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	<title>O que der e vier &#187; crise</title>
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	<description>Idéias, pensamentos e impressões, por Marcelo Pereira de Carvalho</description>
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		<title>O que der e vier &#187; crise</title>
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		<title>A crise na mente das pessoas, sob a ótica de Darwin e da psicologia</title>
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		<pubDate>Wed, 28 Jan 2009 20:50:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>marcelopcarvalho</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p>Tive ontem uma aula diferente e muito boa sobre Crise, no curso <a href="http://www.casadosaber.com.br/curso.php?cid=1184">Crise: na Economia, na História e na Mente</a>, na <a href="http://www.casadosaber.com.br/main.php">Casa do Saber</a> (meu pai tem razão &#8211; esse nome Casa do Saber é de doer&#8230;). A aula, dada pelo filósofo <strong>Luis Felipe Pondé</strong> (Professor da PUC-SP e da Faap e professor convidado da pós-graduação da Escola Paulista de Medicina) abordou a crise na mente das pessoas.</p>
<div id="attachment_288" class="wp-caption alignnone" style="width: 290px"><img src="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2009/01/ponde.jpg?w=280&#038;h=367" alt="Luiz Felipe Pondé" title="ponde" width="280" height="367" class="size-full wp-image-288" /><p class="wp-caption-text">Luiz Felipe Pondé</p></div>
<p>Ele começou citando o livro A Negação da Morte, de Ernest Becker, antropólogo que ganhou o Prêmio Pulitzer em 1974, fazendo a ponte entre Darwin e a psicanálise (isso me interessou – e já comprei o livro). “Imagine você há 100 mil anos. Um dia você acorda e é o primeiro ser humano a ter consciência de que mais cedo ou mais tarde, vai morrer”, disse. Segundo ele, a partir daí o ser humano tem que conviver com a inviabilidade de sua existência (afinal, para que viver se vai morrer?), sobre a falta de sentido da vida; caminha permanentemente à beira do abismo. Sabe que seu corpo vai durar mais do que ele e carrega esse peso a vida toda.</p>
<p>O ser humano sabe demais. Sabemos mais do que deveríamos, mas menos do que precisamos. Essa consciência da finitude da vida gera um estado permanente de crise na mente das pessoas. Convivemos com a crise em nosso plano estrutural.  Interessante, não?</p>
<div id="attachment_289" class="wp-caption alignnone" style="width: 322px"><img src="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2009/01/becker.jpg?w=312&#038;h=383" alt="Ernest Becker" title="becker" width="312" height="383" class="size-full wp-image-289" /><p class="wp-caption-text">Ernest Becker</p></div>
<div id="attachment_290" class="wp-caption alignnone" style="width: 310px"><img src="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2009/01/a-negacao-da-morte.jpg?w=300&#038;h=482" alt="A Negação da Morte" title="a-negacao-da-morte" width="300" height="482" class="size-full wp-image-290" /><p class="wp-caption-text">A Negação da Morte</p></div>
<p>Em seguida, ele discutiu a questão da modernidade e da pós-modernidade. O que define a modernidade é o fato de passarmos a viver (após a Revolução Francesa) de acordo com várias esferas distintas. Hoje, exercemos vários papéis que são compartimentalizados: alguém que é muito religioso, por exemplo, não vai levar essa crença para o trabalho; sabe separar. Precisa. Antes da modernidade, isso não existia. Fazíamos parte de algo único, meio místico e, importante, controlado pela religião e por Deus, seja lá qual for o seu Deus. </p>
<p>Na era moderna, isso mudou. Os pontos críticos dessa mudança foram i) a constatação de que o homem era melhor do que Deus para resolver as questões de justiça e ii) o desenvolvimento científico, que aumentou o conhecimento do homem a respeito de si e do ambiente em que vive, fazendo com que acreditasse mais nos seus recursos. Citando uma passagem de Goethe (Os Anos de Aprendizado de Wilhelm Meister), ele mostra que a partir do Renascimento, o homem chama para si a responsabilidade sobre as coisas e diminui o peso do misticismo. É o início da era da competência, da técnica, em que os Estados Unidos são o exemplo mais evidente de sucesso. </p>
<p>O mundo hoje exige eficiência máxima, sucesso o tempo todo;  segundo ele, o aumento dos índices de depressão no mundo, apesar do maior bem-estar coletivo (e melhores condições de renda) pode ser reflexo dessa pressão. Acho que aqui cabe também uma contribuição do <a href="http://marcelopcarvalho.wordpress.com/2009/01/22/resenha-de-livro-o-paradoxo-da-escolha-%e2%80%93-porque-mais-e-menos-de-barry-schwartz-parte-1/">Paradoxo da Escolha</a>: o maior número de opções de consumo, piorando nossa capacidade de decisão, elevando as possibilidades de arrependimento e reduzindo o prazer obtido com nossas escolhas, é um fator adicional que contribui para a maior depressão.</p>
<p>Ocorre, porém, que sabemos que não podemos ser bem sucedidos 100% do tempo. Sabemos que fracassaremos em algum momento. E isso é fonte adicional de crise na mente. Ele lembra que a crise atual é uma crise de crédito, que vem de “crer”: perdeu-se essa confiança na onipotência do homem. Conjectura minha: talvez pelo fato da crise ter ocorrido nos Estados Unidos, país em que o culto à competência atinge níveis máximos, a dimensão psicológica da crise tenha se acentuado. </p>
<p>[parêntesis: achei legal que várias coisas sobre os EUA que eu tinha escrito no post <a href="http://marcelopcarvalho.wordpress.com/2008/12/03/um-americano/">Um Americano</a>, lá no início do blog, ele também acha.]</p>
<p> Ele coloca que nessa busca pela competência a todo custo, forçada pelo mercado, cada vez mais competitivo, mais rápido, com mais opções de consumo, mais excludente, tendemos a nos sacrificar pelo nosso desejo, que nos controla. Nunca é suficiente, sempre precisamos de mais. No final, nos sacrificamos por nós mesmos, o que gera um sentimento de claustrofobia e de solidão. Estamos todos sós, sensação que é ampliada à medida que fica claro que as utopias modernas não se realizarão (fim do socialismo com a queda do Muro de Berlim; fim da utopia do mercado soberano com a crise atual). O narcisismo se amplia: precisamos cada vez mais da aprovação dos outros. </p>
<p>Ele coloca ainda que a liberdade, um dos valores fundamentais da modernidade, traz como contrapartida a autonomia e a solidão. Ser livre é não ter amarras; só não se tem amarras se somos sós (Aqui fiquei pensando se o crescimento das redes sociais não seria uma reação a esse sentimento de solidão, de fim da utopia pós-moderna). </p>
<p>Pondé afirma que o mundo atual nos força a focar, perdendo a capacidade de compreender todo o resto. Em um momento de crise, somos forçados a olhar para coisas que não olhávamos, somos forçados a romper com nosso foco que, afinal, não deu certo (interessante). </p>
<p>Por isso, a bolha econômica era, antes de tudo, uma bolha psicológica e filosófica: a crença equivocada de que o homem moderno tem recursos infinitos e resolverá sempre tudo.   </p>
<p>A precariedade subjetiva embutida no narcisismo crescente se radicaliza quando há precariedade econômica.  E, à medida que as utopias vão caindo, a precariedade subjetiva aumenta, daí o maior narcisismo. </p>
<p>No final, há um consolo, em Darwin. Aprendemos a conviver com a inviabilidade da vida. Fomos selecionados para tolerar esse conflito, que fica abafado em nossa consciência, caso contrário não poderíamos viver. Temos de mentir para nós mesmos (auto-engano?), a mentira mais efetiva que há. Há um ganho darwinista, mas um custo psíquico considerável, uma energia gasta para conviver com o fato de que, ao final, a vida não dará certo. </p>
<p>Somos a espécie adaptada a saber que a vida é inviável e sobrevivemos a isso. Não sabemos se amanhã estaremos vivos, mas acreditamos nisso e vivemos com essa “verdade”. Temos coragem de ir em frente. No final, tudo é uma questão de coragem, como já dizia Aristóteles: a coragem garante todas as outras virtudes. A propósito, como bem lembrou Pondé, o lema dos Estados Unidos: <strong>terra dos livres e lugar dos corajosos</strong> (“<em>land of the free and the home of the brave</em>”). </p>
<p>Enfim, muito bom. E Darwin para mim é o cara. A idéia de que todos os seres vivos derivaram de uma única célula é incrivelmente simples e poderosa. </p>
<div id="attachment_291" class="wp-caption alignnone" style="width: 313px"><img src="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2009/01/charles_darwin.jpg?w=303&#038;h=400" alt="Charles Darwin" title="charles_darwin" width="303" height="400" class="size-full wp-image-291" /><p class="wp-caption-text">Charles Darwin</p></div>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/marcelopcarvalho.wordpress.com/287/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/marcelopcarvalho.wordpress.com/287/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/marcelopcarvalho.wordpress.com/287/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/marcelopcarvalho.wordpress.com/287/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/marcelopcarvalho.wordpress.com/287/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/marcelopcarvalho.wordpress.com/287/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/marcelopcarvalho.wordpress.com/287/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/marcelopcarvalho.wordpress.com/287/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/marcelopcarvalho.wordpress.com/287/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/marcelopcarvalho.wordpress.com/287/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=blog.oquederevier.com&blog=5679249&post=287&subd=marcelopcarvalho&ref=&feed=1" />]]></content:encoded>
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		<title>MBAs</title>
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		<pubDate>Wed, 21 Jan 2009 12:45:21 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Frase ontem do professor, no curso sobre Crise, na Casa do Saber: Um MBA é uma coleção de frases de caminhoneiro&#8221;.<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=blog.oquederevier.com&blog=5679249&post=217&subd=marcelopcarvalho&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Frase ontem do professor, no curso sobre <a href="http://www.casadosaber.com.br/curso.php?cid=1184">Crise</a>, na <a href="http://www.casadosaber.com.br/main.php">Casa do Saber</a>: </p>
<blockquote><p>Um MBA é uma coleção de frases de caminhoneiro&#8221;. </p></blockquote>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/marcelopcarvalho.wordpress.com/217/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/marcelopcarvalho.wordpress.com/217/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/marcelopcarvalho.wordpress.com/217/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/marcelopcarvalho.wordpress.com/217/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/marcelopcarvalho.wordpress.com/217/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/marcelopcarvalho.wordpress.com/217/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/marcelopcarvalho.wordpress.com/217/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/marcelopcarvalho.wordpress.com/217/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/marcelopcarvalho.wordpress.com/217/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/marcelopcarvalho.wordpress.com/217/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=blog.oquederevier.com&blog=5679249&post=217&subd=marcelopcarvalho&ref=&feed=1" />]]></content:encoded>
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		<title>Aproveite a crise</title>
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		<pubDate>Sun, 11 Jan 2009 10:37:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>marcelopcarvalho</dc:creator>
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		<description><![CDATA[(esse texto escrevi para nosso pessoal, antes da reunião de final de ano) Outro dia, em viagem ao exterior, vi uma charge que explica com perfeição as expectativas que temos desse novo ano que se aproxima. Uma livraria anunciava, em sua vitrine, calendários de 2009 para venda. Do lado de fora, dois pedestres olhavam para [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=blog.oquederevier.com&blog=5679249&post=167&subd=marcelopcarvalho&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>(esse texto escrevi para nosso pessoal, antes da reunião de final de ano)</p>
<p>Outro dia, em viagem ao exterior, vi uma charge que explica com perfeição as expectativas que temos desse novo ano que se aproxima. Uma livraria anunciava, em sua vitrine, calendários de 2009 para venda. Do lado de fora, dois pedestres olhavam para os calendários com terror. A crise vai se instalando e ninguém quer entrar em 2009.</p>
<p>A cada dia recebemos informações de que a coisa é pior do que se imagina. Previsões sombrias de crescimento, pátios de montadoras cheios de carros, demissões, empresas em dificuldades, perda de confiança do consumidor. Diante desse quadro e dessa certeza que nos é transmitida pela mídia, é natural que fiquemos preocupados e, de certa forma, que entremos também em crise, contribuindo com nossa parcela para que ela seja ainda maior. </p>
<p>É evidente que a situação preocupa. Com a forte desaceleração da economia, quase todos os setores irão sentir os efeitos, alguns menos, alguns mais. Mas será que tudo o que podemos fazer é esperar a tempestade passar, torcendo para que ela não cause muita destruição? </p>
<p>Tenho certeza que não. As crises são, acima de tudo, momentos de desenvolvimento (seja corporativo ou pessoal)  e de detecção de oportunidades. Quando tudo vai bem, é natural que nos acomodemos. Passamos a tolerar maior negligência, não nos esforçamos tanto para desenvolver novas idéias, surfamos na onda do mercado, sem precisar fazer muita força. Pessoalmente, acho as crises estimuladoras. Nelas, somos forçados a pensar mais, a explorar uma parcela maior de nossa capacidade de realização. Se tivermos a atitude correta, sairemos fortalecidos. </p>
<p>Por falar em atitude, certa vez um empresário norte-americano disse o seguinte, em uma situação de crise: <strong>“Perguntaram-me o que eu achava da recessão. Pensei a respeito e decidi não participar.”</strong> Será que alguém com essa atitude tende a se sair melhor ou pior do que um outro que tenha uma postura mais fatalista?</p>
<p>Nas crises, é comum uma mudança nas forças do mercado. Surgem novos negócios, empresas menores às vezes crescem e ocupam espaços antes pertencentes a líderes com posições confortáveis. Nas crises, se inova, e de inovação vive o mundo. O publicitário Nizan Guanaes diz que, “nestes momentos, há os que choram e os que vendem lenços. Eu prefiro vender lenços.” Novamente, atitude. </p>
<p>O que fazer, então, para superar esse momento e sair mais forte lá na frente? A seguir, algumas dicas que seguimos:</p>
<p><em>Afaste o medo e o desânimo</em>: esse é o primeiro passo para você ver a situação sob um ângulo diferente. O medo e o desânimo vão impedir sua capacidade de reação. Certo, há o problema, o que vamos fazer a seguir? Essa é a mentalidade correta. Deixe o desânimo para seus concorrentes e ocupe espaços.</p>
<p><em>Encare a realidade</em>: ter uma atitude positiva não significa ignorar o mundo ao redor. O quanto sua empresa pode ser afetada? Se o pior cenário ocorrer, você está preparado? Se não está, o que é possível fazer para se preparar? E você, individualmente?</p>
<p><em>Trabalhe mais</em>: é inevitável que, nos momentos de aperto, você tenha de se dedicar ainda mais do que se dedica, seja você proprietário de uma empresa ou colaborador. Afinal, seu objetivo é a perpetuação do negócio, que deve ser suficientemente robusto para superar as adversidades. De modo mais prático, se você trabalha em uma empresa, precisa preservar seu emprego. Trabalhar mais não significa necessariamente trabalhar longas horas a mais, mas sim fazer a diferença em cada tarefa realizada. “Põe quanto és no mínimo que fazes”, escreveu Fernando Pessoa. Nesses momentos, mais do que nunca, essa frase precisa ser lembrada todos os dias.</p>
<p><em>Corte de custos e aumento das receitas</em>: que custos são passíveis de redução sem comprometer a qualidade do seu negócio? É o momento de cotar mais fornecedores, buscar alternativas, pedir descontos, renegociar. Você se surpreenderá com a flexibilidade que encontrará, afinal o mar não está para peixes. É possível elevar as receitas junto aos clientes regulares? Talvez aqui uma flexibilidade na forma de pagamento, ou mesmo descontos, podem ajudar.  </p>
<p><em>Pense diferente</em>: aqui entra a inovação, talvez o principal subproduto positivo das crises. Que necessidades de mercado não satisfeitas você pode satisfazer, isto é, que “lenços” você pode vender? É possível baratear seus produtos, lançando uma linha diferente? Que ferramentas de marketing você pode lançar mão para conquistar mercado? Enquanto o mercado como um todo retrai, pode ser uma oportunidade para sua empresa se posicionar.</p>
<p>Diante de uma recessão global, temos a tendência de achar que o mundo vai terminar: não haverá mais oportunidades, não haverá mais consumo, todos vão perder seus empregos, e assim por diante. Vamos, porém, analisar os números. O Brasil cresceu 5% em 2007; a previsão atual para 2009 está na casa dos 2,5%; alguns falam em crescimento zero. Sem dúvida essa é uma informação negativa, mas pense que nem todos os setores serão afetados da mesma forma e, mais importante do que isso, empresas bem gerenciadas, que encararem a crise com realismo, mas com pró-atividade, podem efetivamente ganhar participação de mercado. O mercado está cheio de empresas que vêm crescendo a taxas expressivas por anos a fio, independentemente do que apontam os números da economia. Elas decidiram “não participar” das crises.</p>
<p>Enfim, 2009 está aí, com um cenário aparentemente sombrio. Mas reflita sobre os pontos discutidos acima. Até que ponto você vai querer participar dessa crise? A propósito, o empresário norte-americano responsável pela citação no início do texto foi Sam Walton, o lendário fundador da Wal-Mart, hoje a maior empresa norte-americana (em 2007), com faturamento anual de US$ 380 bilhões, empregando nada menos do que 1,8 milhão de pessoas na maior economia do mundo. A escolha é sua!</p>
<p>Observação: essa frase do Sam Walton tem um impacto incrível nas pessoas.</p>
<div id="attachment_174" class="wp-caption alignnone" style="width: 154px"><img src="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2009/01/samwalton1.jpg?w=144&#038;h=168" alt="Sam Walton" title="samwalton1" width="144" height="168" class="size-full wp-image-174" /><p class="wp-caption-text">Sam Walton</p></div>
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