significativos (porque não investir em educação, saúde, segurança?); há sempre a suspeita de desvio de verbas, a farra com o dinheiro público; haverá uso demagógico dessa conquista; o Brasil não é uma potência olímpica; as obras se tornarão elefantes brancos após os Jogos, e por aí vai.</p>
<p>Tudo isso pode ser verdade, ou não. Cabe ao Brasil mostrar que pode dar conta do recado e que esse reconhecimento mundial é justo e acertado. Estaremos nos holofotes, afinal o Rio venceu “na marra”: pode ter um bom projeto, mas está tudo ainda por fazer. Em que pese o carisma do Lula, o trabalho do COB e o fato do Brasil estar na moda, o fato é que recebemos um enorme voto de confiança.</p>
<p>Nesse sentido, terá de haver transparência na prestação de contas e a imprensa terá um papel fundamental nisso. Terá de haver investimentos para amenizar os problemas crônicos da cidade. Será necessário fazer investimentos no esporte de base para não fazermos um papel secundário nos Jogos.</p>
<p>Uma coisa é clara: a escolha do Rio de Janeiro como sede das Olimpíadas de 2016 é a prova evidente de que o Brasil é a bola da vez, ou uma delas. O cavalo está passando arreado e é a nossa chance de aproveitar. Talvez tenha chegado a vez do eterno país do futuro virar do presente.</p>
<p>Mas, alto lá. Até agora, pelo menos no que se refere aos Jogos Olímpicos, o marketing foi bem feito; mas o trabalho só começou. É preciso entregar o prometido. As expectativas são altas e agora vem a hora da verdade. Se a lição de casa for feita, Rio 2016 terá um saldo positivo para o país, podendo significar o carimbo de “aprovado” em nosso passaporte para o futuro. Se não&#8230;</p>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-807" title="rio2016" src="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2009/10/rio2016.jpg?w=214&#038;h=111" alt="rio2016" width="214" height="111" /></p>
<p>Obs: O <a href="http://http://www.canchallena.com/1181612">La Nación, da Argentina, falou a mesma coisa que eu</a> &#8211; destaco o trecho final:</p>
<p><em>&#8220;Lejos de leerse como un hecho aislado, la obsesión que el gobierno brasileño mostró por los Juegos Olímpicos debe interpretarse como una actitud de un país que aún con su compleja problemática social, actúa como potencia y pretende que así sea percibida en el campo internacional. No faltará la oportunidad: en el 2014 y 2016 el mundo tendrá sus ojos puestos en Brasil&#8221;.</em>  </p>
<p>PS: No Twitter – se o Lula fosse bom mesmo, traria para o Brasil as Olimpíadas de Inverno. São Roque 2018!!!</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/marcelopcarvalho.wordpress.com/806/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/marcelopcarvalho.wordpress.com/806/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/marcelopcarvalho.wordpress.com/806/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/marcelopcarvalho.wordpress.com/806/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/marcelopcarvalho.wordpress.com/806/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/marcelopcarvalho.wordpress.com/806/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/marcelopcarvalho.wordpress.com/806/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/marcelopcarvalho.wordpress.com/806/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/marcelopcarvalho.wordpress.com/806/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/marcelopcarvalho.wordpress.com/806/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=blog.oquederevier.com&blog=5679249&post=806&subd=marcelopcarvalho&ref=&feed=1" />]]></content:encoded>
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		<title>Minhas fotos preferidas em Potsdam</title>
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		<pubDate>Tue, 29 Sep 2009 01:11:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>marcelopcarvalho</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Postdam fica a uns 25 minutos de trem de Berlim e é Patrimônio Histórico da Humanidade, com seus diversos castelos e jardins. Segundo a Wikipedia, Potsdam é capital federal do Estado de Brandemburgo e tem 146.000 habitantes. Eu fiquei com essa cidade na cabeça depois de conhecer um casal de alemães no Pantanal, que me [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=blog.oquederevier.com&blog=5679249&post=792&subd=marcelopcarvalho&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Postdam fica a uns 25 minutos de trem de Berlim e é Patrimônio Histórico da Humanidade, com seus diversos castelos e jardins. Segundo a Wikipedia, <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Potsdam">Potsdam</a> é capital federal do Estado de Brandemburgo e tem 146.000 habitantes. Eu fiquei com essa cidade na cabeça depois de conhecer um casal de alemães no Pantanal, que me disse que eu tinha que dar um jeito de ir para lá durante minha estadia em Berlim.</p>
<p>A agenda estava apertada e o único jeito de ir (tirando o domingo que usei para conhecer Berlim) seria matar algum período do congresso em que estava. O dia todo – que seria o ideal – não dava. Mas meio período seria possível. Peguei uma tarde que não traria nada de interessante e tomei o trem para Potsdam.</p>
<p>Na verdade, ao chegar à estação, sem ter passagem, dei de cara com o trem dizendo “Potsdam” e todo mundo entrando. Era pegar ou largar, e talvez ficar tarde demais para ir. Perguntei a uma menina se tinha como comprar a passagem dentro do trem e ela me olhou como se eu tivesse vindo direto de Marte. “I Don´t know&#8230;you can try”, ela disse, meio que rindo. Eu “traiei”, mas não rolou, também ninguém me cobrou e cheguei lá como clandestino, mas com o firme propósito de comprar uma passagem retroativa e compensar minha “gersada” talvez tipicamente brasileira.</p>
<p>Eu tinha pouco tempo e tinha de ser eficiente para conhecer o essencial e fotografar. Ao chegar à cidade, demorei uns 20 minutos para conseguir me movimentar. Vi um cara que deveria ser um guia turístico e pedi informações básicas. Ele me deu um guia da cidade (utilíssimo), me indicou quais linhas de ônibus tomar e o melhor roteiro para quem tem apenas 3 horas para conhecer a cidade. Até aí, tudo indo 100%. Quem tem boca vai a Roma – nesse caso, a Potsdam.</p>
<p>O problema é que Potsdam fica na ex-Alemanha Oriental: as pessoas simplesmente não falam inglês (os mais velhos devem falar alguma coisa de russo),  e eu não falo alemão. Ou seja, a comunicação foi complicada até que uma alma bondosa (os mais jovens – alguns – falam inglês) resolveu me ajudar e me explicar o que o motorista do ônibus tentava me dizer: ele não tinha troco e eu deveria comprar a passagem do ônibus lá dentro da estação, e que ele me esperaria (e todos os demais passageiros idem) caso eu fosse rápido. Corri para a estação e, no guichê, a mulher me explicou: “Sua passagem de Berlim para cá vale para os trajetos de ônibus em Potsdam, você não precisa comprar”. Tive que confessar o crime: “É que eu vim sem passagem&#8230;”. “Ohhh&#8230;”, disse ela.</p>
<p>Resolvido o caso e tendo comprado a passagem de ida, de volta e tudo o mais, voltei ao ônibus e fui aceito pelo motorista. Tudo o que eu precisava fazer agora era validar meu ticket na máquina – mas tentei fazê-lo na máquina errada – para o olhar incrédulo de todos os passageiros. O fato é que você paga esses micos ao ir para lugares novos. Solte-os em Mombuca e aposto que não chegarão nem em Charqueada.</p>
<p>Além do charmoso centro histórico e dos lagos (estes não visitei), Potsdam tem como principal ponto o Parque Real de Sanssouci, com seus castelos em vários estilos: o <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Novo_Pal%C3%A1cio_de_Potsdam">Palácio Novo</a>, barroco e que foi o Palácio Real da Prússia; o <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Schloss_Charlottenhof">Schloss Charlottenhof</a>, neoclássico; o <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Orangerieschloss">Orangerie</a>, renascentista,  e o mais famoso, o <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Sanssouci">Sanssouci</a>, no melhor estilo Rococó e que foi construído para o rei Frederico o Grande desfrutar da vida sem preocupação (“Sans souci”). Tem também a casa de chá chinesa, obviamente com influência chinesa.</p>
<p>Postdam tem importância histórica ao ter sediado a <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Confer%C3%AAncia_de_Potsdam">Conferência de Postdam</a>, em 1945, quando Stalin, Churchill e Truman decidiram o que fazer com a Alemanha rendida na guerra. Consta que foi ali que Truman decidiu jogar as bombas atômicas em Hiroshima e Nagazaki. Este foi também o último encontro dos aliados da Segunda Guerra Mundial – depois disso, a distância entre União Soviética e Estados Unidos só se fez aumentar, culminando na Guerra Fria, cujo auge se deu nas décadas de 60 e 70.</p>
<p>Abaixo, algumas fotos que gostei da minha curta mas proveitosa estadia em Potsdam. Eu realmente gosto de fazer essas coisas nas minhas viagens.</p>
<div id="attachment_793" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><img class="size-full wp-image-793" title="IMG_0508" src="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2009/09/img_0508.jpg?w=500&#038;h=375" alt="Esculturas bem dramáticas no Novo Palácio" width="500" height="375" /><p class="wp-caption-text">Esculturas bem dramáticas no Novo Palácio</p></div>
<div id="attachment_794" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><img class="size-full wp-image-794" title="IMG_0523" src="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2009/09/img_0523.jpg?w=500&#038;h=320" alt="Fora do caminho; tirada do terraço do Schloss Charlottenhof" width="500" height="320" /><p class="wp-caption-text">Fora do caminho; tirada do terraço do Schloss Charlottenhof</p></div>
<div id="attachment_795" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><img class="size-full wp-image-795" title="IMG_0549" src="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2009/09/img_0549.jpg?w=500&#038;h=375" alt="Na escadaria do romântico Castelo renascentista Orangerie" width="500" height="375" /><p class="wp-caption-text">Na escadaria do romântico Castelo renascentista Orangerie</p></div>
<div id="attachment_796" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><img class="size-full wp-image-796" title="IMG_0563" src="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2009/09/img_0563.jpg?w=500&#038;h=375" alt="Ainda no Orangerie. Gostei muito dessa foto, não sei exatamente porque." width="500" height="375" /><p class="wp-caption-text">Ainda no Orangerie. Gostei muito dessa foto, não sei exatamente porque.</p></div>
<div id="attachment_797" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><img class="size-full wp-image-797" title="IMG_0574" src="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2009/09/img_0574.jpg?w=500&#038;h=666" alt="Passado, presente e futuro no Sanssouci. E eu dando uma de paparazzi." width="500" height="666" /><p class="wp-caption-text">Passado, presente e futuro no Sanssouci. E eu dando uma de paparazzi.</p></div>
<div id="attachment_798" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><img class="size-full wp-image-798" title="IMG_0579" src="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2009/09/img_0579.jpg?w=500&#038;h=375" alt="Nos fundos do Sanssouci." width="500" height="375" /><p class="wp-caption-text">Nos fundos do Sanssouci.</p></div>
<div id="attachment_799" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><img class="size-full wp-image-799" title="IMG_0598" src="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2009/09/img_0598.jpg?w=500&#038;h=666" alt="Nas belas vinhas dos terraços do Sanssouci" width="500" height="666" /><p class="wp-caption-text">Nas belas vinhas dos terraços do Sanssouci</p></div>
<p> </p>
<div id="attachment_800" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><img class="size-full wp-image-800" title="IMG_0561" src="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2009/09/img_0561.jpg?w=500&#038;h=375" alt="E um pouco do novo..." width="500" height="375" /><p class="wp-caption-text">E um pouco do novo...</p></div>
<p> Tem tantas outras&#8230;aos poucos vou colocando no <a href="http://www.flickr.com/marpcar">Flickr</a>&#8230;</p>
<p>Valeu a pena, não? Uma boa foto deve liberar alguma dose de endorfina e nos faz sentir melhor&#8230;</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/marcelopcarvalho.wordpress.com/792/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/marcelopcarvalho.wordpress.com/792/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/marcelopcarvalho.wordpress.com/792/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/marcelopcarvalho.wordpress.com/792/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/marcelopcarvalho.wordpress.com/792/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/marcelopcarvalho.wordpress.com/792/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/marcelopcarvalho.wordpress.com/792/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/marcelopcarvalho.wordpress.com/792/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/marcelopcarvalho.wordpress.com/792/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/marcelopcarvalho.wordpress.com/792/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=blog.oquederevier.com&blog=5679249&post=792&subd=marcelopcarvalho&ref=&feed=1" />]]></content:encoded>
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		<title>Frost/Nixon vai bem além da política (e dos Estados Unidos)</title>
		<link>http://blog.oquederevier.com/2009/08/16/frostnixon-vai-bem-alem-da-politica-e-dos-estados-unidos/</link>
		<comments>http://blog.oquederevier.com/2009/08/16/frostnixon-vai-bem-alem-da-politica-e-dos-estados-unidos/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 16 Aug 2009 20:23:54 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Assisti ao filme Frost/Nixon (2008), de Ron Howard, de A Mente Brilhante. O filme retrata a série de entrevistas conduzidas pelo apresentador britânico David Frost (interpretado por Michael Sheen) com o ex-presidente dos Estados Unidos Richard Nixon (interpretado magistralmente por Frank Langella) e que havia renunciado em função do escândalo Watergate. O filme foi indicado [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=blog.oquederevier.com&blog=5679249&post=731&subd=marcelopcarvalho&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Assisti ao filme <a href="http://www.frostnixon.net/">Frost/Nixon </a>(2008), de Ron Howard, de A Mente Brilhante. O filme retrata a série de entrevistas conduzidas pelo apresentador britânico David Frost (interpretado por Michael Sheen) com o ex-presidente dos Estados Unidos Richard Nixon (interpretado magistralmente por Frank Langella) e que havia renunciado em função do escândalo Watergate.</p>
<p>O filme foi indicado a 5 Oscar, incluindo o de melhor filme e melhor ator. Nada mais justo. Muito mais do que um documentário sobre uma entrevista histórica, o filme se desenvolve a partir do embate entre dois personagens complexos e que depositam na entrevista a grande chance de suas vidas. Nixon, ao conceder a entrevista a um apresentador sem qualquer experiência política e de sem muita credibilidade, via a oportunidade de se reerguer e eventualmente retomar sua carreira política. Frost, jovem, confiante e ambicioso, procurava alcançar fama ainda maior do que a que já tinha, que seria obtida caso derrotasse o ex-presidente, isto é, se conseguisse arrancar a confissão sobre Watergate e um pedido de desculpas à nação. A obtenção da verdade, nesse caso, era apenas o meio de atingir sua meta pessoal.</p>
<p>Ambos jogam tudo nessa mistura de luta de boxe e poker jogada em diversas rodadas de 2 horas, que durou na vida real um total de 12 horas. Nixon se mostra um político de primeiro nível, com raciocínio rápido e uma retórica impressionante, mostrando a Frost que o desafio seria muito maior do que este havia imaginado. Por trás desta fachada, porém, vai se percebendo um Nixon solitário, carente e culpado, complexo psicologicamente – e por isso tão interessante.</p>
<p>Já Frost, que sempre aparece com um sorriso de sucesso e confiança no rosto, também esconde seus medos, como fica claro quando Carol (Rebecca Hall) começa a fazer perguntas pessoais e ele imediatamente desconversa e passa a questioná-la. À medida que a série de entrevistas se desenrola, Frost vai percebendo que tanto quanto a chance de alcançar o estrelato, está a possibilidade de afundar sua até então bem sucedida carreira como apresentador. A partir de certo momento, na verdade, ele lutava pela sua sobrevivência mais do que pela conquista que buscava quando propôs o desafio.</p>
<p>Assim se dá a batalha da vida de ambos, muito mais relevante do que a questão histórica ou política, que aliás é muito bem contextualizada nas duas horas de filme. A filmagem muito bem feita e o trabalho eficiente dos atores coadjuvantes, entre eles Kevin Beacon, fazem deste filme realmente um filmaço.</p>
<p>As cenas finais conseguem dar a dimensão psicológica do que foi o embate em que apenas um sairia vencedor. A saída de Nixon após a última entrevista e sua interação com o cachorro no colo de uma mulher são magníficas, bem como o encontro dois após a série de entrevistas.</p>
<p>Ao final, fiquei com a impressão que o vencedor da disputa celebrou bem menos a vitória do que deveria, ou mesmo de que seus assessores fizeram. É como se a disputa tivesse exigido tanto dele, colocando tanto peso no processo, que a partir de certo momento a vitória se constituía em um mero detalhe. Ou que, reconhecendo que tivera um adversário de peso, o respeitasse, como um lutador de boxe que, após vencer seu adversário, o abraça como se fosse um dos seus.</p>
<p>O filme permitiria que muitos outros aspectos fossem analisados, pois há uma riqueza psicológica muito grande. Mas seria influenciar demais quem não viu e pretende vê-lo, de forma que paro por aqui.</p>
<p>Provavelmente pouca gente viu ou vai ver esse filme, por se tratar de uma temática política, de 30 anos atrás e distante de nós. É uma pena. Tanto pelo filme em si, que é um dos melhores que vi recentemente, como pela temática que não está tão distante assim:</p>
<p>No clímax do filme, em que Nixon admite para um Frost perplexo que “quando um presidente faz algo ilegal, passa a não ser ilegal por ser feito justamente pelo presidente”, imediatamente lembrei-me do presidente Lula justificando os atos ilegais do Sarney dizendo que ele não seria um cidadão comum, como se estivesse, portanto, acima da lei. Incrível a semelhança de conceito de ambos em relação a esse item. <em>What a shame.</em></p>
<p>Abaixo, um trailer do filme e um trecho da entrevista real, que vale a pena ver:</p>
<p><span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://blog.oquederevier.com/2009/08/16/frostnixon-vai-bem-alem-da-politica-e-dos-estados-unidos/"><img src="http://img.youtube.com/vi/lP_l2IFiQzs/2.jpg" alt="" /></a></span></p>
<p><span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://blog.oquederevier.com/2009/08/16/frostnixon-vai-bem-alem-da-politica-e-dos-estados-unidos/"><img src="http://img.youtube.com/vi/jw6LhKCYUCQ/2.jpg" alt="" /></a></span></p>
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		<title>O eterno conflito de dar esmolas na rua</title>
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		<pubDate>Sat, 18 Jul 2009 23:17:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>marcelopcarvalho</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Gente pedindo dinheiro nas esquinas e calçadas sempre incomoda. Há diversos conflitos envolvidos nessa simples decisão que diariamente nos joga na cara as desigualdades que ainda existem e a nossa própria indiferença à questão. Melhor, certamente, não dar nada: primeiro, ouvimos falar – e provavelmente em parte é verdade – de pessoas exploradas por outras, [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=blog.oquederevier.com&blog=5679249&post=688&subd=marcelopcarvalho&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Gente pedindo dinheiro nas esquinas e calçadas sempre incomoda. Há diversos conflitos envolvidos nessa simples decisão que diariamente nos joga na cara as desigualdades que ainda existem e a nossa própria indiferença à questão.</p>
<p>Melhor, certamente, não dar nada: primeiro, ouvimos falar – e provavelmente em parte é verdade – de pessoas exploradas por outras, criando uma verdadeira indústria da esmola. Se a prática de dar esmolas se torna corriqueira entre todos os cidadãos que podem fazê-lo, certamente virará um bom negócio, e não parece nada viável regulamentar a atividade, restringindo a prática àqueles que não são explorados por espertalhões. Também, o que dizer daquelas pessoas que de fato não precisam e até nos enganam? Falsos deficientes, pessoas que poderiam estar trabalhando e não estão por ser mais fácil ficar nas ruas. Há, também, o comparativo e, com ele, a indignação: vira e mexe surgem matérias que nos surpreendem com a quantia arrecadada por algo que se caracteriza como um “trabalho” como outro qualquer. Como somos trouxas! E há, claro, as crianças, que deveriam estar nas escolas e nas casas, e não nas ruas.</p>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-689" title="esmola1" src="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2009/07/esmola1.jpg?w=263&#038;h=228" alt="esmola1" width="263" height="228" /></p>
<p>Tudo isso é correto e inquestionável (estou desconsiderando o argumento &#8220;não é problema meu&#8221;, que, infelizmente, talvez seja o mais prevalente). Porém, o problema continua, ainda que existam distorções. Há pessoas – e muitas – cuja única alternativa ao menos a curto prazo é pedir dinheiro. E há nós, com dinheiro, passando todos os dias por elas e tendo de lidar com nosso conflito pessoal de dar ou não dar a maldita (ou bendita?) esmola.</p>
<p>De certa forma, argumentar racionalmente a inadequação e o equívoco de dar esmolas é jogar o problema para longe de nós e ficar com a consciência tranqüila. Talvez uma hipocrisia inconsciente, amparada por bons argumentos e ótimas intenções.</p>
<p>Já ia me esquecendo da saída elegante que, além de aliviar nossa consciência, nos transforma em cidadãos preocupados com o bem-estar da sociedade: melhor do que dar esmolas é criar condições para que essas pessoas se insiram no mercado de trabalho como todos nós um dia fizemos.</p>
<p>Novamente, correto. Mas o problema continua e nos encara diariamente: enquanto essas melhores condições não chegam, ainda que aos poucos estejam chegando, devemos ou não dar esmola? Ainda que ajudemos a criar estas condições, ainda que doemos dinheiro para entidades que farão esse trabalho, ainda que sejamos bons patrões e chefes, veremos todos os dias alguém necessitado pedindo ajuda. Devemos ajudar ao próximo, que está ali? Ou a ajuda ficará sempre para o “próximo”, não a esse que nos pede (humor negro)? Ou, ainda, ajudaremos apenas o “próximo”, isto é, aquele que está próximo de nós, aumentando o fosso entre os nossos e os outros?</p>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-690" title="esmola2" src="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2009/07/esmola2.jpg?w=302&#038;h=201" alt="esmola2" width="302" height="201" /></p>
<p>Dar o auxílio pode não ser tão desproposital assim. De início, fui cético em relação ao Fome Zero e, mais recentemente, ao Bolsa-Família promovidos pelo governo Lula: o caminho não é dar dinheiro ou comida, mas sim criar empregos! É verdade, mas é inegável que o Bolsa-Família irrigou com renda muitas regiões carentes e movimentou as economias locais. Se você não concorda, veja onde tem se dado o crescimento de empresas como Nestlé ou Unilever, onde muitos de nós trabalhamos: no Nordeste, região mais beneficiada pelo programa, onde 40% da renda está atrelada ao Bolsa-Família e ao salário-mínimo. Claro, ele não resolve no longo prazo, mas talvez seja um dinheiro bem gasto pelo governo, dentre tantos usos mal feitos dos recursos arrecadados. E as pessoas precisam comer hoje, não quando as melhores condições chegarem. Melhor o aproximadamente agora do que o exatamente nunca.</p>
<p>Muitas vezes tiramos conclusões falsas a partir de premissas verdadeiras. Ou conclusões que queremos concluir. Como escreveu Anaïs Nin, “não vemos as coisas como elas são, mas sim como nós somos”.</p>
<p>Dou um exemplo. Nos países desenvolvidos, muitas ONGs e trabalhadores têm criticado os baixos salários e as condições de trabalho de países em desenvolvimento, como os do Sudeste Asiático. Faltou perguntar às pessoas que estão conseguindo esses trabalhos mal remunerados e inaceitáveis se estão melhores ou piores com eles. Apostaria que melhores – a China que o diga. Certo, há o trabalho infantil da Nike e coisas afins. Certamente há abusos que devem ser combatidos, mas é preciso analisar a floresta e não cada árvore individualmente. Mas não é só isso. O que não se diz é que a motivação por trás dessas críticas via de regra não é exatamente nobre como parece: o que está em jogo é a perda de milhões de empregos em função do <em>outsourcing</em> e dos investimentos diretos das empresas nesses países onde o custo do trabalho é mais barato. Viés protecionista disfarçado de altruísmo.</p>
<p>No caso das esmolas, o raciocínio é análogo: há abusos, não é uma solução definitiva, há outras formas de se fazer. Mas continua sendo uma solução parcial, ao alcance de todos, para fazer mais um pouco de justiça social. Se não me engano, Ricardo Semler, no seu livro “<a href="http://www.submarino.com.br/produto/1/1672779">Você está louco!</a>”, fala do hábito existente em países muçulmanos das pessoas andarem com sacos de moedas para distribuir aos carentes, contribuindo para a manutenção do tecido social nessas sociedades. É uma maneira de humanizar as relações, tornar os mais abastados mais próximos dos menos abastados. É diferente de doar dinheiro a uma instituição de caridade sem nunca visitá-la. O contato ocorre ali, frente a frente, olhos nos olhos, todos os dias.</p>
<p>Bem, eu não dou esmola. Normalmente, não dou. Primeiro, uma questão de ordem prática: não tenho como dar para todos os que pedem e, como não sei quem de fato merece, acabo não dando para ninguém. Às  vezes (ainda bem) não tenho trocado. Às vezes estou preocupado com meus problemas e aquilo me irrita ainda mais. Para aplacar a consciência, racionalizo usando os argumentos colocados no início do texto.</p>
<p>Mas o problema continua e a consciência, lá no fundo, incomoda. Afinal, a realidade está ali, diante de nossos olhos, e ela não é bonita. E isso tem um efeito muito maior do que argumentos lógicos.</p>
<p>Tenho, então, um mecanismo ainda mais eficaz para concluir que sou “de bem” e estou certo em não contribuir: admito o remorso, me condeno e fico mais tranqüilo comigo mesmo. Isso tudo, claro, passada a oportunidade de contribuir.</p>
<p>Cabe aqui o poema “Viajando num carro confortável”, de Bertold Brecht, citado pelo economista e filósofo Eduardo Giannetti em seu magnífico “<a href="http://www.submarino.com.br/produto/1/1068803/auto-engano">Auto-Engano</a>”:</p>
<address><em>“Viajando num carro confortável</em></address>
<address><em>Por uma estrada chuvosa do interior</em></address>
<address><em>Avistamos ao cair da noite um homem rústico</em></address>
<address><em>Solicitando-nos condução com um gesto humilde.</em></address>
<address><em>Tínhamos teto e tínhamos espaço e seguimos em frente</em></address>
<address><em>E ouvimos a mim dizer num tom de voz árido: “Não,</em></address>
<address><em>Não podemos levar ninguém conosco”.</em></address>
<address><em>Tínhamos avançado já boa distância, um dia de viagem talvez,</em></address>
<address><em>Quando subitamente fiquei chocado com esta voz minha</em></address>
<address><em>Com este comportamento meu</em></address>
<address><em>E todo este mundo”.</em></address>
<p> </p>
<p>Assim como no caso da esmola, há sempre argumentos para justificarmos: pode ser perigoso dar carona a alguém; não tenho culpa se essa pessoa não tem carro (eu tenho o meu e ganhei com meu honesto suor); é preciso criar condições para todos terem o seu carro; é perigoso ficar nas estradas pedindo carona, etc.</p>
<p>Tudo isso é verniz, que não resiste à consciência crítica e sempre presente. A única arma que silencia o conflito é o auto-engano. Como explica Giannetti, “é doce imaginar-se firme, generoso e solidário no abstrato, enquanto a tentação de não sê-lo é remota e o desafio é apenas hipotético. (&#8230;.). O tempo contudo, vira. E quando ele vira – quando a oportunidade concreta por fim se oferece de provarmos na prática que somos de fato tudo aquilo que imaginamos ser -, a voz que ouvimos deixa, com freqüência, de ser a nossa. Ações falam. E o que nossas ações falam nem sempre é o que nos acostumamos a ouvir, em silêncio, enquanto o futuro é algo em aberto, a promessa, generosa, e o desafio, remoto”.</p>
<p>E agora, você continua vendo a questão da esmola sob a mesma ótica dos argumentos tradicionalmente empregados (ainda que corretos, repito), ou sua perspectiva sobre o tema ficou mais nebulosa?   </p>
<p>Talvez eu tenha causado mais confusão do que esclarecimento. Mais dúvidas do que certezas. Mais contradições do que coerências. Se fiz isso, então sinto-me satisfeito por aproximar-me da realidade. Como escreveu Novalis, “cada ser humano é uma pequena sociedade”. Há muitas vozes e visões dentro de cada um. E, ademais, como escreveu Giannetti, “é apenas na lógica, não na vida, que contradições não podem existir”.</p>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-691" title="esmola3" src="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2009/07/esmola3.jpg?w=419&#038;h=292" alt="esmola3" width="419" height="292" /></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/marcelopcarvalho.wordpress.com/688/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/marcelopcarvalho.wordpress.com/688/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/marcelopcarvalho.wordpress.com/688/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/marcelopcarvalho.wordpress.com/688/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/marcelopcarvalho.wordpress.com/688/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/marcelopcarvalho.wordpress.com/688/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/marcelopcarvalho.wordpress.com/688/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/marcelopcarvalho.wordpress.com/688/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/marcelopcarvalho.wordpress.com/688/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/marcelopcarvalho.wordpress.com/688/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=blog.oquederevier.com&blog=5679249&post=688&subd=marcelopcarvalho&ref=&feed=1" />]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>O Brasil já é visto como potência</title>
		<link>http://blog.oquederevier.com/2009/06/21/o-brasil-ja-e-visto-como-potencia/</link>
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		<pubDate>Sun, 21 Jun 2009 15:29:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>marcelopcarvalho</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Há algum tempo escrevi um post dizendo que o Brasil estava mudando para melhor e começava a adquirir o status de economia dinâmica e de grande futuro. Falei que havia uma mudança de mentalidade no empresariado e que o governo atual, dando seqüência ao anterior, estava fazendo tudo certo na área econômica. O Brasil parece [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=blog.oquederevier.com&blog=5679249&post=668&subd=marcelopcarvalho&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Há algum tempo escrevi um <a href="http://blog.oquederevier.com/2009/02/10/o-brasil-esta-mudando-e-para-melhor/">post dizendo que o Brasil estava mudando para melhor</a> e começava a adquirir o status de economia dinâmica e de grande futuro. Falei que havia uma mudança de mentalidade no empresariado e que o governo atual, dando seqüência ao anterior, estava fazendo tudo certo na área econômica. O Brasil parece começar a pensar grande.</p>
<p>Nessa semana, tive uma comprovação disso da boca de alguém que certamente tem cacife para discorrer sobre o tema: o Presidente do Conselho Geral da OMC (Organização Mundial do Comércio), o embaixador chileno Mário Matus. Jantamos juntos em Valdívia, no Chile, por ocasião de um evento em que ambos palestramos.</p>
<p>O embaixador disse algumas coisas interessantes. Primeiro, que o Brasil já é visto como potência e não mais como um país secundário no cenário internacional. Segundo, que o país vem atuando nos fóruns internacionais de acordo com seu novo papel no cenário mundial do comércio. Sabe a força que tem e vem conduzindo o G-20 de forma muito competente. Outro dia, um conhecido me perguntou a respeito dessas mudanças em curso, se o mundo estava vendo o Brasil de outro jeito; eu disse que  sim, mas antes de tudo parece-me que nós estamos nos vendo de uma outra maneira, e isso é que faz a diferença perante ao mundo.</p>
<p>Acho importante termos isso em mente ao invés da tradicional ladainha de se auto-desvalorizar, como estamos acostumados. Aliás, falar bem da gente sem ignorar os problemas é fundamental. Na minha apresentação, dei uma visão bastante otimista do futuro e isso causou um impacto positivo na percepção das pessoas.</p>
<p>Mesmo com todos os problemas que às vezes nos desanimam, o fato é que i) estamos no caminho certo, e ii) temos uma grande população e em crescimento, o que é fator fundamental para a definição do tamanho de nossa economia no futuro. Segundo o Goldman Sachs, para 2050 o Brasil será a quarta maior economia mundial, atrás da China, dos Estados Unidos e da Índia.</p>
<p>O Chile, por sua vez, é um país admirável sob o ponto-de-vista de organização e projeto de futuro, além de ter vinhos ótimos e esqui, tornando-o ainda mais atrativo. Mas é pequeno, com menos de 20 milhões de habitantes, o que limita seu poder de fogo e seu lugar no cenário mundial. De qualquer forma, é interessante analisar os fatores que estão fazendo com que investidores da  Nova Zelândia invistam na produção de leite desse país:</p>
<p>- qualidade e disponibilidade da mão-de-obra</p>
<p>- competitividade da mão-de-obra</p>
<p>- fundamentos macroeconômicos sólidos</p>
<p>- valores e identidade cultural</p>
<p>- estabilidade econômica</p>
<p>- estabilidade política</p>
<p>- respeito e funcionamento das instituições</p>
<p>- respeito à propriedade privada</p>
<p>- economia social de mercado</p>
<p>- mercado financeiro competitivo e saudável</p>
<p>- boa infra-estrutura</p>
<p>- posicionamento progressista em relação ao comércio internacional (uma das economias mais abertas)</p>
<p>- ambiente para se fazer negócios</p>
<p>Estamos atrás em diversos aspectos, com certeza, mas o porte de nossa economia, hoje a décima do mundo e subindo, aliada aos acertos na área econômica, fazem com que possamos esperar um futuro ainda mais promissor.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/marcelopcarvalho.wordpress.com/668/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/marcelopcarvalho.wordpress.com/668/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/marcelopcarvalho.wordpress.com/668/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/marcelopcarvalho.wordpress.com/668/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/marcelopcarvalho.wordpress.com/668/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/marcelopcarvalho.wordpress.com/668/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/marcelopcarvalho.wordpress.com/668/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/marcelopcarvalho.wordpress.com/668/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/marcelopcarvalho.wordpress.com/668/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/marcelopcarvalho.wordpress.com/668/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=blog.oquederevier.com&blog=5679249&post=668&subd=marcelopcarvalho&ref=&feed=1" />]]></content:encoded>
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		<title>Porque Lula “é o cara” para Obama</title>
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		<pubDate>Mon, 13 Apr 2009 01:11:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>marcelopcarvalho</dc:creator>
				<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Mundo]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
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		<description><![CDATA[Cá entre nós, que Lula seria o presidente do povo, era esperado. Que seria aclamado por grande parte do empresariado e pelos banqueiros, já foi uma surpresa singular. Mas, convenhamos, ser reconhecido em fóruns globais, a ponto de sentar-se ao lado da Rainha na reunião do G-20 e ser chamado de &#8220;the guy&#8221;, &#8220;boa pinta&#8221; [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=blog.oquederevier.com&blog=5679249&post=514&subd=marcelopcarvalho&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone size-full wp-image-515" title="lula-e-obama" src="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2009/04/lula-e-obama.jpg?w=420&#038;h=332" alt="lula-e-obama" width="420" height="332" /></p>
<p>Cá entre nós, que Lula seria o presidente do povo, era esperado. Que seria aclamado por grande parte do empresariado e pelos banqueiros, já foi uma surpresa singular. Mas, convenhamos, ser reconhecido em fóruns globais, a ponto de sentar-se ao lado da Rainha na reunião do G-20 e ser chamado de &#8220;the guy&#8221;, &#8220;boa pinta&#8221; e &#8220;político mais popular do mundo&#8221; pelo presidente dos Estados Unidos, aí já é demais. Pelo menos para a elite intelectual desse país &#8211; e aqui me incluo, vai &#8211; isso era impensável. Tínhamos era vergonha dos possíveis vexames do presidente que aqui dentro já era um festival de besteiras a tiracolo.</p>
<p>E aposto que nenhum lulista ou petista, por mais fanático que fosse imaginaria isso lá nos idos de 2002. Esse papel caberia a Fernando Henrique, esse sim letrado, culto, fino, que não faria feio (e não fez, é verdade) nas interações com os líderes mundiais. Mas não um presidente de modos toscos, que só fala português e que mal estudou, e ainda se orgulha disso. Pois é, sinal dos tempos: Lula é bem mais popular lá fora do que FHC jamais foi.</p>
<p>Porque Obama reverenciou Lula daquela forma? Há várias possíveis interpretações. A mais evidente, lógico, é que Lula tem grande empatia mesmo, e aí não tem classe social, raça, país. Ele tem o poder de cativar as pessoas com quem tem contato, ainda mais em final de mandato, com alta popularidade e com uma crise menor do que a que ocorre lá fora. Lula é só alegria, e nesse estado sua empatia floresce ainda mais.</p>
<p>Mas não é só empatia. Em se tratando de Obama, talvez possamos conjecturar que Obama e Lula são ambos excluídos que venceram. Obama, um negro nos Estados Unidos, tornando-se presidente. Lula, um nordestino com baixa formação escolar e pobre, trabalhador braçal, tornando-se presidente. Está certo que Obama formou-se em Harvard, mas, lá no fundo, ele provavelmente se identifica mais com os Lulas da vida do que com seus colegas de Harvard. Na hora do vamos ver, as raízes, a história de cada um é o que pega mesmo. E, por essa via, Obama tem uma inclinação natural a gostar de Lula. Seu pai veio do Quênia, e ponto final.</p>
<p>Há outro fator motivando a admiração de Obama a Lula: Obama, esse excluído, está chegando cheio de expectativas e, certamente, muitos temores. Lula, o outro excluído, está quase saindo, com inegável sucesso depois de quase oito anos no poder. Se Obama chegar ao final do mandato, ou dos mandatos, com o reconhecimento que Lula obteve, terá tido enorme sucesso. Lula, nesse ponto, é um estímulo e um <em>benchmark</em> para Obama. E o cara como ele que já deu certo. É a prova de que é possível. É a segunda parte do <em>Yes we can. </em>A parte em que a onça vai beber água. A que <em>really matters</em>.</p>
<p>Alto lá! A posição internacional atualmente vivida por Lula não é só mérito dele. O mundo desenvolvido assiste a uma troca de bastões no poderio econômico e político. Estados Unidos e União Européia terão de passar o bastão, ou ao menos dividi-lo, com novos integrantes, tão desconhecidos e ameaçadores como a Rússia, a China e a Índia. Todos com armas nucleares, isto é, com poder bélico capaz de destruir o mundo. São três enormes caixas-pretas: a Rússia, com a corrupção e as questões geográficas não resolvidas (e a imagem ainda clara da divisão EUA-URSS, ou seja, eles já tiveram enorme poder e influência); a China, o novo motor, oriental, com a ditadura extemporânea e com a qual se tem que conviver; a Índia, uma colcha de retalhos étnicos. Isso, sem contar os riscos ou, na pior das hipóteses, os incômodos diplomáticos que causam um Irã ou, para ficar mais próximo, uma Venezuela com Chavez à frente. Talvez por muitos e muitos anos.</p>
<p>Nesse meio todo de países emergentes surge o Brasil, o quarto poder: um país pacífico, que não ameaça ninguém, de cultura ocidental, sem surpresas. O fato é que o Brasil é &#8220;boa pinta&#8221; antes de Lula ser.  Nossos problemas externos se resumem à segurança aos turistas no Rio de Janeiro e ao desmatamento da Amazônia (ok, esse tem impacto, mas compare com o Irã, a Rússia&#8230;).  E, agora, ainda por cima o Brasil anda fazendo as coisas certas na esfera econômica: com todos os problemas que conhecemos e nos revoltamos, temos, na pior das hipóteses, errado menos do que os outros. E isso não é só Lula. Vem de antes, vem até do Collor, com a abertura econômica mal feita, mas que foi feita. De lá para cá, Itamar, Fernando Henrique e Lula, a linha mestra foi mantida. E continuará a ser mantida, a não ser que a crise econômica traga o caos para o país, abrindo espaço para candidaturas heterodoxas &#8211; Heloísa Helena, Ciro Gomes e &#8211; vira essa boca pra lá &#8211; Garotinho (bom, o Enéas já morreu). Caso contrário, PSDB ou PT, tanto faz. No que interessa, é a mesma coisa. A briga de egos não atinge o que realmente importa. Por isso, os Sarneys da vida hoje impactam menos do que antes. O barco segue, apesar dos políticos da velha guarda.</p>
<p>Mas a probabilidade do caos ocorrer é muito pequena. Começa a haver a percepção que, no frigir dos ovos, sairemos melhor desse imbróglio do que os outros países. Pipocam opiniões argumentando que, quando a situação se normalizar, em 2010 ou 2011, teremos um grande fluxo de investimentos para cá. O Brasil ainda não é, mas será a bola da vez em breve. Eu também acho.</p>
<p>Lula, enfim, &#8220;é o cara&#8221; por diversas razões e algumas coincidências. Mas, como dizia Nelson Rodrigues, &#8220;Deus está nas coincidências&#8221;. O mundo definitivamente dá as suas voltas!  Goste ou não, &#8220;He is the Guy&#8221;. E nós talvez sejamos &#8220;the country&#8221;.</p>
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