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	<title>O que der e vier</title>
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	<description>Idéias, pensamentos e impressões, por Marcelo Pereira de Carvalho</description>
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		<title>Um mundo de conexões…será mesmo?</title>
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		<pubDate>Tue, 09 Mar 2010 15:08:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>marcelopcarvalho</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A revista The Economist publicou, ao final de janeiro, um especial a respeito da transformação que as redes sociais vêm exercendo na vida das pessoas e nos negócios. “A World of Connections”, era o título do especial, muito bem escrito, como sempre se espera da Economist.
De fato, as conexões digitais marcam de forma cada vez [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=blog.oquederevier.com&blog=5679249&post=972&subd=marcelopcarvalho&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A revista The Economist publicou, ao final de janeiro, um especial a respeito da transformação que as redes sociais vêm exercendo na vida das pessoas e nos negócios. “<a href="http://www.economist.com/specialreports/displaystory.cfm?story_id=9032088">A World of Connections</a>”, era o título do especial, muito bem escrito, como sempre se espera da Economist.</p>
<p>De fato, as conexões digitais marcam de forma cada vez mais intensa nosso modo de viver e de fazer negócios. Facebook, Twitter, Orkut, LinkedIn, Flickr…até o hoje já velho email! São as ferramentas que moldam nossas relações, nossas conexões. São elas que nos permitem nos conectarmos a pessoas próximas e a pessoas não tão próximas assim, muitas das quais não vemos há tantos anos que teríamos dificuldade de reconhecê-las na rua.</p>
<p>Somos parte, portanto, de uma grande engrenagem de conexões que nos coloca em contato com o mundo, criando uma sensação de proximidade e de pertencimento 24 horas por dia, 7 dias por semana.</p>
<p>Mas há preços a se pagar. Estar <em>full time</em> conectado a centenas de pessoas gera uma demanda de compromissos sociais (virtuais) que, obviamente, não têm condições de ser cumprida se não à custa da qualidade da interação.  Sempre tem alguém fazendo aniversário, escrevendo um post, publicando uma foto, etc., e faz parte do jogo interagir com esse conteúdo produzido pelos amigos. A solução, ainda que insconcientemente, é a brevidade,  a rapidez e, claro, a superficialidade.</p>
<p>Aliado a essa demanda virtual que desemboca em pessoas de carne e osso, cujo dia continua tendo 24 horas, há esse mundo frenético de hoje, em que a multiplicidade de compromissos e tarefas faz com que estejamos sempre correndo atrás, numa ansiedade crescente sem solução aparente, uma vez que a velocidade da informação só se faz aumentar. É um email atrás do outro, uma demanda atrás da outra, de forma tão efêmera que tudo parece igual em importância: são, no final, demandas que precisam ser “ticadas”, sejam elas quais forem, pessoais ou profissionais (e viva os gurus e manuais da gestão do tempo, o melhor negócio do mundo: demanda crescente e sem solução; sempre haverá mercado…).</p>
<p>E o irônico disso tudo é que, salvo poucas exceções, não estamos criando um legado que justifique essa dedicação desmedida ao resultado. Ou estamos? Esse crime parece não compensar…</p>
<p>Temos, enfim, um mundo que, de um lado, nos leva ao distanciamento entre as pessoas, ao cada um por si (cuide do seu que eu cuido do meu e assim a coisa supostamente anda) e, de outro, uma ferramenta que permite aparentemente compensar esse distanciamento crescente imposto aos poucos, por nós mesmos, sem percebermos. O casamento da fome com a vontade de comer!</p>
<p>Jeffrey Cole, um dos maiores especialistas da internet, disse que  algo que ninguém previu foi a explosão das redes sociais, essa necessidade global de se comunicar com seus pares e de gerar “conteúdo”. Pois me parece claro que o sucesso das redes sociais está muito ligado ao individualismo das últimas décadas: é, na verdade, a resposta possível da espécie a ele. Somos, biologicamente, uma espécie gregária, que assim sobreviveu e evoluiu. Temos necessidade do contato. As redes sociais são a versão moderna do bando, do coletivo, necessário à sobrevivência.</p>
<p>Mas não há almoço grátis: a quantidade desse contato superficial não substitui  a qualidade do contato à moda antiga, certamente presente em menor número, mas em intensidade muito maior. Edu Lobo, no filme sobre a vida do Vinicius (coincidentemente, menciono novamente o filme, mas é realmente emblemático para alguns dos argumentos aqui colocados), disse que Vinicius era do tipo que “ligava para saber como as pessoas estavam”. Você imaginou hoje alguém ligando para o outro para saber como a pessoa está, sem algum motivo especial? Qual foi a última vez que alguém lhe ligou para perguntar como você estava, assim, do nada? E qual foi a última vez que você ligou para alguém com esse propósito? No mundo de hoje, esse comportamento é altamente improvável, exceto talvez para alguém que tenha muito tempo livre ou que não faça parte desse mundo.  O que temos, na verdade, é o oposto: gasta-se 30 segundos ou menos para dar parabéns por email, por exemplo, ou via Facebook, e estamos resolvidos (isso quando lembramos do aniversário); cumprimos nossas obrigações para com nossos amigos, ou para com nossa rede de contatos, para usar o termo mais correto hoje (não que eu seja diferente, que fique claro…).</p>
<p>A profusão de contatos superficiais e efêmeros na verdade disfarça, sem pesar a consciência de ninguém, o enorme fosso que vai se formando na vida afetiva das pessoas: o acúmulo de não-contato  E, quanto maior esse fosso, mais as pessoas tentam compensar mergulhando nas redes coletivas, tarefa em muito facilitada pelos celulares, que nos colocam em “contato” com o mundo o tempo todo. São, enfim, milhões e milhões de pessoas solitárias mas solidárias nessa solidão, tentando criar sentido ao enviar mensagens de 140 caracteres e textos curtos recheados de pontos de exclamação e ícones de sorrisos, etc., substitutos meio tortos da interação cara a cara, olho no olho. Ou, vá lá, via telefone, uma forma de contato que hoje em alguns casos já passa a ser luxo.</p>
<p>Claro que tem o lado positivo disso tudo. As redes sociais e a comunicação digital como um todo permitem que se acompanhe a vida de muitas pessoas próximas, de uma forma que seria impossível por outras vias. Ainda que de forma superficial, você pode dar um “oi” para quem não é tão próximo. É possível conhecer pessoas legais, que passam a fazer parte de sua rede de amigos. E, claro, tem gente (muita) que acaba casando com alguém que conheceu online. Porém, a crítica que faço é que essa vantagem está, conscientemente ou não, sendo ampliada para muito além de seu uso saudável. Está se constituindo no substituto das interações que moldaram as relações humanas. E isso não me parece bom.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/marcelopcarvalho.wordpress.com/972/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/marcelopcarvalho.wordpress.com/972/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/marcelopcarvalho.wordpress.com/972/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/marcelopcarvalho.wordpress.com/972/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/marcelopcarvalho.wordpress.com/972/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/marcelopcarvalho.wordpress.com/972/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/marcelopcarvalho.wordpress.com/972/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/marcelopcarvalho.wordpress.com/972/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/marcelopcarvalho.wordpress.com/972/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/marcelopcarvalho.wordpress.com/972/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=blog.oquederevier.com&blog=5679249&post=972&subd=marcelopcarvalho&ref=&feed=1" />]]></content:encoded>
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		<title>Olhando fora da caixa para procurar mercados não atendidos</title>
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		<pubDate>Fri, 19 Feb 2010 20:10:17 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[No final do ano passado, fui convidado a conhecer uma empresa que atua no ramo de food service. A empresa fabrica diversos produtos com ingredientes lácteos e comercializa principalmente para padarias.
Não é uma empresa pequena; faturamento de algumas centenas de milhões de reais por ano, tendo sido eleita no último anuário da Exame como a [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=blog.oquederevier.com&blog=5679249&post=970&subd=marcelopcarvalho&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>No final do ano passado, fui convidado a conhecer uma empresa que atua no ramo de food service. A empresa fabrica diversos produtos com ingredientes lácteos e comercializa principalmente para padarias.</p>
<p>Não é uma empresa pequena; faturamento de algumas centenas de milhões de reais por ano, tendo sido eleita no último anuário da Exame como a melhor empresa do setor lácteo.</p>
<p>O interessante é que, até 2 anos atrás, a empresa dependia de uns poucos clientes do setor alimentício, com alto poder de barganha. Por iniciativa do gerente comercial, resolveram testar um serviço de telemarketing colocando uma vendedora telefonando para padarias. O resultado foi promissor e, hoje, passado apenas esse tempo, a empresa tem mais de 150 funcionárias fazendo vendas ativas via fone e atendendo um enorme e pulverizado mercado. De menos de uma centena de clientes, passou a lidar com dezenas de milhares.</p>
<p>Claro que é louvável conseguir fazer uma mudança como essa em uma empresa de grande porte. Imaginem a mudança completa na força de vendas, no perfil do cliente, na logística. Na verdade, pode-se dizer que em 2 anos a empresa se reinventou, mudando de mercado. É manobrar um transatlântico numa banheira, e eles conseguiram.</p>
<p>Mas o que chamou mais a atenção não foi isso. Foi o fato da empresa ter detectado um mercado potencial, não atendido satisfatoriamente, e simplesmente começar a telefonar para esses potenciais clientes, oferecendo amostras. Não parece algo simplório do ponto de vista de estratégia comercial? Pode até ser, mas o fato é que a empresa investigou uma possibilidade, foi lá e fez. Olhou para fora da caixa.</p>
<p>Fiquei pensando nas estratégias e produtos mirabolantes, na competição sangrenta com os concorrentes no dia-a-dia, quando existe, ali do lado, um mercado quase virgem, inexplorado e com alto potencial de receita e lucratividade.  Quantos gestores param para olhar seu negócio de cima, sem as urgências e vícios da rotina, e se dão ao trabalho de perscrutar oportunidades que ninguém está vendo e que muitas vezes são até banais?</p>
<p>PS: Lembrei-me do livro A Estratégia do Oceano Azul, que se encaixa muito bem nesse conceito.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/marcelopcarvalho.wordpress.com/970/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/marcelopcarvalho.wordpress.com/970/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/marcelopcarvalho.wordpress.com/970/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/marcelopcarvalho.wordpress.com/970/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/marcelopcarvalho.wordpress.com/970/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/marcelopcarvalho.wordpress.com/970/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/marcelopcarvalho.wordpress.com/970/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/marcelopcarvalho.wordpress.com/970/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/marcelopcarvalho.wordpress.com/970/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/marcelopcarvalho.wordpress.com/970/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=blog.oquederevier.com&blog=5679249&post=970&subd=marcelopcarvalho&ref=&feed=1" />]]></content:encoded>
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		<title>Certa tarde em Guangzhou</title>
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		<pubDate>Fri, 12 Feb 2010 22:08:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>marcelopcarvalho</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Aconteceu há quase 5 anos, quando a turma do MBA estava fazendo viagem de duas semanas a China. Era a primeira viagem organizada pela FIA para este país; as expectativas eram grandes. Logo no começo, tivemos um final de tarde livre e um pequeno grupo resolveu andar por um parque nas imediações do hotel. Guangzhou, [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=blog.oquederevier.com&blog=5679249&post=968&subd=marcelopcarvalho&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Aconteceu há quase 5 anos, quando a turma do MBA estava fazendo viagem de duas semanas a China. Era a primeira viagem organizada pela FIA para este país; as expectativas eram grandes. Logo no começo, tivemos um final de tarde livre e um pequeno grupo resolveu andar por um parque nas imediações do hotel. <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Guangzhou">Guangzhou</a>, antiga Cantão, fica no sul da China, mais ou menos perto de Hong Kong (falando nisso, me lembrei de uma história nossa de Hong Kong que vou contar depois&#8230;haha). Estava quente, absurdamente quente, e muito úmido, mas muito mesmo. Uma verdadeira sauna.</p>
<p>Depois de caminhar um tanto, vimos um campo de futebol, de areia, onde jogavam uns chineses, todos de chuteira, meião, e tudo o mais, devendo ter uns  18 anos em média, ou no máximo.</p>
<p>Não podendo ver uma bola, sugeri para o nosso grupo desafiar os chineses – estávamos em cinco, alguns de calça comprida, outros de sapato ou chinelo. A ideia seria jogar só 5 minutos para tirar uma foto e depois contar para o resto da turma. E, de qualquer forma, chinês é a princípio ruim de bola….</p>
<p>A conversa foi complicada, porque eles não falavam inglês e nós, obviamente, não éramos versados em mandarim. Mas a língua do futebol é universal e logo estávamos nos entendendo.</p>
<p>Quando viram que éramos do Brasil, os chineses assustaram e já iam desistindo do confronto das duas potências, até que um deles deu uma olhada melhor em nossa equipe e convenceu os outros a jogar. Certamente não éramos o que eles estavam acostumados a ver em se tratando de futebol brasileiro.</p>
<p>Os chineses, jogando em casa e, em plena forma, começaram o jogo a mil; logo estava 2&#215;0 e rapidamente esquecemos os cinco minutos  previstos; de repente, estávamos numa batalha campal pela nossa honra. De uma forma ou de outra, sendo malandro em alguns momentos, conseguimos equilibrar a partida. Lembro até hoje que, quando um chinês tentou me driblar, e chutei para a lateral e xinguei: “Aqui não, seu chinês filho da puta!” Depois de 1 hora, completamente exaustos, achamos por bem encerrar a brincadeira com o diplomático placar de 4&#215;4.</p>
<p>Como eu estava de sapato, optei por jogar descalço naquele campo de areia e pedregulho. Foi só no final que percebi que alguma coisa com meus pés não estava boa…quando olhei, a sola de cada pé tinha uns 3 buracos em carne viva, do tamanho de uma moeda de um real, cheios de areia. Ardia…</p>
<p>Passei o resto da viagem de chinelo, sentindo a cada dia a reprovação visual do coordenador da viagem. Afinal, éramos executivos a trabalho e não moleques de férias (pelo menos a princípio…). Na cidade seguinte, em Shanghai, precisei ir ao médico porque as feridas haviam inflamado, o que era de se esperar considerando o calor, a umidade e o local, impossível de se cicatrizar a não ser que eu ficasse deitado o dia todo.</p>
<p>A dor passa, a ferida cicatriza, e ficam as lembranças. É curioso: analisando hoje, essa é mesmo a melhor lembrança da viagem.</p>
<p>Desde então, muitas outras turmas se passaram e foram para a China; centenas de alunos se sucederam.  Mas, certa vez, alguém lá da coordenação do curso me disse que a façanha da turma 26 é lembrada até hoje: aquela foi a turma que, numa certa tarde de junho, fez algo único, fora do roteiro e, com isso, fez a diferença, deixando sua marca. <em>Think about it!</em></p>
<p>(Se alguém do MBA que estava lá ler esse texto, pode confirmar!)</p>
<div id="attachment_966" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><a href="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2010/02/copy-of-futebol-010.jpg"><img class="size-full wp-image-966" title="Copy of futebol 010" src="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2010/02/copy-of-futebol-010.jpg?w=500&#038;h=375" alt="" width="500" height="375" /></a><p class="wp-caption-text">O estado do time brasileiro após a partida</p></div>
<div id="attachment_967" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><a href="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2010/02/futebol-006.jpg"><img class="size-full wp-image-967" title="futebol 006" src="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2010/02/futebol-006.jpg?w=500&#038;h=375" alt="" width="500" height="375" /></a><p class="wp-caption-text">Tentando diálogo com os nativos</p></div>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/marcelopcarvalho.wordpress.com/968/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/marcelopcarvalho.wordpress.com/968/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/marcelopcarvalho.wordpress.com/968/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/marcelopcarvalho.wordpress.com/968/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/marcelopcarvalho.wordpress.com/968/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/marcelopcarvalho.wordpress.com/968/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/marcelopcarvalho.wordpress.com/968/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/marcelopcarvalho.wordpress.com/968/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/marcelopcarvalho.wordpress.com/968/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/marcelopcarvalho.wordpress.com/968/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=blog.oquederevier.com&blog=5679249&post=968&subd=marcelopcarvalho&ref=&feed=1" />]]></content:encoded>
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		<title>Lideranças devem ficar maior parte do tempo fora do trabalho</title>
		<link>http://blog.oquederevier.com/2010/02/11/liderancas-devem-ficar-maior-parte-do-tempo-fora-do-trabalho/</link>
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		<pubDate>Thu, 11 Feb 2010 23:12:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>marcelopcarvalho</dc:creator>
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		<description><![CDATA[As lideranças nas empresas devem permanecer a maior parte, ou pelo menos metade do tempo, fora de seus escritórios. São várias as razões para isso.
A mais evidente é que, fora do seu local de trabalho, o líder não tem como (ou tem menos chance de) ficar imerso na resolução de problemas e coisas do dia-a-dia [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=blog.oquederevier.com&blog=5679249&post=964&subd=marcelopcarvalho&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>As lideranças nas empresas devem permanecer a maior parte, ou pelo menos metade do tempo, fora de seus escritórios. São várias as razões para isso.</p>
<p>A mais evidente é que, fora do seu local de trabalho, o líder não tem como (ou tem menos chance de) ficar imerso na resolução de problemas e coisas do dia-a-dia que o impedem de fazer o que ele realmente precisa fazer: conhecer o seu mercado, ter ideias, criar a visão de futuro (e fazer tudo isso se materializar em ações).</p>
<p>Estando fora, ele precisa aprender a delegar e, junto com isso, desenvolver uma equipe que tenha condições de fazer bem feita a rotina diária. Esse é um passo crítico para qualquer organização que pretenda crescer, afinal não há como microgerenciar eternamente, principalmente quando a empresa cresce.</p>
<p>Uma outra razão para que se gaste sola de sapato – talvez até mais importante do que a primeira – é que o mundo acontece fora do escritório e não dentro dele. É fora que estão os clientes, os concorrentes, o mercado. Apesar da internet, do celular e de tudo o mais facilitando a comunicação, os negócios são feitos a partir de uma confiança e de um entendimento gerados no contato pessoal. Claro que se pode manter clientes à distância, mas não conheço nenhum caso de um trabalho B2B consistente que não envolveu primeiro encontros e estreitamento da relação entre os envolvidos. Os negócios não são feitos entre empresas, são feitos entre pessoas.</p>
<p>Também,  para que se tenha novas ideias e se detecte oportunidades, é fundamental sair da rotina diária e abrir os olhos. É muito provável que uma nova ideia surja de algo completamente diferente,  somente encontrado quando se abre espaço para o acaso, para o novo. E só se esbarra em algo novo quando se está em movimento.</p>
<p>Além disso, evitando-se a rotina diária, a mente fica mais livre e aberta a receber estímulos que podem se converter em ideias e projetos. É comum depois de uma viagem, ainda que curta, de um dia ou dois, o líder voltar para empresa com novidades, às vezes óbvias, mas que por alguma razão foram sufocadas pelas atribuições do dia-a-dia.</p>
<p>O que é necessário, uma vez tendo consciência da importância de se ficar parte do tempo na rua, é ter uma estrutura interna que possibilidade a transformação desses insights em projetos que são executados. E isso nem sempre é fácil de se conseguir.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/marcelopcarvalho.wordpress.com/964/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/marcelopcarvalho.wordpress.com/964/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/marcelopcarvalho.wordpress.com/964/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/marcelopcarvalho.wordpress.com/964/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/marcelopcarvalho.wordpress.com/964/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/marcelopcarvalho.wordpress.com/964/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/marcelopcarvalho.wordpress.com/964/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/marcelopcarvalho.wordpress.com/964/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/marcelopcarvalho.wordpress.com/964/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/marcelopcarvalho.wordpress.com/964/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=blog.oquederevier.com&blog=5679249&post=964&subd=marcelopcarvalho&ref=&feed=1" />]]></content:encoded>
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		<title>Sobre ter altas expectativas a respeito das coisas</title>
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		<comments>http://blog.oquederevier.com/2010/02/02/sobre-ter-altas-expectativas-a-respeito-das-coisas/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 02 Feb 2010 22:50:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>marcelopcarvalho</dc:creator>
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		<description><![CDATA[É melhor ter altas ou baixas expectativas a respeito das coisas? Esse assunto me veio à tona ultimamente em algumas situações específicas e achei que dava para escrever um post. Vou tentar.
Para responder à questão, é preciso primeiro defini-la: melhor em que sentido? No que se refere aos resultados alcançados, parece lógico (e há trabalhos [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=blog.oquederevier.com&blog=5679249&post=957&subd=marcelopcarvalho&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>É melhor ter altas ou baixas expectativas a respeito das coisas? Esse assunto me veio à tona ultimamente em algumas situações específicas e achei que dava para escrever um post. Vou tentar.</p>
<p>Para responder à questão, é preciso primeiro defini-la: melhor em que sentido? No que se refere aos resultados alcançados, parece lógico (e há trabalhos mostrando) que quanto maior a expectativa, melhor tende a ser o resultado final. O fato é que o mundo não te dá mais do que você pede a ele, pelo menos na maior parte das situações. Assim, quem espera muito da vida (não no sentido passivo da espera), tende a ir mais longe. “Nothing ventured, nothing gained”. And that’s it. Ao menos potencialmente.</p>
<p>Um estudo feito pelos psicólogos americanos Sydney Siegel e Lawrence Fouraker demonstrou que a expectativa elevada (ou, nesse caso, a meta) influencia o resultado. Eles dividiram voluntários em dois grupos. Em ambos foi passado que teriam de vender um certo produto e caso atingissem a meta pré-estabelecida, eles poderiam ficar com o lucro obtido e passariam a uma segunda rodada. A diferença foi que, para o primeiro grupo, foi passada uma meta de <strong>2,10 dólares</strong> enquanto que, para o segundo grupo, a meta estabelecida mais ambiciosa, <strong>6,10 dólares</strong>. Muitos vendedores dos dois grupos atingiram a meta, mas no segundo grupo o lucro médio foi de <strong>6,25 dólares</strong> enquanto que no primeiro grupo, de meta mais modesta, o lucro médio foi de apenas <strong>3,35 dólares</strong>. Nesse caso, a expectativa foi gerada externamente, mas pouco importa: resultou em desempenho superior.</p>
<p>Empresas mais ambiciosas, pessoas mais ambiciosas, tendem a ir mais longe porque se motivam a obter mais do mundo, desde que suas metas sejam realistas. A Teoria das Expectativas de Vroom sugere que a motivação, isto é, o <em>motivo para ação</em>,  depende do produto entre a Valência = vontade que alguém tem de obter algo, o que é dado pela relevância que esse algo tem para ela, e a Expectativa da se atingir esse algo. Expectativa, nesse caso, significa o quanto a pessoa acredita que de fato possa atingir esse objetivo.</p>
<p>Assim, se alguém não tem objetivo de alcançar algo (valência zero) o produto será zero e não haverá motivação. Ela não sairá do lugar. Da mesma forma, ainda que a valência seja elevada, se a expectativa de se atingir esse algo for zero, também não haverá estímulo para se mover. Exemplo: você pode querer ser campeão mundial de Fórmula 1, mas se considerar que essa meta não pode ser atingida por não ser realista, então não terá motivação para persegui-la.</p>
<p>Desta forma, pessoas com expectativas mais altas, ou metas mais elevadas, pessoais ou profissionais, se motivarão a conquistar essas metas, desde que tenham real expectativa de consegui-las. Nesse ponto, há pessoas que, pela análise convencional, estão “fora da realidade”, que acreditarão em metas que não são realistas &#8211; talvez uma forma de auto-engano &#8211; mas que terão motivação para alcançá-las. E, às vezes, conseguirão, surpreendendo a todos.</p>
<p>(Não sei porque, mas me lembrei agora daquela cena do filme <a href="http://www.meucinemabrasileiro.com/filmes/dois-filhos-de-francisco/dois-filhos-de-francisco.asp">Dois Filhos de Francisco</a>, em que o Francisco diz que queria tornar famosa a dupla formada pelos filhos [Zezé de Camargo e seu irmão que faleceu logo depois]. Ele comprou centenas de fichas telefônicas e ligou para a rádio seguidas vezes, até que a música deles foi selecionada entre as mais pedidas do dia. O resto é história, depois de muita água passada debaixo da ponte, claro&#8230;)</p>
<p>Até aí, tudo bem. Mas, voltando à pergunta original, e no aspecto pessoal, de satisfação? Será que ter expectativas elevadas, ainda que isso resulte em uma vida mais rica materialmente e mais cheia de “histórias para contar”, tornará alguém mais feliz do que aquele que se contenta com menos, seja no aspecto material, seja no aspecto pessoal?</p>
<p>Acredito que não.  Ou, pelo menos, provavelmente não. Se você esperava emagrecer 2 kg e emagreceu 4, ficará satisfeito. Mas se a expectativa era emagrecer 6&#8230;Com metas mais altas, a frustração está mais próxima e o tombo, maior. O paradoxo é que, provavelmente, aquele que quer emagrecer 6 kg, desde que seja uma meta realista, deve conseguir emagrecer mais do que aquele que tem meta de 4 kg. Assim, a expectativa alta gera resultado melhor, mas a chance de desapontamento é maior. Quanto maior o ganho potencial, maior o risco.</p>
<p>Mas e se expectativa elevada for cumprida? Terá esse indivíduo satisfação muito superior? Ainda assim, creio que aquele que tem expectativas elevadas a respeito da vida ficará em posição desfavorável no quesito satisfação. A expectativa elevada anda de mãos dadas com a necessidade contínua de querer sempre mais e melhor, empurrando a zona de satisfação sempre para frente. Nada é suficiente, nunca é suficiente.</p>
<p>Complementando o raciocínio acima, há ainda uma outra possível associação. Indivíduos com altas expectativas a respeito de tudo desconhecem que a vida não é feita de eras de felicidade, mas sim de momentos de felicidade, como disse Nietzsche. Essas pessoas talvez estejam sempre esperando o momento supremo, a pessoa perfeita, o emprego ideal – afinal esperam sempre o melhor de tudo – e sempre farão o possível para alcançá-los, para logo perceber – mais uma vez &#8211; que poderia ser melhor. Sempre poderia. Como escreveu <a href="http://www.releituras.com/vcarvalho_velhotemaI.asp">meu bisavô</a> em sua poesia mais famosa, “Velho Tema”:</p>
<p><em>Só a leve esperança, em toda a vida,<br />
Disfarça a pena de viver, mais nada;<br />
Nem é mais a existência, resumida,<br />
Que uma grande esperança malograda.</em></p>
<p><em>O eterno sonho da alma desterrada<br />
Sonho que a traz ansiosa e embevecida,<br />
É uma hora feliz, sempre adiada<br />
E que não chega nunca em toda a vida.</em></p>
<p><em>Essa felicidade que supomos,<br />
Árvore milagrosa que sonhamos<br />
Toda arreada de dourados pomos,</em></p>
<p><em> </em></p>
<p><em>Existe, sim: mas nós não a alcançamos<br />
Porque está sempre apenas onde a pomos<br />
E nunca a pomos onde nós estamos.</em></p>
<p>Já que falei do filme Dois Filhos de Francisco, vou citar uma das cenas finais, em que Zezé, já rico e famoso, volta para visitar o casebre em que morava com a família, antes de tudo acontecer. Se não me falha a memória, ele diz algo como “foi a época mais feliz da minha vida”&#8230;Pelo filme, percebe-se que ele é alguém com altas expectativas, foi lá e fez, mas pelo jeito não resolveu. Parece, olhando assim, que as expectativas elevadas são uma ilusão auto-imposta não para de fato conquistar grandes coisas, mas para tapar o sol com a peneira, resolver internamente aquilo que não está e não será resolvido. Quando não se consegue lidar com o presente, depositando no futuro e em suas conquistas a suposta satisfação permanente. “The best is always to come&#8230;.”.</p>
<p>Barry Schwartz, no seu ótimo <a href="http://blog.oquederevier.com/tag/barry-schwartz/">Paradoxo da Escolha</a>, mostra que o índice de depressão e suicídio nos indivíduos maximizadores é maior do que nos demais. Indivíduos maximizadores são aqueles que só se contentam com o melhor, isto é, possuem alta expectativa a respeito de tudo. Aqui, há ainda a correlação positiva entre ter altas expectativas e assumir para si a responsabilidade pelo fracasso, o que coloca um peso ainda maior para as frustrações. O maximizador é escravo de suas próprias expectativas.</p>
<p>Triste paradoxo. É provável que grande parte das contribuições feitas à história humana tenha sido feita por indivíduos que tinham altas expectativas. Afinal, não é fácil se destacar, criar algo novo, fazer a diferença. Citando a frase de Bernard Shaw (de novo estou citando Shaw!), “<em>há dois tipos de pessoas, aquelas que se adaptam ao mundo e aquelas que tentam adaptar o mundo a elas. Todo progresso vem necessariamente do segundo tipo”</em>.  Eles foram lá, e fizeram, contra tudo e contra todos.  E mudaram a ordem das coisas.</p>
<p>Mas talvez, dentro de si, aquele incômodo sempre continuou, de um lado, impulsionando-os a fazer mais e mais, de outra impedindo-os de usufruir daquilo que conquistaram. O legado que deixaram ao mundo é maior do que o que construíram para si mesmos.</p>
<p>E, claro, para cada um que fez história, quantos potenciais gênios, empresários, educadores revolucionários, se perderam e não foram nem uma sombra daquilo que poderiam ter sido, justamente pela frustação paralisante que se instalou ao perceberem o quão longe estavam de suas elevadas aspirações?</p>
<p>Nesse sentido, invejo aquele que se contenta com pouco, que se surpreende positivamente com cada mínima conquista, que quase nada espera a ponto de quase tudo servir. Esse, certamente, é mais feliz. Olhando por esse lado, no entanto, a felicidade me parece algo um tanto medíocre, uma monotonia pouco digna para justificar, de fato, o efêmero momento que representa nossa passagem por esse mundo.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/marcelopcarvalho.wordpress.com/957/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/marcelopcarvalho.wordpress.com/957/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/marcelopcarvalho.wordpress.com/957/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/marcelopcarvalho.wordpress.com/957/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/marcelopcarvalho.wordpress.com/957/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/marcelopcarvalho.wordpress.com/957/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/marcelopcarvalho.wordpress.com/957/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/marcelopcarvalho.wordpress.com/957/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/marcelopcarvalho.wordpress.com/957/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/marcelopcarvalho.wordpress.com/957/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=blog.oquederevier.com&blog=5679249&post=957&subd=marcelopcarvalho&ref=&feed=1" />]]></content:encoded>
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		<title>Algumas fotos selecionadas 2009/10, parte 2</title>
		<link>http://blog.oquederevier.com/2010/01/31/algumas-fotos-selecionadas-200910-parte-2/</link>
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		<pubDate>Sun, 31 Jan 2010 22:25:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>marcelopcarvalho</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Dando seqüência às fotos que selecionei de 2009/10, segue a segunda e última leva:
O mar e a menina: em San Francisco, passando rapidamente pela praia na frente do Fishermen’s Wharf, vi a menina, com o maiô roxo, o mar azul, a luz perfeita e…pronto, estava feita a foto. Uma bela foto. Canon T1i. A foto [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=blog.oquederevier.com&blog=5679249&post=948&subd=marcelopcarvalho&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Dando seqüência às fotos que selecionei de 2009/10, segue a segunda e última leva:</p>
<p><span style="text-decoration:underline;">O mar e a menina</span>: em San Francisco, passando rapidamente pela praia na frente do Fishermen’s Wharf, vi a menina, com o maiô roxo, o mar azul, a luz perfeita e…pronto, estava feita a foto. Uma bela foto. Canon T1i. A foto foi reenquadrada para melhorar a composição e teve pequenos ajustes.</p>
<p><a href="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2010/01/img_1322_2.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-947" title="IMG_1322_2" src="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2010/01/img_1322_2.jpg?w=500&#038;h=353" alt="" width="500" height="353" /></a></p>
<p><span style="text-decoration:underline;">As times goes by</span>: foi o por do sol mais bonito que já vi, depois de um dia nublado. De repente, ao final da tarde, como que por milagre, o céu foi clareando e sol foi acendendo as nuvens, até ficar inteiro vermelho. Tirei uma bela seqüência de fotos, que pode ser vista <a href="http://www.flickr.com/photos/marpcar/sets/72157621797049847/">aqui</a>. Nessa, tirei com 28 mm, de baixo para cima. A “modelo” bem no centro tapou o sol, evitando que a foto estourasse, e criou um efeito interessante. A impressão que dá é de movimento, com as nuvens convergindo em direção ao sol, atrás da modelo. Parece um pouco que o tempo está passando. Com a Canon Powershot SX10 IS. Sem tratamento.</p>
<p><a href="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2010/01/img_4878.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-949" title="IMG_4878" src="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2010/01/img_4878.jpg?w=500&#038;h=374" alt="" width="500" height="374" /></a></p>
<p><span style="text-decoration:underline;">Dreaming</span>: essa foto foi feita no rio Piracicaba, de noite, em uma saída do FotoClube. A luz verde é em função da iluminação na cachoeira véu da noiva, escondida atrás da folhagem. Com a exposição longa, de mais de 20 segundos, o rio revolto ficou parecendo um céu nublado, surreal em função do colorido. A pedra verde brilhante e a folhagem nos trazem de volta à realidade. Com a Canon T1i e tripé. A foto foi reenquadrada e foram feitas pequenas correções posteriores.</p>
<p><a href="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2010/01/img_2971.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-950" title="IMG_2971" src="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2010/01/img_2971.jpg?w=500&#038;h=330" alt="" width="500" height="330" /></a></p>
<p><span style="text-decoration:underline;">Formas</span>: Em Berlim, na Alexanderplatz, antiga Berlim Oriental. Fiz uma composição interessante utilizando a marquise apontando para o topo da torre de transmissão. A foto foi tirada bem de baixo dela, com 28 mm. Sem tratamento. Com a Canon Powershot SX10 IS.</p>
<p><a href="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2010/01/img_0353.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-951" title="IMG_0353" src="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2010/01/img_0353.jpg?w=500&#038;h=666" alt="" width="500" height="666" /></a></p>
<p><span style="text-decoration:underline;">Lavanda</span>: essa foto prova que a luz é tudo. No final de tarde,  surgiu uma bela luz, emoldurando no fundo quente os traços delicados da planta. O roxo, contrastado com o laranja do fundo, trasmite uma certa paz, pelo menos para mim. Os ramos nos levam a percorrer a diagonal, do canto esquerdo de baixo até as flores. Canon T1i, pequenos ajustes. Fazenda Campos do Serrano, São Bento do Sapucaí, SP.</p>
<p><a href="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2010/01/img_1530.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-952" title="IMG_1530" src="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2010/01/img_1530.jpg?w=500&#038;h=331" alt="" width="500" height="331" /></a></p>
<p><span style="text-decoration:underline;">Bailarinas</span>: outra que tirei do espetáculo de ballet. Estava bem longe e tirei com a lente 400 mm, no tripé. Gostei muito da luz dessa foto, destacando as bailarinas, que parecem flutuando. Piracicaba, SP. Canon T1i, sem tratamento.</p>
<p><a href="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2010/01/img_2031.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-953" title="IMG_2031" src="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2010/01/img_2031.jpg?w=500&#038;h=333" alt="" width="500" height="333" /></a></p>
<p><span style="text-decoration:underline;">Baía de Monterey</span>: essa foto eu confesso: foi a primeira da manhã e a longa noite anterior foi regada a Pinot Noir em um bar de Monterey, com amigos. Mas não é que o belo cipreste, contrastado com o céu em tons de cinza, ficou bonito? Canon Powershot SX10 IS, reenquadramento, B&amp;W e pequenos ajustes. Monterey, California.</p>
<p><a href="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2010/01/img_0868.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-954" title="IMG_0868" src="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2010/01/img_0868.jpg?w=500&#038;h=390" alt="" width="500" height="390" /></a></p>
<p><span style="text-decoration:underline;">Inverno nos Alpes</span>: essa foto eu tirei atrás do hotel em que fiquei na vila de Sesto, Itália, bem na fronteira com a Áustria. Ao fundo, as montanhas Dolomitas. A imagem transmite o frio do final de tarde, com os pinheiros escuros e a neve presente em tudo. O belo céu dá o contraponto. Canon T1i, com saturação do céu e retirada de parte das sombras do primeiro plano.</p>
<p><a href="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2010/01/img_32941.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-955" title="IMG_3294" src="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2010/01/img_32941.jpg?w=500&#038;h=333" alt="" width="500" height="333" /></a></p>
<p>É isso aí. Espero que 2010 traga mais fotos!</p>
<p>Se quiser ver a primeira série de 8 fotos que escolhi, <a href="http://blog.oquederevier.com/2010/01/26/algumas-fotos-selecionadas-200910-parte-1/">clique aqui</a>.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/marcelopcarvalho.wordpress.com/948/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/marcelopcarvalho.wordpress.com/948/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/marcelopcarvalho.wordpress.com/948/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/marcelopcarvalho.wordpress.com/948/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/marcelopcarvalho.wordpress.com/948/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/marcelopcarvalho.wordpress.com/948/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/marcelopcarvalho.wordpress.com/948/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/marcelopcarvalho.wordpress.com/948/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/marcelopcarvalho.wordpress.com/948/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/marcelopcarvalho.wordpress.com/948/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=blog.oquederevier.com&blog=5679249&post=948&subd=marcelopcarvalho&ref=&feed=1" />]]></content:encoded>
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		<title>Avatar merecia mais</title>
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		<pubDate>Fri, 29 Jan 2010 23:44:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>marcelopcarvalho</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Avatar]]></category>
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		<category><![CDATA[meio ambiente]]></category>

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		<description><![CDATA[Antes de escrever sobre Avatar, fiz uma consultazinha na internet e conversei com algumas pessoas que viram o filme.  Fiquei surpreso – quase só críticas favoráveis e pessoas que respeito intelectualmente gostaram muito do filme.
Será que vimos o mesmo filme? Será que minha avaliação está errada, sou insensível, exigente, obtuso? Será que minhas expectativas estavam [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=blog.oquederevier.com&blog=5679249&post=945&subd=marcelopcarvalho&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Antes de escrever sobre <a href="http://www.avatarfilme.com.br/">Avatar</a>, fiz uma consultazinha na internet e conversei com algumas pessoas que viram o filme.  Fiquei surpreso – quase só críticas favoráveis e pessoas que respeito intelectualmente gostaram muito do filme.</p>
<p>Será que vimos o mesmo filme? Será que minha avaliação está errada, sou insensível, exigente, obtuso? Será que minhas expectativas estavam exageradas e equivocadas? Vamos ser justos: Avatar é um show, uma super-produção primorosa. Em 3D, você de fato entra nas cenas. A realidade virtual criada por James Cameron é perfeita. É uma obra-prima na forma. Mas no conteúdo…</p>
<p>O roteiro é fraco, óbvio, chega a afrontar nossa inteligência. Os diálogos são pobres e os personagens totalmente clichês, ainda que em geral bem interpretados: o heroí, a heroína, os ajudantes dos dois, o vilão (excelente, por sinal, o ponto alto do enredo), e assim por diante. Tudo bem, é possível ter esses clichês e fazer um grande filme. Mas não é o caso. A história é previsível do começo ao fim, você fica esperando algo diferente e simplesmente não vem nada, até o ponto em que você se contenta em apreciar o visual e os efeitos.  Infelizmente, tive que ver o filme dublado, o que é de lascar, e isso talvez tenha contribuído negativamente.</p>
<p>O filme procura ainda passar uma mensagem educativa: que temos de proteger o meio-ambiente, caso contrário destruiremos nosso planeta. Ok, concordo.  Mas essa abordagem seria válida e potencialmente impactante caso esse tema não fizesse parte da nossa agenda. Nesse caso, mesmo com uma historinha boba, Avatar teria um impacto ao trazer à tona um tema novo e relevante. Mas, pombas, esse é o principal tema discutido no mundo atual! O grande desafio que temos é como conciliar o aumento da renda de grande parte da população mundial, que vai se refletir em maior consumo, com a necessidade de utilização racional dos recursos naturais.</p>
<p>Ainda não sabemos ao certo como fazer isso, como a COP15 demonstrou em dezembro. Mas a discussão está em todos os jornais, TVs, internet, governos, empresas. Talvez quando Cameron começou a trabalhar a ideia, há 10 ou 12 anos, fosse um tema de vanguarda. Hoje, é <em>main stream</em>. Não me parece necessário gastar US$ 300 milhões e empregar uma metáfora da destruição de um outro planeta para passar essa mensagem. Talvez eu esteja exagerando; talvez eu seja mais consciente a respeito dessas questões, do que a maior parte da população mundial &#8211; afinal me informo minimamente. Faço, então, uma ressalva: talvez o filme tenha êxito ao passar essa mensagem, ainda que de uma maneira água com açúcar. Para mim, porém, Avatar foi inócuo nesse sentido.</p>
<p>Mesmo com esses tropeços, o filme se salvaria, tamanha a qualidade da produção e a inovação visual. Mas Avatar ainda abusa dos lugares-comuns: a culpa pelo extermínio de populações tecnologicamente menos favorecidas, o amor impossível (me pareceu muito um Dança com Lobos: uma civilização mais avançada destrói a outra, até que surge um amor para complicar…), a culpa pelas conseqüências – psicológicas inclusive &#8211; da Guerra do Vietnã e afins, o velho embate entre o bem e o mal, Davi contra Golias, e assim por diante.</p>
<p>De fato, o diretor caracterizou as duas civilizações em conflito como totalmente antagônicas, colocando-as em pontos absolutamente opostos em relação aos aspectos éticos. De um lado, o “povo do céu”, isto é, nós, armados, poderosos e sem escrúpulos, querendo explorar um metal raro presente no subsolo de Pandora; de outro, uma tribo alienígena (metáfora clara dos povos indígenas que foram exterminados) que vive em total comunhão com a natureza,  de modo absolutamente idílico &#8211; Pandora, de fato, assemelha-se a uma espécie de paraíso. Nesse sentido, Cameron se mostra um grande pessimista com os rumos da raça humana: em 2154, teremos destruído todo o verde daqui e o próximo passo é fazer o mesmo por lá.</p>
<p>Há ainda um <em>gran finale</em>, e se você não viu o filme, aconselho a parar por aqui. Diante da possibilidade de voltar para a Terra ou mudar definitivamente para Pandora e se tornar um Na’vi, abandonando sua versão humana, o herói Jake não hesita: se “suicida” como humano para viver no paraíso de Pandora com sua amada nativa. É a utopia em seu grau extremo: abandonar a própria vida, o próprio mundo, e viver no Eden. Isso dá mais uma longa análise, mas deixa pra lá…</p>
<p>Você vai achar que não recomendo o filme. De forma alguma. Avatar é bom? Depende do que se busca e talvez aí esteja meu erro com essa análise bem crítica. Se a ideia é ver um belo roteiro e uma história inteligente, esqueça. Se o objetivo é se divertir com uma criação brilhante, vá fundo que a diversão é garantida. As duas horas e meia de filme passam rapidamente e você embarca mesmo em uma viagem. Mas mesmo por isso, por ter feito algo tão grandioso e com tanto potencial, James Cameron poderia ter marcado época e feito um filme melhor. Avatar merecia uma história mais consistente, menos óbvia e infantil, menos Romeu e Julieta com final feliz, que acabou apenas servindo como invólucro para embalar as peripécias tecnológicas e a incrível criatividade visual. Uma pena.</p>
<p>PS: recebi esse link aqui comparando <a href="http://failblog.org/2010/01/10/avatar-plot-fail/">Avatar com Pocahontas</a> <img src='http://s.wordpress.com/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':-)' class='wp-smiley' /> </p>
<p>(Vai, pode meter o pau agora).</p>
<p><a href="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2010/01/captura-de-tela-2010-01-29-as-20-48-14.png"><img class="alignnone size-full wp-image-944" title="Captura de tela 2010-01-29 às 20.48.14" src="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2010/01/captura-de-tela-2010-01-29-as-20-48-14.png?w=500&#038;h=261" alt="" width="500" height="261" /></a></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/marcelopcarvalho.wordpress.com/945/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/marcelopcarvalho.wordpress.com/945/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/marcelopcarvalho.wordpress.com/945/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/marcelopcarvalho.wordpress.com/945/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/marcelopcarvalho.wordpress.com/945/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/marcelopcarvalho.wordpress.com/945/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/marcelopcarvalho.wordpress.com/945/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/marcelopcarvalho.wordpress.com/945/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/marcelopcarvalho.wordpress.com/945/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/marcelopcarvalho.wordpress.com/945/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=blog.oquederevier.com&blog=5679249&post=945&subd=marcelopcarvalho&ref=&feed=1" />]]></content:encoded>
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		<title>O Haver &#8211; Vinicius de Moraes</title>
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		<pubDate>Fri, 29 Jan 2010 01:20:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>marcelopcarvalho</dc:creator>
				<category><![CDATA[Poesia]]></category>
		<category><![CDATA[Vinicius de Moraes]]></category>

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		<description><![CDATA[Eu não costumo publicar textos de outras pessoas no blog, mas vou abrir exceção a essa poesia do Vinicius e que não conhecia. Fiquei conhecendo por influência da amiga Ana Maria Almada, do blog Menina de Cachos. Obrigado Ana, mais uma vez!
Mas&#8230;um momento. Pensando bem, acho que eu até tenho algum direito de publicar coisas [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=blog.oquederevier.com&blog=5679249&post=942&subd=marcelopcarvalho&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Eu não costumo publicar textos de outras pessoas no blog, mas vou abrir exceção a essa poesia do Vinicius e que não conhecia. Fiquei conhecendo por influência da amiga Ana Maria Almada, do blog <a href="http://meninadecachos.blogspot.com/">Menina de Cachos</a>. Obrigado Ana, mais uma vez!</p>
<p>Mas&#8230;um momento. Pensando bem, acho que eu até tenho algum direito de publicar coisas do Vinicius. Afinal &#8211; a maioria não sabe &#8211; <strong>mas minha avó paterna foi a primeira musa do poetinha</strong>. De fato, a primeira poesia escrita por ele foi a ela destinada &#8211; acho que com 9 anos (ele era precoce&#8230;). Assim, eu sou mais ou menos um neto torto do Vinicius, vai&#8230;</p>
<p>Aliás, falando nele, o que será que existe no filme Vinicius, que faz com que a gente veja, reveja e reveja, e sempre se emocione? Pelo menos comigo é assim. Enfim, O Haver, belíssima poesia dele, seguido de vídeo (Ana de novo):</p>
<p>O HAVER</p>
<p><em>Resta, acima de tudo, essa capacidade de ternura<br />
Essa intimidade perfeita com o silêncio<br />
Resta essa voz íntima pedindo perdão por tudo:<br />
— Perdoai! — eles não têm culpa de ter nascido&#8230;</p>
<p>Resta esse antigo respeito pela noite, esse falar baixo<br />
Essa mão que tateia antes de ter, esse medo<br />
De ferir tocando, essa forte mão de homem<br />
Cheia de mansidão para com tudo quanto existe.</p>
<p>Resta essa imobilidade, essa economia de gestos<br />
Essa inércia cada vez maior diante do Infinito<br />
Essa gagueira infantil de quem quer balbuciar o inexprimível<br />
Essa irredutível recusa à poesia não vivida.</p>
<p>Resta essa comunhão com os sons, esse sentimento<br />
Da matéria em repouso, essa angústia de simultaneidade<br />
Do tempo, essa lenta decomposição poética<br />
Em busca de uma só vida, uma só morte, um só Vinicius.</p>
<p>Resta esse coração queimando como um círio<br />
Numa catedral em ruínas, essa tristeza<br />
Diante do cotidiano, ou essa súbita alegria<br />
Ao ouvir na madrugada passos que se perdem sem memória&#8230;</p>
<p>Resta essa vontade de chorar diante da beleza<br />
Essa cólera cega em face da injustiça e do mal-entendido<br />
Essa imensa piedade de si mesmo, essa imensa<br />
Piedade de sua inútil poesia e sua força inútil.</p>
<p>Resta esse sentimento da infância subitamente desentranhado<br />
De pequenos absurdos, essa tola capacidade<br />
De rir à toa, esse ridículo desejo de ser útil<br />
E essa coragem de comprometer-se sem necessidade.</p>
<p>Resta essa distração, essa disponibilidade, essa vagueza<br />
De quem sabe que tudo já foi como será no vir-a-ser<br />
E ao mesmo tempo esse desejo de servir, essa<br />
Contemporaneidade com o amanhã dos que não têm ontem nem hoje.</p>
<p>Resta essa faculdade incoercível de sonhar<br />
E transfigurar a realidade, dentro dessa incapacidade<br />
De aceitá-la tal como é, e essa visão<br />
Ampla dos acontecimentos, e essa impressionante</p>
<p>E desnecessária presciência, e essa memória anterior<br />
De mundos inexistentes, e esse heroísmo<br />
Estático, e essa pequenina luz indecifrável<br />
A que às vezes os poetas dão o nome de esperança.</p>
<p>Resta essa obstinação em não fugir do labirinto<br />
Na busca desesperada de alguma porta quem sabe inexistente<br />
E essa coragem indizível diante do Grande Medo<br />
E ao mesmo tempo esse terrível medo de renascer dentro da treva.</p>
<p>Resta esse desejo de sentir-se igual a todos<br />
De refletir-se em olhares sem curiosidade e sem história<br />
Resta essa pobreza intrínseca, esse orgulho, essa vaidade<br />
De não querer ser príncipe senão do próprio reino.</p>
<p>Resta essa fidelidade à mulher e ao seu tormento<br />
Esse abandono sem remissão à sua voragem insaciável<br />
Resta esse eterno morrer na cruz de seus braços<br />
E esse eterno ressuscitar para ser recrucificado.</p>
<p>Resta esse diálogo cotidiano com a morte, esse fascínio<br />
Pelo momento a vir, quando, emocionada<br />
Ela virá me abrir a porta como uma velha amante<br />
Sem saber que é a minha mais nova namorada.<br />
</em></p>
<p>A poesia narrada pelo Vinicius, musicada pelo Edu Lobo: <span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://blog.oquederevier.com/2010/01/29/o-haver-vinicius-de-moraes/"><img src="http://img.youtube.com/vi/u6LcZfStlfc/2.jpg" alt="" /></a></span></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/marcelopcarvalho.wordpress.com/942/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/marcelopcarvalho.wordpress.com/942/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/marcelopcarvalho.wordpress.com/942/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/marcelopcarvalho.wordpress.com/942/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/marcelopcarvalho.wordpress.com/942/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/marcelopcarvalho.wordpress.com/942/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/marcelopcarvalho.wordpress.com/942/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/marcelopcarvalho.wordpress.com/942/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/marcelopcarvalho.wordpress.com/942/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/marcelopcarvalho.wordpress.com/942/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=blog.oquederevier.com&blog=5679249&post=942&subd=marcelopcarvalho&ref=&feed=1" />]]></content:encoded>
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	</item>
		<item>
		<title>Algumas fotos selecionadas 2009/10 &#8211; parte 1</title>
		<link>http://blog.oquederevier.com/2010/01/26/algumas-fotos-selecionadas-200910-parte-1/</link>
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		<pubDate>Tue, 26 Jan 2010 23:10:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>marcelopcarvalho</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Outro dia fiz uma relação de alguns textos desse blog que particularmente gostei, ou melhor, continuei gostando, escritos desde o início, em dezembro de 2008, até o final de 2009. Agora, faço uma pequena seleção de fotos de 2009 e uma ou outra de 2010. Não são necessariamente as melhores, mas são fotos que, por [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=blog.oquederevier.com&blog=5679249&post=924&subd=marcelopcarvalho&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Outro dia fiz uma relação de <a href="http://blog.oquederevier.com/2009/12/27/retrospectiva-2009-meus-10-textos-preferidos-2/">alguns textos desse blog</a> que particularmente gostei, ou melhor, continuei gostando, escritos desde o início, em dezembro de 2008, até o final de 2009. Agora, faço uma pequena seleção de fotos de 2009 e uma ou outra de 2010. Não são necessariamente as melhores, mas são fotos que, por uma razão ou outra, eu gostei mais do que as outras. É difícil selecionar entre alguns milhares&#8230;e todas que mantive, no final, eu gostei. É um pouco também uma retrospectiva dos lugares que visitem em 2010 (faltaram alguns &#8211; agora me dei conta que estou sem as fotos da Austrália, Chile e Espanha aqui. Vai ter que ter a parte 3&#8230;rs!).</p>
<p>Você pode ver essas e outras fotos no <a href="www.flickr.com/marpcar">Flickr</a>. (Aliás, me inscrevi no workshop avançado do <a href="www.franslanting.com">Frans Lanting</a> em abril, um dos fotógrafos de maior destaque da National Geographic, e meu portfólio foi aprovado. E agora, vou ou não vou? $$ e tempo&#8230;). A seguir, as fotos com comentários.</p>
<p><span style="text-decoration:underline;">Caleidoscópio no Yosemite, Califórnia</span>: gostei dessa foto pela composição de cores e formas e pelo plano utilizado. Usei a grande angular e um filtro polarizador que escureceu o céu (talvez demais, mas achei que foi a melhor solução para contrastar com o resto). A composição do azul do céu, o cinza irregular das rochas e o verde e amarelo da folhagem criaram uma imagem harmônica e bonita. Acho até que não é a melhor foto que tirei no Yosemite, mas acho que é a mais legal considerando que não há nenhum motivo especial nela. E a regra dos terços está relativamente bem aplicada, assim como as diagonais. Sem tratamento. Com a Canon T1i recém-comprada.</p>
<p><a href="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2010/01/img_1087.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-929" title="IMG_1087" src="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2010/01/img_1087.jpg?w=500&#038;h=333" alt="" width="500" height="333" /></a></p>
<p><span style="text-decoration:underline;">Desarmonia</span>: o que a foto anterior tem de harmonia, essa não tem, apesar de em tese poder ter. Mãe e filho, de costas, o que já gera certo desconforto. Caminhando em direção a uma barreira, e bem próximo a ela. Aonde vão? Para onde olham? Diferença nas cores das roupas. O menino excessivamente deslocado para a direita, e de vermelho, chama a atenção. Os padrões não uniformes ao fundo geram desconforto. O hiato vertical no meio do fundo intensifica essa falta de sintonia, um descompasso, em toda a foto. Não é uma foto fácil, toda assimétrica. Talvez muitos não gostem. Não sou exatamente um especialista. Mas eu vi isso, e você? Berlim, Alemanha. Domingo da maratona. Sem tratamento, apenas um pouco de Crop. Com a velha e boa Canon Powershot IS10.</p>
<p><a href="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2010/01/img_0434.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-930" title="IMG_0434" src="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2010/01/img_0434.jpg?w=499&#038;h=375" alt="" width="499" height="375" /></a></p>
<p><span style="text-decoration:underline;">Parece um desenho</span>: cada vez mais acho que as melhores fotos são feitas de repente, sem preparação e de motivos simples. Essa aqui foi no final do dia. Aliás, o dia já tinha acabado e eu estava abrindo uma porteira para o Land Rover passar, no Pantanal. Olhei para o horizonte e vi o recorte de galhos finos e o biguá, sinuoso e imóvel, contrastando no contra-luz sobre o fundo de cor uniforme. Peguei a câmera e tirei a foto. Abri a porteira e fomos embora. Sem tratamento. Canon Powershot IS10.</p>
<p><a href="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2010/01/img_5715.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-931" title="IMG_5715" src="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2010/01/img_5715.jpg?w=500&#038;h=375" alt="" width="500" height="375" /></a></p>
<p><span style="text-decoration:underline;">Retrato dramático</span>: o céu carregado de nuvens no final da tarde e desarrumado, com cores típicas do por do sol, criaram um tom dramático para esse retrato. Algo até meio bíblico, se é que vocês me entendem, intensificado pela grande angular e pelo ângulo da foto, de baixo para cima, engrandecendo o céu. A pessoa (no caso, meu irmão) e as árvores formaram uma composição interessante. Fazenda Campos do Serrano, São Bento do Sapucaí, SP.  Eu, pelo menos, gostei. Sem tratamento. Canon T1i.</p>
<p><a href="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2010/01/img_1654.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-932" title="IMG_1654" src="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2010/01/img_1654.jpg?w=500&#038;h=333" alt="" width="500" height="333" /></a></p>
<p><span style="text-decoration:underline;">Um olhar</span>: final de tarde, luz correta. Minha filha Marina tinha se machucado no nariz e estava já cansada da seção de fotos em um terreno ao lado do meu apartamento. É raro uma expressão séria e profunda em uma criança, como nesse caso. O contraste com o semblante austero é dado pelas belas flores laranjas,  pelas cores de sua blusa e pela própria luz quente. O cabelo meio revolto deu enchimento à foto. Gostei muito dessa foto, mesmo.  Piracicaba, SP, num domingo qualquer. Sem tratamento. Canon Powershot IS10.</p>
<p><a href="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2010/01/img_5939.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-933" title="IMG_5939" src="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2010/01/img_5939.jpg?w=500&#038;h=580" alt="" width="500" height="580" /></a></p>
<p><span style="text-decoration:underline;">Movimento</span>: não tenho experiência nenhuma com fotos de esporte e movimento, por isso selecionei essa. Fiquei logo abaixo da rampa de salto, deitado na neve, e usei uma grande angular contra o céu, trabalhando com alta velocidade. Depois reduzi as sombras no primeiro plano usando o iPhoto do Mac, para dar mais detalhes do Luiz Felipe, que estava fazendo esse salto. Também, fiz um crop para dar mais destaque ao garoto. Gostei bastante do resultado. Sesto, Itália, janeiro de 2010. Canon T1i.</p>
<p><a href="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2010/01/img_3415.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-934" title="IMG_3415" src="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2010/01/img_3415.jpg?w=500&#038;h=347" alt="" width="500" height="347" /></a></p>
<p><span style="text-decoration:underline;">A natureza, em sua beleza máxima</span>: a temporada chuvosa de final de ano em Campos quase não permitiu nenhum foto. Até que um dia esse tucano de bico verde apareceu em um final de tarde, bem ao lado de casa. Suas cores fazem a foto, ainda mais com o bicho molhado e as penas do peito meio desencontradas. Os troncos fizeram uma bela composição. Crop e um pouco de saturação de cores foram utilizados. Canon T1i.</p>
<p><a href="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2010/01/img_3168_2.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-935" title="IMG_3168_2" src="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2010/01/img_3168_2.jpg?w=500&#038;h=356" alt="" width="500" height="356" /></a></p>
<p><span style="text-decoration:underline;">Running away</span>: acho que a foto que mais gostei das mais de mil que tirei do espetáculo de ballet das minhas filhas. Não sei exatamente porque. Mas não preciso saber. Como disse uma vez meu primeiro professor, &#8220;foto boa é aquela que você gosta&#8221;. Sem tratamento.  Canon T1i.</p>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-936" title="IMG_2036" src="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2010/01/img_2036.jpg?w=500&#038;h=333" alt="" width="500" height="333" /></p>
<p>Na parte 2, colocarei mais 8 fotos.</p>
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		<title>O Equilibrista: metáfora da vida</title>
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		<pubDate>Mon, 25 Jan 2010 20:08:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>marcelopcarvalho</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Filosofia]]></category>
		<category><![CDATA[O que der e vier]]></category>
		<category><![CDATA[Pessoas]]></category>
		<category><![CDATA[Psicologia]]></category>
		<category><![CDATA[documentário]]></category>
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		<category><![CDATA[França]]></category>
		<category><![CDATA[Oscar 2009]]></category>
		<category><![CDATA[torres gêmeas]]></category>
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		<description><![CDATA[O Equilibrista (Man on Wire) é o documentário vencedor do Oscar 2009, que mostra a vida de Philippe Petit, o francês que passou a vida andando sobre a corda bamba. Literalmente, não só metaforicamente, como todos nós.
Quando jovem, na sala de espera de um dentista, ele viu uma matéria em uma revista sobre o projeto [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=blog.oquederevier.com&blog=5679249&post=926&subd=marcelopcarvalho&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O Equilibrista (Man on Wire) é o documentário vencedor do Oscar 2009, que mostra a vida de Philippe Petit, o francês que passou a vida andando sobre a corda bamba. Literalmente, não só metaforicamente, como todos nós.</p>
<p>Quando jovem, na sala de espera de um dentista, ele viu uma matéria em uma revista sobre o projeto de construção das torres gêmeas. Instintivamente, fez um traço entre as duas, arrancou a página da revista e…pronto, seu objetivo de vida estava traçado.</p>
<p>Aguardou a construção das torres, causou espanto ao (ilegalmente, sempre) cruzar a Notre Dame pelos ares, depois uma ponte em Sidney, e assim por diante, sempre aguardando aquele que se tornou seu projeto principal: andar sobre um cabo de aço a 450 metros de altura, em plena New York, entre as torres do World Trade Center.</p>
<p>Para realizar seu projeto, como todo gênio &#8211; para o bem ou para o mal – contou com ajudantes que encamparam o projeto de forma até mais intensa do que ele próprio, principalmente sua namorada e seu melhor amigo, que durante meses traçaram a melhor estratégia e organizaram a empreitada em seus mínimos detalhes.</p>
<p>O documentário mostra como esse bando de loucos, inseridos na contra-cultura da década de 70, conseguiu burlar a segurança e instalar um cabo de aço para cruzar os 70 metros entre as finadas torres e realizar o feito que assombrou a todos na época, no dia 7 de agosto de 1974. E até hoje impressiona, basta ver o filme.</p>
<p>A história é carregada de simbolismos profundos. Após a realização da travessia, foi-se a namorada, foi-se o melhor amigo. Era como se um ciclo – para todos – havia se completado. Não sem emoção, ainda que muitos anos depois, como é possível perceber pelos depoimentos. Aquilo que os unia era maior do que ele e do que eles. Após cruzar as torres, Philippe não era mais o mesmo – afinal, ele era um projeto, e o projeto fora concluído. O que viria depois, não se sabe, mas certamente não carregaria mais o vínculo que culminou com aquele objetivo.</p>
<p>A travessia, em si, é emblemática: ao deixar a primeira torre em direção à segunda, Philippe estava cruzando uma nova fronteira de vida, para si e para os seus. Talvez as pessoas se aproximem em função disto – de necessidades mútuas que, uma vez satisfeitas, se extinguem, e com elas o elo que vincula um ao outro.</p>
<p>Há também a questão pessoal que envolve o Equilibrista. Até que ponto vale a pena uma vida ser pautada por um único objetivo, por mais incrível que seja? Está certo, talvez toda vida tenha um propósito de ser heróica, e o heroísmo de Philippe era esse. Mas será que há limites a partir do qual o propósito passa a comandar a vida de uma pessoa, a ponto de torná-la mera passageira ou expectadora do seu destino?</p>
<p>Parece que sim. A certa altura, diante das dificuldades que quase o fizeram desistir, Philippe admite, ainda que não diretamente, o perigo dessa situação: “precisava naufragar na ilha deserta do meu sonho”, disse.  Naufragar na ilha deserta. Sabia que, por maior que fosse a conquista, do outro lado haveria o naufrágio. Haveria o vazio de uma conquista definitiva, precoce, do objetivo de sua vida conquistado. A partir dali, tudo seria passado. Sua vida seria uma retrospectiva; afinal, nada do que faria a seguir equivaleria em grandeza com o que acabara de fazer. E mais: não bastasse ser uma ilha, isolada por definição, ainda por cima, deserta. O destino de um só. Os sonhos são sempre individuais. As conquistas e tragédias, idem.</p>
<p>“Há duas tragédias na vida de um homem. Uma é não conquistar aquilo que deseja. A outra, é conquistar”, escreveu Bernard Shaw. A conquista de Philippe, ao mesmo tempo, era sua perdição, quase seu epílogo. O naufrágio do qual ele temia, mas não poderia evitar. Ou nao seria ele. O fato é que não há escapatória contra aquilo que precisa acontecer.</p>
<p>Talvez o prazer esteja na busca, na possibilidade, na meta a ser alcançada, não na conquista em si, como disse Shaw. A tragédia é que, quanto maior a meta, maior o prazer de buscá-la, maior o (efêmero) prazer de conquistá-la, mas maior o naufrágio, pois maior o vazio posterior.</p>
<p>Como o Equilibrista, andamos na corda bamba, entre aquilo que queremos conquistar e aquilo que de fato conquistamos, sempre correndo o risco de escorregar no meio do caminho. Dessa tensão talvez irreconciliável, extraímos nossos propósitos e, quem sabe, nossa felicidade, ainda que por instantes fugazes.</p>
<p><a href="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2010/01/captura-de-tela-2010-01-24-as-10-20-30.png"><img class="alignnone size-full wp-image-927" title="Captura de tela 2010-01-24 às 10.20.30" src="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2010/01/captura-de-tela-2010-01-24-as-10-20-30.png?w=340&#038;h=500" alt="" width="340" height="500" /></a></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/marcelopcarvalho.wordpress.com/926/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/marcelopcarvalho.wordpress.com/926/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/marcelopcarvalho.wordpress.com/926/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/marcelopcarvalho.wordpress.com/926/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/marcelopcarvalho.wordpress.com/926/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/marcelopcarvalho.wordpress.com/926/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/marcelopcarvalho.wordpress.com/926/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/marcelopcarvalho.wordpress.com/926/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/marcelopcarvalho.wordpress.com/926/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/marcelopcarvalho.wordpress.com/926/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=blog.oquederevier.com&blog=5679249&post=926&subd=marcelopcarvalho&ref=&feed=1" />]]></content:encoded>
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