<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	xmlns:georss="http://www.georss.org/georss" xmlns:geo="http://www.w3.org/2003/01/geo/wgs84_pos#" xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/"
	>

<channel>
	<title>O que der e vier &#187; Estados Unidos</title>
	<atom:link href="http://blog.oquederevier.com/tag/estados-unidos/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>http://blog.oquederevier.com</link>
	<description>Idéias, pensamentos e impressões, por Marcelo Pereira de Carvalho</description>
	<lastBuildDate>Thu, 15 Jul 2010 01:41:07 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-br</language>
	<sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency>
	<generator>http://wordpress.com/</generator>
<cloud domain='blog.oquederevier.com' port='80' path='/?rsscloud=notify' registerProcedure='' protocol='http-post' />
<image>
		<url>http://www.gravatar.com/blavatar/3fe046491dcea8f268905a064a3cf56e?s=96&#038;d=http://s2.wp.com/i/buttonw-com.png</url>
		<title>O que der e vier &#187; Estados Unidos</title>
		<link>http://blog.oquederevier.com</link>
	</image>
	<atom:link rel="search" type="application/opensearchdescription+xml" href="http://blog.oquederevier.com/osd.xml" title="O que der e vier" />
	<atom:link rel='hub' href='http://blog.oquederevier.com/?pushpress=hub'/>
		<item>
		<title>Going to California</title>
		<link>http://blog.oquederevier.com/2009/10/09/going-to-california/</link>
		<comments>http://blog.oquederevier.com/2009/10/09/going-to-california/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 09 Oct 2009 00:54:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>marcelopcarvalho</dc:creator>
				<category><![CDATA[Turismo]]></category>
		<category><![CDATA[Viagens]]></category>
		<category><![CDATA[Vinhos]]></category>
		<category><![CDATA[aventura]]></category>
		<category><![CDATA[Califórnia]]></category>
		<category><![CDATA[Carmel]]></category>
		<category><![CDATA[Estados Unidos]]></category>
		<category><![CDATA[férias]]></category>
		<category><![CDATA[Monterey]]></category>
		<category><![CDATA[Napa]]></category>
		<category><![CDATA[San Francisco]]></category>
		<category><![CDATA[Sideways]]></category>
		<category><![CDATA[Yosemite]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://blog.oquederevier.com/?p=813</guid>
		<description><![CDATA[Chegou o dia. Nessa sexta, 09/10, vamos fazer uma viagem inédita. Apesar das várias viagens neste ano, esta é a única de férias mesmo (bem, teve uma semana no Pantanal). Mas o ineditismo não está aí (ainda bem). Quatro ex-colegas de faculdade, que moraram na mesma república, em Piracicaba, se reúnem 20 anos depois para [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=blog.oquederevier.com&blog=5679249&post=813&subd=marcelopcarvalho&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Chegou o dia. Nessa sexta, 09/10, vamos fazer uma viagem inédita. Apesar das várias viagens neste ano, esta é a única de férias mesmo (bem, teve uma semana no Pantanal).</p>
<p>Mas o ineditismo não está aí (ainda bem). Quatro ex-colegas de faculdade, que moraram na mesma república, em Piracicaba, se reúnem 20 anos depois para fazer uma espécie de mid-life trip, a la <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Sideways">Sideways</a>. Vamos desembarcar em Los Angeles, subir pela Highway 01, passando por Santa Bárbara (região onde foi filmado o Sideways), chegando a Monterey, onde ficaremos dois dias (Carmel, etc).</p>
<p>Depois, seguimos para o Napa Valley, onde ficaremos mais dois dias visitando as vinícolas. Já contratamos um passeio de balão e lá faremos nosso Gala Dinner, sob minha responsabilidade.  Depois de tanto vinho, subimos a montanha e vamos ficar mais dois dias no <a href="http://www.nps.gov/yose/index.htm">Yosemite National Park</a>, que já conheço, mas que nunca vou me cansar de ir. E, finalmente, terminamos com dois dias em San Francisco!</p>
<p>Vou tentar atualizar o blog de lá. A ideia é fazer uma espécie de diário de bordo&#8230;mas não garanto. Na pior das hipóteses, escrevo depois, com várias fotos!</p>
<p>Até lá!</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/marcelopcarvalho.wordpress.com/813/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/marcelopcarvalho.wordpress.com/813/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/marcelopcarvalho.wordpress.com/813/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/marcelopcarvalho.wordpress.com/813/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/marcelopcarvalho.wordpress.com/813/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/marcelopcarvalho.wordpress.com/813/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/marcelopcarvalho.wordpress.com/813/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/marcelopcarvalho.wordpress.com/813/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/marcelopcarvalho.wordpress.com/813/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/marcelopcarvalho.wordpress.com/813/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=blog.oquederevier.com&blog=5679249&post=813&subd=marcelopcarvalho&ref=&feed=1" />]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://blog.oquederevier.com/2009/10/09/going-to-california/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>3</slash:comments>
	
		<media:content url="http://0.gravatar.com/avatar/49bb6b16c37d6d116fbcd2e0d736a252?s=96&#38;d=identicon&#38;r=G" medium="image">
			<media:title type="html">marcelopcarvalho</media:title>
		</media:content>
	</item>
		<item>
		<title>A crise na mente das pessoas, sob a ótica de Darwin e da psicologia</title>
		<link>http://blog.oquederevier.com/2009/01/28/a-crise-na-mente-das-pessoas-sob-a-otica-de-darwin-e-da-psicologia/</link>
		<comments>http://blog.oquederevier.com/2009/01/28/a-crise-na-mente-das-pessoas-sob-a-otica-de-darwin-e-da-psicologia/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 28 Jan 2009 20:50:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>marcelopcarvalho</dc:creator>
				<category><![CDATA[Esporte]]></category>
		<category><![CDATA[Mundo]]></category>
		<category><![CDATA[Psicologia]]></category>
		<category><![CDATA[antropologia]]></category>
		<category><![CDATA[Becker]]></category>
		<category><![CDATA[crise]]></category>
		<category><![CDATA[Darwin]]></category>
		<category><![CDATA[Estados Unidos]]></category>
		<category><![CDATA[evolução]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://marcelopcarvalho.wordpress.com/?p=287</guid>
		<description><![CDATA[Tive ontem uma aula diferente e muito boa sobre Crise, no curso Crise: na Economia, na História e na Mente, na Casa do Saber (meu pai tem razão &#8211; esse nome Casa do Saber é de doer&#8230;). A aula, dada pelo filósofo Luis Felipe Pondé (Professor da PUC-SP e da Faap e professor convidado da [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=blog.oquederevier.com&blog=5679249&post=287&subd=marcelopcarvalho&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Tive ontem uma aula diferente e muito boa sobre Crise, no curso <a href="http://www.casadosaber.com.br/curso.php?cid=1184">Crise: na Economia, na História e na Mente</a>, na <a href="http://www.casadosaber.com.br/main.php">Casa do Saber</a> (meu pai tem razão &#8211; esse nome Casa do Saber é de doer&#8230;). A aula, dada pelo filósofo <strong>Luis Felipe Pondé</strong> (Professor da PUC-SP e da Faap e professor convidado da pós-graduação da Escola Paulista de Medicina) abordou a crise na mente das pessoas.</p>
<div id="attachment_288" class="wp-caption alignnone" style="width: 290px"><img src="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2009/01/ponde.jpg?w=280&#038;h=367" alt="Luiz Felipe Pondé" title="ponde" width="280" height="367" class="size-full wp-image-288" /><p class="wp-caption-text">Luiz Felipe Pondé</p></div>
<p>Ele começou citando o livro A Negação da Morte, de Ernest Becker, antropólogo que ganhou o Prêmio Pulitzer em 1974, fazendo a ponte entre Darwin e a psicanálise (isso me interessou – e já comprei o livro). “Imagine você há 100 mil anos. Um dia você acorda e é o primeiro ser humano a ter consciência de que mais cedo ou mais tarde, vai morrer”, disse. Segundo ele, a partir daí o ser humano tem que conviver com a inviabilidade de sua existência (afinal, para que viver se vai morrer?), sobre a falta de sentido da vida; caminha permanentemente à beira do abismo. Sabe que seu corpo vai durar mais do que ele e carrega esse peso a vida toda.</p>
<p>O ser humano sabe demais. Sabemos mais do que deveríamos, mas menos do que precisamos. Essa consciência da finitude da vida gera um estado permanente de crise na mente das pessoas. Convivemos com a crise em nosso plano estrutural.  Interessante, não?</p>
<div id="attachment_289" class="wp-caption alignnone" style="width: 322px"><img src="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2009/01/becker.jpg?w=312&#038;h=383" alt="Ernest Becker" title="becker" width="312" height="383" class="size-full wp-image-289" /><p class="wp-caption-text">Ernest Becker</p></div>
<div id="attachment_290" class="wp-caption alignnone" style="width: 310px"><img src="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2009/01/a-negacao-da-morte.jpg?w=300&#038;h=482" alt="A Negação da Morte" title="a-negacao-da-morte" width="300" height="482" class="size-full wp-image-290" /><p class="wp-caption-text">A Negação da Morte</p></div>
<p>Em seguida, ele discutiu a questão da modernidade e da pós-modernidade. O que define a modernidade é o fato de passarmos a viver (após a Revolução Francesa) de acordo com várias esferas distintas. Hoje, exercemos vários papéis que são compartimentalizados: alguém que é muito religioso, por exemplo, não vai levar essa crença para o trabalho; sabe separar. Precisa. Antes da modernidade, isso não existia. Fazíamos parte de algo único, meio místico e, importante, controlado pela religião e por Deus, seja lá qual for o seu Deus. </p>
<p>Na era moderna, isso mudou. Os pontos críticos dessa mudança foram i) a constatação de que o homem era melhor do que Deus para resolver as questões de justiça e ii) o desenvolvimento científico, que aumentou o conhecimento do homem a respeito de si e do ambiente em que vive, fazendo com que acreditasse mais nos seus recursos. Citando uma passagem de Goethe (Os Anos de Aprendizado de Wilhelm Meister), ele mostra que a partir do Renascimento, o homem chama para si a responsabilidade sobre as coisas e diminui o peso do misticismo. É o início da era da competência, da técnica, em que os Estados Unidos são o exemplo mais evidente de sucesso. </p>
<p>O mundo hoje exige eficiência máxima, sucesso o tempo todo;  segundo ele, o aumento dos índices de depressão no mundo, apesar do maior bem-estar coletivo (e melhores condições de renda) pode ser reflexo dessa pressão. Acho que aqui cabe também uma contribuição do <a href="http://marcelopcarvalho.wordpress.com/2009/01/22/resenha-de-livro-o-paradoxo-da-escolha-%e2%80%93-porque-mais-e-menos-de-barry-schwartz-parte-1/">Paradoxo da Escolha</a>: o maior número de opções de consumo, piorando nossa capacidade de decisão, elevando as possibilidades de arrependimento e reduzindo o prazer obtido com nossas escolhas, é um fator adicional que contribui para a maior depressão.</p>
<p>Ocorre, porém, que sabemos que não podemos ser bem sucedidos 100% do tempo. Sabemos que fracassaremos em algum momento. E isso é fonte adicional de crise na mente. Ele lembra que a crise atual é uma crise de crédito, que vem de “crer”: perdeu-se essa confiança na onipotência do homem. Conjectura minha: talvez pelo fato da crise ter ocorrido nos Estados Unidos, país em que o culto à competência atinge níveis máximos, a dimensão psicológica da crise tenha se acentuado. </p>
<p>[parêntesis: achei legal que várias coisas sobre os EUA que eu tinha escrito no post <a href="http://marcelopcarvalho.wordpress.com/2008/12/03/um-americano/">Um Americano</a>, lá no início do blog, ele também acha.]</p>
<p> Ele coloca que nessa busca pela competência a todo custo, forçada pelo mercado, cada vez mais competitivo, mais rápido, com mais opções de consumo, mais excludente, tendemos a nos sacrificar pelo nosso desejo, que nos controla. Nunca é suficiente, sempre precisamos de mais. No final, nos sacrificamos por nós mesmos, o que gera um sentimento de claustrofobia e de solidão. Estamos todos sós, sensação que é ampliada à medida que fica claro que as utopias modernas não se realizarão (fim do socialismo com a queda do Muro de Berlim; fim da utopia do mercado soberano com a crise atual). O narcisismo se amplia: precisamos cada vez mais da aprovação dos outros. </p>
<p>Ele coloca ainda que a liberdade, um dos valores fundamentais da modernidade, traz como contrapartida a autonomia e a solidão. Ser livre é não ter amarras; só não se tem amarras se somos sós (Aqui fiquei pensando se o crescimento das redes sociais não seria uma reação a esse sentimento de solidão, de fim da utopia pós-moderna). </p>
<p>Pondé afirma que o mundo atual nos força a focar, perdendo a capacidade de compreender todo o resto. Em um momento de crise, somos forçados a olhar para coisas que não olhávamos, somos forçados a romper com nosso foco que, afinal, não deu certo (interessante). </p>
<p>Por isso, a bolha econômica era, antes de tudo, uma bolha psicológica e filosófica: a crença equivocada de que o homem moderno tem recursos infinitos e resolverá sempre tudo.   </p>
<p>A precariedade subjetiva embutida no narcisismo crescente se radicaliza quando há precariedade econômica.  E, à medida que as utopias vão caindo, a precariedade subjetiva aumenta, daí o maior narcisismo. </p>
<p>No final, há um consolo, em Darwin. Aprendemos a conviver com a inviabilidade da vida. Fomos selecionados para tolerar esse conflito, que fica abafado em nossa consciência, caso contrário não poderíamos viver. Temos de mentir para nós mesmos (auto-engano?), a mentira mais efetiva que há. Há um ganho darwinista, mas um custo psíquico considerável, uma energia gasta para conviver com o fato de que, ao final, a vida não dará certo. </p>
<p>Somos a espécie adaptada a saber que a vida é inviável e sobrevivemos a isso. Não sabemos se amanhã estaremos vivos, mas acreditamos nisso e vivemos com essa “verdade”. Temos coragem de ir em frente. No final, tudo é uma questão de coragem, como já dizia Aristóteles: a coragem garante todas as outras virtudes. A propósito, como bem lembrou Pondé, o lema dos Estados Unidos: <strong>terra dos livres e lugar dos corajosos</strong> (“<em>land of the free and the home of the brave</em>”). </p>
<p>Enfim, muito bom. E Darwin para mim é o cara. A idéia de que todos os seres vivos derivaram de uma única célula é incrivelmente simples e poderosa. </p>
<div id="attachment_291" class="wp-caption alignnone" style="width: 313px"><img src="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2009/01/charles_darwin.jpg?w=303&#038;h=400" alt="Charles Darwin" title="charles_darwin" width="303" height="400" class="size-full wp-image-291" /><p class="wp-caption-text">Charles Darwin</p></div>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/marcelopcarvalho.wordpress.com/287/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/marcelopcarvalho.wordpress.com/287/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/marcelopcarvalho.wordpress.com/287/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/marcelopcarvalho.wordpress.com/287/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/marcelopcarvalho.wordpress.com/287/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/marcelopcarvalho.wordpress.com/287/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/marcelopcarvalho.wordpress.com/287/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/marcelopcarvalho.wordpress.com/287/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/marcelopcarvalho.wordpress.com/287/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/marcelopcarvalho.wordpress.com/287/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=blog.oquederevier.com&blog=5679249&post=287&subd=marcelopcarvalho&ref=&feed=1" />]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://blog.oquederevier.com/2009/01/28/a-crise-na-mente-das-pessoas-sob-a-otica-de-darwin-e-da-psicologia/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>6</slash:comments>
	
		<media:content url="http://0.gravatar.com/avatar/49bb6b16c37d6d116fbcd2e0d736a252?s=96&#38;d=identicon&#38;r=G" medium="image">
			<media:title type="html">marcelopcarvalho</media:title>
		</media:content>

		<media:content url="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2009/01/ponde.jpg" medium="image">
			<media:title type="html">ponde</media:title>
		</media:content>

		<media:content url="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2009/01/becker.jpg" medium="image">
			<media:title type="html">becker</media:title>
		</media:content>

		<media:content url="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2009/01/a-negacao-da-morte.jpg" medium="image">
			<media:title type="html">a-negacao-da-morte</media:title>
		</media:content>

		<media:content url="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2009/01/charles_darwin.jpg" medium="image">
			<media:title type="html">charles_darwin</media:title>
		</media:content>
	</item>
		<item>
		<title>Um americano</title>
		<link>http://blog.oquederevier.com/2008/12/03/um-americano/</link>
		<comments>http://blog.oquederevier.com/2008/12/03/um-americano/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 03 Dec 2008 00:28:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>marcelopcarvalho</dc:creator>
				<category><![CDATA[Mundo]]></category>
		<category><![CDATA[aventura]]></category>
		<category><![CDATA[emergentes]]></category>
		<category><![CDATA[Estados Unidos]]></category>
		<category><![CDATA[globalização]]></category>
		<category><![CDATA[natureza]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://marcelopcarvalho.wordpress.com/?p=27</guid>
		<description><![CDATA[Em abril, tive a oportunidade de visitar a Costa Rica, por conta de um evento profissional. Cheguei um final de semana antes de meu compromisso e, como de costume, procurei algum programa diferente, que me permitisse conhecer um pouco da natureza desse pequeno e bem sucedido país da América Latina. Decidi fazer um rafting no [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=blog.oquederevier.com&blog=5679249&post=27&subd=marcelopcarvalho&ref=&feed=1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal" style="margin:0 0 10pt;"><span style="font-size:small;font-family:Calibri;">Em abril, tive a oportunidade de visitar a Costa Rica, por conta de um evento profissional. Cheguei um final de semana antes de meu compromisso e, como de costume, procurei algum programa diferente, que me permitisse conhecer um pouco da natureza desse pequeno e bem sucedido país da América Latina.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0 0 10pt;"><span style="font-size:small;font-family:Calibri;">Decidi fazer um <em>rafting</em> no Rio Pacuare que, segundo me foi informado por locais (os costarriquenhos aprenderam a vender muito bem o seu país), estava entre os 5 melhores rios do mundo para a prática desse esporte.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0 0 10pt;"><span style="font-size:small;font-family:Calibri;">Lá fui eu. Depois de 3 horas sacolejando em uma van, chegamos às margens do rio turbulento que, pelas próximas 4 horas, seria nossa estrada. Nunca tinha feito <em>rafting</em>, mas no momento de subir no bote, logo sentei na primeira fila (se é para fazer, que seja da forma mais plena possível!). </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0 0 10pt;"><span style="font-size:small;font-family:Calibri;">Do meu lado, sentou um americano de uns 50 anos, que já havia descido rios pelo mundo afora, incluindo o perigoso Zambeze, na África, teoricamente um dos mais difíceis. Fiquei ao mesmo tempo tranqüilo e impaciente; tranqüilo, por ter a meu lado um expert que, de fato, me ajudou bastante; impaciente pela responsabilidade de ter como par alguém que entendia do negócio. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0 0 10pt;"><span style="font-size:small;font-family:Calibri;">Como não me lembro de seu nome, vou chamá-lo de Jeff. A descida do rio foi bem sucedida e, de qualquer forma, esse texto não é sobre <em>rafting</em> ou aventuras. É sobre Jeff e os americanos. Nos poucos momentos de calmaria na travessia, Jeff me relatou que era casado, tinha dois filhos, e que, nos últimos 4 anos, havia feito duas voltas ao mundo, de mais ou menos 1 ano e meio cada. Os filhos, pequenos, estudavam por correspondência. Jeff não era um rico excêntrico. Quando o questionei sobre dinheiro, trabalho, essas coisas que sempre nos prendem à nossa vida normal, até medíocre perto da dele, Jeff simplesmente respondeu que arrumar trabalho nunca fora difícil (bem, talvez agora seja&#8230;rs). </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0 0 10pt;"><span style="font-size:small;font-family:Calibri;">As voltas ao mundo de Jeff não eram convencionais. Ele ficava 3 ou 4 meses em países como Nepal, Índia, ou no meio da África. Ia e ficava meio que de acordo com o que encontrava. Isso tudo <span> </span>com dois filhos pequenos e a esposa. Definitivamente, não fazia o circuito Europa-Austrália-América do Norte, mas sim um que, mesmo para nós, soaria amedrontador. <span> </span>Ele me disse que, por essa experiência, seus filhos tinham uma visão completamente diferente do mundo, quando comparados aos americanos médios (que, depreende-se pela sua fala, mal sabem onde ficam o México e o Canadá). </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0 0 10pt;"><span style="font-size:small;font-family:Calibri;">Na hora, senti uma certa inveja de Jeff. Não por querer e não poder fazer esse tipo de coisa, mas pela liberdade que aquele americano de fala tranqüila havia conquistado para si. Mais do que isso: havia escolhido esse caminho. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0 0 10pt;"><span style="font-size:small;font-family:Calibri;">Não há muitas pessoas assim no mundo. Conheci <span> </span>um outro americano, professor universitário e que havia morado por alguns meses no Chade (no norte da África) que, em uma viagem pelo interior do Brasil, preferira comer nas espeluncas onde o grosso da população comia, do que nos restaurantes das classes mais abastadas. Ele queria ver como era ser brasileiro. Outro americano nada típico.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0 0 10pt;"><span style="font-size:small;font-family:Calibri;">Parei para pensar se havia muitos americanos com essa filosofia de vida, tão oposto ao estereótipo do americano médio que, segundo se alega, tem pouca curiosidade e conhecimento a respeito do resto do mundo. Questionei-me se esse estereótipo não seria exagerado, ou se, em outros países, a proporção de cidadãos globalizados e sensíveis às diferenças não seria também reduzida. Aqui, por exemplo, quando alguém leva a vida que Jeff leva, vira best-seller e consultor empresarial (Família Schürmann).</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0 0 10pt;"><span style="font-size:small;font-family:Calibri;">Em seu bom <span> </span>livro The Post-American World (já lançado por aqui), <a title="Fareed Zakaria" href="http://www.fareedzakaria.com/" target="_blank">Fareed Zakaria</a>, indiano radicado nos Estados Unidos e editor da Newsweek International, argumenta que os americanos terão sérios problemas de se integrar em um mundo globalizado e que terá uma divisão mais clara do poder econômico e político: em algumas décadas das 4 maiores economias mundiais, 3 serão asiáticas. <span> </span>Ele diz que por terem permanecidos isolados pelos oceanos e focados em uma economia interna muito robusta, os americanos “se esqueceram” do mundo que, agora, terão de lidar de forma mais integrada e cooperativa. Só falam uma língua, conhecem pouco de geografia e história mundiais, e por aí vai. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0 0 10pt;"><a href="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2008/12/fareed.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-28" title="fareed" src="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2008/12/fareed.jpg?w=150&#038;h=222" alt="fareed" width="150" height="222" /></a></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0 0 10pt;"><span style="font-size:small;font-family:Calibri;">Essa, aliás, é a visão dominante de quem analisa esse contexto. Acredito, porém, que essa unanimidade pode esconder uma miopia. Primeiro, os americanos são extremamente pragmáticos e competitivos. Aprenderão rapidamente as regras do novo jogo, ainda que saiam atrás. Além disso, há os Jeffs esclarecidos que compõem a elite intelectual do país. Podem não ser maioria (aonde são?), mas certamente exercem um poder de influência significativo. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0 0 10pt;"><span style="font-size:small;font-family:Calibri;">Depois da conversa com o Jeff, saí desconfiado de que os americanos ainda podem surpreender. Poucos meses depois, a confirmação: Barack Obama é eleito presidente dos Estados Unidos, a multidão vai às ruas, com grande comoção. Tudo bem, os críticos dirão que foi a crise, a incompetência de Bush e a apatia do McCain, mas acho que não. A eleição de um presidente negro, imigrante e cujo nome, ironicamente, é parecido com o do inimigo número 1 dos Estados Unidos, talvez represente o começo da adaptação do país a essa nova realidade. <span> </span>Não devemos subestimar os americanos. </span></p>
<div id="attachment_29" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><a href="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2008/12/rafting.jpg"><img class="size-full wp-image-29" title="rafting" src="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2008/12/rafting.jpg?w=500&#038;h=300" alt="rafting" width="500" height="300" /></a><p class="wp-caption-text">Jeff, à esquerda, eu, à direita</p></div>
<p class="MsoNormal" style="margin:0 0 10pt;"> </p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/marcelopcarvalho.wordpress.com/27/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/marcelopcarvalho.wordpress.com/27/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/marcelopcarvalho.wordpress.com/27/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/marcelopcarvalho.wordpress.com/27/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/marcelopcarvalho.wordpress.com/27/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/marcelopcarvalho.wordpress.com/27/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/marcelopcarvalho.wordpress.com/27/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/marcelopcarvalho.wordpress.com/27/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/marcelopcarvalho.wordpress.com/27/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/marcelopcarvalho.wordpress.com/27/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=blog.oquederevier.com&blog=5679249&post=27&subd=marcelopcarvalho&ref=&feed=1" />]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://blog.oquederevier.com/2008/12/03/um-americano/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>3</slash:comments>
	
		<media:content url="http://0.gravatar.com/avatar/49bb6b16c37d6d116fbcd2e0d736a252?s=96&#38;d=identicon&#38;r=G" medium="image">
			<media:title type="html">marcelopcarvalho</media:title>
		</media:content>

		<media:content url="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2008/12/fareed.jpg" medium="image">
			<media:title type="html">fareed</media:title>
		</media:content>

		<media:content url="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2008/12/rafting.jpg" medium="image">
			<media:title type="html">rafting</media:title>
		</media:content>
	</item>
	</channel>
</rss>