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	<title>O que der e vier &#187; Filosofia</title>
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	<description>Idéias, pensamentos e impressões, por Marcelo Pereira de Carvalho</description>
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		<title>O que der e vier &#187; Filosofia</title>
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		<title>Sobre ter altas expectativas a respeito das coisas</title>
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		<pubDate>Tue, 02 Feb 2010 22:50:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>marcelopcarvalho</dc:creator>
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		<description><![CDATA[É melhor ter altas ou baixas expectativas a respeito das coisas? Esse assunto me veio à tona ultimamente em algumas situações específicas e achei que dava para escrever um post. Vou tentar. Para responder à questão, é preciso primeiro defini-la: melhor em que sentido? No que se refere aos resultados alcançados, parece lógico (e há [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=blog.oquederevier.com&amp;blog=5679249&amp;post=957&amp;subd=marcelopcarvalho&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>É melhor ter altas ou baixas expectativas a respeito das coisas? Esse assunto me veio à tona ultimamente em algumas situações específicas e achei que dava para escrever um post. Vou tentar.</p>
<p>Para responder à questão, é preciso primeiro defini-la: melhor em que sentido? No que se refere aos resultados alcançados, parece lógico (e há trabalhos mostrando) que quanto maior a expectativa, melhor tende a ser o resultado final. O fato é que o mundo não te dá mais do que você pede a ele, pelo menos na maior parte das situações. Assim, quem espera muito da vida (não no sentido passivo da espera), tende a ir mais longe. “Nothing ventured, nothing gained”. And that’s it. Ao menos potencialmente.</p>
<p>Um estudo feito pelos psicólogos americanos Sydney Siegel e Lawrence Fouraker demonstrou que a expectativa elevada (ou, nesse caso, a meta) influencia o resultado. Eles dividiram voluntários em dois grupos. Em ambos foi passado que teriam de vender um certo produto e caso atingissem a meta pré-estabelecida, eles poderiam ficar com o lucro obtido e passariam a uma segunda rodada. A diferença foi que, para o primeiro grupo, foi passada uma meta de <strong>2,10 dólares</strong> enquanto que, para o segundo grupo, a meta estabelecida mais ambiciosa, <strong>6,10 dólares</strong>. Muitos vendedores dos dois grupos atingiram a meta, mas no segundo grupo o lucro médio foi de <strong>6,25 dólares</strong> enquanto que no primeiro grupo, de meta mais modesta, o lucro médio foi de apenas <strong>3,35 dólares</strong>. Nesse caso, a expectativa foi gerada externamente, mas pouco importa: resultou em desempenho superior.</p>
<p>Empresas mais ambiciosas, pessoas mais ambiciosas, tendem a ir mais longe porque se motivam a obter mais do mundo, desde que suas metas sejam realistas. A Teoria das Expectativas de Vroom sugere que a motivação, isto é, o <em>motivo para ação</em>,  depende do produto entre a Valência = vontade que alguém tem de obter algo, o que é dado pela relevância que esse algo tem para ela, e a Expectativa de se atingir esse algo. Expectativa, nesse caso, significa o quanto a pessoa acredita que de fato possa atingir esse objetivo.</p>
<p>Assim, se alguém não tem objetivo de alcançar algo (valência zero) o produto será zero e não haverá motivação. Ela não sairá do lugar. Da mesma forma, ainda que a valência seja elevada, se a expectativa de se atingir esse algo for zero, também não haverá estímulo para se mover. Exemplo: você pode querer ser campeão mundial de Fórmula 1, mas se considerar que essa meta não pode ser atingida por não ser realista, então não terá motivação para persegui-la.</p>
<p>Desta forma, pessoas com expectativas mais altas, ou metas mais elevadas, pessoais ou profissionais, se motivarão a conquistar essas metas, desde que tenham real expectativa de consegui-las. Nesse ponto, há pessoas que, pela análise convencional, estão “fora da realidade”, que acreditarão em metas que não são realistas &#8211; talvez uma forma de auto-engano &#8211; mas que terão motivação para alcançá-las. E, às vezes, conseguirão, surpreendendo a todos.</p>
<p>(Não sei porque, mas me lembrei agora daquela cena do filme <a href="http://www.meucinemabrasileiro.com/filmes/dois-filhos-de-francisco/dois-filhos-de-francisco.asp">Dois Filhos de Francisco</a>, em que o Francisco diz que queria tornar famosa a dupla formada pelos filhos [Zezé de Camargo e seu irmão que faleceu logo depois]. Ele comprou centenas de fichas telefônicas e ligou para a rádio seguidas vezes, até que a música deles foi selecionada entre as mais pedidas do dia. O resto é história, depois de muita água passada debaixo da ponte, claro&#8230;)</p>
<p>Até aí, tudo bem. Mas, voltando à pergunta original, e no aspecto pessoal, de satisfação? Será que ter expectativas elevadas, ainda que isso resulte em uma vida mais rica materialmente e mais cheia de “histórias para contar”, tornará alguém mais feliz do que aquele que se contenta com menos, seja no aspecto material, seja no aspecto pessoal?</p>
<p>Acredito que não.  Ou, pelo menos, provavelmente não. Se você esperava emagrecer 2 kg e emagreceu 4, ficará satisfeito. Mas se a expectativa era emagrecer 6&#8230;Com metas mais altas, a frustração está mais próxima e o tombo, maior. O paradoxo é que, provavelmente, aquele que quer emagrecer 6 kg, desde que seja uma meta realista, deve conseguir emagrecer mais do que aquele que tem meta de 4 kg. Assim, a expectativa alta gera resultado melhor, mas a chance de desapontamento é maior. Quanto maior o ganho potencial, maior o risco.</p>
<p>Mas e se expectativa elevada for cumprida? Terá esse indivíduo satisfação muito superior? Ainda assim, creio que aquele que tem expectativas elevadas a respeito da vida ficará em posição desfavorável no quesito satisfação. A expectativa elevada anda de mãos dadas com a necessidade contínua de querer sempre mais e melhor, empurrando a zona de satisfação sempre para frente. Nada é suficiente, nunca é suficiente.</p>
<p>Complementando o raciocínio acima, há ainda uma outra possível associação. Indivíduos com altas expectativas a respeito de tudo desconhecem que a vida não é feita de eras de felicidade, mas sim de momentos de felicidade, como disse Nietzsche. Essas pessoas talvez estejam sempre esperando o momento supremo, a pessoa perfeita, o emprego ideal – afinal esperam sempre o melhor de tudo – e sempre farão o possível para alcançá-los, para logo perceber – mais uma vez &#8211; que poderia ser melhor. Sempre poderia. Como escreveu <a href="http://www.releituras.com/vcarvalho_velhotemaI.asp">meu bisavô</a> em sua poesia mais famosa, “Velho Tema”:</p>
<p><em>Só a leve esperança, em toda a vida,<br />
Disfarça a pena de viver, mais nada;<br />
Nem é mais a existência, resumida,<br />
Que uma grande esperança malograda.</em></p>
<p><em>O eterno sonho da alma desterrada<br />
Sonho que a traz ansiosa e embevecida,<br />
É uma hora feliz, sempre adiada<br />
E que não chega nunca em toda a vida.</em></p>
<p><em>Essa felicidade que supomos,<br />
Árvore milagrosa que sonhamos<br />
Toda arreada de dourados pomos,</em></p>
<p><em> </em></p>
<p><em>Existe, sim: mas nós não a alcançamos<br />
Porque está sempre apenas onde a pomos<br />
E nunca a pomos onde nós estamos.</em></p>
<p>Já que falei do filme Dois Filhos de Francisco, vou citar uma das cenas finais, em que Zezé, já rico e famoso, volta para visitar o casebre em que morava com a família, antes de tudo acontecer. Se não me falha a memória, ele diz algo como “foi a época mais feliz da minha vida”&#8230;Pelo filme, percebe-se que ele é alguém com altas expectativas, foi lá e fez, mas pelo jeito não resolveu. Parece, olhando assim, que as expectativas elevadas são uma ilusão auto-imposta não para de fato conquistar grandes coisas, mas para tapar o sol com a peneira, resolver internamente aquilo que não está e não será resolvido. Quando não se consegue lidar com o presente, depositando no futuro e em suas conquistas a suposta satisfação permanente. “The best is always to come&#8230;.”.</p>
<p>Barry Schwartz, no seu ótimo <a href="http://blog.oquederevier.com/tag/barry-schwartz/">Paradoxo da Escolha</a>, mostra que o índice de depressão e suicídio nos indivíduos maximizadores é maior do que nos demais. Indivíduos maximizadores são aqueles que só se contentam com o melhor, isto é, possuem alta expectativa a respeito de tudo. Aqui, há ainda a correlação positiva entre ter altas expectativas e assumir para si a responsabilidade pelo fracasso, o que coloca um peso ainda maior para as frustrações. O maximizador é escravo de suas próprias expectativas.</p>
<p>Triste paradoxo. É provável que grande parte das contribuições feitas à história humana tenha sido feita por indivíduos que tinham altas expectativas. Afinal, não é fácil se destacar, criar algo novo, fazer a diferença. Citando a frase de Bernard Shaw (de novo estou citando Shaw!), “<em>há dois tipos de pessoas, aquelas que se adaptam ao mundo e aquelas que tentam adaptar o mundo a elas. Todo progresso vem necessariamente do segundo tipo”</em>.  Eles foram lá, e fizeram, contra tudo e contra todos.  E mudaram a ordem das coisas.</p>
<p>Mas talvez, dentro de si, aquele incômodo sempre continuou, de um lado, impulsionando-os a fazer mais e mais, de outra impedindo-os de usufruir daquilo que conquistaram. O legado que deixaram ao mundo é maior do que o que construíram para si mesmos.</p>
<p>E, claro, para cada um que fez história, quantos potenciais gênios, empresários, educadores revolucionários, se perderam e não foram nem uma sombra daquilo que poderiam ter sido, justamente pela frustação paralisante que se instalou ao perceberem o quão longe estavam de suas elevadas aspirações?</p>
<p>Nesse sentido, invejo aquele que se contenta com pouco, que se surpreende positivamente com cada mínima conquista, que quase nada espera a ponto de quase tudo servir. Esse, certamente, é mais feliz. Olhando por esse lado, no entanto, a felicidade me parece algo um tanto medíocre, uma monotonia pouco digna para justificar, de fato, o efêmero momento que representa nossa passagem por esse mundo.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/marcelopcarvalho.wordpress.com/957/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/marcelopcarvalho.wordpress.com/957/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/marcelopcarvalho.wordpress.com/957/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/marcelopcarvalho.wordpress.com/957/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/marcelopcarvalho.wordpress.com/957/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/marcelopcarvalho.wordpress.com/957/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/marcelopcarvalho.wordpress.com/957/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/marcelopcarvalho.wordpress.com/957/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/marcelopcarvalho.wordpress.com/957/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/marcelopcarvalho.wordpress.com/957/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/marcelopcarvalho.wordpress.com/957/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/marcelopcarvalho.wordpress.com/957/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/marcelopcarvalho.wordpress.com/957/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/marcelopcarvalho.wordpress.com/957/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=blog.oquederevier.com&amp;blog=5679249&amp;post=957&amp;subd=marcelopcarvalho&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>O Equilibrista: metáfora da vida</title>
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		<pubDate>Mon, 25 Jan 2010 20:08:11 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[O Equilibrista (Man on Wire) é o documentário vencedor do Oscar 2009, que mostra a vida de Philippe Petit, o francês que passou a vida andando sobre a corda bamba. Literalmente, não só metaforicamente, como todos nós. Quando jovem, na sala de espera de um dentista, ele viu uma matéria em uma revista sobre o [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=blog.oquederevier.com&amp;blog=5679249&amp;post=926&amp;subd=marcelopcarvalho&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O Equilibrista (Man on Wire) é o documentário vencedor do Oscar 2009, que mostra a vida de Philippe Petit, o francês que passou a vida andando sobre a corda bamba. Literalmente, não só metaforicamente, como todos nós.</p>
<p>Quando jovem, na sala de espera de um dentista, ele viu uma matéria em uma revista sobre o projeto de construção das torres gêmeas. Instintivamente, fez um traço entre as duas, arrancou a página da revista e…pronto, seu objetivo de vida estava traçado.</p>
<p>Aguardou a construção das torres, causou espanto ao (ilegalmente, sempre) cruzar a Notre Dame pelos ares, depois uma ponte em Sidney, e assim por diante, sempre aguardando aquele que se tornou seu projeto principal: andar sobre um cabo de aço a 450 metros de altura, em plena New York, entre as torres do World Trade Center.</p>
<p>Para realizar seu projeto, como todo gênio &#8211; para o bem ou para o mal – contou com ajudantes que encamparam o projeto de forma até mais intensa do que ele próprio, principalmente sua namorada e seu melhor amigo, que durante meses traçaram a melhor estratégia e organizaram a empreitada em seus mínimos detalhes.</p>
<p>O documentário mostra como esse bando de loucos, inseridos na contra-cultura da década de 70, conseguiu burlar a segurança e instalar um cabo de aço para cruzar os 70 metros entre as finadas torres e realizar o feito que assombrou a todos na época, no dia 7 de agosto de 1974. E até hoje impressiona, basta ver o filme.</p>
<p>A história é carregada de simbolismos profundos. Após a realização da travessia, foi-se a namorada, foi-se o melhor amigo. Era como se um ciclo – para todos – havia se completado. Não sem emoção, ainda que muitos anos depois, como é possível perceber pelos depoimentos. Aquilo que os unia era maior do que ele e do que eles. Após cruzar as torres, Philippe não era mais o mesmo – afinal, ele era um projeto, e o projeto fora concluído. O que viria depois, não se sabe, mas certamente não carregaria mais o vínculo que culminou com aquele objetivo.</p>
<p>A travessia, em si, é emblemática: ao deixar a primeira torre em direção à segunda, Philippe estava cruzando uma nova fronteira de vida, para si e para os seus. Talvez as pessoas se aproximem em função disto – de necessidades mútuas que, uma vez satisfeitas, se extinguem, e com elas o elo que vincula um ao outro.</p>
<p>Há também a questão pessoal que envolve o Equilibrista. Até que ponto vale a pena uma vida ser pautada por um único objetivo, por mais incrível que seja? Está certo, talvez toda vida tenha um propósito de ser heróica, e o heroísmo de Philippe era esse. Mas será que há limites a partir do qual o propósito passa a comandar a vida de uma pessoa, a ponto de torná-la mera passageira ou expectadora do seu destino?</p>
<p>Parece que sim. A certa altura, diante das dificuldades que quase o fizeram desistir, Philippe admite, ainda que não diretamente, o perigo dessa situação: “precisava naufragar na ilha deserta do meu sonho”, disse.  Naufragar na ilha deserta. Sabia que, por maior que fosse a conquista, do outro lado haveria o naufrágio. Haveria o vazio de uma conquista definitiva, precoce, do objetivo de sua vida conquistado. A partir dali, tudo seria passado. Sua vida seria uma retrospectiva; afinal, nada do que faria a seguir equivaleria em grandeza com o que acabara de fazer. E mais: não bastasse ser uma ilha, isolada por definição, ainda por cima, deserta. O destino de um só. Os sonhos são sempre individuais. As conquistas e tragédias, idem.</p>
<p>“Há duas tragédias na vida de um homem. Uma é não conquistar aquilo que deseja. A outra, é conquistar”, escreveu Bernard Shaw. A conquista de Philippe, ao mesmo tempo, era sua perdição, quase seu epílogo. O naufrágio do qual ele temia, mas não poderia evitar. Ou nao seria ele. O fato é que não há escapatória contra aquilo que precisa acontecer.</p>
<p>Talvez o prazer esteja na busca, na possibilidade, na meta a ser alcançada, não na conquista em si, como disse Shaw. A tragédia é que, quanto maior a meta, maior o prazer de buscá-la, maior o (efêmero) prazer de conquistá-la, mas maior o naufrágio, pois maior o vazio posterior.</p>
<p>Como o Equilibrista, andamos na corda bamba, entre aquilo que queremos conquistar e aquilo que de fato conquistamos, sempre correndo o risco de escorregar no meio do caminho. Dessa tensão talvez irreconciliável, extraímos nossos propósitos e, quem sabe, nossa felicidade, ainda que por instantes fugazes.</p>
<p><a href="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2010/01/captura-de-tela-2010-01-24-as-10-20-30.png"><img class="alignnone size-full wp-image-927" title="Captura de tela 2010-01-24 às 10.20.30" src="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2010/01/captura-de-tela-2010-01-24-as-10-20-30.png?w=500" alt=""   /></a></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/marcelopcarvalho.wordpress.com/926/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/marcelopcarvalho.wordpress.com/926/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/marcelopcarvalho.wordpress.com/926/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/marcelopcarvalho.wordpress.com/926/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/marcelopcarvalho.wordpress.com/926/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/marcelopcarvalho.wordpress.com/926/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/marcelopcarvalho.wordpress.com/926/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/marcelopcarvalho.wordpress.com/926/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/marcelopcarvalho.wordpress.com/926/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/marcelopcarvalho.wordpress.com/926/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/marcelopcarvalho.wordpress.com/926/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/marcelopcarvalho.wordpress.com/926/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/marcelopcarvalho.wordpress.com/926/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/marcelopcarvalho.wordpress.com/926/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=blog.oquederevier.com&amp;blog=5679249&amp;post=926&amp;subd=marcelopcarvalho&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Filosofia chinesa – o simbolismo através das plantas</title>
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		<pubDate>Mon, 02 Mar 2009 00:37:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>marcelopcarvalho</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Segundo o poeta chinês Bai Juyi (803 DC), as qualidades do bambu são um exemplo de comportamento humano superior: diante da tempestade, o bambu se curva, mas não se parte, retornando à forma anterior após passada a tormenta. Um símbolo de resiliência. Seu caule oco representa a mente aberta. Li isso em uma placa no [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=blog.oquederevier.com&amp;blog=5679249&amp;post=406&amp;subd=marcelopcarvalho&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-408" title="bamboo_main" src="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2009/03/bamboo_main.jpg?w=500" alt="bamboo_main"   /></p>
<p>Segundo o poeta chinês Bai Juyi (803 DC), as qualidades do bambu são um exemplo de comportamento humano superior: diante da tempestade, o bambu se curva, mas não se parte, retornando à forma anterior após passada a tormenta. Um símbolo de <strong>resiliência</strong>. Seu caule oco representa a <strong>mente aberta</strong>.</p>
<p>Li isso em uma placa no Royal Botanical Gardens, em Melbourne, bem perto de onde tirei a foto abaixo, e achei que valia a pena trazer.</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-407" title="img_1012" src="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2009/03/img_1012.jpg?w=500&#038;h=375" alt="img_1012" width="500" height="375" /></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/marcelopcarvalho.wordpress.com/406/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/marcelopcarvalho.wordpress.com/406/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/marcelopcarvalho.wordpress.com/406/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/marcelopcarvalho.wordpress.com/406/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/marcelopcarvalho.wordpress.com/406/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/marcelopcarvalho.wordpress.com/406/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/marcelopcarvalho.wordpress.com/406/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/marcelopcarvalho.wordpress.com/406/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/marcelopcarvalho.wordpress.com/406/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/marcelopcarvalho.wordpress.com/406/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/marcelopcarvalho.wordpress.com/406/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/marcelopcarvalho.wordpress.com/406/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/marcelopcarvalho.wordpress.com/406/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/marcelopcarvalho.wordpress.com/406/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=blog.oquederevier.com&amp;blog=5679249&amp;post=406&amp;subd=marcelopcarvalho&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Ensaio sobre o esqui. Mais precisamente, sobre o ski lift</title>
		<link>http://blog.oquederevier.com/2009/01/24/ensaio-sobre-o-esqui-mais-precisamente-sobre-o-ski-lift/</link>
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		<pubDate>Sat, 24 Jan 2009 14:32:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>marcelopcarvalho</dc:creator>
				<category><![CDATA[Esporte]]></category>
		<category><![CDATA[Filosofia]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Esqui]]></category>
		<category><![CDATA[Psicologia]]></category>

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		<description><![CDATA[Muita gente não gosta daquele tempo perdido no ski lift, subindo vagarosamente até o ponto em que reside a verdadeira razão de se estar ali. É uma espera inútil, o preço que se paga para a diversão que se seguirá. Discordo. Aquele momento no ski lift é o que torna especial a esperada descida que [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=blog.oquederevier.com&amp;blog=5679249&amp;post=250&amp;subd=marcelopcarvalho&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2009/01/cimg1745.jpg?w=500&#038;h=375" alt="cimg1745" title="cimg1745" width="500" height="375" class="alignnone size-full wp-image-251" /></p>
<p>Muita gente não gosta daquele tempo perdido no ski lift, subindo vagarosamente até o ponto em que reside a verdadeira razão de se estar ali. É uma espera inútil, o preço que se paga para a diversão que se seguirá. </p>
<p>Discordo. Aquele momento no ski lift é o que torna especial a esperada descida que o sucede. A começar pelo mais evidente: a demora, a lentidão do processo valoriza a etapa seguinte, o prazer proporcionado pelo esqui. Não se pode apressar essa etapa, nem evitá-la. Não é possível ir para o céu sem antes morrer&#8230; paciência! </p>
<p>Mas o mais evidente nesse caso nem é o principal. Ganhando altura, no silêncio, às vezes com neve, às vezes com chuva. Quase sempre com o frio batendo na cara, sem que nada se possa fazer.  Esperar e refletir. Emoções opostas: de um lado, a satisfação pela decisão tomada: mudar de patamar, arriscar-se. De outro, o temor natural que o desconhecido nos causa, a cada instante mais próximo. Para chegar ali, já medimos a montanha; medimos aqueles que subiram antes de nós. Será que são como nós, ou melhores? Olhamos para dentro. De alguma forma, julgamos que poderíamos dar aquele passo. Nem sempre damos. Ainda bem que temos várias horas, com sorte vários dias, para medir a montanha e compará-la a nossa capacidade. Ou a nossa coragem, que em grande parte define até onde podemos ir.  </p>
<p>Mesmo quando o destino são pistas já conhecidas, o ski lift tem esse significado. Mesmo pistas conhecidas podem apresentar novos desafios, pode-se descer mais rápido, com mais técnica, de um jeito diferente. É possível nunca haver repetição e sempre haver algum novo desafio.</p>
<p>Mas o verdadeiro sentido do ski lift se mostra quando se decide subir até onde só há pistas desafiadoras para o seu nível.  O trajeto para o topo é normalmente solitário. Um número relativamente pequeno de pessoas escolhe esse caminho (como na vida? não, na vida não há topo; se há, quem pode definir?). Mesmo que tenha mais gente subindo, é um momento de introspecção. De enfrentamento de nossos medos. Ali, é preciso acumular o que falta de coragem para a próxima etapa, agora inevitável: a escolha já foi feita. O topo é o lugar dos experts ou de gente que se arrisca a fazer mais do que deveria e, com surpresa, acaba fazendo e descobrindo que pode ir mais longe. Em topo que se preze, as pistas são sempre difíceis ou muito difíceis. O tempo via de regra castiga e é instável; a visibilidade tende a ser ruim. Tudo conspira contra. E mesmo assim&#8230;</p>
<p>Em uma ocasião, subi com um casal de argentinos, mais velho. O esqui não tem idade. Não se via mais do que 5 metros. Mesmo assim, era possível sentir que estávamos no topo. O mundo ficara lá embaixo.  O argentino, percebendo minha apreensão diante daquela cegueira branca, me disse para segui-lo: “Quando você passar pela placa número 9, coloque os esquis paralelos, apontando para baixo, e ganhe toda a velocidade possível, mesmo sem ver nada, caso contrário você não conseguirá subir; depois, a pista tem uma forte elevação”. É preciso aprender a confiar sem ver. </p>
<p>Em direção ao topo faz-se amizades verdadeiramente sinceras que duram não mais do que dez minutos, entre pessoas improváveis, que nunca teriam qualquer proximidade caso pudessem escolher. Certa vez subi com um carioca, <em>snowboarder</em>, que era minha absoluta antítese. O único ponto em comum que tínhamos era estar ali. Pensando bem, era o suficiente para que houvesse uma conexão: longe de tudo, no frio, naquela pista, naquele exato momento, indo atrás das mesmas coisas. Ou de coisas distintas, mas usando os mesmos meios. Dá no mesmo. Talvez não fôssemos tão diferentes assim naquilo que realmente importava.</p>
<p>Chegamos ao topo, deserto. Eu e o carioca. Ventava forte. Descemos do ski lift em silêncio, assimilando aquele momento, até que alguém perguntou: “Você vai para onde?” Havia duas possibilidades de descer. Logo percebemos: iríamos para lados opostos, como faríamos em tudo o mais na vida, exceto naquele breve momento em que dividimos a subida e compartilhamos as mesmas expectativas. “Boa sorte”, falou. Desejar boa sorte era a medida exata do que enfrentaríamos. Desejei o mesmo a ele, com toda sinceridade possível. Éramos solidários no desafio e o desejo de boa sorte, de alguma forma, aumentava nossa confiança. Pelo menos, a minha.</p>
<p>Virei-me e fui lentamente para o início de minha descida, fitei as placas pretas (lamentei não serem de qualquer outra cor!) indicando a pista, encarei o precipício que tentava me convencer a partir. Olhei para os lados, ninguém. Não havia alternativa, pensei. Até havia, mas não poderia me trair. Naquele instante em que os pensamentos e temores se perdem, dando lugar a um breve vácuo, coube a coragem. Parti, sabendo que não seria mais o mesmo ao chegar ao ponto final. </p>
<p>(Quantas vezes não buscamos o precipício e da matéria resultante disso nos fortalecemos e moldamos nossa trajetória? O esqui é a metáfora da vida. O ski lift é o caminho já tomado, o ponto sem volta. Com suas incertezas e medos; com suas expectativas e esperanças).</p>
<p><em>“Ninguém descobre novas terras sem consentir em perder de vista a costa por um longo tempo.” André Gide</em></p>
<p>Obs: você pode <a href="http://www.flickr.com/photos/34152813@N08">acessar minhas fotos no Flickr</a> e ver algumas fotos selecionadas que tirei em estações de esqui e redondezas no álbum <a href="http://www.flickr.com/photos/34152813@N08/sets/72157612525772741/">Meus lugares no mundo</a>.</p>
<p><img src="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2009/01/dsc02397.jpg?w=500&#038;h=375" alt="dsc02397" title="dsc02397" width="500" height="375" class="alignnone size-full wp-image-252" /></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/marcelopcarvalho.wordpress.com/250/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/marcelopcarvalho.wordpress.com/250/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/marcelopcarvalho.wordpress.com/250/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/marcelopcarvalho.wordpress.com/250/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/marcelopcarvalho.wordpress.com/250/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/marcelopcarvalho.wordpress.com/250/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/marcelopcarvalho.wordpress.com/250/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/marcelopcarvalho.wordpress.com/250/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/marcelopcarvalho.wordpress.com/250/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/marcelopcarvalho.wordpress.com/250/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/marcelopcarvalho.wordpress.com/250/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/marcelopcarvalho.wordpress.com/250/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/marcelopcarvalho.wordpress.com/250/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/marcelopcarvalho.wordpress.com/250/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=blog.oquederevier.com&amp;blog=5679249&amp;post=250&amp;subd=marcelopcarvalho&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>20 frases selecionadas</title>
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		<pubDate>Sun, 11 Jan 2009 00:15:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>marcelopcarvalho</dc:creator>
				<category><![CDATA[Filosofia]]></category>
		<category><![CDATA[Frases]]></category>

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		<description><![CDATA[Algumas frases nos impactam sempre que lemos. Ajudam a construir a maneira como pensamos a vida. Outras, valem mais em determinado momento da vida. Umas ou outras, indico abaixo 20 frases que, hoje ou sempre, acredito. • &#8220;Nunca ande pelo caminho traçado, pois ele conduz somente até onde os outros já foram&#8221;, Alexander Graham Bell [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=blog.oquederevier.com&amp;blog=5679249&amp;post=162&amp;subd=marcelopcarvalho&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Algumas frases nos impactam sempre que lemos. Ajudam a construir a maneira como pensamos a vida. Outras, valem mais em determinado momento da vida. Umas ou outras, indico abaixo 20 frases que, hoje ou sempre, acredito.</p>
<p>• &#8220;Nunca ande pelo caminho traçado, pois ele conduz somente até onde os outros já foram&#8221;, Alexander Graham Bell</p>
<p>• &#8220;Não devemos ter medo dos confrontos. Até os planetas se chocam e do caos nascem as estrelas.&#8221; Charles Chaplin</p>
<p>• &#8220;A vida só pode ser compreendida olhando-se para trás, mas só pode ser vivida olhando-se para frente.&#8221; Soren Kierkegaard</p>
<p>• &#8220;Experiência não é o que acontece com você, mas o que você fez com o que lhe aconteceu.&#8221; Aldous Huxley</p>
<p>• &#8220;Você faz suas escolhas, e suas escolhas fazem você. &#8221; Steve Beckman</p>
<p>• &#8220;Viver é a coisa mais rara do mundo. A maioria das pessoas apenas existe.&#8221; Oscar Wilde</p>
<p>• &#8220;Viva como se você fosse morrer amanhã. Aprenda como se você fosse viver para sempre&#8221;, Mahatma Gandhi</p>
<p>• &#8220;Seja você mesmo, mas não seja sempre o mesmo&#8221;. Gabriel, &#8220;O Pensador&#8221;</p>
<p>• &#8220;O importante é estar pronto para, a qualquer momento, sacrificar o que somos pelo que poderíamos vir a ser&#8221;, Charles Du Bois</p>
<p>• &#8220;O homem sensato adapta-se ao mundo. O homem insensato insiste em tentar adaptar o mundo a si. Sendo assim, qualquer progresso depende do homem insensato&#8221;, George Bernard Shaw</p>
<p>• &#8220;Acreditar em algo e não vivê-lo é desonesto.&#8221; Mahatma Gandhi</p>
<p>• &#8220;Ninguém descobre novas terras, sem consentir em perder de vista a costa por um longo tempo.&#8221; André Gide</p>
<p>• &#8220;Arriscar-se é perder o pé por algum tempo. Não se arriscar é perder a vida.&#8221; Soren Kiekegaard</p>
<p>• &#8220;Quem olha pra frente, sonha. Quem olha pra dentro, acorda.&#8221; Carl Jung</p>
<p>• &#8220;Não é triste mudar de idéia; triste é não ter idéias para mudar.&#8221; Barão de Itararé</p>
<p>•  &#8220;O sol nasce para todos. Mas a maioria prefere dormir um pouco mais.&#8221; Eno Teodoro Wanker</p>
<p>• &#8220;Os grandes navegadores devem sua reputação aos temporais e tempestades.&#8221; Epícuro</p>
<p>• &#8220;Meu interesse está no futuro, pois é lá que vou passar o resto de minha vida.&#8221; Charles Kettering</p>
<p>• &#8220;Você pode realizar qualquer coisa na vida, desde que não se importe com quem vai levar o crédito&#8221;, Harry S. Truman</p>
<p>• &#8220;Se você não quer ser esquecido quando morrer, escreva coisas que vale a pena ler ou faça coisas que vale a pena escrever.&#8221; Benjamin Franklin</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/marcelopcarvalho.wordpress.com/162/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/marcelopcarvalho.wordpress.com/162/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/marcelopcarvalho.wordpress.com/162/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/marcelopcarvalho.wordpress.com/162/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/marcelopcarvalho.wordpress.com/162/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/marcelopcarvalho.wordpress.com/162/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/marcelopcarvalho.wordpress.com/162/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/marcelopcarvalho.wordpress.com/162/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/marcelopcarvalho.wordpress.com/162/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/marcelopcarvalho.wordpress.com/162/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/marcelopcarvalho.wordpress.com/162/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/marcelopcarvalho.wordpress.com/162/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/marcelopcarvalho.wordpress.com/162/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/marcelopcarvalho.wordpress.com/162/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=blog.oquederevier.com&amp;blog=5679249&amp;post=162&amp;subd=marcelopcarvalho&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Simplicidade e talento</title>
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		<pubDate>Tue, 06 Jan 2009 17:42:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>marcelopcarvalho</dc:creator>
				<category><![CDATA[Filosofia]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Música]]></category>

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		<description><![CDATA[&#8220;Na vida quem perde o telhado, em troca recebe as estrelas.&#8221; , Só, obra do Tom Zé, cantada pela Adriana Maciel em Poeira Leve. Não precisa dizer mais nada, não é? Simples, poético, profundo. Puro talento. E verdadeiro.<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=blog.oquederevier.com&amp;blog=5679249&amp;post=116&amp;subd=marcelopcarvalho&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>&#8220;Na vida quem perde o telhado, em troca recebe as estrelas.&#8221; </strong><em>, <strong>Só</strong>, obra do Tom Zé</em>, cantada pela Adriana Maciel em Poeira Leve. Não precisa dizer mais nada, não é? Simples, poético, profundo. Puro talento. E verdadeiro.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/marcelopcarvalho.wordpress.com/116/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/marcelopcarvalho.wordpress.com/116/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/marcelopcarvalho.wordpress.com/116/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/marcelopcarvalho.wordpress.com/116/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/marcelopcarvalho.wordpress.com/116/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/marcelopcarvalho.wordpress.com/116/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/marcelopcarvalho.wordpress.com/116/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/marcelopcarvalho.wordpress.com/116/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/marcelopcarvalho.wordpress.com/116/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/marcelopcarvalho.wordpress.com/116/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/marcelopcarvalho.wordpress.com/116/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/marcelopcarvalho.wordpress.com/116/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/marcelopcarvalho.wordpress.com/116/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/marcelopcarvalho.wordpress.com/116/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=blog.oquederevier.com&amp;blog=5679249&amp;post=116&amp;subd=marcelopcarvalho&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Sabedoria mineira</title>
		<link>http://blog.oquederevier.com/2008/12/24/sabedoria-mineira/</link>
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		<pubDate>Wed, 24 Dec 2008 12:48:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>marcelopcarvalho</dc:creator>
				<category><![CDATA[Filosofia]]></category>
		<category><![CDATA[cultura]]></category>

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		<description><![CDATA[Essa aconteceu comigo. Estava assistindo a uma palestra em Belo Horizonte, sobre gestão de empresas, ou algo assim. O palestrante, certa altura, para falar da importância de se ter foco, usou aquele velho exemplo tosco e inadequado do pato: “ele nada, voa, anda, mas faz tudo mal”. Do meu lado, o Junão, presidente de uma [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=blog.oquederevier.com&amp;blog=5679249&amp;post=101&amp;subd=marcelopcarvalho&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal" style="margin:0 0 10pt;"><span style="font-size:small;font-family:Calibri;">Essa aconteceu comigo. Estava assistindo a uma palestra em Belo Horizonte, sobre gestão de empresas, ou algo assim. O palestrante, certa altura, para falar da importância de se ter foco, usou aquele velho exemplo tosco e inadequado do pato: “ele nada, voa, anda, mas faz tudo mal”. </span></p>
<div><span style="font-size:small;font-family:Calibri;">Do meu lado, o Junão, presidente de uma empresa, nosso cliente. Mineiro até a última gota. Junão comentou, baixinho: “coitado do pato, acabaram com ele&#8230;&#8221;</span></div>
</p>
<div><span style="font-size:small;font-family:Calibri;">Daí, após uma pausa, virou-se para mim e concluiu, com sua fala mole, matando toda a retórica do esforçado palestrante: “Vai ver o pato é feliz&#8230;”</span></div>
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