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	<title>O que der e vier &#187; Turismo</title>
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	<description>Idéias, pensamentos e impressões, por Marcelo Pereira de Carvalho</description>
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		<title>O que der e vier &#187; Turismo</title>
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		<title>20 dias viajando pela Itália e Estados Unidos</title>
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		<pubDate>Sun, 30 Oct 2011 23:36:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>marcelopcarvalho</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Estou de volta após a maior viagem que fiz depois de formado: 20 dias fora, por dois continentes, mas apenas 2 países: Itália e Estados Unidos. Uma coincidência me fez alongar a viagem: como acontece todo ano, vou ao World Dairy Summit, principal congresso do setor lácteo no mundo e que, neste ano, ocorreu na rica e histórica Parma, no norte da Itália. Poucos dias após o congresso, tinha de ir a Chicago, onde havia sido convidado a dar uma palestra no Encontro Anual do USDEC – Conselho de Exportação de Lácteos dos Estados Unidos. Achei que era uma boa oportunidade para esticar a viagem, ficando alguns dias em New York antes de ir para Chicago. <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=blog.oquederevier.com&amp;blog=5679249&amp;post=1081&amp;subd=marcelopcarvalho&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Estou de volta após a maior viagem que fiz depois de formado: 20 dias fora, por dois continentes, mas apenas 2 países: Itália e Estados Unidos. Uma coincidência me fez alongar a viagem: como acontece todo ano, vou ao World Dairy Summit, principal congresso do setor lácteo no mundo e que, neste ano, ocorreu na rica e histórica Parma, no norte da Itália. Poucos dias após o congresso, tinha de ir a Chicago, onde havia sido convidado a dar uma palestra no Encontro Anual do USDEC – Conselho de Exportação de Lácteos dos Estados Unidos. Achei que era uma boa oportunidade para esticar a viagem, ficando alguns dias em New York antes de ir para Chicago.  Aliás, apesar de viajar muito, por incrível que pareça nunca tinha ido a New York e essa era a chance (uma das minhas contradições é essa: conheço lugares que poucos conhecem, mas nunca fui a Paris, por exemplo – mas ainda irei, em grande estilo!).</p>
<p>Outro fator que me fez estender a viagem foi a vontade de ficar viajando na Itália alguns dias antes do congresso (já que estava indo&#8230;). Por alguma razão, senti a necessidade de mergulhar no berço do Renascimento e, daí, optei por incluir Verona, Veneza e, claro, Florença e Siena no meu roteiro.</p>
<p>Pensando bem, para tudo isso 20 dias foi pouco.  Minhas viagens ainda são marcadas por uma espécie de correria, ficando um pouco em cada lugar, suficiente para conhecer, mas não para realmente sentir cada localidade visitada. Deve ter alguma explicação psicológica que não vem ao caso agora, mas não sou do tipo de ficar muito tempo em um mesmo local, havendo tanto a explorar.</p>
<p>Estava sozinho (apesar de, nos EUA, encontrar tanta gente conhecida que essa sensação diminuiu bastante) e foi uma boa oportunidade para alugar um carro e rodar sem compromisso pela Itália, passando por cidadezinhas medievais na Toscana e pegando estradas locais, fora das rodovias, onde o tempo realmente parou e você tem a exata sensação de liberdade, ao parar onde bem entender, como por exemplo em uma estrada de terra que me proporcionou, perto de Siena, um por do sol rosa, com a lua iluminando vinhedos e antigas fazendas toscanas.</p>
<p>A viagem começou em Verona, terra de Romeu e Julieta e uma preciosidade: igrejas e construções antigas, uma arena da época romana, pontes românticas sobre o belo Rio Adige e que, principalmente, se pode andar com relativa tranquilidade. Era o primeiro dia de viagem e foi o que mais fotografei, talvez por ter entrado de pronto no clima da cidade.</p>
<div id="attachment_1082" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><a href="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2011/10/img_5554_3_5_tonemapped.jpg"><img class="size-full wp-image-1082" title="Verona" src="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2011/10/img_5554_3_5_tonemapped.jpg?w=500&#038;h=332" alt="" width="500" height="332" /></a><p class="wp-caption-text">Verona: precisa falar mais alguma coisa?</p></div>
<p>Depois, Veneza, que obviamente dispensa apresentações. Fiquei apenas um dia lá, parte porque o excesso de pessoas me afugentou após conhecer as principais atrações. Na Piazza San Marco, não fiquei mais do que 15 minutos, tal a multidão de turistas, muitos, mas muitos mesmo, brasileiros.  Não tenho paciência para filas – acho que não gosto de me comportar como um turista comum. Talvez tenha dificuldade com locais que pertençam a muitas pessoas, como é o caso de Veneza, Florença, Siena e mesmo New York, onde fazer compras, ao menos para mim, é uma verdadeira tortura. Deve ser meu componente anti-social, mas prefiro mil vezes a tranquilidade de uma cidade que vive independentemente dos turistas do que uma em que os turistas são parte integrante e até a característica local.</p>
<div id="attachment_1083" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><a href="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2011/10/img_5720_19_18.jpg"><img class="size-full wp-image-1083" title="IMG_5720_19_18" src="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2011/10/img_5720_19_18.jpg?w=500&#038;h=335" alt="" width="500" height="335" /></a><p class="wp-caption-text">Por do sol em Veneza, na Giudecca, antigo bairro judeu e onde a muvuca é menor.</p></div>
<p>Foi interessante ver o contraste Itália/Estados Unidos, ambas economias que viveram e ainda vivem uma crise econômica. Apesar de ter visitado apenas 2 cidades norte-americanas, me pareceu que a situação de ambos os países é muito distinta. A Itália parece viver de passado, presa a uma realidade que não existe mais. Os serviços deixam a desejar e você chega a ficar irritado com algumas coisas como horários que não são respeitados, funcionários mal educados e assim por diante – talvez um sintoma de que o Brasil esteja mesmo melhorando e que a distância não é mais tão grande assim – e olha que visitei o rico norte do pais, e não o sul, que é sustentado pelo norte há décadas. Uma coisa que me chamou a atenção é que as pessoas parecem trabalhar pouco. Do lado do meu hotel em Parma, havia um supermercado cujo horário de funcionamento era das 8:30 ao 12:45, depois 15:30 às 19:30, fechado aos domingos. Não sei se isso é a regra, mas fiquei pensando que se muitos operam assim, será difícil sair da crise. Na Itália, a impressão que tive é que a ficha ainda não caiu em relação à nova realidade, em que o país tem grande dívida e que o futuro é incerto.</p>
<div id="attachment_1084" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><a href="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2011/10/img_5728.jpg"><img class="size-full wp-image-1084" title="IMG_5728" src="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2011/10/img_5728.jpg?w=500&#038;h=333" alt="" width="500" height="333" /></a><p class="wp-caption-text">O GPS me tirou da auto-estrada entre Veneza e Florença e me proporcionou essa vista no Veneto</p></div>
<p>Claro que o país é belíssimo e me proporcionou pelo menos 3 grandes momentos: o já referido por-do-sol na zona rural da Toscana, quando pernotei em um hotel-fazenda perto de Monteriggioni, uma jóia medieval onde Dante escreveu parte dA Divina Comédia; um outro por-do-sol em Florença, que me rendeu fotos memoráveis, e a noite de abertura do evento, no belíssimo Teatro Regio de Parma, erguido em 1820 e poucos e que foi palco para Verdi e Toscanini. O momento mais emocionante da noite foi o coral da cidade cantando Va Pensiero, da ópera Nabucco, de Verdi, que foi adotado como o hino de unificação da Itália. Foi de arrepiar…</p>
<div id="attachment_1085" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><a href="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2011/10/img_5920-1-2.jpg"><img class="size-full wp-image-1085" title="IMG_5920-1-2" src="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2011/10/img_5920-1-2.jpg?w=500&#038;h=752" alt="" width="500" height="752" /></a><p class="wp-caption-text">Lua na Toscana, perto de Monteriggioni.</p></div>
<p>Mas já que estamos falando de economia, nos Estados Unidos a impressão é outra. A sensação é que o país era uma espécie de Mike Tyson que, de repente, sofreu um nocaute e perdeu a referência por uns tempos. Mas a força continua lá, basta reencontrar o caminho. Tanto em NY como em Chicago, percebe-se o sentimento de país (em NY, obviamente o 11 de setembro é uma referência onipresente, que unificou a cidade e o país em torno desta). A recuperação da economia americana me motivou a ponto de comprar o novo livro do Thomas Friedman &#8211; That used to be us &#8211; how America fell behind in the world it invented and how we can come back (um título bem presunçoso, sem dúvida, mas irresistível para quem se interessa por estes temas).</p>
<div id="attachment_1087" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><a href="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2011/10/img_6063.jpg"><img class="size-full wp-image-1087" title="IMG_6063" src="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2011/10/img_6063.jpg?w=500&#038;h=333" alt="" width="500" height="333" /></a><p class="wp-caption-text">Manhattan, vista do Top of the Rocks, no Rockefeller Center</p></div>
<p>Tudo bem que visitar NY e Chicago não é visitar os EUA. As grandes cidades até vão bem, pois o comércio continua forte, em parte pelos turistas (novamente muitos brasileiros) que se acotovelam nas lojas e esperam em filas para entrar em determinados locais, como a loja da Abercrombie &amp; Fitch na Quinta Avenida – uma experiência que pretendo nunca repetir…:)</p>
<p>New York é uma cidade em que você se sente em casa, por alguma razão que não consigo identificar. Será que é pelos filmes, que nos mostraram já tanto da cidade que mesmo a primeira visita é como um Déjà vu? Ou será que é pelo pacto silencioso de milhares de imigrantes e turistas, que tornam a cidade verdadeiramente cosmopolita? Talvez seja também pela orientação da cidade, principalmente de midtown para cima, em que o plano de ruas é todo quadriculado e as ruas e avenidas são conhecidas pela numeração sequencial, o que torna a localização muito fácil. E, claro, pela topografia plana que caracteriza Manhattan e que torna tudo mais fácil. Fiquei super bem localizado, em um hotel moderno e muito confortável &#8211; The Alex &#8211; (e caro, como tudo por lá quando se fala em hospedagem), entre a 3rd Avenue a a 45th Street, bem em midtown e a 2 quadras da estação Grand Central, aliás eleita meu local favorito na cidade. Na cidade, fui ao Ground Zero, onde havia as torres (mas não entrei no memorial), no Met, que é impressionante, Guggenheim, com uma exposição do Kandinsky, e no Museu de Artes e Design, que é meia-boca, mas com um restaurante no topo de tirar o fôlego: o Robert, com janelas que dão para o Central Park, bem na esquina da Columbus Circle, perto do Dakota, prédio em que vivia John Lennon (e onde foi morto).</p>
<div id="attachment_1088" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><a href="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2011/10/img_6118.jpg"><img class="size-full wp-image-1088" title="IMG_6118" src="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2011/10/img_6118.jpg?w=500&#038;h=333" alt="" width="500" height="333" /></a><p class="wp-caption-text">ícones de Manhattan: Metlife, Chrysler Building e a Grand Central no primeiro plano</p></div>
<p>É impressionante o senso de cidadania do norte-americano, seja em NY ou em Chicago. Há voluntários para tudo, há um cuidado com o bem-público, que ainda precisamos aprender muito por aqui. O exemplo mais recente é o High line, uma antiga ferrovia aérea, no lado oeste de Manhattan. Uma área decadente e degradada, que foi reurbanizada na forma de uma passarela/jardim suspenso, onde as pessoas vão passear a qualquer hora do dia. A recuperação do High Line é um exemplo de civilidade e de esperança no convívio de grandes aglomerações de pessoas como é New York, onde aliás você se sente seguro a qualquer hora do dia, em qualquer um dos lugares que visitei.</p>
<div id="attachment_1089" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><a href="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2011/10/img_6189.jpg"><img class="size-full wp-image-1089" title="IMG_6189" src="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2011/10/img_6189.jpg?w=500&#038;h=333" alt="" width="500" height="333" /></a><p class="wp-caption-text">High Line, de noite</p></div>
<p>Fazia muito tempo que não ia a Chicago, cidade onde  estive em 1991 e em 1996. Quase não me lembrava dela, e acho que foi bom assim, pois foi como ter ido pela primeira vez, agora com outros olhos. Quando fui, acho que nem existia o Millenium Park, belíssimo. Chicago é mais americana que New York, mais limpa, mais chique, e que pertence a menos pessoas, novamente algo que me faz gostar mais dela do que de New York.</p>
<div id="attachment_1090" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><a href="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2011/10/img_0070.jpg"><img class="size-full wp-image-1090" title="IMG_0070" src="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2011/10/img_0070.jpg?w=500&#038;h=333" alt="" width="500" height="333" /></a><p class="wp-caption-text">Skyline de Chicago refletido na escultura The Bean</p></div>
<p>Perguntaram-me qual cidade que gosto mais, das que visitei. Difícil responder. O bom viajante aprecia todos os lugares que visita, cada um com suas características. Sob certos aspectos, a pequena San Gimignano, na Toscana, com suas 12 torres medievais, pode ser mais espetacular do que New York, que aliás, perdeu as suas duas. Claro que tudo depende dos parâmetros analisados, do momento de cada um e das experiência vividas.</p>
<div id="attachment_1091" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><a href="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2011/10/img_0024.jpg"><img class="size-full wp-image-1091" title="IMG_0024" src="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2011/10/img_0024.jpg?w=500&#038;h=333" alt="" width="500" height="333" /></a><p class="wp-caption-text">Passarela que vai do Millenium Park até o Institute of Art, em Chicago</p></div>
<p>A única conclusão que fica é que é preciso viajar, e conhecer. Só assim é possível ter uma visão global e entender um pouco como chegamos até aqui. Vinte dias de viagem, quer queira quer não, representam um hiato na trajetória de qualquer pessoa, em que você volta um pouco diferente de como partiu. É como se a vida se acelerasse, com cada dia e nova experiência valendo por muitos meses de nossa vida do dia-dia. De certa forma, viajar é viver mais, aproveitando de uma maneira mais intensa e completa cada momento de nossa trajetória.</p>
<div id="attachment_1086" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><a href="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2011/10/img_5794_5_6.jpg"><img class="size-full wp-image-1086" title="IMG_5794_5_6" src="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2011/10/img_5794_5_6.jpg?w=500&#038;h=333" alt="" width="500" height="333" /></a><p class="wp-caption-text">Florença, berço do Renascimento</p></div>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/marcelopcarvalho.wordpress.com/1081/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/marcelopcarvalho.wordpress.com/1081/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/marcelopcarvalho.wordpress.com/1081/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/marcelopcarvalho.wordpress.com/1081/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/marcelopcarvalho.wordpress.com/1081/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/marcelopcarvalho.wordpress.com/1081/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/marcelopcarvalho.wordpress.com/1081/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/marcelopcarvalho.wordpress.com/1081/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/marcelopcarvalho.wordpress.com/1081/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/marcelopcarvalho.wordpress.com/1081/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/marcelopcarvalho.wordpress.com/1081/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/marcelopcarvalho.wordpress.com/1081/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/marcelopcarvalho.wordpress.com/1081/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/marcelopcarvalho.wordpress.com/1081/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=blog.oquederevier.com&amp;blog=5679249&amp;post=1081&amp;subd=marcelopcarvalho&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Viajando pela Ilha Sul da Nova Zelândia</title>
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		<pubDate>Sun, 21 Nov 2010 20:57:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>marcelopcarvalho</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Tenho viajado bastante nos últimos anos, normalmente a trabalho, mas sempre conseguindo conciliar um pouco de lazer e turismo. Nesse mês, fui para a Nova Zelândia, onde participei de um evento e aproveitei para tirar uma semana para conhecer um pouco da Ilha Sul, a mais “selvagem”, tendo paisagens de cartão-postal. Apesar das inúmeras viagens, [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=blog.oquederevier.com&amp;blog=5679249&amp;post=1054&amp;subd=marcelopcarvalho&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Tenho viajado bastante nos últimos anos, normalmente a trabalho, mas sempre conseguindo conciliar um pouco de lazer e turismo. Nesse mês, fui para a Nova Zelândia, onde participei de um evento e aproveitei para tirar uma semana para conhecer um pouco da Ilha Sul, a mais “selvagem”, tendo paisagens de cartão-postal.</p>
<p>Apesar das inúmeras viagens, essa eu aguardei com grandes expectativas. Sempre me interessou conhecer esse país de apenas 4,2 milhões de habitantes, apesar de ser praticamente do tamanho do Japão e das Ilhas Britânicas. A Nova Zelândia fica a 1.600 km a este da Austrália e a 12.000 km de São Paulo. São 15 horas de diferença (para mais).</p>
<p>A expectativa era também poder fotografar – meu principal hobby hoje. Sabia que a viagem não seria destinada a fotografia. Teríamos pouco tempo em cada lugar, não havia como esperar tempo melhor, ou a luz certa. De qualquer forma, confiei na qualidade das paisagens para dar uma ajuda. Um pouco do que fotografei pode ser visto aqui.</p>
<p>Meu compromisso foi em Auckland, na Ilha Norte. É a principal cidade do país, com 1,2 milhão de habitantes. Logo que se chega, ao caminharmos pela cidade, tem-se a impressão de estarmos em alguma cidade do Sul da Ásia, tal a quantidade de orientais que moram em Auckland. Alguém me falou que cerca de 10% da população do país é formada por orientais. Auckland é a maior cidade polinésia do mundo, considerando aí os próprios países polinésios.</p>
<p>Mesmo sendo uma cidade grande, a impressão que se tem é que não é uma cidade neurótica como outras grandes cidades. Parece que ninguém tem pressa, e as pessoas sabem curtir a vida.  As pessoas em geral são alegres, educadas (em toda a NZ) e orgulhosas do país que construíram. O trabalho vai de 8 as 5 da tarde, e depois disso, o pessoal vai velejar ou passear em algum parque da cidade. Auckland é a cidade com o maior número de veleiros por pessoa no mundo. O padrão de vida na Nova Zelândia é elevado e a impressão que se tem é que o país concilia o fato de já ter construído sucesso com sociedade (foi o primeiro país a permitir voto feminino, além da população local, os Maoris, estarem plenamente integrados à sociedade ocidental) e mesmo assim ter pique para fazer mais, como atesta o crescimento da área de serviços, principalmente software e alta tecnologia.</p>
<div id="attachment_1055" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><a href="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2010/11/img_9259.jpg"><img class="size-full wp-image-1055" title="IMG_9259" src="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2010/11/img_9259.jpg?w=500&#038;h=333" alt="" width="500" height="333" /></a><p class="wp-caption-text">Velejando no Golfo de Hauraki, em Auckland</p></div>
<p>Mas a parte turística ficou reservada a Ilha Sul (veja o roteiro abaixo). Logo que terminou o evento, eu e mais dois colegas pegamos o avião da Air New Zealand para Queenstown, cidade de 7.000 habitantes no Sul da Ilha Sul e que é o ponto de partida para as aventuras, incluindo os esportes radicais, como bungy jump, jet boat, paraglider e outros.  Queenstown é uma mistura de Campos do Jordão bem melhorada, com San Martin de Los Andes, na Patagônia Argentina. Aliás, é incrível como certas paisagens da Nova Zelândia, na Ilha Sul, se parecem com a Patagônia.</p>
<div id="attachment_1057" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><a href="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2010/11/img_0215.jpg"><img class="size-full wp-image-1057" title="IMG_0215" src="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2010/11/img_0215.jpg?w=500&#038;h=333" alt="" width="500" height="333" /></a><p class="wp-caption-text">Lago Wakatipu, entre Queenstown e Glenorchy</p></div>
<p>No segundo dia, andamos 300 km até Milford Sound, que fica a Oeste, mas cujo acesso se dá apenas pelo Sul, fazendo uma grande volta. O caminho cruza fazendas de ovelhas, veados e rebanhos bovinos, dando a impressão de estarmos parados no tempo. A dificuldade inicial foi dirigir pela mão inglesa, “do lado errado da estrada”.  Os primeiros dois dias são meio aflitivos, mas depois você se acostuma. É preciso tomar cuidado com o limite de velocidade – 100 km/hora. Para não perder o hábito, tomei uma multa (a 113 km/hora) logo no primeiro dia, mas depois fiquei bem mais esperto…Uma dica: ao planejar viagens, esqueça médias altas de velocidade. Primeiro, as estradas são sinuosas e cortam cidades e vilarejos; segundo, você vai querer parar a toda hora. Fizemos os 300 km até Milford Sound em 5 horas.</p>
<div id="attachment_1056" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><a href="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2010/11/captura-de-tela-2010-11-21-c3a0s-17-06-39.png"><img class="size-full wp-image-1056" title="Captura de tela 2010-11-21 às 17.06.39" src="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2010/11/captura-de-tela-2010-11-21-c3a0s-17-06-39.png?w=500&#038;h=432" alt="" width="500" height="432" /></a><p class="wp-caption-text">Nosso roteiro de carro, com quase 2.000 km rodados nos 6 dias</p></div>
<p>Passando Te Anau, começa a estrada para Milford Sound propriamente dita. Pelo que havia lido, esperava mais desse caminho. É o problema das expectativas elevadas. O tempo também não ajudou. Saímos de Queenstown com sol, mas à medida que chegávamos nos fiordes de Milford Sound, começou a chover. Aliás, não poderíamos esperar outra coisa de um lugar onde chove 8.000 mm por ano – o que dá mais de 20 mm por dia. Um assombro.</p>
<p>Milford Sound, no entanto, é realmente impressionante, mesmo com tempo ruim. Faça o passeio de barco, de 2 horas, indo até o Mar da Tasmânia pelo meio dos fiordes, de onde descem cachoeiras gigantescas, de até 500 metros (as maiores do mundo). Um neozelandês me disse que, com sol, é o lugar mais bonito do planeta. Não duvido – Kipling considerou Milford Sound a oitava maravilha do mundo.</p>
<p>Voltamos tarde, mas o caminho de volta nos reservou um belo por-do-sol e ótimas fotos nas fazendas que parecem quadros. Reservamos o dia seguinte para os esportes de aventura, ficando o destaque para o salto de b<a href="http://www.bungy.co.nz/index.php/ps_pagename/queenstown">ungy jump da ponte Kawarau</a>, de 43 metros. Foi  oprimeiro bungy jump feito no país que inventou o esporte. Não é tão impressionante como deve ser o salto do Nevis, lá também e que atinge 134m, mas a adrenalina é certa, fora a paisagem, deslumbrante. A organização também é incrível. O país sabe fazer dinheiro dos dons que a natureza lhe deu. Ao fazer o salto, você pode incluir o DVD com o vídeo da proeza, por NZ$ 15 a mais (US$ 12). Ao saltar, eles de mostram as fotos – 9, todas ótimas, tiradas de vários ângulos, e não há como não pagar mais NZ$ 45 por elas, incluindo as cópias digitais publicadas no site <a href="http://www.ididit.co.nz/">www.ididit.co.nz</a>, três dias depois.</p>
<div id="attachment_1058" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><a href="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2010/11/ajhk011130321541.jpg"><img class="size-full wp-image-1058" title="AJHK011130321541" src="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2010/11/ajhk011130321541.jpg?w=500&#038;h=741" alt="" width="500" height="741" /></a><p class="wp-caption-text">I did it!</p></div>
<p>Fizemos a descida de ludge (uma espécie de carrinho de rolemã) do Bob’s Peak, em Queenstown – é Ok, mas para quem gosta de kart, esperava mais (talvez porque perdi a corrida…rs)…De tarde, pegamos a bela estradinha que margeia o lago Wakatipu até Glenorchy (40 km), onde seguimos por mais 35 km até Paradise, por uma estrada de cascalho que passa no meio de fazendas cobertas com azevém de um verde incrível, margeada pela cadeia de montanhas Remarkables. Consta que no caminho para Paradise foram filmadas cenas de O Senhor dos Anéis. Cruza-se riachos rasos (cuidado com o carro, pois não há pontes) e florestas belíssimas, mas tivemos um contratempo que gerou certo stress e meio que estragou o final do dia: numa saída de terra, bem devagar, passei em cima de um galho de madeira solto, que girou e acertou em cheio o retrovisor, que ficou destruído. Nunca vi acontecer isso, mas enfim…</p>
<p>Terminamos o dia em Wanaka, distante uns 90 km de Queenstown. Essa pequena cidade de 3.600 habitantes fica às margens do belo lago Wanaka, do qual se pode ter uma ótima vista ao subir o Mt. Iron (1,5 hora de caminhada). Há diversas caminhadas e esportes radicais na região, mas nosso tempo era escasso, e o caminho, longo: a viagem envolvia um total de 1.800 km até Blenheim, no norte da Ilha Sul, onde tomaríamos o vôo de volta para Auckland e para o Brasil.</p>
<p>O dia seguinte nos reservou as paisagens mais bonitas da viagem. Para se ter uma ideia, além da subida ao Monte Iron, só rodamos 140 km, mas levamos o dia inteiro até Haast, na costa oeste, cruzando o Parque Nacional Mount Aspiring. Não me recordo de ter percorrido qualquer estrada por 140 km em que todos eles foram incríveis, principalmente quando se chega ao lago Hawea, o mais bonito que visitamos. Encostas cheias de ovelhas pastando, picos nevados e lagos de cor azul, verde, turquesa, etc.  Não resisti e tive que entrar na água gélida – há provas! E não se vê quase ninguém nas estradas, o que dá a sensação de que tudo aquilo é seu. Aliás, é uma constante principalmente na Ilha Sul.</p>
<div id="attachment_1059" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><a href="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2010/11/img_0385.jpg"><img class="size-full wp-image-1059" title="IMG_0385" src="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2010/11/img_0385.jpg?w=500&#038;h=333" alt="" width="500" height="333" /></a><p class="wp-caption-text">Lago Hawea</p></div>
<p>Ao cruzar o Mount Aspiring, vamos saindo da região que chove menos e entrando na Costa Oeste, cuja precipitação atinge 5.000 mm anuais. A mudança de visual é radical. Os lagos e picos dão lugar à “rain forest” temperada, e a sensação é que estamos cruzando a Mata Atlântica, descendo a Tamoios…</p>
<p>Pernoitamos em Haast, onde supostamente moram 300 pessoas, mas o que vimos foram 2 hotéis de beira de estrada, dois restaurantes, um posto de gasolina e mais nada. Dica importante na Nova Zelândia: mantenha sempre o carro abastecido e fique atento às longas distâncias, pois realmente não há nada entre elas. De Hawea para Haast, o único sinal de civilização é em Makarora, onde há basicamente um hotel de estrada, com um restaurante simples. Também, nas cidades e vilarejos menores, é aconselhável reservar hotel antes, porque você pode não achar vaga se chegar de última hora, e a próxima cidade pode estar a 1 hora ou mais.</p>
<div id="attachment_1060" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><a href="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2010/11/img_0598.jpg"><img class="size-full wp-image-1060" title="IMG_0598" src="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2010/11/img_0598.jpg?w=500&#038;h=333" alt="" width="500" height="333" /></a><p class="wp-caption-text">Rio Haast</p></div>
<p>Outra dica importante: leve ou compre protetor solar e repelente, principalmente nos meses mais quentes. A Nova Zelândia é um dos países onde o buraco na camada de ozônio é maior, e todo cuidado é pouco. É preciso passar protetor várias vezes ao dia. O repelente também é essencial, a não ser que você não se importe em ser devorado por uns borrachudos gigantes, cuja aproximação você nem percebe.</p>
<p>Após dormir em Haast, percorremos mais 270 km até Hokitika, em direção norte, na Costa Oeste, margeando o Mar da Tasmânia. De todo o trajeto, este talvez seja o mais homogêneo, passando sempre em meio a florestas úmidas, com os Southern Alps à direita. De novo, a sensação de estarmos na Rio-Santos ou na Mogi-Bertioga, exceto pelos picos nevados, entre eles o Mount Cook, mais alto da Nova Zelândia.</p>
<p>Não é um trecho feio, longe disso; mas perto do dia anterior, qualquer coisa seria covardia. O tempo também não colaborou, principalmente ao chegarmos às geleiras Fox e Franz Josef. Em função da neblina, o <a href="http://www.helicopter.co.nz">heli-hike</a> (vôo de helicóptero que pousa na geleira, seguindo de caminhada de 2 horas) que iríamos fazer foi cancelado, e não conseguimos mais lugar no passeio por terra, lotado. Apesar da frustração, caminhamos até a base da geleira (mais ou menos 45 minutos) e arrisquei subir de forma meio ilegal a trilha que os guias sobem. Consegui chegar à geleira e caminhei um pouco, mas não me aventurei mais, afinal não tinha os sapatos apropriados e minha insanidade tem algum limite.</p>
<p>Em Hokitika, cidade também de pouco mais de 3.000 pessoas, jantamos no ótimo Stumpers, após termos conseguido ficar em um chalet bem legal, de frente para o Mas da Tasmânia, pagando cerca de US$ 45 por pessoa. Hotikika é bem interessante, turística, sendo a capital do jade, onde se pode comprar belas peças feitas com a pedra típica do país.</p>
<p>De Hokitika, subimos até Kumara Junction e rumamos para leste, cruzando os Alpes Sulinos por Arthur’s Pass, pasando pelo parque nacional de mesmo nome. É incrível a mudança de paisagem quando se passa para o vale do outro lado: a floresta úmida dá lugar a uma paisagem mais árida e mais aberta, onde a irrigação se faz necessária para viabilizar a produção pecuária. A estrada acompanha o sinuoso rio Otira, passando por vales lindos como o do rio Waimakariri. Há diversas trilhas bem sinalizadas, às quais não fizemos por falta de tempo. A Nova Zelândia é o país da natureza, tendo desenvolvido uma estrutura invejável para campings. Tudo é limpo, sinalizado, pronto para ser usufruído. Ficamos com vontade de alugar uma van com cama e tudo, que custa cerca de  US$ 100/dia e dá total autonomia ao viajante, que pode estacioná-la onde quiser para dormir.</p>
<p>O final desse trecho, cuja distância total é de 230 km, não é muito interessante, até que se chega em Christchurch, maior cidade da Ilha Sul, com cerca de 320.00 habitantes, e cujo único sinal do terremoto de 7.3  pontos de outubro são algumas casas que perderam as chaminés. Nenhuma morte, contra 230.000 no Haiti, que teve um terromoto da mesma magnitude (7.0).</p>
<div id="attachment_1061" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><a href="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2010/11/img_0847.jpg"><img class="size-full wp-image-1061" title="IMG_0847" src="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2010/11/img_0847.jpg?w=500&#038;h=333" alt="" width="500" height="333" /></a><p class="wp-caption-text">Fazenda em Arthur&#039;s Pass</p></div>
<p>Conhecemos quase nada de Christchurch, a cidade dos jardins. De lá, o trecho final da viagem. Mais 320 km pela Costa Leste, a do Pacífico (mais bonita do que a oeste), até Blenheim, em Marlborough, a principal região vinícola da Nova Zelândia. Ainda não falei nada sobre vinhos, mas a Nova Zelândia é a terra dos melhores Sauvignon Blancs do mundo, principalmente em Blenheim, além de ótimos Pinot Noirs mais ao Sul. E os vinhos nos restaurantes são honestos – com US$ 30 a US$ 50 se toma vinhos muito bons, logicamente tirando os fora de série, para os quais vai se pagar bem mais.</p>
<p>O ponto alto da costa leste é a vila de Kaikoura, uma península verdejante que avança sobre o mar e tem ao fundo os picos nevados dos Alpes do Sul. Aqui, o tempo novamente não ajudou, mas deu para ver que o lugar é muito bonito (é daqui que saem os passeios para ver as baleias, que aparecem com freqüência nesse local).</p>
<p>Finalmente, Blenheim, 20.000 habitantes, encravada no vale do rio Warau, nos limites da ilha Sul. Jantamos no ótimo  restaurante do <a href="http://www.durville.com/">Hotel D’Urville</a>, tomando nossos dois últimos vinhos da viagem: um Sauvignon Blanc, Villa Maria Reserve, e um Pinot Noir, Mt. Difficulty, de Central Otago, mais ao Sul. Um final digno para uma viagem memorável, daquelas que deixam a impressão de que precisamos um dia voltar.</p>
<div id="attachment_1062" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><a href="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2010/11/img_9787.jpg"><img class="size-full wp-image-1062" title="IMG_9787" src="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2010/11/img_9787.jpg?w=500&#038;h=333" alt="" width="500" height="333" /></a><p class="wp-caption-text">Paisagem rural no caminho de Milford Sound</p></div>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/marcelopcarvalho.wordpress.com/1054/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/marcelopcarvalho.wordpress.com/1054/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/marcelopcarvalho.wordpress.com/1054/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/marcelopcarvalho.wordpress.com/1054/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/marcelopcarvalho.wordpress.com/1054/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/marcelopcarvalho.wordpress.com/1054/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/marcelopcarvalho.wordpress.com/1054/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/marcelopcarvalho.wordpress.com/1054/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/marcelopcarvalho.wordpress.com/1054/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/marcelopcarvalho.wordpress.com/1054/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/marcelopcarvalho.wordpress.com/1054/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/marcelopcarvalho.wordpress.com/1054/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/marcelopcarvalho.wordpress.com/1054/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/marcelopcarvalho.wordpress.com/1054/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=blog.oquederevier.com&amp;blog=5679249&amp;post=1054&amp;subd=marcelopcarvalho&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Para que mesmo você tem o seu negócio?</title>
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		<pubDate>Sun, 09 May 2010 23:48:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>marcelopcarvalho</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Em San Francisco, conheci na penúltima vez que fui um pequeno estabelecimento (não sei classificá-lo de outra forma: Açougue? Mercado? Restaurante? Bar?) que serve frutos do mar frescos. Trata-se de um espaço de não mais do que 4 metros de largura por uns 10 de comprimento, em que cerca de 20 pessoas ficam sentadas lado [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=blog.oquederevier.com&amp;blog=5679249&amp;post=1009&amp;subd=marcelopcarvalho&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Em San Francisco, conheci na penúltima vez que fui um pequeno estabelecimento (não sei classificá-lo de outra forma: Açougue? Mercado? Restaurante? Bar?) que serve frutos do mar frescos. Trata-se de um espaço de não mais do que 4 metros de largura por uns 10 de comprimento, em que cerca de 20 pessoas ficam sentadas lado a lado, meio espremidas, de frente para um longo balcão atrás do qual os 4 ou 5 funcionários trabalham freneticamente. A decoração é <em>sui generis</em> e o ambiente é meio caótico, como a foto abaixo mostra.</p>
<p><a href="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2010/05/img_1336.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-1010" title="IMG_1336" src="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2010/05/img_1336.jpg?w=500&#038;h=333" alt="" width="500" height="333" /></a></p>
<p>A localização não é das melhores (fica em Nob Hill e a vizinhança é meio barra pesada), não aceita cartões de crédito – um sacrilégio quanto se pensa em Estados Unidos e o conforto, bem&#8230; Para se chegar aos banheiros, passa-se por caixotes de peixes em um corredor escuro, onde é possível perceber pôsters de mulheres nas paredes. Não tem sala de espera – quem quiser esperar fica enfileirado na rua mesmo, faça chuva ou faça sol. O atendimento aos clientes que querem um lugar no balcão é feito junto com quem vai lá para comprar e levar frutos do mar frescos – não esqueça que o lugar é antes de tudo um mercado de peixes. Ah, e não é exatamente barato: eu gastei US$ 60 sem muitos excessos.</p>
<div id="attachment_1011" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><a href="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2010/05/img_1331.jpg"><img class="size-full wp-image-1011" title="IMG_1331" src="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2010/05/img_1331.jpg?w=500&#038;h=465" alt="" width="500" height="465" /></a><p class="wp-caption-text">A entrada é isso aí. E fila na porta...mas você pode tomar um vinho ou uma cerveja enquanto espera.</p></div>
<p>Quem em sã consciência iria a um lugar desses? A julgar pela fila constante e pelas ótimas avaliações dos guias de viagem (ex: <a href="http://www.frommers.com/destinations/sanfrancisco/D41098.html">Frommers</a>), muita gente. De fato, o Swan Oyster Depot é uma das jóias de San Francisco, cuja história se confunde com a da própria cidade. Em 2012, completará 100 anos. Hoje, quem toca o estabelecimento são os filhos e netos de Sal Sancimino, que o comprou em 1946 para torná-lo uma referência na cidade.</p>
<p>Qual é o segredo do sucesso? Fui 2 vezes ao local (a segunda foi nessa última viagem, direto do aeroporto!) e acho que já dá para explicar. Primeiro, a comida é excelente. Apesar de simples, tudo ali é de primeiríssima qualidade, desde o pão e a manteiga até as ostras, a salada de carangueijo, o carpaccio de vieiras, os molhos, os vinhos, a cerveja. É uma experiência gastronômica completa para quem gosta de comer (e beber bem). Quem está ali está para celebrar a vida através da comida, tanto que é praticamente impossível você não se socializar com quem está a seu lado: você acaba querendo comentar com alguém e esse alguém também quer comentar sua experiência.</p>
<p>Todas as características negativas colocadas acima servem para filtrar quem vai e quem não vai. Servem para definir o perfil de cliente que eles querem atender. Vai quem está disposto a enfrentar as limitações e desfrutar da comida e da atmosfera. Vai quem conhece. Como me disse uma mulher, os touristas freqüentam o Fishermen’s wharf (local na Costa, cheio de restaurantes para turistas); nós freqüentamos o Swan Oyster Depot.”</p>
<p>Mas pouco adiantaria a comida ser boa se o atendimento fosse ruim, ou mesmo distante ou falsamente interessado, como geralmente ocorre. Percebe-se claramente que a família gosta do que faz, e quer fazer bem feito. E isso faz toda a diferença para criar a atmosfera positiva que combina com a ótima comida.</p>
<div id="attachment_1012" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><a href="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2010/05/captura-de-tela-2010-05-08-as-14-27-26.png"><img class="size-full wp-image-1012" title="Captura de tela 2010-05-08 às 14.27.26" src="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2010/05/captura-de-tela-2010-05-08-as-14-27-26.png?w=500&#038;h=375" alt="" width="500" height="375" /></a><p class="wp-caption-text">Os proprietários, que fazem todo o serviço (essa foto eu peguei da comunidade no Facebook)</p></div>
<p>Comida boa, atendimento nota dez. O terceiro aspecto que explica o sucesso do lugar é justamente a escassez, aliada à peculiaridade própria do estabelecimento. São apenas 20 lugares, e só ali. Certamente, alguém já deve ter pensado em expandir, em criar franquias, etc., em fazer dinheiro realmente a partir dessa proposta de valor bem sucedida. Porém, a unicidade do lugar é parte importante dessa proposta de valor. Não é algo facilmente replicável.</p>
<p>A imagem que me veio à cabeça ao pensar no Swan Oyster Depot é a da primeira loja da Starbucks, descrita <a href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/resenha/resenha.asp?nitem=229767&amp;sid=8739129841258738995369032&amp;k5=F895EF&amp;uid=">no livro do Howard Schultz</a> (aliás, recomendo esse livro para todo mundo que pensa em começar um negócio). Apesar da Starbucks tentar ter essa proximidade com o cliente, não consegue mais. São muitas lojas, muitos funcionários, culturas diferentes, capital aberto, pressão por resultados. Os valores são se perdendo ao longo dessa cadeia complexa.</p>
<p>E, provavelmente, o que a família quer é ficar ali mesmo, curtindo o trabalho, vendo a satisfação dos clientes e ganhando a vida assim.</p>
<p>Nessa última vez, uma japonesa do meu lado, ao saber que eu era do Brasil, disse que havia visto o filme Orfeu Negro e adorado. Esse filme deve ter uns 50 anos! Onde mais essa conversa improvável poderia ocorrer, que não no balcão de um lugar como o Swan Oyster Depot? Do outro lado, um gordão, daqueles que dá gosto ver comer, me recomendou a <em>crab salad</em>. Ao final, lembrei-me do carpaccio de vieiras, que não é exposto no cardápio. Vendo minha situação – não aguentaria uma porção inteira – o atendente disse que eu não poderia voltar para o Brasil sem comer esse prato, e que iria fazer uma porção pequena para mim. O gordão também pediu e quase me agradeceu ajoelhado! E no final, quando pedi para fechar a conta, o atendente simplesmente perguntou o que eu tinha consumido e fez umas contas rápidas num pedaço de papel. É assim.</p>
<p><a href="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2010/05/captura-de-tela-2010-05-08-as-14-28-35.png"><img title="Captura de tela 2010-05-08 às 14.28.35" src="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2010/05/captura-de-tela-2010-05-08-as-14-28-35.png?w=500&#038;h=371" alt="" width="500" height="371" /></a></p>
<p>Tudo isso cria um diferencial que faz com que você considere o local como seu. Esse é talvez o fator mais importante para se criar uma tribo, uma comunidade. E, nessa altura, talvez a comida não seja nem tão exclusiva assim &#8211; mas você a vê como tal. E isso é difícil de copiar.</p>
<p>O Swan Oyster Depot criou, de fato, uma tribo (tem inclusive comunidade no Facebook – a <a href="http://www.facebook.com/group.php?gid=2236254146">Swan Oyster Depot Afficionados</a>) que vai atrás dessa proposta de valor: lugar único, com história, comida excelente, atendimento caloroso, personalização e exclusividade. É também, de certa forma, um bastião de resistência à massificação e à padronização, o que é algo significativo ao se pensar em Estados Unidos, onde tudo é feito para crescer, se multiplicar e dar lucros.</p>
<p>Acho que o exemplo desse pequeno <em>mercado-açougue-restaurante-bar</em> serve para empreendimentos que estão sendo planejados e também para quem já está no mercado. Qual é o público que você quer servir? E quem você não quer servir? Porque as pessoas irão continuamente ao seu estabelecimento? Qual é a sua proposta de valor? Vale a pena crescer? É possível crescer, mantendo a proposta de valor? Porque, afinal, você tem o seu negócio? São questões importantes que um pequeno local na Polk Street nos ensina a pensar.</p>
<div id="attachment_1013" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><a href="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2010/05/img_1341.jpg"><img class="size-full wp-image-1013" title="IMG_1341" src="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2010/05/img_1341.jpg?w=500&#038;h=333" alt="" width="500" height="333" /></a><p class="wp-caption-text">O carpaccio de vieiras: finamente cortadas, cebola roxa, alcaparras, pimenta do reino e uma outra, tudo no melhor azeite.</p></div>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/marcelopcarvalho.wordpress.com/1009/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/marcelopcarvalho.wordpress.com/1009/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/marcelopcarvalho.wordpress.com/1009/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/marcelopcarvalho.wordpress.com/1009/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/marcelopcarvalho.wordpress.com/1009/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/marcelopcarvalho.wordpress.com/1009/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/marcelopcarvalho.wordpress.com/1009/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/marcelopcarvalho.wordpress.com/1009/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/marcelopcarvalho.wordpress.com/1009/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/marcelopcarvalho.wordpress.com/1009/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/marcelopcarvalho.wordpress.com/1009/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/marcelopcarvalho.wordpress.com/1009/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/marcelopcarvalho.wordpress.com/1009/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/marcelopcarvalho.wordpress.com/1009/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=blog.oquederevier.com&amp;blog=5679249&amp;post=1009&amp;subd=marcelopcarvalho&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Sobre fins e recomeços</title>
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		<pubDate>Sun, 28 Mar 2010 23:47:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>marcelopcarvalho</dc:creator>
				<category><![CDATA[Arte]]></category>
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		<description><![CDATA[No final de semana passado, fui para Tiradentes, em Minas Gerais, descansar e fotografar. Acho que não conhecia Tiradentes – talvez já tenha ido em uma excursão do colegial, mas se fui, estava certamente interessado à época em outras coisas – e minha vontade de conhecê-la cresceu depois que li um dos livros do Eduardo [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=blog.oquederevier.com&amp;blog=5679249&amp;post=976&amp;subd=marcelopcarvalho&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>No final de semana passado, fui para Tiradentes, em Minas Gerais, descansar e fotografar. Acho que não conhecia Tiradentes – talvez já tenha ido em uma excursão do colegial, mas se fui, estava certamente interessado à época em outras coisas – e minha vontade de conhecê-la cresceu depois que li um dos livros do <a href="http://www.palestrantes.org/palestrante.asp?ID=22">Eduardo Giannetti</a>, todos escritos em longos retiros feitos na vila colonial, hospedando-se no antigo <a href="http://www.solardaponte.com.br/">Solar da Ponte</a>.</p>
<div id="attachment_974" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><a href="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2010/03/img_4373.jpg"><img class="size-full wp-image-974" title="IMG_4373" src="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2010/03/img_4373.jpg?w=500&#038;h=332" alt="" width="500" height="332" /></a><p class="wp-caption-text">Solar da Ponte</p></div>
<p>Um conjunto de circustâncias me fez ir para lá e, claro, fiquei hospedado no mesmo Solar da Ponte, uma casarão histórico localizado perto do centrinho e que prima pela exclusividade e pelo bom gosto. Cada quarto (a pousada possui 18) é decorado de um jeito diferente e pude entender perfeitamente porque o Giannetti hiberna nesse lugar para escrever seus ensaios. Talvez em me sinta também inspirado por lugares como esse, guardadas as devidas proporções.</p>
<p>Como você pode ter percebido, não tenho escrito muito, nem fotografado. Essas coisas – a inspiração, a vontade de escrever ou fotografar, a auto-avaliação favorável do trabalho, a ponto de se permitir expor – vêm em ondas, e em parte fui para Tiradentes em busca de uma nova onda.</p>
<div id="attachment_975" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><a href="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2010/03/img_4467.jpg"><img class="size-full wp-image-975" title="IMG_4467" src="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2010/03/img_4467.jpg?w=500&#038;h=332" alt="" width="500" height="332" /></a><p class="wp-caption-text">Tiradentes de noite, com chuva, vazia</p></div>
<p>Tiradentes é uma espécie de Paraty das montanhas, porém menos badalada. Mas não é sobre Tiradentes que quero escrever – há montes de textos na internet, e minhas fotos aqui, no <a href="http://facebook.com/marcelo.decarvalho">Facebook</a> e no <a href="www.flickr.com/marpcar">Flickr</a> falarão melhor do que minhas palavras.</p>
<p>Quero escrever sobre uma mesa. Uma mesa grande, rústica, de peroba maciça com pés de braúna carregados de história. E que agora me acompanhará, seja onde for.</p>
<p>No domingo, andando meio que sem rumo definido pela cidade, fui atraído por um atelier (o único que entrei, tanto lá quanto na vila vizinha de Bichinho) faceado por um belo gramado com árvores, na lateral mais escondida do Solar. Vendo minha indecisão (entro ou não entro? Afinal, definitivamente não vou comprar nada. Não, o momento não é de comprar nada. Ando gastando muito já, estamos investindo na empresa, os desafios deste 2010 são grandes e, ainda por cima, nem sei ainda onde vou morar, já que supostamente estou de mudança de cidade), a proprietária me convidou dizendo que não custava nada entrar.</p>
<div id="attachment_977" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><a href="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2010/03/img_4374.jpg"><img class="size-full wp-image-977" title="IMG_4374" src="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2010/03/img_4374.jpg?w=500&#038;h=332" alt="" width="500" height="332" /></a><p class="wp-caption-text">A casa/atelier à direita, atrás das árvores</p></div>
<p>Entrei. Tocava MPB, e o atelier, que na verdade era a casa da artista, abria para um jardim muito integrado com a casa antiga, com piso de madeira e diversos móveis o objetos: tudo à venda. Ela me explicou: estavam de mudança para Portugal, decidiram partir e vendiam tudo – móveis, objetos de arte, utensílios, muita coisa antiga, garimpada nos lugares  mais improváveis: uma luminária italiana adquirida em uma estação ferroviária a ser demolida, por exemplo, e daí por diante.</p>
<p>Em um dos cômodos, a mesa. Olhei para ela, fizemos um comentário qualquer, e continuei andando, percorrendo a casa e me perguntando porquê partiriam, porquê sairiam daquele lugar que parecia perfeito, para que ir a Portugal começar tudo de novo? A necessidade de recomeçar não respeita esse tipo de coisa, pensei.</p>
<div id="attachment_979" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><a href="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2010/03/img_4496.jpg"><img class="size-full wp-image-979" title="IMG_4496" src="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2010/03/img_4496.jpg?w=500&#038;h=332" alt="" width="500" height="332" /></a><p class="wp-caption-text">Capela, de noite</p></div>
<p>Depois de percorrer toda a casa, perguntei o preço da mesa. Não sei porque perguntei – afinal não havia a menor chance de comprá-la, pelos motivos já expostos. Pelo que era, não parecia caro, ainda mais depois de saber que os pés de braúna vieram de uma ponte construída por Juscelino Kubitschek em sua cidade natal – Diamantina &#8211; quando este fora governador de Minas Gerais (início da década de 50), e que ela havia comprado quando a ponte foi demolida.</p>
<p>Saí, nem telefone peguei. Afinal, se não iria comprar a mesa, para que perder tempo ou gerar expectativas nela e em mim? Fui embora, voltei para BH, onde tinha um congresso.</p>
<p>Foi quando as coisas começaram a mudar. Comentei com alguém sobre a mesa de Tiradentes e fui recebido com um “você tem que comprar essa mesa!”. E o pior é que eu sabia que tinha. Na verdade, já tinha comprado no mesmo momento em que a vi. O resto todo foi só o processo de adaptação ao fato, talvez a tentativa de resistir a algo que, a princípio, não teria qualquer sentido de ser.</p>
<p>Liguei para o Solar e pedi para irem até lá pegar o telefone. A proprietária sabia de quem se tratava assim que o pessoal foi lá – talvez ela também já soubesse (Fechei o negócio nesse domingo à noite. Ela me disse que já vendera 60% e que provavelmente iria adiantar a partida. Havia reservado a mesa para mim até essa segunda. Fiz uma boa compra, ela disse. Por estar enganado, mas acho que ela gostou de &#8220;eu&#8221; ter comprado a mesa. Conforta dar um bom destino mesmo para o que não nos serve mais.).</p>
<p>Não sei exatamente porque comprei a tal mesa. Racionalmente, me convenci de que se tratava de um bom investimento. Uma mesa dessas em São Paulo custa bem mais caro – a artista mesmo me disse isso. Pronto, estava justificado o investimento. Mas obviamente não foi isso que me motivou, afinal há inúmeros investimentos bem mais simples de se fazer do que comprar uma mesa de 2,38m sem ao certo saber para onde levá-la.</p>
<div id="attachment_980" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><a href="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2010/03/img_4398.jpg"><img class="size-full wp-image-980" title="IMG_4398" src="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2010/03/img_4398.jpg?w=500&#038;h=332" alt="" width="500" height="332" /></a><p class="wp-caption-text">Tiradentes</p></div>
<p>Estranhas essas coisas, essas vidas que se cruzam ou se tocam sem razão aparente, e deixam alguma coisa uma para a outra. A artista, por razões que não sei e nunca vou saber, decidiu recomeçar em outro lugar, despindo-se dos pertences que não mais lhe são úteis, ou que lhe trazem lembranças que convém ser esquecidas, vai saber. Entre esses despojos, uma mesa que, por alguma razão que igualmente desconheço, elegi meio que ao acaso como símbolo de um recomeço qualquer, vai saber. Os restos que representam um fim para uns é a matéria-prima da reconstrução para outros. O que descobriu mesmo Lavoisier?</p>
<p>Olhando para frente, vejo mais dúvidas do que certezas. Ainda não sei onde vou morar, mas sei que onde for haverá comigo uma mesa centenária, uma peça única, uma obra de arte, carregando as marcas do tempo, ancorada em pés fortes de braúna que lhe darão a sustentação necessária, tal qual suas raízes um dia lhe deram.</p>
<div id="attachment_978" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><a href="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2010/03/portugal-025.jpg"><img class="size-full wp-image-978" title="portugal 025" src="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2010/03/portugal-025.jpg?w=500&#038;h=752" alt="" width="500" height="752" /></a><p class="wp-caption-text">A mesa</p></div>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/marcelopcarvalho.wordpress.com/976/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/marcelopcarvalho.wordpress.com/976/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/marcelopcarvalho.wordpress.com/976/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/marcelopcarvalho.wordpress.com/976/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/marcelopcarvalho.wordpress.com/976/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/marcelopcarvalho.wordpress.com/976/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/marcelopcarvalho.wordpress.com/976/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/marcelopcarvalho.wordpress.com/976/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/marcelopcarvalho.wordpress.com/976/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/marcelopcarvalho.wordpress.com/976/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/marcelopcarvalho.wordpress.com/976/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/marcelopcarvalho.wordpress.com/976/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/marcelopcarvalho.wordpress.com/976/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/marcelopcarvalho.wordpress.com/976/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=blog.oquederevier.com&amp;blog=5679249&amp;post=976&amp;subd=marcelopcarvalho&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Algumas fotos selecionadas 2009/10, parte 2</title>
		<link>http://blog.oquederevier.com/2010/01/31/algumas-fotos-selecionadas-200910-parte-2/</link>
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		<pubDate>Sun, 31 Jan 2010 22:25:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>marcelopcarvalho</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Dando seqüência às fotos que selecionei de 2009/10, segue a segunda e última leva: O mar e a menina: em San Francisco, passando rapidamente pela praia na frente do Fishermen’s Wharf, vi a menina, com o maiô roxo, o mar azul, a luz perfeita e…pronto, estava feita a foto. Uma bela foto. Canon T1i. A [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=blog.oquederevier.com&amp;blog=5679249&amp;post=948&amp;subd=marcelopcarvalho&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Dando seqüência às fotos que selecionei de 2009/10, segue a segunda e última leva:</p>
<p><span style="text-decoration:underline;">O mar e a menina</span>: em San Francisco, passando rapidamente pela praia na frente do Fishermen’s Wharf, vi a menina, com o maiô roxo, o mar azul, a luz perfeita e…pronto, estava feita a foto. Uma bela foto. Canon T1i. A foto foi reenquadrada para melhorar a composição e teve pequenos ajustes.</p>
<p><a href="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2010/01/img_1322_2.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-947" title="IMG_1322_2" src="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2010/01/img_1322_2.jpg?w=500&#038;h=353" alt="" width="500" height="353" /></a></p>
<p><span style="text-decoration:underline;">As times goes by</span>: foi o por do sol mais bonito que já vi, depois de um dia nublado. De repente, ao final da tarde, como que por milagre, o céu foi clareando e sol foi acendendo as nuvens, até ficar inteiro vermelho. Tirei uma bela seqüência de fotos, que pode ser vista <a href="http://www.flickr.com/photos/marpcar/sets/72157621797049847/">aqui</a>. Nessa, tirei com 28 mm, de baixo para cima. A “modelo” bem no centro tapou o sol, evitando que a foto estourasse, e criou um efeito interessante. A impressão que dá é de movimento, com as nuvens convergindo em direção ao sol, atrás da modelo. Parece um pouco que o tempo está passando. Com a Canon Powershot SX10 IS. Sem tratamento.</p>
<p><a href="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2010/01/img_4878.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-949" title="IMG_4878" src="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2010/01/img_4878.jpg?w=500&#038;h=374" alt="" width="500" height="374" /></a></p>
<p><span style="text-decoration:underline;">Dreaming</span>: essa foto foi feita no rio Piracicaba, de noite, em uma saída do FotoClube. A luz verde é em função da iluminação na cachoeira véu da noiva, escondida atrás da folhagem. Com a exposição longa, de mais de 20 segundos, o rio revolto ficou parecendo um céu nublado, surreal em função do colorido. A pedra verde brilhante e a folhagem nos trazem de volta à realidade. Com a Canon T1i e tripé. A foto foi reenquadrada e foram feitas pequenas correções posteriores.</p>
<p><a href="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2010/01/img_2971.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-950" title="IMG_2971" src="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2010/01/img_2971.jpg?w=500&#038;h=330" alt="" width="500" height="330" /></a></p>
<p><span style="text-decoration:underline;">Formas</span>: Em Berlim, na Alexanderplatz, antiga Berlim Oriental. Fiz uma composição interessante utilizando a marquise apontando para o topo da torre de transmissão. A foto foi tirada bem de baixo dela, com 28 mm. Sem tratamento. Com a Canon Powershot SX10 IS.</p>
<p><a href="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2010/01/img_0353.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-951" title="IMG_0353" src="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2010/01/img_0353.jpg?w=500&#038;h=666" alt="" width="500" height="666" /></a></p>
<p><span style="text-decoration:underline;">Lavanda</span>: essa foto prova que a luz é tudo. No final de tarde,  surgiu uma bela luz, emoldurando no fundo quente os traços delicados da planta. O roxo, contrastado com o laranja do fundo, trasmite uma certa paz, pelo menos para mim. Os ramos nos levam a percorrer a diagonal, do canto esquerdo de baixo até as flores. Canon T1i, pequenos ajustes. Fazenda Campos do Serrano, São Bento do Sapucaí, SP.</p>
<p><a href="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2010/01/img_1530.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-952" title="IMG_1530" src="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2010/01/img_1530.jpg?w=500&#038;h=331" alt="" width="500" height="331" /></a></p>
<p><span style="text-decoration:underline;">Bailarinas</span>: outra que tirei do espetáculo de ballet. Estava bem longe e tirei com a lente 400 mm, no tripé. Gostei muito da luz dessa foto, destacando as bailarinas, que parecem flutuando. Piracicaba, SP. Canon T1i, sem tratamento.</p>
<p><a href="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2010/01/img_2031.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-953" title="IMG_2031" src="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2010/01/img_2031.jpg?w=500&#038;h=333" alt="" width="500" height="333" /></a></p>
<p><span style="text-decoration:underline;">Baía de Monterey</span>: essa foto eu confesso: foi a primeira da manhã e a longa noite anterior foi regada a Pinot Noir em um bar de Monterey, com amigos. Mas não é que o belo cipreste, contrastado com o céu em tons de cinza, ficou bonito? Canon Powershot SX10 IS, reenquadramento, B&amp;W e pequenos ajustes. Monterey, California.</p>
<p><a href="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2010/01/img_0868.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-954" title="IMG_0868" src="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2010/01/img_0868.jpg?w=500&#038;h=390" alt="" width="500" height="390" /></a></p>
<p><span style="text-decoration:underline;">Inverno nos Alpes</span>: essa foto eu tirei atrás do hotel em que fiquei na vila de Sesto, Itália, bem na fronteira com a Áustria. Ao fundo, as montanhas Dolomitas. A imagem transmite o frio do final de tarde, com os pinheiros escuros e a neve presente em tudo. O belo céu dá o contraponto. Canon T1i, com saturação do céu e retirada de parte das sombras do primeiro plano.</p>
<p><a href="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2010/01/img_32941.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-955" title="IMG_3294" src="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2010/01/img_32941.jpg?w=500&#038;h=333" alt="" width="500" height="333" /></a></p>
<p>É isso aí. Espero que 2010 traga mais fotos!</p>
<p>Se quiser ver a primeira série de 8 fotos que escolhi, <a href="http://blog.oquederevier.com/2010/01/26/algumas-fotos-selecionadas-200910-parte-1/">clique aqui</a>.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/marcelopcarvalho.wordpress.com/948/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/marcelopcarvalho.wordpress.com/948/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/marcelopcarvalho.wordpress.com/948/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/marcelopcarvalho.wordpress.com/948/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/marcelopcarvalho.wordpress.com/948/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/marcelopcarvalho.wordpress.com/948/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/marcelopcarvalho.wordpress.com/948/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/marcelopcarvalho.wordpress.com/948/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/marcelopcarvalho.wordpress.com/948/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/marcelopcarvalho.wordpress.com/948/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/marcelopcarvalho.wordpress.com/948/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/marcelopcarvalho.wordpress.com/948/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/marcelopcarvalho.wordpress.com/948/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/marcelopcarvalho.wordpress.com/948/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=blog.oquederevier.com&amp;blog=5679249&amp;post=948&amp;subd=marcelopcarvalho&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Esqui sem badalação mas com muito bom gosto entre Itália e Áustria</title>
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		<pubDate>Sun, 17 Jan 2010 22:45:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>marcelopcarvalho</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Sesto, ou Sexten, em alemão, fica na Alta Pusteria, no norte da Itália, na fronteira com a Áustria, logo ao sul do Tirol. Está no meio nos Alpes Italianos, em uma cadeia de montanhas chamada de Dolomitas, que apresentam uma coloração rósea quando banhadas com a luz correta e que caracterizam os Alpes Italianos. Dezenas [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=blog.oquederevier.com&amp;blog=5679249&amp;post=906&amp;subd=marcelopcarvalho&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Sesto, ou Sexten, em alemão, fica na Alta Pusteria, no norte da Itália, na fronteira com a Áustria, logo ao sul do Tirol. Está no meio nos Alpes Italianos, em uma cadeia de montanhas chamada de Dolomitas, que apresentam uma coloração rósea quando banhadas com a luz correta e que caracterizam os Alpes Italianos. Dezenas de estações de esqui ligadas a pequenos vilarejos existem nas Dolomitas. A mais famosa, certamente, é Cortina D’Ampezzo, a 40 minutos de carro de Sexten. Madonna di Campiglio, onde a Ferrari leva sua equipe para esquiar no final da temporada de F1, também fica por lá.</p>
<p><a href="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2010/01/captura-de-tela-2010-01-17-as-20-04-15.png"><img class="alignnone size-full wp-image-914" title="Captura de tela 2010-01-17 às 20.04.15" src="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2010/01/captura-de-tela-2010-01-17-as-20-04-15.png?w=500&#038;h=303" alt="" width="500" height="303" /></a></p>
<div id="attachment_907" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><a href="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2010/01/img_3285.jpg"><img class="size-full wp-image-907" title="IMG_3285" src="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2010/01/img_3285.jpg?w=500&#038;h=333" alt="" width="500" height="333" /></a><p class="wp-caption-text">Essa era a vista do meu quarto, com a pista chegando quase nele</p></div>
<p>Na verdade, apesar de ser Itália, a impressão que se tem é que estamos na Áustria. De fato, até a Primeira Guerra Mundial, toda essa região era da Áustria. Tudo está escrito em alemão e italiano e a culinária é mais alemã/austríaca do que italiana.</p>
<p>O que há de especial nessa pequena vila? Diz a história (verídica) que um grupo de brasileiros descobriu um hotel recém-inaugurado na vilazinha, que havia fechado temporariamente após a temporada de final de ano. Isso foi há quarenta anos. Esses brasileiros bateram na porta do hotel e o dono topou reabrir, diante de 8 novos e improváveis hóspedes. No ano seguinte, esses brasileiros voltaram, com família e amigos, e assim por diante, ano após ano, a ponto de chegarmos no hotel e nos deparararmos com uma bandeira do Brasil bem na frente.</p>
<p>O pequeno hotel se tornou um belo spa no meio dos Alpes, com conforto excelente, atendimento impecável, culinária primorosa, diversos tipos de massagens, piscina coberta e ao ar livre, saúnas, etc, mas mantendo o clima familiar e personalizado que o marcou desde o início.  Apesar da ampliação, continua pequeno. Nessa semana em que fiquei lá, estimo que metade dos hóspedes era do Brasil, todos de certa forma interligados (nossa “turma”, bem legal por sinal, chegava talvez às 30 pessoas, e outros mais estavam por vir quando saí). Afinal, o local é tão isolado que ninguém chega lá por acaso, à exceção dos pioneiros de 40 anos atrás.</p>
<div id="attachment_908" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><a href="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2010/01/img_3294.jpg"><img class="size-full wp-image-908" title="IMG_3294" src="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2010/01/img_3294.jpg?w=500&#038;h=333" alt="" width="500" height="333" /></a><p class="wp-caption-text">Paisagem atrás do hotel </p></div>
<p>A estação de esqui conta com duas montanhas: Sesto em si e a Croda Rossa, que fica na vila vizinha de Moos, a uns 2 km, se tanto. Não são estações grandes, para quem está acostumado com esqui nos EUA e Canadá.  A variedade de pistas não é das melhores, embora as pistas sejam em geral longas e boas de se fazer. Talvez não sejam estações para iniciantes, como as da América do Sul, uma vez que a grande maioria das pistas são vermelhas ou pretas. Mas são ótimas para famílias, crianças e para quem quer esquiar na boa, sem filas nos lifts e sem se perder.</p>
<p>E come-se muito bem na pista, em especial no <a href="http://www.gallocedrone.com/Intro_Estate.htm">refúgio Gallo Cedrone</a> (o spaghetti a carbonara é maravilhoso), bem no alto da estação em Sesto, a 2150m de altitude, e no Rudi, onde se chega com o funicular na Croda Rossa, onde as pistas são também mais radicais. Às quintas-feiras, na Croda Rossa, há uma corrida noturna de 5 km em trenós individuais, descendo a montanha com uma lanterna no capacete, que só pode ser feita à base de muita grappa (aguardente de uva que parece uma cachaça).</p>
<div id="attachment_909" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><a href="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2010/01/img_3405.jpg"><img class="size-full wp-image-909" title="IMG_3405" src="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2010/01/img_3405.jpg?w=500&#038;h=332" alt="Parte da nossa turma: Xicco, meu tio, de vermelho, e os Sigrists, que já foram várias vezes e me convidaram" width="500" height="332" /></a><p class="wp-caption-text">Parte da nossa turma: o Xicco, meu tio, de vermelho, e os Sigrists, que já foram várias vezes e nos convidaram</p></div>
<p>Sesto tem algumas características interessantes para se esquiar, fora tudo isso já falado. Não é tão alta (a vila está a 1300m e o topo da estação a 2200m). Isso faz com que não seja tão fria e que tenha boa quantidade de árvores, tornando-a especialmente bonita e apresentando boas opções de caminhos por entre as árvores, para quem gosta. No mais, há uma série de vilazinhas históricas  que parecem saídas de contos de Natal, como Brunico e San Candido (Innichen, em alemão), esta última a apenas 6 km de Sesto.</p>
<p>O custo? A diária no <a href="www.monika.it">Hotel Monika</a> fica na casa dos 80-110 Euros na baixa temporada, com meia pensão (exceto bebidas, mas os vinhos são honestos em preço, ainda que Barolos, Barberas, Brunellos, Chiantis, Tignanellos, Nero D’Avolas, etc, entre 20 e 60 euros a garrafa) – e que meia pensão! O aluguel do equipamento e o ski-pass para seis dias ficaram em cerca de 240 euros por pessoa. Mesmo com passagem e aluguel de carro se bobear fica mais barato do que ir para a América do Sul, com estações lotadas, cheias de snowboarders, gente nada a ver, etc. etc.  Só não é tão prático ir e não serve para quem quer badalação (ainda bem).</p>
<div id="attachment_911" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><a href="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2010/01/img_3425.jpg"><img class="size-full wp-image-911" title="IMG_3425" src="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2010/01/img_3425.jpg?w=500&#038;h=332" alt="Do alto do Gallo Cedrone: as Dolomitas, o Vale lá embaixo e a vilazinha" width="500" height="332" /></a><p class="wp-caption-text">Do alto do Gallo Cedrone, no Monte Elmo: as Dolomitas, o vale lá embaixo, e a vilazinha</p></div>
<p>Enfim, Sesto e o Hotel Monika são opções <em>low profile</em>, sem badalação ou ostentação, mas com ótimo bom gosto e esqui tranquilo. E a viagem em si é um atrativo a mais. No nosso caso, na ida chegamos direto via Munique, Alemanha, cruzamos a Aústria passando pela bela Innsbruck, para então chegarmos em Sesto (umas 5 horas de viagem, com muita neve). Na volta, optamos por estender um pouco mais a viagem, passando pela Salzburgo de Mozart, para então chegarmos em Munique.  O ponto alto desse trajeto é a “balsa de trem” que cruza um túnel de 10 km pelos Alpes e, ao se passar para o outro lado, depara-se co uma paisagem de cartão postal, com vilazinhas do Tirol em meio a montanhas nevadas.</p>
<p>Para finalizar: existem ótimos restaurantes na vila, como o <a href="www.gruenelaterne.it/it/willkommen-gruene-laterne-sexten-sesto.asp?MAID=279&amp;LG=2&amp;APP=8&amp;NKey=welcome">Lanterna Verde</a>, quase do lado do hotel, que tem um cervo para se comer ajoelhado, e o Zum Hans, na vizinha Moos, onde jantei na última noite, regado a um belo Chianti, com alguém que tornaria o jantar especial mesmo que fosse um restaurantezinho qualquer…</p>
<p>Depois de passar uma semana por lá, entendi porque várias daquelas famílias já foram 2, 3, 5, 10, 20 ou mais vezes para Sesto, sempre na mesma época, a ponto de deixar as roupas de esqui no próprio hotel, tanta é a certeza que voltarão no ano seguinte. A princípio sem grandes expectativas, talvez tenha sido a viagem mais gostosa que fiz. E ainda tivemos muita sorte com o tempo: nevou de véspera e depois abriu esse sol, com temperaturas entre 0 e -10 graus o tempo todo. Até 2011!!</p>
<div id="attachment_910" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><a href="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2010/01/img_3357.jpg"><img class="size-full wp-image-910" title="IMG_3357" src="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2010/01/img_3357.jpg?w=500&#038;h=332" alt="Sesto" width="500" height="332" /></a><p class="wp-caption-text">Detalhe de Sesto (ou quase tudo dela)</p></div>
<div id="attachment_915" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><a href="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2010/01/img_3445.jpg"><img class="size-full wp-image-915" title="IMG_3445" src="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2010/01/img_3445.jpg?w=500&#038;h=332" alt="" width="500" height="332" /></a><p class="wp-caption-text">Sesto de noite: faz frio...</p></div>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/marcelopcarvalho.wordpress.com/906/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/marcelopcarvalho.wordpress.com/906/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/marcelopcarvalho.wordpress.com/906/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/marcelopcarvalho.wordpress.com/906/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/marcelopcarvalho.wordpress.com/906/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/marcelopcarvalho.wordpress.com/906/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/marcelopcarvalho.wordpress.com/906/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/marcelopcarvalho.wordpress.com/906/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/marcelopcarvalho.wordpress.com/906/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/marcelopcarvalho.wordpress.com/906/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/marcelopcarvalho.wordpress.com/906/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/marcelopcarvalho.wordpress.com/906/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/marcelopcarvalho.wordpress.com/906/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/marcelopcarvalho.wordpress.com/906/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=blog.oquederevier.com&amp;blog=5679249&amp;post=906&amp;subd=marcelopcarvalho&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Uma semana na Califórnia, com vinhos e velhos amigos</title>
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		<pubDate>Sat, 24 Oct 2009 13:39:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>marcelopcarvalho</dc:creator>
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		<description><![CDATA[De volta da Califórnia, com muito trabalho acumulado e muito sono (preciso de novas férias). Como começar? Viajar em 4 amigos da época de faculdade, uns bons anos depois, acaba sendo uma tentativa de resgatar aquilo que já passou. Sim, tem um quê de nostalgia, daquela época em que as responsabilidades eram poucas e as [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=blog.oquederevier.com&amp;blog=5679249&amp;post=815&amp;subd=marcelopcarvalho&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>De volta da Califórnia, com muito trabalho acumulado e muito sono (preciso de novas férias).</p>
<p>Como começar? Viajar em 4 amigos da época de faculdade, uns bons anos depois, acaba sendo uma tentativa de resgatar aquilo que já passou. Sim, tem um quê de nostalgia, daquela época em que as responsabilidades eram poucas e as possibilidades, muitas. Por mais que se queira olhar para frente, todas as lembranças são do passado, os caminhos de cada um foram escolhidos também no passado, e é esse passado que se revisita para compreender melhor o presente. O futuro é outra história.</p>
<p>Mas, fui percebendo ao passar dos dias, que é impossível reviver esse tempo: “quer ir a Minas, Minas não há mais”, escreveu Drummond, ou “não se pode entrar duas vezes no mesmo rio, porque não é mais o mesmo rio”, disse Heráclito, lá atrás. As motivações  de cada um são outras, as preocupações também; por mais que o passado quase sempre pareça melhor do que o presente, a vida andou. Pensando lá no fundo, ainda bem!</p>
<p>Também, momentos improváveis como os proporcionados por uma viagem destas revivem velhas arestas que, naquela época, não foram aparadas, talvez por falta de maturidade. Tudo isso, na verdade, significa uma chance de corrigir (não é a palavra certa), ajeitar, ou melhor, azeitar velhas engrenagens que enferrujaram pela falta de atividade. Talvez faça parte da verdadeira amizade justamente  a disposição desse acerto de contas no bom sentido. E, no final das contas, tudo isso reforça os vínculos. Enfim, a viagem acabou tendo um certo componente psicológico que daria um bom roteiro de filme.</p>
<p>Fazendo um resumo bem resumido, de início subimos de carro (uma SUV que parecia um tanque de guerra, bem americana mesmo) de Los Angeles para Monterey pela highway 01, na Costa do Pacífico, em uma viagem de mais de 6 horas, que começa a ficar legal após Santa Barbara (comemos em Malibu, bem meia-boca). Ali, a topografia fica mais ondulada e começam a aparecer os primeiros vinhedos. Aliás, o filme <a href="http://www.imdb.com/title/tt0375063/">Sideways</a> foi filmado por lá e não no Napa Valley, que acaba sendo a região mais famosa (e com muito mais vinhos).</p>
<div id="attachment_816" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><img class="size-full wp-image-816" title="IMG_0868_3648x2736" src="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2009/10/img_0868_3648x2736.jpg?w=500&#038;h=375" alt="Cipreste, Monterey, Califórnia" width="500" height="375" /><p class="wp-caption-text">Cipreste, Monterey, Califórnia</p></div>
<p>Em Monterey, ficamos em um <a href="http://www.ichotelsgroup.com/intercontinental/en/gb/locations/monterey-clement">belo hotel</a>, bem no coração da histórica Cannery Row, da época em que a indústria de sardinhas sustentava a região. A Monterey de John Steinbeck (de “As vinhas da ira&#8221;) é simpática e muito bem cuidada, valeu a parada. Jantamos na primeira noite (moídos de cansaço) em um restaurante meio pomposo e que não agradou muito (<a href="http://www.sardinefactory.com/home/">Sardine Factory</a>), com uma carta de vinhos enorme e caríssima (aliás, não espere vinhos baratos por lá&#8230;). Mas beleza. Lá perto, em Santa Cruz, fizemos nossa primeira degustação de vinhos, na vinícola <a href="https://www.bonnydoonvineyard.com/">Bonny Doon</a>, de um cara meio doido que tenta produzir vinhos do Rhone, e que ficam beeem esquisitos.</p>
<p>No dia seguinte, fizemos a <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/17-Mile_Drive">17-mile drive</a> em direção a Carmel, uma estrada particular que vale a pena, passando por mansões e campos de golfe em uma paisagem realmente bonita, com penhascos e praias margeando o Pacífico. Carmel-by-the-sea é uma espécie de Campos de Jordão muuuito melhorada, realmente bonita, com a diferença que está à beira-mar. Lá, tomamos nosso primeiro bom vinho, um Beaulieu Cabernet Sauvignon 2005 muito equilibrado, apesar dessa safra não ter sido tão boa. Aliás, a <a href="http://www.bvwines.com/Default.aspx?ReturnUrl=%2fhome.aspx">Beaulieu,</a> mais conhecida como BV, é uma das pioneiras e tida como a produtora de um dos primeiros vinhos decentes da Califórnia, o Beaulieu Georges Latour Private Reserve.</p>
<p>Depois, fomos de novo para o Sul, para o chamado Big Sur, até a cidade de mesmo nome, uns 60 km de Carmel. A paisagem é seca, escarpada, deserta, sempre tendo o Pacífico como referência. O tempo estava fechando e talvez isso tenha contribuído para nossa impressão, mas para quem está acostumado com a costa do litoral norte de São Paulo e o litoral sul do Rio, o Big Sur não pareceu grande coisa.</p>
<p>A partir daí, rumo norte novamente, em definitivo. Ficamos na cidade de Napa, no coração da região vinícola da Califórnia e dos Estados Unidos.  Pegamos 2 dias de chuva que, pensando bem, não é tão ruim assim se estamos na etapa eno-gastronômica da viagem (só o passeio de balão que teve de ser cancelado, pena). Em Napa, Sonoma e outras cidades da região, encontra-se uma vinícola atrás da outra, a grande parte aberta a degustações com uma boa estrutura para visitantes. Em algumas, é necessário marcar hora; em outras, é só chegar. A um custo de US$ 15-20 por pessoa, degusta-se 5-6 vinhos, e o ambiente é hospitaleiro (genuinamente, ou não). Nos hotéis, há sempre mapas e revistas da região específicos sobre os vinhedos; no Napa Valley, é fácil se orientar: são 2 estradas que cortam o vale de norte a sul, ligadas em vários pontos. As vinícolas estão dispostas ao longo dessas estradas e nas intersecções. Só alegria.</p>
<p>Os destaques foram o <a href="http://www.montelena.com/">Chateau Montelena</a> (em Calistoga),  uma propriedade belíssima, estabelecida em 1882, e que cujo Chardonnay 1973 bateu vários franceses de ponta, na célebre degustação de Paris, de 1976, colocando a Califórnia no cenário de vinhos de qualidade (experimentamos o 2007, muito bom);  a <a href="http://www.frankfamilyvineyards.com/">Frank Family</a>, mas há realmente inúmeras outras que valem a pena e que nos foram indicadas, como a Joseph Phelps, Cakebread, Caymus, Pezzi King, Kuleto, Robert Mondavi, Beringer, Stag&#8217;s Leap, e por aí vai.</p>
<p>(Aliás, pausa para reflexão: em vários lugares, vinícolas, restaurantes, etc, as pessoas nos parabenizaram pelo escolha do Rio como sede dos jogos de 2016).</p>
<div id="attachment_817" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><img class="size-full wp-image-817" title="IMG_0847_3648x2736" src="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2009/10/img_0847_3648x2736.jpg?w=500&#038;h=375" alt="Vai uma abóbora aí? Pegamos uma hora de trânsito por causa dessas abóboras." width="500" height="375" /><p class="wp-caption-text">Vai uma abóbora aí? Pegamos uma hora de trânsito por causa dessas abóboras.</p></div>
<p>Subimos a Spring Mountain, onde quase ninguém vai, e caímos na <a href="http://www.palomavineyard.com/">Paloma Vineyards</a>, uma propriedade de 6-7 hectares, onde fomos recebidos debaixo de chuva por Barbara Richards, uma senhora simpática de uns 70 anos (Jim, o marido estava trabalhando com as uvas), proprietária da Paloma Vineyard. Diferente de tudo o que vimos lá embaixo, a Paloma é uma empresa familiar, de gente que vive de vinho há décadas e está de certa forma fora daquele frisson que ocorre lá no vale. Ela nos recebeu em sua bela casa e nos serviu seu ótimo Merlot – sem cobrar nada por isso (claro que compramos uma garrafa antes de sair). Detalhe: o Merlot safra 2001 deles <a href="http://www.winespectator.com/webfeature/show/id/The-2003-Wine-of-the-Year_1902">foi escolhido o vinho do ano</a> (custando US$ 45!) pela Wine Spectator, atingindo 95 pontos, a maior pontuação na história para um Merlot da Califórnia. E pensar que chegamos lá por acaso&#8230;</p>
<p>O segredo do sucesso? O solo e clima, claro, e a colheita feita manualmente, em diversas etapas, pegando só o que realmente está pronto. O olho dela, sem dúvida. Ela conhece cada metro quadrado de seu terreno, é realmente impressionante. Parece conhecer cada parreira pelo nome.</p>
<p>No último dia em Napa, tinha prometido bancar um Gala Dinner. Achamos na pequena Yountsville um <a href="http://www.palomavineyard.com/">bistrô francês</a>, 2 estrelas no guia Michelin, e conseguimos reservar. O jantar estava excelente, a um preço mais do que honesto, e foi lá que tomamos os dois melhores vinhos da viagem, ambos do Russian River Valley, em Sonoma: primeiro, o <a href="http://www.emeritusvineyards.com/">Pinot Noir Emeritus 2007</a> e, depois, para nossa surpresa, outro Pinot &#8211; Walter Hansen &#8211; Cuvée Alyce 2006, que conseguiu a improvável tarefa de ser ainda melhor do que o Emeritus. Foi o vinho top da viagem. E olha que a turma era exigente; um é casado com uma francesa legítima; o outro é especialista em vinhos italianos; o outro, suíço-fake, é só fresco mesmo&#8230;haha (eu era o mais fraquinho em termos de vinho).</p>
<div id="attachment_818" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><img class="size-full wp-image-818" title="IMG_0999_3648x2736" src="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2009/10/img_0999_3648x2736.jpg?w=500&#038;h=375" alt="Na saída do Bistro Jeanty" width="500" height="375" /><p class="wp-caption-text">Na saída do Bistro Jeanty</p></div>
<p>Ah, em Napa, em uma das noites que o cansaço bateu, resolvemos fazer um queijo e vinho no hotel mesmo. Conseguimos torrar US$ 250 entre vinhos e queijos, mas fomos dormir felizes.</p>
<p>Depois disso, subimos a serra e fomos para o belíssimo <a href="http://www.nps.gov/yose/index.htm">Yosemite National Park</a>, uma jóia improvável em meio a aridez da Califórnia. Um rio que corta um vale cheio de pinheiros, penhascos e cachoeiras. Ficamos pouco mais de um dia, e é um local que ainda vou voltar, apesar de já ter ido 2 vezes.</p>
<div id="attachment_819" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><img class="size-full wp-image-819" title="IMG_1064_4752x3168" src="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2009/10/img_1064_4752x3168.jpg?w=500&#038;h=333" alt="Yosemite Falls" width="500" height="333" /><p class="wp-caption-text">Yosemite Falls</p></div>
<div id="attachment_820" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><img class="size-full wp-image-820" title="IMG_1269_70b_71_tonemapped" src="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2009/10/img_1269_70b_71_tonemapped.jpg?w=500&#038;h=333" alt="Por do sol no Glacier Point, com o Half-Dome à direita" width="500" height="333" /><p class="wp-caption-text">Por do sol no Glacier Point, com o Half-Dome à direita</p></div>
<div id="attachment_821" class="wp-caption alignnone" style="width: 509px"><img class="size-full wp-image-821" title="IMG_1084_3168x4752" src="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2009/10/img_1084_3168x4752.jpg?w=500" alt="Eu em Yosemite Falls"   /><p class="wp-caption-text">Eu em Yosemite Falls</p></div>
<p>O final da viagem foi em San Francisco, onde basicamente nos dedicamos a compras (comprei um &#8220;gear&#8221; fotográfico de ponta) e a conhecer a cidade, mas de leve.  San Francisco é a cidade onde os americanos são menos americanos e, por isso, além dos imigrantes, é a cidade menos americana dos Estados Unidos.</p>
<p>Depois de muito peixe regado a Sauvignon Blanks da famosa <a href="http://www.robertmondaviwinery.com/flash/index.html">Robert Mondavi Winery</a>, além de um pato de pequim acompanhado de um belo Cabernet Sauvigon da <a href="http://www.justinwine.com/">Justin Vineyards</a>, de Paso Robles, devo dizer que o destaque gastronômico foi a Swan Oyster Depot, uma peixeira fundada em 1912, de uns 3 metros de largura, com um balcão de 20 lugares, que tem um atendimento fantástico e serve ostras e diversos pratos à base de mariscos, crustáceos e peixes impecavelmente frescos. Um lugar simples, barato, com fila na rua, e simplesmente magnífico. Um must, sem dúvida, que mostra que as coisas boas da vida não precisam ser sofisticadas ou caras. O resumo do Frommers diz tudo:</p>
<p><em>“Turning 96 years old in 2008, Swan Oyster Depot is a classic San Francisco dining experience you shouldn&#8217;t miss. Opened in 1912, this tiny hole in the wall, run by the city&#8217;s friendliest servers, is little more than a narrow fish market that decided to slap down some bar stools. There are only 20 or so stools here, jammed cheek-by-jowl along a long marble bar. Most patrons come for a quick cup of chowder or a plate of oysters on the half shell that arrive on crushed ice. The menu is limited to fresh crab, shrimp, oyster, clam cocktails, a few types of smoked fish, Maine lobster, and Boston-style clam chowder, all of which are exceedingly fresh. </em><strong><em>Note:</em></strong><em> Don&#8217;t let the lunchtime line dissuade you &#8212; it moves fast”</em></p>
<p><em> </em></p>
<p><em> </em></p>
<p><em></p>
<div id="attachment_822" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><img class="size-full wp-image-822" title="IMG_1336_4752x3168" src="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2009/10/img_1336_4752x3168.jpg?w=500&#038;h=333" alt="Swan Oyster Depot" width="500" height="333" /><p class="wp-caption-text">Swan Oyster Depot</p></div>
<p></em></p>
<p>Foi um final digno para uma viagem para ficar na memória. É isso aí, valeu a viagem, cujas fichas vão caindo aos poucos!</p>
<p>PS: agradeço as dicas da Giselda e ao Paulo, do blog <a href="http://nossovinho.com">Nosso Vinho</a>, por ter me indicado a Giselda!</p>
<div id="attachment_823" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><img class="size-full wp-image-823" title="IMG_1282_4752x3168" src="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2009/10/img_1282_4752x3168.jpg?w=500&#038;h=333" alt="San Francisco, vista da Lombard Street" width="500" height="333" /><p class="wp-caption-text">San Francisco, vista da Lombard Street</p></div>
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		<title>Going to California</title>
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		<pubDate>Fri, 09 Oct 2009 00:54:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>marcelopcarvalho</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Chegou o dia. Nessa sexta, 09/10, vamos fazer uma viagem inédita. Apesar das várias viagens neste ano, esta é a única de férias mesmo (bem, teve uma semana no Pantanal). Mas o ineditismo não está aí (ainda bem). Quatro ex-colegas de faculdade, que moraram na mesma república, em Piracicaba, se reúnem 20 anos depois para [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=blog.oquederevier.com&amp;blog=5679249&amp;post=813&amp;subd=marcelopcarvalho&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Chegou o dia. Nessa sexta, 09/10, vamos fazer uma viagem inédita. Apesar das várias viagens neste ano, esta é a única de férias mesmo (bem, teve uma semana no Pantanal).</p>
<p>Mas o ineditismo não está aí (ainda bem). Quatro ex-colegas de faculdade, que moraram na mesma república, em Piracicaba, se reúnem 20 anos depois para fazer uma espécie de mid-life trip, a la <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Sideways">Sideways</a>. Vamos desembarcar em Los Angeles, subir pela Highway 01, passando por Santa Bárbara (região onde foi filmado o Sideways), chegando a Monterey, onde ficaremos dois dias (Carmel, etc).</p>
<p>Depois, seguimos para o Napa Valley, onde ficaremos mais dois dias visitando as vinícolas. Já contratamos um passeio de balão e lá faremos nosso Gala Dinner, sob minha responsabilidade.  Depois de tanto vinho, subimos a montanha e vamos ficar mais dois dias no <a href="http://www.nps.gov/yose/index.htm">Yosemite National Park</a>, que já conheço, mas que nunca vou me cansar de ir. E, finalmente, terminamos com dois dias em San Francisco!</p>
<p>Vou tentar atualizar o blog de lá. A ideia é fazer uma espécie de diário de bordo&#8230;mas não garanto. Na pior das hipóteses, escrevo depois, com várias fotos!</p>
<p>Até lá!</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/marcelopcarvalho.wordpress.com/813/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/marcelopcarvalho.wordpress.com/813/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/marcelopcarvalho.wordpress.com/813/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/marcelopcarvalho.wordpress.com/813/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/marcelopcarvalho.wordpress.com/813/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/marcelopcarvalho.wordpress.com/813/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/marcelopcarvalho.wordpress.com/813/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/marcelopcarvalho.wordpress.com/813/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/marcelopcarvalho.wordpress.com/813/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/marcelopcarvalho.wordpress.com/813/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/marcelopcarvalho.wordpress.com/813/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/marcelopcarvalho.wordpress.com/813/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/marcelopcarvalho.wordpress.com/813/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/marcelopcarvalho.wordpress.com/813/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=blog.oquederevier.com&amp;blog=5679249&amp;post=813&amp;subd=marcelopcarvalho&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Minhas fotos preferidas em Potsdam</title>
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		<pubDate>Tue, 29 Sep 2009 01:11:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>marcelopcarvalho</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Postdam fica a uns 25 minutos de trem de Berlim e é Patrimônio Histórico da Humanidade, com seus diversos castelos e jardins. Segundo a Wikipedia, Potsdam é capital federal do Estado de Brandemburgo e tem 146.000 habitantes. Eu fiquei com essa cidade na cabeça depois de conhecer um casal de alemães no Pantanal, que me [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=blog.oquederevier.com&amp;blog=5679249&amp;post=792&amp;subd=marcelopcarvalho&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Postdam fica a uns 25 minutos de trem de Berlim e é Patrimônio Histórico da Humanidade, com seus diversos castelos e jardins. Segundo a Wikipedia, <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Potsdam">Potsdam</a> é capital federal do Estado de Brandemburgo e tem 146.000 habitantes. Eu fiquei com essa cidade na cabeça depois de conhecer um casal de alemães no Pantanal, que me disse que eu tinha que dar um jeito de ir para lá durante minha estadia em Berlim.</p>
<p>A agenda estava apertada e o único jeito de ir (tirando o domingo que usei para conhecer Berlim) seria matar algum período do congresso em que estava. O dia todo – que seria o ideal – não dava. Mas meio período seria possível. Peguei uma tarde que não traria nada de interessante e tomei o trem para Potsdam.</p>
<p>Na verdade, ao chegar à estação, sem ter passagem, dei de cara com o trem dizendo “Potsdam” e todo mundo entrando. Era pegar ou largar, e talvez ficar tarde demais para ir. Perguntei a uma menina se tinha como comprar a passagem dentro do trem e ela me olhou como se eu tivesse vindo direto de Marte. “I Don´t know&#8230;you can try”, ela disse, meio que rindo. Eu “traiei”, mas não rolou, também ninguém me cobrou e cheguei lá como clandestino, mas com o firme propósito de comprar uma passagem retroativa e compensar minha “gersada” talvez tipicamente brasileira.</p>
<p>Eu tinha pouco tempo e tinha de ser eficiente para conhecer o essencial e fotografar. Ao chegar à cidade, demorei uns 20 minutos para conseguir me movimentar. Vi um cara que deveria ser um guia turístico e pedi informações básicas. Ele me deu um guia da cidade (utilíssimo), me indicou quais linhas de ônibus tomar e o melhor roteiro para quem tem apenas 3 horas para conhecer a cidade. Até aí, tudo indo 100%. Quem tem boca vai a Roma – nesse caso, a Potsdam.</p>
<p>O problema é que Potsdam fica na ex-Alemanha Oriental: as pessoas simplesmente não falam inglês (os mais velhos devem falar alguma coisa de russo),  e eu não falo alemão. Ou seja, a comunicação foi complicada até que uma alma bondosa (os mais jovens – alguns – falam inglês) resolveu me ajudar e me explicar o que o motorista do ônibus tentava me dizer: ele não tinha troco e eu deveria comprar a passagem do ônibus lá dentro da estação, e que ele me esperaria (e todos os demais passageiros idem) caso eu fosse rápido. Corri para a estação e, no guichê, a mulher me explicou: “Sua passagem de Berlim para cá vale para os trajetos de ônibus em Potsdam, você não precisa comprar”. Tive que confessar o crime: “É que eu vim sem passagem&#8230;”. “Ohhh&#8230;”, disse ela.</p>
<p>Resolvido o caso e tendo comprado a passagem de ida, de volta e tudo o mais, voltei ao ônibus e fui aceito pelo motorista. Tudo o que eu precisava fazer agora era validar meu ticket na máquina – mas tentei fazê-lo na máquina errada – para o olhar incrédulo de todos os passageiros. O fato é que você paga esses micos ao ir para lugares novos. Solte-os em Mombuca e aposto que não chegarão nem em Charqueada.</p>
<p>Além do charmoso centro histórico e dos lagos (estes não visitei), Potsdam tem como principal ponto o Parque Real de Sanssouci, com seus castelos em vários estilos: o <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Novo_Pal%C3%A1cio_de_Potsdam">Palácio Novo</a>, barroco e que foi o Palácio Real da Prússia; o <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Schloss_Charlottenhof">Schloss Charlottenhof</a>, neoclássico; o <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Orangerieschloss">Orangerie</a>, renascentista,  e o mais famoso, o <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Sanssouci">Sanssouci</a>, no melhor estilo Rococó e que foi construído para o rei Frederico o Grande desfrutar da vida sem preocupação (“Sans souci”). Tem também a casa de chá chinesa, obviamente com influência chinesa.</p>
<p>Postdam tem importância histórica ao ter sediado a <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Confer%C3%AAncia_de_Potsdam">Conferência de Postdam</a>, em 1945, quando Stalin, Churchill e Truman decidiram o que fazer com a Alemanha rendida na guerra. Consta que foi ali que Truman decidiu jogar as bombas atômicas em Hiroshima e Nagazaki. Este foi também o último encontro dos aliados da Segunda Guerra Mundial – depois disso, a distância entre União Soviética e Estados Unidos só se fez aumentar, culminando na Guerra Fria, cujo auge se deu nas décadas de 60 e 70.</p>
<p>Abaixo, algumas fotos que gostei da minha curta mas proveitosa estadia em Potsdam. Eu realmente gosto de fazer essas coisas nas minhas viagens.</p>
<div id="attachment_793" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><img class="size-full wp-image-793" title="IMG_0508" src="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2009/09/img_0508.jpg?w=500&#038;h=375" alt="Esculturas bem dramáticas no Novo Palácio" width="500" height="375" /><p class="wp-caption-text">Esculturas bem dramáticas no Novo Palácio</p></div>
<div id="attachment_794" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><img class="size-full wp-image-794" title="IMG_0523" src="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2009/09/img_0523.jpg?w=500&#038;h=320" alt="Fora do caminho; tirada do terraço do Schloss Charlottenhof" width="500" height="320" /><p class="wp-caption-text">Fora do caminho; tirada do terraço do Schloss Charlottenhof</p></div>
<div id="attachment_795" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><img class="size-full wp-image-795" title="IMG_0549" src="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2009/09/img_0549.jpg?w=500&#038;h=375" alt="Na escadaria do romântico Castelo renascentista Orangerie" width="500" height="375" /><p class="wp-caption-text">Na escadaria do romântico Castelo renascentista Orangerie</p></div>
<div id="attachment_796" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><img class="size-full wp-image-796" title="IMG_0563" src="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2009/09/img_0563.jpg?w=500&#038;h=375" alt="Ainda no Orangerie. Gostei muito dessa foto, não sei exatamente porque." width="500" height="375" /><p class="wp-caption-text">Ainda no Orangerie. Gostei muito dessa foto, não sei exatamente porque.</p></div>
<div id="attachment_797" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><img class="size-full wp-image-797" title="IMG_0574" src="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2009/09/img_0574.jpg?w=500&#038;h=666" alt="Passado, presente e futuro no Sanssouci. E eu dando uma de paparazzi." width="500" height="666" /><p class="wp-caption-text">Passado, presente e futuro no Sanssouci. E eu dando uma de paparazzi.</p></div>
<div id="attachment_798" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><img class="size-full wp-image-798" title="IMG_0579" src="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2009/09/img_0579.jpg?w=500&#038;h=375" alt="Nos fundos do Sanssouci." width="500" height="375" /><p class="wp-caption-text">Nos fundos do Sanssouci.</p></div>
<div id="attachment_799" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><img class="size-full wp-image-799" title="IMG_0598" src="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2009/09/img_0598.jpg?w=500&#038;h=666" alt="Nas belas vinhas dos terraços do Sanssouci" width="500" height="666" /><p class="wp-caption-text">Nas belas vinhas dos terraços do Sanssouci</p></div>
<p> </p>
<div id="attachment_800" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><img class="size-full wp-image-800" title="IMG_0561" src="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2009/09/img_0561.jpg?w=500&#038;h=375" alt="E um pouco do novo..." width="500" height="375" /><p class="wp-caption-text">E um pouco do novo...</p></div>
<p> Tem tantas outras&#8230;aos poucos vou colocando no <a href="http://www.flickr.com/marpcar">Flickr</a>&#8230;</p>
<p>Valeu a pena, não? Uma boa foto deve liberar alguma dose de endorfina e nos faz sentir melhor&#8230;</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/marcelopcarvalho.wordpress.com/792/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/marcelopcarvalho.wordpress.com/792/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/marcelopcarvalho.wordpress.com/792/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/marcelopcarvalho.wordpress.com/792/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/marcelopcarvalho.wordpress.com/792/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/marcelopcarvalho.wordpress.com/792/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/marcelopcarvalho.wordpress.com/792/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/marcelopcarvalho.wordpress.com/792/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/marcelopcarvalho.wordpress.com/792/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/marcelopcarvalho.wordpress.com/792/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/marcelopcarvalho.wordpress.com/792/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/marcelopcarvalho.wordpress.com/792/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/marcelopcarvalho.wordpress.com/792/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/marcelopcarvalho.wordpress.com/792/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=blog.oquederevier.com&amp;blog=5679249&amp;post=792&amp;subd=marcelopcarvalho&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Andando em Berlim (vídeos incluídos depois de publicar)</title>
		<link>http://blog.oquederevier.com/2009/09/26/andando-em-berlim/</link>
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		<pubDate>Sat, 26 Sep 2009 14:45:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>marcelopcarvalho</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Acabei de voltar de Berlim, onde passei uma semana participando de dois congressos. Tive muito pouco tempo livre, mas deu para pegar um pouco da cidade e fotografar. Antes de tudo, Berlim tem uma história recente própria e ainda muito presente em função do Muro, que dividiu a cidade entre 1961 e 1989. Talvez pelo [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=blog.oquederevier.com&amp;blog=5679249&amp;post=777&amp;subd=marcelopcarvalho&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_778" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><img class="size-full wp-image-778" title="IMG_0477_3578x2603" src="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2009/09/img_0477_3578x2603.jpg?w=500&#038;h=363" alt="o rio Spree, visto do Monumento à Vitória" width="500" height="363" /><p class="wp-caption-text">o rio Spree, visto do Monumento à Vitória</p></div>
<p>Acabei de voltar de Berlim, onde passei uma semana participando de dois congressos. Tive muito pouco tempo livre, mas deu para pegar um pouco da cidade e fotografar.</p>
<p>Antes de tudo, Berlim tem uma história recente própria e ainda muito presente em função do Muro, que dividiu a cidade entre 1961 e 1989. Talvez pelo passado sombrio, a cidade hoje transpira uma intensidade que vi em poucos lugares. Os 3,5 milhões de habitantes parecem a cada momento celebrar a reconquista que significou a reunificação da cidade (e do país), que foi dividida ao meio após o final da segunda guerra mundial (o muro veio depois), sendo o símbolo máximo da Cortina de Ferro e da Guerra Fria. [PS: um alemão me disse que o que de fato unificou o país, o que significou a prova definita da nova Alemanha (ou da velha), foi a Copa do Mundo de 2006. O futebol, sempre...]</p>
<div id="attachment_779" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><img class="size-full wp-image-779" title="IMG_0141_3648x2736" src="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2009/09/img_0141_3648x2736.jpg?w=500&#038;h=375" alt="Postsdammer Platz, no domingo da maratona de Berlim" width="500" height="375" /><p class="wp-caption-text">Potsdamer Platz, no domingo da maratona de Berlim</p></div>
<p>E, como não podia deixar de ser, Berlim carrega o peso da guerra e das barbaridades cometidas pelos nazistas, cujo quartel general ficava lá mesmo. Além do belo Memorial ao Holocausto e respectivo museu, há também o Museu Judeu.</p>
<p>Um dos pontos altos da semana foi o jantar de gala do evento, realizado no Hangar 2 do velho aeroporto Tempelhof, no centro de Berlim e que foi efetivamente o principal aeroporto alemão na segunda guerra. As luzes se apagaram e foi passado um vídeo sobre a reunificação do país contado ao vivo por um narrador. Ao final, cai uma cortina, como se fosse um muro, e lá estão todas as mesas esperando pelos mais de 1.000 convidados. Bem emocionante, principalmente depois da fala do chairman do evento, ele mesmo nascido na Alemanha Oriental e que tinha 33 anos quando o muro caiu. Esse é um daqueles exemplos de que só quem viveu sabe o que significa. Mas dá para imaginar o que é, de repente, um muro separar uma cidade e uma cerca cortar ao meio um país.</p>
<p>Veja aqui um vídeo legal sobre a reunificação das Alemanhas e a queda do muro. Emociona.</p>
<span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://blog.oquederevier.com/2009/09/26/andando-em-berlim/"><img src="http://img.youtube.com/vi/MM2qq5J5A1s/2.jpg" alt="" /></a></span>
<div id="attachment_780" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><img class="size-full wp-image-780" title="IMG_0300_3648x2736" src="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2009/09/img_0300_3648x2736.jpg?w=500&#038;h=375" alt="Domingo de sol, perto da Categral de Berlim" width="500" height="375" /><p class="wp-caption-text">Domingo de sol, perto da Catedral de Berlim</p></div>
<p>Aliás, notei que uma das partes mais interessantes da cidade (embora certamente menos bem cuidada na época), ficava na Berlim Oriental: o centro histórico, com a ilha dos Museus e a maior parte dos canais &#8211; li que Berlim tem mais pontes do que Veneza e mais canais do que Amsterdam.</p>
<p><span style="text-decoration:underline;">Coisas que vale a pena fazer em Berlim</span></p>
<p>No primeiro dia em uma cidade nova, eu gosto de andar, sem perder muito tempo dentro de museus, shoppings, etc. Nesse dia, absorvo o espírito da cidade e depois vem o resto. É o momento de entender a cidade. E Berlim é ótima para caminhar, além de ter um sistema de metrô bem decente e completo.</p>
<p>Meu hotel ficava no final da Kurfürstendamm, uma espécie de Oscar Freire local. Era um hotel pequeno, novo, meio tecno, mas gostei. A atmosfera ali é a melhor possível, com vários restaurantes de bom nível com mesas ao ar livre e as lojas de grife de sempre.</p>
<div id="attachment_781" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><img class="size-full wp-image-781" title="IMG_0105_3169x2328" src="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2009/09/img_0105_3169x2328.jpg?w=500&#038;h=367" alt="A Kurfürstendamm à noite" width="500" height="367" /><p class="wp-caption-text">A Kurfürstendamm à noite</p></div>
<p>Ali na Ku Damm, como é chamada a avenida, eu pegava o metrô estação na Adenauerplatz, a uma 5 quadras, e dali ia para o centro: Postdamer Platz, onde tudo começa e onde hoje o que se vê são edifícios futuristas como o Sony Center. Perto dali, a uns 500 metros ao sul está a Topografia do Terror e uma longa seção do Muro. Ali era o quartel general da Gestapo e hoje basicamente há ruínas e um painel de fotos relatando as barbaridades do nazismo.</p>
<p>Achei o vídeo abaixo sobre Berlim após a Segunda Guerra. O vídeo começa no portão de Brandemburgo e vai em direção ao Leste, pela Unter den Linden, avenida que percorrei a pé. Talvez para mim seja diferente porque estive lá na semana passada, mas vejam se não é emocionante pensar que há menos de 70 anos a cidade estava assim:</p>
<span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://blog.oquederevier.com/2009/09/26/andando-em-berlim/"><img src="http://img.youtube.com/vi/-gZJ-FJi8Dw/2.jpg" alt="" /></a></span>
<p>Saindo de Postdamer Platz para Norte, mais uns 500 metros e passa-se pelo Memorial do Holocausto, que consiste de 2711 blocos de concreto, simulando túmulos de alturas variáveis, formando uma espécie de labirinto em que é impossível não brincar. Um jeito ao mesmo tempo sério e divertido de lidar com a história por trás do memorial, cujo museu vale a pena ver também.</p>
<div id="attachment_782" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><img class="size-full wp-image-782" title="IMG_0101_2736x3648" src="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2009/09/img_0101_2736x3648.jpg?w=500&#038;h=666" alt="Igreja destruída pela guerra, no início da Kurfürstendamm" width="500" height="666" /><p class="wp-caption-text">Igreja destruída pela guerra, no início da Kurfürstendamm</p></div>
<p>Logo após, chega-se ao cartão postal de Berlim: o Portão de Brandenburgo com a escultura da quadriga de cavalos que foi roubada por Napoleão quando da invasão francesa e remontada em Paris em sinal de humilhação aos alemães.</p>
<p>Ao lado do Portão, ao Norte, o austero prédio do parlamento, o Reichstag com sua cúpula de vidro que parece ser um must, mas que não consegui ir por causa da fila e de outras prioridades. Quem foi disse que vale a pena. O Reichstag fica às margens do rio Spree e, do outro lado dele, o complexo que (acho) faz parte do parlamento e que é chamado de “washing machine” (veja abaixo porque).</p>
<div id="attachment_783" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><img class="size-full wp-image-783" title="IMG_0440" src="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2009/09/img_0440.jpg?w=500&#038;h=375" alt="Washing machine" width="500" height="375" /><p class="wp-caption-text">Washing machine</p></div>
<p>A partir daí, pode-se tomar dois caminhos. O primeiro é virar a esquerda a caminhar pelas margens do Spree, dentro do Tiergarten, um enorme jardim público (mais parece uma floresta) de quase 300 hectares em pleno coração de Berlim, que se pode ter uma ideia melhor do que significa ao subir no momento à Vitória. O que se vê nesse caminho são gramados e encostas cheias de pessoas e alguns bares onde se toma uma bela cerveja alemã vendo os infindáveis barcos de turistas passando pelo rio Spree.</p>
<p>A outra alternativa é pegar a direita e entrar de vez no que era a Berlim Oriental (o muro passava bem ali, no Portão de Brandenburgo). O ponto final é Alexanderplatz, que ficou famosa pelo filme do Fassbinder, mas antes dela há a catedral e a ilha dos museus. O Pergamonmuseum vale a pena (não tive muito tempo de visitar os museus, só tive 1 dia livre e optei por caminhar e fotografar). Tive a sorte de estar lá no dia da maratona, que contou com 40 mil pessoas e o tempo, perfeito, daí minha preferência pelos locais abertos. Outro museu que parece valer apena é o DDR, que mostra como era a Alemanha Oriental no auge da Guerra Fria.</p>
<p>Uma dica final: Berlim é plana e é ótima para se pedalar. É fácil alugar uma bicicleta e as vias para ciclistas estão em todos os lugares, nas amplas calçadas da cidade. Talvez essa seja a melhor maneira de conhecer Berlim para quem não precisar parar a cada 10 metros para fotografar.</p>
<div id="attachment_784" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><img class="size-full wp-image-784" title="IMG_0390_3648x2736" src="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2009/09/img_0390_3648x2736.jpg?w=500&#038;h=375" alt="Canais do rio Spree, no centro histórico" width="500" height="375" /><p class="wp-caption-text">Canais do rio Spree, no centro histórico</p></div>
<p>Outra dica, antes que me esqueça. Se você tiver tempo, pegue um trem e vá para Postdam, a 15 minutos da estação Charlottenburg, que era do lado do meu hotel. É uma cidade vizinha, histórica, onde Churchill, Stalin e Truman decidiram o que fazer com a Alemanha no pós-guerra. A cidade é charmosa, cercada de belos lagos e castelos. Eu só tive uma tarde (na verdade, fugi do congresso em um dia chato) e me concentrei no parque Sanssouci, com o belo palácio que tem o mesmo nome. Mas as fotos de Potsdam eu coloco em outro post.</p>
<p>Não comprei nada por lá. Só trouxe mesmo as fotos, minhas impressões e lembranças especiais, como o jantar no <a href="http://www.petrocelli-berlin.de/index.php?option=com_content&amp;view=article&amp;id=62&amp;Itemid=54">Petrocelli</a>, no último dia. E paro por aqui&#8230;</p>
<div id="attachment_785" class="wp-caption alignnone" style="width: 509px"><img class="size-full wp-image-785" title="IMG_0180_3631x2341" src="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2009/09/img_0180_3631x2341.jpg?w=500" alt="Monumento ao Holocausto com o Tiergarten ao fundo"   /><p class="wp-caption-text">Monumento ao Holocausto com o Tiergarten ao fundo</p></div>
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