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	<title>O que der e vier &#187; Viagem</title>
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	<description>Idéias, pensamentos e impressões, por Marcelo Pereira de Carvalho</description>
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		<title>O que der e vier &#187; Viagem</title>
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		<title>20 dias viajando pela Itália e Estados Unidos</title>
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		<pubDate>Sun, 30 Oct 2011 23:36:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>marcelopcarvalho</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Estou de volta após a maior viagem que fiz depois de formado: 20 dias fora, por dois continentes, mas apenas 2 países: Itália e Estados Unidos. Uma coincidência me fez alongar a viagem: como acontece todo ano, vou ao World Dairy Summit, principal congresso do setor lácteo no mundo e que, neste ano, ocorreu na rica e histórica Parma, no norte da Itália. Poucos dias após o congresso, tinha de ir a Chicago, onde havia sido convidado a dar uma palestra no Encontro Anual do USDEC – Conselho de Exportação de Lácteos dos Estados Unidos. Achei que era uma boa oportunidade para esticar a viagem, ficando alguns dias em New York antes de ir para Chicago. <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=blog.oquederevier.com&amp;blog=5679249&amp;post=1081&amp;subd=marcelopcarvalho&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Estou de volta após a maior viagem que fiz depois de formado: 20 dias fora, por dois continentes, mas apenas 2 países: Itália e Estados Unidos. Uma coincidência me fez alongar a viagem: como acontece todo ano, vou ao World Dairy Summit, principal congresso do setor lácteo no mundo e que, neste ano, ocorreu na rica e histórica Parma, no norte da Itália. Poucos dias após o congresso, tinha de ir a Chicago, onde havia sido convidado a dar uma palestra no Encontro Anual do USDEC – Conselho de Exportação de Lácteos dos Estados Unidos. Achei que era uma boa oportunidade para esticar a viagem, ficando alguns dias em New York antes de ir para Chicago.  Aliás, apesar de viajar muito, por incrível que pareça nunca tinha ido a New York e essa era a chance (uma das minhas contradições é essa: conheço lugares que poucos conhecem, mas nunca fui a Paris, por exemplo – mas ainda irei, em grande estilo!).</p>
<p>Outro fator que me fez estender a viagem foi a vontade de ficar viajando na Itália alguns dias antes do congresso (já que estava indo&#8230;). Por alguma razão, senti a necessidade de mergulhar no berço do Renascimento e, daí, optei por incluir Verona, Veneza e, claro, Florença e Siena no meu roteiro.</p>
<p>Pensando bem, para tudo isso 20 dias foi pouco.  Minhas viagens ainda são marcadas por uma espécie de correria, ficando um pouco em cada lugar, suficiente para conhecer, mas não para realmente sentir cada localidade visitada. Deve ter alguma explicação psicológica que não vem ao caso agora, mas não sou do tipo de ficar muito tempo em um mesmo local, havendo tanto a explorar.</p>
<p>Estava sozinho (apesar de, nos EUA, encontrar tanta gente conhecida que essa sensação diminuiu bastante) e foi uma boa oportunidade para alugar um carro e rodar sem compromisso pela Itália, passando por cidadezinhas medievais na Toscana e pegando estradas locais, fora das rodovias, onde o tempo realmente parou e você tem a exata sensação de liberdade, ao parar onde bem entender, como por exemplo em uma estrada de terra que me proporcionou, perto de Siena, um por do sol rosa, com a lua iluminando vinhedos e antigas fazendas toscanas.</p>
<p>A viagem começou em Verona, terra de Romeu e Julieta e uma preciosidade: igrejas e construções antigas, uma arena da época romana, pontes românticas sobre o belo Rio Adige e que, principalmente, se pode andar com relativa tranquilidade. Era o primeiro dia de viagem e foi o que mais fotografei, talvez por ter entrado de pronto no clima da cidade.</p>
<div id="attachment_1082" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><a href="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2011/10/img_5554_3_5_tonemapped.jpg"><img class="size-full wp-image-1082" title="Verona" src="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2011/10/img_5554_3_5_tonemapped.jpg?w=500&#038;h=332" alt="" width="500" height="332" /></a><p class="wp-caption-text">Verona: precisa falar mais alguma coisa?</p></div>
<p>Depois, Veneza, que obviamente dispensa apresentações. Fiquei apenas um dia lá, parte porque o excesso de pessoas me afugentou após conhecer as principais atrações. Na Piazza San Marco, não fiquei mais do que 15 minutos, tal a multidão de turistas, muitos, mas muitos mesmo, brasileiros.  Não tenho paciência para filas – acho que não gosto de me comportar como um turista comum. Talvez tenha dificuldade com locais que pertençam a muitas pessoas, como é o caso de Veneza, Florença, Siena e mesmo New York, onde fazer compras, ao menos para mim, é uma verdadeira tortura. Deve ser meu componente anti-social, mas prefiro mil vezes a tranquilidade de uma cidade que vive independentemente dos turistas do que uma em que os turistas são parte integrante e até a característica local.</p>
<div id="attachment_1083" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><a href="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2011/10/img_5720_19_18.jpg"><img class="size-full wp-image-1083" title="IMG_5720_19_18" src="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2011/10/img_5720_19_18.jpg?w=500&#038;h=335" alt="" width="500" height="335" /></a><p class="wp-caption-text">Por do sol em Veneza, na Giudecca, antigo bairro judeu e onde a muvuca é menor.</p></div>
<p>Foi interessante ver o contraste Itália/Estados Unidos, ambas economias que viveram e ainda vivem uma crise econômica. Apesar de ter visitado apenas 2 cidades norte-americanas, me pareceu que a situação de ambos os países é muito distinta. A Itália parece viver de passado, presa a uma realidade que não existe mais. Os serviços deixam a desejar e você chega a ficar irritado com algumas coisas como horários que não são respeitados, funcionários mal educados e assim por diante – talvez um sintoma de que o Brasil esteja mesmo melhorando e que a distância não é mais tão grande assim – e olha que visitei o rico norte do pais, e não o sul, que é sustentado pelo norte há décadas. Uma coisa que me chamou a atenção é que as pessoas parecem trabalhar pouco. Do lado do meu hotel em Parma, havia um supermercado cujo horário de funcionamento era das 8:30 ao 12:45, depois 15:30 às 19:30, fechado aos domingos. Não sei se isso é a regra, mas fiquei pensando que se muitos operam assim, será difícil sair da crise. Na Itália, a impressão que tive é que a ficha ainda não caiu em relação à nova realidade, em que o país tem grande dívida e que o futuro é incerto.</p>
<div id="attachment_1084" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><a href="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2011/10/img_5728.jpg"><img class="size-full wp-image-1084" title="IMG_5728" src="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2011/10/img_5728.jpg?w=500&#038;h=333" alt="" width="500" height="333" /></a><p class="wp-caption-text">O GPS me tirou da auto-estrada entre Veneza e Florença e me proporcionou essa vista no Veneto</p></div>
<p>Claro que o país é belíssimo e me proporcionou pelo menos 3 grandes momentos: o já referido por-do-sol na zona rural da Toscana, quando pernotei em um hotel-fazenda perto de Monteriggioni, uma jóia medieval onde Dante escreveu parte dA Divina Comédia; um outro por-do-sol em Florença, que me rendeu fotos memoráveis, e a noite de abertura do evento, no belíssimo Teatro Regio de Parma, erguido em 1820 e poucos e que foi palco para Verdi e Toscanini. O momento mais emocionante da noite foi o coral da cidade cantando Va Pensiero, da ópera Nabucco, de Verdi, que foi adotado como o hino de unificação da Itália. Foi de arrepiar…</p>
<div id="attachment_1085" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><a href="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2011/10/img_5920-1-2.jpg"><img class="size-full wp-image-1085" title="IMG_5920-1-2" src="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2011/10/img_5920-1-2.jpg?w=500&#038;h=752" alt="" width="500" height="752" /></a><p class="wp-caption-text">Lua na Toscana, perto de Monteriggioni.</p></div>
<p>Mas já que estamos falando de economia, nos Estados Unidos a impressão é outra. A sensação é que o país era uma espécie de Mike Tyson que, de repente, sofreu um nocaute e perdeu a referência por uns tempos. Mas a força continua lá, basta reencontrar o caminho. Tanto em NY como em Chicago, percebe-se o sentimento de país (em NY, obviamente o 11 de setembro é uma referência onipresente, que unificou a cidade e o país em torno desta). A recuperação da economia americana me motivou a ponto de comprar o novo livro do Thomas Friedman &#8211; That used to be us &#8211; how America fell behind in the world it invented and how we can come back (um título bem presunçoso, sem dúvida, mas irresistível para quem se interessa por estes temas).</p>
<div id="attachment_1087" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><a href="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2011/10/img_6063.jpg"><img class="size-full wp-image-1087" title="IMG_6063" src="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2011/10/img_6063.jpg?w=500&#038;h=333" alt="" width="500" height="333" /></a><p class="wp-caption-text">Manhattan, vista do Top of the Rocks, no Rockefeller Center</p></div>
<p>Tudo bem que visitar NY e Chicago não é visitar os EUA. As grandes cidades até vão bem, pois o comércio continua forte, em parte pelos turistas (novamente muitos brasileiros) que se acotovelam nas lojas e esperam em filas para entrar em determinados locais, como a loja da Abercrombie &amp; Fitch na Quinta Avenida – uma experiência que pretendo nunca repetir…:)</p>
<p>New York é uma cidade em que você se sente em casa, por alguma razão que não consigo identificar. Será que é pelos filmes, que nos mostraram já tanto da cidade que mesmo a primeira visita é como um Déjà vu? Ou será que é pelo pacto silencioso de milhares de imigrantes e turistas, que tornam a cidade verdadeiramente cosmopolita? Talvez seja também pela orientação da cidade, principalmente de midtown para cima, em que o plano de ruas é todo quadriculado e as ruas e avenidas são conhecidas pela numeração sequencial, o que torna a localização muito fácil. E, claro, pela topografia plana que caracteriza Manhattan e que torna tudo mais fácil. Fiquei super bem localizado, em um hotel moderno e muito confortável &#8211; The Alex &#8211; (e caro, como tudo por lá quando se fala em hospedagem), entre a 3rd Avenue a a 45th Street, bem em midtown e a 2 quadras da estação Grand Central, aliás eleita meu local favorito na cidade. Na cidade, fui ao Ground Zero, onde havia as torres (mas não entrei no memorial), no Met, que é impressionante, Guggenheim, com uma exposição do Kandinsky, e no Museu de Artes e Design, que é meia-boca, mas com um restaurante no topo de tirar o fôlego: o Robert, com janelas que dão para o Central Park, bem na esquina da Columbus Circle, perto do Dakota, prédio em que vivia John Lennon (e onde foi morto).</p>
<div id="attachment_1088" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><a href="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2011/10/img_6118.jpg"><img class="size-full wp-image-1088" title="IMG_6118" src="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2011/10/img_6118.jpg?w=500&#038;h=333" alt="" width="500" height="333" /></a><p class="wp-caption-text">ícones de Manhattan: Metlife, Chrysler Building e a Grand Central no primeiro plano</p></div>
<p>É impressionante o senso de cidadania do norte-americano, seja em NY ou em Chicago. Há voluntários para tudo, há um cuidado com o bem-público, que ainda precisamos aprender muito por aqui. O exemplo mais recente é o High line, uma antiga ferrovia aérea, no lado oeste de Manhattan. Uma área decadente e degradada, que foi reurbanizada na forma de uma passarela/jardim suspenso, onde as pessoas vão passear a qualquer hora do dia. A recuperação do High Line é um exemplo de civilidade e de esperança no convívio de grandes aglomerações de pessoas como é New York, onde aliás você se sente seguro a qualquer hora do dia, em qualquer um dos lugares que visitei.</p>
<div id="attachment_1089" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><a href="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2011/10/img_6189.jpg"><img class="size-full wp-image-1089" title="IMG_6189" src="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2011/10/img_6189.jpg?w=500&#038;h=333" alt="" width="500" height="333" /></a><p class="wp-caption-text">High Line, de noite</p></div>
<p>Fazia muito tempo que não ia a Chicago, cidade onde  estive em 1991 e em 1996. Quase não me lembrava dela, e acho que foi bom assim, pois foi como ter ido pela primeira vez, agora com outros olhos. Quando fui, acho que nem existia o Millenium Park, belíssimo. Chicago é mais americana que New York, mais limpa, mais chique, e que pertence a menos pessoas, novamente algo que me faz gostar mais dela do que de New York.</p>
<div id="attachment_1090" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><a href="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2011/10/img_0070.jpg"><img class="size-full wp-image-1090" title="IMG_0070" src="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2011/10/img_0070.jpg?w=500&#038;h=333" alt="" width="500" height="333" /></a><p class="wp-caption-text">Skyline de Chicago refletido na escultura The Bean</p></div>
<p>Perguntaram-me qual cidade que gosto mais, das que visitei. Difícil responder. O bom viajante aprecia todos os lugares que visita, cada um com suas características. Sob certos aspectos, a pequena San Gimignano, na Toscana, com suas 12 torres medievais, pode ser mais espetacular do que New York, que aliás, perdeu as suas duas. Claro que tudo depende dos parâmetros analisados, do momento de cada um e das experiência vividas.</p>
<div id="attachment_1091" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><a href="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2011/10/img_0024.jpg"><img class="size-full wp-image-1091" title="IMG_0024" src="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2011/10/img_0024.jpg?w=500&#038;h=333" alt="" width="500" height="333" /></a><p class="wp-caption-text">Passarela que vai do Millenium Park até o Institute of Art, em Chicago</p></div>
<p>A única conclusão que fica é que é preciso viajar, e conhecer. Só assim é possível ter uma visão global e entender um pouco como chegamos até aqui. Vinte dias de viagem, quer queira quer não, representam um hiato na trajetória de qualquer pessoa, em que você volta um pouco diferente de como partiu. É como se a vida se acelerasse, com cada dia e nova experiência valendo por muitos meses de nossa vida do dia-dia. De certa forma, viajar é viver mais, aproveitando de uma maneira mais intensa e completa cada momento de nossa trajetória.</p>
<div id="attachment_1086" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><a href="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2011/10/img_5794_5_6.jpg"><img class="size-full wp-image-1086" title="IMG_5794_5_6" src="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2011/10/img_5794_5_6.jpg?w=500&#038;h=333" alt="" width="500" height="333" /></a><p class="wp-caption-text">Florença, berço do Renascimento</p></div>
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		<title>Uma semana na Califórnia, com vinhos e velhos amigos</title>
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		<pubDate>Sat, 24 Oct 2009 13:39:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>marcelopcarvalho</dc:creator>
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		<description><![CDATA[De volta da Califórnia, com muito trabalho acumulado e muito sono (preciso de novas férias). Como começar? Viajar em 4 amigos da época de faculdade, uns bons anos depois, acaba sendo uma tentativa de resgatar aquilo que já passou. Sim, tem um quê de nostalgia, daquela época em que as responsabilidades eram poucas e as [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=blog.oquederevier.com&amp;blog=5679249&amp;post=815&amp;subd=marcelopcarvalho&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>De volta da Califórnia, com muito trabalho acumulado e muito sono (preciso de novas férias).</p>
<p>Como começar? Viajar em 4 amigos da época de faculdade, uns bons anos depois, acaba sendo uma tentativa de resgatar aquilo que já passou. Sim, tem um quê de nostalgia, daquela época em que as responsabilidades eram poucas e as possibilidades, muitas. Por mais que se queira olhar para frente, todas as lembranças são do passado, os caminhos de cada um foram escolhidos também no passado, e é esse passado que se revisita para compreender melhor o presente. O futuro é outra história.</p>
<p>Mas, fui percebendo ao passar dos dias, que é impossível reviver esse tempo: “quer ir a Minas, Minas não há mais”, escreveu Drummond, ou “não se pode entrar duas vezes no mesmo rio, porque não é mais o mesmo rio”, disse Heráclito, lá atrás. As motivações  de cada um são outras, as preocupações também; por mais que o passado quase sempre pareça melhor do que o presente, a vida andou. Pensando lá no fundo, ainda bem!</p>
<p>Também, momentos improváveis como os proporcionados por uma viagem destas revivem velhas arestas que, naquela época, não foram aparadas, talvez por falta de maturidade. Tudo isso, na verdade, significa uma chance de corrigir (não é a palavra certa), ajeitar, ou melhor, azeitar velhas engrenagens que enferrujaram pela falta de atividade. Talvez faça parte da verdadeira amizade justamente  a disposição desse acerto de contas no bom sentido. E, no final das contas, tudo isso reforça os vínculos. Enfim, a viagem acabou tendo um certo componente psicológico que daria um bom roteiro de filme.</p>
<p>Fazendo um resumo bem resumido, de início subimos de carro (uma SUV que parecia um tanque de guerra, bem americana mesmo) de Los Angeles para Monterey pela highway 01, na Costa do Pacífico, em uma viagem de mais de 6 horas, que começa a ficar legal após Santa Barbara (comemos em Malibu, bem meia-boca). Ali, a topografia fica mais ondulada e começam a aparecer os primeiros vinhedos. Aliás, o filme <a href="http://www.imdb.com/title/tt0375063/">Sideways</a> foi filmado por lá e não no Napa Valley, que acaba sendo a região mais famosa (e com muito mais vinhos).</p>
<div id="attachment_816" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><img class="size-full wp-image-816" title="IMG_0868_3648x2736" src="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2009/10/img_0868_3648x2736.jpg?w=500&#038;h=375" alt="Cipreste, Monterey, Califórnia" width="500" height="375" /><p class="wp-caption-text">Cipreste, Monterey, Califórnia</p></div>
<p>Em Monterey, ficamos em um <a href="http://www.ichotelsgroup.com/intercontinental/en/gb/locations/monterey-clement">belo hotel</a>, bem no coração da histórica Cannery Row, da época em que a indústria de sardinhas sustentava a região. A Monterey de John Steinbeck (de “As vinhas da ira&#8221;) é simpática e muito bem cuidada, valeu a parada. Jantamos na primeira noite (moídos de cansaço) em um restaurante meio pomposo e que não agradou muito (<a href="http://www.sardinefactory.com/home/">Sardine Factory</a>), com uma carta de vinhos enorme e caríssima (aliás, não espere vinhos baratos por lá&#8230;). Mas beleza. Lá perto, em Santa Cruz, fizemos nossa primeira degustação de vinhos, na vinícola <a href="https://www.bonnydoonvineyard.com/">Bonny Doon</a>, de um cara meio doido que tenta produzir vinhos do Rhone, e que ficam beeem esquisitos.</p>
<p>No dia seguinte, fizemos a <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/17-Mile_Drive">17-mile drive</a> em direção a Carmel, uma estrada particular que vale a pena, passando por mansões e campos de golfe em uma paisagem realmente bonita, com penhascos e praias margeando o Pacífico. Carmel-by-the-sea é uma espécie de Campos de Jordão muuuito melhorada, realmente bonita, com a diferença que está à beira-mar. Lá, tomamos nosso primeiro bom vinho, um Beaulieu Cabernet Sauvignon 2005 muito equilibrado, apesar dessa safra não ter sido tão boa. Aliás, a <a href="http://www.bvwines.com/Default.aspx?ReturnUrl=%2fhome.aspx">Beaulieu,</a> mais conhecida como BV, é uma das pioneiras e tida como a produtora de um dos primeiros vinhos decentes da Califórnia, o Beaulieu Georges Latour Private Reserve.</p>
<p>Depois, fomos de novo para o Sul, para o chamado Big Sur, até a cidade de mesmo nome, uns 60 km de Carmel. A paisagem é seca, escarpada, deserta, sempre tendo o Pacífico como referência. O tempo estava fechando e talvez isso tenha contribuído para nossa impressão, mas para quem está acostumado com a costa do litoral norte de São Paulo e o litoral sul do Rio, o Big Sur não pareceu grande coisa.</p>
<p>A partir daí, rumo norte novamente, em definitivo. Ficamos na cidade de Napa, no coração da região vinícola da Califórnia e dos Estados Unidos.  Pegamos 2 dias de chuva que, pensando bem, não é tão ruim assim se estamos na etapa eno-gastronômica da viagem (só o passeio de balão que teve de ser cancelado, pena). Em Napa, Sonoma e outras cidades da região, encontra-se uma vinícola atrás da outra, a grande parte aberta a degustações com uma boa estrutura para visitantes. Em algumas, é necessário marcar hora; em outras, é só chegar. A um custo de US$ 15-20 por pessoa, degusta-se 5-6 vinhos, e o ambiente é hospitaleiro (genuinamente, ou não). Nos hotéis, há sempre mapas e revistas da região específicos sobre os vinhedos; no Napa Valley, é fácil se orientar: são 2 estradas que cortam o vale de norte a sul, ligadas em vários pontos. As vinícolas estão dispostas ao longo dessas estradas e nas intersecções. Só alegria.</p>
<p>Os destaques foram o <a href="http://www.montelena.com/">Chateau Montelena</a> (em Calistoga),  uma propriedade belíssima, estabelecida em 1882, e que cujo Chardonnay 1973 bateu vários franceses de ponta, na célebre degustação de Paris, de 1976, colocando a Califórnia no cenário de vinhos de qualidade (experimentamos o 2007, muito bom);  a <a href="http://www.frankfamilyvineyards.com/">Frank Family</a>, mas há realmente inúmeras outras que valem a pena e que nos foram indicadas, como a Joseph Phelps, Cakebread, Caymus, Pezzi King, Kuleto, Robert Mondavi, Beringer, Stag&#8217;s Leap, e por aí vai.</p>
<p>(Aliás, pausa para reflexão: em vários lugares, vinícolas, restaurantes, etc, as pessoas nos parabenizaram pelo escolha do Rio como sede dos jogos de 2016).</p>
<div id="attachment_817" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><img class="size-full wp-image-817" title="IMG_0847_3648x2736" src="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2009/10/img_0847_3648x2736.jpg?w=500&#038;h=375" alt="Vai uma abóbora aí? Pegamos uma hora de trânsito por causa dessas abóboras." width="500" height="375" /><p class="wp-caption-text">Vai uma abóbora aí? Pegamos uma hora de trânsito por causa dessas abóboras.</p></div>
<p>Subimos a Spring Mountain, onde quase ninguém vai, e caímos na <a href="http://www.palomavineyard.com/">Paloma Vineyards</a>, uma propriedade de 6-7 hectares, onde fomos recebidos debaixo de chuva por Barbara Richards, uma senhora simpática de uns 70 anos (Jim, o marido estava trabalhando com as uvas), proprietária da Paloma Vineyard. Diferente de tudo o que vimos lá embaixo, a Paloma é uma empresa familiar, de gente que vive de vinho há décadas e está de certa forma fora daquele frisson que ocorre lá no vale. Ela nos recebeu em sua bela casa e nos serviu seu ótimo Merlot – sem cobrar nada por isso (claro que compramos uma garrafa antes de sair). Detalhe: o Merlot safra 2001 deles <a href="http://www.winespectator.com/webfeature/show/id/The-2003-Wine-of-the-Year_1902">foi escolhido o vinho do ano</a> (custando US$ 45!) pela Wine Spectator, atingindo 95 pontos, a maior pontuação na história para um Merlot da Califórnia. E pensar que chegamos lá por acaso&#8230;</p>
<p>O segredo do sucesso? O solo e clima, claro, e a colheita feita manualmente, em diversas etapas, pegando só o que realmente está pronto. O olho dela, sem dúvida. Ela conhece cada metro quadrado de seu terreno, é realmente impressionante. Parece conhecer cada parreira pelo nome.</p>
<p>No último dia em Napa, tinha prometido bancar um Gala Dinner. Achamos na pequena Yountsville um <a href="http://www.palomavineyard.com/">bistrô francês</a>, 2 estrelas no guia Michelin, e conseguimos reservar. O jantar estava excelente, a um preço mais do que honesto, e foi lá que tomamos os dois melhores vinhos da viagem, ambos do Russian River Valley, em Sonoma: primeiro, o <a href="http://www.emeritusvineyards.com/">Pinot Noir Emeritus 2007</a> e, depois, para nossa surpresa, outro Pinot &#8211; Walter Hansen &#8211; Cuvée Alyce 2006, que conseguiu a improvável tarefa de ser ainda melhor do que o Emeritus. Foi o vinho top da viagem. E olha que a turma era exigente; um é casado com uma francesa legítima; o outro é especialista em vinhos italianos; o outro, suíço-fake, é só fresco mesmo&#8230;haha (eu era o mais fraquinho em termos de vinho).</p>
<div id="attachment_818" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><img class="size-full wp-image-818" title="IMG_0999_3648x2736" src="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2009/10/img_0999_3648x2736.jpg?w=500&#038;h=375" alt="Na saída do Bistro Jeanty" width="500" height="375" /><p class="wp-caption-text">Na saída do Bistro Jeanty</p></div>
<p>Ah, em Napa, em uma das noites que o cansaço bateu, resolvemos fazer um queijo e vinho no hotel mesmo. Conseguimos torrar US$ 250 entre vinhos e queijos, mas fomos dormir felizes.</p>
<p>Depois disso, subimos a serra e fomos para o belíssimo <a href="http://www.nps.gov/yose/index.htm">Yosemite National Park</a>, uma jóia improvável em meio a aridez da Califórnia. Um rio que corta um vale cheio de pinheiros, penhascos e cachoeiras. Ficamos pouco mais de um dia, e é um local que ainda vou voltar, apesar de já ter ido 2 vezes.</p>
<div id="attachment_819" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><img class="size-full wp-image-819" title="IMG_1064_4752x3168" src="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2009/10/img_1064_4752x3168.jpg?w=500&#038;h=333" alt="Yosemite Falls" width="500" height="333" /><p class="wp-caption-text">Yosemite Falls</p></div>
<div id="attachment_820" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><img class="size-full wp-image-820" title="IMG_1269_70b_71_tonemapped" src="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2009/10/img_1269_70b_71_tonemapped.jpg?w=500&#038;h=333" alt="Por do sol no Glacier Point, com o Half-Dome à direita" width="500" height="333" /><p class="wp-caption-text">Por do sol no Glacier Point, com o Half-Dome à direita</p></div>
<div id="attachment_821" class="wp-caption alignnone" style="width: 509px"><img class="size-full wp-image-821" title="IMG_1084_3168x4752" src="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2009/10/img_1084_3168x4752.jpg?w=500" alt="Eu em Yosemite Falls"   /><p class="wp-caption-text">Eu em Yosemite Falls</p></div>
<p>O final da viagem foi em San Francisco, onde basicamente nos dedicamos a compras (comprei um &#8220;gear&#8221; fotográfico de ponta) e a conhecer a cidade, mas de leve.  San Francisco é a cidade onde os americanos são menos americanos e, por isso, além dos imigrantes, é a cidade menos americana dos Estados Unidos.</p>
<p>Depois de muito peixe regado a Sauvignon Blanks da famosa <a href="http://www.robertmondaviwinery.com/flash/index.html">Robert Mondavi Winery</a>, além de um pato de pequim acompanhado de um belo Cabernet Sauvigon da <a href="http://www.justinwine.com/">Justin Vineyards</a>, de Paso Robles, devo dizer que o destaque gastronômico foi a Swan Oyster Depot, uma peixeira fundada em 1912, de uns 3 metros de largura, com um balcão de 20 lugares, que tem um atendimento fantástico e serve ostras e diversos pratos à base de mariscos, crustáceos e peixes impecavelmente frescos. Um lugar simples, barato, com fila na rua, e simplesmente magnífico. Um must, sem dúvida, que mostra que as coisas boas da vida não precisam ser sofisticadas ou caras. O resumo do Frommers diz tudo:</p>
<p><em>“Turning 96 years old in 2008, Swan Oyster Depot is a classic San Francisco dining experience you shouldn&#8217;t miss. Opened in 1912, this tiny hole in the wall, run by the city&#8217;s friendliest servers, is little more than a narrow fish market that decided to slap down some bar stools. There are only 20 or so stools here, jammed cheek-by-jowl along a long marble bar. Most patrons come for a quick cup of chowder or a plate of oysters on the half shell that arrive on crushed ice. The menu is limited to fresh crab, shrimp, oyster, clam cocktails, a few types of smoked fish, Maine lobster, and Boston-style clam chowder, all of which are exceedingly fresh. </em><strong><em>Note:</em></strong><em> Don&#8217;t let the lunchtime line dissuade you &#8212; it moves fast”</em></p>
<p><em> </em></p>
<p><em> </em></p>
<p><em></p>
<div id="attachment_822" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><img class="size-full wp-image-822" title="IMG_1336_4752x3168" src="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2009/10/img_1336_4752x3168.jpg?w=500&#038;h=333" alt="Swan Oyster Depot" width="500" height="333" /><p class="wp-caption-text">Swan Oyster Depot</p></div>
<p></em></p>
<p>Foi um final digno para uma viagem para ficar na memória. É isso aí, valeu a viagem, cujas fichas vão caindo aos poucos!</p>
<p>PS: agradeço as dicas da Giselda e ao Paulo, do blog <a href="http://nossovinho.com">Nosso Vinho</a>, por ter me indicado a Giselda!</p>
<div id="attachment_823" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><img class="size-full wp-image-823" title="IMG_1282_4752x3168" src="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2009/10/img_1282_4752x3168.jpg?w=500&#038;h=333" alt="San Francisco, vista da Lombard Street" width="500" height="333" /><p class="wp-caption-text">San Francisco, vista da Lombard Street</p></div>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/marcelopcarvalho.wordpress.com/815/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/marcelopcarvalho.wordpress.com/815/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/marcelopcarvalho.wordpress.com/815/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/marcelopcarvalho.wordpress.com/815/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/marcelopcarvalho.wordpress.com/815/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/marcelopcarvalho.wordpress.com/815/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/marcelopcarvalho.wordpress.com/815/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/marcelopcarvalho.wordpress.com/815/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/marcelopcarvalho.wordpress.com/815/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/marcelopcarvalho.wordpress.com/815/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/marcelopcarvalho.wordpress.com/815/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/marcelopcarvalho.wordpress.com/815/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/marcelopcarvalho.wordpress.com/815/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/marcelopcarvalho.wordpress.com/815/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=blog.oquederevier.com&amp;blog=5679249&amp;post=815&amp;subd=marcelopcarvalho&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Indo para Madri</title>
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		<pubDate>Fri, 17 Apr 2009 22:24:47 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Daqui a pouco embarco para mais uma viagem: Madri, na Espanha, onde fico 6 dias, 3 de lazer e 3 de trabalho. Vou dar uma palestra no Global Dairy Congress. Quem sabe faço uns posts de lá e publico umas fotos legais. Hasta la vista!<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=blog.oquederevier.com&amp;blog=5679249&amp;post=531&amp;subd=marcelopcarvalho&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Daqui a pouco embarco para mais uma viagem: Madri, na Espanha, onde fico 6 dias, 3 de lazer e 3 de trabalho. Vou dar uma palestra no <a href="http://www.zenithinternational.com/events/event_details.asp?id=58">Global Dairy Congress</a>. Quem sabe faço uns posts de lá e publico umas fotos legais. Hasta la vista!</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/marcelopcarvalho.wordpress.com/531/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/marcelopcarvalho.wordpress.com/531/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/marcelopcarvalho.wordpress.com/531/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/marcelopcarvalho.wordpress.com/531/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/marcelopcarvalho.wordpress.com/531/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/marcelopcarvalho.wordpress.com/531/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/marcelopcarvalho.wordpress.com/531/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/marcelopcarvalho.wordpress.com/531/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/marcelopcarvalho.wordpress.com/531/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/marcelopcarvalho.wordpress.com/531/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/marcelopcarvalho.wordpress.com/531/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/marcelopcarvalho.wordpress.com/531/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/marcelopcarvalho.wordpress.com/531/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/marcelopcarvalho.wordpress.com/531/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=blog.oquederevier.com&amp;blog=5679249&amp;post=531&amp;subd=marcelopcarvalho&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Cruzando o Pacífico, destino Austrália</title>
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		<pubDate>Sat, 21 Feb 2009 01:09:11 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Estou no aeroporto em Santiago, esperando a conexão que me levará a Auckland, na Nova Zelândia, e depois a Melbourne, na Austrália, meu destino nos próximos 6 ou 7 dias. Estou indo a trabalho, a convite de duas organizações para participar de um evento e dar duas palestras. De bom até agora em mais essa [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=blog.oquederevier.com&amp;blog=5679249&amp;post=386&amp;subd=marcelopcarvalho&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Estou no aeroporto em Santiago, esperando a conexão que me levará a Auckland, na Nova Zelândia, e depois a Melbourne, na Austrália, meu destino nos próximos 6 ou 7 dias. Estou indo a trabalho, a convite de duas organizações para participar de um evento e dar duas palestras.</p>
<p>De bom até agora em mais essa viagem solo foi a vista magnífica do Aconcágua ao entardecer, logo abaixo e à direita do avião. Fiquei com uma vontade de escalar um dia (não muito distante).  </p>
<p>De qualquer forma, cruzar o Pacífico Sul é uma experiência nova e por si interessante, assim como visitar, ainda que brevemente, a Austrália, um país que luta contra a inviabilidade de se produzir alimentos diante de um território quase todo desértico e com secas cada vez mais freqüentes. A primeira vítima do aquecimento global, alguns dizem. Vou lá ver como eles estão lidando com isso na cadeia produtiva do leite, em que são extremamente organizados e competentes, apesar do meio ambiente que não ajuda.  </p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-387" title="space-sunset-pacific-ocean-medium" src="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2009/02/space-sunset-pacific-ocean-medium.jpg?w=500&#038;h=327" alt="space-sunset-pacific-ocean-medium" width="500" height="327" /></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/marcelopcarvalho.wordpress.com/386/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/marcelopcarvalho.wordpress.com/386/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/marcelopcarvalho.wordpress.com/386/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/marcelopcarvalho.wordpress.com/386/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/marcelopcarvalho.wordpress.com/386/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/marcelopcarvalho.wordpress.com/386/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/marcelopcarvalho.wordpress.com/386/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/marcelopcarvalho.wordpress.com/386/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/marcelopcarvalho.wordpress.com/386/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/marcelopcarvalho.wordpress.com/386/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/marcelopcarvalho.wordpress.com/386/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/marcelopcarvalho.wordpress.com/386/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/marcelopcarvalho.wordpress.com/386/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/marcelopcarvalho.wordpress.com/386/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=blog.oquederevier.com&amp;blog=5679249&amp;post=386&amp;subd=marcelopcarvalho&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Shanghai, síntese do mundo</title>
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		<pubDate>Sun, 01 Feb 2009 13:24:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>marcelopcarvalho</dc:creator>
				<category><![CDATA[Mundo]]></category>
		<category><![CDATA[Turismo]]></category>
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		<category><![CDATA[China]]></category>
		<category><![CDATA[Peace Hotel]]></category>
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		<description><![CDATA[Se existe uma cidade no mundo que tem uma mágica que não se pode descrever, essa cidade é Shanghai, na China. Antes: nenhuma mágica por princípio é descritível, mas a de Shanghai é diferente. Talvez você tenha preconceitos. Talvez a China lhe pareça exótica, e no exotismo há um desprezo e um preconceito. Meu objetivo [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=blog.oquederevier.com&amp;blog=5679249&amp;post=313&amp;subd=marcelopcarvalho&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal" style="margin:0 0 10pt;"><span style="font-size:small;font-family:Calibri;">Se existe uma cidade no mundo que tem uma mágica que não se pode descrever, essa cidade é <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Shanghai" target="_blank">Shanghai</a>, na China. Antes: nenhuma mágica por princípio é descritível, mas a de Shanghai é diferente. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0 0 10pt;"><span style="font-size:small;font-family:Calibri;">Talvez você tenha preconceitos. Talvez a China lhe pareça exótica, e no exotismo há um desprezo e um preconceito. Meu objetivo aqui é tentar romper esse preconceito. Objetivo inútil, por sinal, pois a única maneira efetiva de rompê-lo é visitando Shanghai.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0 0 10pt;"><span style="font-size:small;font-family:Calibri;">Shanghai é a maior cidade chinesa, com mais de 15 milhões de habitantes. A que fica acima do mar, diz o significado em chinês antigo. O maior porto de carga do mundo. Apesar disso, dessa exposição grandiosa, Shanghai tem seus mistérios. Convivem por lá o presente e o passado. Vários passados, e também o futuro. É a única cidade que conheço que tem dois “skylines”, cada um com sua história a contar. Um deles, com uma história ainda a contar.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0 0 10pt;"><span style="font-size:small;font-family:Calibri;">De um lado do rio Huangpu, um afluente do grande Yangtze, a visão futurista do <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Pudong" target="_blank">Pudong</a>, onde há<span>  </span>quinze anos se estendia um milenar campo de arroz. Hoje, de dia, nos faz lembrar uma maquete. De noite, a miríade de luzes e intensidade nos traz à realidade e nos mostra que aquilo de fato existe. O Pudong</span><span style="font-size:small;font-family:Calibri;"><span> </span>é o presente da China que cresce, mas é também o futuro do mundo que se descortina, tendo a </span><span style="font-size:small;font-family:Calibri;"><a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Oriental_Pearl_Tower" target="_blank">Oriental Pearl Tower</a> como seu símbolo definitivo.</span></p>
<div></div>
<p><span style="font-size:small;font-family:Calibri;"></p>
<div class="mceTemp">
<div id="attachment_323" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><img class="size-full wp-image-323" title="pudong-080" src="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2009/02/pudong-080.jpg?w=500&#038;h=375" alt="Pudong" width="500" height="375" /><p class="wp-caption-text">Pudong</p></div>
</div>
<p> </p>
<p><span style="font-size:small;font-family:Calibri;">Shanghai é, acima de tudo, um mundo de luzes. É a China que se admira e que se teme, em sua expressão máxima. É a prova do que está por vir. Beijing é burocrática; Guangzhou, antiga Cantão, é <em>fake</em> (o português poderia ter uma palavra adequada para descrever <em>fake</em>).<span>  </span>Shanghai não é nada disso: é o exemplo do que se pode fazer com dinheiro, disciplina e, principalmente, muita gente. <span> </span>É o novo símbolo do capitalismo (acabei de assistir Wall Street..) e do potencial humano de conviver com sua história e com seus sonhos, de pensar grande.</span></p>
<p></span></p>
<div class="mceTemp">
<div id="attachment_317" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><img class="size-full wp-image-317" title="marcelo-china-2-135v2" src="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2009/02/marcelo-china-2-135v2.jpg?w=500&#038;h=375" alt="Pudong, visto do topo do Peace Hotel; Oriental Pearl Tower ao fundo" width="500" height="375" /><p class="wp-caption-text">Pudong, visto do topo do Peace Hotel; Oriental Pearl Tower ao fundo</p></div>
</div>
<p class="MsoNormal" style="margin:0 0 10pt;"><span style="font-size:small;font-family:Calibri;">Do lado de cá de Shanghai, <em><a href="http://en.wikipedia.org/wiki/The_Bund" target="_blank">The Bund</a>, </em>com<em> </em><span> </span>seus 52 edifícios nos mais variados estilos: barroco, gótico, <em>art deco</em>,<span>  </span>neoclássico (como no <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/HSBC_Building,_Shanghai" target="_blank">prédio do HSBC</a></span><span style="font-size:small;font-family:Calibri;">, de 1865), remetendo à colonização européia, do final do século XIX e início do século XX. É preciso andar à noite pelo The Bund para entender o seu significado. Centenas de pessoas, luzes, música, vida, naquele ambiente que restou intacto do início do século XX, sob influência principalmente da Inglaterra e da França, mas não somente. Na Wikipedia, há uma <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/File:The_Bund_of_Shanghai.jpg" target="_blank">panorâmica sensacional</a> do The Bund. Aí você vai entender o que estou dizendo.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0 0 10pt;"><span style="font-size:small;font-family:Calibri;">E há o <a href="http://www.shanghaipeacehotel.com/" target="_blank">Peace Hotel</a></span><span style="font-size:small;font-family:Calibri;">, segundo o site oficial do hotel, construído no estilo Gótico da Escola de Chicago, pelo magnata Victor Sassoon, entre 1926 a 1929. A visão lá de cima, do terraço situado logo abaixo do teto piramidal verde, onde há um bar embalado a violinos, é o <em>must</em> da cidade. A vista de tudo, do The Bund, do Huangpu, do Pudong. Se existe uma cidade que precisa ser visitada antes de passarmos por essa vida, essa cidade é Shanghai. E se existe um lugar a ser conhecido nessa cidade, esse lugar é o terraço do Peace Hotel. <span> </span></span></p>
<div></div>
<p><span style="font-size:small;font-family:Calibri;"></p>
<div id="attachment_319" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><img class="size-full wp-image-319" title="marcelo-china-2-127" src="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2009/02/marcelo-china-2-127.jpg?w=500&#038;h=375" alt="The Bund" width="500" height="375" /><p class="wp-caption-text">The Bund</p></div>
<p> </p>
<p><span style="font-size:small;font-family:Calibri;">Conversamos com um executivo da Vale, que havia vivido 3 anos e Bruxelas e estava há 3 em Shanghai. Após o desespero inicial de ser expatriado da Europa confortável para o inóspito fim do mundo, ele admitiu: sua família preferia hoje viver em Shanghai do que em Bruxelas. Você pode imaginar o que é isso? Certamente que não, até visitar Shanghai. Hoje, digo que é perfeitamente compreensível. Bruxelas, como toda a Europa, já aconteceu há séculos. É ótima para se visitar.</span></p>
<p></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0 0 10pt;"><span style="font-size:small;font-family:Calibri;">Shanghai é uma cidade cosmopolita. Na verdade é mais do que isso. Shanghai é a cidade do mundo. Lá, o velho e o novo convivem. Há, por exemplo, os jardins centenários na cidade antiga, como o <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Yuyuan_Garden" target="_blank">Yuyuan Garden</a><strong>, </strong>que nos remete ao século XVI com toda a sua paz e tranqüilidade orientais, algo a princípio improvável de se conceber em uma cidade frenética como Shanghai. Mas lá nada é improvável. Ocidente e oriente encontram o diálogo perfeito, assim como o passado e o futuro, a tradição e a inovação, o romantismo do The Bund com a frieza capitalista e deslumbrante do Pudong. Sem conflitos ou hipocrisia. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0 0 10pt;"><span style="font-size:small;font-family:Calibri;">Shanghai é, acima de tudo, onde as coisas acontecem. Lá, tem-se a sensação de não estarmos perdendo nada. Vá para a China, fique em Shanghai. Talvez a única cidade do mundo para a qual, sem uma análise racional e aprofundada, eu concordaria em viver. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0 0 10pt;">
<div class="MsoNormal" style="margin:0 0 10pt;"><span style="font-size:small;font-family:Calibri;">Obs: <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/List_of_films_set_in_Shanghai" target="_blank">veja aqui a lista de filmes</a> rodados em Shanghai.</span></div>
<div></div>
<p><span style="font-size:small;font-family:Calibri;"></p>
<div id="attachment_320" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><img class="size-full wp-image-320" title="marcelo-china-2-089v2" src="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2009/02/marcelo-china-2-089v2.jpg?w=500&#038;h=375" alt="Cidade velha em Shanghai" width="500" height="375" /><p class="wp-caption-text">Cidade velha em Shanghai</p></div>
<p> </p>
<p><span style="font-size:small;font-family:Calibri;"></p>
<div id="attachment_321" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><img class="size-full wp-image-321" title="marcelo-china-2-149" src="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2009/02/marcelo-china-2-149.jpg?w=500&#038;h=666" alt="Yuyuan Garden" width="500" height="666" /><p class="wp-caption-text">Yuyuan Garden</p></div>
<p> </p>
<p> </p>
<p></span></span></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/marcelopcarvalho.wordpress.com/313/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/marcelopcarvalho.wordpress.com/313/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/marcelopcarvalho.wordpress.com/313/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/marcelopcarvalho.wordpress.com/313/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/marcelopcarvalho.wordpress.com/313/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/marcelopcarvalho.wordpress.com/313/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/marcelopcarvalho.wordpress.com/313/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/marcelopcarvalho.wordpress.com/313/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/marcelopcarvalho.wordpress.com/313/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/marcelopcarvalho.wordpress.com/313/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/marcelopcarvalho.wordpress.com/313/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/marcelopcarvalho.wordpress.com/313/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/marcelopcarvalho.wordpress.com/313/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/marcelopcarvalho.wordpress.com/313/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=blog.oquederevier.com&amp;blog=5679249&amp;post=313&amp;subd=marcelopcarvalho&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Dicas de esqui, passeios e gastronomia em Ushuaia, na Terra do Fogo</title>
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		<pubDate>Sun, 21 Dec 2008 11:44:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>marcelopcarvalho</dc:creator>
				<category><![CDATA[Esporte]]></category>
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		<description><![CDATA[O blog agora fala de viagens, uma das coisas que mais gosto de fazer. No final de agosto, fui esquiar no Cerro Castor, a estação de esqui mais austral do mundo, localizada em Ushuaia, Terra do Fogo, na Patagônia Argentina. A cidade está quase no paralelo 55° Sul, à beira do Canal de Beagle (que [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=blog.oquederevier.com&amp;blog=5679249&amp;post=67&amp;subd=marcelopcarvalho&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p class="MsoNormal" style="margin:0 0 10pt;">O blog agora fala de viagens, uma das coisas que mais gosto de fazer.</p>
<p><span style="font-size:small;font-family:Calibri;">No final de agosto, fui esquiar no </span><span style="font-size:small;font-family:Calibri;"><a title="Cerro Castor" href="http://wwww.cerrocastor.com" target="_blank">Cerro Castor</a>, a estação de esqui mais austral do mundo, localizada em </span><span style="font-size:small;font-family:Calibri;"><a title="Ushuaia" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Ushuaia" target="_self">Ushuaia</a>, Terra do Fogo, na Patagônia Argentina. A cidade está quase no paralelo 55° Sul, à beira do Canal de Beagle (que no ponto mais estreito tem apenas 5 km de largura) e não muito longe da Antártica, que fica uns 1.200 km ao Sul. Do lado de lá do Canal, tem um pedaço de Chile. Depois disso, a temível Passagem de Drake e a Antártica. </span></p>
<p><span style="font-size:small;font-family:Calibri;">Bom, visitar a cidade mais austral do mundo por si só já vale a pena, especialmente para quem gosta de geografia e história. O Canal de Beagle foi cruzado por Charles Darwin a bordo do HMS Beagle, <span> </span>o célebre navio que rodou o mundo e permitir ao naturalista formular a Teoria da Evolução. O Canal leva o nome do navio.</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0 0 10pt;"><span style="font-size:small;font-family:Calibri;">Outro aspecto de história: é interessante ver como as </span><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Calibri;"><a title="Ilhas Malvinas" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Ilhas_Malvinas" target="_blank">Ilhas Malvinas</a> (Falklands, para a Inglaterra) estão na memória do povo da cidade. Vale lembrar que Ushuaia fica perto desse arquipélago que a Argentina invadiu e perdeu para a Inglaterra em 1982. Desde o aeroporto, chamado Aeropuerto Malvinas Argentinas, até inúmeros monumentos, percebemos que os “fueguinos” não engoliram a derrota. Mas essa cidade de 45.000 habitantes oferece bem mais do que isso. Paisagens muito bonitas, com mar, lagos e montanhas nevadas, boa gastronomia e, claro, uma estação de esqui para ninguém botar defeito. <span> </span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0 0 10pt;"><span style="font-size:small;font-family:Calibri;">Em Ushuaia, ficamos no </span><span style="font-size:small;font-family:Calibri;"><a title="Hotel Del Glaciar" href="http://www.hoteldelglaciar.com/" target="_blank">Hotel Del Glaciar</a>, que fica um pouco distante do centro (uns 10 minutos de taxi, que é barato lá, como em toda Argentina), aos pés do Glaciar Del Martial. O hotel é novo, muito confortável, o atendimento é correto, mas é grandalhão e impessoal. Na maior parte do tempo, estava bem vazio, o que aumenta a sensação de pouco aconchego. Talvez fosse melhor ter ficado em uma pousada charmosa. Porém, com uma vista dessas (veja abaixo), para a Baía de Ushuaia e para o Canal de Beagle,<span>  </span>esses detalhes perdem importância.</span></p>
<p> </p>
<div id="attachment_87" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><img class="size-full wp-image-87" title="cimg17092" src="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2008/12/cimg17092.jpg?w=500&#038;h=375" alt="Vista do Hotel Del Glaciar, para a Baia de Ushuaia e Canal de Beagle" width="500" height="375" /><p class="wp-caption-text">Vista do Hotel Del Glaciar, para a Baía de Ushuaia e Canal de Beagle</p></div>
<p>  <span style="font-size:small;"><span style="font-family:Calibri;"><strong>Onde comer</strong></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0 0 10pt;"><span style="font-size:small;font-family:Calibri;">O melhor restaurante da cidade, pelo menos entre os que fomos nas 7 noites na cidade, é o </span><span style="font-size:small;font-family:Calibri;"> <a title="Kaupé" href="http://www.kaupe.com.ar" target="_blank">Kaupé</a>. É um restaurante pequeno, no máximo umas 10 mesas, ambiente bonito, atendimento impecável, e comida excelente. Vá de centollas de entrada (aqueles carangueijos vermelhos, enormes, que parecem saídos de algum filme de ficção), peça merluza negra ou carne que você não se arrependerá.<span>  </span>Na primeira vez que fomos, tomamos um Merlot, da Família Ruttini, acho que 2005, que estava estupendo. Na segunda vez, uns 3 dias depois, o garçom se lembrava<span>  </span>de cada detalhe de nosso pedido (ponto da carne, água com gás ou sem gás, etc). Não é barato (você também queria o quê?&#8230;rs): gasta-se entre R$ 120 e R$ 150 por pessoa, dependendo do vinho. Isso com dólar a R$ 2,00&#8230;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0 0 10pt;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Calibri;">Outra boa pedida é o Tia Elvira. Ah, e não deixe de passar pelo café Tante Sarah – é bem mais que um café, e muito bom.<span>  </span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0 0 10pt;"><strong><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Calibri;">A estação de esqui – Cerro Castor</span></span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0 0 10pt;"><span style="font-size:small;font-family:Calibri;">Cerro Castor fica a uns 20 ou 30 minutos de Ushuaia. A estação pode não ser tão charmosa e “família” como Cerro Chapelco, em San Martin de Los Andes, mas a medida que os dias vão passando e você vai se ambientando, verá que Cerro Castor vale a pena. </span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0 0 10pt;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Calibri;"><span> </span>Na verdade, foi uma grata surpresa. Não é uma estação grande, mas oferece muitos atrativos:<span>  </span>bastante neve, ótimas pistas, lifts novos e rápidos, paisagens deslumbrantes e, acreditem, pouca gente (ainda).<span>  </span>Não é por acaso que, enquanto estávamos lá, aconteciam as seletivas de esqui das equipes da França, Itália, Suíça e Canadá, para os Jogos Olímpicos de Inverno. </span></span></p>
<p> Obs: o <a href="http://www.linkedin.com/in/exploranter">Flávio Melo,</a> experiente esquiador, me confirmou que Cerro Castor é a melhor estação da América do Sul. </p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0 0 10pt;"><span style="font-size:small;font-family:Calibri;">Um temor que tínhamos era o frio. Afinal, a estação fica lá embaixo, quase na Antártica. Mas exceto quando o tempo fechava e ventava, posso dizer que o frio foi suportável e não atrapalhou o programa. Talvez em junho e julho seja pior. </span></p>
<p> </p>
<div id="attachment_69" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><img class="size-full wp-image-69" title="cimg1699" src="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2008/12/cimg1699.jpg?w=500&#038;h=375" alt="Essa é a vista principal de Cerro Castor" width="500" height="375" /><p class="wp-caption-text">Essa é a vista principal de Cerro Castor</p></div>
<p> </p>
<div id="attachment_75" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><img class="size-full wp-image-75" title="cimg17321" src="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2008/12/cimg17321.jpg?w=500&#038;h=375" alt="Vista do outro lado da montanha. Selvagem e bela." width="500" height="375" /><p class="wp-caption-text">Vista do outro lado da montanha. Selvagem e bela.</p></div>
<p> </p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0 0 10pt;"> <strong><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Calibri;"><a title="Parque Nacional da Terra do Fogo" href="http://www.tierradelfuego.org.ar/pntf/" target="_blank">Parque Nacional da Terra do Fogo</a></span></span></strong></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0 0 10pt;"><span style="font-size:small;"><span style="font-family:Calibri;">Se você gosta de natureza e belas paisagens como eu, não se arrependerá de deixar de esquiar um dia e visitar esse parque nacional que fica a menos de meia hora do centro da cidade. A Baía Lapataia é um espetáculo à parte, um pedaço tranqüilo de mar azul, entremeado de formações rochosas. Ela entra no continente, formando canais e lagos que depois se juntam ao Lago Roca, outra paisagem muito bonita. Ficamos um dia no parque – o motorista nos deixou na Baía Lapataia e caminhamos até o Lago Roca, onde há um restaurante. É possível ficar mais tempo e fazer outros passeios por lá também.<span>  </span></span></span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0 0 10pt;"><span style="font-size:small;font-family:Calibri;">É isso. Ushuaia e Cerro Castor valem a pena. Em 2009, quero ver se vou para o outro extremo, o Alasca, com o objetivo de fotografar (umas das minhas resoluções de 2009: dedicar-me mais a esse hobby – já comprei uma máquina legal). Vamos ver se dá certo&#8230;</span></p>
<p class="MsoNormal" style="margin:0 0 10pt;"><span style="font-size:small;font-family:Calibri;"> </span></p>
<div id="attachment_76" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><img class="size-full wp-image-76" title="cimg18021" src="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2008/12/cimg18021.jpg?w=500&#038;h=375" alt="Baia Lapataia" width="500" height="375" /><p class="wp-caption-text">Baía Lapataia</p></div>
<p> </p>
<div id="attachment_78" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><img class="size-full wp-image-78" title="cimg18061" src="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2008/12/cimg18061.jpg?w=500&#038;h=375" alt="Parque Nacional da Terra do Fogo" width="500" height="375" /><p class="wp-caption-text">Parque Nacional da Terra do Fogo</p></div>
<div id="attachment_80" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><img class="size-full wp-image-80" title="cimg1867" src="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2008/12/cimg1867.jpg?w=500&#038;h=375" alt="Lago Roca" width="500" height="375" /><p class="wp-caption-text">Lago Roca</p></div>
<p> </p>
<div id="attachment_79" class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><img class="size-full wp-image-79" title="cimg18681" src="http://marcelopcarvalho.files.wordpress.com/2008/12/cimg18681.jpg?w=500&#038;h=375" alt="Lago Roca" width="500" height="375" /><p class="wp-caption-text">Lago Roca</p></div>
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