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	<title>O que der e vier &#187; Viagens</title>
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	<description>Idéias, pensamentos e impressões, por Marcelo Pereira de Carvalho</description>
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		<title>O que der e vier &#187; Viagens</title>
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		<title>20 dias viajando pela Itália e Estados Unidos</title>
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		<pubDate>Sun, 30 Oct 2011 23:36:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>marcelopcarvalho</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Estou de volta após a maior viagem que fiz depois de formado: 20 dias fora, por dois continentes, mas apenas 2 países: Itália e Estados Unidos. Uma coincidência me fez alongar a viagem: como acontece todo ano, vou ao World Dairy Summit, principal congresso do setor lácteo no mundo e que, neste ano, ocorreu na rica e histórica Parma, no norte da Itália. Poucos dias após o congresso, tinha de ir a Chicago, onde havia sido convidado a dar uma palestra no Encontro Anual do USDEC – Conselho de Exportação de Lácteos dos Estados Unidos. Achei que era uma boa oportunidade para esticar a viagem, ficando alguns dias em New York antes de ir para Chicago. <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=blog.oquederevier.com&amp;blog=5679249&amp;post=1081&amp;subd=marcelopcarvalho&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Estou de volta após a maior viagem que fiz depois de formado: 20 dias fora, por dois continentes, mas apenas 2 países: Itália e Estados Unidos. Uma coincidência me fez alongar a viagem: como acontece todo ano, vou ao World Dairy Summit, principal congresso do setor lácteo no mundo e que, neste ano, ocorreu na rica e histórica Parma, no norte da Itália. Poucos dias após o congresso, tinha de ir a Chicago, onde havia sido convidado a dar uma palestra no Encontro Anual do USDEC – Conselho de Exportação de Lácteos dos Estados Unidos. Achei que era uma boa oportunidade para esticar a viagem, ficando alguns dias em New York antes de ir para Chicago.  Aliás, apesar de viajar muito, por incrível que pareça nunca tinha ido a New York e essa era a chance (uma das minhas contradições é essa: conheço lugares que poucos conhecem, mas nunca fui a Paris, por exemplo – mas ainda irei, em grande estilo!).</p>
<p>Outro fator que me fez estender a viagem foi a vontade de ficar viajando na Itália alguns dias antes do congresso (já que estava indo&#8230;). Por alguma razão, senti a necessidade de mergulhar no berço do Renascimento e, daí, optei por incluir Verona, Veneza e, claro, Florença e Siena no meu roteiro.</p>
<p>Pensando bem, para tudo isso 20 dias foi pouco.  Minhas viagens ainda são marcadas por uma espécie de correria, ficando um pouco em cada lugar, suficiente para conhecer, mas não para realmente sentir cada localidade visitada. Deve ter alguma explicação psicológica que não vem ao caso agora, mas não sou do tipo de ficar muito tempo em um mesmo local, havendo tanto a explorar.</p>
<p>Estava sozinho (apesar de, nos EUA, encontrar tanta gente conhecida que essa sensação diminuiu bastante) e foi uma boa oportunidade para alugar um carro e rodar sem compromisso pela Itália, passando por cidadezinhas medievais na Toscana e pegando estradas locais, fora das rodovias, onde o tempo realmente parou e você tem a exata sensação de liberdade, ao parar onde bem entender, como por exemplo em uma estrada de terra que me proporcionou, perto de Siena, um por do sol rosa, com a lua iluminando vinhedos e antigas fazendas toscanas.</p>
<p>A viagem começou em Verona, terra de Romeu e Julieta e uma preciosidade: igrejas e construções antigas, uma arena da época romana, pontes românticas sobre o belo Rio Adige e que, principalmente, se pode andar com relativa tranquilidade. Era o primeiro dia de viagem e foi o que mais fotografei, talvez por ter entrado de pronto no clima da cidade.</p>
<div id="attachment_1082" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><a href="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2011/10/img_5554_3_5_tonemapped.jpg"><img class="size-full wp-image-1082" title="Verona" src="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2011/10/img_5554_3_5_tonemapped.jpg?w=500&#038;h=332" alt="" width="500" height="332" /></a><p class="wp-caption-text">Verona: precisa falar mais alguma coisa?</p></div>
<p>Depois, Veneza, que obviamente dispensa apresentações. Fiquei apenas um dia lá, parte porque o excesso de pessoas me afugentou após conhecer as principais atrações. Na Piazza San Marco, não fiquei mais do que 15 minutos, tal a multidão de turistas, muitos, mas muitos mesmo, brasileiros.  Não tenho paciência para filas – acho que não gosto de me comportar como um turista comum. Talvez tenha dificuldade com locais que pertençam a muitas pessoas, como é o caso de Veneza, Florença, Siena e mesmo New York, onde fazer compras, ao menos para mim, é uma verdadeira tortura. Deve ser meu componente anti-social, mas prefiro mil vezes a tranquilidade de uma cidade que vive independentemente dos turistas do que uma em que os turistas são parte integrante e até a característica local.</p>
<div id="attachment_1083" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><a href="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2011/10/img_5720_19_18.jpg"><img class="size-full wp-image-1083" title="IMG_5720_19_18" src="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2011/10/img_5720_19_18.jpg?w=500&#038;h=335" alt="" width="500" height="335" /></a><p class="wp-caption-text">Por do sol em Veneza, na Giudecca, antigo bairro judeu e onde a muvuca é menor.</p></div>
<p>Foi interessante ver o contraste Itália/Estados Unidos, ambas economias que viveram e ainda vivem uma crise econômica. Apesar de ter visitado apenas 2 cidades norte-americanas, me pareceu que a situação de ambos os países é muito distinta. A Itália parece viver de passado, presa a uma realidade que não existe mais. Os serviços deixam a desejar e você chega a ficar irritado com algumas coisas como horários que não são respeitados, funcionários mal educados e assim por diante – talvez um sintoma de que o Brasil esteja mesmo melhorando e que a distância não é mais tão grande assim – e olha que visitei o rico norte do pais, e não o sul, que é sustentado pelo norte há décadas. Uma coisa que me chamou a atenção é que as pessoas parecem trabalhar pouco. Do lado do meu hotel em Parma, havia um supermercado cujo horário de funcionamento era das 8:30 ao 12:45, depois 15:30 às 19:30, fechado aos domingos. Não sei se isso é a regra, mas fiquei pensando que se muitos operam assim, será difícil sair da crise. Na Itália, a impressão que tive é que a ficha ainda não caiu em relação à nova realidade, em que o país tem grande dívida e que o futuro é incerto.</p>
<div id="attachment_1084" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><a href="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2011/10/img_5728.jpg"><img class="size-full wp-image-1084" title="IMG_5728" src="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2011/10/img_5728.jpg?w=500&#038;h=333" alt="" width="500" height="333" /></a><p class="wp-caption-text">O GPS me tirou da auto-estrada entre Veneza e Florença e me proporcionou essa vista no Veneto</p></div>
<p>Claro que o país é belíssimo e me proporcionou pelo menos 3 grandes momentos: o já referido por-do-sol na zona rural da Toscana, quando pernotei em um hotel-fazenda perto de Monteriggioni, uma jóia medieval onde Dante escreveu parte dA Divina Comédia; um outro por-do-sol em Florença, que me rendeu fotos memoráveis, e a noite de abertura do evento, no belíssimo Teatro Regio de Parma, erguido em 1820 e poucos e que foi palco para Verdi e Toscanini. O momento mais emocionante da noite foi o coral da cidade cantando Va Pensiero, da ópera Nabucco, de Verdi, que foi adotado como o hino de unificação da Itália. Foi de arrepiar…</p>
<div id="attachment_1085" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><a href="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2011/10/img_5920-1-2.jpg"><img class="size-full wp-image-1085" title="IMG_5920-1-2" src="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2011/10/img_5920-1-2.jpg?w=500&#038;h=752" alt="" width="500" height="752" /></a><p class="wp-caption-text">Lua na Toscana, perto de Monteriggioni.</p></div>
<p>Mas já que estamos falando de economia, nos Estados Unidos a impressão é outra. A sensação é que o país era uma espécie de Mike Tyson que, de repente, sofreu um nocaute e perdeu a referência por uns tempos. Mas a força continua lá, basta reencontrar o caminho. Tanto em NY como em Chicago, percebe-se o sentimento de país (em NY, obviamente o 11 de setembro é uma referência onipresente, que unificou a cidade e o país em torno desta). A recuperação da economia americana me motivou a ponto de comprar o novo livro do Thomas Friedman &#8211; That used to be us &#8211; how America fell behind in the world it invented and how we can come back (um título bem presunçoso, sem dúvida, mas irresistível para quem se interessa por estes temas).</p>
<div id="attachment_1087" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><a href="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2011/10/img_6063.jpg"><img class="size-full wp-image-1087" title="IMG_6063" src="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2011/10/img_6063.jpg?w=500&#038;h=333" alt="" width="500" height="333" /></a><p class="wp-caption-text">Manhattan, vista do Top of the Rocks, no Rockefeller Center</p></div>
<p>Tudo bem que visitar NY e Chicago não é visitar os EUA. As grandes cidades até vão bem, pois o comércio continua forte, em parte pelos turistas (novamente muitos brasileiros) que se acotovelam nas lojas e esperam em filas para entrar em determinados locais, como a loja da Abercrombie &amp; Fitch na Quinta Avenida – uma experiência que pretendo nunca repetir…:)</p>
<p>New York é uma cidade em que você se sente em casa, por alguma razão que não consigo identificar. Será que é pelos filmes, que nos mostraram já tanto da cidade que mesmo a primeira visita é como um Déjà vu? Ou será que é pelo pacto silencioso de milhares de imigrantes e turistas, que tornam a cidade verdadeiramente cosmopolita? Talvez seja também pela orientação da cidade, principalmente de midtown para cima, em que o plano de ruas é todo quadriculado e as ruas e avenidas são conhecidas pela numeração sequencial, o que torna a localização muito fácil. E, claro, pela topografia plana que caracteriza Manhattan e que torna tudo mais fácil. Fiquei super bem localizado, em um hotel moderno e muito confortável &#8211; The Alex &#8211; (e caro, como tudo por lá quando se fala em hospedagem), entre a 3rd Avenue a a 45th Street, bem em midtown e a 2 quadras da estação Grand Central, aliás eleita meu local favorito na cidade. Na cidade, fui ao Ground Zero, onde havia as torres (mas não entrei no memorial), no Met, que é impressionante, Guggenheim, com uma exposição do Kandinsky, e no Museu de Artes e Design, que é meia-boca, mas com um restaurante no topo de tirar o fôlego: o Robert, com janelas que dão para o Central Park, bem na esquina da Columbus Circle, perto do Dakota, prédio em que vivia John Lennon (e onde foi morto).</p>
<div id="attachment_1088" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><a href="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2011/10/img_6118.jpg"><img class="size-full wp-image-1088" title="IMG_6118" src="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2011/10/img_6118.jpg?w=500&#038;h=333" alt="" width="500" height="333" /></a><p class="wp-caption-text">ícones de Manhattan: Metlife, Chrysler Building e a Grand Central no primeiro plano</p></div>
<p>É impressionante o senso de cidadania do norte-americano, seja em NY ou em Chicago. Há voluntários para tudo, há um cuidado com o bem-público, que ainda precisamos aprender muito por aqui. O exemplo mais recente é o High line, uma antiga ferrovia aérea, no lado oeste de Manhattan. Uma área decadente e degradada, que foi reurbanizada na forma de uma passarela/jardim suspenso, onde as pessoas vão passear a qualquer hora do dia. A recuperação do High Line é um exemplo de civilidade e de esperança no convívio de grandes aglomerações de pessoas como é New York, onde aliás você se sente seguro a qualquer hora do dia, em qualquer um dos lugares que visitei.</p>
<div id="attachment_1089" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><a href="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2011/10/img_6189.jpg"><img class="size-full wp-image-1089" title="IMG_6189" src="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2011/10/img_6189.jpg?w=500&#038;h=333" alt="" width="500" height="333" /></a><p class="wp-caption-text">High Line, de noite</p></div>
<p>Fazia muito tempo que não ia a Chicago, cidade onde  estive em 1991 e em 1996. Quase não me lembrava dela, e acho que foi bom assim, pois foi como ter ido pela primeira vez, agora com outros olhos. Quando fui, acho que nem existia o Millenium Park, belíssimo. Chicago é mais americana que New York, mais limpa, mais chique, e que pertence a menos pessoas, novamente algo que me faz gostar mais dela do que de New York.</p>
<div id="attachment_1090" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><a href="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2011/10/img_0070.jpg"><img class="size-full wp-image-1090" title="IMG_0070" src="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2011/10/img_0070.jpg?w=500&#038;h=333" alt="" width="500" height="333" /></a><p class="wp-caption-text">Skyline de Chicago refletido na escultura The Bean</p></div>
<p>Perguntaram-me qual cidade que gosto mais, das que visitei. Difícil responder. O bom viajante aprecia todos os lugares que visita, cada um com suas características. Sob certos aspectos, a pequena San Gimignano, na Toscana, com suas 12 torres medievais, pode ser mais espetacular do que New York, que aliás, perdeu as suas duas. Claro que tudo depende dos parâmetros analisados, do momento de cada um e das experiência vividas.</p>
<div id="attachment_1091" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><a href="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2011/10/img_0024.jpg"><img class="size-full wp-image-1091" title="IMG_0024" src="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2011/10/img_0024.jpg?w=500&#038;h=333" alt="" width="500" height="333" /></a><p class="wp-caption-text">Passarela que vai do Millenium Park até o Institute of Art, em Chicago</p></div>
<p>A única conclusão que fica é que é preciso viajar, e conhecer. Só assim é possível ter uma visão global e entender um pouco como chegamos até aqui. Vinte dias de viagem, quer queira quer não, representam um hiato na trajetória de qualquer pessoa, em que você volta um pouco diferente de como partiu. É como se a vida se acelerasse, com cada dia e nova experiência valendo por muitos meses de nossa vida do dia-dia. De certa forma, viajar é viver mais, aproveitando de uma maneira mais intensa e completa cada momento de nossa trajetória.</p>
<div id="attachment_1086" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><a href="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2011/10/img_5794_5_6.jpg"><img class="size-full wp-image-1086" title="IMG_5794_5_6" src="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2011/10/img_5794_5_6.jpg?w=500&#038;h=333" alt="" width="500" height="333" /></a><p class="wp-caption-text">Florença, berço do Renascimento</p></div>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/marcelopcarvalho.wordpress.com/1081/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/marcelopcarvalho.wordpress.com/1081/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/marcelopcarvalho.wordpress.com/1081/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/marcelopcarvalho.wordpress.com/1081/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/marcelopcarvalho.wordpress.com/1081/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/marcelopcarvalho.wordpress.com/1081/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/marcelopcarvalho.wordpress.com/1081/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/marcelopcarvalho.wordpress.com/1081/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/marcelopcarvalho.wordpress.com/1081/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/marcelopcarvalho.wordpress.com/1081/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/marcelopcarvalho.wordpress.com/1081/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/marcelopcarvalho.wordpress.com/1081/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/marcelopcarvalho.wordpress.com/1081/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/marcelopcarvalho.wordpress.com/1081/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=blog.oquederevier.com&amp;blog=5679249&amp;post=1081&amp;subd=marcelopcarvalho&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Viajando pela Ilha Sul da Nova Zelândia</title>
		<link>http://blog.oquederevier.com/2010/11/21/viajando-pela-ilha-sul-da-nova-zelandia/</link>
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		<pubDate>Sun, 21 Nov 2010 20:57:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>marcelopcarvalho</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Tenho viajado bastante nos últimos anos, normalmente a trabalho, mas sempre conseguindo conciliar um pouco de lazer e turismo. Nesse mês, fui para a Nova Zelândia, onde participei de um evento e aproveitei para tirar uma semana para conhecer um pouco da Ilha Sul, a mais “selvagem”, tendo paisagens de cartão-postal. Apesar das inúmeras viagens, [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=blog.oquederevier.com&amp;blog=5679249&amp;post=1054&amp;subd=marcelopcarvalho&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Tenho viajado bastante nos últimos anos, normalmente a trabalho, mas sempre conseguindo conciliar um pouco de lazer e turismo. Nesse mês, fui para a Nova Zelândia, onde participei de um evento e aproveitei para tirar uma semana para conhecer um pouco da Ilha Sul, a mais “selvagem”, tendo paisagens de cartão-postal.</p>
<p>Apesar das inúmeras viagens, essa eu aguardei com grandes expectativas. Sempre me interessou conhecer esse país de apenas 4,2 milhões de habitantes, apesar de ser praticamente do tamanho do Japão e das Ilhas Britânicas. A Nova Zelândia fica a 1.600 km a este da Austrália e a 12.000 km de São Paulo. São 15 horas de diferença (para mais).</p>
<p>A expectativa era também poder fotografar – meu principal hobby hoje. Sabia que a viagem não seria destinada a fotografia. Teríamos pouco tempo em cada lugar, não havia como esperar tempo melhor, ou a luz certa. De qualquer forma, confiei na qualidade das paisagens para dar uma ajuda. Um pouco do que fotografei pode ser visto aqui.</p>
<p>Meu compromisso foi em Auckland, na Ilha Norte. É a principal cidade do país, com 1,2 milhão de habitantes. Logo que se chega, ao caminharmos pela cidade, tem-se a impressão de estarmos em alguma cidade do Sul da Ásia, tal a quantidade de orientais que moram em Auckland. Alguém me falou que cerca de 10% da população do país é formada por orientais. Auckland é a maior cidade polinésia do mundo, considerando aí os próprios países polinésios.</p>
<p>Mesmo sendo uma cidade grande, a impressão que se tem é que não é uma cidade neurótica como outras grandes cidades. Parece que ninguém tem pressa, e as pessoas sabem curtir a vida.  As pessoas em geral são alegres, educadas (em toda a NZ) e orgulhosas do país que construíram. O trabalho vai de 8 as 5 da tarde, e depois disso, o pessoal vai velejar ou passear em algum parque da cidade. Auckland é a cidade com o maior número de veleiros por pessoa no mundo. O padrão de vida na Nova Zelândia é elevado e a impressão que se tem é que o país concilia o fato de já ter construído sucesso com sociedade (foi o primeiro país a permitir voto feminino, além da população local, os Maoris, estarem plenamente integrados à sociedade ocidental) e mesmo assim ter pique para fazer mais, como atesta o crescimento da área de serviços, principalmente software e alta tecnologia.</p>
<div id="attachment_1055" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><a href="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2010/11/img_9259.jpg"><img class="size-full wp-image-1055" title="IMG_9259" src="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2010/11/img_9259.jpg?w=500&#038;h=333" alt="" width="500" height="333" /></a><p class="wp-caption-text">Velejando no Golfo de Hauraki, em Auckland</p></div>
<p>Mas a parte turística ficou reservada a Ilha Sul (veja o roteiro abaixo). Logo que terminou o evento, eu e mais dois colegas pegamos o avião da Air New Zealand para Queenstown, cidade de 7.000 habitantes no Sul da Ilha Sul e que é o ponto de partida para as aventuras, incluindo os esportes radicais, como bungy jump, jet boat, paraglider e outros.  Queenstown é uma mistura de Campos do Jordão bem melhorada, com San Martin de Los Andes, na Patagônia Argentina. Aliás, é incrível como certas paisagens da Nova Zelândia, na Ilha Sul, se parecem com a Patagônia.</p>
<div id="attachment_1057" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><a href="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2010/11/img_0215.jpg"><img class="size-full wp-image-1057" title="IMG_0215" src="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2010/11/img_0215.jpg?w=500&#038;h=333" alt="" width="500" height="333" /></a><p class="wp-caption-text">Lago Wakatipu, entre Queenstown e Glenorchy</p></div>
<p>No segundo dia, andamos 300 km até Milford Sound, que fica a Oeste, mas cujo acesso se dá apenas pelo Sul, fazendo uma grande volta. O caminho cruza fazendas de ovelhas, veados e rebanhos bovinos, dando a impressão de estarmos parados no tempo. A dificuldade inicial foi dirigir pela mão inglesa, “do lado errado da estrada”.  Os primeiros dois dias são meio aflitivos, mas depois você se acostuma. É preciso tomar cuidado com o limite de velocidade – 100 km/hora. Para não perder o hábito, tomei uma multa (a 113 km/hora) logo no primeiro dia, mas depois fiquei bem mais esperto…Uma dica: ao planejar viagens, esqueça médias altas de velocidade. Primeiro, as estradas são sinuosas e cortam cidades e vilarejos; segundo, você vai querer parar a toda hora. Fizemos os 300 km até Milford Sound em 5 horas.</p>
<div id="attachment_1056" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><a href="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2010/11/captura-de-tela-2010-11-21-c3a0s-17-06-39.png"><img class="size-full wp-image-1056" title="Captura de tela 2010-11-21 às 17.06.39" src="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2010/11/captura-de-tela-2010-11-21-c3a0s-17-06-39.png?w=500&#038;h=432" alt="" width="500" height="432" /></a><p class="wp-caption-text">Nosso roteiro de carro, com quase 2.000 km rodados nos 6 dias</p></div>
<p>Passando Te Anau, começa a estrada para Milford Sound propriamente dita. Pelo que havia lido, esperava mais desse caminho. É o problema das expectativas elevadas. O tempo também não ajudou. Saímos de Queenstown com sol, mas à medida que chegávamos nos fiordes de Milford Sound, começou a chover. Aliás, não poderíamos esperar outra coisa de um lugar onde chove 8.000 mm por ano – o que dá mais de 20 mm por dia. Um assombro.</p>
<p>Milford Sound, no entanto, é realmente impressionante, mesmo com tempo ruim. Faça o passeio de barco, de 2 horas, indo até o Mar da Tasmânia pelo meio dos fiordes, de onde descem cachoeiras gigantescas, de até 500 metros (as maiores do mundo). Um neozelandês me disse que, com sol, é o lugar mais bonito do planeta. Não duvido – Kipling considerou Milford Sound a oitava maravilha do mundo.</p>
<p>Voltamos tarde, mas o caminho de volta nos reservou um belo por-do-sol e ótimas fotos nas fazendas que parecem quadros. Reservamos o dia seguinte para os esportes de aventura, ficando o destaque para o salto de b<a href="http://www.bungy.co.nz/index.php/ps_pagename/queenstown">ungy jump da ponte Kawarau</a>, de 43 metros. Foi  oprimeiro bungy jump feito no país que inventou o esporte. Não é tão impressionante como deve ser o salto do Nevis, lá também e que atinge 134m, mas a adrenalina é certa, fora a paisagem, deslumbrante. A organização também é incrível. O país sabe fazer dinheiro dos dons que a natureza lhe deu. Ao fazer o salto, você pode incluir o DVD com o vídeo da proeza, por NZ$ 15 a mais (US$ 12). Ao saltar, eles de mostram as fotos – 9, todas ótimas, tiradas de vários ângulos, e não há como não pagar mais NZ$ 45 por elas, incluindo as cópias digitais publicadas no site <a href="http://www.ididit.co.nz/">www.ididit.co.nz</a>, três dias depois.</p>
<div id="attachment_1058" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><a href="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2010/11/ajhk011130321541.jpg"><img class="size-full wp-image-1058" title="AJHK011130321541" src="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2010/11/ajhk011130321541.jpg?w=500&#038;h=741" alt="" width="500" height="741" /></a><p class="wp-caption-text">I did it!</p></div>
<p>Fizemos a descida de ludge (uma espécie de carrinho de rolemã) do Bob’s Peak, em Queenstown – é Ok, mas para quem gosta de kart, esperava mais (talvez porque perdi a corrida…rs)…De tarde, pegamos a bela estradinha que margeia o lago Wakatipu até Glenorchy (40 km), onde seguimos por mais 35 km até Paradise, por uma estrada de cascalho que passa no meio de fazendas cobertas com azevém de um verde incrível, margeada pela cadeia de montanhas Remarkables. Consta que no caminho para Paradise foram filmadas cenas de O Senhor dos Anéis. Cruza-se riachos rasos (cuidado com o carro, pois não há pontes) e florestas belíssimas, mas tivemos um contratempo que gerou certo stress e meio que estragou o final do dia: numa saída de terra, bem devagar, passei em cima de um galho de madeira solto, que girou e acertou em cheio o retrovisor, que ficou destruído. Nunca vi acontecer isso, mas enfim…</p>
<p>Terminamos o dia em Wanaka, distante uns 90 km de Queenstown. Essa pequena cidade de 3.600 habitantes fica às margens do belo lago Wanaka, do qual se pode ter uma ótima vista ao subir o Mt. Iron (1,5 hora de caminhada). Há diversas caminhadas e esportes radicais na região, mas nosso tempo era escasso, e o caminho, longo: a viagem envolvia um total de 1.800 km até Blenheim, no norte da Ilha Sul, onde tomaríamos o vôo de volta para Auckland e para o Brasil.</p>
<p>O dia seguinte nos reservou as paisagens mais bonitas da viagem. Para se ter uma ideia, além da subida ao Monte Iron, só rodamos 140 km, mas levamos o dia inteiro até Haast, na costa oeste, cruzando o Parque Nacional Mount Aspiring. Não me recordo de ter percorrido qualquer estrada por 140 km em que todos eles foram incríveis, principalmente quando se chega ao lago Hawea, o mais bonito que visitamos. Encostas cheias de ovelhas pastando, picos nevados e lagos de cor azul, verde, turquesa, etc.  Não resisti e tive que entrar na água gélida – há provas! E não se vê quase ninguém nas estradas, o que dá a sensação de que tudo aquilo é seu. Aliás, é uma constante principalmente na Ilha Sul.</p>
<div id="attachment_1059" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><a href="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2010/11/img_0385.jpg"><img class="size-full wp-image-1059" title="IMG_0385" src="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2010/11/img_0385.jpg?w=500&#038;h=333" alt="" width="500" height="333" /></a><p class="wp-caption-text">Lago Hawea</p></div>
<p>Ao cruzar o Mount Aspiring, vamos saindo da região que chove menos e entrando na Costa Oeste, cuja precipitação atinge 5.000 mm anuais. A mudança de visual é radical. Os lagos e picos dão lugar à “rain forest” temperada, e a sensação é que estamos cruzando a Mata Atlântica, descendo a Tamoios…</p>
<p>Pernoitamos em Haast, onde supostamente moram 300 pessoas, mas o que vimos foram 2 hotéis de beira de estrada, dois restaurantes, um posto de gasolina e mais nada. Dica importante na Nova Zelândia: mantenha sempre o carro abastecido e fique atento às longas distâncias, pois realmente não há nada entre elas. De Hawea para Haast, o único sinal de civilização é em Makarora, onde há basicamente um hotel de estrada, com um restaurante simples. Também, nas cidades e vilarejos menores, é aconselhável reservar hotel antes, porque você pode não achar vaga se chegar de última hora, e a próxima cidade pode estar a 1 hora ou mais.</p>
<div id="attachment_1060" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><a href="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2010/11/img_0598.jpg"><img class="size-full wp-image-1060" title="IMG_0598" src="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2010/11/img_0598.jpg?w=500&#038;h=333" alt="" width="500" height="333" /></a><p class="wp-caption-text">Rio Haast</p></div>
<p>Outra dica importante: leve ou compre protetor solar e repelente, principalmente nos meses mais quentes. A Nova Zelândia é um dos países onde o buraco na camada de ozônio é maior, e todo cuidado é pouco. É preciso passar protetor várias vezes ao dia. O repelente também é essencial, a não ser que você não se importe em ser devorado por uns borrachudos gigantes, cuja aproximação você nem percebe.</p>
<p>Após dormir em Haast, percorremos mais 270 km até Hokitika, em direção norte, na Costa Oeste, margeando o Mar da Tasmânia. De todo o trajeto, este talvez seja o mais homogêneo, passando sempre em meio a florestas úmidas, com os Southern Alps à direita. De novo, a sensação de estarmos na Rio-Santos ou na Mogi-Bertioga, exceto pelos picos nevados, entre eles o Mount Cook, mais alto da Nova Zelândia.</p>
<p>Não é um trecho feio, longe disso; mas perto do dia anterior, qualquer coisa seria covardia. O tempo também não colaborou, principalmente ao chegarmos às geleiras Fox e Franz Josef. Em função da neblina, o <a href="http://www.helicopter.co.nz">heli-hike</a> (vôo de helicóptero que pousa na geleira, seguindo de caminhada de 2 horas) que iríamos fazer foi cancelado, e não conseguimos mais lugar no passeio por terra, lotado. Apesar da frustração, caminhamos até a base da geleira (mais ou menos 45 minutos) e arrisquei subir de forma meio ilegal a trilha que os guias sobem. Consegui chegar à geleira e caminhei um pouco, mas não me aventurei mais, afinal não tinha os sapatos apropriados e minha insanidade tem algum limite.</p>
<p>Em Hokitika, cidade também de pouco mais de 3.000 pessoas, jantamos no ótimo Stumpers, após termos conseguido ficar em um chalet bem legal, de frente para o Mas da Tasmânia, pagando cerca de US$ 45 por pessoa. Hotikika é bem interessante, turística, sendo a capital do jade, onde se pode comprar belas peças feitas com a pedra típica do país.</p>
<p>De Hokitika, subimos até Kumara Junction e rumamos para leste, cruzando os Alpes Sulinos por Arthur’s Pass, pasando pelo parque nacional de mesmo nome. É incrível a mudança de paisagem quando se passa para o vale do outro lado: a floresta úmida dá lugar a uma paisagem mais árida e mais aberta, onde a irrigação se faz necessária para viabilizar a produção pecuária. A estrada acompanha o sinuoso rio Otira, passando por vales lindos como o do rio Waimakariri. Há diversas trilhas bem sinalizadas, às quais não fizemos por falta de tempo. A Nova Zelândia é o país da natureza, tendo desenvolvido uma estrutura invejável para campings. Tudo é limpo, sinalizado, pronto para ser usufruído. Ficamos com vontade de alugar uma van com cama e tudo, que custa cerca de  US$ 100/dia e dá total autonomia ao viajante, que pode estacioná-la onde quiser para dormir.</p>
<p>O final desse trecho, cuja distância total é de 230 km, não é muito interessante, até que se chega em Christchurch, maior cidade da Ilha Sul, com cerca de 320.00 habitantes, e cujo único sinal do terremoto de 7.3  pontos de outubro são algumas casas que perderam as chaminés. Nenhuma morte, contra 230.000 no Haiti, que teve um terromoto da mesma magnitude (7.0).</p>
<div id="attachment_1061" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><a href="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2010/11/img_0847.jpg"><img class="size-full wp-image-1061" title="IMG_0847" src="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2010/11/img_0847.jpg?w=500&#038;h=333" alt="" width="500" height="333" /></a><p class="wp-caption-text">Fazenda em Arthur&#039;s Pass</p></div>
<p>Conhecemos quase nada de Christchurch, a cidade dos jardins. De lá, o trecho final da viagem. Mais 320 km pela Costa Leste, a do Pacífico (mais bonita do que a oeste), até Blenheim, em Marlborough, a principal região vinícola da Nova Zelândia. Ainda não falei nada sobre vinhos, mas a Nova Zelândia é a terra dos melhores Sauvignon Blancs do mundo, principalmente em Blenheim, além de ótimos Pinot Noirs mais ao Sul. E os vinhos nos restaurantes são honestos – com US$ 30 a US$ 50 se toma vinhos muito bons, logicamente tirando os fora de série, para os quais vai se pagar bem mais.</p>
<p>O ponto alto da costa leste é a vila de Kaikoura, uma península verdejante que avança sobre o mar e tem ao fundo os picos nevados dos Alpes do Sul. Aqui, o tempo novamente não ajudou, mas deu para ver que o lugar é muito bonito (é daqui que saem os passeios para ver as baleias, que aparecem com freqüência nesse local).</p>
<p>Finalmente, Blenheim, 20.000 habitantes, encravada no vale do rio Warau, nos limites da ilha Sul. Jantamos no ótimo  restaurante do <a href="http://www.durville.com/">Hotel D’Urville</a>, tomando nossos dois últimos vinhos da viagem: um Sauvignon Blanc, Villa Maria Reserve, e um Pinot Noir, Mt. Difficulty, de Central Otago, mais ao Sul. Um final digno para uma viagem memorável, daquelas que deixam a impressão de que precisamos um dia voltar.</p>
<div id="attachment_1062" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><a href="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2010/11/img_9787.jpg"><img class="size-full wp-image-1062" title="IMG_9787" src="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2010/11/img_9787.jpg?w=500&#038;h=333" alt="" width="500" height="333" /></a><p class="wp-caption-text">Paisagem rural no caminho de Milford Sound</p></div>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/marcelopcarvalho.wordpress.com/1054/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/marcelopcarvalho.wordpress.com/1054/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/marcelopcarvalho.wordpress.com/1054/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/marcelopcarvalho.wordpress.com/1054/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/marcelopcarvalho.wordpress.com/1054/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/marcelopcarvalho.wordpress.com/1054/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/marcelopcarvalho.wordpress.com/1054/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/marcelopcarvalho.wordpress.com/1054/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/marcelopcarvalho.wordpress.com/1054/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/marcelopcarvalho.wordpress.com/1054/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/marcelopcarvalho.wordpress.com/1054/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/marcelopcarvalho.wordpress.com/1054/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/marcelopcarvalho.wordpress.com/1054/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/marcelopcarvalho.wordpress.com/1054/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=blog.oquederevier.com&amp;blog=5679249&amp;post=1054&amp;subd=marcelopcarvalho&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Rock in Rio I ….lembranças de 1985</title>
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		<pubDate>Tue, 17 Aug 2010 01:26:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>marcelopcarvalho</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O anúncio da nova edição do Rock in Rio me resgatou velhas lembranças da adolescência. Sejamos justos: a maioria de nós tem poucos momentos que geram histórias a ser contadas para os filhos e netos. No mais das vezes, é uma existência normal, distante do que vemos em filmes e lemos nos livros. Afinal, não [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=blog.oquederevier.com&amp;blog=5679249&amp;post=1033&amp;subd=marcelopcarvalho&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O anúncio da nova edição do Rock in Rio me resgatou velhas lembranças da adolescência. Sejamos justos: a maioria de nós tem poucos momentos que geram histórias a ser contadas para os filhos e netos. No mais das vezes, é uma existência normal, distante do que vemos em filmes e lemos nos livros. Afinal, não somos heróis. Claro, há as exceções – mas refiro-me à maioria de nós.</p>
<p>Se até agora eu tiver uma dezena de momentos destes, sentirei-me plenamente satisfeito. Não sei se chegam a uma dezena, mas o que envolve a primeira edição do Rock in Rio certamente é uma delas.</p>
<p>Início de 1985. Eu tinha 14 anos e ouvia basicamente heavy metal.  Não era metaleiro – aliás termo odioso. Simplesmente gostava da música, junto com amigos da rua e do colégio. Era o que nos unia, naquele momento de transição entre ser uma criança e o protótipo de alguém na vida. No mais, era um garoto normal, de classe média, aluno mediano, mirrado, que jogava bola e pouco mais do que isso. Não usava correntes, tinha o cabelo curto.</p>
<p>Mas cismei que queria ir ao Rock in Rio. E, quando cismava, era difícil me demover. Imagine, naquela época, ver ao vivo o Ozzy, Iron Maiden, AC/DC, Scorpions…era um sonho, em uma época em que não havia nem sombra de internet, em que o Brasil era periferia do mundo, como outros (muitos) países ainda o são. Ninguém vinha para cá. Os ídolos, só em revistas, a maioria importada. Era a época em que pegámos o ônibus Ceasa 6262, ou o Lapa 875C, para irmos ao centro de São Paulo comprar camisetas, buttons e discos importados na Woodstock (ainda existe? que pergunta…) ou na Baratos Afins. Era uma aventura de quase um dia todo: moleques arrumados, filhinhos de papais disfarçados de roqueiros, andando em meio a cabeludos mal encarados, com tatuagens – eram mais raras &#8211; correntes nas calças e no pescoço.</p>
<p>Junto comigo, alguns amigos convenceram seus pais, e lá fomos para o Rio naquele janeiro de 1985. Fiquei na casa de parentes cariocas da minha finada avó, que estrategicamente foi ao Rio comigo mas, claro, não ao festival.</p>
<p>Dos 9 dias, comprei ingresso para 4. Os 4 dias em que havia heavy metal, entre eles o primeiro, dia 11 de janeiro (de repente, me vem à cabeça os outros dias – 15, 16 e, o último, 19).  Aliás, não existe ex-amante de heavy metal. Ao longo da vida, você alarga seus horizontes e gostos musicais, pode até não ouvir mais, mas o sangue vai ferver quando ouvir os velhos mestres – Black Sabbath, Led Zeppelin, Iron Maiden, Judas Priest, etc, como um felino selvagem que foi supostamente domesticado. Talvez não tenha a ver com o heavy metal em si, mas com a música, qualquer que seja, que você ouvia nessa época marcante de sua vida.</p>
<p>Ir ao Rock in Rio foi uma insanidade. Aliás, o Rock in Rio I foi uma insanidade. Dezenas de milhares de pessoas amontoadas em uma cidade do Rock sem qualquer infra-estrutura, em que pequenas brigas ocasionavam a movimentação de manadas de pessoas aos gritos, sob o risco de pisoteamento. Depois de 9 dias, o cheiro era insuportável: urina, barro, chuva, tudo se misturava. Lembro-me de, exausto, deitar sob alguma coisa que me fez sentir minimamente protegido, e dormir um pouco, não sem antes observar dezenas de baratas e alguns ratos zanzando ao meu redor. Mas o sono era mais forte.</p>
<p><a href="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2010/08/captura-de-tela-2010-08-16-as-21-23-06.png"><img class="alignnone size-full wp-image-1035" title="Captura de tela 2010-08-16 às 21.23.06" src="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2010/08/captura-de-tela-2010-08-16-as-21-23-06.png?w=500" alt=""   /></a></p>
<p>Mas, como muitas vezes acontece quando a prudência é abandonada por pura ingenuidade, sobrevivemos. Mesmo quando nos separávamos por variadas razões, conseguíamos nos encontrar para ir embora. Mesmo quando teimávamos em ficar a metros do palco – com a clara sensação de que, na iminência de um corre-corre, não teríamos para onde escapar -  nosso anjo da guarda esteve a postos. De fato, só muito tempo depois fui racionalizar e compreender a loucura que foi tudo aquilo. Talvez nem tenha sido tudo isso; talvez a idade, a responsabilidade, filhos, etc. vão nos infundido temor e cautela.</p>
<p>Mas, devaneios a parte, eu estava lá e vi meus ídolos, aqueles que só ouvia nos discos de vinil (CDs estavam apenas começando!). Porém, não era suficiente. Todos eles estavam hospedados no Copacabana Palace, em cuja entrada amontoavam-se centenas de pessoas na inútil tentativa de tirar uma foto, ou ao menos ver de relance nossos ídolos em sua rotina diária, entre shows. Lá fui eu também.</p>
<p>Mas para mim não era suficiente. Resolvi bolar um plano para o que era até então impossível: entrar no Copacabana Palace, ver os ídolos de perto, talvez pegar autógrafos.</p>
<p>Era a hora da minha avó entrar em cena. Certamente não iriam barrar a entrada de uma respeitável senhora, desejosa de tomar seu chá das cinco no Copa, acompanhada de seu também respeitável neto, cabelinho cortado e com a aparência de filhinho de papai que, comparado com os demais tipos presentes, certamente o era.</p>
<p>Dito e feito. Enquanto os fãs se amontoavam na porta tentando migalhas, entramos tranquilamente no Copa. Era a chance de ver os ídolos de perto – mais do que isso, confesso, o que me deixava exultante era o fato de meus amigos não poderem fazer o mesmo. Sei, é uma visão pequena e egoísta, mas explicável considerando que eu era o menor da turma, com tudo aquilo que sempre acompanha o menor da turma, ainda mais na adolescência. Era uma sutil vingança.</p>
<p>Aos poucos, eles foram aparecendo. O Iron Maiden já tinha ido embora, mas Angus Young, do AC/DC, estava lá; Klaus Meine, do Scorpions, estava lá; David Coverdale, do Whitesnake, estava lá.</p>
<p>Mas a maior surpresa foi diante do elevador do Copa. Não me lembro agora porque exatamente eu estava na porta do elevador, mas lembro-me claramente que, quando a porta se abriu, ele estava lá. Aquela figura grotesca, caricatural, assustadora: Ozzy Osbourne, meu ídolo na época, um ícone saído há poucos anos do Black Sabbath, minha banda favorita.</p>
<p>Meu inglês era pífio na época, e acho que mesmo que não fosse, o que eu poderia falar para alguém como o Ozzy? Simplesmente estendi o papel e a caneta, ele assinou um garrancho provavelmente pela milionésima vez na vida, certamente nem reparou em mim, mas era o suficiente: poderia agora voltar para casa com a minha história.</p>
<p>Uma história que ficou dormente até que ouvi ontem “se a vida começasse agora….”. É engraçado – são 25 anos, mas parece que foi ontem.</p>
<p>Não sei onde forar parar os autógrafos que tanto valeram na época. Provavelmente no lixo alguns anos depois, quando deixaram de significar, quando outros fatos e realidades tornaram-se mais relevantes. Mas a memória, essa fica…</p>
<p>You Tube…o que faríamos sem ele?</p>
<p>Não tem como me emocionar ainda mais ao ver esse vídeo: Ozzy Osbourne cantando Crazy Train. <em>Eu estava lá. E </em>foi essa a figura que vi na minha frente!</p>
<span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://blog.oquederevier.com/2010/08/17/rock-in-rio-i-%e2%80%a6-lembrancas-de-1985/"><img src="http://img.youtube.com/vi/KZtXKsRH4Gg/2.jpg" alt="" /></a></span>
<p>Mais uma canja: AC/DC em Highway to Hell, no Rock in Rio 1985:</p>
<!--YouTube Error: bad URL entered-->
<p>E (não consigo parar), Iron Maiden, com The Number of the Beast, idem:</p>
<!--YouTube Error: bad URL entered-->
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/marcelopcarvalho.wordpress.com/1033/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/marcelopcarvalho.wordpress.com/1033/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/marcelopcarvalho.wordpress.com/1033/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/marcelopcarvalho.wordpress.com/1033/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/marcelopcarvalho.wordpress.com/1033/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/marcelopcarvalho.wordpress.com/1033/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/marcelopcarvalho.wordpress.com/1033/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/marcelopcarvalho.wordpress.com/1033/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/marcelopcarvalho.wordpress.com/1033/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/marcelopcarvalho.wordpress.com/1033/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/marcelopcarvalho.wordpress.com/1033/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/marcelopcarvalho.wordpress.com/1033/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/marcelopcarvalho.wordpress.com/1033/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/marcelopcarvalho.wordpress.com/1033/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=blog.oquederevier.com&amp;blog=5679249&amp;post=1033&amp;subd=marcelopcarvalho&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Como Shackleton contratava</title>
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		<pubDate>Sat, 08 May 2010 23:50:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>marcelopcarvalho</dc:creator>
				<category><![CDATA[aventura]]></category>
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		<category><![CDATA[Frank Hurley]]></category>

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		<description><![CDATA[O irlandês Ernest Shackleton é considerado um dos maiores líderes que já existiu, apesar de não ter conseguido conquistar quase nenhum dos objetivos a que se propôs. A sua fama mundial ocorreu após a malsucedida viagem do barco Endurance a Antártida, quando ele e sua tripulação sobreviveram durante dois anos, de 1914 a 1916, nos [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=blog.oquederevier.com&amp;blog=5679249&amp;post=1004&amp;subd=marcelopcarvalho&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O irlandês <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Ernest_Shackleton">Ernest Shackleton</a> é considerado um dos maiores líderes que já existiu, apesar de não ter conseguido conquistar quase nenhum dos objetivos a que se propôs. A sua fama mundial ocorreu após a malsucedida viagem do barco <em>Endurance</em> a Antártida, quando ele e sua tripulação sobreviveram durante dois anos, de 1914 a 1916, nos confins gelados do pólo sul, quando o navio foi esmagado pelo gelo e naufragou.</p>
<p>O incrível é que todos os membros da tripulação sobreviveram, não só em boas condições físicas, mas também emocionais. Longe de casa, sob um frio intenso e a 2 mil quilômetros da civilização, a chance do grupo esmorecer ou se dividir eram significativas – quase uma certeza diante de tanto stress e desafio.</p>
<p>Mas havia Shackleton. Para ele, o cuidado com o bem-estar da equipe era essencial, exigindo em troca a lealdade e o trabalho. Essas informações estão no livro <em>S<a href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/resenha/resenha.asp?nitem=705974&amp;sid=8739129841258738995369032&amp;k5=B4D0FEB&amp;uid=">hackleton – Uma lição de coragem</a>, </em> que disseca o estilo de liderança do explorador e que estou lendo. O livro clássico sobre a expedição do Endurance é  <em><a href="http://www.livrariacultura.com.br/scripts/cultura/resenha/resenha.asp?nitem=771891&amp;sid=8739129841258738995369032&amp;k5=3258B6C9&amp;uid=">A incrível viagem de Shackleton</a></em>, de Alfred Lansing. Um detalhe interessante é que a expedição, cujo objetivo era cruzar o continente antártico, já que o pólo já havia sido atingido por Amundsen, contava com o fotógrafo Frank Hurley, que documentou de forma brilhante a viagem que tinha tudo para ser trágica. O registro fotográfico dá alma e materializa as impressões que são passadas pelos livros. <a href="http://www.shackleton-endurance.com/images.html">Neste site</a>, há um belo registro das fotos da expedição.</p>
<div id="attachment_1006" class="wp-caption alignnone" style="width: 316px"><a href="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2010/05/captura-de-tela-2010-05-08-as-20-26-13.png"><img class="size-full wp-image-1006" title="Captura de tela 2010-05-08 às 20.26.13" src="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2010/05/captura-de-tela-2010-05-08-as-20-26-13.png?w=500" alt=""   /></a><p class="wp-caption-text">Shackleton</p></div>
<p>Entre os aspectos que explicam o sucesso diante de tanta adversidade está o processo de contratação de Shackleton, que era, no mínimo, pouco convencional, embora criterioso: Shackleton dava uma importância enorme para ter pessoas excepcionais em sua equipe, mesclando experiência com juventude, mas sempre tendo o caráter como qualidade eliminatória.</p>
<p>Para a expedição do <em>Endurance</em>,  ele recebeu nada menos do que 5.000 pedidos de interessados, para selecionar cerca de 30 pessoas. A pré-seleção foi feita por Frank Wild, que já havia estado com ele na expedição do Nimrod, que quase havia chegado ao pólo. Wild separou inicialmente os candidatos em “loucos”, “fora de questão” e “possíveis”. Shackleton então analisava a pilha dos possíveis e entrevistava os que achava que tinham potencial. Como ele organizava sua equipe?</p>
<ul>
<li><span style="text-decoration:underline;">Formava um núcleo de profissionais experientes</span>: eram confiáveis, faziam o trabalho pesado quando a coisa apertava e criavam uma atmosfera profissional. Shackleton buscou quem ele conhecia, além de recomendações de outros exploradores. Procurava pessoas que exerceriam uma influência benéfica sobre os mais jovens, especialmente nos momento críticos. Um dos homens nessa posição era Tom Crean, que fizera parte da expedição de Scott, salvando a vida de um tenente. Crean tivera uma carreira irregular na Marinha, com rebaixamentos por embriaguês e comportamento inadequado. Com Scott, era apenas marinheiro, mas Shackleton colocou-o como segundo oficial de náutica.</li>
<li><span style="text-decoration:underline;">Tinha um substituto confiável e leal, que partilhava de suas noções de liderança</span>.  Frank Wild era esse homem. Para Shackleton, Wild tinha tudo que precisava em um número 2: lealdade, bom humor, honradez, força e experiência. Um dos marinheiros disse sobre Wild: “é nosso segundo homem e de longe o mais popular (com exceção de nosso chefe) entre nós”.</li>
<li><span style="text-decoration:underline;">Buscava pessoas que compartilhavam de sua visão e entusiasmo pela exploração.</span> Nesse sentido, ele queria para o <em>Endurance</em> um comandante meio fanfarrão. Frank Worsley foi o selecionado – era ousado e excêntrico, meio doido até. Mas gostava de uma boa piada e de conversa, o que era importante para atravessar situações difíceis.</li>
<li><span style="text-decoration:underline;">Fazia entrevistas pouco convencionais para identificar o que queria</span>. Shackleton procurava, acima de tudo, avaliar personalidades. Mantinha conversas descontraídas, em que buscava detectar entusiasmo, otimismo e capacidade de fazer parte de uma equipe. Para um dos candidatos, Raymond Priestley, ele perguntou se sabia cantar e se saberia reconhecer ouro caso o visse. O candidato, surpreso, disse que não, mas foi contratado mesmo assim, apesar de terem diversas pessoas com qualificações maiores do que a dele.  Shackleton viu nele algo que gostava e, de fato, Priestley se revelou um dos membros mais valiosos do grupo.</li>
<li><span style="text-decoration:underline;">Buscava pessoas otimistas, que tinham maior propensão para o trabalho em equipe</span>. Um dos seus objetivos era encontrar pessoas felizes. Durante a entrevista de Hussey, ele ficou andando de um lado para o outro, parecendo não prestar muita atenção. Depois, disse: “Você serve”.  Hussey disse que o Chefe (como era conhecido) havia dito depois que o contratara porque ele parecia engraçado…De fato, mostrou-se incrivelmente engraçado, tocava banjo e foi importantíssimo para manter o moral elevado durante os piores momentos (além de ter talento, pois vinha de uma expedição ao Sudão).</li>
<li><span style="text-decoration:underline;">Contratava pessoas que realmente queriam o emprego</span>. Alguns candidatos haviam recebido um telegrama na tarde anterior, pedindo para encontrar-se com Shackleton na manhã seguinte. Dois deles não foram e, de repente, o terceiro apareceu todo molhado, dizendo que estava em outra cidade, tomara vários trens e ali estava. Foi contratado na hora.</li>
<li><span style="text-decoration:underline;">Buscava gente que trabalhava duro, independentemente da hierarquia</span>. Não havia passageiros no <em>Endurance</em>, todo mundo mais ou menos dividia as tarefas. Médicos ajudavam na cozinha, todo mundo era de utilidade pública. Não havia espaço para prima donnas. Quando podia, testava as pessoas em trabalhos árduos antes de contratar.</li>
<li><span style="text-decoration:underline;">Contratava quem tinha conhecimentos que lhe faltavam</span>, como cientistas altamente qualificados. No Endurance, tinha um grande fotógrafo (Hurley), um biólogo experiente, um físico de Cambridge, etc.</li>
<li><span style="text-decoration:underline;">Certificava-se de que todos sabiam o que deles era esperado</span> e, para isso, era muito claro na comunicação, inclusive escrita. Nunca iludia ninguém com falsas promessas, especificava as tarefas, o pagamento, etc.</li>
<li><span style="text-decoration:underline;">Equipava a equipe com o que tinha de melhor em relação a equipamentos</span>. Sabia que um equipamento ruim poderia colocar a vida das pessoas em risco. Para ele, instrumentos ordinários desperdiçavam tempo e dinheiro. Tudo no <em>Endurance</em> era do que tinha de melhor na época.</li>
</ul>
<p>Gostei bastante dessas dicas, especialmente em relação às características que valorizava nas pessoas: visão compartilhada, otimismo e entusiasmo, vontade de trabalhar, facilidade de trabalhar em equipe e conhecimento.</p>
<div id="attachment_1005" class="wp-caption alignnone" style="width: 364px"><a href="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2010/05/captura-de-tela-2010-05-08-as-20-26-42.png"><img class="size-full wp-image-1005" title="Captura de tela 2010-05-08 às 20.26.42" src="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2010/05/captura-de-tela-2010-05-08-as-20-26-42.png?w=500" alt=""   /></a><p class="wp-caption-text">O Endurance aprisionado no gelo</p></div>
<div id="attachment_1007" class="wp-caption alignnone" style="width: 410px"><a href="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2010/05/captura-de-tela-2010-05-08-as-20-30-14.png"><img class="size-full wp-image-1007" title="Captura de tela 2010-05-08 às 20.30.14" src="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2010/05/captura-de-tela-2010-05-08-as-20-30-14.png?w=500" alt=""   /></a><p class="wp-caption-text">Essa foto foi tirada por Frans Lanting, no exato local em que o grupo de 6 pessoas liderado por Shackleton saiu em busca de ajuda em um pequeno bote. No primeiro plano, a foto desse momento, tirada por Hurley.</p></div>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/marcelopcarvalho.wordpress.com/1004/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/marcelopcarvalho.wordpress.com/1004/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/marcelopcarvalho.wordpress.com/1004/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/marcelopcarvalho.wordpress.com/1004/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/marcelopcarvalho.wordpress.com/1004/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/marcelopcarvalho.wordpress.com/1004/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/marcelopcarvalho.wordpress.com/1004/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/marcelopcarvalho.wordpress.com/1004/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/marcelopcarvalho.wordpress.com/1004/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/marcelopcarvalho.wordpress.com/1004/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/marcelopcarvalho.wordpress.com/1004/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/marcelopcarvalho.wordpress.com/1004/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/marcelopcarvalho.wordpress.com/1004/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/marcelopcarvalho.wordpress.com/1004/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=blog.oquederevier.com&amp;blog=5679249&amp;post=1004&amp;subd=marcelopcarvalho&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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			<media:title type="html">Captura de tela 2010-05-08 às 20.30.14</media:title>
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		<title>Sobre fins e recomeços</title>
		<link>http://blog.oquederevier.com/2010/03/28/sobre-fins-e-recomecos/</link>
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		<pubDate>Sun, 28 Mar 2010 23:47:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>marcelopcarvalho</dc:creator>
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		<description><![CDATA[No final de semana passado, fui para Tiradentes, em Minas Gerais, descansar e fotografar. Acho que não conhecia Tiradentes – talvez já tenha ido em uma excursão do colegial, mas se fui, estava certamente interessado à época em outras coisas – e minha vontade de conhecê-la cresceu depois que li um dos livros do Eduardo [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=blog.oquederevier.com&amp;blog=5679249&amp;post=976&amp;subd=marcelopcarvalho&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>No final de semana passado, fui para Tiradentes, em Minas Gerais, descansar e fotografar. Acho que não conhecia Tiradentes – talvez já tenha ido em uma excursão do colegial, mas se fui, estava certamente interessado à época em outras coisas – e minha vontade de conhecê-la cresceu depois que li um dos livros do <a href="http://www.palestrantes.org/palestrante.asp?ID=22">Eduardo Giannetti</a>, todos escritos em longos retiros feitos na vila colonial, hospedando-se no antigo <a href="http://www.solardaponte.com.br/">Solar da Ponte</a>.</p>
<div id="attachment_974" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><a href="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2010/03/img_4373.jpg"><img class="size-full wp-image-974" title="IMG_4373" src="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2010/03/img_4373.jpg?w=500&#038;h=332" alt="" width="500" height="332" /></a><p class="wp-caption-text">Solar da Ponte</p></div>
<p>Um conjunto de circustâncias me fez ir para lá e, claro, fiquei hospedado no mesmo Solar da Ponte, uma casarão histórico localizado perto do centrinho e que prima pela exclusividade e pelo bom gosto. Cada quarto (a pousada possui 18) é decorado de um jeito diferente e pude entender perfeitamente porque o Giannetti hiberna nesse lugar para escrever seus ensaios. Talvez em me sinta também inspirado por lugares como esse, guardadas as devidas proporções.</p>
<p>Como você pode ter percebido, não tenho escrito muito, nem fotografado. Essas coisas – a inspiração, a vontade de escrever ou fotografar, a auto-avaliação favorável do trabalho, a ponto de se permitir expor – vêm em ondas, e em parte fui para Tiradentes em busca de uma nova onda.</p>
<div id="attachment_975" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><a href="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2010/03/img_4467.jpg"><img class="size-full wp-image-975" title="IMG_4467" src="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2010/03/img_4467.jpg?w=500&#038;h=332" alt="" width="500" height="332" /></a><p class="wp-caption-text">Tiradentes de noite, com chuva, vazia</p></div>
<p>Tiradentes é uma espécie de Paraty das montanhas, porém menos badalada. Mas não é sobre Tiradentes que quero escrever – há montes de textos na internet, e minhas fotos aqui, no <a href="http://facebook.com/marcelo.decarvalho">Facebook</a> e no <a href="www.flickr.com/marpcar">Flickr</a> falarão melhor do que minhas palavras.</p>
<p>Quero escrever sobre uma mesa. Uma mesa grande, rústica, de peroba maciça com pés de braúna carregados de história. E que agora me acompanhará, seja onde for.</p>
<p>No domingo, andando meio que sem rumo definido pela cidade, fui atraído por um atelier (o único que entrei, tanto lá quanto na vila vizinha de Bichinho) faceado por um belo gramado com árvores, na lateral mais escondida do Solar. Vendo minha indecisão (entro ou não entro? Afinal, definitivamente não vou comprar nada. Não, o momento não é de comprar nada. Ando gastando muito já, estamos investindo na empresa, os desafios deste 2010 são grandes e, ainda por cima, nem sei ainda onde vou morar, já que supostamente estou de mudança de cidade), a proprietária me convidou dizendo que não custava nada entrar.</p>
<div id="attachment_977" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><a href="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2010/03/img_4374.jpg"><img class="size-full wp-image-977" title="IMG_4374" src="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2010/03/img_4374.jpg?w=500&#038;h=332" alt="" width="500" height="332" /></a><p class="wp-caption-text">A casa/atelier à direita, atrás das árvores</p></div>
<p>Entrei. Tocava MPB, e o atelier, que na verdade era a casa da artista, abria para um jardim muito integrado com a casa antiga, com piso de madeira e diversos móveis o objetos: tudo à venda. Ela me explicou: estavam de mudança para Portugal, decidiram partir e vendiam tudo – móveis, objetos de arte, utensílios, muita coisa antiga, garimpada nos lugares  mais improváveis: uma luminária italiana adquirida em uma estação ferroviária a ser demolida, por exemplo, e daí por diante.</p>
<p>Em um dos cômodos, a mesa. Olhei para ela, fizemos um comentário qualquer, e continuei andando, percorrendo a casa e me perguntando porquê partiriam, porquê sairiam daquele lugar que parecia perfeito, para que ir a Portugal começar tudo de novo? A necessidade de recomeçar não respeita esse tipo de coisa, pensei.</p>
<div id="attachment_979" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><a href="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2010/03/img_4496.jpg"><img class="size-full wp-image-979" title="IMG_4496" src="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2010/03/img_4496.jpg?w=500&#038;h=332" alt="" width="500" height="332" /></a><p class="wp-caption-text">Capela, de noite</p></div>
<p>Depois de percorrer toda a casa, perguntei o preço da mesa. Não sei porque perguntei – afinal não havia a menor chance de comprá-la, pelos motivos já expostos. Pelo que era, não parecia caro, ainda mais depois de saber que os pés de braúna vieram de uma ponte construída por Juscelino Kubitschek em sua cidade natal – Diamantina &#8211; quando este fora governador de Minas Gerais (início da década de 50), e que ela havia comprado quando a ponte foi demolida.</p>
<p>Saí, nem telefone peguei. Afinal, se não iria comprar a mesa, para que perder tempo ou gerar expectativas nela e em mim? Fui embora, voltei para BH, onde tinha um congresso.</p>
<p>Foi quando as coisas começaram a mudar. Comentei com alguém sobre a mesa de Tiradentes e fui recebido com um “você tem que comprar essa mesa!”. E o pior é que eu sabia que tinha. Na verdade, já tinha comprado no mesmo momento em que a vi. O resto todo foi só o processo de adaptação ao fato, talvez a tentativa de resistir a algo que, a princípio, não teria qualquer sentido de ser.</p>
<p>Liguei para o Solar e pedi para irem até lá pegar o telefone. A proprietária sabia de quem se tratava assim que o pessoal foi lá – talvez ela também já soubesse (Fechei o negócio nesse domingo à noite. Ela me disse que já vendera 60% e que provavelmente iria adiantar a partida. Havia reservado a mesa para mim até essa segunda. Fiz uma boa compra, ela disse. Por estar enganado, mas acho que ela gostou de &#8220;eu&#8221; ter comprado a mesa. Conforta dar um bom destino mesmo para o que não nos serve mais.).</p>
<p>Não sei exatamente porque comprei a tal mesa. Racionalmente, me convenci de que se tratava de um bom investimento. Uma mesa dessas em São Paulo custa bem mais caro – a artista mesmo me disse isso. Pronto, estava justificado o investimento. Mas obviamente não foi isso que me motivou, afinal há inúmeros investimentos bem mais simples de se fazer do que comprar uma mesa de 2,38m sem ao certo saber para onde levá-la.</p>
<div id="attachment_980" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><a href="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2010/03/img_4398.jpg"><img class="size-full wp-image-980" title="IMG_4398" src="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2010/03/img_4398.jpg?w=500&#038;h=332" alt="" width="500" height="332" /></a><p class="wp-caption-text">Tiradentes</p></div>
<p>Estranhas essas coisas, essas vidas que se cruzam ou se tocam sem razão aparente, e deixam alguma coisa uma para a outra. A artista, por razões que não sei e nunca vou saber, decidiu recomeçar em outro lugar, despindo-se dos pertences que não mais lhe são úteis, ou que lhe trazem lembranças que convém ser esquecidas, vai saber. Entre esses despojos, uma mesa que, por alguma razão que igualmente desconheço, elegi meio que ao acaso como símbolo de um recomeço qualquer, vai saber. Os restos que representam um fim para uns é a matéria-prima da reconstrução para outros. O que descobriu mesmo Lavoisier?</p>
<p>Olhando para frente, vejo mais dúvidas do que certezas. Ainda não sei onde vou morar, mas sei que onde for haverá comigo uma mesa centenária, uma peça única, uma obra de arte, carregando as marcas do tempo, ancorada em pés fortes de braúna que lhe darão a sustentação necessária, tal qual suas raízes um dia lhe deram.</p>
<div id="attachment_978" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><a href="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2010/03/portugal-025.jpg"><img class="size-full wp-image-978" title="portugal 025" src="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2010/03/portugal-025.jpg?w=500&#038;h=752" alt="" width="500" height="752" /></a><p class="wp-caption-text">A mesa</p></div>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/marcelopcarvalho.wordpress.com/976/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/marcelopcarvalho.wordpress.com/976/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/marcelopcarvalho.wordpress.com/976/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/marcelopcarvalho.wordpress.com/976/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/marcelopcarvalho.wordpress.com/976/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/marcelopcarvalho.wordpress.com/976/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/marcelopcarvalho.wordpress.com/976/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/marcelopcarvalho.wordpress.com/976/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/marcelopcarvalho.wordpress.com/976/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/marcelopcarvalho.wordpress.com/976/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/marcelopcarvalho.wordpress.com/976/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/marcelopcarvalho.wordpress.com/976/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/marcelopcarvalho.wordpress.com/976/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/marcelopcarvalho.wordpress.com/976/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=blog.oquederevier.com&amp;blog=5679249&amp;post=976&amp;subd=marcelopcarvalho&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Certa tarde em Guangzhou</title>
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		<pubDate>Fri, 12 Feb 2010 22:08:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>marcelopcarvalho</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Aconteceu há quase 5 anos, quando a turma do MBA estava fazendo viagem de duas semanas a China. Era a primeira viagem organizada pela FIA para este país; as expectativas eram grandes. Logo no começo, tivemos um final de tarde livre e um pequeno grupo resolveu andar por um parque nas imediações do hotel. Guangzhou, [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=blog.oquederevier.com&amp;blog=5679249&amp;post=968&amp;subd=marcelopcarvalho&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Aconteceu há quase 5 anos, quando a turma do MBA estava fazendo viagem de duas semanas a China. Era a primeira viagem organizada pela FIA para este país; as expectativas eram grandes. Logo no começo, tivemos um final de tarde livre e um pequeno grupo resolveu andar por um parque nas imediações do hotel. <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Guangzhou">Guangzhou</a>, antiga Cantão, fica no sul da China, mais ou menos perto de Hong Kong (falando nisso, me lembrei de uma história nossa de Hong Kong que vou contar depois&#8230;haha). Estava quente, absurdamente quente, e muito úmido, mas muito mesmo. Uma verdadeira sauna.</p>
<p>Depois de caminhar um tanto, vimos um campo de futebol, de areia, onde jogavam uns chineses, todos de chuteira, meião, e tudo o mais, devendo ter uns  18 anos em média, ou no máximo.</p>
<p>Não podendo ver uma bola, sugeri para o nosso grupo desafiar os chineses – estávamos em cinco, alguns de calça comprida, outros de sapato ou chinelo. A ideia seria jogar só 5 minutos para tirar uma foto e depois contar para o resto da turma. E, de qualquer forma, chinês é a princípio ruim de bola….</p>
<p>A conversa foi complicada, porque eles não falavam inglês e nós, obviamente, não éramos versados em mandarim. Mas a língua do futebol é universal e logo estávamos nos entendendo.</p>
<p>Quando viram que éramos do Brasil, os chineses assustaram e já iam desistindo do confronto das duas potências, até que um deles deu uma olhada melhor em nossa equipe e convenceu os outros a jogar. Certamente não éramos o que eles estavam acostumados a ver em se tratando de futebol brasileiro.</p>
<p>Os chineses, jogando em casa e, em plena forma, começaram o jogo a mil; logo estava 2&#215;0 e rapidamente esquecemos os cinco minutos  previstos; de repente, estávamos numa batalha campal pela nossa honra. De uma forma ou de outra, sendo malandro em alguns momentos, conseguimos equilibrar a partida. Lembro até hoje que, quando um chinês tentou me driblar, e chutei para a lateral e xinguei: “Aqui não, seu chinês filho da puta!” Depois de 1 hora, completamente exaustos, achamos por bem encerrar a brincadeira com o diplomático placar de 4&#215;4.</p>
<p>Como eu estava de sapato, optei por jogar descalço naquele campo de areia e pedregulho. Foi só no final que percebi que alguma coisa com meus pés não estava boa…quando olhei, a sola de cada pé tinha uns 3 buracos em carne viva, do tamanho de uma moeda de um real, cheios de areia. Ardia…</p>
<p>Passei o resto da viagem de chinelo, sentindo a cada dia a reprovação visual do coordenador da viagem. Afinal, éramos executivos a trabalho e não moleques de férias (pelo menos a princípio…). Na cidade seguinte, em Shanghai, precisei ir ao médico porque as feridas haviam inflamado, o que era de se esperar considerando o calor, a umidade e o local, impossível de se cicatrizar a não ser que eu ficasse deitado o dia todo.</p>
<p>A dor passa, a ferida cicatriza, e ficam as lembranças. É curioso: analisando hoje, essa é mesmo a melhor lembrança da viagem.</p>
<p>Desde então, muitas outras turmas se passaram e foram para a China; centenas de alunos se sucederam.  Mas, certa vez, alguém lá da coordenação do curso me disse que a façanha da turma 26 é lembrada até hoje: aquela foi a turma que, numa certa tarde de junho, fez algo único, fora do roteiro e, com isso, fez a diferença, deixando sua marca. <em>Think about it!</em></p>
<p>(Se alguém do MBA que estava lá ler esse texto, pode confirmar!)</p>
<div id="attachment_966" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><a href="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2010/02/copy-of-futebol-010.jpg"><img class="size-full wp-image-966" title="Copy of futebol 010" src="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2010/02/copy-of-futebol-010.jpg?w=500&#038;h=375" alt="" width="500" height="375" /></a><p class="wp-caption-text">O estado do time brasileiro após a partida</p></div>
<div id="attachment_967" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><a href="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2010/02/futebol-006.jpg"><img class="size-full wp-image-967" title="futebol 006" src="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2010/02/futebol-006.jpg?w=500&#038;h=375" alt="" width="500" height="375" /></a><p class="wp-caption-text">Tentando diálogo com os nativos</p></div>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/marcelopcarvalho.wordpress.com/968/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/marcelopcarvalho.wordpress.com/968/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/marcelopcarvalho.wordpress.com/968/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/marcelopcarvalho.wordpress.com/968/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/marcelopcarvalho.wordpress.com/968/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/marcelopcarvalho.wordpress.com/968/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/marcelopcarvalho.wordpress.com/968/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/marcelopcarvalho.wordpress.com/968/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/marcelopcarvalho.wordpress.com/968/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/marcelopcarvalho.wordpress.com/968/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/marcelopcarvalho.wordpress.com/968/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/marcelopcarvalho.wordpress.com/968/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/marcelopcarvalho.wordpress.com/968/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/marcelopcarvalho.wordpress.com/968/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=blog.oquederevier.com&amp;blog=5679249&amp;post=968&amp;subd=marcelopcarvalho&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Algumas fotos selecionadas 2009/10, parte 2</title>
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		<pubDate>Sun, 31 Jan 2010 22:25:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>marcelopcarvalho</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Dando seqüência às fotos que selecionei de 2009/10, segue a segunda e última leva: O mar e a menina: em San Francisco, passando rapidamente pela praia na frente do Fishermen’s Wharf, vi a menina, com o maiô roxo, o mar azul, a luz perfeita e…pronto, estava feita a foto. Uma bela foto. Canon T1i. A [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=blog.oquederevier.com&amp;blog=5679249&amp;post=948&amp;subd=marcelopcarvalho&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Dando seqüência às fotos que selecionei de 2009/10, segue a segunda e última leva:</p>
<p><span style="text-decoration:underline;">O mar e a menina</span>: em San Francisco, passando rapidamente pela praia na frente do Fishermen’s Wharf, vi a menina, com o maiô roxo, o mar azul, a luz perfeita e…pronto, estava feita a foto. Uma bela foto. Canon T1i. A foto foi reenquadrada para melhorar a composição e teve pequenos ajustes.</p>
<p><a href="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2010/01/img_1322_2.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-947" title="IMG_1322_2" src="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2010/01/img_1322_2.jpg?w=500&#038;h=353" alt="" width="500" height="353" /></a></p>
<p><span style="text-decoration:underline;">As times goes by</span>: foi o por do sol mais bonito que já vi, depois de um dia nublado. De repente, ao final da tarde, como que por milagre, o céu foi clareando e sol foi acendendo as nuvens, até ficar inteiro vermelho. Tirei uma bela seqüência de fotos, que pode ser vista <a href="http://www.flickr.com/photos/marpcar/sets/72157621797049847/">aqui</a>. Nessa, tirei com 28 mm, de baixo para cima. A “modelo” bem no centro tapou o sol, evitando que a foto estourasse, e criou um efeito interessante. A impressão que dá é de movimento, com as nuvens convergindo em direção ao sol, atrás da modelo. Parece um pouco que o tempo está passando. Com a Canon Powershot SX10 IS. Sem tratamento.</p>
<p><a href="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2010/01/img_4878.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-949" title="IMG_4878" src="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2010/01/img_4878.jpg?w=500&#038;h=374" alt="" width="500" height="374" /></a></p>
<p><span style="text-decoration:underline;">Dreaming</span>: essa foto foi feita no rio Piracicaba, de noite, em uma saída do FotoClube. A luz verde é em função da iluminação na cachoeira véu da noiva, escondida atrás da folhagem. Com a exposição longa, de mais de 20 segundos, o rio revolto ficou parecendo um céu nublado, surreal em função do colorido. A pedra verde brilhante e a folhagem nos trazem de volta à realidade. Com a Canon T1i e tripé. A foto foi reenquadrada e foram feitas pequenas correções posteriores.</p>
<p><a href="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2010/01/img_2971.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-950" title="IMG_2971" src="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2010/01/img_2971.jpg?w=500&#038;h=330" alt="" width="500" height="330" /></a></p>
<p><span style="text-decoration:underline;">Formas</span>: Em Berlim, na Alexanderplatz, antiga Berlim Oriental. Fiz uma composição interessante utilizando a marquise apontando para o topo da torre de transmissão. A foto foi tirada bem de baixo dela, com 28 mm. Sem tratamento. Com a Canon Powershot SX10 IS.</p>
<p><a href="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2010/01/img_0353.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-951" title="IMG_0353" src="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2010/01/img_0353.jpg?w=500&#038;h=666" alt="" width="500" height="666" /></a></p>
<p><span style="text-decoration:underline;">Lavanda</span>: essa foto prova que a luz é tudo. No final de tarde,  surgiu uma bela luz, emoldurando no fundo quente os traços delicados da planta. O roxo, contrastado com o laranja do fundo, trasmite uma certa paz, pelo menos para mim. Os ramos nos levam a percorrer a diagonal, do canto esquerdo de baixo até as flores. Canon T1i, pequenos ajustes. Fazenda Campos do Serrano, São Bento do Sapucaí, SP.</p>
<p><a href="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2010/01/img_1530.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-952" title="IMG_1530" src="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2010/01/img_1530.jpg?w=500&#038;h=331" alt="" width="500" height="331" /></a></p>
<p><span style="text-decoration:underline;">Bailarinas</span>: outra que tirei do espetáculo de ballet. Estava bem longe e tirei com a lente 400 mm, no tripé. Gostei muito da luz dessa foto, destacando as bailarinas, que parecem flutuando. Piracicaba, SP. Canon T1i, sem tratamento.</p>
<p><a href="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2010/01/img_2031.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-953" title="IMG_2031" src="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2010/01/img_2031.jpg?w=500&#038;h=333" alt="" width="500" height="333" /></a></p>
<p><span style="text-decoration:underline;">Baía de Monterey</span>: essa foto eu confesso: foi a primeira da manhã e a longa noite anterior foi regada a Pinot Noir em um bar de Monterey, com amigos. Mas não é que o belo cipreste, contrastado com o céu em tons de cinza, ficou bonito? Canon Powershot SX10 IS, reenquadramento, B&amp;W e pequenos ajustes. Monterey, California.</p>
<p><a href="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2010/01/img_0868.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-954" title="IMG_0868" src="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2010/01/img_0868.jpg?w=500&#038;h=390" alt="" width="500" height="390" /></a></p>
<p><span style="text-decoration:underline;">Inverno nos Alpes</span>: essa foto eu tirei atrás do hotel em que fiquei na vila de Sesto, Itália, bem na fronteira com a Áustria. Ao fundo, as montanhas Dolomitas. A imagem transmite o frio do final de tarde, com os pinheiros escuros e a neve presente em tudo. O belo céu dá o contraponto. Canon T1i, com saturação do céu e retirada de parte das sombras do primeiro plano.</p>
<p><a href="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2010/01/img_32941.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-955" title="IMG_3294" src="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2010/01/img_32941.jpg?w=500&#038;h=333" alt="" width="500" height="333" /></a></p>
<p>É isso aí. Espero que 2010 traga mais fotos!</p>
<p>Se quiser ver a primeira série de 8 fotos que escolhi, <a href="http://blog.oquederevier.com/2010/01/26/algumas-fotos-selecionadas-200910-parte-1/">clique aqui</a>.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/marcelopcarvalho.wordpress.com/948/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/marcelopcarvalho.wordpress.com/948/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/marcelopcarvalho.wordpress.com/948/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/marcelopcarvalho.wordpress.com/948/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/marcelopcarvalho.wordpress.com/948/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/marcelopcarvalho.wordpress.com/948/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/marcelopcarvalho.wordpress.com/948/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/marcelopcarvalho.wordpress.com/948/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/marcelopcarvalho.wordpress.com/948/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/marcelopcarvalho.wordpress.com/948/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/marcelopcarvalho.wordpress.com/948/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/marcelopcarvalho.wordpress.com/948/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/marcelopcarvalho.wordpress.com/948/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/marcelopcarvalho.wordpress.com/948/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=blog.oquederevier.com&amp;blog=5679249&amp;post=948&amp;subd=marcelopcarvalho&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Algumas fotos selecionadas 2009/10 &#8211; parte 1</title>
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		<pubDate>Tue, 26 Jan 2010 23:10:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>marcelopcarvalho</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Outro dia fiz uma relação de alguns textos desse blog que particularmente gostei, ou melhor, continuei gostando, escritos desde o início, em dezembro de 2008, até o final de 2009. Agora, faço uma pequena seleção de fotos de 2009 e uma ou outra de 2010. Não são necessariamente as melhores, mas são fotos que, por [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=blog.oquederevier.com&amp;blog=5679249&amp;post=924&amp;subd=marcelopcarvalho&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Outro dia fiz uma relação de <a href="http://blog.oquederevier.com/2009/12/27/retrospectiva-2009-meus-10-textos-preferidos-2/">alguns textos desse blog</a> que particularmente gostei, ou melhor, continuei gostando, escritos desde o início, em dezembro de 2008, até o final de 2009. Agora, faço uma pequena seleção de fotos de 2009 e uma ou outra de 2010. Não são necessariamente as melhores, mas são fotos que, por uma razão ou outra, eu gostei mais do que as outras. É difícil selecionar entre alguns milhares&#8230;e todas que mantive, no final, eu gostei. É um pouco também uma retrospectiva dos lugares que visitem em 2010 (faltaram alguns &#8211; agora me dei conta que estou sem as fotos da Austrália, Chile e Espanha aqui. Vai ter que ter a parte 3&#8230;rs!).</p>
<p>Você pode ver essas e outras fotos no <a href="www.flickr.com/marpcar">Flickr</a>. (Aliás, me inscrevi no workshop avançado do <a href="www.franslanting.com">Frans Lanting</a> em abril, um dos fotógrafos de maior destaque da National Geographic, e meu portfólio foi aprovado. E agora, vou ou não vou? $$ e tempo&#8230;). A seguir, as fotos com comentários.</p>
<p><span style="text-decoration:underline;">Caleidoscópio no Yosemite, Califórnia</span>: gostei dessa foto pela composição de cores e formas e pelo plano utilizado. Usei a grande angular e um filtro polarizador que escureceu o céu (talvez demais, mas achei que foi a melhor solução para contrastar com o resto). A composição do azul do céu, o cinza irregular das rochas e o verde e amarelo da folhagem criaram uma imagem harmônica e bonita. Acho até que não é a melhor foto que tirei no Yosemite, mas acho que é a mais legal considerando que não há nenhum motivo especial nela. E a regra dos terços está relativamente bem aplicada, assim como as diagonais. Sem tratamento. Com a Canon T1i recém-comprada.</p>
<p><a href="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2010/01/img_1087.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-929" title="IMG_1087" src="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2010/01/img_1087.jpg?w=500&#038;h=333" alt="" width="500" height="333" /></a></p>
<p><span style="text-decoration:underline;">Desarmonia</span>: o que a foto anterior tem de harmonia, essa não tem, apesar de em tese poder ter. Mãe e filho, de costas, o que já gera certo desconforto. Caminhando em direção a uma barreira, e bem próximo a ela. Aonde vão? Para onde olham? Diferença nas cores das roupas. O menino excessivamente deslocado para a direita, e de vermelho, chama a atenção. Os padrões não uniformes ao fundo geram desconforto. O hiato vertical no meio do fundo intensifica essa falta de sintonia, um descompasso, em toda a foto. Não é uma foto fácil, toda assimétrica. Talvez muitos não gostem. Não sou exatamente um especialista. Mas eu vi isso, e você? Berlim, Alemanha. Domingo da maratona. Sem tratamento, apenas um pouco de Crop. Com a velha e boa Canon Powershot IS10.</p>
<p><a href="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2010/01/img_0434.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-930" title="IMG_0434" src="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2010/01/img_0434.jpg?w=500" alt=""   /></a></p>
<p><span style="text-decoration:underline;">Parece um desenho</span>: cada vez mais acho que as melhores fotos são feitas de repente, sem preparação e de motivos simples. Essa aqui foi no final do dia. Aliás, o dia já tinha acabado e eu estava abrindo uma porteira para o Land Rover passar, no Pantanal. Olhei para o horizonte e vi o recorte de galhos finos e o biguá, sinuoso e imóvel, contrastando no contra-luz sobre o fundo de cor uniforme. Peguei a câmera e tirei a foto. Abri a porteira e fomos embora. Sem tratamento. Canon Powershot IS10.</p>
<p><a href="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2010/01/img_5715.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-931" title="IMG_5715" src="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2010/01/img_5715.jpg?w=500&#038;h=375" alt="" width="500" height="375" /></a></p>
<p><span style="text-decoration:underline;">Retrato dramático</span>: o céu carregado de nuvens no final da tarde e desarrumado, com cores típicas do por do sol, criaram um tom dramático para esse retrato. Algo até meio bíblico, se é que vocês me entendem, intensificado pela grande angular e pelo ângulo da foto, de baixo para cima, engrandecendo o céu. A pessoa (no caso, meu irmão) e as árvores formaram uma composição interessante. Fazenda Campos do Serrano, São Bento do Sapucaí, SP.  Eu, pelo menos, gostei. Sem tratamento. Canon T1i.</p>
<p><a href="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2010/01/img_1654.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-932" title="IMG_1654" src="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2010/01/img_1654.jpg?w=500&#038;h=333" alt="" width="500" height="333" /></a></p>
<p><span style="text-decoration:underline;">Um olhar</span>: final de tarde, luz correta. Minha filha Marina tinha se machucado no nariz e estava já cansada da seção de fotos em um terreno ao lado do meu apartamento. É raro uma expressão séria e profunda em uma criança, como nesse caso. O contraste com o semblante austero é dado pelas belas flores laranjas,  pelas cores de sua blusa e pela própria luz quente. O cabelo meio revolto deu enchimento à foto. Gostei muito dessa foto, mesmo.  Piracicaba, SP, num domingo qualquer. Sem tratamento. Canon Powershot IS10.</p>
<p><a href="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2010/01/img_5939.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-933" title="IMG_5939" src="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2010/01/img_5939.jpg?w=500&#038;h=580" alt="" width="500" height="580" /></a></p>
<p><span style="text-decoration:underline;">Movimento</span>: não tenho experiência nenhuma com fotos de esporte e movimento, por isso selecionei essa. Fiquei logo abaixo da rampa de salto, deitado na neve, e usei uma grande angular contra o céu, trabalhando com alta velocidade. Depois reduzi as sombras no primeiro plano usando o iPhoto do Mac, para dar mais detalhes do Luiz Felipe, que estava fazendo esse salto. Também, fiz um crop para dar mais destaque ao garoto. Gostei bastante do resultado. Sesto, Itália, janeiro de 2010. Canon T1i.</p>
<p><a href="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2010/01/img_3415.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-934" title="IMG_3415" src="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2010/01/img_3415.jpg?w=500&#038;h=347" alt="" width="500" height="347" /></a></p>
<p><span style="text-decoration:underline;">A natureza, em sua beleza máxima</span>: a temporada chuvosa de final de ano em Campos quase não permitiu nenhum foto. Até que um dia esse tucano de bico verde apareceu em um final de tarde, bem ao lado de casa. Suas cores fazem a foto, ainda mais com o bicho molhado e as penas do peito meio desencontradas. Os troncos fizeram uma bela composição. Crop e um pouco de saturação de cores foram utilizados. Canon T1i.</p>
<p><a href="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2010/01/img_3168_2.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-935" title="IMG_3168_2" src="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2010/01/img_3168_2.jpg?w=500&#038;h=356" alt="" width="500" height="356" /></a></p>
<p><span style="text-decoration:underline;">Running away</span>: acho que a foto que mais gostei das mais de mil que tirei do espetáculo de ballet das minhas filhas. Não sei exatamente porque. Mas não preciso saber. Como disse uma vez meu primeiro professor, &#8220;foto boa é aquela que você gosta&#8221;. Sem tratamento.  Canon T1i.</p>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-936" title="IMG_2036" src="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2010/01/img_2036.jpg?w=500&#038;h=333" alt="" width="500" height="333" /></p>
<p>Na parte 2, colocarei mais 8 fotos.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/marcelopcarvalho.wordpress.com/924/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/marcelopcarvalho.wordpress.com/924/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/marcelopcarvalho.wordpress.com/924/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/marcelopcarvalho.wordpress.com/924/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/marcelopcarvalho.wordpress.com/924/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/marcelopcarvalho.wordpress.com/924/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/marcelopcarvalho.wordpress.com/924/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/marcelopcarvalho.wordpress.com/924/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/marcelopcarvalho.wordpress.com/924/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/marcelopcarvalho.wordpress.com/924/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/marcelopcarvalho.wordpress.com/924/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/marcelopcarvalho.wordpress.com/924/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/marcelopcarvalho.wordpress.com/924/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/marcelopcarvalho.wordpress.com/924/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=blog.oquederevier.com&amp;blog=5679249&amp;post=924&amp;subd=marcelopcarvalho&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Esqui sem badalação mas com muito bom gosto entre Itália e Áustria</title>
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		<pubDate>Sun, 17 Jan 2010 22:45:29 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Sesto, ou Sexten, em alemão, fica na Alta Pusteria, no norte da Itália, na fronteira com a Áustria, logo ao sul do Tirol. Está no meio nos Alpes Italianos, em uma cadeia de montanhas chamada de Dolomitas, que apresentam uma coloração rósea quando banhadas com a luz correta e que caracterizam os Alpes Italianos. Dezenas [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=blog.oquederevier.com&amp;blog=5679249&amp;post=906&amp;subd=marcelopcarvalho&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Sesto, ou Sexten, em alemão, fica na Alta Pusteria, no norte da Itália, na fronteira com a Áustria, logo ao sul do Tirol. Está no meio nos Alpes Italianos, em uma cadeia de montanhas chamada de Dolomitas, que apresentam uma coloração rósea quando banhadas com a luz correta e que caracterizam os Alpes Italianos. Dezenas de estações de esqui ligadas a pequenos vilarejos existem nas Dolomitas. A mais famosa, certamente, é Cortina D’Ampezzo, a 40 minutos de carro de Sexten. Madonna di Campiglio, onde a Ferrari leva sua equipe para esquiar no final da temporada de F1, também fica por lá.</p>
<p><a href="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2010/01/captura-de-tela-2010-01-17-as-20-04-15.png"><img class="alignnone size-full wp-image-914" title="Captura de tela 2010-01-17 às 20.04.15" src="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2010/01/captura-de-tela-2010-01-17-as-20-04-15.png?w=500&#038;h=303" alt="" width="500" height="303" /></a></p>
<div id="attachment_907" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><a href="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2010/01/img_3285.jpg"><img class="size-full wp-image-907" title="IMG_3285" src="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2010/01/img_3285.jpg?w=500&#038;h=333" alt="" width="500" height="333" /></a><p class="wp-caption-text">Essa era a vista do meu quarto, com a pista chegando quase nele</p></div>
<p>Na verdade, apesar de ser Itália, a impressão que se tem é que estamos na Áustria. De fato, até a Primeira Guerra Mundial, toda essa região era da Áustria. Tudo está escrito em alemão e italiano e a culinária é mais alemã/austríaca do que italiana.</p>
<p>O que há de especial nessa pequena vila? Diz a história (verídica) que um grupo de brasileiros descobriu um hotel recém-inaugurado na vilazinha, que havia fechado temporariamente após a temporada de final de ano. Isso foi há quarenta anos. Esses brasileiros bateram na porta do hotel e o dono topou reabrir, diante de 8 novos e improváveis hóspedes. No ano seguinte, esses brasileiros voltaram, com família e amigos, e assim por diante, ano após ano, a ponto de chegarmos no hotel e nos deparararmos com uma bandeira do Brasil bem na frente.</p>
<p>O pequeno hotel se tornou um belo spa no meio dos Alpes, com conforto excelente, atendimento impecável, culinária primorosa, diversos tipos de massagens, piscina coberta e ao ar livre, saúnas, etc, mas mantendo o clima familiar e personalizado que o marcou desde o início.  Apesar da ampliação, continua pequeno. Nessa semana em que fiquei lá, estimo que metade dos hóspedes era do Brasil, todos de certa forma interligados (nossa “turma”, bem legal por sinal, chegava talvez às 30 pessoas, e outros mais estavam por vir quando saí). Afinal, o local é tão isolado que ninguém chega lá por acaso, à exceção dos pioneiros de 40 anos atrás.</p>
<div id="attachment_908" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><a href="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2010/01/img_3294.jpg"><img class="size-full wp-image-908" title="IMG_3294" src="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2010/01/img_3294.jpg?w=500&#038;h=333" alt="" width="500" height="333" /></a><p class="wp-caption-text">Paisagem atrás do hotel </p></div>
<p>A estação de esqui conta com duas montanhas: Sesto em si e a Croda Rossa, que fica na vila vizinha de Moos, a uns 2 km, se tanto. Não são estações grandes, para quem está acostumado com esqui nos EUA e Canadá.  A variedade de pistas não é das melhores, embora as pistas sejam em geral longas e boas de se fazer. Talvez não sejam estações para iniciantes, como as da América do Sul, uma vez que a grande maioria das pistas são vermelhas ou pretas. Mas são ótimas para famílias, crianças e para quem quer esquiar na boa, sem filas nos lifts e sem se perder.</p>
<p>E come-se muito bem na pista, em especial no <a href="http://www.gallocedrone.com/Intro_Estate.htm">refúgio Gallo Cedrone</a> (o spaghetti a carbonara é maravilhoso), bem no alto da estação em Sesto, a 2150m de altitude, e no Rudi, onde se chega com o funicular na Croda Rossa, onde as pistas são também mais radicais. Às quintas-feiras, na Croda Rossa, há uma corrida noturna de 5 km em trenós individuais, descendo a montanha com uma lanterna no capacete, que só pode ser feita à base de muita grappa (aguardente de uva que parece uma cachaça).</p>
<div id="attachment_909" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><a href="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2010/01/img_3405.jpg"><img class="size-full wp-image-909" title="IMG_3405" src="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2010/01/img_3405.jpg?w=500&#038;h=332" alt="Parte da nossa turma: Xicco, meu tio, de vermelho, e os Sigrists, que já foram várias vezes e me convidaram" width="500" height="332" /></a><p class="wp-caption-text">Parte da nossa turma: o Xicco, meu tio, de vermelho, e os Sigrists, que já foram várias vezes e nos convidaram</p></div>
<p>Sesto tem algumas características interessantes para se esquiar, fora tudo isso já falado. Não é tão alta (a vila está a 1300m e o topo da estação a 2200m). Isso faz com que não seja tão fria e que tenha boa quantidade de árvores, tornando-a especialmente bonita e apresentando boas opções de caminhos por entre as árvores, para quem gosta. No mais, há uma série de vilazinhas históricas  que parecem saídas de contos de Natal, como Brunico e San Candido (Innichen, em alemão), esta última a apenas 6 km de Sesto.</p>
<p>O custo? A diária no <a href="www.monika.it">Hotel Monika</a> fica na casa dos 80-110 Euros na baixa temporada, com meia pensão (exceto bebidas, mas os vinhos são honestos em preço, ainda que Barolos, Barberas, Brunellos, Chiantis, Tignanellos, Nero D’Avolas, etc, entre 20 e 60 euros a garrafa) – e que meia pensão! O aluguel do equipamento e o ski-pass para seis dias ficaram em cerca de 240 euros por pessoa. Mesmo com passagem e aluguel de carro se bobear fica mais barato do que ir para a América do Sul, com estações lotadas, cheias de snowboarders, gente nada a ver, etc. etc.  Só não é tão prático ir e não serve para quem quer badalação (ainda bem).</p>
<div id="attachment_911" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><a href="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2010/01/img_3425.jpg"><img class="size-full wp-image-911" title="IMG_3425" src="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2010/01/img_3425.jpg?w=500&#038;h=332" alt="Do alto do Gallo Cedrone: as Dolomitas, o Vale lá embaixo e a vilazinha" width="500" height="332" /></a><p class="wp-caption-text">Do alto do Gallo Cedrone, no Monte Elmo: as Dolomitas, o vale lá embaixo, e a vilazinha</p></div>
<p>Enfim, Sesto e o Hotel Monika são opções <em>low profile</em>, sem badalação ou ostentação, mas com ótimo bom gosto e esqui tranquilo. E a viagem em si é um atrativo a mais. No nosso caso, na ida chegamos direto via Munique, Alemanha, cruzamos a Aústria passando pela bela Innsbruck, para então chegarmos em Sesto (umas 5 horas de viagem, com muita neve). Na volta, optamos por estender um pouco mais a viagem, passando pela Salzburgo de Mozart, para então chegarmos em Munique.  O ponto alto desse trajeto é a “balsa de trem” que cruza um túnel de 10 km pelos Alpes e, ao se passar para o outro lado, depara-se co uma paisagem de cartão postal, com vilazinhas do Tirol em meio a montanhas nevadas.</p>
<p>Para finalizar: existem ótimos restaurantes na vila, como o <a href="www.gruenelaterne.it/it/willkommen-gruene-laterne-sexten-sesto.asp?MAID=279&amp;LG=2&amp;APP=8&amp;NKey=welcome">Lanterna Verde</a>, quase do lado do hotel, que tem um cervo para se comer ajoelhado, e o Zum Hans, na vizinha Moos, onde jantei na última noite, regado a um belo Chianti, com alguém que tornaria o jantar especial mesmo que fosse um restaurantezinho qualquer…</p>
<p>Depois de passar uma semana por lá, entendi porque várias daquelas famílias já foram 2, 3, 5, 10, 20 ou mais vezes para Sesto, sempre na mesma época, a ponto de deixar as roupas de esqui no próprio hotel, tanta é a certeza que voltarão no ano seguinte. A princípio sem grandes expectativas, talvez tenha sido a viagem mais gostosa que fiz. E ainda tivemos muita sorte com o tempo: nevou de véspera e depois abriu esse sol, com temperaturas entre 0 e -10 graus o tempo todo. Até 2011!!</p>
<div id="attachment_910" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><a href="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2010/01/img_3357.jpg"><img class="size-full wp-image-910" title="IMG_3357" src="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2010/01/img_3357.jpg?w=500&#038;h=332" alt="Sesto" width="500" height="332" /></a><p class="wp-caption-text">Detalhe de Sesto (ou quase tudo dela)</p></div>
<div id="attachment_915" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><a href="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2010/01/img_3445.jpg"><img class="size-full wp-image-915" title="IMG_3445" src="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2010/01/img_3445.jpg?w=500&#038;h=332" alt="" width="500" height="332" /></a><p class="wp-caption-text">Sesto de noite: faz frio...</p></div>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/marcelopcarvalho.wordpress.com/906/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/marcelopcarvalho.wordpress.com/906/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/marcelopcarvalho.wordpress.com/906/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/marcelopcarvalho.wordpress.com/906/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/marcelopcarvalho.wordpress.com/906/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/marcelopcarvalho.wordpress.com/906/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/marcelopcarvalho.wordpress.com/906/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/marcelopcarvalho.wordpress.com/906/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/marcelopcarvalho.wordpress.com/906/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/marcelopcarvalho.wordpress.com/906/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/marcelopcarvalho.wordpress.com/906/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/marcelopcarvalho.wordpress.com/906/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/marcelopcarvalho.wordpress.com/906/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/marcelopcarvalho.wordpress.com/906/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=blog.oquederevier.com&amp;blog=5679249&amp;post=906&amp;subd=marcelopcarvalho&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>2009: Balanço Final</title>
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		<pubDate>Thu, 24 Dec 2009 13:26:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>marcelopcarvalho</dc:creator>
				<category><![CDATA[Arte]]></category>
		<category><![CDATA[carreira]]></category>
		<category><![CDATA[Empreendedorismo]]></category>
		<category><![CDATA[fotografia]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Pessoas]]></category>
		<category><![CDATA[Poesia]]></category>
		<category><![CDATA[Viagens]]></category>
		<category><![CDATA[Drummond]]></category>
		<category><![CDATA[Promessas de ano novo]]></category>

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		<description><![CDATA[Constato constrangido e meio perplexo: nesse ano que passou eu não cumpri a maior parte das metas que havia traçado ao final de 2008. Algumas não consegui cumprir, outras não quis; mudaram as premissas, o que está ok, afinal não me parece nada bom ter sua vida programada como um jogo de computador, imune a [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=blog.oquederevier.com&amp;blog=5679249&amp;post=888&amp;subd=marcelopcarvalho&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Constato constrangido e meio perplexo: nesse ano que passou eu não cumpri a maior parte das metas que havia traçado ao final de 2008. Algumas não consegui cumprir, outras não quis; mudaram as premissas, o que está ok, afinal não me parece nada bom ter sua vida programada como um jogo de computador, imune a surpresas que são sempre o tempero da vida, sejam boas ou más.</p>
<p>Mas não estive parado, e só se esbarra em algo novo quando se está em movimento. Aliás, me movimentei: dentro daquilo que pude contabilizar, foram 25 viagens aéreas dentro do Brasil e 5 no exterior, quase tudo a trabalho, mas nunca se está 100% a trabalho, não?: lá fora, fui para Austrália, Espanha, Chile, Alemanha  e Estados Unidos. Gosto de viajar e acho que cada vez mais as viagens farão parte do que faço. A vida acontece fora do meu escritório, é fora que tenho a inspiração e obtenho a renovação e a energia para enfrentar o dia-a-dia e para me reinventar.</p>
<p>O que mais fiz em 2009?</p>
<p>Passei a levar mais a sério o hobby da fotografia, fazendo dois cursos, lendo a respeito, praticando. É uma atividade da qual extraio grande prazer. Pode parecer idiota, mas o efeito que uma foto bem tirada gera, ou um elogio a ela feito por outras pessoas, tem maior impacto em mim hoje do que um trabalho bem feito ou um elogio ao trabalho bem feito. Talvez por já ser de certa forma reconhecido pelo que faço, e a fotografia é um desafio novo. Ainda não sei.</p>
<p>(Tenho certeza que a demanda por fotografia vai aumentar muito no mundo: todo mundo gosta é a única forma de arte que você não precisa ter uma habilidade específica e muito treino até produzir  algo razoável – a fotografia vai ser o futebol das artes, acredite).</p>
<p>Trabalhei menos, mas de forma mais inteligente e sem deixar que coisas pequenas adquirissem uma proporção maior do que representavam. Depois de uns coices da vida, você aprende a relativizar os problemas, fica mais humilde também. Os resultados vieram, não só por isso, claro. Com ou sem crise, foi nosso melhor ano e de certa forma é uma vitória perceber que uma fase de ajustes difíceis na vida pessoal não atrapalhou significativamente a vida profissional. E, mais importante, chego ao final do ano com novos projetos e ideias.</p>
<p>Conheci pessoas novas, menos talvez do que talvez devesse conhecer, mas cada um de nós tem seu ritmo e suas premissas, e sair totalmente deles nem sempre é o melhor caminho. Reforcei laços profissionais, de amizade e familiares, talvez menos do que devesse, mas sei que fui na direção certa; fiz uma viagem com três velhos amigos da época da faculdade, coisa que pouca gente pode fazer ou, mesmo que possa, não faz.</p>
<p>Aliás, se há uma sensação que me acompanha nesse final de ano, talvez construída ao longo de um ano de certa forma introspectivo, de pausa para balanço, é que podemos fazer bem mais do que efetivamente fazemos, seja pessoalmente, socialmente, profissionalmente. É fácil nos acomodarmos, envelhecermos o espírito. O único medo que realmente tenho é o da acomodação, que é uma espécie de jogar de toalhas quando a luta nem começou, ou está apenas em seu início. Quantas coisas estão ao nosso alcance e não fazemos, procrastinamos, acordamos mais tarde, deixamos para amanhã ou depois de amanhã, ou apenas não temos e nunca vamos ter a energia para nos movimentarmos?</p>
<p>Não sei quais são as metas que terei para 2010. Só sei que terei uma regra: manter a peteca no alto, manter as exigências em alto grau, mas no sentido saudável, e fazer tudo aquilo que sei que posso e quero fazer.  Vejo à minha frente uma folha de papel a ser desenhada, a meu lado as ferramentas que preciso e constato que tenho as habilidades e a disposição para preenchê-la.</p>
<p>Obrigado a todos que frequentaram esse espaço em 2009; estaremos juntos em 2010. Obrigado aos que tiveram paciência comigo, os que acreditaram em mim e me incentivaram. Obrigado a todos que cruzaram meu caminho e deixaram, de uma forma ou de outra, sua contribuição.</p>
<p>Antes de terminar, uma menção especial ao Schummacher, 40 anos, e que volta a Fórmula 1 em 2010 competindo de igual para igual com os garotos. Como em 2010 também faço 40 (apesar de me sentir com 20), torço pelo sucesso dele, que mostra que mais do que idade, o que conta mesmo é a vontade e a cabeça. Sucesso pra nós em 2010, Schummacher!</p>
<p>Frase final do poema Receita de Ano Novo,  do Drummond: “É dentro de você que o Ano Novo cochila e espera desde sempre.” Bela frase, vamos pensar nela; vale mais do que mil promessas e metas que ficarão nas gavetas.</p>
<p>PS: “When you make a difference, you also make a connection”. Essa frase de Seth Godin está no e-book gratuito que ele produziu junto com mais de setenta “grandes pensadores”, como ele diz, a respeito de temas importantes para pensarmos para 2010. <a href="http://sethgodin.typepad.com/seths_blog/2009/12/what-matters-now-get-the-free-ebook.html">Faça o download aqui</a>, vale a pena.</p>
<p><strong>Receita de ano novo &#8211; Carlos Drummond de Andrade</strong></p>
<p><em>Para você ganhar belíssimo Ano Novo<br />
cor do arco-íris, ou da cor da sua paz,<br />
Ano Novo sem comparação com todo o tempo já vivido<br />
(mal vivido talvez ou sem sentido)<br />
para você ganhar um ano<br />
não apenas pintado de novo, remendado às carreiras,<br />
mas novo nas sementinhas do vir-a-ser;<br />
novo<br />
até no coração das coisas menos percebidas<br />
(a começar pelo seu interior)<br />
novo, espontâneo, que de tão perfeito nem se nota,<br />
mas com ele se come, se passeia,<br />
se ama, se compreende, se trabalha,<br />
você não precisa beber champanha ou qualquer outra birita,<br />
não precisa expedir nem receber mensagens<br />
(planta recebe mensagens?<br />
passa telegramas?)</em></p>
<p><em><br />
Não precisa<br />
fazer lista de boas intenções<br />
para arquivá-las na gaveta.<br />
Não precisa chorar arrependido<br />
pelas besteiras consumidas<br />
nem parvamente acreditar<br />
que por decreto de esperança<br />
a partir de janeiro as coisas mudem<br />
e seja tudo claridade, recompensa,<br />
justiça entre os homens e as nações,<br />
liberdade com cheiro e gosto de pão matinal,<br />
direitos respeitados, começando<br />
pelo direito augusto de viver.</em></p>
<p><em><br />
Para ganhar um Ano Novo<br />
que mereça este nome,<br />
você, meu caro, tem de merecê-lo,<br />
tem de fazê-lo novo, eu sei que não é fácil,<br />
mas tente, experimente, consciente.<br />
É dentro de você que o Ano Novo<br />
cochila e espera desde sempre.</em></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/marcelopcarvalho.wordpress.com/888/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/marcelopcarvalho.wordpress.com/888/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/marcelopcarvalho.wordpress.com/888/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/marcelopcarvalho.wordpress.com/888/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/marcelopcarvalho.wordpress.com/888/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/marcelopcarvalho.wordpress.com/888/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/marcelopcarvalho.wordpress.com/888/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/marcelopcarvalho.wordpress.com/888/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/marcelopcarvalho.wordpress.com/888/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/marcelopcarvalho.wordpress.com/888/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/marcelopcarvalho.wordpress.com/888/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/marcelopcarvalho.wordpress.com/888/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/marcelopcarvalho.wordpress.com/888/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/marcelopcarvalho.wordpress.com/888/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=blog.oquederevier.com&amp;blog=5679249&amp;post=888&amp;subd=marcelopcarvalho&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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