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	<title>O que der e vier &#187; sucesso</title>
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	<description>Idéias, pensamentos e impressões, por Marcelo Pereira de Carvalho</description>
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		<title>O que der e vier &#187; sucesso</title>
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		<title>Minha definição de sucesso</title>
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		<pubDate>Tue, 15 Sep 2009 02:41:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>marcelopcarvalho</dc:creator>
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		<description><![CDATA[O Washington Olivetto diz que sucesso é poder ser amigo de seus ídolos. Eu acho que pode ser por aí mesmo. Com variações. Na minha visão, sucesso é poder escolher para quem dedicar seus melhores esforços. É, em última análise, ter a liberdade e a autonomia de dizer “não” quando simplesmente não vale a pena [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=blog.oquederevier.com&amp;blog=5679249&amp;post=775&amp;subd=marcelopcarvalho&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O <a href="http://blog.oquederevier.com/2009/09/05/serie-grandes-publicitarios-impressoes-sobre-o-washington-olivetto/">Washington Olivetto</a> diz que sucesso é poder ser amigo de seus ídolos. Eu acho que pode ser por aí mesmo. Com variações.</p>
<p>Na minha visão, sucesso é poder escolher para quem dedicar seus melhores esforços. É, em última análise, ter a liberdade e a autonomia de dizer “não” quando simplesmente não vale a pena dizer “sim”. E se esse &#8220;não&#8221; comprometer o negócio ou a carreira, ter a confiança e a persistência de achar uma alternativa. Sucesso é ir poder dormir tranqüilo ao tomar uma decisão que, a princípio, pode te prejudicar, mas mantém intactos os seus valores. Já passei por várias destas decisões dolorosas. Arrependo-me só das que fui contra mim mesmo. Sucesso não é dar uma de Nelsinho Piquet&#8230;</p>
<p>Sucesso é não se submeter ao mundo. É perguntar porque não?, e não simplesmente repetir padrões que alguém lá atrás impôs. Sucesso é colocar a empresa a serviço da sua causa, da sua vida, não o oposto. E sei o que estou falando: já fiz o oposto, e não funcionou&#8230;</p>
<p>Sucesso é você criar relações comerciais com pessoas que você admira pelo que fazem e pelo que são. É poder ajudá-las em seus projetos e saber que elas também te ajudam nos seus porque acreditam em você. É ser respeitado pelo que você é, e não pela empresa que carrega seu nome no cartão de visitas, ou pelo cargo que ocupa. Ou mesmo por suas realizações passadas. Só pelo que você é. No final, negócios são feitos por pessoas.  </p>
<p>Como algo que flutua na correnteza e que sempre vai parar no lugar que precisa parar, independentemente da sua vontade, percebo que só consigo produzir por uma causa que considere válida. Ou por pessoas ou empresas que considere dignas. Meu talento, pouco ou muito, não está a serviço de qualquer um. Sou seletivo, assim fui e assim vou continuar sendo. Nunca vou ser unanimidade, nunca ganharei eleição alguma. Há um preço a se pagar, mas o que não embute um preço a se pagar? A questão é escolher o que você está disposto a pagar: qual é a moeda que realmente vale para você. Pensando bem, acho que só me relaciono com pessoas e empresas que considero valerem a pena, cada uma por sua razão (não financeiras; isso é conseqüência). Talvez o Washington tenha razão.</p>
<p>Por outro lado, procuro achar valor nas pessoas. Aprendi a ser humilde a ponto de não fazer pré-julgamentos. Pelo menos, tento (sou humano&#8230;). Admiro pessoas que são absolutamente incompatíveis entre si. E sou amigo delas. Genuinamente. Não as admiro incondicionalmente; sei entender seus argumentos, suas fraquezas, seus motivos. São menos dignos do que os meus? Não tenho essa pretensão. Não sou dono da verdade. </p>
<p>Acho, enfim, que sucesso é poder ser você, sem máscaras, e conseguir ir frente assim (ou apesar disso, para os mais realistas). Sucesso é ser você e encontrar um jeito do mundo te aceitar desse jeito.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/marcelopcarvalho.wordpress.com/775/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/marcelopcarvalho.wordpress.com/775/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/marcelopcarvalho.wordpress.com/775/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/marcelopcarvalho.wordpress.com/775/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/marcelopcarvalho.wordpress.com/775/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/marcelopcarvalho.wordpress.com/775/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/marcelopcarvalho.wordpress.com/775/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/marcelopcarvalho.wordpress.com/775/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/marcelopcarvalho.wordpress.com/775/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/marcelopcarvalho.wordpress.com/775/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/marcelopcarvalho.wordpress.com/775/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/marcelopcarvalho.wordpress.com/775/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/marcelopcarvalho.wordpress.com/775/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/marcelopcarvalho.wordpress.com/775/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=blog.oquederevier.com&amp;blog=5679249&amp;post=775&amp;subd=marcelopcarvalho&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>A dificuldade de desfrutar plenamente o sucesso</title>
		<link>http://blog.oquederevier.com/2009/03/29/a-dificuldade-de-desfrutar-plenamente-o-sucesso/</link>
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		<pubDate>Sun, 29 Mar 2009 14:49:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>marcelopcarvalho</dc:creator>
				<category><![CDATA[Business]]></category>
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		<description><![CDATA[Alguns dias de inatividade no blog &#8211; a velha combinação de certa falta de inspiração e muito trabalho &#8211; nessa semana, realizamos um evento para 700 pessoas que, como sempre, mobiliza todos os esforços e energia, sobrando pouca coisa para o resto. É o décimo grande congresso que realizamos nos últimos oito anos. A realização [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=blog.oquederevier.com&amp;blog=5679249&amp;post=472&amp;subd=marcelopcarvalho&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Alguns dias de inatividade no blog &#8211; a velha combinação de certa falta de inspiração e muito trabalho &#8211; nessa semana, realizamos um evento para 700 pessoas que, como sempre, mobiliza todos os esforços e energia, sobrando pouca coisa para o resto.</p>
<p>É o décimo grande congresso que realizamos nos últimos oito anos. A realização de um evento de porte é um teste em vários sentidos. Primeiro, a concepção  e o planejamento, que antecedem em pelo menos meio ano a sua efetiva realização. Depois, os inúmeros detalhes que fazem a diferença entre o sucesso e o fracasso; tantos detalhes que seria enfadonho e pouco produtivo enumerá-los. Ainda, os diversos imprevistos que sempre vão ocorrer, por melhores que tenham sido feitas as etapas anteriores. Por fim, o evento em si, a conclusão de um trabalho minucioso que não aparece, que mobiliza bastante gente e muito fostato.</p>
<p>Fazendo um balanço, posso dizer que os dez eventos tiveram sucesso, o que é motivo de satisfação e análise. Os dois últimos foram especialmente desafiadores. O da semana passada, pela época complicada e pela região em que realizamos, onde eventos desse porte e com o formato adotado não são exatamente a regra. Era um risco e que superou as melhores expectativas.</p>
<p>O objetivo aqui não é ufanizar. Pelo contrário. Analisando as razões pelas quais tivemos sucesso, não posso deixar de concluir que a principal delas é o medo do fracasso. Como disse certa vez Spielberg, &#8220;me preparo para o fracasso e acabo sempre sendo surpreendido pelo sucesso&#8221;. É mais garantido ser pessimista na análise e otimista na ação, do que vice-versa.</p>
<p>Porém, o foco em minimizar as chances de fracasso tem seu preço. A partir de certo momento, torna-se difícil identificar o prazer nisso tudo. A preocupação (talvez excessiva?) com os detalhes, a antecipação de possíveis falhas, o sentido de sempre se estar alerta, de um lado favorece o sucesso, mas de outro inibe o seu desfrute. Há um meio termo? É possível ter ambos? Hoje, não posso dar essa resposta.</p>
<p>Claro que o sentimento de tarefa bem realizada dá prazer. As pessoas vêm te elogiar com sinceridade, você percebe que proporcionou algo significativo, talvez tenha feito a diferença. Claro que o sucesso à luz dos holofotes massageia o ego, aumenta a confiança, estimula. Mas tudo isso conta cada vez menos quando o conforto substitui o prazer de realmente inovar, de se superar. Talvez seja mesmo sempre assim, em tudo.</p>
<p>Mas talvez não em todo mundo. Características pessoais talvez tenham sua parcela de culpa. O velho inconformismo, a coceira que dá quando uma conquista passa a ser corriqueira, o desafio que já não é tão grande assim, ainda que, quando de sua concepção, era algo arriscado.</p>
<p>No extremo, cabe a poesia de Chacal, que minha irmã publicou no <a href="http://blogpenadealuguel.blogspot.com" target="_blank">blog dela</a>:</p>
<p><em>O OUTRO<br />
só quero<br />
o que não<br />
o que nunca<br />
o inviável<br />
o impossível<br />
não quero<br />
o que já<br />
o que foi<br />
o vencido<br />
o plausível<br />
só quero<br />
o que ainda<br />
o que atiça<br />
o impraticável<br />
o incrível<br />
não quero<br />
o que sim<br />
o que sempre<br />
o sabido<br />
o cabível<br />
eu quero<br />
o outro</em></p>
<p>Fica, enfim, a dúvida: o que impede o desfrute pleno do prazer são o comportamento e os procedimentos que conduzem ao sucesso e que anestesiam a percepção da realização (afinal, alguém tem que ter o stress), ou uma característica pessoal, em que o que realmente conta é o impossível, o improvável, o salto no escuro?</p>
<p>Talvez ambos. Cresce, de qualquer forma, a sensação da necessidade cada vez mais próxima de novos vôos, de novos desafios, de novos testes e saltos no escuro, que demandem concepções inovadoras, planejamento e formas de execução mais desafiadoras.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/marcelopcarvalho.wordpress.com/472/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/marcelopcarvalho.wordpress.com/472/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/marcelopcarvalho.wordpress.com/472/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/marcelopcarvalho.wordpress.com/472/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/marcelopcarvalho.wordpress.com/472/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/marcelopcarvalho.wordpress.com/472/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/marcelopcarvalho.wordpress.com/472/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/marcelopcarvalho.wordpress.com/472/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/marcelopcarvalho.wordpress.com/472/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/marcelopcarvalho.wordpress.com/472/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/marcelopcarvalho.wordpress.com/472/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/marcelopcarvalho.wordpress.com/472/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/marcelopcarvalho.wordpress.com/472/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/marcelopcarvalho.wordpress.com/472/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=blog.oquederevier.com&amp;blog=5679249&amp;post=472&amp;subd=marcelopcarvalho&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Crítica de livro: Outliers (Fora de Série), de Malcolm Gladwell</title>
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		<pubDate>Sun, 14 Dec 2008 22:17:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>marcelopcarvalho</dc:creator>
				<category><![CDATA[Business]]></category>
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		<description><![CDATA[O jornalista canadense Malcolm Gladwell ataca novamente, com mais uma obra polêmica e que, como as anteriores (The Tipping Point e Blink), deve fazer grande sucesso. Gladwell descobriu uma fórmula muito eficaz: trata de temas relativamente complexos, em uma linguagem acessível; desenvolve teorias que vão contra o senso comum, em cima de temas de grande [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=blog.oquederevier.com&amp;blog=5679249&amp;post=49&amp;subd=marcelopcarvalho&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0 0 10pt;"><span style="font-size:small;font-family:Calibri;">O jornalista canadense <a title="Malcolm Gladwell" href="http://www.gladwell.com/outliers/index.html" target="_blank">Malcolm Gladwell</a> ataca novamente, com mais uma obra polêmica e que, como as anteriores (The Tipping Point e Blink), deve fazer grande sucesso. Gladwell descobriu uma fórmula muito eficaz: trata de temas relativamente complexos, em uma linguagem acessível; desenvolve teorias que vão contra o senso comum, em cima de temas de grande apelo; e escreve com muita habilidade, de forma que o leitor se sente tentado a terminar logo o livro, como um bom romance em que a narrativa flui muito bem. Gladwell combina trabalhos científicos de alta credibilidade com argumentos bem menos embasados, mas escritos de forma sedutora e bem estruturada. O leitor sente que está aprendendo várias coisas novas e, em meio a esse processo, Gladwell passa sua mensagem, correta ou não.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0 0 10pt;"><span style="font-size:small;font-family:Calibri;"><img class="alignnone size-full wp-image-50" title="foradeserie" src="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2008/12/foradeserie.jpg?w=500" alt="foradeserie"   /></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0 0 10pt;"> </p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0 0 10pt;"><strong><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Calibri;">De onde vem o sucesso?</span></span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0 0 10pt;"><span style="font-size:small;font-family:Calibri;">Dessa vez, em Fora de Série, Gladwell trabalha com o sucesso: porque algumas pessoas têm e outras não? Sem dúvida, o tema é atrativo. O livro procura mostrar que o talento inato é apenas uma parte do sucesso. Segundo Gladwell, mais importante do que o talento é a preparação (pessoas bem sucedidas se dedicam bem mais do que as outras), a oportunidade (muitas vezes igual à sorte de estar no lugar certo, no momento certo) e o ambiente cultural, isto é, o legado que cada pessoa recebe e que permite ou não que o sucesso ocorra. Esse é o grande mote do livro e o que o faz diferente, uma vez que, na concepção usual, o sucesso é fruto da capacidade individual de cada um, com o que seria uma sobrevalorização do “self-made man”, que surgiu do nada, desconsiderando que há uma série de aspectos bem menos românticos que fazem alguém bem sucedido.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0 0 10pt;"><strong><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Calibri;">Até que ponto QI tem a ver com sucesso?</span></span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0 0 10pt;"><span style="font-size:small;font-family:Calibri;">Ele prova também que o QI, um índice de inteligência analítica, a partir de certo valor não tem correlação com sucesso, ou seja, gênios não necessariamente serão mais bem sucedidos do que pessoas normais. Ele coloca novamente<span>  </span>que o ambiente (acesso a livros e cultura geral, estímulos e desafios desde cedo, além de uma educação que faça a criança conhecer e fazer valer seus direitos) é o que desenvolverá a inteligência prática, sem a qual as pessoas terão dificuldade de se relacionar com os outros, falar a coisa certa no momento certo e, com isso, aproveitar as oportunidades e fazer valer toda sua inteligência.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0 0 10pt;"><strong><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Calibri;">90% transpiração, 10% inspiração, e também oportunidades&#8230;</span></span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0 0 10pt;"><span style="font-size:small;font-family:Calibri;">Na primeira parte do livro, o autor procura mostrar que nada é por acaso. Sem dúvida, o sucesso precisa de talento, mas só talento não basta. É preciso oportunidade, como nascer na época certa, no momento certo, ter acesso aos exemplos certos e às condições certas para que o talento se manifeste. Ele diz que Bill Gates, por exemplo, teve muita sorte quando sua escola, em 1968, adquiriu um computador avançado para a época, o que permitiu que dedicasse muitas horas para a programação. Talvez Bill Gates não teria sido Bill Gates se não fosse esse fato, sugere Gladwell.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0 0 10pt;"><strong><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Calibri;">E muita dedicação</span></span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0 0 10pt;"><span style="font-size:small;font-family:Calibri;">Além disso, é preciso treinamento. Ele diz que os Beatles só ganharam consistência após longas turnês em Hamburgo, quando estavam começando, em que tocavam por 8 horas seguidas por várias noites. Segundo Gladwell, esses longos shows é que deram aos Beatles a chance de se desenvolver. Nesse ponto, ele se prende a um <span> </span>conceito meio difícil de engolir, de que pessoas de sucesso praticaram pelo menos 10.000 horas antes de alcançar essa posição. Porque 10.000 horas? Não se sabe. Ele não considera habilidades naturais ou qualquer outro aspecto além das tais 10.000 horas. Sem dúvida, um número mágico, mas, cá entre nós&#8230;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0 0 10pt;"><strong><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Calibri;">Influência do legado cultural no comportamento – o exemplo dos acidentes de avião</span></span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0 0 10pt;"><span style="font-size:small;font-family:Calibri;">Na segunda parte, Gladwell enfatiza a importância do ambiente e da cultura. Utilizando trabalhos como o do consagrado Hofstede, sobre diferenças culturais, ele prova que o ambiente em que alguém está inserido é determinante para seu sucesso. A cultura, portanto, exerce um peso considerável em como as pessoas se portam, quais habilidades desenvolvem, o quanto valorizam o trabalho, etc. Nesse ponto, ele ilustra sua tese com fatos interessantes e que ajudam a embalá-la, como ao mostrar que países onde a distância para o poder é mais elevada, o índice de acidentes aéreos é mais alto. Com diálogos retirados das caixas-pretas de aviões que sofreram acidentes e lançando mão de uma escrita envolvente, Gladwell atrai o leitor e, sem que se perceba, pode convencer.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0 0 10pt;"><strong><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Calibri;">Cultivo de arroz e dedicação ao trabalho</span></span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0 0 10pt;"><span style="font-size:small;font-family:Calibri;">Em alguns momentos, ele parece forçar um pouco demais seus argumentos para tirar suas conclusões. Define que a propensão ao trabalho árduo na cultura chinesa e oriental em geral, base para o sucesso, está na tradição do cultivo do arroz, que precisa ser milimetricamente realizado para que seja bem sucedido, o que não ocorre com o cultivo de milho e trigo no ocidente, o que teria influenciado inclusive a duração do período letivo. Para Gladwell, o tempo e a dedicação à escola são fatores essenciais para o sucesso. O que ele não explica é porque, mesmo com essa dedicação muito maior, as economias orientais ficaram atrás das ocidentais durante os últimos séculos.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0 0 10pt;"><span style="font-size:small;font-family:Calibri;">Um ponto a se considerar é que Gladwell não procura definir claramente o que é sucesso. o mais perto que ele chega da definição de sucesso é a combinação de um trabalho que envolva autonomia, complexidade e seja significativo, além de permitir recompensas proporcionais à dedicação. Por essa definição, poucas pessoas podem efetivamente se considerar bem sucedidas.<span>  </span>E se forem felizes sem isso, será que também não são em larga medida bem sucedidas?</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0 0 10pt;"><strong><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Calibri;">E traços individuais, em nada contam para o sucesso?</span></span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0 0 10pt;"><span style="font-size:small;font-family:Calibri;">Outro aspecto relevante que precisa ser dito é que ele nada diz a respeito das características individuais, de personalidade, que podem ou não determinar o sucesso. De certa forma, Gladwell é de um determinismo ambiental excessivo, desconsiderando aspectos individuais que, em última análise, devem ter um impacto considerável no alcance do sucesso. Da mesma forma, pode-se argumentar que muitas pessoas de talento, que tiveram oportunidades e se esforçaram não tiveram o mesmo sucesso – talvez pelas características pessoais, por escolher outros caminhos, por não “pensar grande”, ou por não ter, enfim, os ingredientes necessários para o sucesso. <span> </span>Gladwell ignora solenemente isso e procura identificar um padrão independente das questões individuais que determina o sucesso – e isso certamente ajuda a vender a idéia, os livros e as palestras dele mundo afora. Às vezes, dá a impressão de que ele busca evidências para comprovar suas hipóteses: identificando alguns trabalhos científicos e exemplos bem costurados, ele tira suas conclusões.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0 0 10pt;"><strong><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Calibri;">Vale a pena ler</span></span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0 0 10pt;"><span style="font-size:small;font-family:Calibri;">De qualquer forma, como os demais livros do autor, a leitura é válida – tanto pelo fato de trazer à tona um assunto atraente, com uma abordagem diferente e com um pacote de informações enriquecedoras, como pela própria escrita em si, bastante agradável e envolvente. É sempre bom ler algo redigido e argumentado de forma inteligente e com fluência, desde que se mantenha o espírito crítico e não se deixe levar totalmente por isso. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0 0 10pt;"><span style="font-size:small;font-family:Calibri;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0 0 10pt;"><span style="font-size:small;font-family:Calibri;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0 0 10pt;"><span style="font-size:small;font-family:Calibri;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0 0 10pt;"><span style="font-size:small;font-family:Calibri;"> </span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0 0 10pt;"><span><span style="font-size:small;font-family:Calibri;"> </span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="text-align:justify;margin:0 0 10pt;"><span style="font-size:small;font-family:Calibri;"> </span></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/marcelopcarvalho.wordpress.com/49/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/marcelopcarvalho.wordpress.com/49/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/marcelopcarvalho.wordpress.com/49/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/marcelopcarvalho.wordpress.com/49/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/marcelopcarvalho.wordpress.com/49/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/marcelopcarvalho.wordpress.com/49/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/marcelopcarvalho.wordpress.com/49/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/marcelopcarvalho.wordpress.com/49/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/marcelopcarvalho.wordpress.com/49/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/marcelopcarvalho.wordpress.com/49/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/marcelopcarvalho.wordpress.com/49/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/marcelopcarvalho.wordpress.com/49/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/marcelopcarvalho.wordpress.com/49/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/marcelopcarvalho.wordpress.com/49/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=blog.oquederevier.com&amp;blog=5679249&amp;post=49&amp;subd=marcelopcarvalho&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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