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	<title>O que der e vier &#187; aventura</title>
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	<description>Idéias, pensamentos e impressões, por Marcelo Pereira de Carvalho</description>
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		<title>O que der e vier &#187; aventura</title>
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		<title>Amyr Klink, George Mallory e muitos outros&#8230;</title>
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		<pubDate>Thu, 08 Jan 2009 01:35:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>marcelopcarvalho</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Baía de Paraty, aquele monte de ilhas. Um veleiro estranho, enorme, imponente, de certa forma ameaçador. Todo de alumínio, parecendo um barco abandonado, um submarino, uma carcaça. Era o Paratii 2, o veleiro polar mais eficiente do mundo, o barco do Amyr Klink, que fez a circunavegação da Antártica por uma rota nunca antes percorrida. [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=blog.oquederevier.com&amp;blog=5679249&amp;post=139&amp;subd=marcelopcarvalho&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Baía de Paraty, aquele monte de ilhas. Um veleiro estranho, enorme, imponente, de certa forma ameaçador. Todo de alumínio, parecendo um barco abandonado, um submarino, uma carcaça. Era o Paratii 2, o veleiro polar mais eficiente do mundo, o barco do Amyr Klink, que fez a circunavegação da Antártica por uma rota nunca antes percorrida.</p>
<div id="attachment_140" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><img src="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2009/01/img_0110.jpg?w=500&#038;h=375" alt="O Paratii 2, ali, na nossa frente" title="img_0110" width="500" height="375" class="size-full wp-image-140" /><p class="wp-caption-text">O Paratii 2, ali, na nossa frente</p></div>
<p>Como que por instinto, nos aproximamos. Não muito, vai saber&#8230; Ele estava lá, arrumando alguma coisa, talvez se preparando para alguma nova partida, nem que fosse para passar o reveillon de 2008/09 em algum lugar perto dali. </p>
<div id="attachment_141" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><img src="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2009/01/img_0111.jpg?w=500&#038;h=375" alt="Amyr Klink, de costas, no mastro da direita" title="img_0111" width="500" height="375" class="size-full wp-image-141" /><p class="wp-caption-text">Amyr Klink, de costas, no mastro da direita</p></div>
<p>“Amyr!!” Fotos, aquela tietagem. Ele se virou e acenou. Estava de bom humor. Talvez esteja acostumado. Ou, mais provável, estava em seu ambiente: no mar, ele vira gente. Acho que é preconceito meu, uma imagem equivocada. De qualquer modo, contraditório, o Amyr. Um ermitão, que busca a solidão, mas que acaba nos holofotes. Talvez ele goste dessa dualidade. Todas as pessoas interessantes são, de certa forma, contraditórias, dúbias. A previsibilidade é enfadonha.</p>
<p>Naquele momento, em que estávamos indo para a Praia Vermelha e depois para a Ilha do Catimbau (onde se come o melhor ceviche da Baía de Paraty), pensei no Amyr. O seu “ Cem dias entre céu e mar”, que narra sua travessia do Atlântico a remo, me marcou bastante. Ele estava ali. O que será que ele procura, com todas essas viagens? Ou, quem sabe, do que será que ele foge? </p>
<p>Talvez o melhor seja lembrar George Mallory, que participou das primeiras tentativas britânicas de escalar o Everest: “porque você quer escalar o Everest?”, alguém perguntou. “Porque ele está lá”, respondeu. Melhor não tentar encontrar explicação. Nem busca, nem fuga. </p>
<p>O Amyr tem essa citação, no “Mar Sem Fim”. É humilde e muito bonita:</p>
<blockquote><p>“Hoje entendo bem meu pai: um homem precisa viajar. Por sua conta, não apenas por meio de histórias, imagens, livros ou TV. Precisa viajar por si, com seus olhos e pés, para entender o que é seu. Para um dia plantar as suas árvores e dar-lhes valor. Conhecer o frio para desfrutar o calor. E o oposto. Sentir a distância e o desabrigo para estar bem sob o próprio teto. Um homem precisa viajar para lugares que não conhece para quebrar essa arrogância que nos faz ver o mundo como o imaginamos, e não simplesmente como é; que nos faz professores e doutores do que não vimos, quando deveríamos ser alunos, e simplesmente ir ver.”</p></blockquote>
<p>Aqui, o Amyr declamando a citação:</p>
<span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://blog.oquederevier.com/2009/01/08/amyr-klink-george-mallory-e-muitos-outros/"><img src="http://img.youtube.com/vi/wFfeolX-Rrg/2.jpg" alt="" /></a></span>
<p>O Steven Spielberg tem uma passagem interessante, que vai na mesma linha. Certa vez, em uma entrevista, quando perguntaram sobre seu sucesso e sobre a vida segura que poderia dar aos filhos &#8211; coisa que ele mesmo não teve, ele disse: &#8220;A coisa mais importante eu não pude dar a eles: uma infância pobre&#8221;. É preciso ver o outro lado para tirar a sua medida.</p>
<p>Mas&#8230; não é só isso que move o Amyr, o Mallory e outros. Há uma vontade interior mais forte do que normalmente se encontra. Inconformismo. Essa talvez seja a verdadeira explicação.</p>
<p>Pensei que talvez eu tivesse alguma coisa de Amyr ou de Mallory, guardadas, é claro, as devidas proporções. Talvez seja um inconformismo, uma insatisfação, sede, energia, drive&#8230; É o mesmo impulso que forja um esportista, um cientista de destaque, alguém que busca superar (seus próprios) desafios. Alguém que quer mais. Acho que empreendedorismo, criatividade, necessidade de realização e de diferenciação fazem parte do mesmo pacote. Uns poucos viram Amyr, outros poucos viram eles mesmos, e está tudo certo. Outros não querem nada disso, e também está ok.</p>
<p>Vivi um dos meus momentos “Amyr”, ocorrido no deserto de Atacama, no Chile. Resolvi escalar uma montanha de 5.500 metros de altitude. Não é um programa comum para quem visita a região. Arrumamos dois guias andinos, um deles experiente, e fomos. A escalada foi difícil e demorou o dobro do previsto. Ao chegar ao topo, vi que a tarde começava a cair. Começamos a descer por uma vertente mais íngreme. O “experiente” guia confessou que não conhecia aquela montanha: assim como nós, era a primeira vez que a escalava.  A vertente tinha uns 1.000 metros de queda, toda de pedregulhos soltos, sem trilha. </p>
<p>Lembrei-me na hora de uma aula do MBA, sobre negociação, em que o professor falava sobre a importância de definir corretamente os objetivos ao negociar: “A maioria das mortes ocorre na descida dos grandes picos, não na subida”. Ou seja, o cara sobe, tira fotos, feliz da vida, e morre na descida. Fixou o objetivo errado: não era alcançar o cume, mas sim alcançar o cume e descer em segurança. Era tudo o que não fazíamos. </p>
<div id="attachment_145" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><img src="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2009/01/img_2706.jpg?w=500&#038;h=375" alt="O topo à direita, longe" title="img_2706" width="500" height="375" class="size-full wp-image-145" /><p class="wp-caption-text">O topo à direita, longe</p></div>
<div id="attachment_142" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><img src="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2009/01/img_2740.jpg?w=500&#038;h=375" alt="No topo" title="img_2740" width="500" height="375" class="size-full wp-image-142" /><p class="wp-caption-text">No topo</p></div>
<p>Chegamos à base já de noite, com lanternas. A van nos esperava e o dono da empresa de turismo confessou que havia colocado em alerta o resgate em San Pedro de Atacama: um helicóptero já estava a postos. Talvez virássemos notícia de jornal! </p>
<p>Quando me vi a salvo, quase agredi o guia. Chegando a San Pedro, fomos a um restaurante e pedi o melhor vinho da casa. Não é sempre que se comemora o fato de estar vivo.</p>
<p>No final das contas, tudo valeu a pena. O Amyr tem razão: é preciso o desafio e o risco para valorizar a segurança. Realizar. Ali, confirmei que a graça está nessas coisas. Será que algum dia vou sossegar? Temo que não. No fundo, espero que não. E viva o Amyr.</p>
<div id="attachment_143" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><img src="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2009/01/img_2742.jpg?w=500&#038;h=375" alt="A volta" title="img_2742" width="500" height="375" class="size-full wp-image-143" /><p class="wp-caption-text">A volta</p></div>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/marcelopcarvalho.wordpress.com/139/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/marcelopcarvalho.wordpress.com/139/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/marcelopcarvalho.wordpress.com/139/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/marcelopcarvalho.wordpress.com/139/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/marcelopcarvalho.wordpress.com/139/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/marcelopcarvalho.wordpress.com/139/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/marcelopcarvalho.wordpress.com/139/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/marcelopcarvalho.wordpress.com/139/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/marcelopcarvalho.wordpress.com/139/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/marcelopcarvalho.wordpress.com/139/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/marcelopcarvalho.wordpress.com/139/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/marcelopcarvalho.wordpress.com/139/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/marcelopcarvalho.wordpress.com/139/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/marcelopcarvalho.wordpress.com/139/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=blog.oquederevier.com&amp;blog=5679249&amp;post=139&amp;subd=marcelopcarvalho&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Um americano</title>
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		<pubDate>Wed, 03 Dec 2008 00:28:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>marcelopcarvalho</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Em abril, tive a oportunidade de visitar a Costa Rica, por conta de um evento profissional. Cheguei um final de semana antes de meu compromisso e, como de costume, procurei algum programa diferente, que me permitisse conhecer um pouco da natureza desse pequeno e bem sucedido país da América Latina. Decidi fazer um rafting no [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=blog.oquederevier.com&amp;blog=5679249&amp;post=27&amp;subd=marcelopcarvalho&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal" style="margin:0 0 10pt;"><span style="font-size:small;font-family:Calibri;">Em abril, tive a oportunidade de visitar a Costa Rica, por conta de um evento profissional. Cheguei um final de semana antes de meu compromisso e, como de costume, procurei algum programa diferente, que me permitisse conhecer um pouco da natureza desse pequeno e bem sucedido país da América Latina.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0 0 10pt;"><span style="font-size:small;font-family:Calibri;">Decidi fazer um <em>rafting</em> no Rio Pacuare que, segundo me foi informado por locais (os costarriquenhos aprenderam a vender muito bem o seu país), estava entre os 5 melhores rios do mundo para a prática desse esporte.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0 0 10pt;"><span style="font-size:small;font-family:Calibri;">Lá fui eu. Depois de 3 horas sacolejando em uma van, chegamos às margens do rio turbulento que, pelas próximas 4 horas, seria nossa estrada. Nunca tinha feito <em>rafting</em>, mas no momento de subir no bote, logo sentei na primeira fila (se é para fazer, que seja da forma mais plena possível!). </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0 0 10pt;"><span style="font-size:small;font-family:Calibri;">Do meu lado, sentou um americano de uns 50 anos, que já havia descido rios pelo mundo afora, incluindo o perigoso Zambeze, na África, teoricamente um dos mais difíceis. Fiquei ao mesmo tempo tranqüilo e impaciente; tranqüilo, por ter a meu lado um expert que, de fato, me ajudou bastante; impaciente pela responsabilidade de ter como par alguém que entendia do negócio. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0 0 10pt;"><span style="font-size:small;font-family:Calibri;">Como não me lembro de seu nome, vou chamá-lo de Jeff. A descida do rio foi bem sucedida e, de qualquer forma, esse texto não é sobre <em>rafting</em> ou aventuras. É sobre Jeff e os americanos. Nos poucos momentos de calmaria na travessia, Jeff me relatou que era casado, tinha dois filhos, e que, nos últimos 4 anos, havia feito duas voltas ao mundo, de mais ou menos 1 ano e meio cada. Os filhos, pequenos, estudavam por correspondência. Jeff não era um rico excêntrico. Quando o questionei sobre dinheiro, trabalho, essas coisas que sempre nos prendem à nossa vida normal, até medíocre perto da dele, Jeff simplesmente respondeu que arrumar trabalho nunca fora difícil (bem, talvez agora seja&#8230;rs). </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0 0 10pt;"><span style="font-size:small;font-family:Calibri;">As voltas ao mundo de Jeff não eram convencionais. Ele ficava 3 ou 4 meses em países como Nepal, Índia, ou no meio da África. Ia e ficava meio que de acordo com o que encontrava. Isso tudo <span> </span>com dois filhos pequenos e a esposa. Definitivamente, não fazia o circuito Europa-Austrália-América do Norte, mas sim um que, mesmo para nós, soaria amedrontador. <span> </span>Ele me disse que, por essa experiência, seus filhos tinham uma visão completamente diferente do mundo, quando comparados aos americanos médios (que, depreende-se pela sua fala, mal sabem onde ficam o México e o Canadá). </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0 0 10pt;"><span style="font-size:small;font-family:Calibri;">Na hora, senti uma certa inveja de Jeff. Não por querer e não poder fazer esse tipo de coisa, mas pela liberdade que aquele americano de fala tranqüila havia conquistado para si. Mais do que isso: havia escolhido esse caminho. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0 0 10pt;"><span style="font-size:small;font-family:Calibri;">Não há muitas pessoas assim no mundo. Conheci <span> </span>um outro americano, professor universitário e que havia morado por alguns meses no Chade (no norte da África) que, em uma viagem pelo interior do Brasil, preferira comer nas espeluncas onde o grosso da população comia, do que nos restaurantes das classes mais abastadas. Ele queria ver como era ser brasileiro. Outro americano nada típico.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0 0 10pt;"><span style="font-size:small;font-family:Calibri;">Parei para pensar se havia muitos americanos com essa filosofia de vida, tão oposto ao estereótipo do americano médio que, segundo se alega, tem pouca curiosidade e conhecimento a respeito do resto do mundo. Questionei-me se esse estereótipo não seria exagerado, ou se, em outros países, a proporção de cidadãos globalizados e sensíveis às diferenças não seria também reduzida. Aqui, por exemplo, quando alguém leva a vida que Jeff leva, vira best-seller e consultor empresarial (Família Schürmann).</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0 0 10pt;"><span style="font-size:small;font-family:Calibri;">Em seu bom <span> </span>livro The Post-American World (já lançado por aqui), <a title="Fareed Zakaria" href="http://www.fareedzakaria.com/" target="_blank">Fareed Zakaria</a>, indiano radicado nos Estados Unidos e editor da Newsweek International, argumenta que os americanos terão sérios problemas de se integrar em um mundo globalizado e que terá uma divisão mais clara do poder econômico e político: em algumas décadas das 4 maiores economias mundiais, 3 serão asiáticas. <span> </span>Ele diz que por terem permanecidos isolados pelos oceanos e focados em uma economia interna muito robusta, os americanos “se esqueceram” do mundo que, agora, terão de lidar de forma mais integrada e cooperativa. Só falam uma língua, conhecem pouco de geografia e história mundiais, e por aí vai. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0 0 10pt;"><a href="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2008/12/fareed.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-28" title="fareed" src="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2008/12/fareed.jpg?w=500" alt="fareed"   /></a></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0 0 10pt;"><span style="font-size:small;font-family:Calibri;">Essa, aliás, é a visão dominante de quem analisa esse contexto. Acredito, porém, que essa unanimidade pode esconder uma miopia. Primeiro, os americanos são extremamente pragmáticos e competitivos. Aprenderão rapidamente as regras do novo jogo, ainda que saiam atrás. Além disso, há os Jeffs esclarecidos que compõem a elite intelectual do país. Podem não ser maioria (aonde são?), mas certamente exercem um poder de influência significativo. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0 0 10pt;"><span style="font-size:small;font-family:Calibri;">Depois da conversa com o Jeff, saí desconfiado de que os americanos ainda podem surpreender. Poucos meses depois, a confirmação: Barack Obama é eleito presidente dos Estados Unidos, a multidão vai às ruas, com grande comoção. Tudo bem, os críticos dirão que foi a crise, a incompetência de Bush e a apatia do McCain, mas acho que não. A eleição de um presidente negro, imigrante e cujo nome, ironicamente, é parecido com o do inimigo número 1 dos Estados Unidos, talvez represente o começo da adaptação do país a essa nova realidade. <span> </span>Não devemos subestimar os americanos. </span></p>
<div id="attachment_29" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><a href="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2008/12/rafting.jpg"><img class="size-full wp-image-29" title="rafting" src="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2008/12/rafting.jpg?w=500&#038;h=300" alt="rafting" width="500" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">Jeff, à esquerda, eu, à direita</p></div>
<p class="MsoNormal" style="margin:0 0 10pt;"> </p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/marcelopcarvalho.wordpress.com/27/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/marcelopcarvalho.wordpress.com/27/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/marcelopcarvalho.wordpress.com/27/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/marcelopcarvalho.wordpress.com/27/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/marcelopcarvalho.wordpress.com/27/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/marcelopcarvalho.wordpress.com/27/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/marcelopcarvalho.wordpress.com/27/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/marcelopcarvalho.wordpress.com/27/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/marcelopcarvalho.wordpress.com/27/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/marcelopcarvalho.wordpress.com/27/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/marcelopcarvalho.wordpress.com/27/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/marcelopcarvalho.wordpress.com/27/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/marcelopcarvalho.wordpress.com/27/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/marcelopcarvalho.wordpress.com/27/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=blog.oquederevier.com&amp;blog=5679249&amp;post=27&amp;subd=marcelopcarvalho&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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