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	<title>O que der e vier &#187; Literatura</title>
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	<description>Idéias, pensamentos e impressões, por Marcelo Pereira de Carvalho</description>
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		<title>O que der e vier &#187; Literatura</title>
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		<title>Uma história incrível e real</title>
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		<pubDate>Wed, 09 Dec 2009 22:51:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>marcelopcarvalho</dc:creator>
				<category><![CDATA[Literatura]]></category>
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		<category><![CDATA[Paul Auster]]></category>

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		<description><![CDATA[Li agora O Caderno Vermelho (por influência da Márcia Benetti), livrinho que Paul Auster escreveu em 2000, relatando episódios em que o acaso e a coincidência influenciaram e, em alguns casos, até alteraram radicalmente a vida de seus protagonistas. São histórias reais, vividas por Auster, sua família e conhecidos. Algumas são fatos banais do cotidiano, [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=blog.oquederevier.com&amp;blog=5679249&amp;post=863&amp;subd=marcelopcarvalho&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Li agora O Caderno Vermelho (por influência da <a href="http://marciabenetti.blogspot.com/">Márcia Benetti</a>), livrinho que Paul Auster escreveu em 2000, relatando episódios em que o acaso e a coincidência influenciaram e, em alguns casos, até alteraram radicalmente a vida de seus protagonistas. São histórias reais, vividas por Auster, sua família e conhecidos. Algumas são fatos banais do cotidiano, mas que, por alguma razão pessoal, deixaram impressões duradouras e marcantes em suas trajetórias a partir dali. Com base nele, resolvi relatar aqui um fato ocorrido com minha irmã, meio no estilo Auster. Todas as informações são reais, tais como ocorreram.</em></p>
<p>Minha irmã havia se mudado com a família para uma nova casa. Após morar em apartamento durante vários anos, surgiu uma ótima oportunidade justamente no momento em que o proprietário do apartamento em que morava solicitava o imóvel.</p>
<p>A oportunidade era uma casa antiga mas confortável, em um local aprazível do Jardim Paulistano, perto da Rebouças. A casa era da família do seu marido e estava locada há vários anos. Talvez tenha passado por uma ou duas reformas (não sei ao certo precisar) e, com uma última interferência feita pelo meu pai, ganhou um ar de modernidade e de conforto que normalmente as casas antigas carecem.</p>
<p>Uns dois meses depois, minha mãe, junto com a neta – filha da minha irmã &#8211; resolveu fazer uma ordem em sua casa, esvaziando armários que há muito não eram mexidos. Era um daqueles momentos em que se decide rever o passado e se livrar daquilo que, deixara de fazer sentido, mas que permanecera armazenado simplesmente por mero esquecimento, esperando o dia do descarte.</p>
<p>Entre os itens achados, alguns eram jogados no lixo, outros guardados novamente (por alguma razão, ainda faziam sentido de ser, pelo menos até a próxima faxina) e outros eram dados a seus proprietários – no caso eu, minha irmã e meu irmão – que tinham a incumbência de decidir pelo seu destino.</p>
<p>Nessa arrumação, minha sobrinha achou um diário de sua mãe, de quando ela tinha provavelmente uns dez anos (ela deve saber a idade exata) e levou para casa para mostrar à mãe. Dentro dele, além das anotações referentes a impressões do dia-a-dia feitas por uma garotinha de dez anos, havia adesivos, papéis de carta colados e recados de amigas, que tomavam emprestado o diário para devolver no dia seguinte, com uma mensagem prometendo amizade eterna ou algo assim.</p>
<p>Uma dessas mensagens era de uma amiga a qual não via havia quase vinte anos, ou seja, seu último contato havia se dado pouco após a redação desta nota. Era a mensagem mais pessoal de todas e, ao final, uma frase pouco comum para uma pequena menina, seguida de um endereço: “Se precisar de mim, você sabe onde me encontrar: Rua tal, número tal”. Era o único endereço escrito em todo o diário &#8211; minha irmã teve o cuidado de checar depois.</p>
<p>Por mais incrível que pareça, a “Rua tal, número tal”, era a casa para a qual minha irmã havia se mudado recentemente. Em função das reformas e do tempo passado desde então, ela não se lembrara, mas diante dessa revelação, aos poucos a memória foi sendo resgatada. Ela lembrou que, na velha garagem transformada em quarto de brinquedos onde hoje seus filhos brincam, ela havia brincado com sua amiga quando tinha quase a mesma idade de seus filhos. Mais ainda: ela lia essa mensagem muito provavelmente no mesmo local onde havia sido escrita, já que a amiga tomou emprestado o diário e levado para casa, como era de praxe.</p>
<p>Em sua infância, ela freqüentara a casa para a qual, sem saber, tinha se mudado recentemente (e que vinha a ser propriedade da família de seu futuro marido). Ainda que a origem social comum a ambas restrinja a ocorrência dessa possibilidade a alguns bairros específicos da metrópole de 10 milhões de pessoas, o episódio não deixa de ser absolutamente improvável.</p>
<p>Mas a história não termina aí. Na verdade, o mais absurdo veio a acontecer após essa descoberta. Um tio nosso, ao saber do estranho episódio e sendo afeito a temas espirituais, disse que nada disso era simples coincidência: que ela procurasse a amiga, que com certeza estava precisando muito de sua ajuda.</p>
<p>Minha irmã não deu muita importância ao fato até que, cerca de duas semanas após a descoberta e a conversa com o tio, encontrou sua cunhada, que disse ter conhecido recentemente uma menina que havia morado naquela casa. Como foi feito o contato entre ambas e como o assunto entrou na conversa das duas é algo que não me lembro ou não me foi dito. Só sei que a amiga sabia que meu cunhado morava na mesma casa que ela havia morado, mas não que minha irmã morava lá e que era casada com ele.</p>
<p>Surpresa ainda com mais essa coincidência, minha irmã perguntou como a amiga de infância  estava, já que não a vira durante todo esse tempo, nem tivera notícias da outra. Nada bem, foi a resposta de sua cunhada. Há cerca de duas semanas, ela tentou se matar.</p>
<p>Sem compreender direito o significado de tudo aquilo, minha irmã se recordou que, há exatas duas semanas estava lendo em sua nova casa seu antigo diário e, nele, a mensagem escrita por sua velha colega de escola, mais de vinte anos atrás.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/marcelopcarvalho.wordpress.com/863/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/marcelopcarvalho.wordpress.com/863/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/marcelopcarvalho.wordpress.com/863/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/marcelopcarvalho.wordpress.com/863/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/marcelopcarvalho.wordpress.com/863/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/marcelopcarvalho.wordpress.com/863/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/marcelopcarvalho.wordpress.com/863/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/marcelopcarvalho.wordpress.com/863/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/marcelopcarvalho.wordpress.com/863/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/marcelopcarvalho.wordpress.com/863/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/marcelopcarvalho.wordpress.com/863/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/marcelopcarvalho.wordpress.com/863/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/marcelopcarvalho.wordpress.com/863/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/marcelopcarvalho.wordpress.com/863/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=blog.oquederevier.com&amp;blog=5679249&amp;post=863&amp;subd=marcelopcarvalho&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Era uma vez um tempo que um dia ia voltar</title>
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		<pubDate>Wed, 17 Jun 2009 01:50:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>marcelopcarvalho</dc:creator>
				<category><![CDATA[Literatura]]></category>
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		<category><![CDATA[Viagens]]></category>
		<category><![CDATA[Campos do Jordão]]></category>
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		<category><![CDATA[represa São Bernardo]]></category>
		<category><![CDATA[São Bento do Sapucaí]]></category>
		<category><![CDATA[Serra da Mantiqueira]]></category>

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		<description><![CDATA[Li essa frase genial em uma crônica da Adriana Falcão, e fiquei com ela na cabeça; quem sabe um dia conseguiria usar em um contexto adequado. Nesse feriado, Campos do Jordão colapsou, com hordas de paulistanos que subiram a serra com o intuito de inaugurar oficialmente a temporada de inverno. Eu não tenho nada com [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=blog.oquederevier.com&amp;blog=5679249&amp;post=662&amp;subd=marcelopcarvalho&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Li essa frase genial em uma crônica da Adriana Falcão, e fiquei com ela na cabeça; quem sabe um dia conseguiria usar em um contexto adequado.</p>
<p>Nesse feriado, Campos do Jordão colapsou, com hordas de paulistanos que subiram a serra com o intuito de inaugurar oficialmente a temporada de inverno. Eu não tenho nada com isso, ficamos no meio do mato, a uns 20 km da cidade, sendo os últimos 6 ou 7 km percorridos em uma estrada de terra que toda vez me traz a certeza de que vou comprar um 4&#215;4 assim que chegar em casa de novo.</p>
<p>Apesar de não ficar na cidade, tenho que passar por ela. Pior: tenho que voltar pela Rodovia Floriano Rodrigues Pinheiro, junto com as hordas, pegar a Carvalho Pinto, e só então escapar pela Dom Pedro.</p>
<p>No domingo, saí da fazenda (hoje não é mais fazenda, no máximo um sítio, mas chamamos de fazenda talvez por questões nostálgicas) às 11, em uma esperança inútil de evitar o trânsito da volta. Só em Campos, foram 40 minutos para percorrer uns 3 ou 4 km, até chegar ao portal. Olhei adiante, a rodovia lotada, os carros imóveis.</p>
<p>Devo admitir que tenho algum problema acima do normal com o trânsito. Quando me dei conta da situação em que estava, demorei 3 segundos para dar meia-volta e pegar a direção contrária, sob o olhar incrédulo da manada que se preparava para descer a serra.</p>
<p>Minha primeira ideia foi ir por São Bento do Sapucaí, Paraisópolis, Cambuí, pegar a Fernão Dias e então cair na Dom Pedro, lá em Atibaia. Eu sei, demoraria umas 2 horas a mais, mas eu disse que tenho uma fobia de ficar parado sem ir a lugar algum, enquanto o mundo anda do lado de fora. E mais: fica uma sensação de impotência, de falência completa do sistema (..rs) você ter um carro que pode ir a 150 km por hora e andar a vinte.</p>
<p>Peguei então a Estrada de Rodagem Monteiro Lobato, a SP-50. Simpatizei logo com o nome e o número. Lembrei-me então que aquela era a estrada de acesso a Campos há uns 30 anos atrás, antes da Floriano trazer o progresso, os turistas, o trânsito e os assaltos. Antes de Campos ser Campos. Quando subir a serra era uma aventura diferente, que começava de madrugada, tendo que lidar com as curvas e os enjôos, depois pegar a estrada de terra (na época, quase 20 km de terra), onde pelo menos uma vez passamos a noite atolados, dentro um fusca, para ser resgatado no dia seguinte. Onde chegar e sair durante o verão era uma viagem dentro da viagem, quase sempre se atolava. Devia ter uns 10 anos.</p>
<p>De repente, estava eu sozinho descendo a serra pelo outro lado. Era uma sensação estranha: centenas de milhares de pessoas enfileiradas a 10 km por hora, enquanto eu tinha o mesmo destino e descia (praticamente) sozinho. Por alguns momentos, pensei que havia me enganado. A estrada mal tinha sinalização; será que estava mesmo no caminho certo? Será que a estrada acabaria em um precipício?</p>
<p>Mas não. Aos poucos, vi que estava certo. Fui percebendo que, naquele momento, um tanto ironicamente, o velho acesso quase desativado era a melhor alternativa, como nos velhos tempos – foi o dia em que o tempo voltou, e com ele todas aquelas memórias quase esquecidas.</p>
<p>Além do tráfego livre, a estradinha cortava as montanhas e dava a sensação de fazer parte da cena, tal a proximidade com a mata, com o barranco, com o precipício; as auto-estradas se sobrepõem ao entorno, não há comunhão com a realidade, como se estivéssemos em um vídeo-game.</p>
<p>Decidi que ir por Minas Gerais seria um pouco demais; a viagem já seria mais longa, mesmo considerando o trânsito do outro lado. Optei por passar por Monteiro Lobato e chegar a São José, pegando a Dutra lá na frente.</p>
<p>Imaginei-me preso no tráfego interminável lá do outro lado e a sensação de alívio e independência ficou ainda maior. Optei por desviar 4 km e achar algum lugar para almoçar na pacata Santo Antônio do Pinhal, pela qual passei centenas de vezes, indo para Campos, e nunca havia entrado (vergonha). Topei com um bistrozinho simpático chamado Canto da Gula, onde comi uma truta com molho de manga e pimenta rosa. Do outro lado, pensei, estaria disputando um sanduíche quase à tapa, com centenas de turistas, no lotado Leite na Pista. Ufa&#8230;</p>
<p>Após deixar Santo Antônio (que estava em festa, comemorando o dia do seu padroeiro), dou de cara com a Pedra do Baú, que é uma em várias, pois dependendo do ângulo em que se está a visão é completamente diferente, nem parece que se trata da mesma montanha. Parei e tirei uma foto da pedra “de costas”; não me lembro de ter parado para fotografar qualquer coisa indo pela estrada regular.</p>
<div id="attachment_663" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><img class="size-full wp-image-663" title="IMG_4023_3648x2736" src="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2009/06/img_4023_3648x2736.jpg?w=500&#038;h=375" alt="A vista da Pedra do Baú pela estrada velha" width="500" height="375" /><p class="wp-caption-text">A vista da Pedra do Baú pela estrada velha</p></div>
<p>À medida que vamos descendo a serra, a viagem vai ficando ainda mais interessante. Vemos ao largo da estradinha personagens que devem ser iguais àquelas que inspiraram Monteiro Lobato a caracterizar o Jeca Tatú no começo do século XX. Passa-se por fazendinhas esquecidas, por vilarejos perdidos, por paisagens abandonadas pelo progresso que optou por subir pelo outro lado da serra (e como o outro lado é mais feio, como incomoda o crescimento desordenado de Tremembé e adjacências, ainda mais evidente ao se comparar com essas “novas” paisagens). Aliás, sempre me surpreende como ficou para trás a área rural do Vale do Paraíba, entre Rio, Minas e São Paulo, uma das primeiras colonizadas no Brasil, mas isso é assunto para outro post.</p>
<p> Aos poucos, aquilo que seria um stress inevitável, embutido no pacote feriado-de-corpus-christi-em-Campos-do-Jordão, começou a se transformar em um lazer extra, um bônus inesperado e muito bem vindo.  Curioso: foi preciso um imprevisto desagradável para me fazer mudar de rumo. Quantas coisas, pensei, não fazemos por conforto, comodidade ou por falta de questionamento e preguiça mental, e com isso quantas coisas que acrescentam deixamos de aproveitar, deixando a vida menos intensa e surpreendente do que poderia ser. Quantas regras e procedimentos que deveriam ser quebrados de vez em quando, quantos hábitos poderiam ser alterados com ganhos evidentes, e que não alteramos porque, porque&#8230;não sei ao certo; por haver riscos nas mudanças, talvez? E como muitas vezes o estímulo para a mudança vem de fora.</p>
<p>Refleti também sobre o fato de milhares de viajantes terem optado por seguir pelo caminho convencional. Claro que muitos não conhecem a alternativa antiga de se descer a serra, mas até o fato dela ser amplamente desconhecida indica que há algo mais a ser explicado do que seu simples desconhecimento. Talvez o paulistano esteja acostumado ao trânsito como um beduíno se acostuma com a secura do deserto e o esquimó com o frio. Já faz parte de seu <em>way of life</em> a ponto de ser algo automático, inócuo. É chato, mas é a vida, fazer o que.</p>
<p>Mas acho que há também a falta de questionamento. A maioria das pessoas prefere fazer o que a maioria das pessoas faz. É mais fácil seguir a multidão; quem inova e erra, vai errar sozinho. O fracasso solitário é muito mais doído: você, de certa forma, é o responsável pela sua situação. Já o erro coletivo acaba diluído a ponto de quase inexistir. Estão todos presos no trânsito, portanto a culpa não é de ninguém individualmente; joga-se na multidão o peso da responsabilidade.  Ir contra o fluxo e ter a vida nas mãos, claro, traz riscos, mas a experiência desse domingo me mostrou mais uma vez que o mundo pode reservar boas surpresas para quem tem o defeito de não se conformar.</p>
<p>****</p>
<p>Um lugar especial, perdido nas montanhas da Mantiqueira, entre São Bento do Sapucaí, SP, e Piranguçú, MG (se você não sabe onde é Piranguçú, uma referência: fica perto de Piranguinho, onde se come o melhor pé-de-moleque do Brasil&#8230;rs). Além ainda de onde ficamos. É a pequena represa São Bernardo, que pertence a poucos e é preservada pelo acesso difícil e pela distância de tudo. Parece uma miragem. Abaixo, você vai entender o que estou falando.</p>
<div id="attachment_664" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><img class="size-full wp-image-664" title="IMG_3967_3648x2736" src="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2009/06/img_3967_3648x2736.jpg?w=500&#038;h=375" alt="A represa de São Bernardo" width="500" height="375" /><p class="wp-caption-text">A represa de São Bernardo</p></div>
<div id="attachment_665" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><img class="size-full wp-image-665" title="IMG_4013_3648x2736" src="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2009/06/img_4013_3648x2736.jpg?w=500&#038;h=375" alt="Igrejinha perdida no meio do caminho, perto da represa" width="500" height="375" /><p class="wp-caption-text">Igrejinha perdida no meio do caminho, perto da represa</p></div>
<p>***</p>
<p>Este é o post de número 100 do blog, iniciado no final do ano passado. Cito aqui um trecho do <a href="http://blog.oquederevier.com/2008/11/30/“nothing-ventured-nothing-gained”/">primeiro post</a>, &#8220;Nothing Ventured, Nothing Gained&#8221;: &#8220;Como escreveu o Elliot (T.S. Elliot, poeta norte-americano), “escrever é fugir da emoção”. No filme sobre o Vinicius, o Ferreira Gullar citou essa frase e foi além: quem escreve, quer se livrar da emoção, jogar tudo isso para quem lê. Portanto, esse espaço também é seu, queira ou não&#8221;. Obrigado!!</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/marcelopcarvalho.wordpress.com/662/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/marcelopcarvalho.wordpress.com/662/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/marcelopcarvalho.wordpress.com/662/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/marcelopcarvalho.wordpress.com/662/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/marcelopcarvalho.wordpress.com/662/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/marcelopcarvalho.wordpress.com/662/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/marcelopcarvalho.wordpress.com/662/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/marcelopcarvalho.wordpress.com/662/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/marcelopcarvalho.wordpress.com/662/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/marcelopcarvalho.wordpress.com/662/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/marcelopcarvalho.wordpress.com/662/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/marcelopcarvalho.wordpress.com/662/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/marcelopcarvalho.wordpress.com/662/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/marcelopcarvalho.wordpress.com/662/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=blog.oquederevier.com&amp;blog=5679249&amp;post=662&amp;subd=marcelopcarvalho&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>História de um pescador</title>
		<link>http://blog.oquederevier.com/2009/05/19/historia-de-um-pescador/</link>
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		<pubDate>Tue, 19 May 2009 17:11:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>marcelopcarvalho</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Literatura]]></category>
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		<description><![CDATA[(Sábado cedo, saí para andar nas margens do rio com a minha câmera, sem saber o que iria encontrar. De repente, uma imagem, uma cena e, pronto: uma história inteira pra contar). Na barranca de um rio, um pescador solitário contempla o mundo refletido nas águas. Seu nome? Qualquer um. O rio? Um rio qualquer [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=blog.oquederevier.com&amp;blog=5679249&amp;post=604&amp;subd=marcelopcarvalho&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>(Sábado cedo, saí para andar nas margens do rio com a minha câmera, sem saber o que iria encontrar. De repente, uma imagem, uma cena e, pronto: uma história inteira pra contar).</em></p>
<p>Na barranca de um rio, um pescador solitário contempla o mundo refletido nas águas. Seu nome? Qualquer um. O rio? Um rio qualquer no interior do Brasil. Encolhido, escondido, aceita com humildade a sua sina e se apequena diante da natureza que passa a seus pés. Em que pensa?</p>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-605" title="IMG_3218_3648x2736" src="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2009/05/img_3218_3648x2736.jpg?w=500&#038;h=375" alt="IMG_3218_3648x2736" width="500" height="375" /></p>
<p>Vida sofrida, sabedoria inculta acumulada ao longo dos anos. Não pensa em nada, respeita o rio e o tempo das coisas: o seu tempo. Meticulosamente, com o cuidado de um iniciante, coloca a isca no anzol, como já havia feito  inúmeras vezes.</p>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-606" title="IMG_3204_3648x2736" src="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2009/05/img_3204_3648x2736.jpg?w=500&#038;h=375" alt="IMG_3204_3648x2736" width="500" height="375" /></p>
<p>Prepara, então, o lançamento. As mãos ressequidas pelo trabalho árduo e pela idade imemorial que carrega têm ainda a habilidade de antes. A pescaria, afinal, era uma dádiva; talvez a única que sobrara daquela trajetória anônima e, ao mesmo tempo, tão comum, tão exposta.</p>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-607" title="IMG_3205_3648x2736" src="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2009/05/img_3205_3648x2736.jpg?w=500&#038;h=375" alt="IMG_3205_3648x2736" width="500" height="375" /></p>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-608" title="IMG_3207_3648x2736" src="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2009/05/img_3207_3648x2736.jpg?w=500&#038;h=375" alt="IMG_3207_3648x2736" width="500" height="375" /></p>
<p>Acendeu um cigarro, parte do ritual que desenvolvera desde pequeno ali, na beira daquele mesmo rio, onde passara sua existência cheia e solitária. Que diferença fazia? Agora, a espera pelo peixe. A paciência aprendida na vida, na marra, pela ausência de alternativa. Sabia há tempos que a pescaria das manhãs de todos os dias ensinava-lhe a resignação para suportar todo o resto; precisava dela.</p>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-609" title="IMG_3219_3648x2736" src="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2009/05/img_3219_3648x2736.jpg?w=500&#038;h=375" alt="IMG_3219_3648x2736" width="500" height="375" /></p>
<p>As águas turvas e cremosas, em movimento, permitindo fantasias. Ele não se importa, já havia visto aquela cena tantas vezes. Concentrado, aproveita cada momento, esmera-se em cada detalhe como se fosse a última vez. Como se fosse a única vez.</p>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-610" title="IMG_3220_3648x2736" src="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2009/05/img_3220_3648x2736.jpg?w=500&#038;h=375" alt="IMG_3220_3648x2736" width="500" height="375" /></p>
<p>De repente, dá-se conta. Via sua vida ali, refletida nas águas do rio que lhe era íntimo e que, ao mesmo tempo, nunca era o mesmo. Olhando as nuvens e o azul do céu espelhados na água, vislumbrou o futuro de uma maneira tão  próxima que reconciliou-se com si mesmo, sentindo um conforto que nunca havia sentido. </p>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-611" title="IMG_3217_3648x2736" src="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2009/05/img_3217_3648x2736.jpg?w=500&#038;h=375" alt="IMG_3217_3648x2736" width="500" height="375" /></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/marcelopcarvalho.wordpress.com/604/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/marcelopcarvalho.wordpress.com/604/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/marcelopcarvalho.wordpress.com/604/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/marcelopcarvalho.wordpress.com/604/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/marcelopcarvalho.wordpress.com/604/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/marcelopcarvalho.wordpress.com/604/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/marcelopcarvalho.wordpress.com/604/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/marcelopcarvalho.wordpress.com/604/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/marcelopcarvalho.wordpress.com/604/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/marcelopcarvalho.wordpress.com/604/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/marcelopcarvalho.wordpress.com/604/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/marcelopcarvalho.wordpress.com/604/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/marcelopcarvalho.wordpress.com/604/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/marcelopcarvalho.wordpress.com/604/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=blog.oquederevier.com&amp;blog=5679249&amp;post=604&amp;subd=marcelopcarvalho&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Ensaio sobre um fim</title>
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		<pubDate>Sun, 15 Mar 2009 19:17:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>marcelopcarvalho</dc:creator>
				<category><![CDATA[Literatura]]></category>

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		<description><![CDATA[O encontro começou tenso, como não poderia deixar de ser. Haviam terminado há algum tempo um relacionamento intenso, ainda carregado de esperanças, mas que, no fundo sabiam, em algum momento morreria, talvez com muito mais dor. A tarde estava ensolarada e quente, e o gramado, amplo e quase deserto, rodeado de árvores, conferia um pouco [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=blog.oquederevier.com&amp;blog=5679249&amp;post=459&amp;subd=marcelopcarvalho&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Calibri;"><span>O encontro começou tenso, como não poderia deixar de ser. Haviam terminado há algum tempo um relacionamento intenso, ainda carregado de esperanças, mas que, no fundo sabiam, em algum momento morreria, talvez com muito mais dor.</span></span></span></div>
<p><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Calibri;"><span>A tarde estava ensolarada e quente, e o gramado, amplo e quase deserto, rodeado de árvores, conferia um pouco da tranqüilidade que o momento demandava. Ela falava quase sem parar assuntos sem importância, evitando enfrentar o motivo que os levava ali. Na verdade, nem sabiam ao certo porque se encontravam. Talvez apenas pela vontade de estar. Havia entre eles, ainda, uma proximidade difícil de explicar, uma cumplicidade, uma sensação de conforto mútuo. Lembranças do que viveram; gratidão? Talvez. Amor? Não importa.</p>
<p>A beleza triste de uma alma-de-gato preencheu o ambiente. Olha o bicho, exclamou ela. A mesma simplicidade espontânea e alegre, ingênua, cheia de vida, que o tinha conquistado desde que se conheceram. Ela, a própria síntese da vida, que pouco sabia além de simplesmente viver. Ela, que era mestre no que realmente importava. Não foi suficiente. O que seria suficiente? A vida não era óbvia, ele suspirou. Se fosse, nunca teriam vivido o que viveram. Consolou-se. Resignou-se. Vai passar.</p>
<p>Poderiam ficar uma vida inteira naquele gramado. Qualquer assunto, por mais insignificante, seria imensamente interessante. Estranhos os caminhos que inconscientemente escolhemos. Tiveram a vida para falar, para traçar os planos de um futuro feliz, e agora, tudo perdido, conseguiam tocar um pouco da harmonia que antes tanto faltara. Porque só agora?, ela lamentou, com incompreensão. Porque não conseguimos quando a felicidade estava ali, desprevenida&#8230;</p>
<p>A tarde caía e os mosquitos os fizeram lembrar que era hora de ir. Uma vida inteira ali não traria as respostas nem restituiria o passado. O trajeto até os carros foi tenso como o início. Ele queria abraçá-la, mas para quê?  Seria tão pouco, perto de tudo que haviam vivido juntos, que era melhor não ter abraço, nem nada mais&#8230; Nem o encontro deveria ter tido. Para que, afinal, estavam ali? Para um final feliz? É possível haver finais muito infelizes, mas final feliz, por definição, não pode haver. Estavam ali, não há outra explicação, simplesmente porque queriam estar, o mesmo impulso que os havia aproximado, pouco a pouco, sem pedir permissão.  O sopro final. Abraçaram-se como velhos amigos. A vida, definitivamente, não é óbvia.</p>
<p>Quem sabe se veriam de novo algum dia? Será que a chama ainda existia ou, como as estrelas no céu, aquilo era apenas o brilho do passado? Será que seriam pelo menos amigos? Ela sabia que não. Suas vidas e suas carências se cruzaram, até se enroscaram, mas seguiram seus rumos como deveriam seguir. A distância só se faria aumentar. Restariam, enfim, as lembranças e as transformações, como a luz de estrelas que aconteceram em algum momento distante, mas que sempre estarão à vista, como uma recordação viva do que passou e que precisa ser confirmada a cada noite.</p>
<p>Não havia mais o que dizer ou fazer. Ela, sempre ela, sorriu e se foi. Por alguns instantes, ele ficou parado, para logo então fazer o mesmo.  </p>
<p> </p>
<p></span></span></span></p>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-461" title="cimg1877" src="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2009/03/cimg1877.jpg?w=500&#038;h=375" alt="cimg1877" width="500" height="375" /></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/marcelopcarvalho.wordpress.com/459/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/marcelopcarvalho.wordpress.com/459/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/marcelopcarvalho.wordpress.com/459/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/marcelopcarvalho.wordpress.com/459/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/marcelopcarvalho.wordpress.com/459/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/marcelopcarvalho.wordpress.com/459/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/marcelopcarvalho.wordpress.com/459/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/marcelopcarvalho.wordpress.com/459/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/marcelopcarvalho.wordpress.com/459/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/marcelopcarvalho.wordpress.com/459/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/marcelopcarvalho.wordpress.com/459/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/marcelopcarvalho.wordpress.com/459/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/marcelopcarvalho.wordpress.com/459/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/marcelopcarvalho.wordpress.com/459/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=blog.oquederevier.com&amp;blog=5679249&amp;post=459&amp;subd=marcelopcarvalho&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>De Saramago</title>
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		<pubDate>Thu, 05 Mar 2009 00:53:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>marcelopcarvalho</dc:creator>
				<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Poesia]]></category>
		<category><![CDATA[Saramago]]></category>

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		<description><![CDATA[Se podes olhar, vê. Se podes ver, repara. Para Ensaio sobre a Cegueira.<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=blog.oquederevier.com&amp;blog=5679249&amp;post=425&amp;subd=marcelopcarvalho&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Se podes olhar, vê.<br />
Se podes ver, repara.</em></p>
<p>Para Ensaio sobre a Cegueira.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/marcelopcarvalho.wordpress.com/425/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/marcelopcarvalho.wordpress.com/425/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/marcelopcarvalho.wordpress.com/425/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/marcelopcarvalho.wordpress.com/425/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/marcelopcarvalho.wordpress.com/425/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/marcelopcarvalho.wordpress.com/425/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/marcelopcarvalho.wordpress.com/425/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/marcelopcarvalho.wordpress.com/425/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/marcelopcarvalho.wordpress.com/425/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/marcelopcarvalho.wordpress.com/425/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/marcelopcarvalho.wordpress.com/425/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/marcelopcarvalho.wordpress.com/425/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/marcelopcarvalho.wordpress.com/425/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/marcelopcarvalho.wordpress.com/425/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=blog.oquederevier.com&amp;blog=5679249&amp;post=425&amp;subd=marcelopcarvalho&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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	</item>
		<item>
		<title>Dicas de leitura: Armas, Germes e Aço – os destinos das sociedades humanas, e Colapso – como as sociedades escolhem o fracasso ou o sucesso. De Jared Diamond.</title>
		<link>http://blog.oquederevier.com/2009/01/07/dicas-de-leitura-armas-germes-e-aco-%e2%80%93-os-destinos-das-sociedades-humanas-e-colapso-%e2%80%93-como-as-sociedades-escolhem-o-fracasso-ou-o-sucesso-de-jared-diamond/</link>
		<comments>http://blog.oquederevier.com/2009/01/07/dicas-de-leitura-armas-germes-e-aco-%e2%80%93-os-destinos-das-sociedades-humanas-e-colapso-%e2%80%93-como-as-sociedades-escolhem-o-fracasso-ou-o-sucesso-de-jared-diamond/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 07 Jan 2009 00:39:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>marcelopcarvalho</dc:creator>
				<category><![CDATA[Geografia]]></category>
		<category><![CDATA[História]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Mundo]]></category>
		<category><![CDATA[agricultura]]></category>
		<category><![CDATA[antrop]]></category>
		<category><![CDATA[antropologia]]></category>

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		<description><![CDATA[Você realmente leu coisas inteligentes recentemente? Que você leu muito, não duvido. Especialmente na internet, cheia de fragmentos rápidos, pressionados pela fila de emails, twitters, blogs, etc, etc. Talvez tenha lido várias vezes mais ou menos a mesma coisa, com roupagens um pouco diferentes. Tudo superficial e descartável, um pouco como esse texto. Queira ou [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=blog.oquederevier.com&amp;blog=5679249&amp;post=123&amp;subd=marcelopcarvalho&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Você realmente leu coisas inteligentes recentemente? Que você leu muito, não duvido. Especialmente na internet, cheia de fragmentos rápidos, pressionados pela fila de emails, twitters, blogs, etc, etc. Talvez tenha lido várias vezes mais ou menos a mesma coisa, com roupagens um pouco diferentes. Tudo superficial e descartável, um pouco como esse texto. Queira ou não, as boas coisas ainda estão no papel. É preciso separar um tempo para ler, é preciso mergulhar no raciocínio do autor, que já fez o mesmo por muito mais tempo do que você, é preciso esquecer todo o resto, ao menos por alguns momentos. É preciso analisar, digerir, pensar. Ler as notas de rodapé, checar a bibliografia. E aí que reside a vida inteligente.</p>
<p>Isso parece incompatível com a velocidade e com o excesso de informação aos quais somos submetidos. E é mesmo. A riqueza de informação cria a pobreza da atenção, disse um Prêmio Nobel, não me lembro mais qual. O excesso de informação cria a escassez de análise, o que leva, ao final, à dificuldade de priorização, de relevância e, em última análise, à atrofia do pensamento (e olha que não ganhei nenhum Nobel&#8230;).  Bom, está tarde, talvez eu tenha exagerado. <em>I don´t care&#8230;</em></p>
<p>Pois bem, vai aqui uma dica preciosa. Uma, não, duas. Isso se você tem alguma curiosidade sobre história, geografia, antropologia, evolução, civilização. Sobre como nós chegamos até aqui, da forma que chegamos. Sobre porquê você está lendo esse texto agora, no seu computador ou i-Phone, enquanto um Maori da Austrália está pensando no canguru que precisará caçar para alimentar sua família amanhã. Isso se você está disposto(a) a separar parte de seu tempo para mergulhar em uma viagem ao passado, para compreender o presente. </p>
<p>Um livro que li nos últimos anos (primeira dica) e que me fez parar para pensar (algo raro hoje – não eu parar para pensar – acho -&#8230;rs, mas alguma coisa decente que me faça fazer isso, <em>sorry</em>&#8230;) foi <strong>Armas, Germes e Aço</strong> (472 páginas), do biólogo evolucionista <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Jared_Diamond">Jared Diamond</a>, professor de Fisiologia da Escola de Medicina da Universidade da Califórnia. Diamond fala uma dúzia de línguas e trabalha em campos que vão da arqueologia à biologia molecular. Para ele, eu tiro o chapéu.</p>
<div id="attachment_124" class="wp-caption alignnone" style="width: 260px"><img src="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2009/01/250px-jared_diamond.jpg?w=500" alt="Está aqui o homem" title="250px-jared_diamond"   class="size-full wp-image-124" /><p class="wp-caption-text">Está aqui o homem</p></div>
<p>Diamond procurou responder a uma pergunta “simples”: porque alguns povos se desenvolveram, criaram tecnologia, conquistaram os outros e definiram os padrões da sociedade moderna, ao passo que outros ainda estão nos primórdios da civilização, pouco além da Idade da Pedra, isso em pleno século XXI? Porque alguns povos desenvolveram a escrita, fizeram a Revolução Industrial, criaram a robótica, e outros ainda vivem de caça, pesca e coleta? Provavelmente, ao ler essa pergunta, você vai parar e se perguntar porque nunca havia pensado nisso antes&#8230;aí está justamente a genialidade da proposição de Diamond, e de sua tentativa de responder a ela. Esse trabalho lhe rendeu o prêmio Pulitzer em 1998. </p>
<p><img src="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2009/01/armas-germes-e-aco.jpg?w=500" alt="armas-germes-e-aco" title="armas-germes-e-aco"   class="alignnone size-full wp-image-125" /></p>
<p>Ok, ele talvez seja o que se possa chamar de determinista ambiental: tudo, no final, é uma conseqüência do ambiente em que os povos se desenvolveram – desde a presença farta de sementes que se prestavam à agricultura, até a existência de animais domesticáveis e água. Ambientes desfavoráveis nessas questões inexoravelmente travaram o desenvolvimento dos povos. Não tem nada a ver com inteligência, QI, genética ou qualquer outra teoria racista. Fazendo um parêntesis: esse livro deveria ser livro-texto de qualquer escola minimamente decente de agronomia, mas creio que não é nem das principais&#8230;que pena. Depois escrevo sobre isso.</p>
<p>Voltando ao Diamond. Ele mostra que os povos que conseguiram desenvolver a agricultura antes (em função da presença de sementes de cereais cultiváveis), criaram condições para que menos pessoas produzissem para uma população maior, com algumas conseqüências importantes: permitiram aglomerações maiores de pessoas (o que é igual à força, diversidade genética, e também resistência a doenças) e fizeram com que pessoas que não se dedicavam à agricultura se dedicassem a outras atividades, permitindo o desenvolvimento em outras vertentes, além de demandar – e permitir &#8211;  a organização administrativa da sociedade, inclusive em exércitos – as armas. </p>
<p>Ele explica, entre outras coisas, porque os poucos soldados amedrontados e fragilizados de Pizarro aniquilaram o Império Inca – os inca”pazes” acabando com uma civilização poderosa. </p>
<p>Diamond depois escreveu (em 2005), <strong>Colapso – como as sociedades escolhem o fracasso ou o sucesso</strong>, 686 páginas, que analisa o fim de civilizações outrora poderosas, comos os vikings na Groelândia, a misteriosa civilização da Ilha de Páscoa, até os desastres relativamente recentes, como a guerra civil em Ruanda e a tragédia do Haiti, e os riscos ambientais na Austrália e na China, entre outros, sempre tendo como pano de fundo as questões ambientais no cerne dos destinos das sociedades humanas.</p>
<p><img src="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2009/01/colapso.jpg?w=500" alt="colapso" title="colapso"   class="alignnone size-full wp-image-126" /></p>
<p>Faz já um bom tempo que li o Jared, de forma que essa resenha não é bem uma resenha, mas sim uma dica de leitura. Você vai descobrir muito mais do que eu, certamente. Se você se interessa pelas questões que coloquei acima, precisa ler Armas, Germes e Aço e depois Colapso. Este último traz uma temática muito atual considerando tudo que se fala de aquecimento global e mudanças climáticas.</p>
<p>Se nada disso lhe atrair, fica o consolo de que ele escreve de forma envolvente, tornando a leitura agradável, mesmo em livros densos e com 500 páginas ou mais. Boa leitura, não é toda hora que nos deparamos com essas oportunidades! </p>
<p>Obs: se você já leu e tem críticas, agradeço se postá-las aqui. </p>
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		<title>Crítica de livro: Travessuras da Menina Má, de Mário Vargas Llosa</title>
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		<pubDate>Wed, 24 Dec 2008 12:45:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>marcelopcarvalho</dc:creator>
				<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Mário Vargas Llosa]]></category>

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		<description><![CDATA[Finalmente li esse livro, que conta a história de uma paixão quase surreal, que dura décadas, entre um bom moço, Ricardo, e a menina má, que adquire diversos nomes e personagens ao longo da história. A menina má é ambiciosa, fria, sem escrúpulos. A partir de uma infância supostamente pobre, resolve ascender na vida e, [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=blog.oquederevier.com&amp;blog=5679249&amp;post=96&amp;subd=marcelopcarvalho&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal" style="margin:0 0 10pt;"><span style="font-size:small;font-family:Calibri;"><img class="alignnone size-full wp-image-97" title="8573028084" src="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2008/12/8573028084.jpg?w=500" alt="8573028084"   /></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0 0 10pt;"><span style="font-size:small;font-family:Calibri;">Finalmente li esse livro, que conta a história de uma paixão quase surreal, que dura décadas, entre um bom moço, Ricardo, e a menina má, que adquire diversos nomes e personagens ao longo da história.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0 0 10pt;"><span style="font-size:small;font-family:Calibri;">A menina má é ambiciosa, fria, sem escrúpulos. A partir de uma infância supostamente pobre, resolve ascender na vida e, para isso, não mede esforços: sedutora e envolvente, casa sucessivamente com homens ricos, nos mais variados lugares, sempre fugindo e deixando para trás encrencas e às vezes, dor.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0 0 10pt;"><span style="font-size:small;font-family:Calibri;">O pobre Ricardo, nada ambicioso, previsível, só queria ser feliz ao lado dela, um projeto de vida incompatível com aquele levado por ela. Para a menina má, ele era um joão-ninguém, apesar de amá-la. Ricardo nutre, ao longo da vida, uma paixão não correspondida, ou melhor, não demonstrada, pela menina má, que de tempos em tempos aparecia para ele, deixava-se seduzir, para depois, sem aviso, fugir novamente, deixando Ricardo no mais profundo desespero. Ele, a entrega total, incondicional; ela, a ausência total de entrega Ele não consegue se livrar dessa paixão, apesar de, racionalmente, saber que consumiria sua vida nessa espera impossível. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0 0 10pt;"><span style="font-size:small;font-family:Calibri;">Lembro-me agora dos versos de Jean e Paulo Garfunkel, na música “Contumaz” (aliás, depois coloco a letra inteira, que é bonita):</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0 0 10pt;"><em><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Calibri;">“Se a lucidez me cega, </span></span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0 0 10pt;"><em><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Calibri;">A cegueira me faz ver.</span></span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0 0 10pt;"><em><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Calibri;">Quanto mais a vida nega,</span></span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0 0 10pt;"><em><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Calibri;">Mais vontade de viver.”</span></span></em></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0 0 10pt;"><span style="font-size:small;font-family:Calibri;">Cego nessa loucura que talvez se possa chamar de amor, Ricardo encontra a luz, a razão de ser de sua vida vazia. Quanto mais a vida lhe negava, mas envolvido ele ficava, mesmo sem querer. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0 0 10pt;"><span style="font-size:small;font-family:Calibri;">O final é surpreendente e comovente (não vou contar). Ricardo diz que não se arrepende de nada e que ela lhe deu extrema felicidade nos momentos em que ficaram juntos. Já ela, com suas escolhas pautadas pelo dinheiro e status, teve uma vida triste, machucada e infeliz. No fundo, o livro é um tributo ao amor, ainda que de uma forma pouco convencional. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0 0 10pt;"><span style="font-size:small;font-family:Calibri;">Relacionamentos assim realmente existem? Temo que sim, por mais absurdo e irracional que possa parecer. Claro, não é o território da razão, definitivamente. É difícil e doloroso, ainda, entender que mesmo havendo amor (admitindo que o que existe nesse caso é amor, e não uma patologia, uma loucura qualquer), não se consiga traduzi-lo em uma vida a dois, como se espera. Na narrativa de Vargas, o amor não é suficiente, o que abala nossas mais profundas crenças. </span></p>
<p>Obs: essa <a href="http://ecarvalho.typepad.com/eduardo_a_de_carvalho/2009/01/travessuras-de-uma-menina-amargurada.html/">passagem</a> do <a href="http://ecarvalho.typepad.com/">Eduardo Carvalho</a> na praia, comentando o livro, é ótima!</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/marcelopcarvalho.wordpress.com/96/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/marcelopcarvalho.wordpress.com/96/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/marcelopcarvalho.wordpress.com/96/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/marcelopcarvalho.wordpress.com/96/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/marcelopcarvalho.wordpress.com/96/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/marcelopcarvalho.wordpress.com/96/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/marcelopcarvalho.wordpress.com/96/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/marcelopcarvalho.wordpress.com/96/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/marcelopcarvalho.wordpress.com/96/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/marcelopcarvalho.wordpress.com/96/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/marcelopcarvalho.wordpress.com/96/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/marcelopcarvalho.wordpress.com/96/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/marcelopcarvalho.wordpress.com/96/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/marcelopcarvalho.wordpress.com/96/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=blog.oquederevier.com&amp;blog=5679249&amp;post=96&amp;subd=marcelopcarvalho&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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