<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	xmlns:georss="http://www.georss.org/georss" xmlns:geo="http://www.w3.org/2003/01/geo/wgs84_pos#" xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/"
	>

<channel>
	<title>O que der e vier &#187; Twitter</title>
	<atom:link href="http://blog.oquederevier.com/tag/twitter/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>http://blog.oquederevier.com</link>
	<description>Idéias, pensamentos e impressões, por Marcelo Pereira de Carvalho</description>
	<lastBuildDate>Thu, 02 Feb 2012 18:04:43 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-br</language>
	<sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency>
	<generator>http://wordpress.com/</generator>
<cloud domain='blog.oquederevier.com' port='80' path='/?rsscloud=notify' registerProcedure='' protocol='http-post' />
<image>
		<url>http://s2.wp.com/i/buttonw-com.png</url>
		<title>O que der e vier &#187; Twitter</title>
		<link>http://blog.oquederevier.com</link>
	</image>
	<atom:link rel="search" type="application/opensearchdescription+xml" href="http://blog.oquederevier.com/osd.xml" title="O que der e vier" />
	<atom:link rel='hub' href='http://blog.oquederevier.com/?pushpress=hub'/>
		<item>
		<title>Um mundo de conexões…será mesmo?</title>
		<link>http://blog.oquederevier.com/2010/03/09/um-mundo-de-conexoes%e2%80%a6sera-mesmo/</link>
		<comments>http://blog.oquederevier.com/2010/03/09/um-mundo-de-conexoes%e2%80%a6sera-mesmo/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 09 Mar 2010 15:08:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>marcelopcarvalho</dc:creator>
				<category><![CDATA[antropologia]]></category>
		<category><![CDATA[Comunicação]]></category>
		<category><![CDATA[O que der e vier]]></category>
		<category><![CDATA[Pessoas]]></category>
		<category><![CDATA[Psicologia]]></category>
		<category><![CDATA[conexões]]></category>
		<category><![CDATA[facebook]]></category>
		<category><![CDATA[internet]]></category>
		<category><![CDATA[relacionamento]]></category>
		<category><![CDATA[Twitter]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://blog.oquederevier.com/?p=972</guid>
		<description><![CDATA[A revista The Economist publicou, ao final de janeiro, um especial a respeito da transformação que as redes sociais vêm exercendo na vida das pessoas e nos negócios. “A World of Connections”, era o título do especial, muito bem escrito, como sempre se espera da Economist. De fato, as conexões digitais marcam de forma cada [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=blog.oquederevier.com&amp;blog=5679249&amp;post=972&amp;subd=marcelopcarvalho&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A revista The Economist publicou, ao final de janeiro, um especial a respeito da transformação que as redes sociais vêm exercendo na vida das pessoas e nos negócios. “<a href="http://www.economist.com/specialreports/displaystory.cfm?story_id=9032088">A World of Connections</a>”, era o título do especial, muito bem escrito, como sempre se espera da Economist.</p>
<p>De fato, as conexões digitais marcam de forma cada vez mais intensa nosso modo de viver e de fazer negócios. Facebook, Twitter, Orkut, LinkedIn, Flickr…até o hoje já velho email! São as ferramentas que moldam nossas relações, nossas conexões. São elas que nos permitem nos conectarmos a pessoas próximas e a pessoas não tão próximas assim, muitas das quais não vemos há tantos anos que teríamos dificuldade de reconhecê-las na rua.</p>
<p>Somos parte, portanto, de uma grande engrenagem de conexões que nos coloca em contato com o mundo, criando uma sensação de proximidade e de pertencimento 24 horas por dia, 7 dias por semana.</p>
<p>Mas há preços a se pagar. Estar <em>full time</em> conectado a centenas de pessoas gera uma demanda de compromissos sociais (virtuais) que, obviamente, não têm condições de ser cumprida se não à custa da qualidade da interação.  Sempre tem alguém fazendo aniversário, escrevendo um post, publicando uma foto, etc., e faz parte do jogo interagir com esse conteúdo produzido pelos amigos. A solução, ainda que insconcientemente, é a brevidade,  a rapidez e, claro, a superficialidade.</p>
<p>Aliado a essa demanda virtual que desemboca em pessoas de carne e osso, cujo dia continua tendo 24 horas, há esse mundo frenético de hoje, em que a multiplicidade de compromissos e tarefas faz com que estejamos sempre correndo atrás, numa ansiedade crescente sem solução aparente, uma vez que a velocidade da informação só se faz aumentar. É um email atrás do outro, uma demanda atrás da outra, de forma tão efêmera que tudo parece igual em importância: são, no final, demandas que precisam ser “ticadas”, sejam elas quais forem, pessoais ou profissionais (e viva os gurus e manuais da gestão do tempo, o melhor negócio do mundo: demanda crescente e sem solução; sempre haverá mercado…).</p>
<p>E o irônico disso tudo é que, salvo poucas exceções, não estamos criando um legado que justifique essa dedicação desmedida ao resultado. Ou estamos? Esse crime parece não compensar…</p>
<p>Temos, enfim, um mundo que, de um lado, nos leva ao distanciamento entre as pessoas, ao cada um por si (cuide do seu que eu cuido do meu e assim a coisa supostamente anda) e, de outro, uma ferramenta que permite aparentemente compensar esse distanciamento crescente imposto aos poucos, por nós mesmos, sem percebermos. O casamento da fome com a vontade de comer!</p>
<p>Jeffrey Cole, um dos maiores especialistas da internet, disse que  algo que ninguém previu foi a explosão das redes sociais, essa necessidade global de se comunicar com seus pares e de gerar “conteúdo”. Pois me parece claro que o sucesso das redes sociais está muito ligado ao individualismo das últimas décadas: é, na verdade, a resposta possível da espécie a ele. Somos, biologicamente, uma espécie gregária, que assim sobreviveu e evoluiu. Temos necessidade do contato. As redes sociais são a versão moderna do bando, do coletivo, necessário à sobrevivência.</p>
<p>Mas não há almoço grátis: a quantidade desse contato superficial não substitui  a qualidade do contato à moda antiga, certamente presente em menor número, mas em intensidade muito maior. Edu Lobo, no filme sobre a vida do Vinicius (coincidentemente, menciono novamente o filme, mas é realmente emblemático para alguns dos argumentos aqui colocados), disse que Vinicius era do tipo que “ligava para saber como as pessoas estavam”. Você imaginou hoje alguém ligando para o outro para saber como a pessoa está, sem algum motivo especial? Qual foi a última vez que alguém lhe ligou para perguntar como você estava, assim, do nada? E qual foi a última vez que você ligou para alguém com esse propósito? No mundo de hoje, esse comportamento é altamente improvável, exceto talvez para alguém que tenha muito tempo livre ou que não faça parte desse mundo.  O que temos, na verdade, é o oposto: gasta-se 30 segundos ou menos para dar parabéns por email, por exemplo, ou via Facebook, e estamos resolvidos (isso quando lembramos do aniversário); cumprimos nossas obrigações para com nossos amigos, ou para com nossa rede de contatos, para usar o termo mais correto hoje (não que eu seja diferente, que fique claro…).</p>
<p>A profusão de contatos superficiais e efêmeros na verdade disfarça, sem pesar a consciência de ninguém, o enorme fosso que vai se formando na vida afetiva das pessoas: o acúmulo de não-contato  E, quanto maior esse fosso, mais as pessoas tentam compensar mergulhando nas redes coletivas, tarefa em muito facilitada pelos celulares, que nos colocam em “contato” com o mundo o tempo todo. São, enfim, milhões e milhões de pessoas solitárias mas solidárias nessa solidão, tentando criar sentido ao enviar mensagens de 140 caracteres e textos curtos recheados de pontos de exclamação e ícones de sorrisos, etc., substitutos meio tortos da interação cara a cara, olho no olho. Ou, vá lá, via telefone, uma forma de contato que hoje em alguns casos já passa a ser luxo.</p>
<p>Claro que tem o lado positivo disso tudo. As redes sociais e a comunicação digital como um todo permitem que se acompanhe a vida de muitas pessoas próximas, de uma forma que seria impossível por outras vias. Ainda que de forma superficial, você pode dar um “oi” para quem não é tão próximo. É possível conhecer pessoas legais, que passam a fazer parte de sua rede de amigos. E, claro, tem gente (muita) que acaba casando com alguém que conheceu online. Porém, a crítica que faço é que essa vantagem está, conscientemente ou não, sendo ampliada para muito além de seu uso saudável. Está se constituindo no substituto das interações que moldaram as relações humanas. E isso não me parece bom.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/marcelopcarvalho.wordpress.com/972/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/marcelopcarvalho.wordpress.com/972/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/marcelopcarvalho.wordpress.com/972/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/marcelopcarvalho.wordpress.com/972/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/marcelopcarvalho.wordpress.com/972/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/marcelopcarvalho.wordpress.com/972/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/marcelopcarvalho.wordpress.com/972/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/marcelopcarvalho.wordpress.com/972/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/marcelopcarvalho.wordpress.com/972/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/marcelopcarvalho.wordpress.com/972/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/marcelopcarvalho.wordpress.com/972/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/marcelopcarvalho.wordpress.com/972/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/marcelopcarvalho.wordpress.com/972/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/marcelopcarvalho.wordpress.com/972/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=blog.oquederevier.com&amp;blog=5679249&amp;post=972&amp;subd=marcelopcarvalho&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://blog.oquederevier.com/2010/03/09/um-mundo-de-conexoes%e2%80%a6sera-mesmo/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>3</slash:comments>
	
		<media:content url="http://0.gravatar.com/avatar/49bb6b16c37d6d116fbcd2e0d736a252?s=96&#38;d=identicon&#38;r=G" medium="image">
			<media:title type="html">marcelopcarvalho</media:title>
		</media:content>
	</item>
		<item>
		<title>Os famosos e o Twitter</title>
		<link>http://blog.oquederevier.com/2010/01/06/os-famosos-e-o-twitter/</link>
		<comments>http://blog.oquederevier.com/2010/01/06/os-famosos-e-o-twitter/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 06 Jan 2010 21:38:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>marcelopcarvalho</dc:creator>
				<category><![CDATA[antropologia]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Business]]></category>
		<category><![CDATA[Comunicação]]></category>
		<category><![CDATA[internet]]></category>
		<category><![CDATA[Pessoas]]></category>
		<category><![CDATA[Psicologia]]></category>
		<category><![CDATA[celebridade]]></category>
		<category><![CDATA[fama]]></category>
		<category><![CDATA[Twitter]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://blog.oquederevier.com/?p=902</guid>
		<description><![CDATA[Acredito que uma das razões que explica o sucesso do Twitter é a possibilidade de seguir pessoas famosas que normalmente não estão ao alcance dos cidadãos comuns. De repente, esse cidadão pode acompanhar em tempo real o dia-dia e as opiniões de celebridades normalmente inacessíveis, como políticos, esportistas, artistas, modelos, apresentadores de TV, etc.  O [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=blog.oquederevier.com&amp;blog=5679249&amp;post=902&amp;subd=marcelopcarvalho&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Acredito que uma das razões que explica o sucesso do Twitter é a possibilidade de seguir pessoas famosas que normalmente não estão ao alcance dos cidadãos comuns. De repente, esse cidadão pode acompanhar em tempo real o dia-dia e as opiniões de celebridades normalmente inacessíveis, como políticos, esportistas, artistas, modelos, apresentadores de TV, etc.  O que realmente pensam? O que estão fazendo nesse exato momento em que você, por exemplo, está no trânsito esperando para chegar em casa? Essa sincronicidade de tempo gera proximidade, intimidade, de ambas as partes.</p>
<p>O interessante é analisar por qual razão as celebridades (não todas, claro) aderiram ao Twitter e o usam com intensidade. Há, evidentemente, a auto-propaganda; ser uma celebridade via de regra significa também saber ocupar os espaços, estar na mídia, e o Twittter é uma nova mídia, cujo potencial veio à tona na campanha do Obama à presidência dos EUA (obs: o Obama assumiu que não era ele quem tuitava).</p>
<p>Há, também, o ego. Celebridade que se preze tem um ego colossal (caso contrário não conseguiria lidar com a pressão e com a vigilância que a fama traz) e nada melhor para alimentar esse ego do que estar diretamente em contato com milhares, centenas de milhares de fãs. O número de seguidores diz muito sobre a influência de cada um. Como bem colocou meu sócio <a href="http://blog.miguelcavalcanti.com/">Miguel Cavalcanti</a>, se o número de seguidores não aparecesse, a atratividade da ferramenta cairia muito.</p>
<p>E tem mais: quem falar mal…pode ser sumariamente bloqueado, eliminando-se o problema. Assim, fica ao alcance de cada um evitar a crítica direta e selecionar só os elogios.</p>
<p>Mas acredito que existam outras razões menos óbvias e que não estão sendo comentadas. Eu pelo menos, não vi nada a respeito, embora não seja exatamente um ávido devorador de informações online. Acho que, pelo Twitter, o “famoso” pode mostrar seu lado “gente comum”, de uma maneira direta e sem intermediários. Pelo Twitter, não é mais aquele personagem que é retratado nas revistas, jornais e TV; não é necessariamente o famoso em seu horário de trabalho e, portanto, sujeito às restrições que o cargo lhe impõe.</p>
<p>Pelo Twitter, um pouco do ser humano real aparece. Afinal, toda celebridade acaba sendo muito mais o que se espera que ela seja do que o que ela é realmente. E o Twitter acerta um pouco essa conta. Esses famosos, justamente por não poderem ser eles mesmos em seu dia-a-dia dada a responsabilidade que têm, a imagem a zelar (o impacto de um escândalo como o que envolveu Tiger Woods certamente seria menor em alguém menos exposto), acabaram encontrando no Twitter uma maneira de mostrar quem realmente são – e o melhor, restrito a 140 caracteres, isto é, a exposição não é tão grande assim e o risco de escorregar, bem menor, embora existente (claro).</p>
<p>É possível que os famosos tenham essas necessidade até mais do que o cidadão comum, que não carrega um peso tão grande e que cujos erros tendem a ter impactos bem menos devastadores ou irreversíveis. Não sou uma celebridade, mas imagino que aquela sensação de ser famoso e ao mesmo tempo só, isolado, diminui via Twitter.</p>
<p>Também, via Twitter os famosos não correm o risco de ter uma frase retirada de contexto e ser amplificada de forma a prejudicá-lo, intencionalmente ou não. Não há a edição de um jornalista, por exemplo. É lógico que há o outro lado: falou besteira, não tem a quem culpar. Mas ainda assim pode ser mais confortável correr esse risco do que ter surpresas com interpretações equivocadas de terceiros, incompetência ou maldade mesmo. Em uma extensão  desse raciocínio, vale lembrar que o Twitter ainda não foi totalmente descoberto pela mídia. Ainda não são tão frequentes as matérias nas mídias tradicionais criticando ou ironizando o que os famosos tuitaram. É possível que, quando todas as mídias descobrirem esse “potencial”, os famosos se inibam mais e a nova ferramenta perca bastante sua força.</p>
<p>Enquanto isso não ocorre, o povo se diverte, acompanha seus ídolos, interage com eles de uma forma que nunca sonhou e, com isso, contribui para tornar o Twitter a febre que se tornou.</p>
<p>PS: outras contribuições do <a href="http://blog.miguelcavalcanti.com/">Miguel</a> &#8211; os empregadores das celebridades não têm mais como monetizar esse monte de seguidores. As centenas de milhares de seguidores do William Bonner, por exemplo, são um ativo dele. Se ele sair, leva todo mundo! Quando perceberam isso, já era tarde&#8230;ainda, há o fato da exposição sem o controle do empregador. O mesmo Bonner, por exemplo, que só aparece no JN todo formatadinho, no Twitter está livre, leve e solto, e pode dar suas escorregadas e, numa dessas, prejudicar  a si e a Globo. O Boris Casoy, por exemplo, é um que não poderia ter Twitter em hipótese alguma. =)</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/marcelopcarvalho.wordpress.com/902/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/marcelopcarvalho.wordpress.com/902/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/marcelopcarvalho.wordpress.com/902/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/marcelopcarvalho.wordpress.com/902/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/marcelopcarvalho.wordpress.com/902/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/marcelopcarvalho.wordpress.com/902/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/marcelopcarvalho.wordpress.com/902/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/marcelopcarvalho.wordpress.com/902/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/marcelopcarvalho.wordpress.com/902/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/marcelopcarvalho.wordpress.com/902/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/marcelopcarvalho.wordpress.com/902/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/marcelopcarvalho.wordpress.com/902/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/marcelopcarvalho.wordpress.com/902/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/marcelopcarvalho.wordpress.com/902/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=blog.oquederevier.com&amp;blog=5679249&amp;post=902&amp;subd=marcelopcarvalho&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://blog.oquederevier.com/2010/01/06/os-famosos-e-o-twitter/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>1</slash:comments>
	
		<media:content url="http://0.gravatar.com/avatar/49bb6b16c37d6d116fbcd2e0d736a252?s=96&#38;d=identicon&#38;r=G" medium="image">
			<media:title type="html">marcelopcarvalho</media:title>
		</media:content>
	</item>
		<item>
		<title>Sou um dinossauro à beira da extinção?</title>
		<link>http://blog.oquederevier.com/2009/10/28/sou-um-dinossauro-a-beira-da-extincao/</link>
		<comments>http://blog.oquederevier.com/2009/10/28/sou-um-dinossauro-a-beira-da-extincao/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 28 Oct 2009 23:19:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>marcelopcarvalho</dc:creator>
				<category><![CDATA[antropologia]]></category>
		<category><![CDATA[Business]]></category>
		<category><![CDATA[Comunicação]]></category>
		<category><![CDATA[internet]]></category>
		<category><![CDATA[Mundo]]></category>
		<category><![CDATA[Psicologia]]></category>
		<category><![CDATA[comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[cultura]]></category>
		<category><![CDATA[informação]]></category>
		<category><![CDATA[sociedade]]></category>
		<category><![CDATA[Twitter]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://blog.oquederevier.com/?p=825</guid>
		<description><![CDATA[É assim que às vezes me sinto. Começo mesmo a achar que estou ficando ultrapassado.  E já aviso que vou escrever absurdos que irão contra o censo comum destes novos tempos. Recomeçando: ultrapassado. Explico: a forma como absorvo informação é incompatível com essa avalanche caótica, compartimentalizada e superficial de mensagens cuja expressão máxima é o [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=blog.oquederevier.com&amp;blog=5679249&amp;post=825&amp;subd=marcelopcarvalho&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>É assim que às vezes me sinto. Começo mesmo a achar que estou ficando ultrapassado.  E já aviso que vou escrever absurdos que irão contra o censo comum destes novos tempos.</p>
<p>Recomeçando: ultrapassado. Explico: a forma como absorvo informação é incompatível com essa avalanche caótica, compartimentalizada e superficial de mensagens cuja expressão máxima é o Twitter, a ante-sala do grunhido, segundo o Saramago, certamente um dinossauro ainda mais jurássico do que eu.</p>
<p>Sou daqueles que precisa ir a fundo na argumentação de um autor para poder compreender suas hipóteses e seu raciocínio e, mais importante, tentar incorporá-los na minha forma de ver as coisas ou aplicá-los no dia-a-dia profissional, por exemplo. Em livros de negócios, sou daqueles que lêem o rodapé, as notas no final do livro, dou uma passada na bibliografia. Não sou daqueles que vai se contentar com um link que leva à fórmula de sucesso do último empreendedor da internet mundial.</p>
<p>Com esse método quelônico de obtenção de novas informações, vou certamente ficar para trás, perdendo feio para aqueles que se adaptam bem a essa nova realidade em que tudo é repassado na forma de pequenos fragmentos descontextualizados e desconexos (falando mais especificamente do Twitter): dicas sensacionais para os negócios e para a vida pessoal, alguém reclamando de insônia, outro fazendo auto-propaganda, de repente o Millôr escrevendo algo inteligente, uma notícia aqui e ali, um outro tentando emplacar uma frase supostamente inteligente e que possa ser retuitada e ganhar o mundo, um outro ainda deixando todos a par de sua rotina diária, etc. (não que eu seja diferente, o que não quer dizer que não possa criticar, muito pelo contrário&#8230;).</p>
<p>É como ficar na frente da televisão durante horas, só mudando de canal, sem realmente ver nada direito. Você ouve o galo cantar, mas não sabe aonde. Talvez nem tenha sido um galo. Não importa – parece que já tem outra coisa cantando.   É assim que me sinto com o Twitter, a nova febre da humanidade, ainda que nem seus fundadores saibam exatamente para que serve e como ganhar dinheiro com isso (aliás, só alguém ultrapassado como eu fica preocupado com essas coisas mundanas – o uso vai aparecer mais para frente, e não interessa ganhar dinheiro, o que vale é criar a  “rede”. Sei.).</p>
<p>Colocando um olhar externo sobre esses tempos, acho que existe um deslumbramento infantil e escapista nisso tudo. É importante estar na moda, fazer o que os outros fazem, e é isso que os outros estão fazendo. As pessoas não param muito para pensar, até porque não adianta pensar sobre algo que está só começando; o futuro é incerto, o que importa é pegar a onda.</p>
<p>Também, as pessoas se sentem maravilhadas com a possibilidade de aparecer para o mundo (só que não dá para todo mundo aparecer para o mundo e daí você vai perceber que aparece mesmo para uns poucos!!), de finalmente dar vazão a alguma coisa que não tinha como ganhar o mundo no universo pré-internet, e o resultado é um tsunami de informações que tornam impossível ter a atenção suficiente para separar o joio do trigo. O Herbert Simon, Prêmio Nobel de Economia, cunhou a expressão “A riqueza de informação cria a pobreza de atenção”. Nada mais correto: é muita coisa, o bom vai se perder no meio de uma imensidão de inutilidades.</p>
<p>Ainda, o fenômeno das redes sociais virtuais pode ser a necessidade das pessoas de fazer parte de alguma coisa, de ser reconhecidas; é também a expressão atual do milenar hábito gregário do ser humano, que vem sendo continuamente achatado nessa sociedade individualizada, e que gera pessoas simplesmente carentes, que precisam de companhia, proteção e aprovação.</p>
<p>É possível que eu esteja errado, e bem provável que esteja exagerando. Há, claro, o lado positivo disso tudo. Só que, neste texto, optei por expressar o lado negativo, ainda que de forma potencialmente exagerada: o objetivo era esse mesmo, visando estimular a reflexão de quem vê a coisa de forma diferente da minha.</p>
<p>Às vezes ser polêmico tem seu valor. O Alvin Toffler (outro paleolítico)  não engole isso de inteligência coletiva.  As massas escolhem errado. Deixa o Chris Anderson ou o Jeff Howe ouvirem isso&#8230;Mas o Toffler merece um crédito, afinal “previu” o futuro melhor do que ninguém (ah, mas o Anderson e o Howe criam o futuro! Pode até ser, mas quando a coisa é unânime, fico preocupado&#8230;).  Quando li isso do Toffler, eu parei pra pensar na questão.</p>
<p>Voltando ao meu problema inicial. O que me preocupa em relação ao conhecimento é que ninguém vai mais a fundo em nada. As pessoas buscam pílulas de informações que sequer utilizam, porque precisam buscar novas pílulas amanhã. Eu não consigo estruturar um raciocínio decente em cima dessa areia movediça, mas fico com a sensação de que estou perdendo o passo até ser finalmente extinto.</p>
<p>Nesse ambiente, é inconcebível perder tempo, por exemplo, lendo um livro de 800 páginas (no momento, eu estou lendo um livro de 800 páginas&#8230;). Imagine quantos posts em blogs e no Twitter eu poderia ler, quantas fotos no Flickr eu poderia comentar e com isso dar a senha para outros comentarem as minhas também, ao invés de ficar preso por semanas em um texto “ineficiente” à la Grande Sertão-Veredas? O mundo lá fora corre e eu lendo um livro de 800 páginas, enquanto circularam pelo menos 15 listas das 10 melhores dicas disso e daquilo!! (e sabe-se lá se alguém realmente vai conseguir implantá-las, ou só está enganando a si próprio e procrastinando, não fazendo aquilo que sabe que precisa ser feito, mas isso é outra história).</p>
<p>(Aliás, o que um defasado como eu diria sobre dicas de negócios? Vá ler o Porter, o Kotler, o Mintzberg, o  Christensen, o Adam Smith&#8230;vá direto à fonte, entenda o raciocínio de quem de fato produziu algo que agrega, ainda que, no fundo, você saiba que isso não vá resolver a vida de ninguém).</p>
<p>Mas&#8230;e se eu fizer mesmo parte de um mundo em extinção? Será que hoje em dia Grande Sertão-Veredas serve mesmo para alguma coisa, exceto passar no vestibular? Indo mais além, para que serve cultura e conhecimento, se a regra que impera é a superficialidade, a quantidade em detrimento da qualidade, a transitoriedade, o “líquido, do Zigmunt Bauman?  Pra que livros, museus, história, geografia, política, se o namorado da Demi Moore tem mais de 1 milhão de seguidores no Twitter? Quais são os valores que determinarão o sucesso daqui para frente? O que é mais importante – conseguir mobilizar um número enorme de pessoas nas redes sociais, ter seguidores como um Antônio Conselheiro tinha, ainda que você só escreva bobagens, ou ter algum conhecimento, em tempos em que está tudo disponível a um clique, no Google (e depois virão os implantes cerebrais mesmo)?  Boas dúvidas&#8230;</p>
<p>Esse texto pode parecer pessimista, mas não é exatamente essa a questão. Talvez a geração mais nova não entenda nada do que escrevi, assim como nunca terão passado um fax ou colocado uma carta no correio. Aliás, sou de uma geração de transição, aquela que ainda tenta pegar o bonde,  mas constata que ele anda cada vez mais rápido. E que ainda acha que o bonde pode estar indo para o lado errado&#8230;</p>
<p>Talvez seja este o problema: essas preocupações todas podem ser tão somente uma espécie de canto do cisne, inócuo, que soa indiferente para quem vive perfeitamente bem sem saber onde o galo cantou ou se, de fato, aquilo era mesmo um galo.</p>
<p>PS: A cada dia, eu deixo de seguir determinado número de pessoas no Twitter. Meu principal critério é o número de tuitadas: comecei a cortar os que tuitavam demais. Pensando bem, gosto cada vez mais de seguir aquelas pessoas que nunca tuítam (tem acento?) nada.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/marcelopcarvalho.wordpress.com/825/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/marcelopcarvalho.wordpress.com/825/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/marcelopcarvalho.wordpress.com/825/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/marcelopcarvalho.wordpress.com/825/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/marcelopcarvalho.wordpress.com/825/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/marcelopcarvalho.wordpress.com/825/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/marcelopcarvalho.wordpress.com/825/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/marcelopcarvalho.wordpress.com/825/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/marcelopcarvalho.wordpress.com/825/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/marcelopcarvalho.wordpress.com/825/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/marcelopcarvalho.wordpress.com/825/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/marcelopcarvalho.wordpress.com/825/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/marcelopcarvalho.wordpress.com/825/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/marcelopcarvalho.wordpress.com/825/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=blog.oquederevier.com&amp;blog=5679249&amp;post=825&amp;subd=marcelopcarvalho&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://blog.oquederevier.com/2009/10/28/sou-um-dinossauro-a-beira-da-extincao/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>5</slash:comments>
	
		<media:content url="http://0.gravatar.com/avatar/49bb6b16c37d6d116fbcd2e0d736a252?s=96&#38;d=identicon&#38;r=G" medium="image">
			<media:title type="html">marcelopcarvalho</media:title>
		</media:content>
	</item>
		<item>
		<title>Série grandes publicitários: impressões sobre o Washington Olivetto</title>
		<link>http://blog.oquederevier.com/2009/09/05/serie-grandes-publicitarios-impressoes-sobre-o-washington-olivetto/</link>
		<comments>http://blog.oquederevier.com/2009/09/05/serie-grandes-publicitarios-impressoes-sobre-o-washington-olivetto/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 05 Sep 2009 14:41:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>marcelopcarvalho</dc:creator>
				<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Comunicação]]></category>
		<category><![CDATA[Empreendedorismo]]></category>
		<category><![CDATA[marketing]]></category>
		<category><![CDATA[Bombril]]></category>
		<category><![CDATA[Cannes]]></category>
		<category><![CDATA[Casa do Saber]]></category>
		<category><![CDATA[Celso Loducca]]></category>
		<category><![CDATA[Cofap]]></category>
		<category><![CDATA[Fora de Série]]></category>
		<category><![CDATA[Jim Collins]]></category>
		<category><![CDATA[Malcolm Gladwell]]></category>
		<category><![CDATA[Nizan Guanaes]]></category>
		<category><![CDATA[Outlier]]></category>
		<category><![CDATA[propaganda]]></category>
		<category><![CDATA[Roberto Justus]]></category>
		<category><![CDATA[Twitter]]></category>
		<category><![CDATA[Valisére]]></category>
		<category><![CDATA[W/Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Washington Olivetto]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://blog.oquederevier.com/?p=755</guid>
		<description><![CDATA[No curso com grandes publicitários na Casa do Saber, tivemos nessa semana o privilégio de conhecer um pouco do Washington Olivetto que, como disse o Celso Loducca, é o “primeiro da série” de grandes publicitários que o Brasil produziu a partir daquela época. Como alguém lá conseguiu perguntar a ele, Washington Olivetto é uma lenda [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=blog.oquederevier.com&amp;blog=5679249&amp;post=755&amp;subd=marcelopcarvalho&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>No curso com <a href="http://www.casadosaber.com.br/curso.php?cid=1672">grandes publicitários na Casa do Saber</a>, tivemos nessa semana o privilégio de conhecer um pouco do Washington Olivetto que, como disse o Celso Loducca, é o “primeiro da série” de grandes publicitários que o Brasil produziu a partir daquela época.</p>
<div id="attachment_756" class="wp-caption alignnone" style="width: 89px"><img class="size-full wp-image-756" title="washington" src="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2009/09/washington.gif?w=500" alt="Foto: site da W/Brasil"   /><p class="wp-caption-text">Foto: site da W/Brasil</p></div>
<p>Como alguém lá conseguiu perguntar a ele, Washington Olivetto é uma lenda vida (quase matou o cara&#8230;rs). Campanhas como a do Bombril, Valisére , Cofap, etc. são dele. Ele certamente fez história na publicidade e no cenário cultural do Brasil dos últimos 30 anos.</p>
<p>Filme do Valisére:</p>
<span style="text-align:center; display: block;"><a href="http://blog.oquederevier.com/2009/09/05/serie-grandes-publicitarios-impressoes-sobre-o-washington-olivetto/"><img src="http://img.youtube.com/vi/JlIAtOVY4qo/2.jpg" alt="" /></a></span>
<p>O <a href="http://leokuba.com.br/">Leo Kuba</a>, que também está participando do curso, definiu bem em <a href="http://www.leokuba.com.br/2009/09/washington-olivetto-na-casa-do-saber-o-outlier-brasileiro.html">seu post</a>: o W.O. é um perfeito “Outlier” brasileiro, utilizando o conceito do livro  Fora de Série, escrito pelo Malcolm Gladwell (<a href="http://blog.oquederevier.com/2008/12/14/critica-de-livro-outliers-fora-de-serie-de-malcolm-gladwell/">leia aqui</a> o resumo que fiz do livro).</p>
<p>Além do talento, ele encontrou o ambiente propício para florescer: a propaganda havia se profissionalizado na geração anterior e, naquele momento, o consumidor brasileiro começava a ter acesso à infinidade de produtos e opções que têm hoje. Pode-se dizer que aquele momento marcou a migração da era da demanda para a era da oferta, e a propaganda era a maneira de diferenciar os produtos. Também, foi o momento da forte expansão da televisão a cores, canalizando a audiência e colocando a faca na mão de quem já tinha o queijo. Também, ele trabalhou muito, aprendeu e soube aproveitar a chance. O Washington era a pessoa certa, na hora certa, fazendo a coisa certa. Não podia dar outra coisa. Ele reconhece que, hoje, é muito mais difícil aparecer um Washington Olivetto.</p>
<p>Segundo o Malcolm Gladwell, as pessoas que se destacam a ponto de se tornar um Fora de Série reúnem talento + treinamento (as 10.000 horas de prática) + ambiente correto (formação, rede de relacionamentos, momento histórico, etc).</p>
<p>Outra coisa interessante do bate-papo com ele é que, apesar de ter um perfil completamente oposto ao do Nizan Guanaes (bem menos agressivo, mais conciliador), tem grande ambição de fazer a diferença e ser “o melhor do mundo”, uma profunda obsessão por estar sempre pedalando e fazendo acontecer. Lembrei-me do <a href="http://blog.piapara.com/2009/03/04/o-conceito-do-porco-espinho-do-livro-good-to-great/">conceito do porco espinho do Jim Collins</a>: escolher algo em que você pode ser o melhor do mundo, te dê paixão e tenha mercado. Na confluência destes três círculos está o sucesso.</p>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-758" title="porcoespinho" src="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2009/09/porcoespinho.jpg?w=500" alt="porcoespinho"   /> </p>
<p>Aliás, falando em obsessão por realizar, lembrei do que o Nizan falou como seu principal temor: medo de se acomodar. Engraçado esse medo, que de certa forma também tenho. Parece que o sentido da vida dessas pessoas (daí falo do Nizan e talvez de mim) está em estar sempre criando o novo, que seria o corolário de não se acomodar. Talvez não queiram pensar na hipótese de se ver sem estar empreendendo. Talvez apenas sejam assim mesmo e está tudo certo, não sendo exatamente um problema ou uma fuga.</p>
<p>Outros fatos interessantes sobre o Washington:</p>
<p>-faz propaganda porque consegue reunir nela a escrita e a venda. Com isso, consegue ser muito bom. Se não fosse publicitário, seria alguma mais ou menos em alguma outra coisa. E mais ou menos não serve para ele. Muitos publicitários viraram publicitários porque dava mais dinheiro e status do que jornalismo, por exemplo. Ele não.</p>
<p>- aliás, ele tem bem esse conceito do “ser o melhor do mundo”. Sabia que na música nunca seria um Caetano, então decidiu não ser músico. Difícil a vida de quem pensa assim (chance de muitas frustrações), mas provavelmente quem está no topo em cada área pensa assim. <em>There is a price to pay.</em></p>
<p>- sempre teve amigos mais velhos, lia muito. Era amigo do Caetano, Gil, etc. lá no início do tropicalismo. Ou seja, teve influência que ajudou em sua formação, entendeu muito bem a indústria cultural, o que permitiu que criasse para a galera, como ele mesmo diz. Sabe atingir o grande público.</p>
<p>- parece ser muito bom em criar relacionamentos que duram a vida toda. Citou o Zurita, que conheceu quando este era gerente de produto e ele diretor de criação da agência. Com certeza o fato da conta da Nestlé ser em grande parte da W/Brasil tem a ver com isso.</p>
<p>- acha importante andar com pessoas diferentes, ver coisas diferentes. Hoje, a propaganda está muito igual, publicitário só anda com publicitário, casa com publicitário, etc. A forma importa mais do que o conteúdo.</p>
<p>- parece ser um cara mais light para se trabalhar, mas teme que seu jeito relativament <em>easy going</em> de ser (foi um dos padrinhos da democracia corinthiana) está defasado: “as pessoas preferem trabalhar por pressão, ao invés de por tesão”. Nas entrelinhas, deu a entender que o esquema pressão dá mais resultados.</p>
<p>- ele deu uma definição que nunca tinha ouvido falar sobre sucesso: “sucesso é poder ser amigo de seus ídolos”.  Preciso pensar nisso.</p>
<p>- disse que não tem medo de “porra nenhuma”: já se ferrou muito e saiu de tudo. Segundo ele, costuma se dar muito bem, mas quando se ferra, é também com tudo que tem direito (ex: seqüestro). Depois corrigiu: tem medo de não estar presente para o filho que teve aos 50 anos.</p>
<p>- não tem preconceito de informação (aberto para coisas diferentes daquilo que pensa ou sabe).</p>
<p>- “a melhor propaganda é aquela que parece que o produto que fez para si próprio”.</p>
<p>- sobre tecnologia atual: “a grande maioria das pessoas que usa Twitter não sabe escrever longo o que é fácil, imagine escrever curto o que é difícil&#8230;”</p>
<p>- hoje há publicitários famosíssimos, faltam só os anúncios&#8230;</p>
<p>- campanhas recusadas pelo cliente são fatos da vida, não interessa se é o W.O. em início de carreira ou na semana passada. Quando a recusa é injusta, só resta ficar bravo. Quando é justa, daí é pior: você se sente realmente medíocre. Legal ele reconhecer isso.</p>
<p>Eu já conhecia um pouco do W.O. porque li o livro “<a href="http://www.submarino.com.br/produto/1/292999/na+toca+dos+leoes">Na toca dos leões</a>”, escrito pelo Fernando Morais e que fala da trajetória dele e da <a href="http://www.sitedaw.com.br/homepage.wbr">W/Brasil</a>. Mas fazia tempo, e nada melhor do que uma conversa mais pessoal. De defeito evidente, o fato de ser corinthiano doente. De resto, reforcei a impressão que tinha dele: um fora de série, com todo direito a sê-lo.</p>
<p>Semana que vem tem o Roberto Justus.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/marcelopcarvalho.wordpress.com/755/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/marcelopcarvalho.wordpress.com/755/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/marcelopcarvalho.wordpress.com/755/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/marcelopcarvalho.wordpress.com/755/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/marcelopcarvalho.wordpress.com/755/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/marcelopcarvalho.wordpress.com/755/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/marcelopcarvalho.wordpress.com/755/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/marcelopcarvalho.wordpress.com/755/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/marcelopcarvalho.wordpress.com/755/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/marcelopcarvalho.wordpress.com/755/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/marcelopcarvalho.wordpress.com/755/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/marcelopcarvalho.wordpress.com/755/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/marcelopcarvalho.wordpress.com/755/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/marcelopcarvalho.wordpress.com/755/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=blog.oquederevier.com&amp;blog=5679249&amp;post=755&amp;subd=marcelopcarvalho&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://blog.oquederevier.com/2009/09/05/serie-grandes-publicitarios-impressoes-sobre-o-washington-olivetto/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>6</slash:comments>
	
		<media:content url="http://0.gravatar.com/avatar/49bb6b16c37d6d116fbcd2e0d736a252?s=96&#38;d=identicon&#38;r=G" medium="image">
			<media:title type="html">marcelopcarvalho</media:title>
		</media:content>

		<media:content url="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2009/09/washington.gif" medium="image">
			<media:title type="html">washington</media:title>
		</media:content>

		<media:content url="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2009/09/porcoespinho.jpg" medium="image">
			<media:title type="html">porcoespinho</media:title>
		</media:content>
	</item>
		<item>
		<title>O Obama segue 100 mil. Como pode?</title>
		<link>http://blog.oquederevier.com/2009/01/24/o-obama-segue-100-mil-como-pode/</link>
		<comments>http://blog.oquederevier.com/2009/01/24/o-obama-segue-100-mil-como-pode/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 24 Jan 2009 00:25:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>marcelopcarvalho</dc:creator>
				<category><![CDATA[Humor]]></category>
		<category><![CDATA[internet]]></category>
		<category><![CDATA[Obama]]></category>
		<category><![CDATA[Saramago]]></category>
		<category><![CDATA[Twitter]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://marcelopcarvalho.wordpress.com/?p=245</guid>
		<description><![CDATA[Estou realmente preocupado. Passei a seguir o Barack Obama no Twitter. Até aí, tudo bem. Mas ele também está me seguindo. Pensando bem, acho que ele tem bastante a ganhar ao me seguir. Mas além de mim, ele está seguindo outros 100 mil! Em que horário esse cara vai trabalhar? PS: O Saramago tem um [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=blog.oquederevier.com&amp;blog=5679249&amp;post=245&amp;subd=marcelopcarvalho&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Estou realmente preocupado. Passei a seguir o Barack Obama no Twitter. Até aí, tudo bem. Mas ele também está me seguindo. </p>
<p>Pensando bem, acho que ele tem bastante a ganhar ao me seguir. Mas além de mim, ele está seguindo outros 100 mil! </p>
<p>Em que horário esse cara vai trabalhar? </p>
<p>PS: <a href="http://caderno.josesaramago.org/">O Saramago tem um blog</a>. Não consigo imaginar isso, mas é um fato. O mundo realmente é dos blogs.</p>
<p><img src="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2009/01/obama1.jpg?w=500" alt="obama1" title="obama1"   class="alignnone size-full wp-image-248" /></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/marcelopcarvalho.wordpress.com/245/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/marcelopcarvalho.wordpress.com/245/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/marcelopcarvalho.wordpress.com/245/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/marcelopcarvalho.wordpress.com/245/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/marcelopcarvalho.wordpress.com/245/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/marcelopcarvalho.wordpress.com/245/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/marcelopcarvalho.wordpress.com/245/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/marcelopcarvalho.wordpress.com/245/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/marcelopcarvalho.wordpress.com/245/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/marcelopcarvalho.wordpress.com/245/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/marcelopcarvalho.wordpress.com/245/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/marcelopcarvalho.wordpress.com/245/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/marcelopcarvalho.wordpress.com/245/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/marcelopcarvalho.wordpress.com/245/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=blog.oquederevier.com&amp;blog=5679249&amp;post=245&amp;subd=marcelopcarvalho&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://blog.oquederevier.com/2009/01/24/o-obama-segue-100-mil-como-pode/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>1</slash:comments>
	
		<media:content url="http://0.gravatar.com/avatar/49bb6b16c37d6d116fbcd2e0d736a252?s=96&#38;d=identicon&#38;r=G" medium="image">
			<media:title type="html">marcelopcarvalho</media:title>
		</media:content>

		<media:content url="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2009/01/obama1.jpg" medium="image">
			<media:title type="html">obama1</media:title>
		</media:content>
	</item>
	</channel>
</rss>
